sexta-feira, 25 de outubro de 2013

24ª Amadora: Lista de autores para autógrafos


Segue a lista definitiva de autores que vão dar autógrafos, e respectivo horário.


Sem mais delongas que hoje estou cansado:
( :D )


AUTÓGRAFOS

26 de Outubro

15:00
João Mascarenhas

16:00
Álvaro Santos
Gustavo Duarte
João Amaral
João Mascarenhas
Pedro Leitão
Shaenon Garrity

17:00
Álvaro Santos
André Pereira
Bernardo Majer
David Soares
Gustavo Duarte
Joana Afonso
João Amaral
Mário Freitas
Osvaldo Medina
Pedro Leitão
Pedro Serpa
Ricardo Cabral
Shaenon Garrity

18:00
Aida Teixeira
André Pereira
Bernardo Majer
Carlos Rocha
David Soares
Mário Freitas
Pedro Serpa
Ricardo Cabral


27 de Outubro

16:00
Aida Teixeira
Álvaro Santos
Carlos Rocha
Derradé
Geral
Gustavo Duarte
Hugo Teixeira
João Amaral
Pedro Leitão
Shaenon Garrity
Vidazinha

17:00
Álvaro Santos
André Oliveira
André Pereira
Bernardo Majer
Derradé
Geral
Gustavo Duarte
Hugo Teixeira
Joana Afonso
João Amaral
Mário Freitas
Osvaldo Medina
Pedro Leitão
Shaenon Garrity
Vidazinha

18:00
André Oliveira
André Pereira
Bernardo Majer
Derradé
Geral
Hugo Teixeira
Mário Freitas
Vidazinha


2 de Novembro

15:00
Álvaro Santos
João Amaral
João Mascarenhas
Jon Bogdanove

16:00
João Amaral
João Mascarenhas
José Ruy
Pedro Leitão
Jon Bogdanove

17:00
André Diniz
André Oliveira
André Pereira
Bernardo Majer
Joana Afonso
João Amaral
José Ruy
Mário Freitas
Nuno Duarte
Pedro Franz
Pedro Leitão
Ricardo Cabral
Jon Bogdanove

3 de Novembro

16:00
André Diniz
David Soares
Derradé
Geral
João Amaral
Pedro Franz
Pedro Leitão
Pedro Serpa
Jon Bogdanove

17:00
André Diniz
André Oliveira
André Pereira
Bernardo Majer
David Soares
Derradé
Filipe Melo
Geral
Joana Afonso
Juan Cavia
Mário Freitas
Nuno Duarte
Pedro Franz
Pedro Leitão
Pedro Serpa
Santiago Villa
Jon Bogdanove

18:00
Álvaro Santos
André Diniz
Derradé
Filipe Melo
Geral
Juan Cavia
Pedro Franz
Santiago Villa
Jon Bogdanove


9 de Novembro

15:00
João Amaral
João Mascarenhas

16:00
Álvaro Santos
Bernardo Majer
David Soares
João Amaral
João Mascarenhas
José Ruy
Mário Freitas
Pedro Leitão
Yoshiyasu Tamura

17:00
Álvaro Santos
André Oliveira
David Soares
Joana Afonso
José Ruy
Nuno Duarte
Osvaldo Medina
Pedro Leitão
Ricardo Cabral
Yoshiyasu Tamura

18:00
Ricardo Cabral
Yoshiyasu Tamura


10 de Novembro

15:00
João Amaral

16:00
Álvaro Santos
Derradé
Geral
Hugo Teixeira
João Amaral
Pedro Leitão
Vidazinha

17:00
Álvaro Santos
Bernardo Majer
Derradé
Filipe Melo
Geral
Hugo Teixeira
Joana Afonso
Juan Cavia
Mário Freitas
Nuno Duarte
Osvaldo Medina
Pedro Leitão
Ricardo Cabral
Santiago Villa
Vidazinha

18:00
Derradé
Geral
Hugo Teixeira
Ricardo Cabral
Vidazinha

Boas leituras e comprem um livro no festival!
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Lançamento Goody: Disney BIG #2 e Comix Record


A Goody continua em franca actividade, e fora as Comix semanais e Hiper-Disney mensais, temos também o Disney BIG a sair, e uma Comix para fãs: Comix Record.
Para fãs porquê?
Porque não vai estar à venda. Como obter?
Terão de comprar as Comix da edição #45 à #56. Nestas existe um código diferente para cada Comix, que terão de colocar no site www.euqueroacomixrecord.pt e inserir lá.


Têm mais informações nas notas de imprensa da Goody que vou colar já aqui em baixo.

Chegou a Disney BIG #2!

A revista de BD gigante voltou!!! Uma edição repleta das melhores histórias clássicas, escritas e desenhadas pelos mestres Disney! Se és daqueles leitores insaciáveis que gosta é das histórias antigas, então aqui tens o teu remédio! Nesta edição conta com aventuras do grande Donald, do Mickey investigador, dos perigosos Metralha, dos magníficos sobrinhos do Donald, do Amadeu e do teu pato avarento preferido, o milionário Tio Patinhas e a sua vida tão... difícil. Rodolfo Cimino, Giorgio Cavazzano, Romano Scarpa, Jerry Siegel, Sergio Asteriti, Michele Gazzarri, Luciano Gatto e Carlo Panaro são apenas alguns dos nomes dos geniais autores destas histórias tão amadas e intemporais, tais como Donald e as boas maneiras, Mickey e as rãs saltitantes ou Tio Patinhas e a energia eletrítica. Entra na máquina do tempo e prepara-te para este épico de páginas aos quadradinhos! BIG #2 é demais!!!

31 de outubro nas bancas
€4,90
512 páginas

Índice

Donald e o telefonema misterioso
Texto: Guido Martina Desenhos: Giovan Battista Carpi
Publicada originalmente em Itália em 1980

Donald e as boas maneiras
Texto: Rodolfo Cimino Desenhos: Giorgio Cavazzano
Publicada originalmente em Itália em 1971

Donald e a árvore especial
Texto e desenhos: Giulio Chierchini
Publicada originalmente em Itália em 1989 e em Portugal pela primeira vez em 1989

Donald e “Little Pato”
Texto: Jerry Siegel Desenhos: Giorgio Bordini
Publicada originalmente em Itália em 1977

Mickey e as rãs saltitantes
Texto e desenhos: Romano Scarpa
Publicada originalmente em Itália em 1984

Mickey e o caso dos cientistas perdidos
Texto: Giorgio Pezzin Desenhos: Massimo De Vita
Publicada originalmente em Itália em 1990

Mickey e o sarcófago egípcio
Texto: Abramo e Gian Paolo Barosso Desenhos: Giorgio Cavazzano
Publicada originalmente em Itália em 1969

Tio Patinhas e a herança dos Metralha
Texto: Osvaldo Pavese Desenhos: Giulio Chierchini
Publicada originalmente em Itália em 1969

























Os irmãos Metralha e a fuga até ao último euro
Texto: Carlo Gentina Desenhos: Guido Scala
Publicada originalmente em Itália em 1995

Os irmãos Metralha e o génio ladrão
Texto: Jerry Siegel Desenhos: Sergio Asteriti
Publicada originalmente em Itália em 1975

Huguinho, Zezinho e Luisinho e a “mensagem” do velho Pit
Texto: Rodolfo Cimino Desenhos: Giuseppe Perego
Publicada originalmente em Itália em 1972

Huguinho, Zezinho e Luisinho e a moeda microfónica
Texto: Michele Gazzarri Desenhos: Luciano Gatto
Publicada originalmente em Itália em 1969

Amadeu, corvo-marinho de confiança
Texto e desenhos: Romano Scarpa
Publicada originalmente em Itália em 1965

























Pateta e Amadeu e o arranjo de prestígio
Texto: Carlo Panaro Desenhos: Romano Scarpa
Publicada originalmente em Itália em 1995

Tio Patinhas e os concertos predadores
Texto: Renzo Arbore e Alessandro Sisti Desenhos: Giovan B. Carpi
Publicada originalmente em Itália em 1996 e em Portugal pela primeira vez em 2005

Tio Patinhas e os restaurantes do tipo motorizado
Texto: Rodolfo Cimino Desenhos: Guido Scala
Publicada originalmente em Itália em 1972

Tio Patinhas e a energia eletrítica
Texto e desenhos: Romano Scarpa
Publicada originalmente em Itália em 1976

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COMIX RECORD

A Comix mais exclusiva está a chegar! Uma edição para fãs de verdade, que não estará à venda nas bancas, e que reúne um conjunto de histórias muito especiais!!! Nesta revista, encontrarás a história mais pequena, a mais vintage, a primeira história muda, a história mais romântica e a mais escura de sempre! Mas se a Comix Record não vai ser posta à venda, como é que podes conseguir esta edição especialíssima? É fácil!!! Em cada revista Comix (da edição #45 à #56, há um código diferente). Sempre que comprares uma Comix, procura o código no seu interior, entra na página web www.euqueroacomixrecord.pt e insere-o. Quando tiveres 6 códigos inseridos, basta completares com os teus dados e receberás a Comix Record gratuitamente em casa!

DESCOBRE MAIS SOBRE AS HISTÓRIAS DA COMIX RECORD…

A história mais pequena – Mickeyzinhoinho
Mickeyzinhoinho é a história mais pequena do mundo! É tão minúscula que o número de Topolino em que foi publicada oferece aos leitores... uma lupa para facilitar a leitura!
Escrita por Alessandro Sisti e ilustrada por Claudio Sciarrone.

A história mais vintage – Mickey e o rio do tempo
Mickey e o rio do tempo foi escrita por ocasião de um aniversário muito importante: os setenta anos do Mickey. Entre referências, recordações e uma pitada de nostalgia, é uma homenagem ao mítico Rato!
Escrita por Francesco Artibani e Tito Faraci e ilustrada por Corrado Mastantuono.

A primeira história muda – Dois passos no parque
Dois passos no parque é uma história de banda desenhada “anti‑envenenamento acústico”. Não há nem uma palavra nem balões, mas gargalhadas é que não faltarão!
Escrita e desenhada por Enrico Faccini.

A história mais romântica – O tempo das maçãs
O tempo das maçãs é uma história de banda desenhada considerada uma das melhores dos anos Oitenta e ficou na memória de muitas crianças e adolescentes da época, enredados nas tramas do amor!
Escrita por Massimo Marconi e desenhada por Massimo de Vita.

A história mais escura – Patos às apalpadelas
Patos às apalpadelas é uma história que se passa do início ao fim no escuro, durante um inesperado apagão na caixa-forte do Tio Patinhas. E é um exemplo de banda desenhada... Sem desenhos!
Escrita por Marco Bosco e desenhada por Nicola Tosolini.



























Ninguém se pode queixar da fartura de BD em português nas bancas e quiosques!!
:D

Boas leituras
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Astérix entre os Pictos


Penso que todo o hype criado à volta deste livro o prejudicou, não nas vendas com certeza, mas na leitura.

Podemos fazer uma crítica a este livro de três maneiras: Comparando com Goscinny (no argumento), comparando com Uderzo (no desenho e construção das páginas), ou comparando com os livros publicados apenas por Uderzo (argumento e desenho).

Vou optar por esta última, por várias razões. A primeira é que Goscinny era um génio. Muito dificilmente alguém chegará ao Goscinny em Astérix ou Lucky Luke.
Uderzo era outro génio, mas na concepção gráfica, na expressividade dos seus desenhos, na sua capacidade de narrativa gráfica. Daí o sucesso enorme que esta série teve na altura desta dupla, ou seja, antes da morte de Goscinny.

Outra coisa que eu gosto de salientar, que vai de algum modo contra o status quo desta série para a maioria dos portugueses, é que efectivamente era uma banda desenhada para adultos. Apesar de os jovens gostarem das aventuras, é preciso maturidade para entender em toda a plenitude tudo quanto estava presente nos livros de Astérix desta dupla.

Passando esta introdução, vou comparar este livro com os últimos de Uderzo (como argumentista e desenhador).
Como toda a gente sentiu, os livros foram ficando cada vez mais fracos, até culminar na aberração que foi “O Céu Cai-lhe em Cima da Cabeça”. Este livro foi o corolário negativo de como Uderzo não era talhado para argumentos engraçados, com a componente do humor inteligente quase nula. Esse livro foi muito mau…

Garantidamente este último livro é bastante melhor que os últimos de Uderzo, mas também tenho de dizer que não era uma tarefa difícil!
Os dois autores foram competentes. Ferri apresenta uma história bem construída, e Conrad conseguiu captar bem as personagens graficamente.
Mas sente-se a falta de qualquer coisa.

Ao argumento de Ferri falta o sentido de humor corrosivo e sempre com dupla intenção de Goscinny. Tem humor sim, porque tem. Mas penso que falta aquela centelha! Claro, muito melhor que Uderzo, isso não restem dúvidas.

Conrad na representação gráfica das personagens cola-se muito bem a Uderzo, inclusivamente na construção das páginas e na maneira de fazer correr a acção. Claro que existem algumas diferenças, sobretudo nas personagens secundárias, e dentro destas a diferença que achei maior foi nas personagens femininas, aqui mais bonitas na generalidade (dentro do possível…lol). Na generalidade porque a mulher “gira e sexy” da aldeia, mulher do velho Decanonix, foi a menos beneficiada neste aspecto, antes pelo contrário. Outra coisa que eu notei (lol) é que as calças do Obélix têm menos riscas… ou seja, as que existem são mais largas… sim, chamem-me picuinhas!
Nada de grave…

Bom, isto tudo para dizer que o desenho e narrativa gráfica de Conrad não deixam ficar mal o Uderzo!
:D
























A aventura inicia-se com a descoberta de um estranho congelado, aliás conservado dentro de um bloco de gelo. Panoramix consegue revivê-lo, apesar da fala ter sido difícil, e chega também à conclusão que é um Picto da Caledónia. As mulheres da aldeia acham-no uma “brasa”, o que começa a pôr os aldeões nervosos…

O rapaz está infeliz e quer voltar para junto da sua amada, e é aqui que Astérix e Obélix entram. Vão acompanhá-lo na viagem de volta ao território das várias tribos Pictos. Como não podia deixar de ser encontram os piratas do costume pelo caminho…

Na Caledónia vão deparar-se com vários problemas… e é claro que não vou contar a história!
:D
Mas como não podia deixar de ser temos um vilão Picto (Mac Abro), por oposição ao herói (Mac Brasa). E temos um simpático monstro de Loch Ness, os trocadilhos que são emblemáticos da série, e o tradicional banquete final!
Transversalmente à história do livro, temos um desgraçado romano que quer fazer os censos da aldeia gaulesa… (pobre romano).
:)

Um bom livro para os fãs normais, os fãs hardcore vão achar um monte de defeitos (é assim que costuma funcionar), mas é o melhor livro desta série de há uns anos ( e livros) para cá.

Hardcover
Criado por: Jean-Yves Ferri e Didier Conrad
Editado em 2013 pela ASA
Nota: 8,5 em 10
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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Lançamento Kingpin: Super Pig - O Impaciente Inglês (com mini-entrevista)


O livro chama-se o "Impaciente Inglês". Mas decididamente acho que o argumentista Mário Freitas está mais que impaciente pela saída oficial do livro!
Por vários motivos, claro... para além de argumentista, foi o legendador e fez o design da publicação.

Por esses motivos, e outros, nada como apresentar aqui em 1ª mão e em exclusivo, o prefácio. Este prefácio é o mais visceral que li até hoje. Mário Freitas tornou-o completamente pessoal e emotivo!
Não é muito normal eu apresentar aqui prefácios, mas este tem uma força que vem de dentro, tal é o comprometimento deste autor com o seu livro. Vale a pena quando assim é!

Apresento também uma mini-entrevista ao desenhador André Pereira e ao colorista Bernardo Majer. Sabendo o que o Super Pig representa para o Mário Freitas, foi de uma grande coragem "contratar" estes dois jovens, um de 26 anos outro de 23, para este livro.

Fiquem então com o texto de Mário Freitas e com a mini-entrevista aos dois artistas. As perguntas são exactamente iguais para os dois.

Prefácio do Autor

Não sou um português paciente.

Reza a lenda que estive quase a nascer no carro, tal a pressa de vir ao mundo, não fosse a louca correria do Comandante José de Freitas pelas ruas de Lisboa, sem particular respeito pelos sinais, luminosos ou outros. Felizmente, era de madrugada; e estávamos em 1972.

Perante este meu traço marcante de carácter, parece assim um paradoxo que a história que estão a prestes a ler tenha germinado na minha mente no já longínquo ano de 2006, provavelmente o mais difícil e conturbado da minha vida. Paradoxalmente também, ou talvez não, esse período coincidiu com um dos meus períodos criativos mais férteis, como se as agruras e incertezas da realidade me forçassem a sitiar num local recheado de ideias e potencialidades infinitas. Foi num desses escapes criativos que aquilo que começou como um simples trocadilho seco explodiu subitamente em várias direcções. As ideias fervilharam; os actores históricos perfilaram-se numa concorrida audição, exigindo presença destacada na teia que se desenrolava à minha frente. Obrigaram-me a pesquisá-los; a investigá-los. Fui forçado a escolher os mais marcantes, os mais carismáticos, os que mais persistiram no meu cérebro, tornando-os peças imprescindíveis na galeria de personagens do livro.

E que surpresas encontrei; que incríveis coincidências e bizarrias históricas me foram sendo servidas de bandeja e se encaixando na perfeição na trama secular que ia urdindo. De facto, nada consegue ser tão bizarro quanto a própria realidade: as alegadas conjurações e conversas de John Dee com o arcanjo proscrito Uriel; John Milton, totalmente cego, a ditar à sua filha trechos inteiros do seu poema épico «Paraíso Perdido»; os longos 24 anos que mediaram o início das pesquisas de Darwin nas Galápagos e a publicação de “A Origem das Espécies”; e, talvez o mais bizarro de todos os episódios reais, a fama inusitada que a dentadura de Churchill ganhou, antes e depois da sua morte, ao ponto de ser alcunhada de “a dentadura que ganhou a guerra” (e não é todos os dias que uma dentadura, ou parte dela, é leiloada pela módica quantia de 15.000 Libras Inglesas). Toda esta teia de particularidades históricas clamava por algo maior; ou por um fio condutor ainda mais bizarro...

Em última instância, a paciência, por vezes, é mesmo boa conselheira: o Mário Freitas argumentista de 2006-2008 não tinha ainda a maturidade e a experiência para lidar com um leque tão vasto e arrojado de ideias, e transformá--las numa verdadeira história. Além do mais, ainda não havia AniComics; e, sem AniComics, não haveria o André e o Bernardo, fundamentais pela qualidade e dedicação que emprestaram ao livro. 90 páginas de BD em 14 meses não são para qualquer um no panorama nacional. Hoje em dia, acredito que consigo conferir à minha escrita a subtileza humana imprescindível a uma saga desta natureza e que evite a queda fácil nos clichés narrativos clássicos dos múltiplos Códigos DaVinci deste mundo. Bendito seja Borges pelos conselhos inestimáveis sobre a paternidade e a abominação que representa. O cariz emocional deste livro passa muito por aí.

Noutro ponto, um dos maiores riscos que assumi neste livro foi a adopção de duas línguas distintas, consoante as personagens e as situações ocorridas. Debati-me com isso, acreditem; ponderei bastante. A minha ideia inicial era fazer o livro todo em Português, como é “normal”, como é a “regra”, afinal de contas. A dúvida assaltou-me quando comecei a escrever os diálogos das personagens históricas (Churchill, na circunstância) e senti uma dificuldade enorme em “entrar” nelas, fora da sua língua materna. Tudo o que o “Velho Bulldog” me assoprava ao ouvido e me impelia a reproduzir estava em Inglês e só assim a voz da personagem me soava verdadeira e verosímil. Com Oscar Wilde não foi diferente; dei por mim a imaginar a brilhante interpretação que Stephen Fry fez do dramaturgo irlandês a ser dobrada pelo Pedro Granger. Como castigo, senti a minha alma a ser arrastada para o paraíso perdido que John Milton idealizou. O velho puritano podia ser cego e já estar morto há perto de 350 anos; mas jamais foi surdo e a sua alma ainda hoje zela pela integridade artística dos seus pares. Dito isto, selei a minha decisão e comecei a escrever directamente em Inglês todos os diálogos das personagens históricas, assim como as narrações da personagem mais bizarra que a minha imaginação já concebeu (e não me refiro a Lorde Kent Waite...).


Perguntam-me se não receio que vá perder com isto uma fatia considerável de potenciais leitores, e a minha resposta é um não rotundo. Vivemos em tempos bilingues, em que cada vez mais os jovens adoptaram o Inglês como segunda língua, desde tenra idade. Na minha actividade livreira, não é incomum receber grupos de clientes que falam várias vezes Inglês entre si, just because, alternando-o com o Português materno, sem qualquer estranheza ou aparente dificuldade. E este é um livro de contrastes; de paralelismos; e a coexistência das duas línguas contribuirá, e muito, para o enriquecimento da experiência de leitura e para imergir ainda mais o leitor na história.

E por falar em história, sinto crescer em vós uma certa impaciência para começarem a lê-la, pelo que chegou o momento de me despedir. Pela minha parte, tenho muita curiosidade em saber a vossa reacção. Confesso até que estou impaciente por isso.

Mário M Freitas
Outubro de 2013




Entrevista a André Pereira (AP) e Bernardo Majer (BM)


Podes contar aos leitores deste blogue algo sobre o teu percurso na Banda Desenhada até chegares a este livro?

AP - Em termos de trabalho exposto, limitou-se a participações no Amadora BD; concorri pela primeira vez em 2006 e consegui o primeiro prémio do júri para o escalão A. A partir daí contribuí todos os anos com trabalhos novos até 2012. Pelo caminho consegui outro primeiro lugar (2010), um terceiro lugar (2008) e duas menções honrosas (2007 e 2012).
Fora isso, e imediatamente antes de ter sido convidado a participar no Super Pig, tinha começado a preparar um zine com o João Machado que acabámos por lançar pouco mais tarde, na Feira Laica de Verão de 2012; esse zine, o Enjoo de Invocação, foi entretanto relançado sob a chancela Clube do Inferno, a editora que, juntamento com outros dois amigos, fundámos no final do ano.
E houve ainda o primeiro contacto com o Rudolfo, que comecei a seguir no Tumblr por volta dessa altura também e que, depois de visitar a minha página, me convidou a participar no Lodaçal Comix que também iria sair nessa Feira Laica.

BM - O meu percurso na bd é relativamente curto - sendo que sempre tive o hábito de desenhar, comecei a fazer as primeiras experiências mais sérias em banda desenhada em 2011, com a ideia de que poderia fazer uma webcomic. Percebendo que ainda estava muito verde, passei o ano de 2012 a entrar em concursos, primeiro o Anicomics, depois o Portusaki e por fim o Amadora Bd, ganhando o primeiro lugar em todos. Certamente com alguma sorte, mas foi um excelente incentivo para tentar fazer alguma coisa mais séria.

Como surgiu esta oportunidade de desenhar este livro?

AP - Através do concurso do Anicomics de 2012: na altura já estava a desenhar o Enjoo e andava a tentar formar um portefólio de ilustração/BD para enviar a editoras, ver o que acontecia. O concurso do Anicomics era uma oportunidade como qualquer outra e a Kingpin, a editora por trás do festival, já tinha lançado trabalhos sérios e consistentes. Mandei o barro à parede e, apesar de não ter ganho nada no concurso, acabei por ser contactado pelo Mário para trabalhar com ele.

BM - Conheci o Mário Freitas devido ao concurso do Anicomics, na altura ele apesar de gostar da BD, achou que a Cor era ainda um dos meus pontos fracos. Só depois do concurso Portusaki, e de ele ter visto aquilo que eu tinha feito no facebook, é que me convidou para fazer o Super Pig com ele e com o André.

Quais foram as tuas principais dificuldades neste projecto?

AP - Acertar com as expressões do Pig, numa fase inicial. Tinha tendência a desenhar o que parecia ser uma pessoa deformada e não um porco airoso nas primeiras páginas, mas foi imediatamente corrigido.
Mas a dificuldade que se manteve constante até terminar o livro foi o processo de inking. Não foi fácil encontrar um registo de finalização que desse profundidade ao traço, mas para o final lá comecei a encontrar uma forma de o fazer que me agradasse minimamente.
Também foi a primeira vez que trabalhei com outra pessoa encarregue de colorir os meus desenhos; acho que no início não tomei isso em grande consideração, mas a partir do momento em que vi as primeiras páginas coloridas comecei a trabalhar com a colaboração em mente.

BM - Iniciais muitas. Foi realmente um período em que as aprendizagens foram imensas, é o que acontece quando encontras um desafio que está mesmo acima das tuas capacidades. Eu não estava a conseguir fazer nada. Mas com muitas primeiras páginas, lá foi ao sítio. Depois, nunca tinha colorido algo que não tivesse sido eu a desenhar, o que foi outro problema. O meu estilo de desenho é muito diferente do do André. Mas fui-me habituando, até se tornar quase automático.

Como é trabalhar com o Mário Freitas?

AP - É fácil. Ele deu-me desde logo bastante liberdade na concepção dos layouts e em grande parte dos enquadramentos. Nos momentos em que era preciso representar uma cena de forma mais detalhada, essas especificações vinham no guião.
Não me lembro de ter acontecido muitas vezes, mas quando algo não estava como ele queria, isso era discutido logo na fase dos lápis e trabalhava-se à volta o desenho nessa altura para que ficasse tudo em condições.
Fora isso, o Mário reconhecia sempre o esforço quando as páginas lhe agradavam particularmente e comunicava-o de forma igualmente clara.

BM - É confortante. Sendo eu muito novo nestas andanças, sei que o Mário consegue prever como é que o produto vai resultar. O projecto é dele, nesse aspecto sou um colorista e não um autor, o que realmente alivia imensamente a minha parte. Mas foi sempre uma relação de trabalho que correu muito bem, sem existirem verdadeiros altos e baixos. E apesar de por vezes ser chato ter de refazer páginas quando ele dizia que algo não estava bem, que o chão não devia ter aquele tom ou qualquer coisa do género, a página acabava por ficar sempre melhor. Pagaria a alguém para me fazer isso nas minhas bds todas.

Trabalhaste de que forma neste Super Pig, tradicional ou digital?

AP - Trabalho sempre em papel, tanto os lápis como as tintas. Da minha parte, o computador só serviu para corrigir alguns erros.

BM - Photoshop sempre.

Gostaste do resultado final do livro?

AP - Só lhe vou pegar pela primeira vez amanhã, mas pelo que pude ver do PDF, acho que a coisa ficou sólida. Acho que vou gostar.

BM - Gostei muito. Ainda não tive o produto final nas minhas mãos, mas fiquei contente com as páginas como as vi.

E para o futuro, já tens projectos?

AP - Sim. O Clube do Inferno vai continuar vivo e já temos vários projectos na calha para a Feira Morta de Dezembro; da minha parte, podem contar com uma história de 20 páginas que se vai chamar Safe Place. Já há esboços pela internet fora, mas não vou adiantar muito mais detalhes para já.
Também estou a colaborar com 3 talentosos mancebos (o Afonso Ferreira, o Zé Burnay e o Rudolfo) na criação de um livro que, se tudo correr bem, sairá ainda este ano, lá para o Natal. Não vou adiantar muito sobre este projecto, mas posso dizer que já temos editora para o pôr cá fora.
Fora isso, continuarei a fazer uns biscates esporádicos em ilustração e arquitectura, para ganhar algum. E tenho sempre o meu emprego diário, que ainda me exige 8h por dia.

BM - Coisas ainda muito no início, sem nada que interesse para contar.

Queres deixar alguma mensagem aos leitores deste blogue?

AP - Que continuem a gostar de BD e a apoiar a produção nacional, talvez; continuem a visitar os grandes festivais como o Amadora BD e o Anicomics, mas dêem também um salto a eventos mais reduzidos, como a Feira Morta, onde há um contacto mais directo com os novos artistas que estão a aparecer. Têm aparecido coisas bem giras por lá e algumas destas pessoas começam já a dar o salto para carreiras internacionais promissoras, mas que estão a passar um bocado despercebidas por cá (o Rudolfo, por exemplo, acabou de lançar o primeiro número no Negative Dad, que foi escrito pelo Nathan Williams, dos Wavves).

BM - Acho que não. Comprem a bd se quiserem, se acharem gira.

Obrigado André e Bernardo!
:)

Não se esqueçam, o livro será lançado este Sábado durante o festival de Banda Desenhada Amadora BD!

O André mandou estes links de projectos a que de algum modo está ligado:


Boas leituras
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Lançamento ASA: Astérix entre os Pictos


Sai já amanhã a 35ª aventura da série Astérix, que como é sabido, será a primeira que não será desenhada por Uderzo.
As Editions Albert René, editora francesa desta série, têm uma série de actividades para este lançamento mundial, às quais a ASA se junta de alguma maneira. Infelizmente não teremos todas as actividades, mas podem ver pela nota de imprensa da ASA o que vai acontecer.
Segue a nota de imprensa:

ASTÉRIX ENTRE OS PICTOS, de Didier Conrad e Jean Yves Ferri
Lançamento mundial da nova aventura de Astérix amanhã, 24 de outubro de 2013.

Quinta-feira, 24 de outubro é o dia em que chega às livrarias portuguesas – e de outros 23 países – a 35ª aventura de Astérix. “Astérix entre os Pictos” (LeYa/ASA) é o primeiro álbum da famosa série a ser assinado por Didier Conrad e Jean-Yves Ferri, os autores a quem Albert Uderzo passou o testemunho e que asseguram, respectivamente, as ilustrações e o argumento do livro.

Nesta nova aventura, o pequeno gaulês e o seu inseparável amigo Obélix viajam para terras da antiga Escócia ao encontro dos povos que ali habitam, os Pictos. Conhecidos pelas suas qualidades de temíveis guerreiros e pelos seus múltiplos clãs, e cujo nome, dado pelos Romanos, significa literalmente “homens pintados”, os Pictos são, assim, os personagens a descobrir num livro que segue a melhor tradição das aventuras do mais célebre de todos os Gauleses. “Astérix entre os Pictos” é, pois, uma viagem épica a um país rico em tradições, durante a qual os nossos heróis irão descobrir um novo povo, cujas diferenças culturais se traduzirão em piadas e trocadilhos memoráveis.

Em Portugal, ASA organiza “tour” de Astérix e Obélix

No contexto do lançamento da nova aventura em Portugal a invasão dos heróis gauleses será vivida sobretudo nas livrarias de todo o país, onde os fãs encontrarão as personagens do novo livro sob os mais diversos formatos, entre os quais centenas de silhuetas dos gauleses envergando os tradicionais “kilts”, não fosse a nova aventura passada na antiga Escócia. Uma das novidades da campanha serão os expositores “interactivos” nos quais foram incluídos códigos QR que permitirão aos utilizadores de smartphones o acesso à página internacional de “Asterix entre os Pictos” onde encontrarão um verdadeiro mundo de imagens e informações, bem como um pequeno video “teaser” cheio de humor…picto.



A ASA celebra ainda o lançamento de “Astérix entre os Pictos” com a organização de uma intensa digressão das mascotes Astérix e Obélix, que visitarão o Festival de BD da Amadora (25 e 27 de outubro, 9 e 10 de novembro), e que estarão também na FNAC e no Continente do Centro Comercial Colombo, em Lisboa (26 de outubro), na FNAC e no Continente do Cascaishpping (27 de outubro), nos Continente de Guimarães e de Matosinhos (2 de novembro), na FNAC do GaiaShopping e no Continente de Coimbra (3 de novembro), no Continente de Loures (9 de novembro), no Continente de Oeiras e na FNAC Vasco da Gama (10 de novembro). Para dia 26 de outubro, às 17h, está ainda agendada para a FNAC Santa Catarina, no Porto, uma sessão de apresentação do novo livro conduzida pelo jornalista especializado em BD Pedro Cleto.

Franceses organizam banquete e espalham “bigodes” pelas livrarias

As Editions Albert René, detentoras da marca Astérix, estão a levar a cabo uma campanha nacional que tem no elemento surpresa um dos seus alicerces. Desde o início de outubro que estão a ser afixados centenas de posters nas livrarias de toda a França em que os personagens brincam com as expectativas dos leitores, lançando suspense sobre se haverá, no novo livro, elementos bem conhecidos dos fãs como os menires, os piratas ou os javalis. Nos mesmos pósteres encontramos ainda queixas de alguns personagens pelo fato de o novo livro, passado na antiga Escócia, os obrigar a usar saias ou por não terem escolhido um clima mais quente para cenário da nova aventura.

Mais em cima do lançamento, aos livreiros franceses serão distribuídos bigodes de Astérix com os quais surpreenderão os clientes.

Esta semana foi ainda para a rua uma gigantesca campanha que espalhará, por toda a França, mais de seis mil imagens alusivas ao novo livro. Estas imagens – que incluem painéis gigantes nas principais estações de comboios de Paris – poderão ser vistas em estações de comboio, autocarros e mobiliário urbano.

A celebração da chegada da nova aventura ficará ainda marcada, no dia 24, por um banquete bem ao estilo dos guerreiros gauleses, a realizar num restaurante parisiense e onde marcarão presença Albert Uderzo, um dos “pais” de Astérix, Jean-Yves Ferri e Didier Conrad, os dois novos autores da série, bem como vários editores estrangeiros de Astérix (entre os quais o português, Vitor Silva Mota, da LeYa/ASA).

Sobre os autores

Jean-Yves Ferri – Argumentista - Em 1996, publica o seu primeiro álbum de BD, “Les Fables Autonomes” (2 volumes publicados). Continua com as aventuras do seu polícia rural, Aimé Lacapelle, uma figura que haveria de tornar-se mítica no seio da Polícia Montada do Tarn, e de que serão publicados quatro álbums entre 2000 e 2007. Em 1995 conhece, em Paris, o seu futuro co-autor para o desenho: Manu Larcenet. Este encontro leva à criação da célebre série Le Retour à la Terre, de que Ferri será o argumentista e que conta já com 7 volumes.


Didier Conrad – Desenhador - Em 1973 dá os seus primeiros passos no mundo da BD, através de uma Carte Blanche publicada no Journal de Spirou. Sob o pseudónimo de Pierce, inicia Kid Lucky, série que narra a infância do Lucky Luke de Morris, Em 2011 cria a série Marsu Kids, mais uma série derivada, desta feita a partir das aventuras do divertido Marsupilami, animal mítico inventado por Franquin. Uma obra rica, um traço reconhecível e respeitado, e cores incríveis!

Depois disto tudo... venha o livro! Garantidamente será melhor que os últimos, para além de ser o maior acontecimento de BD de sempre à escala planetária!

Boas leituras
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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Lançamento Ave Rara: Living Will #1


Living Will será o que se pode chamar uma mini-série de sete números de André Oliveira e Joana Afonso.

Terá algumas particularidades que o distinguem de outras publicações, passo a explicar: é em inglês e apresenta-se em bicromia. O preto estará sempre presente mas a segunda tonalidade vai variar de número para número.


Uma outra particularidade de Living Will é ser a primeira publicação de uma nova editora, a Ave Rara.
Poderão ler mais explicações sobre esta publicação e sobre esta nova editora na nota de imprensa da Ave Rara.

Os meus mais sinceros desejos de sucesso para a Ave Rara, e para este Living Will, onde se nota uma Joana Afonso cada vez mais mergulhada num estilo muito próprio de desenhar, e colorir histórias de Banda Desenhada.
Fiquem então com a nota de imprensa:


Living Will #1

“No dia em que perde o seu animal de estimação, Will apercebe-se que já não lhe restam razões para viver. Ao longo dos seus oitenta e dois anos foi um homem de ligações fortes e de um grande amor, mas hoje o dia-a-dia é povoado por conversas fortuitas e memórias coleccionadas numa velha pasta cheia de desenhos, textos e recortes. É ao admirá-la uma última vez que decide qual vai ser o seu derradeiro desafio: acertar todas as pontas soltas que ficaram ao longo do seu percurso e não deixar nada por dizer. Morrer em paz será o seu último testamento. Mas cedo vai perceber que, na vida, entre o preto e o branco há toda uma variedade de cinzentos.”


Living Will é uma série de 7 mini-comics de 16 páginas, integralmente em inglês, com argumento de André Oliveira e arte de Joana Afonso.
Cada uma das edições desta série será a duas cores (preto e um tom distinto, respeitando a ideia de arco-íris). Este conceito está relacionado com a narrativa e representa a emoção primordial da parte da história em questão.

O primeiro número, a introdução, é vermelho. E é o pontapé de saída numa aventura que promete uma mensagem forte, com momentos surpreendentes.

























Editora Ave Rara

A Ave Rara aterrou não se sabe bem vinda de onde, mas o certo é que não tem intenções de migrar tão cedo... Criada pelo argumentista André Oliveira e pela designer Sofia Mota, pretende ser uma marca para a publicação de mini-comics nacionais escritos noutras línguas: entre o inglês, o francês ou o espanhol.

Com Living Will está lançada a primeira pedra, mas terá mais séries com outros artistas e uma política activa e dinâmica para promover os seus autores sobretudo além-fronteiras, embora sem desencorajar os leitores portugueses.
LIVING WILL #1
P.V.P: €2,95

http://averaracomics.tumblr.com/
averara.mail@gmail.com


Espero que tenham gostado das imagens apresentadas!

Como já noticiei no post anterior, o lançamento vai ser feito no Festival Internacional de BD da Amadora (Fórum Luís de Camões), no Domingo, dia 27 de Outubro, às 16h.


Boas leituras
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24º Amadora BD: Apresentação e lançamentos de novos livros, mais a Programação Infantil


Vários livros e revistas vão ser apresentados ao público, uns novinhos em folha, outros nem por isso.
E podem ver pela primeira vez, mais em baixo, a capa do super-fanzine do Geraldes Lino Efeméride nº 6: Heróis de BD no séc XXI.

De notar a programção infantil, que logo a abrir tem como protagonistas os autores do excelente livro de BD infantil Vamos Aprender: Aida Teixeira e Carlos Rocha!

Segue então a programação respeitante a estas duas vertentes:

Apresentações e Lançamentos

Sábado
26/Out




 16h00
Lançamento do álbum Super Pig: O Impaciente Inglês, com André Pereira (des.), Mário Freitas (arg.) e Bernardo Majer (cor), Kingpin Books










16h30
Apresentação do álbum Palmas para o Esquilo, com Pedro Serpa (des.) e David Soares (arg.), Kingpin Books










17h00
Antevisão do álbum Hawk, com Osvaldo Medina (des.) e André Oliveira (arg.)





Domingo
27/Out





15h00
Apresentação do álbum Mahou Perdidos no Tempo Tomo 2, com Hugo Teixeira (des.) e Vidazinha (arg.), Edições ASA









16h00
Lançamento do mini-comic Living Will, com Joana Afonso (des.), André Oliveira (arg.) e Gabriel Martins (moderação), Ave Rara





Sábado
02/Nov



15h00
Apresentação dos álbuns Morro da Favela e Duas Luas, com André Diniz (autor), Pedro Moura e Rui Brito (editor), Polvo







16h00
Lançamento do álbum No Presépio, com Álvaro Santos (des.), José Pinto Carneiro (arg.) e Pedro Mota, Insónia







17h00
Lançamento do álbum Efeméride nº 6 Heróis de BD no séc XXI, com Geraldes Lino






Domingo
03/Nov





16H00
Apresentação da editora digital de banda desenhada PubMyEbook.com









17h00
Apresentação do álbum Balcão Trauma, com Álvaro Santos (autor) e Geraldes Lino






Domingo
10/Nov





15h00
Apresentação do projeto Comic-Transfer do Goethe Institut
Lançamento do álbum Comic-Transfer, com Ricardo Cabral (autor) e Rui Brito (editor)








16h00
Lançamento do álbum As Fantásticas Aventuras de Dog Mendonça e PizzaBoy III - Requiem, com Filipe Melo (arg.), Juan Cavia (des.) e Santiago Villa (cor)








Amadora BD Júnior
(Programação Infantil) 






Vamos Aprender – A Moral da História
Leitura da BD infantil, com Aida Teixeira (arg) e Carlos Rocha (des)
26 e 27 Out das 11h às 12h
Atelier Infantil






POW, SPLASH, BOOM!!! Vamos desenhar o barulho?
Oficina sobre a representação do som na BD
26 Out, 3 e 10 Nov das 15h às 16h
Atelier Infantil




Faz Fanzines!
Com Alex Baladi, Benjamin Novello, Mathieu Baillif, Yves Levasseur
Oficina de criação e produção de fanzines
Lotação: 20 pessoas por sessão
La Fabrique des Fanzines
26 e 27 Out, 2, 3, 9 e 10 Nov das 16h às 18h




Era uma vez a tua História aos Quadradinhos
Oficina sobre a criação de uma narrativa em BD.
26 Out, 2, e 9 Nov das
15h às 16h
Atelier Infantil





Hora do Conto




Todos Fazemos Tudo
Leitura e exploração do livro de Madalena Matoso (Planeta Tangerina),
Prémio Nacional de Ilustração de Livro Infantil 2012
2 e 9 Nov das 11h às 12h
Atelier Infantil









O Palhaço Tristoleto
de Lurdes Custódio (Gailivro)
3 Nov das 10h30 às 11h30
Auditório










A Cadeira que Queria ser Sofá
de Ana Biscaia e Clóvis Levi (Lápis de Memórias)
10 Nov das 10h30 às 11h30
Auditório





Bem, acho que só falta saber a lista completa e definitiva de autores, e respectivo escalonamento para os três fins de semana que dura este festival.

Boas leituras
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