domingo, 29 de junho de 2014

Lançamento Goody: Disney em Julho

25 de Julho de 2014

Com o Verão a Goody apresenta ao público um enorme lote de publicações Disney.
Esta editora continua imparável no que toca à material Disney o que faz com que não se perceba porque é que Portugal ficou sem títulos destes durante tantos anos... ora vejam:

COMIX
18 de Julho de 2014
O verão chegou e vamos todos a banhos! Na Comix #83 é o Tio Patinhas que decide dar um mergulho na direção daquilo de que não abdica… O dinheiro, pois claro! A história Tio Patinhas e as férias com dinheiro vai fazer sucesso!!! Na semana seguinte chega-nos a Comix #84 com o Pateta a pôr-se à fresca, ao mesmo tempo que ajuda o seu amigo de sempre – o Mickey – a resolver a história mais enigmática de sempre! Falamos de Mickey e o enigmático enigmista, a aventura que abre a edição! Segue-se a Comix #85 e é a vez do Donald apanhar a onda da boa disposição! Não sejas índio, Donald Menino recua até à infância do nosso pato preferido, para descobrirmos mais uma das suas traquinices infindáveis, na companhia dos seus melhores amigos! E para acabarmos o mês em grande, faltava o Mickey a refrescar-se (e divertir-se) na capa da Comix #86 e, claro, tal como apareceu no início do mês, o Tio Patinhas achou que teria que surgir no final também! A Comix #87 tem a presença do pato mais avarento de sempre, a aproveitar para descansar da sua “complicada” vida de milionário… Com estas e muitas outras histórias, mais os teus jogos preferidos, as piadas mais hilariantes e o correio mais divertido, a Comix é mesmo a tua melhor companhia este verão!!!

DISNEY ESPECIAL VERÃO
A Disney Especial Verão tem histórias fresquinhas para todos os gostos!!! A diversão é garantida com o Donald, os sobrinhos e todo o mundo de Patópolis e Ratópolis! É verdade, ninguém falta às férias! E é mesmo o nosso pato favorito que abre a edição na companhia do seu primo trapalhão… O Peninha! Será que, tal como indica o título da história, o Donald e o Peninha terão umas férias relaxantes? É que esta dupla é capaz de tudo… Enfim, o melhor é confirmares em Donald, Peninha e as férias relaxantes! Mais calmas parecem ser as férias do Mickey e da Minnie, já que o casal de ratos mais popular do mundo viaja até Paris para uma estadia de sonho! Ou será que as aventuras perseguirão Mickey?! Descobre tudo em Mickey e o enigma parisiense! E como férias não eram férias sem o Tio Patinhas, oferecemos-te mais uma luta titânica entre a velha cartola e o seu rival de sempre… O Patacôncio! Quem conseguirá chegar até ao oásis exclusivo? Cá para nós, alguém vai aprender uma lição ambiental! Não percas Tio Patinhas e o oásis exclusivo! Estas e muitas mais histórias veranis, na companhia dos teus personagens preferidos! Com a Disney Especial Verão, estás na praia da melhor BD!

MINNIE & AMIGOS #7
2 de Julho de 2014
A Minnie regressa e traz consigo todos os seus amigos!!! Desta vez, parecem ser ainda mais, visto que a revista aumentou de tamanho! É verdade, agora a Minnie & Amigos tem 320 páginas, um preço de €3,90 e, como já deves ter reparado, um novo título! Em destaque está uma história muito floral… Em Minnie e o império das flores, Minnie começa por tentar salvar um bairro degradado em Ratópolis e acaba numa missão ecológica num mundo paralelo!!! É uma história fantástica mas atual, que não vais, certamente, querer perder! E isto é só um exemplo, visto que a presença feminina também está garantida noutras histórias com a Margarida, a Brigite, a Vovó Donalda e muitas outras heroínas! A Minnie está de volta e tu vais querer… ser seu amigo! Não percas!!!

HIPER #20
Para quem toda a banda desenhada é pouca, chega a edição mensal da BD Disney! Aqueles que têm muuuita fome de BD, podem estar descansados! Na Hiper #20 conta, neste mês de julho, com o regresso do Doubleduck, numa história absolutamente imperdível! É daquelas histórias misteriosas, que nunca sabes como vai acabar, ao bom estilo dos melhores filmes de espionagem e ação! O nome da história é secreto… Mas nós conseguimos um código que dá acesso a uma chave encriptada que desvenda um enigma que esconde finalmente o título da história… Ah! O nome da história! Quase nos esquecíamos! Chama-se Doubleduck: Missão coração térmico! Não percas o Donald em missão, com o seu jeito natural para a… trapalhada! A diversão ao quadrado está aí com estas e muitas, muitas outras magníficas histórias! O seu nome é Hiper. Hiper #20.

DISNEY ESPECIAL DETETIVES
Quando falamos em detetives no mundo da BD Disney, há um nome que nos vem logo à cabeça: Mickey! E o nosso amigo de Ratópolis tem de facto presença garantida nesta edição cheia de trama, mistério e incerteza… Mickey e o mistério de Poseidon e Mickey e o inquérito à celuloide são apenas dois exemplos da astúcia e poder dedutivo do nosso pequeno rato! Mas nem só de Mickey vive o mundo da investigação! Conta com um leque de personagens icónicas, tais como o Tio Patinhas, o Donald, o Superpato e muitos, muitos outros “Sherlocks” das histórias aos quadradinhos! Agora… Cabe a ti descobrires esta edição espetacular! Não percas!!!

9 de Julho de 2014
16 de Julho de 2014
























E AINDA…
Para os amantes de banda desenhada, todas as edições são poucas! Por isso, não vais querer perder as outras edições da Disney que contêm BD! A Carros #50 está nas bancas com histórias extraordinárias protagonizadas por Faísca McQueen, Mate e companhia! Já o Real Life #4, a edição de BD mais inovadora e arrojada da Disney, sai em meados de julho e é aí que poderás continuar acompanhar a saga de três raparigas (Alice, Amber e Andrea) na procura do rapaz perfeito! Não percas!

23 de Julho de 2014
30 de Julho de 2014
























Já nas bancas!
10 de Julho de 2014
























18 de Julho de 2014
4 de Julho de 2014
























Boas leituras
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sábado, 28 de junho de 2014

Exposição Portugal e a Europa em Cartoons


Inaugurou ontem a exposição "Portugal e a Europa em Cartoons", com o apoio do CNBDI, Gabinete de Informação do Parlamento Europeu em Portugal e Instituto de História Contemporânea.
Estará aberta ao público até ao final do ano.
Fiquem com a nota de imprensa:

Inauguração da exposição Portugal e a Europa em Cartoons

A um ano do 30º aniversário da assinatura do Ato de Adesão de Portugal à atual União Europeia e em ano de eleições para o Parlamento Europeu, o Gabinete de Informação do Parlamento Europeu em Portugal, o Instituto de História Contemporânea e o Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem da Câmara Municipal da Amadora, apresentam uma exposição original sobre a Europa em cartoons desenhados por artistas portugueses na última década.

Com esta iniciativa pretende-se dar a conhecer a visão de conceituados autores desta arte – António Jorge Gonçalves, Cristina Sampaio, Fernando

Relvas, Rodrigo de Matos e Telmo Ferreira – sobre a União Europeia e a participação de Portugal na mesma, abordando-se temas concretos como o alargamento, o Tratado de Lisboa, o Euro e a Estratégia 2020, numa seleção de 28 trabalhos.

Propõe-se uma abordagem inovadora, um outro meio de contar os acontecimentos mais recentes do processo de construção europeia, e da própria história da integração europeia, que se pretende tão familiar quanto possível. Recorrendo a um registo iconográfico atual e visualmente apelativo, apresentam-se fragmentos da evolução da União Europeia através do traço singular e crítico dos cartoons e do conceito que cada autor lhes imprimiu.

A exposição será inaugurada a 27 de Junho, às 10h30, no piso 1 do edifício I&D da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e ficará patente até final do ano.

Organização:

Gabinete de Informação do Parlamento Europeu em Portugal
Instituto de História Contemporânea - NOVA
Câmara Municipal da Amadora/Centro Nacional de BD e Imagem

FCSH, Edifício I&D, piso 1
Av. de Berna, nº 26, Lisboa
ENTRADA LIVRE

Boas leituras
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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Lançamento Arcádia: As 7 Cores de Oníris


A Arcádia entra no mundo da BD com uma adaptação em estilo Manga da obra "As 7 Cores de Onirís" de Rita Vilela. A desenhadora foi Mitsu que coloriu em conjunto com Led.
O resultado estará à vista nas livrarias, no inicio de Julho.

Neste post terão uma mini-entrevista a Rita Vilela, a argumentista desta aventura de fantasia, para além de uma pequena sinopse e várias imagens deste livro.
Fiquem com As 7 Cores de Oníris e Rita Vilela:

As 7 Cores de Oníris

Sinopse: No mundo de Oníris, as sete raças humanas criadas pelos deuses foram separadas por cadeias montanhosas. Diz a lenda: se representantes das sete raças se conseguirem entender, ultrapassar montanhas, superar provas… Oníris voltará a ser um só. Seis jovens com cabelos de diferentes cores, unidos pela amizade, partirão à descoberta daquilo que se esconde do outro lado da barreira de pedra… a grande aventura está prestes a começar!

PVP: 14.95€

E agora a prometida mini-entrevista a Rita Vilela:

Olá Rita, podes dar-nos algumas informações sobre o teu percurso como escritora?
Sei que tens formação em psicologia, como vieste parar ao mundo da escrita?

Desde pequena que criei o hábito de exercitar a minha imaginação, de criar enredos… sempre gostei de sonhar através dos livros, através dos filmes, ou só por mim.
Em 2003, decidi começar a escrever pelo prazer de o fazer, sem saber se alguma vez conseguiria publicar. Quando o meu primeiro livro ficou pronto enviei-o para uma editora e dois anos depois recebi o meu primeiro “não”. Enviei-o então para a Oficina do Livro e mês e meio depois estava a receber um “sim”… foi uma sensação maravilhosa saber que a minha história As 7 Cores de Oníris ia ser publicada e partilhada.
Depois, as oportunidades foram surgindo, as portas das editoras foram-se abrindo, apareceram desafios, e hoje são já 27 livros publicados, entre fantasia, juvenis, infantis, biografias de génios do mundo, fábulas e metáforas, novela, ficção, teatro… e há muitos outros projetos e muita vontade de continuar.
Quanto à ligação da psicologia e da escrita, o interesse pelo ser humano está no centro de ambas as atividades; as pessoas são a minha fonte de inspiração; e alguns dos meus livros foram criados para ajudar os leitores a crescer, a resolver problemas, a mudar. O Curso de Coragem para Meninos com Medo por exemplo trabalha as questões do medo e as formas de o gerir; As cenas de K ensina a usar a imaginação para atingir objetivos; a coleção infantil Perguntas à Procura de Resposta trabalha questões relevantes do universo dos mais novos; e os livros de fábulas e metáforas promovem a reflexão à volta de problemas e dificuldades que nos tocam a todos.
Mas, se quiserem conhecer melhor a minha obra o melhor é espreitarem-na aqui: http://rita-vilela.blogspot.pt/

Pela investigação que fiz o teu público-alvo parece ser o infanto-juvenil. Foi por escolha consciente ou por vocação?

Tenho a minha obra distribuída por vários segmentos etários, mas a maioria está classificada no infanto-juvenil, sim.
Tenho tido a sorte de poder escrever com liberdade, de acordo o que gosto, de acordo com o meu imaginário e ter encontrar editoras interessadas em publicar o que escrevi. Acontece que as histórias que criei ao dar asas à imaginação (e que eu pensava destinadas a adolescentes, ou a adultos como eu) foram depois classificadas como juvenis… Parece que afinal tenho um imaginário bastante mais jovem do que a minha idade :)
Mas na realidade não é só isso. Alguém me disse um dia que uma história minha tinha várias camadas, e que diferentes leitores conseguiam retirar dela diferentes mensagens, uns centravam-se na ação e na aventura, outros nas relações entre as pessoas… talvez seja esse o motivo pelo qual livros meus conseguem despertar o interesse de gente nova, mas também de gente que já viveu mais anos.
Mas a obrigatoriedade de classificar os livros (é preciso saber onde os colocar nas prateleiras das
livrarias) força a atribuição de rótulos que são muitas vezes restritivos e enganadores. As obras de fantasia, por exemplo, não se destinam só a jovens; nem as metáforas só a crianças…

Na tua opinião qual o livro que achas mais emblemático do teu trabalho, ou o livro que achas que ficou mais bem conseguido?

Quanto mais tempo dedico ao desenvolvimento de uma história, quanto mais tempo convivo com as suas personagens, mais gosto delas.
Por isso, destacaria Os descendentes de Merlin, uma saga de fantasia-histórica publicada no Clube do Autor, que entrelaça a magia do mago Merlin e episódios da História europeia a portuguesa, obra que terá este ano o seu segundo volume.
Realço também Oníris, uma saga de fantasia-aventura publicada na Oficina do Livro.
Os livros destas duas sagas são os meus favoritos, aqueles em que a minha imaginação foi mais longe, aqueles que considero melhor conseguidos.
Numa dimensão mais pequena, destaco também o livro “Curso de Coragem para Meninos com Medo”, que é o meu primeiro livro publicado fora de Portugal.

Como surgiu Onirís? Queres falar-nos um pouco de como te surgiu a ideia, e já agora falar um pouco do mundo de Onirís?

Há livros que não faço ideia de como surgiram, com Oníris não é assim. A leitura do Senhor dos Anéis despertou-me o gosto por obras de fantasia e comecei a devorar livros neste segmento.
Até que um dia nasceu a ideia de criar o meu próprio mundo de fantasia. As pessoas que conhecia deram-me inspiração para as 7 raças que o foram habitar, e episódios reais e imaginários juntaram-se para originar a trama. E a saga foi crescendo: As 7 Cores de Oníris (2008); Oníris - o Grande Desafio (2009) e Oníris - a Dádiva dos Deuses (2010)


Em 2014 nasce obra a banda desenhada As 7 Cores de Oníris – A Grande Aventura que conta por imagens a história do livro homónimo:
No mundo de Oníris, as sete raças humanas criadas pelos deuses foram separadas por cadeias montanhosas.
Diz a lenda: se representantes das sete raças se conseguirem entender, ultrapassar montanhas, superar provas… Oníris voltará a ser um só.
Seis jovens com cabelos de diferentes cores, unidos pela amizade, partirão à descoberta daquilo que se esconde do outro lado da barreira de pedra… a grande aventura está prestes a começar.

Parece-me que este é o teu primeiro livro de Banda Desenhada. Embora seja uma adaptação de um romance de fantasia teu já publicado, como surgiu esta ideia de o transformar em Banda Desenhada?


Com os livros da saga surgiu o sonho de levar Oníris mais longe, para dinamizar a obra concebi um questionário de personalidade (identifique a sua verdadeira raça em Oníris); criou-se comida para as 7 raças; encontraram-se as 7 maravilhas de Oníris; fizeram-se passatempos… (ver: http://7oniris.blogspot.pt/), mas eu queria mais…
A ideia de contar a história por imagens surgiu nessa altura: avançar para uma banda desenhada ou, em sonhos mais ousados, uma adaptação para cinema.
Foi então que apareceu o João Mascarenhas, autor, formador, dinamizador de banda desenhada e cocriador dos fanzines BDLP (em que também participai com contos meus ilustrados por autores angolanos).
Num evento em que o João e eu participámos, ele ouviu-me falar sobre As 7 Cores de Oníris, e depois de o ler reconheceu-lhe potencial para ser adaptado para BD. E foi pela mão do João Mascarenhas que surgiram as condições para se passar à ação: ele colocou-me em contacto com uma jovem ilustradora, a Mitsu, e com um argumentista igualmente talentoso, o André Oliveira, que nos deu uma ajuda preciosa, embora infelizmente não tenha podido acompanhar o projeto até ao fim... E a banda desenhada começou a passar a ganhar forma.
E hoje, com a obra As 7 Cores de Oníris – A Grande Aventura já publicada, até já se podem ver personagens de Oníris a passear por aí… temos gente muito gira a fazer cosplay sobre a obra.

Os próximos sonhos são agora dar continuidade à banda desenhada (ficou muita história de Oníris por contar) e levá-la para fora de Portugal: editores estrangeiros, procuram-se!

E que achaste do resultado final?

A ilustração ficou muito bonita e expressiva e, embora a imaginação da Mitsu nem sempre coincida com o modo como eu idealizei as personagens ou os cenários, penso que as soluções por ela encontradas funcionam muito bem (melhor do que as minhas) e o contributo da Led também foi precioso. Adorei o resultado final!

Conseguimos criar uma obra mangá inteiramente made in Portugal, com 176 páginas recheadas de ação, distribuídas entre as cores e o preto e branco, e uma qualidade reconhecida por gente que percebe de BD…
Estamos mesmo felizes com o resultado

Queres deixar uma mensagem aos leitores do LBD?

Aos vossos leitores aproveito para desejar boas leituras e que as imagens desta nossa banda desenhada vos possam motivar a sonhar e a seguir os vossos sonhos.


Obrigado Rita

Eu é que agradeço a oportunidade para dar esta entrevista e faço votos dos maiores sucessos para o vosso espaço Leituras de BD.

As imagens colocadas ao longo da entrevista foram sugeridas pela Rita Vilela.
:)
Agora as páginas do livro!

































































































Boas leituras
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Lançamento Polvo: A Cidade Suspensa


Penim Loureiro é um ilustre desconhecido para mim, soube que trabalhou em BD nos anos 80, mas o meu conhecimento do seu trabalho dessa altura é nulo, sobretudo porque interrompeu a sua actividade nesta área em meados dos anos 80.
Mas em 2014 tem um fólego com a sua obra Cidade Suspensa. Este livro foi lançado em Beja pela Polvo e vai agora entrar no circuito de livrarias no início de Julho.

Este livro irá ser apresentado em Lisboa, no dia 3 de Julho, no auditório do Turismo de Portugal com Geraldes Lino como apresentador de serviço.
Como curiosidade, este livro foi editado em duas línguas: português e inglês.

Deixo-vos com algumas imagens do livro, e com a nota de imprensa da editora Polvo:

Cidade Suspensa

O LIVRO
CIDADE SUSPENSA relata o percurso de vida de três amigos de infância, aparentemente inseparáveis, visto pelos olhos de um deles. Trata-se de uma banda desenhada autobiográfica ficcionada, impregnada de referências ao imaginário português, que revisita o sebastianismo, o desígnio ultramarino, o desenfreado crescimento urbano ou o embate do 11 de Setembro. Revela-se, igualmente, uma narrativa globalizante na sua abordagem ao anseio existencial de escapar à banalidade: a determinação humana de se libertar das suas limitações, expectativa de se soltar do chão, de voar. O livro foi editado simultaneamente em língua inglesa, com o título SUSPENDED CITY.

EDIÇÃO: Polvo | AUTOR: Penim Loureiro | DATA: Junho 2014

FORMATO: 170 x 240 mm | PÁGINAS: 64, a cores
CAPA: a 4 cores, com badanas | PVP (IVA n/incluído): 11,23 euros


O AUTOR
PENIM LOUREIRO (1963, Lisboa) dedicou-se à banda desenhada de 1979 a 84. Não obstante a exiguidade deste percurso, destacou-se como um dos mais produtivos autores portugueses deste período, com histórias publicadas em fanzines como Ritmo, Ruptura, Boletim do CPBD, Amargem, em variados periódicos como o Se7e, Tintin, Jornal da BD e a revista espanhola
Un Fanzine Llamado Camello. Após ter concluído os estudos, na Faculdade de Arquitetura de Lisboa, decidiu dedicar-se exclusivamente à reabilitação arquitetónica, tendo realizado várias incursões no campo da Arqueologia. Atualmente é professor no Instituto Politécnico de Lisboa. Depois de três décadas de interrupção, regressou em 2014 à narrativa gráfica com Cidade Suspensa.





Boas leituras
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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Lançamento Goody: Simpsons #3





A Goody mandou para as bancas e quiosques mais um número da família amarela mais louca do mundo: Os Simpsons!
Ora vejam lá umas imagens e a nota de imprensa da Goody:

Simpsons #3


A revista Simpsons nº3 traz-nos uma das histórias mais épicas de sempre do universo dos Simpsons, que originalmente foi lançada ao longo das várias coleções existentes: Simpsons Comics, Bartman e Itchy & Scratchy.



É uma história imensa que ocupa toda a revista e que conta com Bartman, Radioactive Man, Itchy & Scratchy, super-heróis, super-vilões, mutantes, alienígenas… todos num um verdadeiro reboliço.





























Vale tudo para colocar um sorriso nos lábios do leitor!

Boas leituras
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quarta-feira, 25 de junho de 2014

As Serpentes de Água


Grande aposta da Kingpin Books!
Após aumentar as tiragens das suas edições de autores portugueses, esta editora aposta num livro de um autor conceituado na Europa, o mexicano Tony Sandoval.


Tony Sandoval já tinha estado em Portugal a convite do editor da Kingpin Books, Mário Freitas, no Anicomics de 2012. Neste Anicomics (2014) durante a antevisão editorial para este ano, foi feito o anúncio que a Kingpin iria publicar este livro para sair no Festival Internacional de Beja, e com a presença do autor para a respectiva apresentação do livro, e claro, para autógrafos.


Um autor que joga graficamente com o tenebrosamente bonito, em que as suas personagens têm um aspecto muito "fofo", mas a histórias são muitas vezes cheias de melancolia, e dentro de mundos de pesadelo. Como costumo dizer, a arte deste autor ou se ama ou se detesta... (eu amo!)
:)

Este livro está dentro do universo que Sandoval gosta, nas fronteiras do imaginário com a realidade. Um ambiente de beleza fantasmagórica em que a suavidade dos tons pastel é subitamente interrompida por tons negros de pesadelo. As suas personagens são estranhamente belas dentro do seu estilo bem estilizado, e facilmente reconhecível. Poesia gráfica pura!


Uma parte da inspiração desta obra de Sandoval vem com certeza do conto de horror "Berenice" de Edgar Allan Poe. Um ambiente gótico, a roçar o macabro muitas vezes neste conto para adultos, em que a inocência está presente, mas duramente chicoteada  num mundo onírico em que a bestialidade e a crueldade andam de mão dada. Não contente com estes ingredientes Sandoval ainda polvilha tudo isto com alguma sensualidade! 


Esta fábula está impregnada de magia, desde o início. O leitor não se apercebe logo que apenas Mila conseguia ver Agnès. Os dentes de Agnès fascinam Mila, assim como a transbordante vivacidade da sua nova amiga. Mas os dentes de Agnès são irresistíveis e Mila não consegue refrear o seu desejo de beijar a boca da amiga! Aqui começa o horror... imaginam um polvo a sair de dentro de uma rapariga tão bonita, e descobrir-se que afinal esta sua nova amiga tinha morrido há bastante tempo? Mila foge com sentimentos contraditórios, não entendendo o que está a acontecer! Mas a magia depois de libertada não desaparece com um estalar de dedos...
Mila vai ter de enfrentar com a sua amiga verdadeiras batalhas.


Leiam que vale a pena por todas as razões. Simplesmente deslumbrante!
Um livro em que o sonho é rei e anda de mão dada com o pesadelo.
Boas leituras


Hardcover
Criado por: Tony Sandoval
Editado em 2014 pela Kingpin Books
Nota: 9,5 em 10



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Guardiões da Galáxia: Vingadores Cósmicos


Iniciei a leitura deste livro com sentimentos contraditórios, e acabei de o ler com sentimentos contraditórios… Isto fez-me lembrar porque não comprei o livro na língua original em 2013. Mas agora que saiu em português não resisti!

Quem me conhece sabe que eu sou um fã de aventuras cósmicas, e tornei-me fã dos Guardiões da Galáxia em Annihilation.
Foi uma fase incrível que durou até Thanos Imperative.

De repente a Marvel num acesso de arrojo decide fazer um filme com este grupo pouco conhecido do grande público, e aí necessitavam de um relaunch do grupo. Quando soube que isto tudo iria acontecer fiquei com um sorriso nos lábios, mas ao mesmo tempo com um bocado de medo… sobretudo quando soube quem iria ser o argumentista: o Todo-poderoso, Omnipotente e Omnipresente Brian Bendis, que se substitui a qualquer Deus naquela editora. Para que conste não gosto deste argumentista.

Outro dos medos que eu senti foi a presumível ingerência da Disney num título que à partida não é para criancinhas pequenas. E tinha razões para isso, porque se este relaunch seria para preparar o público para o filme, então Gamora seria penalizada visto que é uma personagem que sempre andou quase despida e com uma aparência muito sexualizada.

E assim foi. Ficamos com uma Gamora vestida com uma armadura ridícula até ao pescoço, e de CAPACETE!!! Isto chama-se desvirtuar uma personagem com quase 40 de história.
É que Gamora tem um factor de cura superior ao Wolverine, para quê o WTF de uma armadura. Pior, por vezes metem-lhe uma arma de fogo (ou laser) nas mãos quando ela apenas usava armas brancas e as próprias mãos! O estúpido do Bendis não sabe que ela é a mulher mais perigosa do universo?? Para que é que ela precisa de uma pistolinha?

E claro, o anormal do careca (Bendis) tinha de colocar um herói conhecido no meio do grupo: Homem de Ferro. Qualquer leitor mais atento verifica que ele está completamente deslocado ali!
E claro… para quê explicar como dois mortos aparecem do nada assim sem mais nem menos? Estou a falar de Peter Quill (Star-Lord) e Drax.


Bom, agora que já desabafei vamos ao livro sem falar destas anormalidades.
Bendis tenta fazer uma “origem” do Star-Lord, não está mal mas é muito pouco original…
O pai de Peter Quill tem uma avaria na nave espacial e cai no quintal de uma moça engraçada com quem se enrola amorosamente. Depois, claro, deixa a moça grávida e sozinha (Isto é uma cena muito original... certo?).

E pronto… o rapaz cresce, vêm os inimigos do pai que afinal é um Imperador, matam a mãe, tentam matar o rapaz (claro que não conseguem, certo?) e este explica ao Tony Stark como chegou a Star-Lord.

Como disse atrás, o pai do nosso herói é de linha Real, do Império Spartax. E também não é grande coisa como pessoa. A relação pai filho neste livro é sempre de afronta e desprezo de Star-Lord pela postura do pai, havendo aqui alguns diálogos engraçados.
A grelha destes Guardiões contém Star-Lord, Gamora, Drax, Rocket Racoon e Groot (para além do Homem de Ferro). A ligação e interacção destes seres únicos está bem feita e o livro tem mais acção do que é normal nas histórias do Bendis (graças a Deus), sendo certo que é aqui nesta mecânica que se sente que o Homem de Ferro está a mais.

A história em si, e não a ligando ao passado destas personagens, não está mal e se me abstrair de ser um geek deste grupo, consigo perfeitamente gostar da história apresentada por Bendis, sem ser nada do outro mundo, claro. Falta-lhe aquele toque de magia cósmica com que Abnet e Lanning envolviam as suas histórias, mas pronto, não foi tão mal quanto eu poderia pensar.

A arte de McNiven está ao seu nível normal, nem é bom nem é mau, cumpre perfeitamente com o que lhe é pedido. Nada a dizer de especial. Mas no final do plot principal é-nos apresentada uma série de quatro histórias, cada uma delas com um elemento do grupo individualmente (excepto Peter Quill e Tony Stark, óbvio). Detestei o desenho da história do Drax. Ponto. Imitações de Mignola? Épah… paguem ao Mignola bem que ele até fazia aquela pequena história (e nem quero saber o nome do tipo que desenhou aquilo, a ignorância é uma bênção!).
Para quem não conhece os Guardiões este livro não fará qualquer confusão. Podem comprar sem medo.

Irei ver o filme de mente aberta. A única coisa que espero do filme é mesmo um bom momento de diversão, e que não subvertam as personagens envolvidas. De resto é esperar por Agosto.

Boas leituras

TPB
Criado por: Brian Michael Bendis e Steve McNiven (entre outros)
Editado 2014 pela Panini
Nota: 7,5 em 10
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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Safe Place


Eu digo:
Temos aqui um talento a crescer!
Não propriamente como argumentista (ainda é cedo para falar dele nestes termos), mas como desenhador este André Pereira vai dar cartas se não se perder!

Este mini-comic foi uma aposta do editor Mário Freitas (Kingpin) que quando viu o trabalho de André Pereira nesta BD imediatamente lhe propôs a edição desta publicação! Sim, porque era mesma para ser um fanzine que iria chegar a meia dúzia de pessoas…

E pegando no parágrafo anterior, e sacando fora a minha amizade com o Mário Freitas, esta pequena editora está a tornar-se grande dentro da realidade portuguesa. Apostas em autores portugueses, sempre com as tiragens em subida, e agora também a “esticar-se” para obras do mercado Europeu de qualidade como aconteceu com As Serpentes de Água.

Retornando a um lugar seguro…
André Pereira possui uma capacidade inata para contar histórias graficamente, como o provam muitas páginas deste Safe Place. Podemos seguir as duas personagens facilmente pois os seus gestos e expressões não necessitam de muitas palavras para contar a história. Dou o exemplo da personagem feminina, Dragoon, que na página 5 tem um gesto tão natural que o olhar do leitor passa por ele sem dar conta: arranjar o cabelo. Parece simples, e é. Mas para o executar desta forma tão casual, que quase passa despercebido, o autor tem de ter algo. São estes pequenos pormenores que me fizeram gostar bastante deste pequeno livro.

Ao contrário do que fez em Super Pig: O Impaciente Inglês, em que utilizou traços quase grotescos por vezes, André Pereira usou aqui um desenho expressivo e elegante. Muitas vezes fez-me lembrar Charles Burns (o autor de Black Hole) com o preto e branco bem trabalhado sobretudo nos primeiros planos. Claro que André usou mais que isso como se pode verificar pelos tons de cinzento e tramas.

A representação gráfica das personagens, tanto Dragoon como o seu amigo Magus, é bastante original, assim como a relação de amizade entre os dois… quase silenciosos, a narrativa gráfica é apenas entre-cortada pelo que tem de ser dito, fazendo com que o leitor se sinta mais confortável durante esta leitura.

A história é como se fosse um jogo de computador. Os dois jovens combinam encontrar-se com outros amigos, que não chegam a aparecer. Tudo parece super casual, desde a sua caminhada até ao ponto de encontro, a espera, o matar o tempo. Mas de repente percebemos que estamos num jogo! Isto sente-se quando aparecem “cães selvagens”, e os jovens fazem uso de poderes adquiridos em “prendas” de jogo, e quando vencem o combate com os “cães” ganham mais alguns “goodies”!

A história do epílogo, de Paula Almeida, fica um pouco estranha e ainda não percebi bem como a encaixar verdadeiramente em todo o resto. Tenho a minha ideia sobre isso, mas não a vou veicular aqui. Cada um que faça o seu juízo.
:D
Podem ver trabalhos em preparação de André Pereira no seu blog:

Robô Independente

E isto para além de outras páginas deste livro no post de lançamento deste mini-comic:

Lançamento Kingpin Books: Safe Place



Nota: o meu scanner não se dá bem com as tramas cinzentas, por isso as imagens apresentadas não fazem jus ao que na realidade é apresentado.


Boas leituras

Revista
Criado por: André Pereira com Paula Almeida
Editado em 2014 pela Kingpin Books
Nota: 8,5 em 10
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domingo, 22 de junho de 2014

Mini-Figuras Heróis Marvel (Edibas Collections)


O Hugo Silva alertou-me para esta colecção de mini-figuras da Marvel, e procurando por aí acabei por descobrir mesmo ao pé de casa!

O dono da tabacaria já as tinha guardado, mas simpático como é resolveu pô-las novamente na montra, dizendo que já tinha recebido aquilo vai para dois meses, mas que no último mês não tinha vendido grande coisa.
Provavelmente a publicidade e a divulgação são muito overrated para certas empresas... lol

Este é o pacote que embrulha a figura, a carta e a revistinha


É uma colecção de 15 figuras de 12 heróis da Marvel, visto que existem duas do Aranha e duas do Hulk. Com as figuras vem uma carta holográfica e uma pequena brochura com informação sobre a colecção. O preço são 2,99€, e é produzida pela italiana Edibas.


Infelizmente vêm dentro de um invólucro fechado que não dá para ver o que vem lá dentro, o que faz com que muita gente desista disto, visto que há a franca possibilidade de saírem repetidos!
Calhou-me em graças um Spider-Man, um Hulk e o Dentes de Sabre.


As figuras são pequenas, em PVC rijo, mas muito bem detalhadas. Não estava à espera que fossem tão perfeitas!
Pronto... é tudo quanto eu posso dizer desta pequena colecção que explora o nosso lado criança!
:D








Duas páginas da revistinha
























 Cartas holográficas

Ok... a boca deste Dentes de Sabre é estranha... lol    :D


Boas leituras

Nota: Os "quadradinhos" coloridos nas cartas holográficas não são verdadeiros, mas sim as cores que o scanner "viu" na parte holográfica. Ao vivo é muito melhor que aquilo!
;)
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