quarta-feira, 29 de julho de 2009

Green Lantern: Rage of the Red Lanterns


E a grande saga continua… épica! É a única palavra de que eu me lembro para este gigantesco arco que começou em Green Lantern: Rebirth. Está a fazer furor em todo o lado, e em português de Portugal… “népias”…! A qualidade da escrita, de fazer uma estória com um fim que está previsto vários anos depois, e manter a qualidade com “pequenos” clímax pelo meio, não está ao alcance de qualquer um! É quase tântrico! Geoff Johns, com Ethan Van Sciver, conseguiram-no. Embora Van Sciver vá estar ausente neste final de saga (Flash: Rebirth ocupa-lhe o tempo todo), ele está lá em alma, mas Shane Davis, Ivan Reis e Mike McKone continuaram a manter a arte em alta neste arco.
Penso que visualmente este livro é o mais espectacular de todos de todos os que já saíram, são explosões de amarelo, verde, vermelho, azul, laranja e violeta; e o espectro da profecia, e grande clímax de todo este evento, Blackest Night aproxima-se a passos largos.
Este é um livro de apresentações coloridas e embora seja mais dedicados aos Red Lanterns, liderados por Atrocitus, descobrimos os Blue Lanterns criados por Ganthet (que parecem um pouco como santos apalermados), o corpo dos Orange e Violet Lanterns (que estão em embrião) e a traição de um dos guardiões de OA (patente neste livro).
A estória começa onde Sinestro Corps War Vol. 1 e Vol. 2 acabaram, ou seja, Sinestro está preso e condenado à morte com execução pública marcada no seu planeta de origem. Outro acontecimento importante logo no início do livro é a condenação da Green Lantern Layra, pelo assassinato do Lanterna Amarelo Amon Sur. Esta é despojada do seu anel e é expulsa dos Green Lantern Corps. A sua raiva foi tal que foi escolhida por um anel vermelho, sendo imediatamente incluída nos Red Lanterns (estes alimentam-se da emoção raiva). Verifica-se neste livro que a raiva dos Red Lanterns é mais dirigida aos Yellow Lanterns de Sinestro, que aos próprios Lanterna Verdes. Estes Lanternas têm como líder Atrocitus (Green Lantern: Secret Origin), que odeia Sinestro, e quando deixam o anel vermelho tomar conta de si perdem a razão (Atrocitus parece ser o único que não padece deste mal).
Neste livro são apresentados também os Alpha Lanterns, criados pelos guardiões de AO, com o fim de policiar as actividades dos próprios Lanternas Verdes. Tornam-se perigosos, pois seguem à risca os mandamentos do Livro de OA, onde ainda faltam escrever bastantes leis!
Depois assistimos ao acompanhamento de dois Lanternas Azuis ao Lanterna Verde Hal Jordan, na sua busca pelos Lanternas Vermelhos, que acaba no planeta de origem destes: Ysmault! Estes Lanternas são alimentados pela emoção esperança, e têm um poder enorme (mas o seu ponto fraco é também enorme…). Tentam convencer Hal Jordan a ingressar no seu próprio corpo de Lanternas Azuis.
Temos a busca de uma raça antiga, num espaço não controlado pelos Green Lantern Corps, por poder… acabando por descobrir a cor laranja, emocionalmente controlada pela avareza!
As Star Saphires (Violeta) estão também em formação, sendo escolhidas algumas personagens femininas bem conhecidas! A emoção reinante aqui é o amor…
Scar, guardião de OA (chamado assim pela cicatriz provocada pelo Anti-Monitor em Sinestro Corps War Vol. 2), está na sombra a provocar todo um encadeamento de eventos, com o fim de provocar a profecia mais negra: Blackest Night.
E não posso adiantar mais, senão conto tudo!
Boas leituras.

Hardcover
Criado por: Geoff Johns, Ivan Reis, Shane Davis e Mike McKone
Editado em 2009 por DC Comics
Comprado em Book Depository
Nota : 9,5 em 10

sábado, 25 de julho de 2009

De Profundis e Miguelanxo Prado


Vai estrear em exclusivo nos cinemas UCI do El Corte Inglês e no cinama City Classic Alvalade, o filme do autor de BD espanhol Miguelanxo Prado:
De Profundis
Em 2008 foi lançado pela ASA o livro com o mesmo nome, agora, e passado um ano, vai ser exibido nestas salas o filme! A estreia vai ser no dia 30 de Julho, às 21:30 horas na sala VIP do do cinema EL Corte Inglês.
Fica o "press release" da ASA sobre o evento:

ESTREIA NACIONAL DO FILME E SESSÃO DE AUTÓGRAFOS
Realiza-se no próximo dia 30 de Julho pelas 21h30, a estreia do filme
De Profundis, a qual conta com a presença do autor Miguelanxo Prado e do compositor Nani García.
Miguelanxo Prado estará também presente na FNAC do Colombo no dia 1 de Agosto pelas 18h30 para contacto com o público e sessão de autógrafos.
Os Órgãos de Comunicação Social interessados em entrevistas com este autor deverão contactar a distribuidora Bosque Secreto – Susana Viola – através do email:
svbosque.secreto@gmail.com ou do Tel. 00351913200067

Assim, para quem quiser o seu livro De Profundis assinado, e umas palavras com o autor, já sabe onde se dirigir!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Freakangels Vol.1 Limited Edition


Freakangels é um "Free Webcomic", em que todos os interessados podem acompanhar a evolução da estória aqui neste link: Freakangels !
Freakangels é escrito por Warren Ellis (Planetary, Authority, Transmetropolitan, etc) e desenhado por Paul Duffield, pode-se considerar este o primeiro grande trabalho de sucesso de Duffield. Ellis anunciou este seu projecto em 2007, e o sucesso e aceitação deste "Steampunk Webcomic" foi tão grande, que acabou por ser editado em papel para minha satisfação (detesto ler no PC...)!
O sucesso vem porque porque os diálogos de W.Ellis são dos melhores que eu li nos últimos tempos, consegue iniciar uma frase com um pensamento profundo e acabá-la na maior das vulgaridades. Esta dualidade de Ellis está patente em quase todas as suas grandes obras. O sucesso desta série advém também da excelente arte por parte de Paul Duffield. A sua arte acompanha a escrita de Ellis dando forma ao cenário pós-apocalíptico, tipo "Steampunk", conseguindo nas personagens principais dar um ar diferente... eles são branco pálido (mesmo a de etnia negra) com olhos violeta, mas acho que a melhor caracterização está na dualidade de serem jovens, e ao mesmo tempo terem uma expressão "velha", doente (aquele branco pálido é próprio das pessoas doentes). Penso que era mesmo isto que Ellis queria para os seus personagens. Para além disso, Paul Duffield consegue fundir as suas influências Manga com o desenho mais tradicional norte-americano, aproveitando o melhor dos dois "mundos".
A estória fala-nos de um mundo inundado pelas águas oceânicas, ou seja, um pós-apocalipse provocado por um grupo de 12 jovens, todos da mesma idade, que um dia decidiram que a Terra tal como estava e evoluía não era um bom mundo para se viver. Todos têm poderes particulares, sendo que o único poder comum a todos é a telepatia. Alguns destes jovens, de alguma maneira, sentem-se culpados pelo cataclismo que assolou a Terra, e tentam minimizar os prejuízos desse evento, pelo menos na população de Whitechapel, a sua zona protegida. Aqui protegem a população local de salteadores e tentam com as suas inventivas mentes produzir alimentos frescos, maquinaria tendo sempre um elemento, Jack, à procura de bens úteis que estejam perdidos no fundo das águas. Estes jovens têm uma regra básica, apesar de o poderem fazer, não podem manipular a mente de outras pessoas (a não ser que a sua vida esteja em causa). Foi essa regra que Mark infringiu para proveito próprio, sendo castigado com a morte! Mas este jovem, que nunca aparece graficamente neste primeiro livro, afinal não morreu e para além de controlo mental sobre outras pessoas de fora de Whitechapel, programa-as para irem assassinar os seus "irmãos". É assim que o livro começa, é assim que Alice procura os restantes Freakangels, que para ela são culpados da morte dos seus irmãos.
Bom, podem sempre experimentar esta leitura no PC, clicando no link lá mais acima, eu pessoalmente gostei muito, mas aconselho sempre o livro!
Boas leituras.

Hardcover
Criado por: Warren Ellis e Paul Duffield
Editado em 2008 por Avatar Press
Comprado no Book Depository
Nota : 9 em 10

domingo, 19 de julho de 2009

Lançamento ASA: Hellgate: London Vol.1


A ASA vai lançar no fim deste mês mais um livro de Manga. Depois de Warcraft, Dramacon e Princêsa Pessego, chega a vez de Hellgate: London! Assim como Warcraft, Hellgate: London é um Manga baseado num jogo de RPG (Role-Player Game) para PC idealizado pela Flagship Studios. Este volume nº1 funciona como se fosse a prequela ao próprio jogo. Este Manga ainda só tem um volume editado pela Tokyiopop. Deixo uma pequena sinopse:
John Fowler, pertence à equipa campeã de Rugby do liceu, mas naquela manhã acorda de um terrível pesadelo cheio de demónios. Na escola a sua turma está numa aula de arqueologia no exterior (numa aula prática) para descobrir ou desvendar restos do passado que estão sobre as fundações do colégio. Encontram-se principalmente potes e artigos domésticos, mas entre os escombros é descoberto um esqueleto enterrado de bruços. O professor explica que, em séculos anteriores, aqueles que acreditavam e adoravam Satanás foram enterrados de bruços e em terreno profano. Nesta confusão John encontra um estranho amuleto. A partir daqui começam a desvendar-se segredos de família, e à medida que os segredos do passado da família Fowler são descobertos pelos seus últimos descendentes, a barreira entre o nosso mundo e o inferno torna-se extremamente ténue e permeável à passagem de demónios para o nosso mundo. No fim Lindsey (irmã de John) e o seu irmão irão descobrir que terão de combater as demoníacas criaturas de maneira diferente... porquê? Está no livro... ehehehe
Os autores são Arvid Nelson, autor de Rex Mundi, e J.M. (Jeong Mo Yang). O livro irá sair no fim deste mês.
Boas leituras.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Lançamento ASA: Asterix - Como Obélix Caiu dentro do Caldeirão do Druida Quando era Pequeno


A ASA, e no seguimento do 50º aniversário de Asterix, vai reeditar o praticamente esgotado livro "Como Obélix Caiu Dentro do Caldeirão do Druida Quando era Pequeno".
Esta reedição vai ser distribuida no fim deste mês com uma capa diferente da primeira edição. Conta com textos do falecido Goscinny, e é uma homenagem feita a este escritor de BD e ao herói que o tornou famoso. A ASA está a preparar uma "festa" relativamente a este aniversário, é uma questão de estarmos atentos!
O livro conta com ilustrações e legendas de Uderzo, mas os textos relativos a estas ilustrações são de Goscinny.
O texto deste livro foi escrito em 1965 para o número 291 da revista "Pilote", Asterix estava então no seu sexto ano de publicação.
Boas leituras.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Inhumans


Os Inumanos têm para mim um grande valor sentimental. Foi em 1972, eu mal sabia ler, que descobri em casa da minha avó uma revista a preto e branco, presumo agora que seria da Ebal, que “li” uma aventura do Quarteto Fantástico em que entravam pela primeira vez (presumo eu) os Inumanos. Estes estavam prisioneiros, se bem me lembro, numa barreira intransponível.
Eu adorei aquela estória, e aquele grupo de seres tão diferentes, únicos! Lembro-me perfeitamente que adorei o Raio Negro pela postura de um verdadeiro líder de homens, Rei, e de Medusa pela sua beleza e pelos seus cabelos vivos (sei agora que são ruivos…). Passei muitos anos sem ter contacto com este grupo admirável de seres, sempre fugidio e incompreendidos pela raça humana. Vale a pena saber que todos estes seres pertencem a uma família e o seu núcleo duro (a família real) é composta por Black Bolt (Raio Negro), Medusa, Karnak, Gorgon, Triton, Crystal, Lockjaw e Maximus the Mad. A nova geração, que é lançada neste livro, é composta por Tonaja, Alaris, San, Nahrees, Jolen e Dewoz.
Estes admiráveis seres, todos diferentes graças aos “Terrigen Mists”, uma espécie de “vapor” que os altera geneticamente na adolescência, foram criados por Stan Lee e Jack Kirby em 1965 (eu tinha um ano de idade), e a sua primeira aparição foi na revista nº 45 dos Fantastic Four.
O meu contacto seguinte com eles foi sensivelmente 30 anos (em relação à revista referida no primeiro parágrafo) depois com o livro “Inumanos” lançado entre nós pela Devir!
Ficaram em “em banho-maria” mais uns tempos até eu decidir fazer aquilo que não gosto, que é comprar um “tie-in” a um mega evento da Marvel, neste caso Secret Invasion. Como estou disposto a comprar “War of Kings”, decidi que devia ter esse tie-in. E não me arrependi, achei um óptimo tie-in, que vai prosseguir com um mega evento, que se pode considerar um “spin-off” de Secret Invasion, o já referido “War of Kings”, que tem contornos cósmicos, e eu adoro sagas cósmicas :)
O excelente livro de que eu vou falar pode ser colocado na prateleira antes do livro editado pela Devir em português. E também acho que mereceria uma magnífica edição em capa dura…
A estória pertence a Paul Jenkins e é brilhante. A maneira como ele estende a trama até a um final quase inesperado, passando pelo desespero de todos os Inumanos, que inclusivamente começam a desconfiar das capacidades do seu líder, Black Bolt (Raio Negro), devido à sua aparente ineficácia para proteger Attilan (a sua cidade) que deveria ser inexpugnável, mas devido a certos eventos está a ser atacada por mercenários portugueses (ehehehe). A força de Black Bolt é também o seu ponto fraco, pois não pode falar… qualquer suspiro por mais baixo que seja tem a força suficiente para terraplanar uma montanha! A única pessoa que o entende verdadeiramente é a sua mulher Medusa, que devido a esse facto é a sua porta-voz. Esta estória é uma estória de amor, sacrifício, traição, loucura, cegueira, manipulação e lealdade a toda a prova. Paul Jenkins está de parabéns! Mas o que falar da arte de Jae Lee? Irrepreensível, o artista acompanha a narrativa e sabe dar-lhe toda a envolvência emocional requerida, basta apreciar as suas vinhetas e metade da estória está contada. Não quero fazer nenhum “spoiler”, embora dê vontade de contar tudo, mas assim não teria piada nenhuma para quem decidir ler esta obra, uma das melhores “graphic novels” que eu já li!
Boas leituras.

TPB
Criado por: Paul Jenkins e Jae Lee
Editado em 2000 por Marvel
Comprado no Book Depository
Nota : 10 em 10

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Clássicos Tintim: Capas Vol.9


Sai na próxima quarta-feira mais um livro desta série com o jornal O Público. Desta vez temos Spaghetti (e Pomodoro) para uma leitura leve e divertida. Pelo menos é assim que eu me lembro destes personagens :)
São três estórias inéditas em álbum.
Boas leituras.

sábado, 11 de julho de 2009

O Diabo dos Sete Mares


Hermann e o seu filho, Yves H. tornam a formar dupla para contar uma estória de piratas, tesouros e batalhas marinhas no mar das Caraíbas.
A história inicia-se na América do Norte, Carolina do Sul, no século XVIII com um casamento secreto entre dois jovens. A partir daqui o guião da história passa por alguns momentos atrapalhados, e sim estou a referir-me ao guião, Ives H (filho de Hermann), tornou a intriga um tanto complicada e por vezes atrapalhada! A intriga tem tudo para dar certo… logo a seguir a terem casado, Harriet e Conrad enterram as suas alianças… mas um camponês maltrapilho observa tudo, e corre a contar ao pai da rapariga, o poderoso fazendeiro Lord Somerset. Este imediatamente toma providências para reparar os estragos desse casamento! Bom, a estória segue com piratas, tesouros escondidos, muita intriga e zombies à mistura. Penso que só com o segundo volume se poderá entender o primeiro, pois ficaram tantas pontas soltas que só lendo o outro de seguida.
Em relação à arte de Hermann, eu acho que o senhor está cada vez melhor! Adorei a arte, sobretudo as vinhetas passadas naqueles barcos soberbamente representados, com toda aquela claridade do Mar das Caraíbas e um excepcional jogo de cores, baseados no azul e verde marinho!
O segundo volume deste díptico deveria deslindar as demasiadas pontas soltas do primeiro, mas apesar de explicar algumas coisas, penso que a construção da estória continua um pouco confusa. Embora eu goste de estórias de zombies e piratas, gosto mais delas em separado… mas isso é um gosto meu!
Essencialmente é uma obra em que Hermann está ao seu melhor nível, e só por isso vale a pena obter estes dois volumes. Aquelas aguarelas são um sonho, quando o verde marinho se envolve com o azul celeste, e naus do século XVIII magnificamente representadas no meio de toda aquela cor , resulta em vinhetas e pranchas de magnífica arte. Hermann é grande! Pena a estória, que eu nem considero tão má assim! Acho sim que está mal construída e confusa.
Boas leituras.

Hardcover
Criado por: Hermann e Yves H.
Editado em 2008 (1º volume)e 2009 (2º volume) por Vitamina BD
Comprado na Feira do Livro de Lisboa
Nota : 7 em 10

quinta-feira, 9 de julho de 2009

As Cidades Obscuras Vol.10: A Teoria do Grão de Areia, Tomo 1


Umas das grandes séries da BD mundial, As Cidades Obscuras, tem mais um episódio traduzido para português numa excelente edição ASA. A série (mais uma…) tem sido bem maltratada pelas editoras portuguesas, onde a cronologia dos livros é completamente desprezada, como por exemplo, o volume nº1 desta série (As Muralhas de Samaris) foi editado em 2003 pela Witloof e o volume nº2 (A Febre de Urbicanda) em 1987 pelas Edições 70. Os livros desta série editados até hoje são:
- As Muralhas de Samaris, Witloof, 2003
- A Febre de Urbicanda, Edições 70, 1987

- A Torre, Edições 70, 1989
- La route d’Armilia, Casterman, 1988
- Brusel, Meribérica, 1993
- A Menina Inclinada, Meribérica, 1999
- A Sombra de um Homem, Meribérica, 2000
- A Fronteira Invisível Vol.1, Witloof, 2002
- The Invisible Frontier Vol.2, NBM Publishing Company, 2004
- A Teoria do Grão de Areia Vol.1, ASA, 2009
- A Teoria do Grão de Areia, Vol.2, ASA, 2010
Coloquei “A Fronteira Invisível Vol.2” em inglês, pois foi a edição que eu comprei (obrigado pela "dica", Refém ). Este, “La route d’Armilia” e “La Théorie du Grain de Sable Vol.2” nunca foram editados em português, embora para este último a ASA tenha agendado a sua edição para o ano.
Esta série tem como particularidade ter estórias fantásticas (nos dois sentidos) e exibir um desenho detalhadíssimo, sobretudo quando se trata de arquitectura. François Schuiten é o responsável gráfico e os seus trabalhos já foram objecto de estudo universitário em vários países da Europa, incluindo Portugal.
As estórias de Benoît Peeters passam-se num mundo obscuro (enigmático, desconhecido) paralelo ao nosso, sendo o nosso o mundo luminoso (luz igual a conhecimento). Estes mundos tocam-se por variadas vezes, como acontece em “A Menina Inclinada”(um dos álbuns fulcrais desta série), e estão igualmente referenciados em diversos livros explicativos deste mundo, chamando-lhes Peeters “passagens obscuras”, onde por vezes viajantes incautos passam de um mundo para o outro! Neste link têm mais alguma informação sobre as passagens: Office of the Obscure Passages !
Passando para o livro que dá o título a este post, estranhos fenómenos acontecem em Brusel… Alguns habitantes desta cidade deparam-se com estes fenómenos, embora afectando essas pessoas de maneira diferente e no início em pequena escala! Constant Abeels fica perplexo com o surgimento de pedras em sua casa, todas com o mesmo peso. Maurice perde peso sem deixar de ter o mesmo volume, acabando por ficar a flutuar. Estes e outros fenómenos vão ser investigados por Mary Von Rathen, a nossa “menina inclinada”. Qual o relacionamento destes fenómenos com um gigantesco guerreiro Bugtis, Gholam Mortiza Khan?
Que raiva… gostaria de ler já de seguida o segundo volume, pois neste volume apenas se constatam os estranhos fenómenos, e Mary Von Rathen ainda não conseguiu descobrir o epicentro de todo o mistério que está a pôr em polvorosa a cidade de Brusel.
A única nota não tão positiva em relação a outros livros desta série, é o detalhe que já encontrei noutros livros e que não está tão presente neste livro. Mas em contrapartida temos um livro em que todos os fenómenos são pintados num branco alvíssimo em contraposição ao “branco sujo” de fundo. O efeito é excelente!
Boas leituras!

Slipcased Softcover
Criado por: Benoît Peeters e François Schuiten
Editado em 2009 por ASA
Nota : 10 em 10

domingo, 5 de julho de 2009

Skaar - Son of Hulk


Nascido no fogo. Criado por monstros. Destinado a esmagar! Num planeta alienígena despedaçado pela guerra, ninguém é mais forte do que Skaar, o selvagem filho de Hulk.

Greg Pack continua a sua saga na mitologia Hulk, iniciada com Planet Hulk e seguida de World War Hulk. Aqui prepara-se a terceira parte desta empolgante estória. O protagonista muda e passa a ser a ser Skaar, filho de Hulk e de Caiera.
Desde Planet Hulk que toda esta ideia de Greg Pack tem provado ter sido excelente, podendo estabelecer-se ramificações futuras e passadas, com séries saídas desta (spin-off), e outras paralelas a esta mas focadas noutras personagens (tie-ins). A parte negativa disto tudo é muito simplesmente a falta que faz o artista original de Planet Hulk, Carlo Pagulayan. Infelizmente a arte de World War Hulk já não foi de Carlo Pagulayan, mas sim de Romita Jr. que até esteve bem, mas arte deste prólogo para o Planet Skaar está muitíssimo irregular, chegando a roçar o mau… felizmente eu disse irregular, pois tem algumas páginas de excelente arte. Infelizmente a boa arte não é a generalidade do livro… será talvez mediana, mas como eu disse atrás tem páginas que eu olho para elas e começo a rir-me sozinho, existem artistas muito melhor que estes aqui neste país!
Esta é uma estória introdutória de um personagem, Skaar, de como ele (e outros) sobreviveram ao desastre que levou Hulk para a Terra numa senda de vingança. A mãe, Caiera, possuidora de um poder antigo, o “Oldstrong”, consegue mandar o seu filho (dentro de um casulo) para um pântano em chamas, antes de se desfazer em pó nos braços de Hulk. Caiera consegue comunicar com o seu filho espiritualmente, visto que o poder “Oldstrong” vinha do próprio planeta, e ela era quem o possuía com mais força dentro do Povo das Sombras. Isto não quer dizer que Skaar tivesse muito interesse naquilo que a sua mãe lhe tentava ensinar, ele apenas queria o Poder Antigo…
E já falei demais sobre a estória… Este Skaar – Son of Hulk, que tem algumas explicações para factos passados, promete ser uma excelente saga no futuro. Será que o restante povo do planeta Sakkar continuará a pensar que o filho nasceu para "curar" o planeta, assim como o fez Hulk? É uma questão de acompanharem esta excelente e criativa saga. Continuo com a opinião que Greg Pack criou o melhor Hulk de sempre! Embora, como é apanágio da Marvel, já alguém se entreteve a destruir o que G. Pack criou... é pena! Resta-me não olhar para mais nenhuma estória do Hulk (que foi uma figura que sempre detestei), e seguir apenas esta saga, que começou em Planet Hulk e não sei onde irá terminar :)
Pena a arte… fraquinha…
Se quiserem ir ao antigo post Planet Hulk, basta clicar no link!
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Greg Pak e Ron Garney
Editado em 2009 por Marvel Publications
Comprado no Book Depository
Nota : 7,5 em 10

sábado, 4 de julho de 2009

Clássicos Tintim: Capas Vol.8


Este é um dos livros desta colecção que me põe mais curioso, pois este herói, Vasco, já não é do meu tempo da revista Tintim... logo desconheço completamente!
Vem com duas estórias:
- O Ouro e o Ferro
- O Prisioneiro de Satanás
Para mais informações sobre a série, clicar em Lançamento ASA / Público: Clássicos Tintim .
Boas leituras!