Embora cada menos eu consuma material da Marvel, tenho acompanhado minimamente os X-Men com X-Men Legacy e Astonishing X-Men. Para além disso tenho comprado os crossovers e as séries ditas importantes para novos rumos desta equipa. Schism insere-se nesta última categoria.
Este HC compila as cinco revistas da mini-série Schism, escrita por Jason Aaron e ilustrada por Carlos Pacheco (#1), Frank Cho (#2), Daniel Acuna (#3), Alan Davis (#4) e Adam Kubert (#5); mais X-Men: Regenesis escrita por Kieron Gillen e desenhada por Billy Tan. A minha opinião sobre estas constantes mudanças nos artistas não é favorável ao
livro, embora a arte mostrada não tenha sido má, e nalguns casos, até é bastante boa. Presumo que isto aconteça por prazos comerciais, mas lá está… na sanha por dinheiro não se dá a devida importância à parte artística e isto acaba por ser perverso! Não é à toa que nos EUA os escritores na generalidade são mais conhecidos que os artistas, e eu não acho essa situação normal. Acho que os desenhadores das grandes editoras norte-americanas se estão a rebaixar aos prazos editoriais de uma maneira irreversível tirando-lhes preponderância, e por conseguinte importância, logo os salários e outras benesses baixam também. Qualquer dia temos artistas nesse mercado a trabalhar por cêntimos… mas isso é uma conversa para outro post!Em relação a Schism, eu desconfiei de início que fosse mais uma série única e exclusivamente caça-níquel. Mas não. Apesar de tudo é uma boa série para novos leitores, pois faz um bom retrato do estado actual do universo dos mutantes, e serve de alavanca para novas e fresquinhas estórias baseadas nas premissas colocadas no final da série.
Esta série é completamente contida no mundo mutante, nas relações entre estes e de como as feridas provocadas por House of M ainda se fazem sentir! Os objectivos dos mutantes mudaram desde essa altura e Cyclops está a ir por um caminho em que perverte completamente o legado do Professor Xavier, aliás, o Magneto dos velhos tempos parece uma criancinha de coro comparado com o Cyclops actual. Estranhamente é Wolverine que tenta colocar o rumo dos X-Men dentro do carril, obedecendo aos conhecimentos apreendidos no passado e opondo-se firmemente a Cyclops. As crianças X-Men já não têm os valores antigos, e quando para uma delas o assassinato passa a ser uma coisa normal Wolverine rebenta!

O conflito entre Cyclops e Wolverine é sobejamente conhecido, embora tenha tido fases de adormecimento, nesta série atinge o auge com um combate épico entre os dois! Depois deste combate cada um vai para o seu lado e Wolverine retoma e reergue a escola para mutantes, à imagem do Professor Xavier. A imagem é nítida… Cyclops polariza o legado de Magneto e Wolverine o de Xavier. Um cisma igual ao que aconteceu nos primórdios dos X-Men…
Em Regenesis temos o recrutamento de parte a parte para as fileiras de Wolverine e Cyclops. É contada num ambiente primitivo, e metafórico, bem conseguido na minha opinião. Gostei bastante da arte de Billy Tan neste pequeno e último capítulo do livro!
Bem… acho que Wolverine no status quo actual da Marvel está numa situação caricata porque pertence a uma série de grupos… sabendo isso como é que ele consegue ainda ser o director de uma escola para mutantes? Ubiquidade?
O outro ponto que eu não engoli neste livro é o novo Hellfire Club… que é isto??? Crianças entre os 9 e os 12 anos são o novo Hellfire Club?? Completamente sádicas, super- inteligentes, e super-ricas, assassinaram os seus pais para ficaram com os impérios construídos por estes e ainda conseguem mandar abaixo os X-Men? Nah… essa não engulo…
Fora isso considero esta série uma boa rampa de lançamento para uma série de estórias que poderão advir daí. Pelo menos houve um refrescamento bem conseguido. Depois desta série inicia-se uma nova série mutante, “Wolverine and the X-Men”.
Boas leituras
Hardcover
Criado por: Jason Aaron, Carlos Pacheco, Frank Cho, Daniel Acuna, Alan Davis, Adam Kubert, Kieron Gillen e Billy Tan
Editado em 2012 pela Marvel
Nota: 8,5 em 12






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