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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Máquina do Tempo: Crise nas Infinitas Terras - Hora de salvar as terras


Nesta segunda parte, vamos ver como os heróis tentavam salvar desesperadamente as terras remanescentes, de como passado, presente e futuro se uniam em diversas épocas deixando tudo e todos desesperados e sem saber como reagir. Aqui podem ler a primeira parte, relembrando o porquê da necessidade de existir ma Crise nas Infinitas Terras.

Depois do Monitor explicar aos heróis que foram convocados o problema do multiverso e da ameaça do anti-monitor, eles começam a ser separados em pequenos grupos e a irem tentar proteger as diferentes máquinas que iriam ajudar a salvar as terras. Mas os números e a força dos demónios sombra era demasiado, nem sempre as coisas corriam bem e começaram a aparecer as primeiras baixas e universos e suas terras continuaram a ser eliminados.

A onda de anti matéria fazia com que acontecessem coisas estranhas, um bando de mamutes do passado poderia aparecer no Século XXX e atrapalhar a vida da Legião de Super Heróis por exemplo. Começávamos a ver nas sombras o trabalho do Anti Monitor, que acabou por controlar uma clone da Percrusora e fazer com que ela matasse o seu mentor, mas este já previa isso e fez com que a sua morte despoletasse a energia para as suas máquinas e proteger alguns universos e algumas terras, mas propriamente a Terra 1, 2, S, X e 4.

Essas 5 terras ficaram assim alinhadas muito próximas umas das outras, separadas por pequenas vibrações que quando não corriam bem davam azo a grandes confusões entre os diferentes planetas.

A arte de Pérez foi uma das maiores armas desta saga, a forma como ele conseguia retratar diversos heróis num só painel tornava tudo mais entusiasmante, para além de podermos encontrar heróis de todas as fases da DC, desde os futuristas Legionários aos cowboys do Faroeste, e até um rapaz pré histórico do início de tudo.

No Brasil a editora Abril tentava mostrar a saga da melhor forma possível, os números da série principal eram espalhadas pelas diversas revistas, assim como os crossovers relacionados com isto. Foi um daqueles trabalhos que mostrava como era importante ter a cronologia acertada, coisa um pouco complicada por causa da revista dos Novos Titãs, que ia um pouco mais avançada.

Foram também publicadas algumas histórias de personagens que nem sempre eram editados no Brasil, o que ajudou a que muitos (como eu) que não conheciam bem o universo, ficassem um pouco confusos.

Alguns dos capítulos mais interessantes vinham das páginas da Corporação Infinito, que tinha um certo Todd McFarlane na arte e que na altura apresentava um traço um pouco diferente do actual, mas com um gosto pela experimentação, especialmente no layout dos quadradinhos.

Em Superamigos era a tropa dos Lanternas Verdes que ganhava destaque, ali víamos pormenores sobre as trocas entre lanternas como Stewart, Guy ou Hal (na altura sem anel), para além do destaque de outros lanternas de renome, que morreram ali naquelas páginas como tantos outros morreram na saga principal.

Voltando à saga principal, lida-se com a morte do Monitor e com a mudança do Pirata Psiquíco para o lado do Anti-Monitor, o que complicou muito a vida para os que lutavam pelo bem, já que ele controlava as emoções de tal forma que fazia herói enfrentar herói, muitas vezes quase até à morte.


Os vilões tinham grande destaque nesta saga, Pérez sabia capitalizar isso e mostrava bons planos que nos fazia quase torcer por eles, de tão "cool" que eles pareciam. Brainiac (versão robô) e Luthor (quase super vilão) começavam a aparecer um pouco mais, tentando dominar os outros e aproveitar a confusão de tudo aquilo que se passava ao redor.

Entretanto vimos pela primeira vez o Anti Monitor, naquele que foi um dos momentos de menor climax da série, depois de tanta coisa para encobrir a sua imagem, confesso que fiquei um pouco desiludido com o design final do vilão. Mas pronto, o seu poder e a sua maldade ajudavam a encobrir um pouco aquilo, adoro como ele obriga o Pirata Psíquico a controlar o Flash, o Tornado Vermelho e obrigar eles a fazerem coisas contra a sua própria vontade, mas ao mesmo tempo o coloca para controlar os milhões de pessoas das outras terras, algo que provou ser demasiado para o vilão.

No lado dos heróis, vemos uma mega reunião no Satélite do Monitor, convocados por Harbinger e o Alexander Luthor da Terra 3, aquele que tinha sido salvo em bebé pelo Monitor e que tinha crescido exponencialmente em pouco tempo. A página dupla que mostra todos os heróis (e alguns vilões) juntos é de tirar o fôlego, a atenção dada aos pormenores e o tentarmos acertar quem é quem é mais forte que nós.

A confusão de herói não reconhecer herói dentro desse satélite mostra bem como eram as coisas, e pior era quando esses heróis eram versões diferentes de um só herói. Na revista Infinity Inc,, isso é bem abordado, afinal era a revista que mostrava os netos, filhos e sucessores de outros heróis bem conhecidos e acontece até uma luta muito forte devido ao ressurgimento de um dos heróis que tinha ali uma versão mais nova a continuar o seu legado.

Depois existiam aqueles heróis como os comprados a outra editora, vimos numa terra como viviam em harmonia o Besouro Azul, Pacificador, Judomaster entre outros, assim como existia uma terra para os da Fawcett, onde habitava o Capitão Marvel (Shazam) e toda a sua família.

Há momentos de convívio entre heróis desconhecidos de terras diferentes bem engraçados, como quando os Novos Titãs encontram a Família Marvel. Outro bom momento são os dois Super Homens com a Lois Lane da Terra Um, e aí nota-se como Perez fazia bem as coisas e fazia questão de diferenciar os dois heróis.


Como não conhecia bem o universo da DC, gostei bastante de ver ali alguns heróis que me pareciam bem interessantes. Dos que gostei mais eram os de origem mística, foram muito bem apresentados por Pérez e foram alguns dos mais esforçados para que tudo corresse bem. Todos tinham o seu lugar ao sol, nem que fosse num simples quadrado, mas tudo de uma forma fluida e que não diminuía em nada o ritmo da história.

Com a destruição do satélite do Monitor e o "sacrifício" da Percrusora, os heróis ficam inspirados com isso e é formada uma pequena equipa que viaja até ao universo de anti matéria para levar a batalha a casa do anti monitor. Lady Quark, Super-Homem da Terra Um e o da Terra Dois também, Besouro Azul, Capitao Marvel, Supermoça, Caçador de marte, Tio Sam, Espectro, Deadman, Vingador Fantasma, Nuclear, Mulher Maravilha e mais uns tantos.

Mas será que isso vai ser suficiente? No próximo artigo vamos descobrir, assim como perceber melhor o impacto que esta saga teve devido às mortes importantes que aconteceram nesses últimos números.

Clicar para aumentar e ver em pormenor































Podem ler a primeira parte neste link:
Crise nas Infinitas Terras - No começo eram muitas
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quinta-feira, 24 de março de 2011

A Banda Desenhada e a Crise


Desculpem, mas este post vai ser um pouco longo… de vez em quando dá-me para isto!
Estamos em época de crise, é verdade… mas relativamente à BD traduzida para português a crise já vem de há mais tempo.
Culpados? Bom, podem-se apontar bastantes. Aqueles mais facilmente apontados como principais culpados pela crise da BD são sempre os mesmos: o público comprador!
Mas será que são os únicos culpados? Bem, eu acho que não!
Posso apontar editoras, lojas da especialidade, lojas genéricas, distribuidores…
Espero que neste artigo não me digam, devido às minhas boas relações com ASA, que estou a defender a camisola! A minha camisola é a da BD, seja editada pela ASA, Vitamina BD/BD Mania, Kingpin, Polvo, Booksmile, Booktree, Gradiva entre outras. Agora que eu penso que a ASA é a única que na realidade tenta empurrar esta arte para a frente, é verdade! Com a sua experiência, e contactos no estrangeiro, talvez tenham mais facilidade!
Não falando das editoras mais pequenas, ou que editam pouca BD por ano, não lhes posso exigir mais do que já fazem. Mas destas já falaremos. A Polvo está direccionada para outro tipo de edições, ou seja, autores portugueses, por isso estará noutro capítulo deste artigo também.
Agora, e embora goste bastante do Pedro Silva (editor Vitamina BD/BD Mania), onde estão as suas edições? A sua política editorial trouxe grandes obras da melhor BD que neste momento se faz na Europa e nos EUA, mas desde há dois anos que a produção editorial destas duas editoras se vai perdendo no tempo! O ano passado então foi desastroso em número de publicações… A política de editar apenas o volume seguinte quando o anterior já se pagou é muito perigosa, sobretudo para uma editora que aposta sobretudo (se não totalmente) em co-edições! Existe sempre uma janela para a edição do livro seguinte, quando se perde esta janela é complicado, comercialmente, editar o seguinte, sobretudo quando a parceria para a co-edição já editou. A juntar a isto, há muita gente que só compra séries quando vê que existe uma vontade inequívoca da editora em completá-las. Assim temos excelentes séries paradas no tempo apenas com o último volume para editar… ex: Universal War One e Korrigans! Ainda juntando a isto, a distribuição destas editoras deixa muito a desejar, e para cúmulo na própria loja já aconteceu não terem o livro desejado pelo comprador! Isto quando o único sítio certo para comprar os livros desta editora era na sua própria loja! A distribuição é difícil? Sim! Os distribuidores são autênticos vampiros exploradores do trabalho dos outros? Sim! As livrarias levam couro e cabelo para terem os livros que são novidade em primeiro plano? Sim? As livrarias tratam mal a BD? SIM! Então o que estamos à espera para um ter um site de vendas em condições? Para assim poderem vender para todo país sem sair da nossa própria livraria? Então porque não fornecemos press releases do que vai sair, a todos os agentes que os podem publicitar na internet? Sim, porque é publicidade de borla! E não se percebe o porquê de manter um site que não é amigo do utilizador! Antes pelo contrário… Vamos lá a publicitar minimamente em condições os nossos livros! Eu sei que não há dinheiro para a televisão e outros mass-media, mas existe bastante gente que não se importa de o fazer de borla!
A Gradiva tem uma política no mínimo estranha em relação à BD… Tem séries de tiras cómicas de qualidade, como Calvin & Hobbes, em que editou vários livros, mas em que não interessa muito a continuidade, e de resto (desculpem-me) só faz asneira! Quer dizer… A série Largo Winch foi maltratada por várias editoras, mas a edição mais estranha pertenceu mesmo à Gradiva em que edita o Vol.6 da série e de seguida “espeta-lhe” com o Vol.15… depois temos a “História do Universo em Banda Desenhada – Vol. I “ com três volumes editados no estrangeiro, mas aqui apenas um… continuamos? Não. Editamos outro livro do mesmo autor: “História da Humanidade em Banda Desenhada -Da Alvorada da China à Queda do Império Romano Vol.1”! Confiança = 0 … já para não falar no boato de que não irão editar o Vol. 3 do Eternus 9 (mas para mim é ainda apenas boato…).
A Booktree editou uma catadupa de títulos há anos, mas apenas os nº1, é provavelmente a maior colecção de nº1 do mercado (visto percentualmente) em relação ao número de séries editadas.
Para mim foi um grande falhanço de organização, visto ter saído quase tudo ao mesmo tempo, embora nesses títulos houvesse séries de grande qualidade! Neste caso acho que houve mais “olhos que barriga” e a coisa correu mal…
Devir… parou, prometeu que arrancava com inúmeros bons títulos e depois desapareceu… arrancou novamente com a edição de dois ou três livros, mas parou outra vez…
Agora eu pergunto… onde está a confiança do comprador? Sim, para haver confiança neste momento as editoras têm de investir agora, para colher depois! E têm de ter capacidade financeira para, pelo menos, editar dois livros, mesmo que o primeiro não tenho sido o “hit” pretendido!
A Booksmile entrou com força o ano passado, com grandes tiragens de uma série de culto (Scott Pilgrim) editando simultaneamente os dois primeiros números. O terceiro foi editado há pouco tempo! Vamos a ver! Pelo menos publicidade, e exposição em quantidade, nas livrarias, tem tido…
Assírio & Alvim e Bizâncio continuam o seu bom papel numa cota de mercado em que têm grande peso e sucesso: Cartoon! Nada a dizer, apenas que não é o meu género favorito…
A ASA tem feito um grande esforço para editar em quantidade e qualidade. Para isso tem tido uma parceria frutuosa com o jornal “O Público” onde edita livros e séries que seriam quase impossíveis de editar neste momento sem ser desta maneira. Para além disso tem o seu próprio catálogo em que têm sido editadas novidades e algumas continuações. As continuações não têm saído com a cadência que os leitores apreciariam, e claro, por vezes sai uma continuação de uma série que não iniciamos… outras vezes reedições que não desejamos ou no formato que não queremos!
De notar a aposta em força na linha Manga, que não tem falhado nem um milímetro (excepto o malfadado Dragon Ball Vol.2) no seu planeamento.
Já agora… a ASA abriu a porta a autores portugueses… mas não percebo (ou se calhar até percebo…), porque não saiem os volumes seguintes!?
Nestes últimos dois anos tenho de dar os parabéns à ASA!
A Kingpin também está de parabéns por outras razões. O seu catálogo de produtos estrangeiros está a dar os primeiros passos, mas ao nível nacional têm editado com muita qualidade! A “Fórmula da Felicidade” foi do melhor que se fez, ao nível nacional, nos últimos anos. Este editora possui uma série de autores, que se pode dizer perfeitamente, de qualidade e que têm uma faceta pouco comum em relação à normalidade: trabalham! Esperam-se, este ano, mais novidades da Kingpin! Venham elas!
A Polvo segue o seu caminho, devagar, apostando claramente em autores portugueses menos conhecidos, e num estilo mais alternativo (sem ser aquele alternativo que mete medo ao leitor comum…), mas para a dimensão desta editora acho que não se pode pedir mais. Para além disso têm publicado livros muito interessantes como foi o caso do livro do Paulo Monteiro “O Amor Infinito que te Tenho" e o livro “Hans, o cavalo inteligente” de Miguel Rocha.
A Pedranocharco praticamente já não edita… O BD Jornal só sai em eventos grandes de BD, quanto ao resto dos títulos de Banda Desenhada andam quase a zero…
Falando das editoras em geral, existem três tipos relativamente à divulgação na internet:
Ou mandam tudo o que sai sem que ninguém lhes esteja sempre a pedir: caso da ASA
Ou mandam aquilo que se lhes pede (o que não é mau de todo…): casos da Kingpin e Booksmile.
Ou pura e simplesmente não mandam ou têm alguma resistência a mandar por falta de tempo: Vitamina BD/BD Mania.
Ou pura e simplesmente se estão a borrifar no assunto e nem respondem a uma pessoa que lhes quer fazer publicidade de borla: Caso da Gradiva e da Devir.
A Devir neste caso bate todos, porque responderam … er… tipo malcriado! Bem Hajam!
Como estão a ver até divulgação de borla é difícil! Culpa dos leitores? Não… às vezes nem sabem que saíram os livros! Espectacular!
Lojas… qual é o papel das lojas no meio disto tudo? Bem, as livrarias generalistas, fora raras e honrosas excepções, tratam a Banda Desenhada abaixo de cão (e eu gosto de cães). Dói-me o coração quando entro nestas livrarias e os livros de BD estão no canto com menos visibilidade da loja, ainda mais escondidos que os livros de ilustração infantil! Por vezes têm a criminosa mania de juntar BD com livros infantis… pois um miúdo de 5 anos puxar de um livro do Manara é espectacular! Sim, porque estava ao lado da “Pequena sereia”…
Depois temos a FNAC que deixa os bimbos conspurcarem os livros de BD, enquanto os lêem a tomar o café, e o pastel de nata dentro da referida livraria… Na FNAC é raro encontrar um livro novo à venda… nem em segunda mão… aquilo já vai na quinta ou sexta mão! Então se for um livro do Manara, irá com certeza na vigésima mão!
Livrarias generalistas: CULPADAS!
As livrarias da especialidade estão com dificuldade na sua generalidade. São as pessoas que fazem encomendas de importados e depois não aparecem para ir buscar o produto (ou seja não pagam…), são as lojas virtuais que fazem grandes descontos sobre o preço de capa e dificultam a venda de importados, são as distribuidoras que não põem os livros atempadamente nas lojas…
Quanto ao primeiro item eu acho fácil de resolver… para encomendar um importado teria sempre, o comprador, de deixar um valor de caução, ou mesmo o valor do livro. Para além disso as nossas lojas já deviam ter uma lista negra conjunta dos clientes que não pagam. Isto impediria que andassem a dar prejuízo um pouco por todo o País.
Mas as lojas queixam-se da falta de clientes… O que é que estão à espera para se unirem todas e começarem a ter animação, autores, pequenas sessões de cosplay quando sai um novo livro de manga, por ex., e isto ir circulando entre todas as lojas, mas bem organizado? As lojas dão-se mal umas com as outras? Estes tempos não se compadecem com estas guerrinhas frívolas…
Já agora (lembrei-me agora) porque é que uma loja da especialidade como é a BD Mania só vende livros das duas editoras da casa? Não vejo lá livros da ASA, Kingpin, Gradiva, Bizâncio, Polvo… etc.… Porquê? São uma livraria da especialidade ou não!?
Festivais… Adoro Beja! Pela simplicidade, pelo à vontade, pela simpatia, e descontracção, e pela organização desorganizada! Dá prazer ir a Beja!
Amadora é um festival com bastante mais responsabilidade, e em que os seus representantes vão a Angôuleme todos os anos… Porque é que não aprendem um pouco lá? A parte comercial é a mais importante neste festival francês, cá escondem as lojas, não vá algum “ganda maluco” lembrar-se de comprar um livro! Os focos de interesse de Angôuleme estão todos a uma pequena distância, onde podemos circular a pé sem nenhum problema, na Amadora eu nunca visitei nenhum pólo satélite ao festival, porque teria de ir de carro para tal, sujeito… enfim algumas zonas são pouco recomendáveis… Lamento mas é mesmo assim!
O Amadora BD está a estagnar, o público está a desaparecer (ao contrário de Beja que aumenta todos os anos, e fica longe - imaginem se não ficasse), e acho que os responsáveis do ainda maior Festival de BD feito em Portugal, devem pensar bem no que estão fazer! E não me venham com estórias de que vem muita gente durante as três semanas… Estão a contar com os putos das escolas que não vão fazer lá nada… este ano eu vi! Os miúdos vão a reboque de um professor, com pressa de se ir embora, porque não vê “um boi” daquilo, e quer é desaparecer, e os miúdos não têm tempo para ir às lojas! EXACTAMENTE AO CONTRÁRIO DE ANGÔULEME! Lá os professores param, e no fim da explicação da exposição mandam os miúdos para as lojas!
Já agora… as sessões de autógrafos andam a chatear tanto as pessoas que querem um autógrafo, como os próprios autores e editoras… Organizem-se! Se precisarem eu trato da organização dessa parte, não me custa nada!
A distribuição, bem, penso que esta parte é o cancro maior disto tudo! São caríssimos, e depois não fazem o trabalho, ou seja distribuir os livros de BD. Um distribuidor já me disse que não gosta de distribuir BD porque os livros arrumam-se mal na carrinha, para além de serem mais pesados que os outros!!!!!!! A estes eu chamo-lhe PARASITAS!!!!
Como vêm há falhas em todo o lado (e algumas delas muito graves), para a BD andar para a frente as editoras deverão falar umas com as outras, pensar se será viável edição conjunta para livros especiais, por exemplo, e as lojas têm de organizar entre si esquecendo rivalidades e inimizades antigas! A BD merece isto, assim como merece que as lojas da especialidade sobrevivam neste país…
Enfim têm de tornar o produto o mais visível possível, e com a melhor qualidade possível!
Temos de pôr os portugueses a comprar! Para isso editar, divulgar, promover, e organizar a venda!
E muita divulgação!
E quanto a divulgação da BD que por cá se faz ou edita é de louvar a postura da Bedeteca de Beja que com um elevado dinamismo consegue manter um programa mensal bastante rico em actividades, e a câmara de Moura que com um orçamento diminuto consegue novamente ter o seu Salão activo. Gostaria que outras Bedetecas com mais responsabilidade por se localizarem em centros populacionais bem maiores fizessem pelo menos metade!
Já agora e em relação à BD alternativa que por cá se faz e alguma importada não vou falar, porque já disse o que penso sobre isto num outro post: Comercial Vs. Alternativo
Desculpem o tamanho deste post… mas há muito tempo que não fazia um assim!
:D
Já agora queria deixar uma palavra de apreço pelo projecto Zona que tem feito um trabalho inestimável na BD feita em língua portuguesa, e no qual já tive o prazer de colaborar!
Parabéns!
E já agora prometo que este blog vai andar mais activo do que nunca, porque a BD merece!


Boas leituras
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