segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Ilustração: Satã (Zakarella) por Jo Bonito


Hoje mostro-vos um concept da desenhadora actual da Zakarella, a Jo Bonito.

Não é bem uma ilustração na verdadeira acepção da palavra, mas apenas um concept do príncipe mais forte de Infernus: Satã.

O que acham deste tipo feio feio?
:D

A Jo tem um novo espaço neste endereço:
http://jobonito.jimdo.com/

Se não o conhecem, vão lá dar uma "espreitadinha"!
:)

Boas leituras
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Camões: Sua Vida Aventurosa


Quero fazer aqui uma homenagem a um dos maiores desenhadores/ilustradores/pintores portugueses.
E vou servir-me de uma edição que a nível nacional nunca deve ter tido paralelo. Camões – Sua Vida Aventurosa teve direito a uma colecção de cromos (que eu fiz há quatro décadas…), um livro de Banda Desenhada a Preto & Branco (numa edição especial do Mundo de Aventuras) e a um livro super luxuoso com caixa, papel brilhante de altíssima gramagem com as ilustrações mais emblemáticas (e coloridas) da colecção de cromos. Isto foi inédito, e que eu saiba único em Portugal.
Estávamos em 1972!


Uma das razões pela qual eu estou a fazer este post, é porque os blogues mais conhecidos pela sua nostalgia e recuperação de autores antigos praticamente não os vejo falar de DEUS. Falam sempre dos mesmo históricos e “mestres”, sempre os mesmos…
E aqui DEUS é Carlos Alberto.

As belas mulheres de Camões retratadas por Carlos Alberto dos Santos

Este sim foi um fora de série, este sim esteve bem à frente de todos os “históricos”. Tão à frente que a maior parte dos seus trabalhos estão em colecções privadas no estrangeiro, muito pouco conhecido em Portugal… somo bons a reconhecer os nossos melhores… Não, este senhor não vai a Tertúlias, festivais e encontros (está muito velhinho…), mas porque não vai não tem de ser ignorado.


Carlos Alberto dos Santos é especial por uma razão muito simples. Consegue aliar uma enorme qualidade de desenho, a um enorme conhecimento de pintura. Os cromos que ele fez para a APR (Agência Portuguesa de Revistas) são autênticas pinturas! Estáticas, sim. Afinal era uma colecção de cromos!
Mas quando passamos para o livro de Banda Desenhada ele demonstra dinamismo, capacidade de narrativa gráfica, boa construção da página e até, vejam lá, numa vinheta parece ter as linhas de velocidade do Manga! Claro, ténue, mas o dinamismo que ele coloca nas suas páginas não tem igual para a época.
























E porque não falar do domínio do Preto & Branco?
Muito bom. Os seus “claro-escuro” estão muito bem colocados de maneira a darem profundidade, tanto gráfica como emocional.
Esta técnica tem alguns excelentes apontamentos em algumas vinhetas, e com aquela qualidade só as vi em grandes mestres estrangeiros.


E tem outro pormenor interessante para a época… Carlos Alberto dos Santos usava argumentistas! No caso deste livro foi Oliveira Cosme. Ou seja, saiu daquele registo da época de que o desenhador é o argumentista, o que é de louvar!
Porque não dizer… já na Zakarella (criação deste desenhador), não era ele que escrevia os contos! Era o prolífico Roussado Pinto, sob o pseudónimo “Ross Pynn”. Carlos Alberto apenas desenhava e pintava, era aí que residia a sua excelência. Resistiu perfeitamente a ser o argumentista das suas histórias.

As imagens apresentadas neste post pertencem aos dois livros publicados Camões – Sua Vida Aventurosa. As Preto & Branco pertencem ao livro de Banda desenhada, as coloridas ao mini-Absolute editado pela APR com o mesmo nome. Neste livro de luxo podem encontrar um texto/história de Oliveira Cosme e as ilustrações de Carlos Alberto algumas feitas para a colecção de cromos, mas aqui em ponto grande!

Esta série de publicações saiu para a comemoração do 4º Centenário da obra máxima de poesia, “Os Lusíadas” de Luís Vaz de Camões.
Aliás, a colecção de cromos fascinou-me para a vida do poeta. Ficou impressa na minha memória de uma forma indelével.
Infelizmente a caderneta perdeu-se, mas com o tempo consegui em alfarrabistas aquilo para o qual eu não tinha dinheiro em criança: estes dois magníficos livros.

A história do considerado maior poeta da Língua Portuguesa é apresentada desde a sua adolescência, até à publicação do grande livro da poesia portuguesa, Os Lusíadas (1572). Claro, até também à sua morte que aconteceu pouco depois da publicação do livro.

Oliveira Cosme e Carlos Alberto trazem um Camões bem caracterizado na sua alcunha, o “Trinca-Fortes”, mostrando o poeta sensível, mas também o seu carácter belicoso muito bem desenvolvido. Estas duas facetas provocaram muitas invejas e inimigos…

Inimigos estes que fizeram a vida do poeta num inferno. Desterrado para as colonias, ele foi guerreiro, pedinte, sacrificado e herói. Mas sempre poeta!
O argumento de Oliveira Cosme na sua essência não é mau. O problema é mesmo o registo do português usado, e a sua “entoação”, por vezes bastante arcaico e sem necessidade disso… que raio, já estávamos nos anos 70!


Da parte gráfica… já disse tudo o que tinha dizer.
NUNCA se esqueçam deste MESTRE da Banda Desenhada e ilustração em Portugal.
Foi DEUS!
A imagem de topo é composta pela contracapa e capa do livro de BD, e imagem aqui por baixo é da caixa (slipcase) do livro ilustrado (ambos os lados da caixa).
A imagem final... é o retrato do fim da vida de Camões... extraordinariamente bem captado por Carlos "Deus" Alberto dos Santos.



Boas leituras

Revista/Slipcased Hardcover/Colecção de Cromos
Criado por: Oliveira Cosme e Carlos Alberto dos Santos
Publicado em 1972 pela APR
Nota: 10 em 10 no conjunto das três publicações (estou a contar com a colecção de cromos).
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domingo, 29 de setembro de 2013

Top 10 Comics em 1999



Pronto, fica o último Top da década! 1999.
Como ficou sozinho em vez de um Top 10 fiz o Top 20 do ano.

Como podem verificar, nas revistas a DC Comics foi completamente afastada doTop de revistas. As duas entradas que têm o rótulo DC eram da WildStorm que a DC Comics comprou em 1998. Se não fosse isso nem apareciam num Top 20! A Marvel dominou completamente os títulos cimeiros, excepto o nº1 que foi para a Image com a série Tomb Raider da Top Cow.

Nos livros aconteceu o contrário... a Marvel não conseguiu meter nem um no Top 20!
A lista é dominada pela DC Comics e pela Dark Horse, que repartiram o Top com 10 títulos para cada uma. Claro que foi a série Star Wars que mandou a Dark Horse para estes lugares cimeiros de vendas.

Observem lá então o que se vendeu e comprou em 1999:

Revistas



Comic-book Title Issue Price Publisher
1 Tomb Raider 1      $2.50 Image
2 X-Men 86      $1.99 Marvel
3 Uncanny X-Men 367     $1.99 Marvel
4 Wildcats 1     $2.50 DC
5 Uncanny X-Men 368     $1.99 Marvel
6 X-Men 87     $1.99 Marvel
7 Uncanny X-Men 366     $1.99 Marvel
8 X-Men 88     $1.99 Marvel
9 Uncanny X-Men 369     $1.99 Marvel
10 X-Men 89     $1.99 Marvel
11 Uncanny X-Men 371     $1.99 Marvel
12 X-Men 90     $1.99 Marvel
13 X-Men 91     $1.99 Marvel
14 Spawn The Dark Ages 1     $2.50 Marvel
15 Uncanny X-Men 372     $1.99 Marvel
16 Uncanny X-Men 375     $2.99 Marvel
17 Battle Chasers 6     $2.50 DC
18 Uncanny X-Men 370     $1.99 Marvel
19 X-Men 92     $1.99 Marvel
20 Uncanny X-Men 376     $1.99 Marvel


Livros






Trade Paperback Title
Price Publisher
1 Batman War on Crime 
$9.95 DC
2 Star Wars Episode I: The Phantom Menace
$12.95 Dark Horse
3 JLA Earth 2
$24.95 DC
4 The Sandman The Dream Hunters HC
$29.95 DC
5 Danger Girl The Dangerous Collection #1
$5.95 DC
6 Danger Girl The Dangerous Collection #2
$5.95 DC
7 Star Wars Empire Strikes Back Manga #1
$9.95 Dark Horse
8 Star Wars Empire Strikes Back Manga #2
$9.95 Dark Horse
9 Star Wars Empire Strikes Back Manga #3
$9.95 Dark Horse
10 Star Wars Empire Strikes Back Manga #4
$9.95 Dark Horse
11 Kingdom Come
$14.95 DC
12 Star Wars Return of the Jedi Manga #1
$9.95 Dark Horse
13 Star Wars Return of the Jedi Manga #2
$9.95 Dark Horse
14 Star Wars Return of the Jedi Manga #3
$9.95 Dark Horse
15 Star Wars Return of the Jedi Manga #4
$9.95 Dark Horse
16 Star Wars Episode I The Phantom Menance
$12.95 Dark Horse
17 Crisis on Infinite Earths Absolute Ed.
$99.95 DC
18 Preacher Vol. 6 War in the Sun
$14.95 DC
19 Preacher Vol. 5 Dixie Fried
$14.95 DC
20 Preacher Vol. 1 Gone to Texas
$14.95 DC

De notar um Absolute da DC Comics, Crisis on Infinite Earths, no 17º lugar! Para um livro de $100 é obra!

Boas leituras
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sábado, 28 de setembro de 2013

Lançamento Goody: Eles vêm aí, e hoje vai haver dois leitores com sorte (último passatempo)!


O Quatro-Folhas (Cloverleaf) apareceu pela primeira vez em 2008. É o alter-ego de Gastão (Gladstone), e como super poder possui a sua enorme e exagerada sorte, para além de mandar folhas de trevo contra os seus oponentes (lol).

Eu a Goody oferecemos uma Comix #44 aos dois primeiros leitores (uma Comix para cada um) que me digam em que ano e qual o nome da revista saíram originalmente os Ultra-Heróis.

Já sabem, a resposta por mail para o endereço nmamado@gmail.com, e a confirmação do vosso mail (sem dar a resposta - óbvio...) na caixa de comentários. Só assim a resposta será validada.

Este passatempo só é válido para Portugal Continental, Açores e Madeira. Termina às 12:00 horas de amanhã (29 de Setembro de 2013).

E os vencedores deste último passatempo são:
Celso Figueiredo (CF) e Ludgero Cabrita (Operário)


A resposta correcta era revista Topolino da Disney Itália, no ano de 2008.





Boas leituras
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Captain America corre na WTCC em Sonoma num BMW!



Mais uma ligação entre a BD/HQ e as corridas automobilísticas!
Desta vez estamos no Campeonato do Mundo de Turismo (WTCC).




Stefano d'Aste não é um piloto de topo, mas dá sempre nas vistas com o Cosplay que arranja para determinadas corridas. D'Aste é conhecido por fazer fatos de competição à prova de fogo (obrigatórios) parecidos com outras roupas.
 
Em 2012, tinha corrido mascarado de Tio Sam.
Até o Son-Goku ele já foi... lol

Em Sonoma resolver ser o Capitão América...


Esta dica foi dada pelo Paulo Costa, que é jornalista ligado ao automobilismo!
A bandeira portuguesa está lá na fotografia de topo porque o piloto português Tiago Monteiro foi ao pódio!




Vejam as fotos!






Boas leituras
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Lançamento Goody: Eles vêm aí, bem... pelo menos o mais estranho de todos vem aí!


Eega Beeva, conhecido em Portugal como Esquálidus, é um humano do futuro criado por Floyd Gottfredson em 1947.
Como particularidade, esta personagem não possui sombra e pode armazenar tudo nos bolsos da sua tanga.
Foi o fundador dos Ultra Heróis, o grupo de super-heróis da Disney!

Devido a isto, o vencedor do passatempo anterior foi o Pedro Bouça,que foi o único que adivinhou quem era o próximo a ser "clareado" na imagem "teaser" da Goody!




Boas leituras
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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Os Comics e os Anos 90: Marvel - Saga do Clone [25]


O público já vinha pedindo esta saga emblemática dos anos 90, e o Paulo Costa fez a vontade!
Apresento-vos a "Saga do Clone"!
:)

A Saga do Clone

Às vezes, as grandes ideias demoram muitos anos a amadurecer. É o caso da Saga do Clone, a história que durou dois anos, de 1994 e 1996, prometendo mudar completamente a vida do Homem-Aranha, inspirada numa história publicada em 1973. Esta história apresentava o Homem-Aranha a lutar contra uma cópia sua, um clone criado pelo vilão Chacal, que morre no final da história, com Parker a deitar o cadáver do seu clone por uma chaminé abaixo. Problema resolvido, até que a edição nº 216 de “Spectacular Spider-Man” mudou tudo.
 
Depois de alguns meses em que uma figura misteriosa visitou a campa de Gwen Stacy e o hospital onde May Parker estava internada, Peter Parker encontrou-se num telhado com essa figura misteriosa revelando quem era: ele próprio. 20 anos depois, o clone estava de volta, abrindo as hostilidades com um confronto físico em “Web of Spider-Man” nº 117. Começou então uma grande confusão que levou os leitores a abandonar todos os títulos do Homem-Aranha. Certo? Errado. É verdade que o escritor Terry Kavanagh teve algum trabalho para convencer os outros envolvidos, como o editor Ralph Macchio, a ressuscitar o clone, mas J.M. DeMatteis e Howard Mackie logo começaram a trabalhar na história. O plano era para durar um ano, com o clone a tomar o lugar de Peter Parker como Homem-Aranha, até que este voltasse a reassumir a suas responsabilidades como herói. Foi então que as chefias viram os resultados das vendas, gostaram… e quiseram mais.

Exactamente. Nos primeiros meses, a Saga do Clone estava a ser um sucesso. Novos personagens misteriosos, como Judas Traveller, o regresso do vilão Chacal (num corpo clonado) e do clone de Gwen Stacy (que tinha sido revelado como falso numa história com o geneticista Alto Evolucionário) e a entrada em cena de mais clones, incluindo Kaine, Spidercide e até os pais do Homem-Aranha (na verdade, andróides criados pelo Camaleão) deixaram os fãs ansiosos por ver o que acontecia no mês seguinte. E as chefias quiseram continuar a história.

Para falar a verdade, o Aranha Escarlate, quando desenhado por Mark Bagley, tinha uma aparência interessante, com uma camisola de malha azul com capuz por cima de um fato colante completamente vermelho, mantendo o esquema de cores original. Independentemente dos planos dos escritores, Ben Reilly era uma figura que despertava simpatia nos leitores, pois continuou a viver isolado de pessoas que lhe eram familiares, para tentar não atrapalhar o seu ‘original’. Mesmo quando não usava os seus poderes, Reilly era uma pessoa mais responsável e mais bem ajustada que Parker. Chegou até a modificar a receita original de Parker e criar novas teias de impacto, mostrando que continuava a ser um inventor. Reilly podia ter um futuro à sua frente, mesmo como clone.
























Foi então que começou a confusão. Primeiro, Ben era o clone. Depois, Peter era o clone. Depois, ambos eram o clone. Judas Traveller passou por ser um aliado, um inimigo, ambos e nenhum. O Chacal voltou, ansioso por vingar-se de Peter. May Parker morreu. Mary Jane engravidou. E Peter perdeu os poderes, deixando Ben na posição de ter que assumir o manto de Homem-Aranha. Nesta fase, os escritores tinham encontrado em Ben Reilly a ferramenta ideal para colocar Peter Parker na posição de solteirão com problemas financeiros (algo que Peter não tinha desculpa para ser, pois era casado com uma modelo/actriz, era fotógrafo profissional de um grande jornal local, e pós-graduado em química). Reilly ia continuar a ser o Homem-Aranha no futuro próximo.


Entretanto, deu-se o colapso do mercado e a falência da Marvel. Vários editores e escritores foram afastados. Dos editores, Bob Budiansky estava apostado em trazer Parker de volta, tal como o novo escritor Dan Jurgens, que teve direito a um novo título, “Sensational Spider-Man”, que substituiu o antigo “Web of Spider-Man”. O resultado foi ainda pior. Com a pressa para voltar a colocar Peter no lugar de Ben, inventaram algumas das desculpas mais esfarrapadas que era possível inventar para ressuscitar Norman Osborn e May Parker e para ignorar a filha de Peter e Mary Jane. E Ben Reilly morreu transformando-se numa bolha de protoplasma, quando na história original de 1973 o clone morreu, sobrando um esqueleto.


























 
Nada disto resolveu o que era entendido como os problemas para tornar o Homem-Aranha interessante, até porque os novos escritores começaram a inventar, introduzindo misticismo e terror em algumas histórias (culminando na história de J. Michael Straczynski sobre o Homem-Aranha ser o avatar de um totem animal), ressurreições tornaram-se comuns (não só de Norman Osborn, mas também de outros mortos como a Madame Teia e o Dr. Octopus), e foi preciso Peter Parker vender a alma ao diabo para voltar a ser solteiro.

Texto: Paulo Costa

Podem ver todos os artigos do Paulo Costa no Leituras de BD clicando no nome dele, e podem também consultar todos os outros artigos desta rubrica nos links abaixo:
Os Comics e os Anos 90: Image Comics - Youngblood
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Morte do Super-Homem

Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Queda do Morcego
Os Comics e os Anos 90: Crossovers entre várias Editoras 
Os Comics e os Anos 90: Dark Horse - Hellboy
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Onslaught 
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Elseworlds: Golden Age
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Heroes Reborn 
Os Comics e os Anos 90: Wizard Magazine
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Os Monos da Marvel
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Hal Jordan: Ascensão, Queda e Redenção
Os Comics e os Anos 90: Alex Ross
Os Comics e os Anos 90: A Falência da Marvel
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - The Darkness & Witchblade
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Sidekicks
Os Comics e os Anos 90: Marvel - New Warriors
Os Comics e os Anos 90: WildStorm - Planetary & Authority
Os Comics e os Anos 90: Substitutos
Os Comics e os Anos 90: Vertigo - Origens
Os Comics e os Anos 90: Swimsuit Editions
Os Comics e os Anos 90: As Sagas que toda a gente quer esquecer...
Os Comics e os Anos 90: Novos universos de super-heróis
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - Fathom
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Saga do Infinito

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Lançamento Goody: Eles vêm aí, o grande Morcego Vermelho e mais um passatempo!


O Morcego Vermelho surgiu no princípio dos anos 70. Os seus autores foram Giovan Battista Carpi e Ivan Saidenberg, tendo como base o Peninha (Fethry Duck)
Consegue resolver os seus casos sempre da maneira mais atabalhoada possível, possuindo um manancial de "gadgets" (invenções do Professor Pardal), dos quais eu destaco o pula-pula e as suas luvas de boxe extensíveis!

É de longe o meu "super-herói" preferido da Disney!
:D

E agora o passatempo...
Eu e a Goody oferecemos uma Comix #44 ao primeiro que me disser qual vai ser a próxima imagem a ser revelada!

Já sabem, a resposta por mail para o endereço nmamado@gmail.com, e a confirmação do vosso mail (sem dar a resposta - óbvio...) na caixa de comentários. Só assim a resposta será validada.

Este passatempo só é válido para Portugal Continental, Açores e Madeira.



O vencedor será apresentado quando sair o próximo teaser da Goody, ou seja com a "semi" capa de amanhã! Assim ficam logo a saber se acertaram ou não... de qualquer modo, este passatempo fecha à meia-noite fuso horário de Lisboa!
:D

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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Lançamento Goody: Eles vêm aí, e a Superpata também!


Apresento-vos a Superpata!

Surge no início dos anos 70 como contra-parte do Superpato nas revistas italianas, criada por Giorgio Cavazzano e Guido Martina.. O seu nome nessas revistas era Paperinika.
Não possui super poderes, mas possui gadgets fabricados por uma designer de moda da alta sociedade (Genialina Edy Son).

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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Os Comics e os Anos 90: Marvel - Saga do Infinito [24]



A Saga do Infinito (Infinity Gauntlet, Infinity War e Infinity Crusade) vista pelos olhos do Hugo Silva!

Saga do Infinito
























 
A Saga do Infinito é um belo exemplo de não saberem quando parar. Começou muito bem com uma mini série de 6 números e foi caindo de qualidade nas sequelas, e foram logo três, duas nos anos 90 e uma na década seguinte, todas tendo o vilão Thanos como um dos maiores protagonistas. Falarei aqui um pouco desta saga que pudemos acompanhar em 3 mini séries de 3 números pela Abril Controljornal.

A saga do Infinito começou nas páginas da revista do Surfista Prateado, que podíamos acompanhar na revista Superaventuras Marvel (que ainda era importada directamente do Brasil) e mostrava o Herói a tentar perceber as maquinações de Thanos e o caminho que este percorreu para demonstrar o amor que tinha pela entidade Morte e a prenda que este lhe queria dar.



Jim Starlin idealizou toda a saga que se viria a desenrolar numa mini série de 6 edições (por cá compilada em 3 revistas) e que levaria o nome de Desafio infinito, saindo em 1991. Para além do nome de Starlin outra coisa fazia todos terem curiosidade por esta mini série, o facto de ela ir ser desenhada por George Pérez. Seria quase como se fosse uma Crise nas Infinitas Terras da Marvel, o pior veria na edição #4, quando o artista (esgotado fisicamente e emocionalmente pelo trabalho que fazia na DC) sairia e seria substituído pelo “feijão com arroz” Ron Lim.

Pérez ainda passaria a tinta o lápis nas capas finais, mas o resto ficaria ao encargo do competente mas bastante inferior colega. Não estragaria muito o resultado final, como referi, o artista em questão é competente, fica tudo um pouco genérico mas não estraga muito o desenho e nem nos faz querer largar a revista como em alguns casos.

























 
Esta saga é bastante agradável, quase épica mesmo, o conceito todo da coisa é grandioso mas merece esse elogio já que é isso que Starlin nos quer mostrar. Thanos corteja um dos seres mais poderosos do Universo, a Morte e decide reunir as jóias do Infinito numa manopla que lhe permitia assim usar todas ao mesmo tempo. Estas jóias eram extremamente poderosas e permitiam controlar todo o Tempo, Espaço, Mentalidade, Alma, Realidade e claro imenso poder.

Com isto tudo nas mãos, Thanos decide encher a sua amada de presentes que ele achava que ajudariam a que ela se afeiçoasse a ele. Ele transforma a sua (alegada) Neta numa espécie de morto vivo e constrói um monumento fantástico no meio do universo entre outras coisas, aconselhado por Mefisto ele decide ir mais além e com um simples estalar de dedos acaba por matar metade do Universo (inclusive muitos heróis, como o Demolidor ou maior parte dos X-Men).

Pela Terra acompanhava-mos o ressurgimento da sempre estranha personagem chamada Warlock, que em conjunto com um grupo ainda mais estranho tenta convencer os heróis da Terra (com a ajuda do Surfista e do Dr. Estranho) a que o deixem liderar um ataque ao vilão. Isto causa obviamente algum desconforto na maioria dos heróis, especialmente naquele que todos acham sempre o líder nato nestas ocasiões, o Capitão América.

























 
A história é bem construída, existem personagens bem caracterizados e que ajudam a que a saga avance apesar de uma ou outra coisa mais estranha pelo caminho (como o comportamento de Drax o Destruidor). O ataque dos heróis dá azo a bons momentos de acção e de comportamento de heróis, como se iria verificar nas atitudes do Capitão América ou do Thor (aqui ainda era Eric Masterson). Thanos tem um deslize na batalha, quando decide dar uma oportunidade aos heróis e não usar alguns dos poderes das jóias, algo que quase resulta na derrota dele mas que o vilão rapidamente se apercebe e corrige de imediato.

A saga atinge os contornos épicos quando obriga a que quase todas as grandes entidades cósmicas do Universo Marvel entrem em acção, de modo a tentar impedir que Thanos faça o que queira do Universo. Galactus, Epoch, O Estranho, Celestiais entre outros tentaram deter Thanos sem sucesso, deixando então o caminho livre para a entidade ultra poderosa chamada Eternidade entrasse em acção.

Quando o vilão ultrapassa mais este obstáculo, decide prescindir do seu corpo (e da manopla) sendo apenas um ser astral e ocupando o lugar da Eternidade. A sua neta Nebula consegue então apoderar-se da manopla e segue-se mais uma batalha com os heróis que acaba quando Warlock se apodera do objecto e se afirma como o dono por direito da manopla, acabando assim com a saga e levando a que Thanos cometesse suicido (aparentemente). A história acaba com Warlock e o seu grupo restrito a visitar um Thanos abatido e relaxado, a trabalhar numa espécie de uma quinta e a mostrar que já não era um perigo por ninguém.



Starlin sabe escrever Thanos como ninguém, e a coisa melhora quando ele mostra que os heróis também não confiam em Warlock e este nunca parece ser o que realmente aparenta. No geral é mesmo uma das melhores sagas da Marvel e uma história bastante interessante.

Um ano depois, a Marvel achou que estava na altura de repetir a dose e de colocar quase todo o universo Marvel envolvido em algo que tivesse também a presença de Thanos e de Warlock. Mais uma vez com a escrita de Starlin, o conceito da coisa não era mau de todo, aproveitando as sementes do final do Desafio Infinito quando Warlock decide retirar de si mesmo toda a maldade e toda a bondade, fazendo com que assim tomasse as suas decisões sem nada a influenciar as mesmas.



A sua contra parte maligna, chamada Magnus, que quer vingança sobre Warlock e Thanos, para além de dominar todo o Universo juntando para isso diversos cubos cósmicos e conseguindo criar um exército de cópias malignas de todos os heróis da terra, desde o mais conhecido (como Reed Richards) ao mais banal (como Speedball) e tentando assim semear a discórdia na nossa Terra e dominar todo o universo.

A arte estava a cargo de novo com Ron Lim, que tinha entre os arte-finalistas artistas como Al Milgrom, que não ajudavam em nada a sua arte e realçavam mais algumas das suas muletas e dos seus defeitos. Heróis quase todos idênticos, sempre com cara de mau e bastantes músculos, tudo de uma forma quase banal e sem carisma, mas que ao menos não tornava a coisa impossível de se ler, apesar de impedir a que pudesse ser algo mais.

Mais uma vez os heróis todos se reúnem para lutarem pelo seu destino, sendo quase destruídos por uma das contra partes malignas e mostrando assim o perigo que todos corriam porque o inimigo podia estar entre eles sem eles se aperceberem. No espaço sideral algo mais importante se passava, existia um julgamento para decidir se as jóias do infinito poderiam ou não continuar a ser utilizadas como até então, sendo que a decisão final foi a de que nunca mais deviam ser utilizadas ao mesmo tempo.

Quando Warlock e Thanos percebem que a única forma de destruir Magus era utilizando a Manopla do Infinito, segue uma batalha e uma procura pela entidade Eternidade para que esta deixasse utilizarem mais uma vez as jóias e assim acabar com aquilo tudo.

O nome Guerra Infinita adequava-se bem à saga, existiam batalhas sem fim e as coisas pioraram quando os vilões Destino e Kang decidem tentar roubar aquelas armas cósmicas para seu próprio uso. Starlin utiliza aqui muitos truques e twists, especialmente no final quando se revelou que Thanos era um dos guardiões de uma das Jóias do Infinito, mas não consegue o mesmo efeito épico da mini anterior e até é a dada altura apenas uma história onde há porrada sem limites. O pior foi quando acaba dando a entender que ainda viria mais uma saga, envolvendo o lado bom de Warlock, a Deusa.

Portanto o terceiro capítulo, saído em 1993, viria a chamar-se de Cruzada Infinita com um forte teor religioso e mostrando este lado bom de Warlock a reunir e a fazer uma lavagem ao cérebro a um grande número de super heróis (os com uma conotação mais religiosa, ou os que possuem uma grande Fé em algo). Starlin continuaria ao leme da coisa e a arte de novo ao cargo de Lim e com Milgrom a “ajudar” à coisa. Ao contrário das outras duas, chega a custar ler esta mini série de tão má que é tanto no argumento como na arte. É tudo muito básico, tudo muito previsível e sem sentido ao mesmo tempo. Mais uma tentativa de conquista do universo, mas uns heróis reunidos, mais uns plot twists mas pouca da magia e do encanto da primeira série.

Foi uma pena, estragaram e arruinaram um conceito interessante, e até acho que a primeira saga não tem o valor que merecia ter por ser avaliada num total e tudo estar já farto daquilo tudo a dada altura. E a Marvel ainda voltou à carga no início do Século XXI, mas isso fica para outra vez.

Texto:
Hugo Silva

Podem aceder a todas as publicações do Hugo Silva no Leituras de BD clicando no nome dele, e visitar o seu blogue no seguinte link:
Ainda sou do Tempo...

Podem ler os anteriores artigos desta rubrica nos seguintes links:
Os Comics e os Anos 90: Image Comics - Youngblood
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Morte do Super-Homem
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Queda do Morcego
Os Comics e os Anos 90: Crossovers entre várias Editoras 
Os Comics e os Anos 90: Dark Horse - Hellboy
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Onslaught 
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Elseworlds: Golden Age
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Heroes Reborn 
Os Comics e os Anos 90: Wizard Magazine
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Os Monos da Marvel
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Hal Jordan: Ascensão, Queda e Redenção
Os Comics e os Anos 90: Alex Ross
Os Comics e os Anos 90: A Falência da Marvel
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - The Darkness & Witchblade
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Sidekicks
Os Comics e os Anos 90: Marvel - New Warriors
Os Comics e os Anos 90: WildStorm - Planetary & Authority
Os Comics e os Anos 90: Substitutos
Os Comics e os Anos 90: Vertigo - Origens
Os Comics e os Anos 90: Swimsuit Editions
Os Comics e os Anos 90: As Sagas que toda a gente quer esquecer...
Os Comics e os Anos 90: Novos universos de super-heróis
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - Fathom

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Capas: Hawkeye #8 & Hawkeye #9

Hawkeye #8

 O espanhol David Aja tem feito um excelente trabalho na série Hawkeye segundo a crítica, mas as capas são garantidamente excelentes!

Todo o design envolvido, e que aparentemente parece simples, funciona extremamente bem. Não há como não olhar segunda vez para capas destas!

Também devido ao seu trabalho nas capas desta série da Marvel, David Aja ganhou este ano o Best Cover Artist Eisner Award.
Fiquem com as capas da revista número 8 e número 9 desta série.

Hawkeye #9

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