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segunda-feira, 11 de março de 2019

Autores: John Byrne


Um dos meus autores preferidos, John Byrne foi o primeiro artista que segui a sério, procurando as revistas com os seus trabalhos, mesmo que fosse em personagens que nem conhecia bem.

Não tenho a certeza do primeiro trabalho que vi de Byrne, nunca fui muito de prestar atenção a quem escrevia/desenhava, mas tenho ideia de ter sido algum Luke Cage/Punho de Ferro, mas sei que o que mais me marcou foi o encontro do Aranha com o Capitão Britânia. Depois li uma história dos X-Men na Saga da Fénix Negra, e foi com a sua pequena (mas memorável) fase mo Hulk, que fiquei para sempre seu fã.

John Byrne nasceu a 6 de Julho de 1950, em Inglaterra, crescendo no Canadá (mudou-se para lá com 8 anos) e era um ávido leitor de comics, tanto DC como Marvel, começando o seu trabalho na indústria em 1973, como freelancer na Charlton e fazendo alguns fill-ins para a Marvel. Começou a ser chamado regularmente e desenhou diversas edições de Iron Fist, Champions e Marvel Team-up, muitas delas escritas por Chris Claremont.

Já fora da Charlton, começava a receber cada vez mais trabalho da Marvel e foi com Claremont que teve uma fase memorável com os X-men, um título que pouco vendia na altura, mas que tinha começado a receber alguma atenção de autores como Len Wein e Dave Cockrum. A dupla Claremont/Byrne funcionava bem, e começaram a aparecer histórias atrás de histórias fantásticas, Proteus, Dark Phoenix, Days of Future Past e personagens como as do Clube do inferno ou a Tropa Alfa.


Notava-se a predilecção de Byrne pelo pequeno Wolverine, dando-lhe sempre algum destaque, e exigindo a sua presença na equipa, criando muitos dos elementos que ajudaram a que se tornasse o personagem mais popular da Marvel a dada altura.

Começaram a trabalhar com os mutantes em X-Men #108, de Dezembro de 1977, e no #114 começou a aparecer como co-autor, deixando de ser apenas um desenhista. Mesmo assim era pela sua arte que era conhecido e no final da década de 70, e começo de 80, desenhava também histórias na revista Avengers (com argumentos de David Michelinie) e no Capitão América, fez uma série de histórias com o seu amigo Roger Stern, muito elogiadas pelos fãs e pela crítica.

De 1981 a 1986 entrou para revista que o fez apaixonar-se pelos comics, Fantastic Four, e no quarteto fez uma obra prima, escrevendo e desenhando, com arte final de Terry Austin. Foi uma fase elogiada por todos, com momentos que marcaram a equipa para sempre, e mudando várias coisas como o ter acabado com o edifício Baxter, o mudar a cor dos uniformes, o ter introduzido a Mulher-Hulk para o lugar do Coisa, ou o ter dado mais destaque à Sue Storm, tornando-a na Mulher Invisível.



Ao mesmo tempo, ajudou a criar a revista para a equipa que tinha criado nos X-Men, a Tropa Alfa, numa série de números bem interessantes de se seguir, com bons confrontos e uma arte fantástica. Isto apesar de dizer que não era um grande fã da sua própria criação, mas mesmo assim foi uma série acima da média do que se fazia na altura.

Byrne estava bem instalado, apesar de uma relação conflituosa com Shooter, o editor-chefe, que fez com que saísse abruptamente da companhia, e deixando uma série de histórias com o Hulk por concluir, com o autor Al Milgrom a terminar essa fase. Uma pena, porque foram poucos números, mas cheios de acção, com um Byrne em forma tanto na arte como na construção de história. Em poucos números ele separa o Hulk do Banner, casa-o com a Betty e faz com que meio universo Marvel persiga o golias verde.

Naquilo que foi uma mudança controversa, Byrne acaba por ir para a DC, incumbido de fazer um revamp na personagem principal da companhia, o Super-Homem. Aí produz uma fase odiada por uns, amada por outros, mexendo bastante no status quo do herói, reduzindo-lhe os poderes, ou a sua intensidade, no seu passado como Superboy, eliminou a fortaleza da solidão e tornou-o o único kryptoniano do universo DC.


Clark Kent tornou-se menos pamonha, e Lex Luthor tornou-se um homem de negócios com um ódio visceral ao homem de aço, isto tudo numa fase onde o autor experimentou muita coisa, e muitas mantiveram-se durante anos, e usados em outras mídias como nas séries televisivas.

Byrne fez também a mini-série Lendas, que ajudava a introduzir novas personagens no universo DC depois de Crise, mas manteve-se sempre pelo universo do Superman no seu tempo na DC. Em 1989, e com Shooter fora do comando, volta à Marvel, para os Vingadores da Costa Oeste.

Para além dos Vingadores, cria também uma revista da Mulher-Hulk, num tom mais cómico que tornou a personagem muito popular. mas problemas com os editores fazem com que saia cedo da revista. Byrne pega em Namor e também faz uma série de histórias fora do que estávamos habituados com a personagem.

Estes foram os seus últimos trabalhos regulares na Marvel, depois começou a fazer trabalhos criados por si, de raiz, em diversas companhias, nunca nada com muito sucesso. Voltou à DC em 1995, para uma série de histórias com a Mulher-Maravilha, e reinterpretando o quarto mundo de Jack Kirby, numa série regular que teve 20 edições.



Nesta altura Byrne fazia trabalhos para as duas companhias, fosse só como desenhista (como no Homem-Aranha de Howard Mackie), fosse como escritor e desenhista em várias  minis como
 X-Men Hidden years ou Superman & Batman: Generations.

No começo de Século, o seu trabalho aparecia mais na DC, em Liga da Justiça, Patrulha do Destino ou mesmo Super-Homem, que voltaria a desenhar. Na segunda década, começa a trabalhar mais para a IDW, em revistas de séries de TV como Star Trek ou Angel.

Felizmente pudemos acompanhar quase todo o seu trabalho do Século XX na editora Abril, e ter assim conhecido um dos melhores autores de BD Norte-Americana.







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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Séries TV: Lois & Clark as novas aventuras do Super-Homem



Hoje vou lembrar de uma série bem divertida relacionada com super heróis. Lois & Clark, que tornou Dean Cain e Teri Hatcher os símbolos destas duas personagens para toda uma geração. Abordando todo este universo de uma forma diferente da habitual, o programa acabou por conquistar público e conquistar audiências, chegando inclusive a influenciar o que acontecia nos comics do Super-Homem.

Vi esta série pela primeira vez na televisão Portuguesa, na TVI, e fiquei vidrado na mesma, adorando toda aquela interacção entre as personagens e a forma como eram retratados aqueles que eu conhecia da BD. Foram 4 temporadas de 12 de Setembro de 1993 a 14 Junho de 1997, num total de 87 episódios, que foram transmitidos por cá na segunda metade da década de 90 na sua versão original e legendada em Português.

Dean Cain foi o actor escolhido para o duo Clark Kent/Superman, enquanto que Teri Hatcher foi a beldade rebelde conhecida como Lois Lane e juntos conseguiram uma química dentro do ecrã que fez com que todo o mundo se interessasse por esta série. Cain era um galã com o físico ideal para interpretar este herói, tendo ainda uma jovialidade e um à vontade que nos cativava e ajudava a suplantar a sua pouca experiência numa série de televisão.

O elenco também ajudou muito ao sucesso que esta atingiu, afinal quando se tem um Lex Luthor interpretado pelo talentoso John Shea, as coisas só podem ser interessantes. Foi uma visão diferente deste conhecido vilão da banda desenhada, aqui ele era charmoso, cabeludo mas continuava maquiavélico, ganancioso e obcecado tanto pela Lois como pelo Super-Homem.

Alguns dos melhores episódios envolveram este vilão, que desapareceu durante algum tempo mas voltou em força e fez com que ele fosse de facto o maior inimigo do herói.

A primeira temporada mostra muito de Lex Luthor e dos seus planos para a cidade e com o passar do tempo, com os seus planos para derrotar o Super-Homem. Mas o destaque era para a relação entre Lois e Clark e com o desenrolar dela ao longo dos episódios, foi uma coisa gradual e que demorou temporadas até culminar num casamento que foi tão importante que a DC decidiu repetir o feito mas desta feita na BD.

O engraçado era ver que aqui Lex era também um inimigo do alter ego de Super Homem, mas desta feita devido a ser um vértice no triângulo amoroso que envolvia todos nesta série.

Aqui Luthor tinha a companhia de um mordomo, que era peça útil em todos os seus esquemas e era também bastante maquiavélico.

Os pais de Clark tinham um perfil aproximado ao da BD, eram uns idosos com uma mentalidade aberta, jovial e sempre prontos a ajudar o seu filho adoptivo. Martha (K Callan) e Jonathan (Eddie Jones) Kent foram uma presença constante e ajudaram à construção da personagem e ao torná-la mais humana aos nossos olhos.

No trabalho era Lane Smith que roubava a cena no papel de Perry White, o editor chefe do Planeta Diário que era também um amigo da dupla que protagonizava a série e um mentor para Jimmy Olsen (Justin Whalin) o jovem faz-tudo da redacção que motiva todos com a sua juventude e entusiasmo.

Curiosamente na primeira temporada o papel de Jimmy Olsen pertenceu a outro actor, Michael Landes, que foi afastado pelos produtores por este parecer ser da mesma idade de Clark Kent/Superman e até ter algumas parecenças. Concordo plenamente com esta decisão assim como o afastar do elenco regular da personagem Cat Grant (Tracy Scoggins) já que esta não se adequava muito ao espírito do programa e ficavam também muitos personagens em cena.



A Intergangue marcou presença em muitos episódios, assim como vilões surreais mas interessantes que por vezes representavam perigo quer para a Lois quer para o Super-Homem. Os efeitos especiais eram interessantes e nada "ridículos", ele voava de uma forma credível e muitos dos seus feitos também eram apresentados dessa forma. Andei a rever a série e afirmo que as primeiras três temporadas ainda são boas para se poder assistir, a coisa começa a piorar a meio da terceira e piora por completo no começo da quarta quando decidiram mostrar sobreviventes do planeta Krypton...

Os efeitos sci fi de classe B e o facto de se afastar do espírito inicial do programa, o relacionamento entre Lois e Clark, fizeram com que o público se fosse afastando e as audiências fossem desaparecendo. Em todo o caso é inegável o impacto da série, chegou inclusive a influenciar o destino dos comics com os escritores a terem que fazer coincidir acontecimentos, para atrair assim o público que via apenas o programa na televisão.

Acção quanto baste, alguns efeitos interessantes, diálogos corny mas com piada e uma atitude descontraída fizeram com que a série ainda hoje seja bem agradável de se ver, revi há pouco tempo os dvd's das três primeiras temporadas e pude comprovar isso.

Alguém aí fã do programa?











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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Máquina do Tempo: Crise nas Infinitas Terras - O Ataque final


No último artigo, ficámos no momento em que os heróis decidiram ir atacar o Anti Monitor, no que parecia ir ser uma batalha final, mas que se revelou na verdade apenas mais uma etapa e que ainda não seria dessa vez que a Crise chegaria ao fim.

O número #7 da Crise nas Infinitas Terras tinha logo na sua capa uma imagem que mostrava bem o que ia acontecer, um desenho icónico de George Pérez que já foi homenageado por diversas vezes e até mesmo parodiado, tal a força dessa imagem. Foi o primeiro grande combate com o vilão da história, foram precisos alguns dos maiores heróis das várias terras para isso, mas mesmo assim tudo parecia em vão, a própria fortaleza do vilão era um obstáculo complicado de ser ultrapassado.

Por entre momentos dos heróis a tentarem destruir a máquina do Anti Monitor, víamos cenas em que os vilões desapareciam misteriosamente, algo  que viríamos a descobrir o porquê alguns números mais tarde. Voltando à batalha, percebíamos que nem o poder de dois Super-Homem juntos estava a ser o suficiente, mas foi outra habitante de Krypton a ganhar o destaque nesse número.

A Supermoça decide ir com toda a fúria para cima do vilão, mesmo sabendo que isso podia significar a sua morte, e foi mesmo isso que aconteceu. Apesar de todas as mortes que já tinham acontecido nesta saga, esta foi sem sombra de dúvidas das mais intensas e uma das que teve mais impacto, quer dentro das páginas quer fora delas. Afinal muitos dos leitores tiveram paixoneta por aquela heroína, e maior parte dos heróis gostava da sua forma de ser e estar no Universo DC, logo foi um acontecimento marcante e um dos mais recordados de toda a série.


No número seguinte vimos que afinal o Anti Monitor ainda estava vivo, aparecendo junto do Pirata Psíquico e do Flash, que decide tentar impedir os planos do vilão e corre para impedir que este use o seu canhão de anti matéria, e assim o consegue mas ao custo da sua própria vida.

Se a morte da Supermoça podia ser um pouco justificada com o objectivo da série, o de simplificar o universo DC e ela fazia parte da confusão da história do Super Homem, neste vimos morrer aquele que era considerado um símbolo entre os heróis, um dos poucos "bons" e era também o maior símbolo da Silver Age.

Foi uma morte mais triste, até porque durante algum tempo só o vilão sabia disso, nenhum dos outros heróis sabia desse sacrifício e de como isso ajudou a que as terras não fossem logo destruídas. Mais um número, mais uma morte importante, mas as coisas não ficavam por aí, no número 9 íamos perceber porque os vilões estavam a desaparecer, naquele que foi um dos meus capítulos preferidos desde que vi a capa do Superamigos #26, com uma data de vilões em grande destaque.

Brainiac e Lex Luthor da terra 1 explicavam aos outros vilões o porquê da sua convocação, e apesar da objecção do Luthor da terra 2 (sumariamente executado na hora), são os dois que orquestram um plano que faria com que atacassem os heróis enfraquecidos, e tentariam conquistar os planetas que ainda existiam.

Foi um pouco uma lufada de ar fresco na saga, e depois de tanta morte e conflito cósmico, víamos um pouco da condição humana, de como um verdadeiro vilão aproveita todas as oportunidades para conseguir o que quer, e estes não podiam fugir a isso. O cérebro de Brainiac tinha tudo planeado, os números dos vilões eram superior aos dos heróis, assim como a força bruta deles, o único problema era que os bons eram mais organizados, e era assim que conseguiam evitar alguns desses ataques.

Esses ataques provocaram algumas mortes, como de Aquamoça, e alguns dos planetas tiveram mesmo sob total controle dos vilões, como a Terra S que fica totalmente congelada, como a Terra X que ficou totalmente controlada pela vida vegetal.


Logicamente que os vilões gostam sempre de se trair uns aos outros, e aqui isso também iria acontecer com Psimon a tentar destruir Brainiac e tomar o poder de Luthor, até que o Robô se farta e destrói por completo o cérebro de Psimon. Nas terras vemos como os heróis começam a conseguir que os vilões recuem, muito para desilusão de Luthor, até que tudo é interrompido pelo Especto, que avisa todos (heróis e vilões) que ainda sofrem o perigo de serem aniquilados pelo anti monitor.

Os vilões aceitam cooperar, e Luthor chega a dizer que espera depois um mundo ou dois como recompensa, e vemos todos a tentarem actuar em conjunto para bem de todas as terras ainda sobreviventes. Vemos como o Espectro é um dos seres mais poderosos do universo e é o combate entre ele e o Anti Monitor que faz com que tudo fique muito estranho nos números seguintes, com os heróis a acordarem todos só numa terra e a pensarem que é a deles.


Foram os números que mais gostei, para além da acção toda neles, a arte de Perez sobressaía, mostrando as terras a serem fundidas e as diversas épocas temporais a conviverem em conjunto, dando origem a painéis muito interessantes.

Depois percebíamos que estava a acontecer algo de muito importante com os Lanternas Verdes, algo que podíamos acompanhar ao pormenor na revista Superamigos, vimos como Guy Gardner agradava a algum dos Guardiões que o encarregaram de uma missão importante, e de como outros não confiavam totalmente e a tropa dos Lanternas pede a um Hal Jordan (mesmo sem anel) que ajude neste combate final.

Esses tie ins para mim foram bastante interessantes, e deu para perceber melhor um pouco do historial da tropa, com membros clássicos como Tomar Re a terem bastante destaque, até que morre no final e ajuda a que Hal volte a usar um anel de Lanterna.

Guy Gardner conquistava muitos dos leitores, quer pela sua atitude de anti herói, quer pelo seu uniforme fora do convencional. Apesar disso tudo, nesta batalha final vemos ele a comandar um bando de vilões, alguns até eram inimigos clássicos dos Lanternas, mais propriamente de Hal.

É um desses, Áureo, que ajuda a matar Tomar Re, assim como alguns outros membros da tropa são destruídos, uma verdadeira crise dentro da crise.

Na minha opinião esses capítulos deviam ser incluídos numa colecção à parte da saga principal, apesar de não serem necessários para a compreensão, são bem interessantes e com grandes momentos.

Existem outras revistas que tinham capítulos relacionados de alguma forma com a série, mas sem sombra de dúvidas que as dos Lanternas são as mais intensas.

Voltamos então para acompanhar os dois últimos números de Crise, de como aos poucos os heróis iam percebendo que estavam numa terra diferente, onde tinha existido uma fusão de diversas terras, e que o próprio Anti Monitor admite ter ajudado a criar mas que agora ameaça a destruir.

Vemos o ataque dos demónios sombra, que saem do céu escuro e começam a matar todos os habitantes da terra, com poderes ou sem poderes. Voltamos a ver mais uns heróis morrerem, enquanto que aqueles que foram desde o começo alvo de atenção por parte do Monitor, partem em busca do vilão, com a ajuda de Alexander Luthor e até de Pariah.

Um plano simples e que envolve a cooperação de vários heróis faz com que o vilão seja finalmente derrotado, mas foi uma vitória curta, já que este começa a absorver os demónios sombra e volta à vida, no momento em que os heróis se preparavam para voltar à terra com a ajuda de Alex.

Superboy Prime e os dois Super Homens tentam derrotar o vilão que prova ter mais vidas que um gato, mas os seres místicos do universo DC tinham feito uma surpresa para ele, deixando algo nos demónios sombras que faria com que estes destruíssem o vilão em vez de o ajudar.

Darkseid entra em acção e faz com que o vilão enfraquecido seja teletransportado para um planetóide, algo a que o mesmo sobrevive e começa de novo a ameaçar tudo e todos, até que o Super Homem original (da Terra 2), decide acabar com tudo dando um único murro que destrói por completo o inimigo.


Como recompensa, tanto esse Superman como sua Lois Lane e ainda Superboy prime poderiam ir viver numa dimensão só deles, assim como que a Mulher Maravilha da Terra 2 fica no Monte Olimpo junto de Zeus. Chegava assim ao final a mega saga que previa facilitar o entendimento do universo DC, e que ajudou a que fossem dadas novas origens e histórias a heróis conceituados como Super Homem ou Mulher Maravilha.

A Legião dos Super Heróis e Gavião Negro foram os que sofreram mais com esta saga, ficando uma origem confusa devido aos acontecimentos na saga. Apesar de tudo, cumpriu boa parte do que se propunha, e para além disso foi uma série cheia de acção com belos capítulos e que continua a ter a sua importância, mesmo depois deste ter sido alvo de um reboot e começado tudo de novo nos Novos 52.

Quem mais é fã desta saga? E para terem noção do massacre, eis a lista das mortes que aconteceram por lá.

Earth 3’s Crime Syndicate of America: Ultraman, Superwoman, Owlman, Johnny Quick, and Power Ring
Earth 3’s Lex Luthor and Lois Lane-Luthor
The Losers: Johnny Cloud, Gunner, Sarge, and Captain Storm
Farmer Boy of Sgt. Rock’s Easy Company
Nighthawk
Kid Psycho
Princess Fern
Lord Volt
The Monitor
The Justice Alliance of Earth D (Isto aconteceu num especial em 1999, chamado de Legends of the DC Universe: Crisis on Infinite Earths)
Supergirl
Earth 1’s Flash
Earth 2’s Lex Luthor
Psimon (mais tarde voltou a aparecer)
Shaggy Man (mais tarde voltou a aparecer)
Aquagirl
Icicle
Mirror Master
Maaldor the Darklord
Angle Man (mais tarde voltou a aparecer)
Tenentes Marvels: Fat Marvel, Tall Marvel, e Hill Billy Marvel (não que tenham sido mortos, mas foi sua última aparição)
Dove
Earth 2’s Green Arrow
Prince Ra-Man
Clayface (Matt Hagen)
The Bugged-Eyed Bandit (mais tarde voltou a aparecer)
The Ten-Eyed Man
Kole
Earth 2’s Robin and Huntress
Starman (Prince Gavyn, que foi transformado em energia pura)
Lori Lemaris (mais tarde voltou a aparecer)
Sunburst (mais tarde voltou a aparecer)
Wonder Woman da Terra 1 (tecnicamente não foi morta, voltou a renascer)
The Anti-Monitor
Fora os Milhões e Milhões de pessoas que morreram nos planetas que eram destruídos.

Basta clicarem na Tag Crise nas Infinitas Terras ou Máquina do Tempo para lerem as outras duas partes, espero que tenham gostado.























































































Links da 1ª e 2ª parte deste artigo:
Crise nas Infinitas Terras - No começo eram muitas
Crise nas Infinitas Terras - Hora de salvar as terras
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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Máquina do Tempo: Crise nas Infinitas Terras - Hora de salvar as terras


Nesta segunda parte, vamos ver como os heróis tentavam salvar desesperadamente as terras remanescentes, de como passado, presente e futuro se uniam em diversas épocas deixando tudo e todos desesperados e sem saber como reagir. Aqui podem ler a primeira parte, relembrando o porquê da necessidade de existir ma Crise nas Infinitas Terras.

Depois do Monitor explicar aos heróis que foram convocados o problema do multiverso e da ameaça do anti-monitor, eles começam a ser separados em pequenos grupos e a irem tentar proteger as diferentes máquinas que iriam ajudar a salvar as terras. Mas os números e a força dos demónios sombra era demasiado, nem sempre as coisas corriam bem e começaram a aparecer as primeiras baixas e universos e suas terras continuaram a ser eliminados.

A onda de anti matéria fazia com que acontecessem coisas estranhas, um bando de mamutes do passado poderia aparecer no Século XXX e atrapalhar a vida da Legião de Super Heróis por exemplo. Começávamos a ver nas sombras o trabalho do Anti Monitor, que acabou por controlar uma clone da Percrusora e fazer com que ela matasse o seu mentor, mas este já previa isso e fez com que a sua morte despoletasse a energia para as suas máquinas e proteger alguns universos e algumas terras, mas propriamente a Terra 1, 2, S, X e 4.

Essas 5 terras ficaram assim alinhadas muito próximas umas das outras, separadas por pequenas vibrações que quando não corriam bem davam azo a grandes confusões entre os diferentes planetas.

A arte de Pérez foi uma das maiores armas desta saga, a forma como ele conseguia retratar diversos heróis num só painel tornava tudo mais entusiasmante, para além de podermos encontrar heróis de todas as fases da DC, desde os futuristas Legionários aos cowboys do Faroeste, e até um rapaz pré histórico do início de tudo.

No Brasil a editora Abril tentava mostrar a saga da melhor forma possível, os números da série principal eram espalhadas pelas diversas revistas, assim como os crossovers relacionados com isto. Foi um daqueles trabalhos que mostrava como era importante ter a cronologia acertada, coisa um pouco complicada por causa da revista dos Novos Titãs, que ia um pouco mais avançada.

Foram também publicadas algumas histórias de personagens que nem sempre eram editados no Brasil, o que ajudou a que muitos (como eu) que não conheciam bem o universo, ficassem um pouco confusos.

Alguns dos capítulos mais interessantes vinham das páginas da Corporação Infinito, que tinha um certo Todd McFarlane na arte e que na altura apresentava um traço um pouco diferente do actual, mas com um gosto pela experimentação, especialmente no layout dos quadradinhos.

Em Superamigos era a tropa dos Lanternas Verdes que ganhava destaque, ali víamos pormenores sobre as trocas entre lanternas como Stewart, Guy ou Hal (na altura sem anel), para além do destaque de outros lanternas de renome, que morreram ali naquelas páginas como tantos outros morreram na saga principal.

Voltando à saga principal, lida-se com a morte do Monitor e com a mudança do Pirata Psiquíco para o lado do Anti-Monitor, o que complicou muito a vida para os que lutavam pelo bem, já que ele controlava as emoções de tal forma que fazia herói enfrentar herói, muitas vezes quase até à morte.


Os vilões tinham grande destaque nesta saga, Pérez sabia capitalizar isso e mostrava bons planos que nos fazia quase torcer por eles, de tão "cool" que eles pareciam. Brainiac (versão robô) e Luthor (quase super vilão) começavam a aparecer um pouco mais, tentando dominar os outros e aproveitar a confusão de tudo aquilo que se passava ao redor.

Entretanto vimos pela primeira vez o Anti Monitor, naquele que foi um dos momentos de menor climax da série, depois de tanta coisa para encobrir a sua imagem, confesso que fiquei um pouco desiludido com o design final do vilão. Mas pronto, o seu poder e a sua maldade ajudavam a encobrir um pouco aquilo, adoro como ele obriga o Pirata Psíquico a controlar o Flash, o Tornado Vermelho e obrigar eles a fazerem coisas contra a sua própria vontade, mas ao mesmo tempo o coloca para controlar os milhões de pessoas das outras terras, algo que provou ser demasiado para o vilão.

No lado dos heróis, vemos uma mega reunião no Satélite do Monitor, convocados por Harbinger e o Alexander Luthor da Terra 3, aquele que tinha sido salvo em bebé pelo Monitor e que tinha crescido exponencialmente em pouco tempo. A página dupla que mostra todos os heróis (e alguns vilões) juntos é de tirar o fôlego, a atenção dada aos pormenores e o tentarmos acertar quem é quem é mais forte que nós.

A confusão de herói não reconhecer herói dentro desse satélite mostra bem como eram as coisas, e pior era quando esses heróis eram versões diferentes de um só herói. Na revista Infinity Inc,, isso é bem abordado, afinal era a revista que mostrava os netos, filhos e sucessores de outros heróis bem conhecidos e acontece até uma luta muito forte devido ao ressurgimento de um dos heróis que tinha ali uma versão mais nova a continuar o seu legado.

Depois existiam aqueles heróis como os comprados a outra editora, vimos numa terra como viviam em harmonia o Besouro Azul, Pacificador, Judomaster entre outros, assim como existia uma terra para os da Fawcett, onde habitava o Capitão Marvel (Shazam) e toda a sua família.

Há momentos de convívio entre heróis desconhecidos de terras diferentes bem engraçados, como quando os Novos Titãs encontram a Família Marvel. Outro bom momento são os dois Super Homens com a Lois Lane da Terra Um, e aí nota-se como Perez fazia bem as coisas e fazia questão de diferenciar os dois heróis.


Como não conhecia bem o universo da DC, gostei bastante de ver ali alguns heróis que me pareciam bem interessantes. Dos que gostei mais eram os de origem mística, foram muito bem apresentados por Pérez e foram alguns dos mais esforçados para que tudo corresse bem. Todos tinham o seu lugar ao sol, nem que fosse num simples quadrado, mas tudo de uma forma fluida e que não diminuía em nada o ritmo da história.

Com a destruição do satélite do Monitor e o "sacrifício" da Percrusora, os heróis ficam inspirados com isso e é formada uma pequena equipa que viaja até ao universo de anti matéria para levar a batalha a casa do anti monitor. Lady Quark, Super-Homem da Terra Um e o da Terra Dois também, Besouro Azul, Capitao Marvel, Supermoça, Caçador de marte, Tio Sam, Espectro, Deadman, Vingador Fantasma, Nuclear, Mulher Maravilha e mais uns tantos.

Mas será que isso vai ser suficiente? No próximo artigo vamos descobrir, assim como perceber melhor o impacto que esta saga teve devido às mortes importantes que aconteceram nesses últimos números.

Clicar para aumentar e ver em pormenor































Podem ler a primeira parte neste link:
Crise nas Infinitas Terras - No começo eram muitas
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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Máquina do Tempo: Crise nas Infinitas Terras - No começo eram muitas



Foi a primeira grande saga dos comics, Crise nas Infinitas Terras tinha como intento comemorar os 50 anos da DC e ao mesmo tempo resolver os problemas de cronologia e continuidade que assolavam a companhia. Estreou em Abril de 1985 e se prolongou por 12 edições, fora as edições mensais que estavam ligadas de forma directa ou indirecta, acabando a Março de 1986 e dando origem a um novo Universo DC.

Vou começar um texto com um aparte pessoal, eu era um "marvete" nos anos 80, já tinha lido aqui e ali edições da distinta concorrência e apesar de gostar de algumas histórias do Batman e da Liga da Justiça, eram as do Homem-Aranha, Vingadores, Homem de Ferro, Punho de Ferro, Mestre do Kung-fu e afins que mereciam a minha preferência. Mas um dia deram para a minha mão um Superamigos, o número 24, e fiquei completamente vidrado com aquilo que acontecia naquelas páginas, aquela saga onde heróis estavam a lutar contra um inimigo tão poderoso que os conseguia matar era demais para o meu coração jovem. Comecei assim a seguir com mais atenção as revistas da DC e por isso tenho sempre um carinho muito especial por esta saga.

Painel antes de Crisis
Esta pequena explicação serve ao mesmo tempo para mostrar o porquê da criação desta maxi-série, a cronologia da DC era um pouco confusa e afastava alguns novos leitores, com as várias versões dos mesmos heróis vivendo em várias terras diferentes. Vendo a concorrente Marvel a ganhar cada vez mais espaço no mercado, não foi por isso de estranhar que quem estivesse no poder da DC, achasse que era altura de grandes mudanças, e que melhor altura para isso do que no 50º aniversário da companhia?

Tanto a presidente Jennete Khan como os vice presidentes Dick Giordano e Paul Levitz. percebiam a importância e a necessidade de acontecer algo do género, Nas reuniões efectuadas escolheram a equipa criativa que ficaria à frente do evento, assim como ficaria definido que heróis poderiam morrer e quais sofreriam mudanças no final disto tudo. O escritor Marv Wolfman e o artista George Pérez, responsáveis pela revista dos Novos Titãs que vinha tendo muito sucesso, foram os escolhidos pelos responsáveis da DC, com o veterano Len Wein como editor da série. Giordano seria responsável pela arte-final, mas devido às suas outras funções a dada altura isso passou para Jerry Ordway.

Como sagas envolvendo todo um universo era algo de novo, os editores tiveram a difícil tarefa de fazer com que os escritores das várias revistas respeitassem o que ia acontecer. Num memorando enviado para todos, foi pedido para que usassem pelo menos duas vezes num ano a personagem do Monitor, o mesmo não deveria aparecer mas ser mencionado e representado de alguma forma. Maior parte dos autores optaram por aparições sombrias e dando a ideia de que aquela personagem seria um vilão, quer pelo texto quer pela forma como ele (não) era retratado.

Revistas como All Star Squadron, New Teen Titans, Firestorm e tantos outros seguiram isso à letra, muitas vezes mostrando vilões que pelos vistos recebiam as suas armas desse misterioso monitor. Foi essa a forma encontrada pelos autores e logicamente seguindo a ideia que já estava delineada por Wolfman. O autor foi a escolha certa para esta empreitada, ele era um ávido crítico dos problemas criados pelo Multiverso da DC, recordando que aquilo que havia começado como um sonho (a história Flash of Two Worlds), tinha se tornado um pesadelo por causa de escritores que usaram e abusaram desse conceito.

A história que mostrou o encontro entre os dois Flashs, e cimentou o conhecimento de existirem duas terras com os seus respectivos heróis, foi aquilo que despoletou o conceito do multiverso. Começaram a aparecer cada vez mais terras, a própria companhia incentivava isso, colocando heróis que tinha comprado de outras editoras em terras próprias, que por vezes se cruzavam com os da terra principal.

Para a história de Crisis, Wolfman usou conceitos que tinha de uma personagem que tinha idealizado há muitos anos, que colectava informação sobre todos os heróis e que se chamava o Bibliotecário, Mudando o nome para Monitor, mas mantendo algumas das características, estava assim encontrado aquele que viria a ser um dos principais rostos do que viria por aí.


Nascido na lua de OA, o Monitor apareceu logo após o big bang despoletado pela ânsia de conhecimento do alien Krona, que fez inadvertidamente com que fosse criado um universo positivo, e outro para contra balançar, um universo de anti-matéria que tinha um mundo quase igual a OA, chamado Qward, e na lua desse planeta nasceu o Anti-Monitor, o grande vilão que vinha assim balançar o poder do universo.

Os dois "irmãos" iram "acordar" quando o cientista Kell Mossa tenta testemunhar a criação do universo, fechando-se numa sala de anti-matéria rejeitando de forma arrogante os apelos de todos que o rodeavam e avisaram dos perigos que isso podia causar. Mossa aparentemente ajuda a que o Anti-Monitor comece a sua missão de destruir os diversos universos, lançando uma nuvem de anti-matéria que começou por destruir o próprio mundo do cientista, que é salvo pelo enigmático Monitor.

Ficando com o nome de Pária, ele é forçado a teleportar-se de mundo para mundo, de dimensão para dimensão, assistindo sem hipótese de fazer algo contra isso à destruição desses universos. Foi assim que o começamos a ver, sempre a chorar por ser o causador daquilo tudo mas que não podia fazer nada para o impedir, Encontramos universos conhecidos, como o que continha a versão maligna da Liga da Justiça, e víamos estes desaparecerem sem se perceber o porquê. Na terra três vemos ser salvo o Alexander Luthor, ainda um bebé e que é colocado dentro de um foguete (ah a ironia), que mais tarde viria a revelar-se um dos elementos mais importantes da história.

Por outro lado, começava-se a ver mais do monitor e da sua ajudante, a Harbinger (Precursora) que tinha alguns poderes (voava e podia multiplicar-se) e ajudou o monitor a colocar o seu plano em prática e a juntar diversos heróis de diversas terras no seu satélite. Foi com essa imagem icónica, como só Perez poderia retratar, que começou a sério a aventura que nos iria apaixonar a todos.

Arion, Blue Beetle, Cyborg, Dawnstar, Doctor Polaris Firebrand, Firestorm, Geo-Force, Green Lantern (John Stewart), Killer Frost, Obsidian, Psimon, Psycho-Pirate, Solovar e Superman (Earth-Two) apareciam assim juntos no mesmo espaço. Heróis e vilões de diversas terras, uns nem se conheciam, outros já se tinham cruzado, e todos com alguma importância para o que viria acontecer.

Mas isso fica para a segunda parte destes artigos a comemorar o aniversário deste mega evento.









Para quem gostar de viagens ao passado pode sempre visitar o meu outro blog, Ainda sou do tempo.

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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Máquina do Tempo: JLI, sai a comédia entra a acção


Vou terminar aqui a minha viagem pela JLI, relembrando a parte final desta fantástica viagem de Giffen/DeMatteis, que deu uma outra alma aos comics e nos fez olhar de forma diferente para a banda desenhada com humor.

A divisão entre a Liga da Justiça América e a Europa continuava a acentuar-se, no número #36 da LJA tínhamos o G'nort em destaque, em conjunto com o "terrível" Mister Nebula que era uma espécie de Galactus designer, que gostava de remodelar os planetas mas de uma forma muito peculiar e demasiado colorida. Uma história com um humor muito mais ao género do DeMatteis, mas nem por isso pouco interessante, mas longe da qualidade que estávamos habituados. Na Europa, apelava-se um pouco ao dramatismo, com a aparição do filho de Metamorfo e a confusão toda que se gerou em torno disso, Os apontamentos de comédia estavam lá, mas não eram tão exagerados como o começo da JLI, o que até era uma coisa boa, assim não parecia uma cópia e a fórmula não cansava o leitor.

Depois de um crossover disparatado entre as duas equipas, por causa de um terrível gato que acaba adoptado pela Poderosa, vemos a saída do Gladiador Dourado (que forma uma equipa patrocinada pelas companhias chamada conglomerado) e tanto a LJA como a LJE começam a ter muito mais acção nas suas páginas, de forma bastante dramática e com bastante menos comédia.

Volta um grande vilão da antiga Liga, o Despero, que começa um rastro de destruição que dizima quase a equipa toda, destruindo J'onn com um ataque mental e mostrando respeito pelo Besouro Azul dizendo que tem das maiores mentes da equipa (algo que nunca se devia duvidar, mas que a comédia que ele se envolvia fazia outros pensarem o contrário), até que um Guy Gardner enfurecido e preocupado com os seus colegas, dá o troco e surpreende o vilão.

Do outro lado, a divisão europeia enfrenta uma perigosa equipa de super vilões de outra dimensão, chamada Extremistas, que apresenta uma crueldade que quem seguia as duas equipas não estava nada à espera.


A arte ajudava a esta mudança toda, Sears era muito competente e Hughes tinha uma forma de retratar as coisas que tornou tudo aquilo uma grande saga, algo que sinceramente era necessário para abanar o status quo da equipa. A aparente morte do Sr Milagre deu um impacto maior à coisa, com todos a realçarem que a equipa precisava de mais músculos, senão iriam continuar a acontecer tragédias destas.

Na Liga Europa a coisa não andava melhor, a ameaça nuclear que os extremistas lançaram sobre a terra foi uma ameaça credível e que fez com que a equipa se unisse e enfrentasse uma das suas maiores batalhas. Quando essa saga chegou ao fim, voltou a velha questão de não haver heróis europeus no grupo, dando azo a algumas situações ridículas como quando um empregado de uma das embaixadas decide tentar entrar para a equipa.

Guy Gardner e Gelo continuavam a alimentar uma possível relação, e Guy mostrava um lado mais humano, tendo direito até a ter um dos seus heróis, o exageradamente bonzinho General Glória. O humor ia aparecendo a espaços, mas cada vez mais havia mais acção e drama nas suas histórias, e o começo do fim aproxima-se quando Max é baleado e fica à beira da morte.

Por esta altura as duas revistas estavam quase interligadas, por isso havia uma grande comunicação entre os dois grupos e ambos sentiram muito este acontecimento. Pelo meio tivemos ainda a junção da antiga Liga da Injustiça, como a malfadada Liga da Justiça da Antártica, que no Brasil saiu num Superpowers bem divertido. Talvez as últimas grandes histórias de humor desta equipa criativa.

O fim da linha tinha chegado, ambas as equipas acabaram e voltaram algum tempo depois mas sem a mesma chama e sem o mesmo sucesso, entrando nos terríveis anos 90 e com a parte má que isso trouxe aos comics. Em todo o caso, todos deviam ler os primeiros anos da LJI, foi uma lufada de ar fresco e algo que continua ainda a fazer falta nos comics de hoje, nem tudo tem que ser sombrio e dramático.












































Podem ler os anteriores dois artigos sobre a JLI nos links em baixo:

Máquina do Tempo: JLI, os primeiros ano
Máquina do Tempo: JLI, o Espaço e a Europa nunca mais foram os mesmos
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