segunda-feira, 31 de agosto de 2009

X - Infernus


X - Infernus é a sequela (passado bastantes anos) X-Men: Inferno.
Foi escrita por C. B. Cebulski, com arte de Giuseppe Camuncoli. Cebulski é conhecido no mundo da BD pela sua colaboração na obra de Kia Asamyia, Dark Angel (dois volumes editados em português pela Devir), e pelas suas obras Drain, Marvel Mangaverse e Marvel Fairy Tales. Neste último título convidou alguns artistas portugueses! Camuncoli é, ou foi desenhador em títulos como Hellblazer, The Intimates e Swamp Thing.
É bem visível nesta mini-série que Cebulski é fã de Magik/Darkchyld. Já tinha colaborado no capítulo “Magik” na série Mystic Arcana e agora continua o seu trabalho nesta personagem. Pode-se dizer que é um bom trabalho dele, sem ser excelente, mas relativamente a outros trabalhos recentes no mundo do X-Men está muito bem! Assim como a qualidade da arte de Camuncoli, em que este consegue dois estilos diferentes, conforme se está no Limbo (uma arte mais “suja” com todos aqueles demónios) ou no “nosso” universo (a arte fica mais “luminosa”, mais parecida com aquilo que se costuma ver normalmente nos X-Men). É uma obra para entreter fãs de Magik e dos X-Men mais novos como Pixie, Mercury e Rockslide.
A estória tem como objectivo fazer o regresso de Magik à dimensão (universo) normal da Marvel. Esta personagem, Illyana Rasputin, irmã de Colossus e com o nome de guerra inicial Magik, Darkchyld no Limbo, já sofreu muitas reviravoltas na Marvel, e como tal a estória do seu retorno não iria ser assim tão fácil… desde raptos por demónios em tenra idade, feitiçaria, resgates, novos raptos, aparente morte e rainha do Limbo, Illyana passou por tudo.
Neste momento da sua vida encontra-se no Limbo, onde reina e tem o respeito dos seus demónios. Mas acima de tudo o que ela quer é a sua aparência e vida normal, e não uma cauda, cornos e pernas de cabra… para isso tem de encontrar a sua espada (que contem um pedaço da sua alma) e mais bloodstones, para além daquela que possui (retirada da alma de Pixie). Colossus continua a forçar Cyclops a reunir uma equipa para resgatar a sua irmã do Limbo, e a oportunidade surge quando Pixie, que tem uma adaga da mesma maneira que Magik tem a sua espada, ataca Nocturno num momento de loucura, e deste é extraída a espada de Illyana. Esta,no Limbo sente a sua espada e teleporta-se para a sala de perigo dos X-Men recuperando a sua espada, não sem antes se bater com Pixie, que nunca lhe perdoou ter perdido um pouco da sua alma…
Claro que temos um novo "ser malvado" para dificultar o resgate de Magik: Witchfire, filha de Belasco.
Este livro é um bom entretenimento, e apenas resta desejar, que Magik tenha boas aventuras com os New-Mutants depois deste resgate.
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: C. B. Cebulski e Giuseppe Camuncoli
Editado em 2009 por Marvel
Nota : 8 em 10
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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Lançamento ASA / Público: Passageiros do Vento


Parece que a Votação Online para a edição de mais uma série pela parceria ASA/Público já tem um finalista! A série chama-se Passageiros do Vento e era composta por cinco volumes. Disse "era" porque Bourgeon decidiu continuar a série e teremos nesta colecção o 6º volume.
Esta colecção era complicada de completar, pois o 5º volume (Ébano) era de difícil obtenção. Agora não existe razão para que nas estantes dos leitores portugueses não figure esta série de culto, considerada das melhores sagas de BD europeia e mundial.
A série vai ser iniciada na próxima quarta-feira, dia 2 de Setembro, e penso que os preços serão 6.50 EUR para os primeiros cinco e 9.90 EUR para o 6º volume (tem mais páginas que os outros).
Já fiz um post sobre esta série, podem revê-lo neste link: Os Passageiros do Vento.











Como poderão verificar, as capas são diferentes das da série editada pela Meribérica há muitos anos.


E agora uma pequena surpresa...
A série não acaba aqui !!!!!!!
O livro nº6, "A Menina de Bois-Caïman" tem em 2010 uma continuação. Está prevista a edição do último tomo desta série, o volume 6.2, quer em França, quer em Portugal. E aí sim, acaba a série.
Como informação adicional, os livros desta colecção, Passageiros do Vento, não foram impressos em coedição (foram impressos em Portugal). Apenas a edição cartonada do 6º Volume (a sair em Outubro) irá ser feita em coedição.
Espero que esta notícia vos tenha agradado e...
Boas leituras!
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domingo, 23 de agosto de 2009

Os Peles Vermelhas


Hans Kresse nasceu em Amesterdão, no ano de 1921, e faleceu ao fim de 71 anos. Não foi um artista muito profícuo, mas deixou algumas boas obras como este “Peles Vermelhas”. Bastante influenciado por Harold Foster, começou a sua actividade na Banda Desenhada com 17 anos num jornal holandês, desenhando “Tarzan”. A partir daqui andou saltando entre a Holanda e a Bélgica, altura em que criou Matho Tonga. Este herói ia ser o seu pontapé de saída para um “Western” muito mais completo: Os Peles Vermelhas!
Esta série foi editada originalmente pela Casterman entre 1974 e 1982, senda a sua versão em português editada pela Difusão Verbo (1977 – 1983).
Em 1977 ganhou no maior festival de BD no mundo, Angoulême, o prémio de “Melhor Álbum Estrangeiro” com o seu primeiro número desta série: Les Maîtres du Tonnerre.
Kresse localizou-se geograficamente na zona que é agora a fronteira entre os EUA e o México, e temporalmente em meados do século XVI. Foi nesta altura que os espanhóis de Coronado (1540 – 1541) e Chamuscado (1580 – 1582) fizeram as suas incursões a norte do México para procurar mais ouro, e em busca de mais escravos. Assim tomaram contacto com os Apaches das tribos Faraondes, Chipiwis e Tóguas.
A acção roda à volta do grande chefe Faraonde (Chaka), do seu filho Anua e do grande guerreiro e protector deste, o "Caçador de Panteras". Foram editados os nove volumes da série em português, e são eles:
- Os Senhores do Trovão
- Os Herdeiros do Vento
- Companheiros do Mal
-O Apelo dos Coiotes
-As Flechas de Vingança
- O Ouro das Montanhas
- Os Caçadores de Abutres
- O Preço da Liberdade
- A Honra do Guerreiro
Kresse coloca vários factos históricos na sua estória, para dar alguns pontos de apoio à narrativa. A estória retrata a vida e os costumes das tribos daquela zona, assim como as suas alianças e inimizades de estimação, isto para além dos seus primeiros contactos com os “homens barbudos” (espanhóis), armas de fogo e um animal de extrema importância no seu futuro: o cavalo!
A narrativa faz-nos passar pelos olhos, todas as tradições, problemas, honra e morte dos Índios principalmente na pessoa de Anua, o filho do chefe. A estória não é mais do que a passagem deste jovem Faraonde ao estado adulto, tudo o que se passa ao seu redor enriquece a estória. É claro que praticamente tudo o que é negativo vem dos “brancos”, mestiços e Índios que contactaram amistosamente com estes… traição, vergonha, “febre do ouro” são atributos que não ficam bem aos índios, pois aqueles que não se mostrassem dignos eram expulsos.
A estória tem um final aberto, mas que nunca será fechado… uma vez que Hans Kresse já não se encontra entre nós e não deixou substitutos.
A arte, para as condições da época em que esta série foi escrita, desenhada e pintada, está muito boa, e para quem gosta de “westerns” sem “cowboys” esta série é imperdível!
Nota bastante negativa no primeiro livro desta série é a balonagem e respectiva legendagem… está horrível! Felizmente melhora bastante para os números seguintes.
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Hans Kress
Editado entre 1977 e 1983 por Difusão Verbo
Nota : 8,5 em 10
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

X-Men: Inferno


Grande “crossover” dos finais dos anos “80” com a família mutante em grande plano. Esta recente versão “hardcover” é muito maior que o TPB que saiu há já algum tempo (1996). Este fica-se por praticamente metade das páginas da recente e massiva compilação. Este crossover merecia uma edição assim, só peca por tardia!
X-Men: Inferno junta quatro grupos de mutantes: X-Factor (#33-#40, mais Annual #4), Uncanny X-Men (#239-#243), New Mutants (#71-#73) e X-Terminators (#1-#4).
Claro que ao nível dos vilões também temos um bom leque… Mister Sinister, Malice (fundida com Northstar), Sabertooth (e alguns dos seus “amigos” Marauders) e quase todos os demónios do Limbo (com destaque para S'ym e N’astirh).
Como escritores temos Chris Claremont, Louise Simonson e Mark Gruenwald. Todos eles escreveram excelentes arcos de estória que se interligaram sem grandes atropelos uns nos outros.
Quanto à arte, esta esteve a cargo de Marc Silvestri, Walter Simonson, Jon Bogdanove, Terry Shoemaker, Bret Blevins, Jim Fern e o odiado por muita gente: Rob Liefield! A arte apresentada é a típica dos anos 80, embora ache que o livro foi todo recolorido. Ao nível técnico está todo bastante bom, embora eu não goste muito do estilo próprio de alguns dos artistas em questão.
Como eventos principais temos a tentativa de tomada de posso do Limbo, propriedade de Magik (irmã de Colossus), aquando da sua transformação em Darkchyld, por dois demónios antagonistas S'ym e N’astirh. Claro que tudo isto é orquestrado por Sinister, que preparava tudo há muito tempo… desde a infância de Cyclops!
Tudo começa com a criação de Madelyne Pryor (clone de Jean Grey), que chegou a casar e ter um filho (Nathan) de Cyclops, e a sua respectiva transformação na Goblin Queen. Ligando aqueles dois demónios atrás referidos, com a Goblin Queen e os planos de Sinister; e com todos a enganam-se mutuamente, quem é que acaba por ficar no fim no confronto final? É quase fácil de adivinhar!
Todo o livro está muito bem construído, apesar de ser difícil juntar cronologicamente alguns dos títulos. No seu início é feita uma introdução escrita aos eventos principais, que aconteceram para trás, e são relevantes para a estória. Isto é importante para quem não conhece as estórias X-Men desta altura. Aconselho a leitura deste livro vivamente, pois é um exemplo de como se deve manter o suspence! Com voltas e reviravoltas a atenção é sempre renovada por mais uma volta inesperada no argumento! O que fica mais pendurado mesmo é a situação de Magik que decide voltar ao Limbo e tomar definitivamente conta dele. Para isso a Marvel editou este ano uma sequela a “Inferno”: X Infernus”!
Ao fim de 20 anos têm a oportunidade de ler um excelente, e bem concebido, crossover dentro do universo X-Men.
Boas leituras.

Hardcover
Criado por: Chris Claremont, Louise Simonson, Mark Gruenwald, Marc Silvestri, Walter Simonson, Jon Bogdanove, Terry Shoemaker, Bret Blevins, Jim Fern, Rob Liefield, Dan green, Bob Wiacek, Al Willianson, Al Milgrom, Joe Rubinstein, Mike Manley e Hillary Barta
Editado em 2009 por marvel
Comprado em Book Depository
Nota : 10 em 10
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sábado, 15 de agosto de 2009

1001 Arabian Nights: The Adventures of Sinbad Vol.1 - Eyes of Fire


A editora “Indie” Zenescope continua a fazer as suas adaptações muito próprias de contos tradicionais (Grimm Fairy Tales, Return to Wonderland, etc.), e neste caso vamos para o exótico oriente com as aventuras de Sinbad. Contrariamente ao que pensam muitos leitores, as aventuras de Sinbad não faziam parte da grande obra 1001 Noites (contadas por Xerazade ao Sultão…), sendo que estudiosos Árabes não incluem esta estória nessa obra, por a sua origem ser independente… apenas nas versões “ocidentais" é que ela é incluída nas 1001 Noites. Sinbad é um marinheiro de Basrah que viveu durante o Califado de Abbasid, e Sir Richard Burton decidiu incluir as aventuras extraordinárias deste marinheiro na famosa obra “As 1001 Noites de Xerazade”, sendo o conto número 133 desta obra. A Zenescope vai mais longe e decide iniciar e reinventar uma série de “graphic novels” com Sinbad como protagonista! A estória é escrita por Dan Wickline, com as participações especiais dos”pesos-pesados” desta editora: Ralph Tedesco e Joe Brusha, os fundadores da Zenescope. A arte está cargo de muita gente, sendo o principal nome David Seidman.
A estória é sólida, e joga-se por vezes em dois palcos, conforme os camaradas de Sinbad ficam para trás com outras missões, e no próprio Sinbad. Este é caracterizado como apaixonado pela vida, corajoso, caçador de tesouros e com um “fraquinho” pelo sexo oposto. Nesta aventura está decidido a limpar o seu nome de um assassinato (do Sultão de Bagdad), e para isso tem de conseguir um amuleto que permita ver a verdade do que se passou: The Jericho Visor. Para isto consegue primeiro um barco, com uma tripulação bastante especial, desde uma feiticeira, um amaldiçoado, um gigante, um velho que vê através dos olhos de um falcão, etc. e como primeira etapa tem de encontrar um outro amuleto primeiro, para conseguir acesso a continuar a sua busca. Este está dividido em dois, sendo que a primeira metade está na posse de uma feiticeira que de bom não tem nada, para além da sua beleza. A segunda metade descubram por vocês próprios!
A arte está muito agradável, embora censurada como é hábito nos livros Anglo-Saxónicos (entenda-se EUA e Grã Bretanha), tirando um pouco a sensualidade inerente às obras com motivos oriundos no antigo oriente. Pena…
Se por acaso abrirem o livro numa loja, não liguem à arte apresentada no prelúdio. O resto do livro apresenta uma fasquia mais alta ao nível da qualidade gráfica.
Assim termino esta “trilogias das Arábias”! Espero que vos tenha agradado, embora este livro leve uma nota mais baixa devido à censura descarada nalgumas vinhetas.
Boas leituras

Softcover (TPB)
Criado por: Dan Wickline e David Seidman
Editado em 2009 por Zenescope Entertainement
Comprado no Book Depository
Nota: 7,5 em 10
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domingo, 9 de agosto de 2009

Mangás JBC em Portugal: El-Hazard e Onegai Twins


A JBC, editora brasileira vocacionada para BD japonesa, iniciou o lançamento de alguns produtos (livros, claro...) nas tabacarias e bancas de revistas portuguesas. Como era e esperar todos estes livrinhos estão escondidos pelos "senhores" donos destes estabelecimentos comerciais. Esta situação é a mais vulgar de todas, e não dá saída nenhuma à Banda Desenhada, por isso eu deixei de acreditar neste tipo de distribuição.
Não sei qual a venda, ou não, que estas publicações estão a ter... mas era interessante terem sucesso, pois se tal acontecer esta editora poderá apostar em séries mais fortes como Death Note, Full Metal Alchemist, Hellsing e Rurouni Kenshin (os nossos filhos agradecem...).
Em relação a estas duas séries estão lançados no nosso mercado:
El-Hazard
- Seja Bem-Vindo ao Maravilhoso Mundo de El-Hazard!!
- O Selo do Olho de Deus Está Para Ser Desfeito
- A Ira da Deusa-Demónio
- A Princesa Rune Venus foi Sequestrada
- O Olho de Deus
Falta apenas mais um para a série ficar completa, "Desfecho da Aventura no Mundo Maravilhoso".
El-Hazard é uma comédia que mistura muita ação, fantasia, aventura e romance. Tudo começa quando os estudantes Makoto Mizuhara, Katsuhiko Jinnai e Nanami Jinnai - além do professor Masamichi Fujisawa - acabam sendo transportados para o mundo fantástico de El-Hazard. A arte e muito agradável, limpa e pormenorizada. Fica aqui do lado esquerdo uma página interior desta série, pertencente ao Vol.5.

Onegai Twins
- Vol.1
Onegai Twins está dividida em dois livros, ficando completa com a próxima lançamento do Vol.2.
Este é um manga tipo Shoujo, ou seja vocacionado para um público adolescente feminino (isto não quer dizer que não possa ser lido por rapazes...)
A sinopse apresentada é esta:
Onegai Twins conta a história de Maiku Kamishiro, um adolescente que se mudou recentemente para a província de Nagano, no Japão, em busca do seu passado, imortalizado por uma foto de infância.
Certo dia, recebe duas inesperadas visitas: Miina Miyafuji e Karen Onodera, garotas que aparentam a sua idade e se dizem suas irmãs gémeas. Apesar da coincidência, elas não se conhecem e carregam consigo a mesma fotografia, onde somente duas crianças brincam em frente à casa, com o lago Kizaki ao fundo.
A arte também é bastante agradável à vista, e esperamos que a JBC faça mais alguns lançamentos, sobretudo daquelas estórias mais sonantes do mundo da Manga.
Para quem quiser obter informações e talvez números atrasados, existe este mail: niponica1979@hotmail.com
O preço destes livros é de 4,99 EUR.
Boas leituras.

P.S.: Desculpem o código de barras na capa de El-Hazard... é o que dá a capa ser do lado da nossa contracapa!
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

As 1001 Noites de Xerazade


E temos o segundo livro “das Arábias”: As 1001 Noites de Xerazade!
A obra baseia-se, como é óbvio, na obra 1001 Noites e como tal cheia de romantismo e sensualidade. Éric Maltaite, filho de Will (revista Spirou) ainda apimentou mais, nesta sua versão, os contos nocturnos que Xerazade contava ao Sultão para evitar a sua morte.
Tecnicamente, sem ser extraordinário, a narrativa e a arte de Maltaite cumprem perfeitamente o objectivo, ou seja uma obra leve de leitura fácil e agradável.
Já tinha feito o mesmo com a obra de Daniel Defoe, Robinson Crusoé, com o nome de Robinsonne.
Manteve-se fiel à obra original, mantendo, ou aumentando o erotismo latente desta estória baseada em contos orientais, e personalizando-a com algum humor.
Narrativamente é exemplar, quanto à arte, bem… digamos que tem um traço bastante próprio sem ser extraordinário, e conhece bem a anatomia feminina :)
Tudo se joga à noite, quando Xerazade giza um plano com a sua irmã para não ser decapitada depois de passar a noite com o Sultão (e que noites…). Este Sultão, depois de umas aventuras tristes com o seu irmão, em ambos que descobrem que são muito enganados pelas suas esposas, decide que iria passar a noite sempre com uma mulher, mas ao alvorecer esta seria decapitada!
Xerazade, com a ajuda de sua irmã, consegue manter em modo suspenso o Sultão, contando-lhe estórias que nunca acabavam naquela noite, isto depois da actividade sexual… (era para isso que ela ali estava, não era?). Assim o Sultão vai adiando a sua execução, ainda por cima e para além das estórias, Xerazade é uma amante fabulosa (e com a sua irmã sempre presente e ajudando nestas lides nocturnas…).
É uma leitura muito agradável, mas não é para os “pequenotes”. Já me ri um pouco com a localização deste livro nalgumas livrarias, pois encontra-se muitas vezes junto aos livros infantis…
É uma sugestão de leitura de Verão, assim como o livro anterior (Demon Wind) e o que irá ser alvo de crítica a seguir: 1001 Arabian Nights: The Adventures of Sinbad!
Boas leituras!

Softcover
Criado por: Éric Maltaite
Editado em 2002 pela Booktree
Comprado na Bulhosa
Nota : 8 em 10
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Clássicos Tintim: Capas


Terminou ontem esta série lançada em Maio. Ficam as últimas capas a pedido de alguns visitantes!
Em relação a Buddy Longway, é uma verdadeira pena que não tenham editado as duas estórias seguintes, L'Eau de Feu e Premières Chasses, ao que já foi editado em português, visto que é uma série que vive do encadeamento de eventos, e em que os próprios protagonistas vão envelhecendo de livro para livro.




Boas leituras!
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Demon Wind


Vou iniciar com este Demon Wind uma série de três livros “das Arábias”. Aviso… os três são leitura de adultos, sobretudo os dois primeiros. Demon Wind foi desenhado pelo Espanhol Alfonso Azpiri, famoso pelas Bandas Desenhadas eróticas Lorna e Wet Dreams. Lovern Kindzierski foi quem escreveu, mas esta não é a sua especialidade. Lovern é mais conhecido como colorista, trabalhando em títulos como Hellblazer, Conan, Hellboy e Sandman. Também escreveu títulos do Tarzan e este Demon Wind, mas como colorista é considerado pelo Comic Buyer’s Guide como um dos maiores de sempre! As suas cores estão espalhadas por todas as editoras americanas, sejam grandes ou pequenas, lá aparece o nome deste colorista em títulos da Marvel, DC, Dark Horse, IDW, etc.
A estória, como não podia deixar de ser, tem sempre o fundo moral subjacente, género 1001 Noites, mas tem também todos os outros ingredientes que fazem este género especial. Temos inferno familiar, pesadelos nupciais, magia, lições duras e amargas aprendidas. Lovern escolheu para seres malvados os demónios nos seus vários tipos, desde Súcubos a bruxas que são o mal incarnado. Isto passando por esposas psicóticas, tortura sangrenta e encontros sexuais escaldantes.É claro que para uma estória deste género, Lovern Kindzierski teria de escolher bem o artista e este só podia ser Azpiri! A sensualidade e luxúria de que este autor carrega os seus desenhos é enorme, tornando a estória rica e cheia de vida.
Tudo começa quando Shaibar-Khan é condenado por traição ao Vizir (ou será Califa, ou Sultão?) Ahmed Shah, sendo condenado ao chicote, remoção dos olhos, enclausuramento na masmorra mais funda, e por fim a morte. Mas este, sendo versado nas artes negras, convoca um Súcubo para implantar a sua “semente” nas várias esposas do harém de Ahmed Shah, consumando assim a vingança. Se correu bem nas três primeiras, com Gulnare (Ghoul-nar-ee) já não correu assim tão bem… esta amava verdadeiramente Ahmed Shah e conhecia-o muito bem, logo não foi enganado pelo Súcubo, que tinha assumido a forma do seu esposo para uma noite escaldante. Gulnare destrói o Súcubo, e o Sultão premeia-a declarando-a primeira esposa! Os filhos de Shaibar-Khan que foram concebidos pelas outras três mulheres foram treinados na arte da guerra como um grupo especial chamado Demon Wind…
Isto é só o princípio da estória, o resto é para ler e apreciar a sensualidade da arte de Azpiri.
Boas leituras.

Hardcover
Criado por: Alfonso Azpiri e Lovern Kindzierski
Editado em 2004 por Heavy Metal
Comprado em Book Depository
Nota : 8,5 em 10
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