domingo, 28 de setembro de 2008

Hellboy Vol.1 Library Edition


Mike Mignola traz para o nosso mundo o demónio Anung un Rama (a Besta do Apocalipse), Hellboy! O mundo de Mignola é extremamente influenciado por H.P. Lovecraft e Edgar Alan Poe, daí este livro ter uma dedicatória a estes dois autores de histórias do fantástico! Mas Hellboy também se tornou uma escola, sendo o estilo e o género "copiado" por outros autores. Mignola já tinha trabalhado com a DC e muito com a Marvel, em títulos mainstream como DareDevil, X-Men, Spider-Man entre outros! Em 1993, e pela editora Dark Horse, nasce para o mundo Hellboy sendo apresentado na comic-con de S.Diego desse ano. A partir daí foi uma sucessão de exitos, tanto com o Hellboy, como na série spin-off B.P.R.D. (Bureau for Paranormal Research and Defense).
A Devir portuguesa editou vários TPB desta série sendo o 4º volume editado o ano passado, ganhando o prémio nos "VI Troféus Central Comics" para Melhor Publicação Estrangeira: HellBoy – A Mão Direita do Apocalipse (Devir/G-Floy). Em português, se estiver errado corrijam-me, foram editados em TPB:
- Semente de Destruição
- O Caixão Acorrentado
- Despertar o Demónio
- A Mão Direita do Apocalipse

- O Verme ConquistadorEsta edição de luxo, Library Edition, com a capa em tecido e formato igual ao Franco-Belga, contêm :
- Seed of Destruction
- Wake the Devil

Hellboy é trazido para a nossa dimensão por Rasputin, em colaboração com as forças Nazis. Acaba por ser apadrinhado pelo professor Trevor Bruttenholm e trabalhar no referido em cima B.P.R.D. É um gigante bruto, mas de bom coração (estamos a falar de um demónio), e em colaboração com os seus amigos Abe Sapien (anfibeo) e Liz Sherman (capacidades pirotécnicas), livram o mundo de toda a espécie de demónios, fantasmas, vampiros... enfim tudo o que seja sobrenaturalmente negro. Neste primeiro livro é feita a apresentação dos principais personagens, sendo que é em "Seed of Destruction" que se dá o primeiro embate entre Hellboy e Rasputin. Na segunda parte, "Wake the Devil", entramos no folclore Romeno (e não só) em que os nossos heróis têm de se bater com Rasputin (outra vez) e os seus aliados Nazis, que tinham ficado criogenizados algures na Noruega, para além de vampiros e antigos deuses.
Mignola é excelente na maneira em como "decora" o espaço da acção, velhas igrejas, muitas estátuas provenientes de cemitérios, enfim um estilo gótico muito expressivo. A acção propriamente dita é simples e eficaz: é Banda Desenhada! O seu traço simples promove essa eficácia e isto aliado ao ambiente gótico, resulta numa Banda Desenhada de rara qualidade.
Com um guião desta qualidade, só poderiam acontecer os filmes... e já vai em dois!
- Hellboy
- Hellboy 2 - O Exército Dourado !!

Hardcover
Criado por: Mike Mignola
Editado em 2008 por Dark Horse

Nota : 11 em 10
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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Inumanos


E agora um livro editado pela Devir, já no fim da sua "época dourada": Inumanos!
Comprei já há uns anos porque sempre gostei daquelas personagens estranhas e poderosas do universo Marvel. Este "one-shot" dá a ideia de ser mais um "What If...", e ficam já a saber que eu não gosto deste tipo de abordagem que a Marval fez a algumas das suas personagens! As cronologias são importantes e devem ser seguidas o melhor posivel, embora eu saiba que no meio de tantos títulos que saiem no mercado norte americano, é muito dificil manter este aspecto de "telenovela" que são os comics americanos.
Falando um pouco dos Inumanos e da sua estória, estes estranhos seres, que eu comparo aos X-Men mas de origem Kree, tiveram como pais Stan Lee e Jack Kirby e têm como fulcro principal a sua família real encabeçada por Black Bolt (Raio Negro) e Medusa, sua esposa. Já se "atravessaram" por diversas vezes no caminho dos Fantastic Four (Quarteto Fantástico) e dos Avengers (Vingadores), inclusivamente Cristalys, irmã de Medusa, casou e teve um filho de Pietro Maximoff (Quicksilver). Estes seres vivem na cidade de Attilan, que já mudou várias vezes de sítio (desde a Lua, até aos Himalaias). Neste livro, Ronan, o famoso "Acusador" Kree, descobre os Inumanos e torna-os escravos na sua luta contra o Império Shi'ar, usando-os como "armas vivas". Basicamente é um livro sobre honra, tanto Kree como por parte dos Inumanos. No fim, grande parte deste povo prefere seguir Ronan na sua luta , do que Black Bolt e a sua família para uma vida na sombra dos Humanos. Eu gostaria que este livro fosse tomado em conta na cronologia Inumana, mas pelo que já li de World War Hulk e Secret Invasion, penso que passa um pouco ao lado disto.
É um livro com uma arte agradável e uma estória leve, ou seja um bom livro de entretenimento. Pode-se dizer que é um livro bem latino, pois os seus autores são dois espanhóis, um mexicano e um uruguaio!

TPB
Criado por: Carlos Pacheco, Rafael Marin, Jose Ladronn e Jorge Lucas
Editado em 2005 por Edições Devir
Comprado na Bulhosa
Nota : 7,5 em 10
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domingo, 21 de setembro de 2008

Em Busca do Pássaro do Tempo - 1º Ciclo


Serge Le Tendre e Régis Loisel transportam-nos para um mundo de aventura e magia nesta saga, "Em Busca do Pássaro do Tempo". Esta história tem um ciclo inicial de quatro livros editados em português, sendo edições já bastante antigas (década de 90). Infelizmente pertencem a uma série editada pela Meribérica chamada "Histórias Fantásticas", série esta que tem uma qualidade gráfica deprimente nalguns livros, nos quais estão incluídos os dois exemplares de Druuna ...

Quando eu falo em 1º ciclo estou a falar destes quatro livros:
- O Búzio de Ramor
- O templo do Esquecimento
- O Mestre
- O Ovo das Trevas

Foi editado, também em português, "O Amigo Javin" que é o álbum inicial do 2º ciclo desta história, sendo editado em França o segundo deste ciclo posterior, Le Grimoire des Dieux, o ano passado! Seria interessante alguma editora pegar neste 2ºciclo...

Voltando aos quatro livros objectos desta crítica, posso garantir que os poderão ler como se fosse uma história finita! Não terão de comprar o "O Amigo Javin" para perceber a história na totalidade.
Esta foca-se na demanda pelo Pássaro do Tempo, ou do Ovo das Trevas, como preferirem, em que Mara, Princesa Feiticeira de um dos povos de Akbar, incumbe Bragon, antigo e nobre cavaleiro na busca de alguns objectos místicos. Para o convencer usa a bela Pélisse, fazendo o nobre cavaleiro acreditar que seria sua filha, pois Bragon tinha sido um antigo amante de Mara...

A este grupo junta-se um jovem, que fica "hipnotizado" pelo trazeiro de Pélisse, e passa a ser constituinte do grupo, mas disfarçado. Juntar-se-ão mais dois elementos ao grupo no último livro, mas, como se costuma dizer: as histórias são melhor lidas que contadas... como tal, poderão ainda adquirir estes antigos exemplares nos leilões do Miau ou na BD Portugal, que ainda se encontram com facilidade e a preços decentes.

A história de Serge Le Tendre é sólida, bonita e com um final que talvez se esperasse, mas não daquela maneira... ou seja, um final não muito esperado.
Régis Loisel é o verdadeiro prejudicado por esta edição da Meribérica, pois já referi, a qualidade de impressão e acerto de cores deixa muito a desejar... mas pronto, em grande parte da história deixa fluir bem a sua arte e poderemos admirar a qualidade do pormenor do seu traço e quando possivel, da cor também !

De notar que a obra mais "falada" deste autor é Peter Pan, estando editados cá quatro dos seis constituintes desta bela série. Talvez um dia ela seja objecto de crítica neste blogue, se alguma editora resolver editar os dois que faltam...

Para finalizar devo dizer que dentro do género "fantasia heróica", esta série é imprescindível! Todos os lugares, mitos e personagens são muito sólidos e cativantes. É uma excelente leitura, embora a edição não acompanhe, e isso vai-se reflectir na nota final, pois uma parte da minha apreciação é feita sobre a qualidade editorial do produto... só por isso não terá um redondo "10"!
Boas leituras!

Hardcover/Softcover
Criado por: Régis Loisel e Serge Le Tendre
Editado entre 1990 e 1998 pela Meribérica
Nota : 9 em 10
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Absolute Batman: The Long Halloween


Como é que eu posso explicar isto... É um grande livro, tanto no tamanho como na arte ou história!
"Batman: The Long Halloween", vem depois de "Batman: Year One", e antes de "Batman: Dark Victory" e" Catwoman: When in Rome" . Os eventos destes dois últimos livros acontecem no mesmo espaço de tempo, cronologicamente falando. Para saber mais sobre "When in Rome", é só clicar no link anterior.


Para quem não sabe, o último filme deste herói, "The Dark Knight ",é baseado nesta série limitada a treze revistas. Este livro segue a tradição de "Batman: Ano Um", editado em português pela Devir, ou seja, o "filme negro" continua, mas agora mais negro que nunca.

É apresentada a origem do Two-Faces, o procurador Harvey Dent, e o fim do império "mafioso" de Carmine Falcone. Aliás, o livro começa mesmo por aí, mostrando a luta de Harvey Dent contra o crime organizado. Este, mais o capitão da polícia Jim Gordon e Batman, celebram uma aliança para pôr este "Padrinho" da máfia dentro de uma cela.

No meio das contrariedades inerentes a uma tarefa deste género aparece um novo vilão ou vigilante, Holiday Killer, que começa a abater nos feriados Americanos membros ou aliados de Carmine Falcone. Este começando a ficar encurralado, contrata uma série de vilões como o Scarecrow, Penguin, Poison Ivy, Riddler, Catwoman e por arrasto de Two-Faces vem Solomon Grundy! No meio disto tudo o Joker vai fazendo das suas...

A Catwoman, ou Selina Kile, tem um papel muito dela neste livro, que vai culminar em Catwoman: When in Rome .
Eu achei a história de Jeph Loeb muito boa, viciante! A trama está muito bem feita e nunca se consegue saber, nem no final, quem é o Holiday Killer! Existem três suspeitos, mas nunca se consegue deslindar se é um deles (e qual), se serão dois deles, ou os três! Gostei muito mesmo.

Em relação à arte de Tim Sale, esta fica a "matar" neste argumento. As cenas de movimento estão excelentes, consegue criar grande profundidade na expressão facial dos personagens envolvidos, e a cor faz realçar toda a expressão do lápis, embora o traço típico de Sale seja um pouco estranho... mas como alguém já disse: no princípio estranha-se, mas depois entranha-se!
Boas leituras!

Slipcased Hardcover
Criado por: Jeph Loeb e Tim Sale
Editado em 4 de April,2007 por DC Comics
Comprado na Amazon
Nota : 10 em 10
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sábado, 13 de setembro de 2008

Druuna


Druuna, ícone sexual da Banda Desenhada, teve os dois primeiros números editados em português pela Meribérica. Saíram na série "Histórias Fantásticas", infelizmente ficando só por esses dois volumes mesmo... é que para além da grande arte de Serpieri, a estória não é nada má, antes pelo contrário!
Druuna alia personagens belas e voluptuosas de ambos os sexos, incluindo mutações transsexuais, a uma muito boa estória de ficção-ciêntifica/ terror. Todo o contraste entre as criaturas horrorosas, devido a uma espécie de peste chamado "O Mal" e os humanos "limpos", fazem os nossos olhos caírem sempre na beleza do corpo humano (masculino/ feminino) e acompanharem página após página o traço de Serpieri, procurando saber como acabará esta pretensa guerra entre mutações horriveis e os humanos livres d´"O Mal". Vou neste post apenas falar destes dois primeiros livros, visto que para além destes só "O Planeta Esquecido" (nº.7) foi editado em português, pela editora Norma. Para já o nome de todos os livros desta série:
- Morbus Gravis (Meribérica)
- Druuna (Meribérica)
- Creatura
- Carnivora
- Mandragora
- Aphrodisia
- O Planeta Esquecido (Norma)
- Clone

Conta-se que as modelos para as figuras femininas da série Druuna, foram as moças cariocas, que desde a juventude deste artista, sempre lhe ocuparam a cabeça. De notar que a estória está no limite do considerado erótico, para o pornográfico! Existem outros álbuns, os números "X" (X e X2), em que esse limite é completamente ultrapassado... são álbuns de ilustrações e sketch sem censuras nem limites!
Voltando aos álbuns da Meribérica, Druuna tenta encobrir o seu namorado (ele está contaminado) da polícia e prostitui-se para obter o "serum", substância que fazia retroceder as mutações das pessoas contaminadas... mas o nível de mutação do seu namorado Shastar já era tão elevado, que a regressão não era total. Numa das suas visitas ao médico que distribuía o "serum", conhece um ser híbrido: O Mutante. A partir daqui tudo quanto era certo passa a não ser, a estória tem voltas de que o leitor não está à espera, com um Shastar sempre presente, mas não visível e uma Druuna cada vez mais assustada ao perceber, na realidade, onde vivia e o porquê daquela situação! É claro que não posso contar detalhadamente a estória, senão isto "perdia a piada", mas fiquei com pena de não haver os restantes números em português. Estão editados em Inglês pela Heavy Metal, em francês pela Bagheera. On-line encontram-se em brasileiro.
Boas leituras!

Softcover (capa mole)
Criado por: Paolo Eleuteri Serpieri
Editado entre 1987 e 1988 pela Meribérica
Comprado na BD portugal
Nota : 8,5 em 10
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Annihilation: Conquest Book 2 HC


E pronto... assim termina a saga Annihilation com esta sequela, Conquest, totalizando um total de cinco grandes compilações! Para mim a melhor saga cósmica da Marvel nos últimos anos... desde "Desafio Infinito" e as respectivas sequelas "Guerra Infinita" e "Cruzada Infinita", que não havia um evento cósmico desta magnitude! Entre estas sagas do "Infinito" e "Annihilation" existe um personagem comum, que felizmente não aparece muito: Adam Warlock! Herói principal de "desafio Infinito", é recuperado em "Annihilation Conquest", e bem! Quando eu referi atrás que Warlock "...felizmente não aparece muito..." foi porque eu adoro o personagem, e como as suas poucas aparições são bastante intervaladas, a sua imagem tem pouco desgaste, ao contrário do que acontece a outros heróis/vilões do universo Marvel. Este segundo tomo de Annihilation: Conquest retoma também os heróis da primeira fase: Nova, Drax e Gamorra!
Novamente esta série repete a receita de exito da primeira com a vantagem de agora, e neste segundo volume, irem buscar o herói de Annihilation e criarem um novo e poderoso ser: Wraith! Este para mim, juntamente com o recuperar de Adam Warlock, foi a inesperada mais-valia desta série. Aliás esta série é um encontro de personalidades antigas, recentes e outras novas! Até Ultron e o High Evolutionary têm o seu papel, marcante, neste segundo livro da segunda série. Não vou falar nada, nada, sobre a estória deste Vol.nº2 desta sequela Conquest. Eu acho que este é um daqueles livros que se deve ler sem ter recebido um mínimo spoiler.
A única falha deste grande livro é a falta de um arco de estória entre a fuga de Nova, e respectiva perseguição por parte de Gamorra e Drax (contaminados pela Phalanx), e no fim aparecem todos muito "amiguinhos"... penso, mas não tenho a certeza de que terão resolvido os problemas na série a solo de Nova. Ficam os links para os outros posts desta saga:
- Annihilation
- Annihilation: Conquest Book 1 HC
A arte oscila com os autores, sendo no geral bastante boa e o livro, aliás, toda a série cumpre um dos grandes objectivos da BD: a diversão!
Os heróis desta série vão ser recuperados para uma nova série, que não terá a grandiosidade desta, chamada "Guardions of the Galaxy". Gostaria de experimentar essa série, mas tenho medo de ser defraudado pelo aproveitamento comercial de "Annihilation".
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Lanning, Abnett, Chen, Hanna, Hotz, Alves, Grillo e muitos outros
Editado em 2008 pela Marvel Publications
Comprado em Amazon
Nota : 9 em 10
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domingo, 7 de setembro de 2008

Os Companheiros do Crepúsculo


"Esta durou, diz-se, cem anos...
Nada a distinguiu verdadeiramente daquelas que a precederam, nem das que lhe seguiram...
Como o gelo e a peste, a guerra abate-se sobre os campos quando menos se espera, de preferência, quando o vinho está na adega e as jovens são belas."


Assim começam os três tomos desta trilogia, "Os Companheiros do Crepúsculo". François Bourgeon brinda o público leitor, nos anos oitenta, com esta trilogia plena de investigação da época, como é seu apanágio. Estamos no Século XIV, em que o obscurantismo da Idade Média, a que eu gosto de chamar a "Idade Negra", estava no auge.

Uma época nada propícia para uma adolescente desinibida e bonita como Mariotte, criada no meio de ritos antigos, pela sua avó.
Esta e Anicet são os únicos sobreviventes da aldeia, após a passagem dos soldados, e não importa se Franceses ou Ingleses... o resultado era o mesmo! Acabam por ficar ao serviço de um cavaleiro desfigurado em demanda contra as forças obscuras do mal.

Nos dois primeiros livros entra-se no mundo dos sonhos, em que estes três protagonistas comungam os mesmos sonhos, uma e outra vez. Tudo nestes sonhos serve de base para o terceiro e gigante livro, em que as forças primárias das três sereias, representadas pelo negro, vermelho e branco colidem... embora a donzela Blanche (branco) tenha perecido logo no primeiro volume. Esta tinha a particularidade de ser o amor deste cavaleiro. Este acaba por ser traído, e não vou dizer como nem por quem.
Os livros são:
  • O Sortéligio do Bosque das Brumas
  • Os Olhos de Estanho da Cidade Glauca 
  • O Último Canto das Malaterre 
Em relação à arte de Bourgeon, acho que ninguém poder dizer nada... o pormenor, a riqueza de cores e paisagens, tanto urbanos como campestres é um verdadeiro hino à banda desenhada!
Em relação à história, bem, aqui há quem goste, há quem adore e há quem, nem por isso ache tão bom assim... questão de gosto! Ainda falando na arte, acho que o único defeito de Bourgeon são as faces, ou caras, como preferirem. Acho que as faz demasiado parecidas umas com as outras, sobretudo as belas mulheres que representa nas suas obras. Esta é a minha opinião!

Para aqueles que me vão dizer que não se conseguem arranjar estes livros, vou contraria-los! Neste momento no Miau (www.miau.pt), estão os três livros a 4 € cada. Apenas peço que esta pista não faça subir os preços desmesuradamente no leilão... tenham tino a leiloar, é só estar atento ao Miau e à BD Portugal , que conseguem encontrar, com um pouco de paciência, estes livros mais antigos.
Não expus páginas do interior, porque estes livros já não suportam tamanha prova :) , ficarão apenas as três capas.
Boas leituras!

Softcover (capa mole)
Criado por: François Bourgeon
Editado entre 1986 e 1990 pela Meribérica
Comprado na Bertrandt, Miau e um particular
Nota : 10 em 10
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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

ASA (Grupo Leya)


Depois de uma troca de mails, e para esclarecer algumas dúvidas e aparentes incongruências da politica editorial da ASA, fui convidado pela responsável do departamento de Banda Desenhada desta editora, Maria José Pereira, a visitar o referido departamento. E aceitei, claro! :)
Não fiz nenhuma entrevista, no sentido da palavra, foi apenas uma conversa da qual eu vou tentar expor aqui os pontos que me parecem mais pertinentes para os leitores, que compraram livros de séries editadas pela ASA. Poderá escapar-me algum pormenor, ou ter alguma pequena imprecisão, visto que não apontei nada escrito!
- Lama Branco: a série foi interrompida e não descontinuada, devido a dificuldades técnicas que oneram a edição em português. A série original encontra-se ainda em formato fotolito, assim que alguma editora faça a conversão para suporte digital, a série poderá ser continuada.
- Diosamante: Foi descontinuada justificadamente devido ao cancelamento da série no país de origem, logo no segundo volume... não fazia sentido editar outro tomo!
- Bórgia: Existe uma grande intenção de editar o segundo volume da série, inclusivamente já poderia ter sido editado, só o não foi porque Manara teve problemas com os parceiros do livro e chegou-se a aventar que a série iria ser interrompida na origem. Ora pelos mesmo motivos da série referida anteriormente, Diosamante, a ASA ficou na defensiva até o problema ficar resolvido!
- Atalanta: Eu costumo chamar-lhe o "livro anão", e pelos vistos também não ficou do agrado de Maria José Pereira, pois descontinuou a série, por ter ficado completamente desiludida com o produto final desta edição... desde o formato às cores tudo correu mal, pedindo mesmo a retirada do mercado deste livro.
- Spirou (ASA/Público): A numeração não coincide com a cronologia por imposição do jornal "O Público", estes justificam a imposição com um estudo de mercado...
- Série Grandes Autores (ASA/Público): Em relação a esta série questionei o porquê da edição do livro respeitante a Enki Bilal, com um nº1 de uma trilogia (Feira dos Imortais) e o nº1 de uma tetralogia (o Sono do Monstro), ou seja, não fazia muito sentido! Imposição do próprio Enki Bilal. Por esta eu não estava à espera !! Bilal disse que seria assim, ou não haveria Bilal na colecção...
- Valerian: Porquê a edição do nº20, quando esta série tinha ficado pelo nº18 pela Meribérica? Então saltou-se o nº19 porque razão? E o nº0? Por esta resposta também não estava à espera... A Meribérica, ainda que falida e fora do mercado, ainda detem os direitos de Valerian do nº0 até ao nº18! Foi-me dito que assim que os problemas legais forem ultrapassados, estes dois volumes serão editados sem problemas.
- Asterix: O porquê da mudança dos nomes de alguns dos personagens, depois de anos de habituação aos habitantes da irredutivel aldeia? Mais uma imposição, desta feita pela editora de origem que obrigou a que o significado original de alguns nomes, fosse traduzido do significado em Francês.
Murena, Thorgal, Giuseppe Bergman, O Monstro, etc são tudo séries para continuar, só não foram editados mais livros destas séries, apesar de agendados, por manifesta falta de tempo dos seis elementos que compõem a equipa de Maria José Pereira. A parceria com o jornal "O Público" está a ocupar o tempo que estes elementos dedicam à edição de Banda Desenhada. De qualquer maneira, Maria José Pereira garantiu que há alguns destes livros para sair, como por exemplo o último volume da tetralogia d´"O Monstro" do autor acima referido, Enki Bilal.
Esta é a altura dos vos deixar a fazer contas de cabeça, pois não vos vou dizer qual a série de que eu tive um vislumbre, e que irá ser a próxima a sair da parceria ASA/Público! Apenas vos posso dizer que é uma edição com muito bom ar, ou aspecto, se assim o preferirem...
Falamos de outros pormenores como capa dura vs capa mole, e é aquilo que eu pensava... a diferença no preço final não justifica a capa mole! Em co-edição (caso da Vitamina BD) o preço é quase quase o mesmo, em edição normal da casa (ASA) ficaria por 1€ de diferença, mais ou menos... ou seja, decididamente em livros de 12€, não é justificavel o downgrade do livro. Em edições mais baratas já se notaria mais a diferença. Exemplo: os três livros manga que eu tive na mão! Em relação a estes, espero que os leitores de FNAC tenham um pouco de cuidado a manuseá-los, pois são muito frágeis (uma "dust cover" com capa mole fica sempre algo frágil).
Bom... tou farto de escrever, deixo-vos com a curiosidade da equipa de Maria José Pereira ser quase toda constituída por elementos do sexo feminino, havendo apenas um representante masculino! Apenas é curioso porque é sabido que em Portugal a maioria dos leitores é do sexo masculino! :)
Nota final, tenho de elogiar a simpatia de Maria José Pereira e da sua equipa, pois foram extremamente atenciosos e solícitos a responder às minhas dúvidas ! :) Obrigado!
Boas leituras.

EDIT: Eu tenho de fazer este "edit", já um pouco tardio, porque me esqueci de uma questão importante... as baixas de preço!
Segundo Maria José Pereira, no FIBDA de há três anos a ASA fez uma grande baixa de preços, em que os €uros que caberiam às lojas, livrarias, papelarias e hipermercados, seria a favor do cliente. Mas só no FIBDA! O que aconteceu foi que os estabelecimentos atrás referidos "chantagearam" a ASA... exigindo que os livros que foram vendidos no FIBDA a preços reduzido, fossem vendidos também nesses respectivos estabelecimentos com esses preços! Digamos que se assim não fosse, poder-se-iam iniciar más relações comerciais entre estas empresas e a ASA... A "brincadeira" desse FIBDA custou caro à ASA.
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terça-feira, 2 de setembro de 2008

Devi Vol. 4


Bom... só agora reparei que cometi um lapso. Esqueci-me de fazer a crítica ao volume nº3 desta série: Devi Vol. 3: Karmageddon! Para compensar falarei um pouco sobre ele neste post. Depois de derrotar Lorde Bala, Devi desafia os Deuses ao escolher permanecer em Sitapur, com a sua hospedeira humana Tara Metha. Entre estas duas entidades começam formar-se laços muito fortes de compreensão e aprendizagem. A assassina Apsara, Kratha, que tinha sido contratada por Lorde Bala para eliminar Devi, ou Tara, quer cumprir o seu contracto por uma questão de honra apesar do contractante Lord bala já não estar activo... As duas lutam ferozmente, Kratha não tem muitas hipóteses contra Devi, mas entram em jogo mais duas divindades super-poderosas. Uma quer eliminar a aberração que é Devi, o White Horseman, pois nunca uma divindade partilhou um corpo humano com o hospedeiro, e a segunda é a parte negra de Devi/ Tara, Daanvi, que num momento extremo aproveita para emergir! Tara não pode contar com os seus dois aliados (o Durapasya Agantuk e Rahul) nesta luta, porque Rahul é possuído pela divindade White Horseman, que quer eliminar a abominação Tara/ Devi, Agantuk acaba por ser eliminado pela entidade negativa que emergiu da Devi/ Tara.... Mas nem tudo é mau, a assassina Kratha acaba por se juntar a Devi nos meio de toda esta confusão de possessões. Não vou contar o fim deste terceiro volume! Dos quatro livros é o que tem a arte pior (minha opinião), embora não seja má. Fica só a capa deste terceiro volume, como a útima ilustração deste post.
Passamos para o quarto da série.
Devi está com problemas para controlar o uso, cada vez mais violento, que Tara faz dos poderes de Devi! E para piorar tudo surge um personagem novo com grandes implicações na vida de Tara, Avni, sua irmã desconhecida. Depois desta provar a sua ligação de sangue com Tara, a relação estabiliza, mas um sacerdote de uma seita antigamente ao serviço de Lord Bala, segue Avni, o corpo perfeito para a manifestação demoníaca da bipolaridade Tara/Devi, chamada Daanvi!
A partir daqui é para vocês lerem. Contando mais, estou a estragar surpresas que possam existir! Quem não leu, pode conferir aqui o primeiro poste desta série:
- Devi Vol 2 : Samvara
A arte desta série continua, na sua generalidade a ser boa, oscilando um pouco com os muitos desenhadores que colaboram nesta série criado por Shekhar Kapur.
Em relação à estória, é a típica estória de entretenimento, que se lê com agrado!
Boas leituras!

TPB
Criado por: Shekhar Kapur, Chandrashekhare, Luke Ross e Saurav Mohapatra
Editado em 2008 por Virgin Comics
Comprado na Central Comics
Nota : 8 em 10
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