quarta-feira, 30 de junho de 2010

Saga of the Swamp Thing: Book Two


Primeira consideração: eu não gosto em Banda Desenhada da etiqueta “horror comics”, estórias de terror e nomes afins. Prefiro chamar-lhes obras perturbadoras fora daquilo que é “bonito”, porque nunca fiquei com insónias nem pesadelos por ter lido um livro de BD em que aparecem seres infernais, tripas de fora, corpos meio carcomidos, etc. Esta vertente da BD quando bem escrita e desenhada a condizer pode ser perturbadora, mexer com os nossos sentimentos sobre muitas coisas, mas daí a ser verdadeiramente de terror… só para almas muito sensíveis!
Assim é Swamp Thing de Alan Moore e Stephen Bissette/John Totleben. Isto nunca foi projectado para ser uma revista mensal “mainstream”, aliás deve ter o recorde de revista seguidas sem a estampa da censura americana: the Comics Code. Em vez disso avisava que poderia ter cenas que podiam ofender um leitor menos avisado. Para isso coloca na capa a inscrição “Sophisticated Suspense”.
Este segundo livro continua com a qualidade do primeiro contendo estórias que saíram nas revistas 28 a 34, mais o Annual 2. Isto Aconteceu entre 1984/85!
Alan Moore tem o dom da escrita e ninguém o pode negar. As estórias contidas neste segundo volume são perturbadoras, mostrando uma visão do que pode ser o inferno, tanto físico como emocional. Love and Death é uma extraordinária obra de BD contada em três partes. Alan Moore serve-se do traço agreste de Stephen Bissette para dar corpo a esta estória de amor profundo.
O Monstro do Pântano faz uma viagem ao inferno para resgatar a alma da sua amada Abby e para isso vai contando com a ajuda de quatro personagens do universo DC: Deadman, Phantom Stranger, The Spectre e Etrigan. Pelo meio há uma piscadela de olho à primeira “Crise” da DC: Crisis on Infinite Earths! A cena onde ele encontra o seu arqui-inimigo Anton Arcane no Inferno é brutal e inundada de expressividade gráfica! Foi este antigo inimigo, e tio da sua amada, que provocou toda esta viagem infernal.
Na última parte temos o comovente “Rites of Spring” onde Swamp Thing e Abby comungam e confessam o seu amor um pelo outro… a bela e o monstro!
Existe uma pequena estória muito boa pelo meio, “Pog”, em que o desenhador muda, e claro que o resultado final é completamente diferente. Desta feita o artista é Shawn McManus.
Esta edição é imperdível e já me começo a habituar ao “papel” Vertigo que afinal começo a pensar que foi uma boa escolha para esta saga, porque embora seja uma edição de luxo as estórias são rudes e violentas, com este Swamp Thing alimentado pela raiva de ter perdido Abigail, mas impelido por um amor profundo, o “papel de casa de banho” acaba por ficar bem!
Aconselho.
Para conhecerem o primeiro volume cliquem neste link: Saga of the Swamp Thing Book One
Já agora, podiam deixar aquela publicidade estúpida ao Watchmen na capa. Quem gosta de BD sabe bem quem é Alan Moore e já no 1º livro fizeram a mesma coisa... vejam lá se em vez do Watchmen puseram a obra Lost Girls!
:D
Boas leituras!

Hardcover
Editado por Vertigo em 2009
Criado por: Alan Moore, Stephen Bissette e John Totleben
Nota : 10 em 10
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terça-feira, 29 de junho de 2010

Super Xpress


A Central Comics (Portal e Loja de BD) e a Press Play (Loja de jogos) seis meses depois do Jap Xpress tornam a organizar outro evento: o Super Xpress.
Esta iniciativa visa chamar a atenção do público para a Banda Desenhada e para todo o merchandise que roda à volta desta arte, isto para além dos video jogos (e não só).
Eu sinceramente espero que seja um sucesso!
Fica o programa:

Super Xpress

Dia 2 (16h-20h)
17h
- Torneios de videojogo: DC Vs. Mortal Kombat (PressPlay)
18h30
- Projecção da Curta-Mentragem: Legend of Awesome, de César Ramos (Twiggy)
19h
- Concurso de Dança Batman 1966 (Twiggy)
16h-20h
- Musica, TOKYO'S RAMEN e Karaoke (Twiggy)
16h-20h
- Concurso de Ilustração (Central Comics)
16h-20h
- NEW YORK'S BEST HOT DOGS e filmes (Tapas e +)
16h-20h
- Videojogos Freeplay (PressPlay e Centralcomics)
16h-20h
- Hair Styling (IR Isabel Reis)

Dia 3 (14h-20h)
15h-19h
- Iniciação ao jogo de tabuleiro DESCOBRIDORES DE CATAN (Tapas e +)
16h
- BD ao vivo e em tamanho gigante por autores convidados. (Galerias D. Henrique)
16h-17h30
- Rally Paper (a) (Cidade do Porto)
16h30
- Quiz perguntas com resposta múltipla sobre BD (Central Comics)
17h
- Torneios de videojogo: Marvel Vs. Capcom 2 (PressPlay)
19h
- Torneio de Braço de Ferro Masculino (Twiggy)
18h
- Workshop Produção de Videojogos pela Seed Studios (Twiggy)
14h-20h
- Concurso de Ilustração (Central Comics)
14h-20h
- NEW YORK'S BEST HOT DOGS e filmes (Tapas e +)
14h-20h
- Videojogos Freeplay (PressPlay e Centralcomics)
14h-20h
- Hair Styling (IR Isabel Reis)
16h-20h
- Musica, TOKYO'S RAMEN e Karaoke (Twiggy)

Dia 4 (14h-20h)
14h30
- Torneios de videojogo n.d. (Central Comics)
15h-19h
- Inicição ao jogo de tabuleiro MARVEL HEROES (Central Comics)
15h30
- Quiz músicas de videojogos. (Tapas e +)
16h
- Projecção de Curtas de animação + Kami ROBO
17h
- Concurso de Cosplay com o tema Super-Herois ou vilões (Tapas e +)
18h30
- Torneio de Braço de Ferro Feminino (Twiggy)
19h30
- Entrega dos Prémios (Tapas e +)
14h-20h
- Videojogos Freeplay (PressPlay e Centralcomics)
14h-20h
- NEW YORK'S BEST HOT DOGS e filmes (Tapas e +)
14h-18h
- Hair Styling (IR Isabel Reis)
16h-20h
- Musica, TOKYO'S RAMEN e Karaoke (Twiggy)

Muita animação durante estes três dias com certeza! Começa já na Sexta-Feira, quem está no norte aproveite!
Gosto destes eventos... chamam a atenção, são interactivos e por norma fazem boa publicidade!
:)
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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Lançamento ASA: As Cidades Obscuras Vol.11: A Teoria do Grão de Areia, Tomo 2


A ASA vai editar no dia 1 de Julho o 11º volume da conceituada série "As Cidades Obscuras" e completar o que começou no ano passado.
Fica um pequeno "press release" da ASA:

A Teoria Do Grão de Areia – Tomo 2

Brusel, 2 de Agosto de 784. Duas semanas após os estranhos acontecimentos iniciados no tomo 1, e com o apartamento repleto de pedras de igual peso que aparecem misteriosamente em diferentes divisões, Constant Abeels pede auxílio às autoridades. Mas, também elas estão ocupadas com uma urgência: uma grande quantidade de areia continua a sair de um apartamento e a acumular-se pelas ruas da cidade…



Não esquecer que os autores desta obra, Benoît Peeters e François Schuiten, devem estar cá em Portugal durante o Amadora BD.

E com mais esta boa notícia só me resta desejar...
Boas leituras!
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domingo, 27 de junho de 2010

Mundo dos Super Heróis Nº18


Esta revista brasileira tem sido distribuída em Portugal um pouco aleatoriamente (estou a falar dos locais de venda), sendo que ontem descobri este nº18 numa tabacaria que nunca a tinha vendido. Não sei qual é o desfasamento entre a edição no Brasil, onde vai no nº 21, sei apenas que é bi-mensal e este nº 18 é um número ainda do ano passado. Relativamente aos conteúdos é uma revista sobre BD, e não com BD, e está feita para os amantes dos comics norte-americanos. As notícias, crónicas e informação apresentadas estão muito apelativas e completas! Foi neste aspecto uma boa surpresa porque não costumo gostar de revistas sobre BD. Neste número temos mais de 20 páginas que visitam todas as fases do Super-Homem ao longo dos anos, bem organizadas com as cronologias e desenvolvimentos desta personagem muito bem explicadas. Depois temos bons artigos sobre Namor, Norman Osborn, Todd McFarlane, Dick Tracy e American Flagg. A revista é barata, menos de 4 EUR para 100 páginas e pouca publicidade. Não posso dizer que não gostei!
Para além destes conteúdos, tem cartas de leitores, fan art, curiosidades (fiquei a saber a história do porquê das cuecas por cima dos collants) e um pequeno bloco dedicado à BD brasileira com uma entrevista a Klebs Júnior e ao herói brasileiro, o Necronauta!
Faltou-me dizer que a revista é totalmente a cores e que o português está muito bom, não faz confusão com termos brasileiros!

Revista
Criado por: Aydano Roriz (editor) e Luiz Siqueira (director executivo)
Editado em 2009 por Editora Europa
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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Biomega バイオメガ: Vol.1 & Vol.2


Para os que acham que a Manga tem um traço infantil aconselho Biomega. Num futuro possível, e depois de uma viagem a Marte, a Terra é infectada por um vírus, o N5S, transformando humanos em “drones” (tipo zombies)!
O autor de Biomega é Tsutomu Nihei 弐瓶 勉, autor nipónico conhecido anteriormente por ser o autor da série de culto “Blame!” As referências estão lá, em mais uma obra do género cyberpunk!
A arte deste autor é excelente, madura e de grande expressão gráfica. Posso considerar este um grande trabalho no género manga. Tornei-me fã de Tsutomu Nihei e da sua força narrativa, que explode literalmente neste Biomega.
Esta série é essencialmente gráfica, com poucos balões, passam-se páginas sem uma única fala sendo a força das imagens mais do que suficiente para agarrar o leitor ao livro. Excelente! Não é fácil fazer isto. Os grandes espaços embebidos de estruturas arquitectónicas geniais enchem as páginas desta série, dando-lhes uma grandeza fora do normal para um livro em formato tão pequeno. Depois temos a velocidade típica da Manga, que Tsutomu Nihei leva ao extremo! Isto é uma fórmula que quando bem aplicada torna um livro viciante…
A estória conta como num futuro a raça humana é infectada pelo vírus anteriormente referido, leva praticamente os humanos na sua forma original à extinção. A Toha Heavy Industries procura activamente humanos que se tenham adaptado ao vírus para o combater a partir daí. A Data Recovery Foundation, pelo contrário acha que o próximo passo da evolução humana passa pelo contágio e posterior imortalidade.
A Toha Heavy Industries serve-se de andróides perfeitos, ajudados por uma “I.A.” (Inteligência artificial), normalmente agregada aos seus meios de locomoção, neste caso motas altamente desenvolvidas, para procurar estes espécimes raros de humanos adaptáveis. A personagem principal é um andróide, Zouichi Kanoe, e a sua companheira I.A. Fuyu Kanoe. Ela embebida nos circuitos da sua moto, mas com uma projecção 3D sempre presente nas trocas de informação com Zouichi Kanoe. Juntos tentam resgatar a humana Yion Green, que por se ter adaptado ao vírus N5S se torna praticamente imortal! No segundo volume contactamos com outro andróide e a sua moto I.A.: Nishu Mizunoe e o A.I. Shin Mizunoe. De notar que os A.I. que acompanham os andróides têm uma aparência sexual sempre oposta aos mesmos.
Acompanho a cruzada de Zouichi Kanoe com muito prazer, e estou sempre a verificar qual é a data da próxima edição desta série de seis volumes. Continuo a dizer que as séries intermináveis de Manga são um mito. Claro que existem algumas bem grandes, mas tenho várias com menos de treze volumes!
Série muito boa até agora! Aconselho!
(Bem… para quem gosta muito de muitos balões e de uma arte bem bonitinha, esta não é uma série a comprar…)
Boas leituras!

Tankōbon (単行本)
Criado por: Tsutomu Nihei 弐瓶 勉
Editados em 2010 por Viz Media
Nota : 9,5 em 10
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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Lançamento Joker: Tout sur les Célibataires


Mais um desenhador português consegue entrar no mercado francês!
Chama-se Nelson Martins e tive o primeiro contacto com ele numa Tertúlia BD de Lisboa organizado pelo Geraldes Lino. Observei rapidamente, e a meu pedido, as pranchas que ele tinha levado na altura e pareceram-me óptimas (viram que eu coloquei um "P" antes do "T" da palavra "óptimas"? Sou português e respeito a minha Língua com muita honra!).
Seguidamente estivemos juntos No Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, e onde eu privei mais de perto com este excelente autor. Tive muito prazer nisso! É uma excelente pessoa também.
A meu pedido ele fez uma introdução ao caminho que percorreu para chegar a esta edição, ficam então as palavras de Nelson Martins:

Tout sur les célibataires
Recebi finalmente ontem a encomenda com os dois pares de havaianas, que foram rapidamente trocadas ao balcão da transportadora pela encomenda que continha, essa sim, os primeiros exemplares esperados do álbum "Tout sur les Célibataires" (Tudo sobre os solteiros).

Foi o culminar de cerca de 1 ano de trabalho, sempre a par com a actividade profissional de web design e com uma empreitada nos últimos 3 meses para ter tudo pronto na data prevista.
E durante esse tempo foi sempre uma diversão começar a traçar uma nova prancha.

No princípio do ano passado tinha resolvido visitar o tão falado Festival Internacional de BD de Angouléme. Portefólios debaixo do braço, foi correr os stands dos editores e mostrar o trabalho. Este festival tem uma afluência de autores muito grande e são comuns as grandes filas de espera para a apresentar trabalho, sobretudo às editoras maiores.
Algumas, entre as quais a Joker (www.editions-joker.com) deram uma resposta mais entusiasta, sobretudo em relação à parte gráfica do que ia apresentar. Penso que numa primeira visita aos editores, é de esperar que a sua atenção recaia sobretudo sobre o desenho e não tanto sobre qualquer argumento que se vá propor.

Os primeiros três gags que desenhei com o argumento de Valéry Der-Sarkissian, foram um teste da editora Joker que deram origem a que viesse a desenhar todos os restantes.
Recebi do Valéry o argumento completo e as personalidade de cada uma das seis personagens principais foram-se desenvolvendo mais à medida que cada nova prancha era desenhada.
O álbum é formado por 46 gags humorísticos de uma página e o cenário das histórias é um Tribunal Administrativo onde trabalham, com funções diversas, os personagens principais - todos solteiros.
Na capa podemos ver Henri, um dos personagens com mais participação no livro.
Todos os gags exploram a situação de solteiros dos diversos personagens, da perspectiva diferente que é oferecida pela personalidade de cada um. A Marion, que só parece atrair o Henri, que despreza. O Phillippe, um verdadeiro menino da mamã ...

As minhas influências em termos de traço irão talvez desde a BD humorística franco-belga (Astérix, Spirou), passando também pelas primeiras bd's que li (Walt Disney) até outros mais recentes e diversos. Desenhar um álbum neste tipo de registo humorístico foi por isso desenhar num campo de que gosto especialmente.

Mas para explicar de onde surgiu a intenção de mostrar trabalho em Angouléme (e chegando assim neste relato do fim para o princípio ao ponto de partida,) terei de falar de "Lig & Mandu, os Crápulas da Montanha". Foi esse o projecto que levei para apresentar em Angouléme. Uma ideia começada a discutir em 2004 com o Pedro Couto e Santos (co-autor de algumas bd's e séries de cartoons na net, desde a faculdade), uma história humorística e de aventura cujo argumento desenvolvemos entre 2006 e 2008.
Esboçadas 60 páginas e depois finalizadas algumas para mostrar a uma potencial editora, esse projecto, que fala de dois contrabandistas escroques que vivem numa cabana na montanha, (tendo um urso como animal de estimação), compôs o portefólio que acabou por ser mostrado em França.
O festival de Angouléme, com tantas editoras de BD, pareceu-nos uma boa aposta.
Como viria a perceber, as editoras têm muitas vezes em carteira argumentos para desenvolver e portanto manifestaram interesse sobretudo pelo desenho. Este projecto inicial ficou a aguardar outros desenvolvimentos ...

Para já fica este primeiro álbum de BD, com a possibilidade de continuação da série e quem sabe uma edição em português, se houver interesse por parte de uma das nossas editoras.
Nelson Martins
www.tintadachina.com
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Nelson-Martins-Ilustracao-Banda-Desenhada/128885170466840


Só me resta desejar o maior sucesso do mundo ao Nelson, porque merece.
Podem verificar no site da Joker esta publicação no seguinte link:
http://www.editions-joker.com/a-celibat.html
Boas leituras!
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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Lançamento ASA / Público: Gaston Lagaffe


Esta personagem da BD Franco-Belga criada por André Franquin (Spirou) teve origem em 1960 e durou até 2009 (penso eu...)
A parceria ASA/Público vai editar integralmente os 19 volumes em capa cartonada a partir do dia 7 de Julho 2010. Os álbuns são de 48 páginas com capas inéditas e exclusivas para Portugal! O primeiro volume tem o preço de 2,50 EUR, sendo os restantes vendidos ao preço de 6,40 EUR. De notar que as lombadas formam um desenho!
Os títulos a sair são:
1 - Os Arquivos do Lagaffe
2 - Gafes em Barda
3 - Gafes de um Fanfarrão
4 - Festival de Broncas
5 - O Escritório vai abaixo
6 - Calinadas do Calina
7 - Mais Gafes do Lagaffe
8 - Gafes às Rajadas
9 - De Gafe em Gafe
10 - O Ás das Argoladas
11 - O Descanso do Trapalhão
12 - Engenhocas do Lagaffe
13 - Um Bronco do Piorio
14 - Gafes, Argoladas e Trapalhadas
15 - É Só Broncos!
16 - Tabefes para o Lagaffe
17 - Gafes Atrás de Gafes
18 - Resmas de Gafes
19 - Cuidado com o Lagaffe
Muitos destes álbuns já foram editados em português por várias editoras ao longo dos anos, agora fica uma colecção de gafes completa e em grande estilo!
O desenho formado pelas lombadas fica já aqui em baixo.


Nota: Não se consegue fazer paralelos entres os álbuns saídos pela Meribérica e outras editoras, porque são "gags" de uma página e a ordem destas nesta colecção não é a mesma das antigas. A ordem é a da última edição francesa.

Boas leituras (neste caso divertidas!)!
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domingo, 20 de junho de 2010

Bela mas Perigosa


“O Inferno é um lugar diferente…”
Sartre

“Bela mas Perigosa” (So Beautiful and so Dangerous, no original) foi uma obra marcante para mim na BD. Saiu em 1980 pela Meribérica, tinha eu 16 anos, e foi aí que eu descobri que havia Banda Desenhada com um grafismo completamente diferente do que conhecia até à altura (ainda por cima com figuras femininas nuas…), com textos perfeitamente enquadrados para um adolescente com uma boa cultura geral. As referências a outras artes são inúmeras desde Sartre, Rolling Stones, Einstein ou William Shakespeare. As ideias apresentadas são ao gosto de qualquer adolescente da altura, os de agora não sei se compreenderiam metade das situações, trocadilhos ou ideias…
O autor coloca como subtítulo desta obra “O Primeiro conto existencialista de Ficção-Científica”, e acho que Angus McKie diz tudo com isto. Toda a narrativa assenta numa base de Ficção-Científica, mas toda ela está rodeada de referências filosóficas, trocadilhos e com a presença constante de humor muito fino e inteligente.
Na nave espacial do “alien” Sisyphus são acolhidos (tipo encontros imediatos de 3º grau) toda a espécie de rejeitados da sociedade Terrena, todos à procura de uma vida nova que lavasse o seu passado triste na Terra. O objectivo é Axis, o centro da Galáxia. Uma das personagens é a cara chapada de Woddy Allen, e isto não é por acaso… faz parte da sátira sempre presente durante a estória! Os protagonistas passam por diversas aventuras pejadas de seres monstruosos e com dúvidas filosóficas/existenciais que põem em causa a sua própria sanidade mental!
Falando de Angus McKie como artista, enfim… na altura ele fez à mão o que agora fazem em programas de imagem em computador. Foi muito à frente! Ninguém estava habituado a uma arte tão cuidada e trabalhada. Os detalhes e pormenores são deliciosos! Angus Mckie trabalhou nalguns projectos de Banda Desenhada como revista 2000AD, mas neste momento trabalha essencialmente em animação.
O livro começa com uma frase de Sartre e acaba com um verso dos Rolling Stones seguido de uma citação de “Hamlet”.
Provavelmente os jovens de agora apenas perceberiam as referências relacionadas com drogas e exclusão social, mas vale a pena tentarem perceber este livro! Sairiam mais ricos. Angus McKie tem uma mente inteligente, super aberta e de uma grande cultura. As situações presentes no livro chegam a ser caricatas, mas sempre com um propósito.
Há uma vinheta deste livro que eu nunca hei-de esquecer (enquanto não ficar com o cérebro esclerosado… claro…) que é onde o robot Titan, que nem sequer tem uma forma humana, consegue ir para a cama com uma mulher, onde implicitamente fizeram sexo, e depois na hora do relaxe (onde ela fuma o cigarro “do depois”) ele lhe explica com um ar descontraído o que era Axis… bem, quem não leu não percebe… a situação é tão estranha e inverosímil, mas ao mesmo é apresentada de uma forma tão banal que me ficou marcada na altura!
A quem tem o livro aconselho a releitura, a quem não tem aconselho a sua aquisição, embora algumas situações estejam um pouco datadas, mas acho que foi um marco na BD, na senda de autores como Moebius e Druillet.
Boas leituras!

Hardcover
Criado por Angus McKie
Editado em 1980 pela Meribérica
Nota : 8,5 em 10
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Shaman Warrior


Park Joong-Ki é o autor deste Manhwa (BD de origem coreana), que se tornou num dos maiores best sellers deste tipo de arte na Coreia. A série editada no seu original pela Haksan Culture, encontra-se traduzida nos seus nove volumes em inglês pela Dark Horse e em francês (com o nome de Dangoo) pela La Diff.
Park Joong-Ki é o autor tanto dos textos como da arte deste Manhwa não tendo eu informação de outras obras deste autor. A sua popularidade foi tal que Shaman Warrior é um dos cinco Manhwas mais vendidos de sempre!
A minha resolução de adquirir esta série muito foi apoiada pela arte das capas apresentadas, são espetaculares, e pelo “ambiente Samurai” da mesma. É muitas vezes comparada aos Mangas “Blade of Immortal” e “Vagabond”, embora eu ache que na génese de alguns personagens, ou situações, um outro Manga esteja presente: Claymore クレイモア!
Este drama, ou não fosse o autor Coreano, não é para fazer “chorar as pedras da calçada” como Mijeong, mas não deixa de ser intenso.
A narrativa ao longo das cerca de 1800 páginas é bastante lenta, contrapondo as muitas cenas de combates que são de elevada rapidez gráfica. Park Joong-Ki é muito detalhado no grafismo das coreografias apresentadas nas várias cenas de combate, respeitando sempre os limites do corpo humano, na sua flexibilidade e posicionamento. Daí resultam cenas de “pancadaria” no limite do verosímil, aparte os poderes especiais de alguns dos seus personagens.
Park Joong-Ki apoia tudo isto numa narrativa irrepreensível bastante profundidade e com personagens muito bem definidos psicologicamente.
Esta série tem nota máxima dentro do género até metade do último volume, o nono! Aqui Park Joong-Ki “borra a pintura” dando um final muito pobre em que não se sabe o que acontece a vários dos seus personagens, e estou a ser literal, finalizando uma estória de 1800 páginas em cerca de 20! Dá a ideia que se fartou da série e decidiu acabá-la à pressa logo ali no momento, e é um fim inglório para a qualidade de 99% de toda a estória. A nota final atribuída por mim vai reflectir muito este final, porque não se admite estragar assim uma série. Quando cheguei a metade do último volume comecei a pensar, dada a característica lenta da narrativa, que aquilo não ia acabar decentemente…
Shaman Warrior conta a estória de Yaki, filha de um grande Shaman Warrior (guerreiros criados artificialmente que têm um nível de combate muito acima da média), iniciando-se a narrativa com a emboscada criada para assassinar Yarong, o seu pai, mas Batou “The Destroyer” (companheiro indefectível de Yarong) fica vivo e a pedido de Yarong foge com a sua filha. O clan que criou os Shaman Warriors agora, e depois de os usar para ter a sua supremacia sobre os outros, quer eliminar todos estes guerreiros e a sua descendência. Aqui começa a triste estória de Yaki, Nejo, Batou, Genji e Yatilla. Sobrevivência, combate, lealdade e traição são palavras de ordem na estória, servida muito bem com “flashbacks” explicativos de determinadas situações sempre no sítio certo. As linhas de estória seguem muitas vezes paralelas, cruzando-se na altura correcta sendo as revelações colocadas sempre a propósito.
Pena um final inexistente! Sim, porque eu não considero aquilo um final…
Park Joong-Ki agradece no fim aos leitores e espera que continuem a comprar obras dele… bom, isto a seguir ao final incompetente que arranjou é pedir muito!
Salva-se a excelente arte e quase toda a narrativa (já disse que o final é muito incompetente?). Para quem gosta de estórias de samurais é experimentar! O formato é coreano, ou seja de dimensões parecidas com a manga japonesa (um pouco maior que a generalidade das edições de manga), mas lê-se no sentido “ocidental”, ou seja, da esquerda para a direita.
Boas leituras!

TPB
Criado por: Park Joong-Ki
Editado entre 2007 e 2010 pela Dark Horse
Nota : 7,5 em 10
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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Brunelle e Colin Vol.1: O Voo Negro


É das primeiras obras de François Bourgeon (1979), e comprei-a precisamente por isso. Desconhecia completamente esta série que conta sete volumes no original. Em português nem sei se o segundo volume, Yglinga, foi editado. Quem gosta de Bourgeon irá gostar com certeza deste livro, quanto mais não seja porque temos aqui o protótipo da Isa dos Os Passageiros do Vento, e numa estória de ambiente medieval uma preparação para o Os Companheiros do Crepúsculo. Os textos são de Robert Génin mais conhecido em Portugal pela série "O Corcel Negro". É difícil avaliar o trabalho de Genin apenas por um único livro, mas lanças as bases para uma boa série. Se assim foi desconheço...
Bourgeon aqui ainda está bastante "verde", faltam-lhe os pormenores e a clareza de desenho das séries que o tornaram famoso. Por isso é "giro" conhecer estes primeiros trabalhos, nota-se bastante a evolução do artista nos trabalhos posteriores.
A estória é simples, uma princesa e o seu pagem entram numa sala proibida do castelo e libertam uma verdadeira arma química! O rei tinha guardado nesta sala inúmeros pássaros que possuíam uma anilha, esta continha no seu interior uma doença terrível. O objectivo destas aves era serem largadas em território inimigo se necessário! O castigo para a jovem e irreverente dupla e tentar recapturar as aves e recolher o número máximo destas anilhas. A partir daqui as aventuras sucedem-se!
Alguém sabe se o segundo volume chegou a ser editado?
Comprei vários livros mais antigos (este veio na "molhada") em excelentes condições, novos, numa feira do livro que costuma circular um pouco por todo o lado, estando neste momento na zona do Inatel em Oeiras. Assim vão passear até à marina, ou até à Piscina Atlântica de Oeiras, e de caminho ainda conseguem comprar umas pechinchas em muito boa condição!
Boas leituras!

Softcover
Criado por François Bourgeon e Robert Génin
Editado em 1994 pela Meribérica
Nota : 6,5 em 10
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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Blake & Mortimer Nº19: A Maldição dos Trinta Denários Vol.1 - O Manuscrito de Nicodemus


Álbum trágico!
Quem gosta desta série sabe a que me refiro, um dos seus autores faleceu repentinamente aos 54 anos. Chamava-se René Sterne e iria em conjunto com o profícuo Van Hamme (Thorgal, Largo Winch, XIII, O Grande Poder do Chninkel, etc.), e a sua esposa Chantal De Spiegeleer, fazer este 19º volume de Blake & Mortimer. Deixando o trabalho artístico a meio, a sua esposa Chantal num assomo de profissionalismo e homenagem ao seu falecido marido, continuou o seu trabalho com a ajuda de Laurence Croix. Por isso este livro demorou tanto tempo a sair.
Como se sabe esta série continuou para além do tempo de vida do seu criador, E.P. Jacobs, com algumas diferenças, como por exemplo a introdução de personagens femininas. Neste último livro a quantidade de mulheres é grande e bastantes em trajes de dormir.
Blake & Mortimer desde o último livro de Jacobs teve duas equipas criadoras, Van Hamme com Ted Benoît e Yves Sente com André Juillard. Neste livro, A Maldição dos Trinta Denários Vol.1, Van Hamme virou-se para os autores da série Adler, René Sterne e Chantal De Spiegeleer. Como já referi a equipa foi desfeita abruptamente…
Este álbum recupera um excelente Olrik, ao seu melhor nível como vilão, e explora com mestria os segredos nunca desvendados da traição de Judas. Tudo isto se junta num policial com várias voltas, estando Mortimer como é seu costume no centro da acção e um Blake perdido em pistas exteriores à acção principal, aparecendo sempre no momento oportuno para ajudar o seu amigo cientista. Esta segunda parte do que eu disse só acontecerá no segundo volume com certeza, pois neste Blake anda a investigar a evasão de Olrik nos EUA, enquanto Mortimer está na Grécia, centro da acção. Como sempre temos os mistérios, as perseguições e as revelações na altura certa. E assim e eu gosto!
Assim temos uma caça ao tesouro como nas velhas aventuras, quem irá chegar primeiro aos “trinta denários”? Temos pistas, pergaminhos, algumas provas, heróis e vilões! Gostei muito de algumas paisagens gregas bem representadas nas páginas deste livro. A Grécia é perfeita para esta aventura!
A estória até agora está muito bem montada, ao estilo Jacobs, e a arte ficou muito boa! Bastante melhor que a apresentada por Ted Benoît (de que eu nunca fui muito fã) nos anteriores livros em que foi o artista de serviço, mas isto é a minha opinião, de certeza que alguém discordará… É certo que nalgumas cenas Chantal teve algumas dificuldades! Mas no geral esteve bastante bem.
Vamos a ver se o segundo tomo desta série corre melhor e mais rápido, o artista para este livro será Aubin Frechon.
Mais informações sobre esta série neste link:

- Blake & Mortimer

Boas leituras!

Hardcover
Criado por Van Hamme, René Sterne e Chantal De Spiegeleer
Editado em 2009 pela ASA
Nota : 8 em 10
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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Naruto Super Star: Mais de 100 000 000 de cópias vendidas!


Este título da Shueisha conseguiu entrar para o grupo restrito de Mangas que ultrapassaram as 100 milhões de cópias.
ESte Manga criado por Masashi Kishimoto foi editado na revista Manga semanal "Shonen Jump" desde 1999, estando a ser traduzido para inglês pela Viz Media, que já vai no número 48. É um caso de verdadeiro sucesso!
A lista dos mais vendidos de sempre:

- One Piece: 189 milhões
- Dragon Ball: 152 milhões
- Kochikame: 142 milhões
- Slam Dunk: 117 milhões
- Naruto: 100.4 milhões

Para quando a edição desta série de sucesso garantido em português?
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domingo, 13 de junho de 2010

Green Lantern Corps: Emerald Eclipse


Green Lantern Corps é uma publicação que tem acompanhado a série Green Lantern mostrando tudo o que se passa nos bastidores do mundo dos Lanternas Verdes, dando corpo à série original com estórias paralelas e personagens secundários, que acabam por ter alguma importância nos eventos que encaminham o universo DC para a Blackest Night. Esta série está feita com inteligência de modo a que não seja necessário comprar todos os títulos “Verdes” para poder saber tudo o que se passa. Quem tiver comprado a série principal não necessita de ler esta série para saber tudo quanto se passa, ou para preencher lacunas do conhecimento do que vai se vai passar em Blackest Night.
É uma grande diferença em relação aos mega eventos anteriores da DC, tipo “Crisis”, ou da generalidade dos mega eventos da Marvel, onde temos de comprar uma infinidade títulos para saber tudo.
Viva Geoff Johns e a sua equipa!
Green Lantern Corps tem sido escrito na sua maioria por David Gibbons e Peter Tomasi, com algumas entradas de Geoff Johns. O artista de serviço é Patrick Gleason que tem levado a série desde o seu início, independentemente do autor dos textos.
Peter Tomasi tem sido muito sólido nos argumentos, mesmo quando alguns são um pouco mais densos, e Gleason tem tido os seus momentos!
Os títulos principais que saíram são:

- Recharge
- To Be a lantern
- The dark Side of Green
- Ring Quest
- Sins of the Star Sapphire
- Emerald Eclipse
De notar que os números do 14 ao 19 (revistas – comics) estão incluídos nos livros Sinestro Corps War 1 e 2.
Não referenciei esta série antes porque seriam Lanternas Verdes a mais neste blog, mas este último número, Emerald Eclipse, é importante porque assim como Agent Orange é um prelúdio para a super – hiper – mega saga: Blackest Night! A sua importância pode-se medir pela edição, enquanto todos os outros livros apenas tiveram edição em TPB (capa mole) este vem publicado em Hardcover, tal como toda a série principal Green Lantern.
Os protagonistas neste número são Sodam Yat (portador de Ion), Natu, Guy Gardner, Arísia, Kyle Rainier e Mongul. A acção passa-se em locais distintos, sobretudo em Daxam planeta natal de Sodam Yat ao qual este jurado nunca mais voltar… mas este planeta era bastante apetecível para os sobreviventes das hostes do Sinestro Corps, visto que a cor do Sol deste sistema enfraquecia os Lanternas Verdes. Para além disso, Mongul proclama-se líder deste corpo de anéis amarelos, mas não sem luta… Será que Sodam vai fazer o sacrifício de ir ajudar o seu povo? Sim, porque ele odiou a xenofobia Daxamita, e fez com que ele abandonasse o planeta sem remorso… será que Arísia o convence? Este é um “plot” dentro do livro bastante bom. Mas existem mais centros de acção, a união entre Lanternas Verdes tornou-se proibida pelos Guardiões, mas Kyle Rainier e Natu não querem saber disso para nada. Entretanto ocorre uma batalha em Oa devido evasão de um Lanterna Vermelha preso, o que provoca a confusão e no meio da refrega vários Lanternas Amarelos acabam por tentar a evasão também, e misteriosamente os seus anéis aprisionados também se libertam! Depois temos as execuções em massa pela polícia da polícia, os Alpha Lanterns, que obedecem sem pestanejar as ordens dos Guardiões apesar da oposição de vários Lanternas importantes! Noutros pontos do espaço outro Lanterna traz um pedaço do Anti-Monitor… E já agora um pequeno pormenor... Natu, natural do mesmo planeta que Sinestro, encontra-se com este onde é revelada a sua origem… Sinestro está em todo o lado e cheira-me que será uma das chaves em Blackest Night.
Para mais informação vão ao post anterior:
Green Lantern: Agent Orange
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Peter Tomasi, Patrick Gleason e Rebecca Buchman
Editado em 2009 por DC Comics
Nota : 8,5 em 10
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Green Lantern: Agent Orange


Agent Orange é uma preparação, a última, para o mega evento da DC “Blackest Night”. Vem incluído na série normal Green Lantern, e não é tão espectacular como outros atrás. Apesar disso convêm ler porque explica e desvenda uma série segredos mantidos pelos Guardiões do Universo em Oa… estes já deixaram de ser os seres “bonzinhos” da Silver Age dos comics norte-americanos! Afinal são seres insensíveis, manipuladores e como se vê neste livro, maus! Pois pois, aquela traiçãozinha final em relação a Ganthet só denota maldade, e o Guardião que está a urdir teia de acontecimentos que irá culminar na Guerra da Luz nem sequer está presente!
Geoff Johns continua a manter o excelente rumo que vem de Rebirth, mantendo sempre o interesse dos leitores em alta, e pondo com esta saga Hal Jordan num nível de popularidade que neste momento já ultrapassa a da “santa trindade” da DC: Superman, Batman e Wonder Woman. Talvez devido a isso a data do filme Lanterna Verde tenha sido adiada, para fazer melhoramentos e pôr o filme na mesma fasquia já alcançada pela BD destes heróis de verde.
Desta vez a dupla artística para dar corpo à estória de G. Johns é formada por Philip Tan e Jonathan Glapion. Estes tem pranchas verdadeiramente espectaculares na ilustração de grandes batalhas entre o verde e o laranja, com salpicos azuis e rosa.
O protagonista apresentado neste livro chama-se Larfleeze, e é o possuidor da Lanterna Laranja, que corresponde no espectro emocional da cor à avareza. É o único membro do Corpo Laranja, sendo o resto do seu exército formado pelos clones de outros seres com os quais combateu. A sua força é tal que os guardiões tremeram quando souberam que tinha passado os limites do “Vega System”, planeta Okarra. Larfleeze pertencia a um pequeno bando de ladrões espaciais que roubaram vários artefactos importantes e entre eles uma misteriosa caixa. Na sua fuga entram num templo e descobrem a fonte da luz laranja, isto bilhões de anos atrás… Os Guardiões mandam os seus primeiros polícias espaciais, os Manhunters, atrás deles, mas temendo a Luz laranja, fazem uma troca com o único sobrevivente do bando: Larfleeze! Este já na posse da bateria da Luz Laranja aceita trocar a misteriosa caixa pelo sossego naquele sistema estelar, Vega. Assim sendo, este fica interdito aos Lanternas Verdes para sempre, tornando-se um covil para toda a espécie de bandidos do cosmos. Mas a regra foi quebrada, e a batalha está à vista! Para complicar, Hal Jordan está na posse de dois anéis: o seu verde e o azul que lhe foi dado para se libertar do vermelho (livro anterior).
A partir daqui todos os livros da DC estão marcados com o símbolo “Blackest Night” até ao evento final. Depois destes tempos negros haverá “Brightest Day”! Jeoff Johns não pára, e até os livros das restantes séries da DC ficam marcados com o símbolo “Blackest Night”, vejam a força que a série Green Lantern tem no universo DC! Quais “Crises”, estas ficam completamente na sombra desta série que acabou por abranger e influenciar todos os heróis principais da DC.
Para mim a melhor série de super-heróis norte-americanos de há muito tempo!
(O que será que continha aquela caixinha misteriosa, hã?)
Ficam os links em que os outros livros da série estão referenciados neste blog:

- Green Lantern, de Geoff Johns
- Green Lantern: The Sinestro Corps War Vol. 1
- Green Lantern: The Sinestro Corps War Vol. 2
- Green Lantern: Secret Origin
- Green Lantern: Rage of the Red Lanterns

A seguir, não está na lista ali ao lado esquerdo, mas vou falar de Green Lantern Corps: Emerald Eclipse.
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Geoff Johns, Philip Tan e Jonathan Glapion
Editado em 2009 por DC Comics
Nota : 8 em 10
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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Lançamento ASA: Bouncer Vol.5 - O Fascínio das Lobas


Mais uma estória do oeste selvagem dos Estados Unidos da América feita na Europa com sucesso (porque será?): Bouncer!
A ASA já tinha editado os primeiros quatro volumes:
- Bouncer 1 - Diamante Para o Além
- Bouncer 2 - A Misericórdia dos Algozes
- Bouncer 3 - A Justiça das Serpentes
- Bouncer 4 – A Vingança do Carrasco
Esta série é assinada pelo incontornável Jodorowsky e pelo artista François Boucq, e a ASA vai brindar os apreciadores desta série no dia 16 deste mês com mais um volume, o quinto, com o nome "O Fascínio das Lobas". Mais uma boa notícia, e quem diz que a ASA só faz reedições, este ano está a ficar sem argumentos...
:P
Ficam duas páginas do interior, para ver maior, basta clicar em cima das ditas pranchas!

O press release da ASA é curto, mas faz uma boa introdução à obra:


BOUNCER 5 – O Fascínio das Lobas

Quando as 5 horas da tarde soam no relógio de parede do saloon, todos param de beber e correm para a rua para assistir ao enforcamento de Fatty que será perpetuado por um carrasco muito particular: uma mulher, que tem umas antigas contas a ajustar com o Bouncer…




Para quem não conhece a série esta passa-se no pós-guerra da Secessão nos EUA, em que um grupo de confederados se recusa a aceitar o desarmamento e a derrota, espalhando o terror e o sangue pelo Oeste Americano.
Série recomendada!
Boas leituras!
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A Fórmula da Felicidade Vol.2


Comprei o primeiro volume da A Fórmula da Felicidade o ano passado em Beja e fiquei a ansiar pela sua conclusão. Tal aconteceu no Anicomics deste ano e o livro respondeu às minhas expectativas. Osvaldo Medina (desenho), Nuno Duarte (textos), Gisela Lopes e Ana Freitas (cor) deram corpo e alma a este excelente projecto da Kingpin Books. Houve quem dissesse que a sua finalização podia ser outra, mas como diz o anúncio, “podia… mas não era a mesma coisa!”. Acho que o final é o desfecho lógico para a ascensão, queda e redenção de Victor, o autor da matemática fórmula da felicidade.
Este livro fala-nos do lado sombrio da “felicidade” artificial, da adição psicológica que esta trás, e nisto podemos englobar qualquer tipo de droga. Victor tomou a decisão da sua vida numa altura de grande raiva, e esta não é boa conselheira… a partir daqui o drama psicológico (com traumas no relacionamento com o sexo oposto) é evidente desviando o personagem principal da vida, dos amigos e do amor. Tudo passa a ser artificial nas suas relações sociais passando a ser um VIP com todas as mordomias e manias que são apanágio deste tipo de gente. Apesar de tudo consegue conhecer o pai, mas não foi o encontro que idealizou, acabando por ficar ainda mais em baixo e desiludido, e sempre com a pressão de um patrão sem escrúpulos que vende a peso de ouro o recitar da famosa fórmula matemática a quem quiser pagar em circuito fechado de televisão “Pay per view”.
Depois de uma zanga com o patrão tira umas férias onde tenta voltar às origens para tentar perceber onde se perdeu, mas nem isso consegue pois acaba por ser perseguido pelos aldeões da sua aldeia natal, que queriam mais uma dose de felicidade!
Victor acaba por perceber à sua custa e dolorosamente que a felicidade de uns não é a mesma que a felicidade de outros… aqui, e por acaso, acaba por lhe ser indicado o caminho da sua própria felicidade! A felicidade não se “dá”, a felicidade conquista-se e temos de procurar dentro de nós o catalisador para tal, o que não é nada fácil…
Como acaba este bem estruturada estória, bem… comprem o livro!
Esta é outra parte de que eu gostaria de falar. Eu sei que a Kingpin é uma editora pequena a dar os primeiros passos no mercado editorial, mas uma tiragem tão pequena para uma obra que deveria ser difundida ao máximo por tudo quanto é circuito comercial e bibliotecas (porque não nas escolas também), é redutora para uma das melhores obras de BD feita por portugueses. Tem tudo para ser um sucesso! Boa estória, boa arte, boa cor, bom "lettering" e boa balonagem. É uma pena que esteja limitada a 400 exemplares! Espero que se este díptico esgote a Kingpin pense numa reedição, pois deveria estar acessível para a generalidade dos portugueses.
É um drama forte que eu recomendo a quem gosta de BD, e para quem queira experimentar-se nesta arte! Muito bom. Já agora, as figuras antropomorfizadas não querem dizer que o livro é para criancinhas… é um livro para adolescentes mais maduros e adultos! Só pessoas com um certo grau de maturidade poderão tirar lições deste livro, “sem ser ver os bonecos”. Parabéns a todos, mas sobretudo ao Nuno Duarte! Fazem falta à BD portuguesa boas estórias.
Boas leituras!

Softcover
Criado por: Nuno Duarte, Osvaldo Medina, Gisela Mrtins e Ana Freitas
Editado em 2010 por Kingpin Books
Nota : 9 em 10
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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Lançamento Archaia Studios Press: Artesia Besieged - The Fourth Book of Doom


Já não restava muita esperança de ver a série Artesia continuada, porque o seu criador passou a ter ocupações que lhe fechavam a veia criativa, mas Mark Smylie após três anos e meio concluiu o quarto volume desta série. Está previsto o seu lançamento em Abril de 2011, e como sei que há portugueses interessados nesta série (além de mim) fica esta boa notícia! O meu problema vai ser ter que reler os outros livros de fio a pavio (que é uma tortura neste caso...), pois agora e passado tanto tempo será difícil ligar este último volume aos outros três!
É sempre bom referir que esta série de uma editora independente, a Archaia Studios Press, foi multi-premiada um pouco por todo o lado. A BD norte-americana não é só superes... o "Indie" de vez em quando dá-lhe com força!
Vou deixar o link neste blog sobre os outros livros, se quiserem ter mais informação sobre a série:

Artesia : The Books of Doom

Boas leituras!
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segunda-feira, 7 de junho de 2010

1º "Teaser" do livro Res Publica


Nutro um certo carinho por este projecto, porque embora não esteja directamente envolvido servi de "casamenteiro" entre o desenhador e a argumentista. Eles são o Jorge Miguel (Camões: De Vós Não Conhecido Nem Sonhado) e Aida Teixeira, mais conhecida no mundo dos blogs como Diabba.
O Jorge Miguel considero-o como um excelente desenhador na célebre escola da "linha clara" franco-belga e a Aida Teixeira (advogada de profissão, e minha mulher), uma boa argumentista. O colorista escolhido foi o João Amaral! Este livro da Plátano tem "dead-line" para o festival da Amadora deste ano, e pelo que eu já vi vai ser um excelente álbum de BD portuguesa. Temporalmente situa-se no fim da monarquia, mas em vez de abordar o tema frontalmente como seria de esperar, conta estórias paralelas que tem como fundo esse período histórico (embora ele esteja sempre presente) tornando a narrativa leve, em vez do vulgar "maçudo" livro histórico do costume.... Claro que não posso contar nada sobre a estória!
heheheh
Fica uma maquete da capa, atenção... é uma maquete mesmo, não está acabada! O Jorge Miguel frisou isso muito bem! :D
Acho que serve bem como um primeiro aperitivo a este livro.
Boas leituras!
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domingo, 6 de junho de 2010

Lançamento Edições Polvo: Hans, o Cavalo Inteligente


As Edições Polvo depois de um aparente "sossego", reaparecem agora com um novo título de Miguel Rocha: Hans, O Cavalo Inteligente!
Esta editora, que tem como responsável editorial Rui Brito, iniciou a sua actividade em 1997 com o livro "Época Morta e (Á suivre)" do José Carlos Fernandes, eu pensava que tinha sido "Isaac, o Pirata", mas não foi... está corrigido! Como referência, é também desta editora o célebre livro que deu confusão, e meteu polícia numa livraria de Viseu, o famoso "As Mulheres Não Gostam de Foder" de Alvarez Rabo.
O publicitário, ilustrador e autor de banda desenhada Miguel Rocha assina esta última obra da "Polvo", isto depois do recente “A Noiva que o Rio Disputa ao Mar” com João Paulo Cotrim (nomeado este ano para um Troféu Central Comics), mas o seu livro mais conhecido talvez seja “Salazar - Agora, na Hora da sua Morte”, também com João Paulo Cotrim. E como curiosidade, uma ilustração sua foi a escolhida para o cartaz oficial do Campeonato Europeu de Futebol, o Euro 2004!
Fica o press release da Polvo:

Hans, o Cavalo Inteligente
O caso aqui apresentado tem a sua origem numa história verdadeira e remonta ao início do século XX.
Em 1904, um cavalo causou grande alarido junto da comunidade científica europeia por resolver problemas matemáticos de alguma complexidade. Esse cavalo era Hans e pertencia ao frenólogo W. von Osten.
Na ânsia de se ter aberto a porta da comunicação com o reino animal, e para orgulho do seu criador, Hans foi objecto de estudo de uma comissão extraordinária de peritos, a “Hans Kommission”, nomeada pelo ministro prussiano da educação, Dr. Studt. Efectivamente, o cavalo exibia capacidades fora do comum: respondia, batendo com a pata no chão, às questões que lhe faziam em alemão. E acertava.
Esta comissão concluiu não haver fraude no desempenho de Hans, sendo genuínas as suas
faculdades.
Hans, o cavalo inteligente aborda, entre outros, o tema da dependência entre as pessoas. A um nível mais humano trata da relação entre um pai austero e dominante, e um filho subserviente.

FICHA TÉCNICA
Hans, o cavalo inteligente.
Fora de colecção, dim. 23 x 16,5 cm, 96 pág. impressas a 2 cores
Capa em quadricromia com badanas
Maio 2010
PVP: 12,90 Euros.

Boas leituras!
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sábado, 5 de junho de 2010

Lançamento ASA: As Viagens de Loïs - Portugal


A ASA vai lançar o quinto volume da série "As Viagens de Loïs", série esta que teve como autor o conhecido Jacques Martin (é só seguir o link...), que em 2002 conheceu o português Luís Diferr no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora desse mesmo ano. Assim ficaram encetados contactos que culminaram neste livro.
Fica o press release da ASA:

As Viagens de Loïs - PORTUGAL

Chama-se Portugal, e será o quinto volume criado em torno de Loïs, um herói do século XVII que foi das últimas personagens imaginadas pelo recentemente falecido Jacques Martin, autor das famosas aventuras de Alix.

Com desenhos do português Luís Diferr, a ideia para a criação deste livro remonta a 2002, quando Jacques Martin veio a Portugal, para participar no Festival Internacional de BD da Amadora.

Este álbum dá-nos a conhecer, em Portugal, os principais locais de interesse histórico entre os séculos XVII e XVIII, especialmente os mais célebres edifícios do património arquitectónico: Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém, Convento de Mafra, Convento de Cristo, entre outros, mas também são descritos aspectos como o mobiliário, os coches ou os trajes desta época.

Trata-se de um verdadeiro documento histórico de grande rigor documental e com ilustrações que permitem obter uma reconstituição visual com dimensão realista.

- Oferta de poster de Luís Diferr nos livros vendidos na FNAC.
- Previsto lançamento no Palácio do Beau Séjour.

Boas leituras!
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