sexta-feira, 31 de maio de 2013

Lançamento Calçada das Letras: Bestof - Retirado da Prateleira


Geral e Derradé têm um novo livro publicado. Será lançado dia 1 de Junho na Feira do Livro de Lisboa e tem o nome de Bestof!
Este livro compila trabalhos desta dupla produzidos entre 1993 e 2009, e segundo palavras dos autores "são 74 páginas de pérolas e de porcaria que foram sendo editados no Jornal "Notícias de Alverca" e em fanzines auto-editados. É um livro Cru, Violento e Paternal ao mesmo tempo."
Estes dois autores estão na Feira do Livro a dar autógrafos, portanto quem não foi a Beja, que vá à Feira do Livro de Lisboa!
Nota de imprensa:

"The BadSummerBoys. O que são? Quantos são? Como são? A que sabem?

Muitos os tentaram classificar: Anarquistas, Desordeiros, Ateus, Imorais, Amorais, Canalhas, Vândalos, Subversivos, Fofinhos...

Esforço inglório, nenhum o conseguiu...

Este livro contém crónicas SubUrbanas seleccionadas das melhores castas e que permitirá compreender melhor esses mitos do final do sec. XX, a entrar no sec. XXI por detrás.

E talvez assim se perceba a ostracização a que foram votados pela maioria da crítica especializada e não só."

Editora: Calçada das Letras
74 pags

























Boas leituras
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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Autores presentes no Festival Internacional de BD de Beja: Aida Teixeira e Carlos Rocha (Entrevista Dupla)


Como muita gente já sabe, vai sair neste excelente festival o livro Vamos Aprender, de Aida Teixeira e Carlos Rocha.
Assim o Leituras de BD decidiu fazer uma entrevista dupla aos dois autores deste livro. As mesmas perguntas para ambos, mas respondidas sem que um soubesse a resposta do outro.


Se quiserem saber algo mais sobre estes dois autores basta lerem o post de lançamento deste livro no link:
Lançamento Kingpin Books: Vamos Aprender

Passemos a esta mini-entrevista sem mais delongas... as respostas serão coloridas de maneira diferente: Aida Teixeira de rosa claro e Carlos Rocha de azul (provocação clubística).
:D

Entrevista a Aida Teixeira e Carlos Rocha

1- Como começou a vossa parceria? Qual foi o clique que fez com que iniciassem este trabalho juntos?

1- Parece-me que começou antes do Carlos saber, sequer, da minha existência. Começou no dia em que eu vi uma frase que dizia mais ou menos isto “eu vou ser o maior desenhador de BD de Portugal”, ver a frase e ver os desenhos que estavam juntos a essa frase, fez-me pensar “vai mesmo”.
O click (não é o do M. Manara, hihihihi), deu-se no dia em que percebi que o Carlos tem uma qualidade, não rara, mas raríssima, nos desenhadores (pelo menos naqueles que eu conheço): Cumpre prazos.
E eu, como advogada que sou, sou um bocado maníaca com cumprimento de prazos, e fico com muito mau feitio (e não queiram saber como eu sou com o mau-feitio em alta), quando alguém falha, sistematicamente, prazos.
Escrevi uma história, e o Carlos em 1 (sim UM) mês desenhou-a, e ficou, na minha opinião, fantástica. Aquela será sempre “a minha história especial” com o Carlos.

1- Algo resumidamente; não posso dissociar este blogue do começo da nossa parceria, uma vez que foi, não só mas também, através dele que a Aida teve conhecimento do meu trabalho, gostou, apresentou-se pelo fb, e não tardou que me propusesse um desafio. O de uma curta história, para ver se realmente funcionava. Pelos vistos...

2- Foi complicado adaptarem-se um ao outro, sobretudo com a distância pelo meio visto que não se podiam encontrar pessoalmente durante a construção do livro?

2- Nada, o Carlos consegue, não só ler-me o pensamento, mas também melhorá-lo. E sempre fomos honestos no trato, se havia algo que eu não gostasse, dizia, ele via, e acabávamos por chegar sempre a um bom entendimento. O mesmo se passava (e passa) no sentido inverso, se há algo que está escrito de uma forma que não é lógica (nem sempre sai tudo bem, não é?? E eu aceito críticas pacificamente, desde que fundamentadas) ou desenhável, ele fala comigo, e arranjamos sempre uma solução.

2- Eu sempre tive a curiosidade de saber como seria trabalhar com um argumentista, uma vez que sempre fiz tudo sozinho. Tomara muitos terem a sorte que eu tive; a Aida dá-me a liberdade suficiente para que não me sinta "amarrado" pelos rígidos condicionamentos que por vezes um texto pode obrigar. Mais à vontade não me poderia ter sentido. O facto de não nos vermos olhos nos olhos, creio, não teve influência decisiva no projeto, uma vez que trocámos imensos mails, sem deixar que quaisquer dúvidas restassem sobre o que haveria de ser feito.


3- Quais são as vossas expectativas em relação a este trabalho?

3- Não sou, nunca fui, de sonhar pequeno. E também não sofro de ataques de falsa modéstia. Eu sei que os desenhos são excelentes, sei que as histórias são simples e objectivas para o público a que se destinam, têm princípio meio e fim, portanto, as minhas expectativas são:
Esta é apenas a primeira de várias edições. (ler acima acerca da minha imensa modéstia)

3- Sinceramente? No início nem sequer me lembrei de pensar nisso. Vivia demasiado concentrado na sua criação. Mas elas foram crescendo, a partir do momento que observo todo o feedback e expectativa em torno dele.

4- E os vossos objectivos futuros? Dependem do sucesso comercial deste livro?

4- Objectivos futuros? Temos. Se vou dizer quais são? Não, não vou. Mas posso ir dizendo que estamos a pensar em algo… hummm diferente? Arrojado? Aguardem para ver.
Os meus sonhos nunca podem depender de sucesso comercial, mas na verdade, se o houver, vai ajudar muito para que o Mário Miguel de Freitas passe a andar connosco ao colo (e com isso ganhará várias hérnias, porque eu não faço por menos) ]:-)

4- NÃO!! É meu desejo que não. E tomara que a Aida tenha o mesmo sentir. Temos outros projetos a que nos queremos dedicar de corpo e alma. Acho inclusive que o nosso pensamento vai já muito à frente, sem dar chances que as pernas o alcance.


5- O que pensam sobre a BD infanto-juvenil portuguesa, sabendo que praticamente apenas mais dois autores vão editando aos solavancos nesta área tão importante para a educação bedéfila?

5- Qual BD infanto-juvenil? O que se edita é tão, mas tão irrisório que se pode dizer que não existe.
Se os pais (os que compram os livros) perceberem que não são os jogos alienantes das P.Station que dão alguma cultura aos filhos, perceberão que só com a leitura lhes estão a dar uma base cultural que, no futuro, lhes poderá trazer vantagens profissionais e pessoais, que uma subida de nível, no jogo, não dá.
As crianças (e adolescentes) são cada vez menos cultos, têm um vocabulário cada vez mais reduzido, escrevem pessimamente, e porquê? Porque não leem. Assim, simples. Não viajam pelo melhor dos mundos: a sua própria imaginação.

5- Espero que quem actualmente a ela se dedique NÃO DESISTA. Porque se precisa. E também por aí, por haver tão pouca produção desse género de leitura para as crianças, este álbum seja importante. Sem medo do exagero, que não será, digo-o expressamente: honestamente ACREDITO que a Aida e eu podemos acrescentar alguma coisa bonita e de valor à banda desenhada portuguesa; quer em parceria ou por caminhos separados.

























6- Que mensagem querem deixar aos leitores deste blogue?

6- Leiam BD, leiam livros sem ser em BD, leiam prosa, leiam poesia, leiam peças de teatro, leiam jornais, revistas, panfletos do prof. Karamba (descubram os erros e parvoíces que lá estão escritas), mas LEIAM!
Nota: este questionário ao contrário do que quer fazer supor, tem 8 (oito) perguntas. ]:-)

6- Ofereça um livro ao catraio mais próximo.

Obrigado Aida e Carlos!

Pronto, podem comparar as respostas de um e de outro e verificarão que são consonantes no essencial!

A Aida e o Carlos estarão no Festival Internacional de BD de Beja, apresentando o seu livro Vamos Aprender, no dia 1 de Junho (Sábado) às 15:15, onde darão autógrafos às 18:30do mesmo dia! Poderão também visitar uma mostra do seu trabalho na Casa da Cultura de Beja.

As imagens apresentadas foram escolha de Carlos Rocha!

Poderão ver as outras entradas sobre este festival no Leituras de BD clicando nos seguintes links:
Exposições
Programa
Autores: Mézières
Autores: Sama (Entrevista)
Autores: Jorge González

O Leituras de BD apoia e recomenda o Festival Internacional de BD de Beja

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Autores presentes no Festival Internacional de BD de Beja: Jorge González


Jorge González nasceu em Buenos Aires, Argentina, mas vive em Espanha há largos anos.
E foi em Espanha que criou com Horácio Haltuna os seus dois primeiros sucessos, Hard Story (publicado em português pela Vitamina BD) e Hate Jazz.




Dedicou-se muito à ilustração e publicidade, e chegando mesmo a trbalhar num suplemento do Jornal El País (Tentaciones) com a história “Las gaviotas son felices”.
Foi publicado em França pela Glénat com o seu trabalho "Le Vagabond".

Conquistou o primeiro prémio Novela Gráfica FNAC-Sinsentido com o livro "Fueye".
É um artista interessante, não propriamente o meu género, mas dentro desta linha tem bastantes admiradores do seu trabalho.

O seu trabalho mais recente chama-se Dear Patagonia, e a capa está no topo do blogue.





Outros trabalhos:
  • Nils et le dragon bleu
  • Kinú y la ley de Amarok
  • La Odisea
  • Joyería Gandolfi
  • La mirada en el aire
  • El anciano de los siete lagos
  • La cueva del bandolero
Prémios:
  • Hate Jazz: Premio Tiza, 1º Salón Internacional de Cómic de Navarra 2010.
  • Fueye: Premio Junceda Iberia 2009.
  • Fueye: I Premio Internacional Novela Gráfica FNAC-Sins entido 2008.
  • Premio a la mejor música: Jornada Internacional de Cine de Bahía 2007
  • Jazz Song: Premio Madrid en Corto 2007


Um autor para ver, ou rever presente neste excelente festival de BD alentejano. Jorge González dará autógrafos às 17:30 no dia 1 de Junho (Sábado) e no dia 2 (Domingo) estará à disposição dos visitantes para "dois dedos de conversa" entre as 16:45 e as 17:15.




Outras entradas deste festival no Leituras de BD:
Exposições
Programa
Autores: Mézières
Autores: Sama (Entrevista)
Se clicarem nos links serão redireccionados para essas entradas!

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Autores presentes no Festival Internacional de BD de Beja: Jean-Claude Mézières


Jean-Claude Mézières é um artista um pouco sui generis… pode-se considerar que apenas trabalhou numa única série durante a sua vida de desenhador, com Pierre Christin! É uma situação um pouco fora do normal sobretudo se pensarmos no enorme sucesso dessa série.

Daí se confundir Mézières com Valerian! É o trabalho de uma vida, e sempre com um inegável sucesso.


Esta grande aventura de ficção-científica pura iniciou-se em 1967 com o livro “Valerian: Les Mauvais Rêves”. Foram 21 livros mais o nº0, este nunca publicado em português…
A dupla criativa responsável pela série finalizou-a em 2009 com “L'OuvreTemps”, e bem. Não deixaram a série arrastar-se penosamente e deram-lhe um bom e original final, bem de acordo com tudo o que se tinha passado até aquele momento!

Mézières nasceu no ano de 1938 em França, estudou no “Institut des Arts Appliqués” e sofreu influências de Morris, Franquim, Hergé, Jijé e Jack Davis entre outros contemporâneos dele.
Viaja para os EUA em 1965 para experimentar a vida de cowboy (big lol), e só depois disto retorna a França, reencontrando aí o seu amigo de infância Pierre Christin.

Com Christin cria uma das melhores, mais belas e mais criativas séries de sempre de FC em Banda Desenhada: Valerian e Laureline.
A partir daqui a sua vida artística confunde-se completamente com estas suas criações, embora trabalhasse também como ilustrador para jornais e revistas.

A construção gráfica das suas personagens alien, os seus cenários e concepções foram de extraordinária originalidade. Não é fácil criar algo que não se tenha baseado em outra coisa… pois Mézières conseguiu! Criou-as do nada, apenas com a sua enorme imaginação.
Foi vergonhosamente copiado e plagiado por George Lucas na série de filmes “Star Wars”! É esta a diferença entre um verdadeiro artista e um “wannabe” com forte sentido comercial…
Mais tarde hei-de fazer um post apenas dedicado a estes plágios e cópias.


Mézières foi ainda o artista chamado para fazer a arte conceptual do filme “The Fifth Element”, onde se vê que claramente muitos cenários foram retirados do seu livro “Os Círculos do Poder”.

Uma vida cheia de sucesso artístico mantida pela grande ópera espacial Valerian e Laureline!
Esta série está toda publicada em português, 18 livros pela Meribérica, e os 3 últimos pela ASA.
Como disse atrás, infelizmente o nº0 ficou esquecido em álbum normal (penso que foi publicado como livro de bolso a preto e branco pela Meribérica).

Desejo uma velhice saborosa a este Mestre (um dos últimos ainda vivos) que me deu uma das minhas séries favoritas de todos os tempos. Comecei a ler Valerian na revista Tintim com 8 anos, e terminei a leitura o ano passado (2012) na colecção ASA/Público “Os Incontornáveis da BD”.

De notar que não fiz scan a nenhum livro publicado pela Meribérica porque não me arrisco a estragar nenhum... alguns são bastante valiosos e muito difíceis de encontrar mesmo a preços doidos, e a cola com 20/30 anos não resiste a esse tipo de violência!

Jean-Claude Mézières vai estar presente em Beja para dar autógrafos, para além de ter uma exposição de originais na Casa da Cultura de Beja.





Poderão "sentir" algo mais desta série no meu post "Duplas Famosas: Valerian e Laureline", é só clicar no link!

O Leituras de BD apoia e recomenda o Festival Internacional de BD de Beja

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Hoje nas Bancas: Marsupilami #1 e Comix #26



Esta Quarta-Feira duas novidades nas bancas e quiosques portugueses!
O primeiro livro da série Marsupilami (4,95€) e a revista Comix #26 (1,90€)!

Se no segundo caso a popular revista da Disney de sucesso da Goody já é uma habitual presença nos quiosques, o livro publicado pela parceria ASA/Público da nova série Marsupilami ainda será uma incógnita.

A capa do primeiro Marsupilami (Na Pista do Marsupilami) está no topo do post, e logo aqui em baixo têm a capa e o índice da nova revista Disney!
























Se quiserem ver todos os títulos, informações sobre a série e algumas capas da nova série Marsupilami, cliquem no link em baixo:

Colecção Marsupilami ASA/Público

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Autores presentes no Festival Internacional de BD de Beja: Sama (Entrevista)


Cartaz alternativo do Festival Internacional de Beja pelo artista Sama

O autor brasileiro Sama vai passear até Beja no próximo fim de semana.
Poderão acompanhá-lo numa visita guiada à sua exposição no Sábado por volta das 15:45, pedir-lhe um autógrafo nesse mesmo às 18:30, e finalmente no Domingo poderão ouvi-lo em conversa com Luísa Sequeira e fazer-lhe perguntas se assim o entenderem.

Primeiro lugar no Salão Carioca de humor na categoria
'Melhor Charge' em 2004

Este artista tem sido muito irrequieto entre Portugal e Brasil, mas tive o prazer de o conhecer no último Amadora BD. Muito simpático e acessível!
E lá me assinou o meu exemplar de Johnny Furacão.

Autobiografia

Eduardo Filipe a.k.a Sama
Assim como o Dr. Jeckyll e o Sr. Hyde,
Eduardo Filipe e o Sama ocupam o mesmo corpo. Eduardo passou pela televisão, teatro e cinema como ator e realizador.

Em cinema foi protagonista nos filmes "Era uma vez...”(1991), ”Uma História do rio Paraguai”(1999), “A Cartomante”(2008) e no teatro participou em várias peças com ator, entre elas, “Os 12 trabalhos de Hércules”(1989),”O Ateneu”(1990),”Picaretas”(1997) e assinou a cenografia e direcção de arte da peça “Zastrozzi”.

Já Sama é artista visual premiado em salões de Arte Contemporânea e Bienais internacionais.
Publicou cartons, ilustrações e BD nas revistas: Piauí, Argumento, General, Bundas e nos livros: “A Imagem do Som”, "Clube da Leitura" e “Irmãos Grimm em Quadrinhos”.

Ganhou o 1º lugar no XV Salão Carioca de Humor na categoria Charge com o polêmico Bin Laden Bank (também conhecido como Bradesco Bin Laden).
Grafitou as instalações da SonyBMG no Rio de Janeiro, integrou as exposições coletivas “100 anos de Dercy” na casa de cultura Laura Alvim,“A Imagem do Som do Samba” no Paço Imperial do Rio de Janeiro, o “Piscinão da Benvinda de Carvalho” em Belo Horizonte e o XVII Salão de Arte Digital de Havana em Cuba.
Depois de ser premiado no XV Salão Universidarte de arte contemporânea, realizou sua primeira individual “3 Caras e Uma Caixa” na Galeria Maria Martins no Rio de Janeiro.



Assinou a Direção de arte e as instalações para o clipe “Esconderijo” realizado por Selton Mello.
Em 2011 lançou seu primeiro livro solo "A Balada de Johnny Furacão", que ficou entre as 10 melhores BDs do ano no Brasil.

Em Março de 2012 participou com uma exposição no MAB Invicta -Festival Internacional de Multimédia, Artes e BD na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Em Outubro de 2012 participou no festival internacional de Banda desenhada da Amadora, sendo um sucesso de vendas, irá este ano apresentar no festival internacional de Beja originais do seu novo work in progresso assim como uma reedição do 1º volume de "Os cadernos de Sama" com novos extras não incluídos na primeira edição assim como prefácio de André Azevedo e posfácio de Manuel Espirito Santo .


Entrevista

Vamos lá, senhores...

Como inicias um trabalho novo? Vem à cabeça ou procuras no mundo à tua volta inspiração para o trabalho?

Acho que das duas formas ao mesmo tempo... Carrego um monte de estórias comigo, eventos pessoais e referências, entretanto não me privo de me "contaminar" por outras que ocorrem a minha volta... Muitas vezes elas se complementam.


Normalmente tu escreves e desenhas os teus próprios livros. Nunca colocaste a possibilidade de trabalhar com um argumentista, e se sim, com quem gostarias de trabalhar um dia?

Já trabalhei em parceria, tive uma BD premiada na 2ª Bienal Internacional de Histórias em Quadrinhos, "SODAPOP", com roteiro do Marcelo Vindicatto e atualmente realizo um documentário em parceria com a jornalista Luísa Sequeira. E tenho recebido várias propostas de outros autores, o que ocorre, é que tenho muitos projectos individuais, por isso, infelizmente deixo muitos parceiros à espera... Sobre com quem gostaria de trabalhar? Com pessoas inteligentes e razoáveis...

Estás já há bastante tempo em Portugal. Não te sentes deslocado?

Deslocado é o meu nome. Sempre me senti deslocado, por isso faço o que faço.

O que pensas sobre a Banda Desenhada portuguesa?

Acho fixe! Já conhecia alguns nomes mais antigos, como o Victor Mesquita, Isabel Lobinho e Álvaro Mata.
Da cena mais contemporânea, curto vários... Derradé, Relvas, Marco Mendes, Zamith, Pepedelrey, Miguel Ferreira, João Sequeira, Jorge Coelho, João Fazenda, Tiago Manuel, Paulo e Suzana Monteiro entre outros... O Rui Terneiro, que é moçambicano, mas é autor lusófono...
Uma pena é o mercado ser tão reduzido... E "desunido". Portugal sempre teve uma forte representação na literatura, com autores como José Saramago, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe etc...
Não entendo porque com a BD é diferente... Há de se abrir um espaço, mesmo que à força!

Novo trabalho: Zodiaco

Gostarias de deixar uma pequena mensagem aos leitores do Leituras de BD?

Gostaria sim... "Comprem meus livros!"(risos) À sério, prestem mais atenção na cena independente autoral... Bruce Wayne, Clark Kent, Steve Rogers e outros musculados de fato colante, querem mais que vocês se fodam!


Forte abraço!

Sama

Obrigado Sama


Pronto, foi uma pequena entrevista repentina e sem ser muito pensada!
:)
De notar que a exposição em Beja vai mostrar pela primeira vez ao público algumas páginas  do novo trabalho de Sama: Zodiaco!




























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segunda-feira, 27 de maio de 2013

IX Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja: Locais das Exposições

Cartaz alternativo feito pelo artista brasileiro Sama


Para quem desejar dar uma volta turístico-bedéfila neste fim de semana que vem, vou informar os locais onde poderão ver cada uma das exposições...

Assim:

IX FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DE BEJA

Entre os dias 1 e 16 de Junho o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja celebra a sua 9ª edição. Como já é habitual o Festival volta a espalhar-se pelo centro histórico da cidade. Esta edição terá patente ao público 21 exposições distribuídas por 9 núcleos repartidos entre a Casa da Cultura e o Castelo, num percurso que permite descobrir algumas das ruas mais características da cidade e alguns dos seus edifícios mais emblemáticos. De Beja também será possível partir para o Mundo: são 7 os países representados (Argentina, Brasil, Estados Unidos da América, França, Grécia, Japão e Portugal), mostrando tendências de todas as latitudes.
Para além das exposições, há ainda a Programação Paralela, que se prolonga durante os 16 dias do Festival (apresentação de projectos, lançamentos, conversas, sessões de autógrafos, música, cinema, workshops, visitas guiadas…). Ênfase, naturalmente, para o primeiro fim-de-semana, em que estarão presentes na cidade quase todos os autores representados nas exposições…
Um fim-de-semana “mágico” que já se tornou obrigatório para muitos visitantes…



AS EXPOSIÇÕES E OS LOCAIS


CASA DA CULTURA

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
ANDRÉ FERREIRA – Portugal
ANDRÉ LIMA ARAÚJO – Portugal
ANDREIA RECHENA – Portugal
DAVID CAMPOS – KASSUMAI – Portugal
FRANCISCO PAIXÃO – ARTE E HISTÓRIA NA BD – Portugal
JEAN-CLAUDE MÉZIÈRES – França
JORGE GONZÁLEZ – Argentina
SAMA – Brasil

EXPOSIÇÕES COLECTIVAS
ILAN MANOUACH & PEDRO MOURA – VARIAÇÕES SOBRE O ANJO DA HISTÓRIA – Grécia / Portugal
JOANA AFONSO & NUNO DUARTE – O BAILE – Portugal
PRÉMIOS PROFISSIONAIS DE BD – Portugal
STAN LEE – JUST IMAGINE… STAN LEE TEM 90 ANOS – Estados Unidos da América
TÓ TRIPS & PEDRO GONÇALVES – DEAD COMBO SOUND FILES – Portugal

MOSTRAS NA BEDETECA
CARLOS ROCHA & AIDA TEIXEIRA – VAMOS APRENDER – Portugal
HUGO TEIXEIRA & VIDAZINHA – MAHOU. PERDIDOS NO TEMPO – Portugal
JOÃO RAZ – OUTROS MUNDOS – Portugal
JÔ BONITO & NUNO AMADO – ZAKARELLA – Portugal



ANTIGO POSTO DE TURISMO
EXPOSIÇÃO COLECTIVA HERÓIS DE BARRO – Portugal



BIBLIOTECA MUNICIPAL DE BEJA – JOSÉ SARAMAGO
EXPOSIÇÃO COLECTIVA SAKURA E BANZAI – Japão / Portugal



CASTELO
EXPOSIÇÃO COLECTIVA HERÓIS DE BANDA DESENHADA NO SÉCULO XXI – Portugal



ESPAÇO OS INFANTES
EXPOSIÇÃO COLECTIVA JOÃO SEQUEIRA & MIGUEL COSTA FERREIRA – PSICOSE – Portugal



MUSEU JORGE VIEIRA – CASA DAS ARTES
EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL PEDRO ZAMITH – " HELL COME TO MY WORLD " – Portugal



MUSEU REGIONAL DE BEJA
EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL JOSÉ RUY – UM MESTRE DA BANDA DESENHADA PORTUGUESA – Portugal



MUSEU REGIONAL DE BEJA – ESPAÇO EXPOSITIVO DA RUA DOS INFANTES
EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL JOÃO AMARAL – Portugal



PAX JULIA – TEATRO MUNICIPAL
EXPOSIÇÃO COLECTIVA GIBANDA: DO PARANÁ AO BAIXO ALENTEJO – Brasil

E já agora faltam dois locais que se toranaram tradição para mim em Beja, passe a publicidade:

Taberna Tradicional a Pipa





Restaurante A Muralha

A Pipa para Sexta e Sábado e a Muralha para Domingo... Miammmm!
:D

O Leituras de BD apoia e recomenda o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja

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sábado, 25 de maio de 2013

Comentários



A partir deste momento, e infelizmente, para comentar no Leituras de BD só com perfil registado e aceite.

Terei menos comentários, tenho consciência disso, mas o meu estado mental estava a degradar-se seriamente. Assim pode ser que este blogue dure pelo menos até aos 6 anos.

Desculpem os atingidos por isto que não têm culpa nenhuma.

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Prémios Profissionais de Banda Desenhada (PPBD): Vencedores e algumas palavras.



Depois de muito trabalho, tanto da organização como dos jurados, os primeiros Prémios Profissionais da Banda Desenhadas foram entregues no magníico auditório da Torre do Tombo!
Foi motivo de satisfação para nós enquanto organização, ter este local privilegiado da cultura portuguesa ao nosso dispor para o evento!

Fiquei maravilhado com auditório, infelizmente não conseguimos encher (lol)… é mesmo bastante grande!

Auditório da Torre do Tombo

Neste aspecto queria dizer que não esperava uma grande afluência de público, mas estava à espera que mais jurados aparecessem, de qualquer modo foi mais ou menos o que eu esperava para uma primeira edição dos PPBD sem estar “agarrado” a outro evento, ou seja, pouco público. Mas na realidade se queremos ser diferentes este é o caminho, e o nosso primeiro patrocinador chama-se “Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas”!
Pode-se dizer que temos orgulho neste patrocínio, que nos colocou à disposição aquele excelente espaço na Torre do Tombo, e garantidamente este não é um patrocínio qualquer, é uma Direcção-Geral directamente ligada à cultura em Portugal e não se associaria aos PPBD se houvesse falta de transparência no processo.

Dr. José Manuel Cortês e Maria José Pereira

Quem abriu a cerimónia foi o exactamente o Director-Geral deste organismo, o Dr. José Manuel Cortês que colocou esta ferramenta da cultura portuguesa à disposição da organização destes prémios, reafirmando o seu apoio a esta iniciativa que apela à produção de BD portuguesa de qualidade.

Com este apoio expresso podemos começar a falar de internacionalização das obras vencedoras nesta, e em futuras edições destes prémios. É para isso que nós trabalhamos, dar visibilidade extra ao que de melhor se faz em Portugal e aos respectivos autores e desenhadores portugueses.
Portanto, trabalhem com qualidade, que nós estamos ao dispor para colocar no melhor local da montra os vossos trabalhos! Queremos mais, e porque não melhor, produção nacional!

Nuno Amado, Maria José Pereira e André Oliveira

Vou referir novamente alguns aspectos importantes do nosso trabalho enquanto organização que ainda não foram percebidos por algumas pessoas. Nós, organização, não somos jurados nem podemos votar. A única situação em que isso poderá, hipoteticamente, acontecer será numa situação de desempate, e mesmo assim só poderia votar no desempate quem na organização não tivesse interesse em algum livro nestas condições, ou seja, que não fosse editor, autor ou desenhador em algum livro sujeito a desempate.

Nos regulamentos está expresso, e bem explícito, que se algum jurado tiver algum livro em votação não poderá votar nele. Quem controla esta situação é a organização visto que temos acesso aos votos dos jurados. Neste caso um jurado fica numa situação de prejuízo, pois será menos um provável voto que a sua obra poderá recolher… mas esta é a regra!

Nuno Duarte, Maria José Preira, André Oliveira e David Soares

Para concluir, a organização dos Prémios Profissionais de BD tem como atribuições principais fazer o levantamento dos livros de autores portugueses, pedir às editoras os PDF destes livros, formar o Grande Júri de 25 elementos, fornecer a este júri as a lista de livros desse ano, fornecer o máximo de PDFs possível (há editoras que não os disponibilizam, poucas felizmente), recolher os votos, controlar os votos, contabilizar os votos, organizar a entrega dos prémios e troféus, e posteriormente dar uma segunda vida comercial aos livros nomeados. Como? Promovendo exposições, com os respectivos livros à venda, em livrarias e locais públicos, e com o patrocínio da DGLB tentar voar além-fronteiras.

Os vencedores das oito categorias são:


WEBCOMIC do ano: 




ANTOLOGIA do ano: 











DESIGNER DE PUBLICAÇÃO do ano:
Mário Freitas (O Baile)

COLORISTA do ano:
Joana Afonso (O Baile)

LEGENDADOR do ano:
Mário Freitas (O Baile)

ARGUMENTISTA do ano:
Nuno Duarte (O Baile)

DESENHADOR do ano:
Joana Afonso (O Baile)

ÁLBUM do ano:
O BAILE (Kingpin Books)













Como nota de rodapé… já fiz parte do júri dos Troféus Central Comics (Portal Central Comics) e dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada (Amadora BD).

André Oliveira, Maria José Preira, Joana Afonso, Nuno Duarte e Mário Freitas

Posso dizer que gostei dessas duas experiências, e esses dois prémios têm as suas virtudes e o seu método próprio de apreciação das obras de BD. Nós quisemos fazer algo de diferente, senão mais valia estar quieto. Cada prémio tem as suas particularidades e ainda bem que existem. Às pessoas que nunca estão contentes com estes ou outros prémios só me resta dizer: façam melhor!
São bem-vindos ao panorama bedéfilo nacional! Não procurem faltas de transparência e apontem o dedo aos três prémios agora existentes (PNBD; TCC; e PPBD), mas podem sempre fazer melhor.
Não falem, façam.
Porque falar é fácil.

Fiquem com as restantes fotos:











Podem ver os nomeados para categoria e a lista de jurados neste link:
Prémios Profissionais de Banda Desenhada (PPBD): Venham conhecer os vencedores na Torre do Tombo!

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