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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Disney Ouro: O Superpateta


Vamos voltar ao Universo Disney e a um dos seus maiores super-heróis, o mítico Superpateta. Mais uma daquelas personagens que teve muito sucesso devido a ter histórias produzidas no Brasil, por autores que compreendiam a essência do herói e nos davam aventuras muito divertidas.

Super Goof foi criado em 1965 por Paul Murry e Del Curry, tendo tido direito a revista própria, algo que não aconteceu no Brasil, apesar de ter tido direito a diversas edições Extras e a Almanaques, com muitas aventuras a terem a assinatura de Ivan Saidenberg. Nos Estados Unidos chegou a ter algumas histórias escritas por Mark Evanier, autor conhecido pelo seu humor em trabalhos como o na revista do Groo, o errante.

O conceito era simples, Pateta descobria no seu jardim uns arbustos com amendoins, e quando os comia estes davam-lhe alguns poderes como super força, invencibilidade e a possibilidade de voar. O seu uniforme também aparecia miraculosamente, consistindo numas ceroulas vermelhas com uma capa azul, para além do seu chapéu normal que era onde ele guardava os amendoins.


Isto porque os poderes tinham um tempo limitado, e assim ele teria que tomar outro de uma forma rápida e eficaz. A dada altura o seu sobrinho Gilberto começou a ter algumas aventuras ao lado do seu tio, como Supergil, ajudando este com o seu superior intelecto. Não fui muito fã dessas histórias, preferia ver só o herói a solo, especialmente quando nada lhe corria bem.

Mas gostava quando ele enfrentava vilões como o Dr Estigma ou Dr X, lembro-me de gostar muito de uma história onde um destes tinha um lápis com o qual fazia uns rabiscos que ganhavam vida e eram perigosos.

Também abrilhantou algumas aventuras do clube de heróis, onde aparecia ao lado do Vespa Vermelha entre outros, e nestas aparecia um pouco menos burro do que nas suas aventuras a solo.Quem mais era fã deste herói e do seu Tra lá lá?










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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Disney Ouro: Professor Pardal



Todos sabem da minha admiração pelas personagens que acompanharam a minha infância, e as da Disney têm um cantinho especial no meu coração e por isso hoje irei relembrar de uma das minhas favoritas, o Professor Pardal.

O Professor Pardal é daquelas personagens que ganhou uma vida própria que vai muito além das suas aparições nas revistas ou desenhos animados da Disney. Mesmo quem não lia, ou via, regularmente estes produtos da Disney, conhecia a personagem e apelidava alguém de "professor Pardal" quando essa pessoa se punha a inventar, da mesma forma que se apelidava de "Tio Patinhas" quando a pessoa era forreta.

Gyro Gearloose (Professor Pardal) foi uma criação de Carl Barks, que em 1952 o colocou nas histórias dos patos para ser um amigo e personagem a utilizar nas histórias de Tio Patinhas, Donald e os seus sobrinhos. Nas aparições que teve demonstrava ter uma inteligência acima da média, e era muito mais calmo e sereno que os restantes patos, tornando-se uma constante ser uma ajuda para as aventuras que o Tio Patinhas queria ter, apesar de nunca receber um cêntimo com essa ajuda.

No ano seguinte à sua criação recebeu um companheiro, o Lampadinha (Little Helper/Little Bulb), uma espécie de robô que tinha uma lâmpada como cabeça e tornou-se um parceiro essencial nas aventuras a solo deste inventor. Eu gostava bastante das histórias a solo, muitas delas criadas no Brasil, eram bem divertidas e ele não era tão calmo como parecia ser no seu começo. Por vezes entrava mesmo em desespero quando uma invenção não corria bem, e não eram assim tão poucas as histórias em que colocava Patópolis e os seus vizinhos em perigo ou em situações caricatas.


Na sua versão original teve uma revista própria, enquanto que por cá (ou seja no Brasil), foram lançados vários Almanaques, umas vezes só com o nome dele a "titular" e noutras acompanhado pelo seu fiel parceiro.

As revistas tinham grande aceitação e ele chegou a ter um manual (algo que só algumas poucas personagens tiveram direito), para além de ser um dos principais protagonistas em Disney Especiais, a revista que a editora Abril lançava de tempos a tempos com um tema especial.

O seu principal inimigo era o Professor Gavião, um génio do mal que preferia muitas vezes roubar as ideias do Pardal do que pensar por ele mesmo, mas em algumas histórias tinha que se livrar de vilões como os Irmãos Metralha ou o Mancha Negra que queriam ajuda para alguma maldade que queriam fazer.

A aparência física dele fazia com que sobressaísse nas histórias dos patos, Barks confessou ter-se arrependido de o ter criado daquela forma, já que era complicado compor as vinhetas com outras personagens baixas, como era o caso dos patos.

Lembro-me de algumas histórias em que enfrentava a inveja do Professor Ludovico, outro cientista/inventor da família dos patos mas que nunca teve o mesmo sucesso do Pardal. Isto devia-se muito por conta das ideias mirabolantes que davam origem a invenções ainda mais estranhas, e muitas delas originadas depois de ele dar uma marretada na sua própria cabeça para fazer fluir as ideias.

Quando ele estava em baixo e precisava de ajuda para criar algo, usava também o seu chapéu pensador, um chapéu em forma de telhado que tinha uns corvos dentro que o ajudavam a conseguir aquilo que queria. Continuou a sua expansão para o universo Disney ao criar todo o equipamento do herói Morcego Vermelho, isto depois de já ter criado também os acessórios usados pelo Superpato.

A prova da importância deste inventor, foi dada no desenho animado Ducktales, onde ele também apareceu regularmente e criou inclusive um robô gigante que foi muito importante em algumas histórias. Quem mais era fã deste inventor que fazia inveja ao MacGyver?






























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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Disney Ouro: Peninha


É uma das minhas personagens preferidas do Universo Disney, e achei a ideal para começar aqui a rubrica Disney Ouro onde irei relembrar aquelas figuras que acompanharam a nossa infância. O Peninha foi mais um (de muitos) que beneficiou dos estúdios Disney do Brasil, que conceberam histórias muito divertidas e lhe deram múltiplos alter egos, cada um mais divertido que o outro.

Fethry Duck foi criado por Dick Kinney e Al Hubbard em 1964, aparecendo numa história do seu primo, o Pato Donald, e mostrando logo a sua natureza descontraída e atrapalhada, tendo estreado no Brasil no ano seguinte onde esta história apareceu na revista do Mickey. Curiosamente também em Portugal a estreia da personagem iria ocorrer numa revista do rato, mas no nosso caso era uma história que trazia também o Tio Patinhas e o Urtigão, datada de 1969 e escrita e desenhada pelos criadores de Peninha.

Não foi amado por Carl Barks, que nunca o utilizou, e também não teve muita sorte com Don Rosa, que mesmo assim ainda deu uso a este simpático pato, chegando inclusive a incluir ele na árvore genealógica que criou retratando a família de patos da Disney.Nos EUA no entanto havia sempre alguma curiosidade em relação ao potencial de Peninha, e este foi sempre aparecendo amiúde nas publicações Disney até começo do Século XXI.

O Brasil soube explorar bem a personagem, muitas vezes era apenas apresentada como quase uma cópia do Pateta, tal a sua atrapalhação e confusão armada sempre que aparecia junto do seu primo Donald, mas ao mesmo tempo com outro tipo de carisma, já que demonstrava ter alguma inteligência e vontade de se safar nos diversos empregos que conseguia. O mais famoso foi sem dúvida o de repórter no jornal A Patada do seu tio Patinhas, onde para além de reportagens escrevia histórias de um dos seus alter ego, o Pena Kid.



O Brasil tinha nos anos 70 e 80 um mercado Disney cada vez mais em expansão, com um estúdio próprio a criar histórias com algumas das personagens mais carismáticas da companhia e que os tornaram ainda mais divertidos aos olhos de todos nós. Autores como Ivan Saidenberg ou Carlos Edgard Herrero ajudaram a criar os alter egos do Peninha, personagens que existiam na sua imaginação, muitos para existir em poucas histórias isoladas mas que acabaram por ganhar outra dimensão, tal o seu carisma e o carinho com que o público os recebeu.

Isso aconteceu não só no Brasil mas também em Itália, país onde Peninha é muito querido, que ficaram contentes e importaram estas histórias com todo o prazer. Tínhamos o Pena Kid, o cowboy (ou caubói) que se acompanhava pelo seu cavalo Azalão (que o safava muitas vezes) e cantava muito mal, mesmo tocando o seu violáo (que também estava sempre presente). Sabíamos que era um produto da imaginação do Peninha, porque muitas das histórias mostravam ele a escrever as aventuras do cowboy para o jornal da Patada, que depois as publicaria.

Mas tínhamos também o Pena das Selvas (imitando o Tarzan), um dos mais divertidos, especialmente por que nenhum animal o respeitava, o Pena Submarino (uma espécie de Aquaman), Pena das Cavernas ou ainda Pena Rubra, um Viking em histórias de aventura. Para além destes alter egos, em 1970 surgia a paródia ao Batman que era o Morcego Vermelho, que se tornou um dos principais heróis do Universo Disney e um dos preferidos de todos.



Tão desastrado como o Peninha, o Morcego Vermelho tinha um carisma extraordinário e para isso muito ajudava às gerigonças que utilizava para combater o crime, muitas da autoria do Professor Pardal, que até a lata de lixo que era usada como quartel general alterou, tornando-a mais do que ela aparentava. Muitas da ssuas histórias envolviam um pobre Coronel Cintra, que tinha que ter uma saudável dose de paciência para suportar as trapalhadas deste herói.

Graças a todos estes alter egos, Peninha esteve presente em mais de 12 edições Extra da editora Abril, algumas dedicadas ao Morcego Vermelho, e uma teve até o nome "Peninha das Mil Faces" reunindo histórias de todos os seus alter egos e mais alguns, como o Pena Vaz de Peninha O sucesso da personagem era tanta, que foi a primeira no Brasil a ganhar um Almanaque, que teve as suas primeiras duas edições entre 1981 e 1982, apresentando assim somente histórias de Peninha, ao contrário das revistas mensais que traziam sempre no mix histórias com outros nomes da Disney.

A segunda edição teve 9 números, entre 1986 e 1993, que a dada altura sofreu uma mudança no seu nome, incorporando também o seu sobrinho Biquinho, que se tornaria também bastante popular. A popularidade de Peninha estava em alta, ele aparecia até em edições Extra dedicadas à Patada, jornal onde trabalhava com o seu primo Donald e onde enfrentavam as constantes ameaças do seu tio Patinhas. Ali surgiram histórias bem engraçadas, que envolviam a cobertura de eventos onde os dois faziam trapalhadas ou então promoções do jornal, que nunca davam bom resultado.


A revista do Peninha teve duas séries, a primeira que durou de 1982 a 1984 e teve 56 edições que tinham a periodicidade quinzenal, e em 2004 apareceu uma mensal que teve 19 edições. Na primeira série era comum ver Peninha a estrelar as suas aventuras sozinho, ou com o seu sobrinho Biquinho, a sua namorada Glória ou ainda o seu cão, que sofria bastante naquela casa. Peninha fez parte também da mítica Série Ouro, onde representou a realidade alternativa onde ele era o Prefeito.

Sempre gostei bastante do Peninha, lembro-me como sofria a tentar educar o seu sobrinho Biquinho (adoro especialmente uma história onde ele tenta que o pequeno deixe de responder não, ou outra em que tenta que escolha a sua profissão no futuro), ou então quando invadia a casa do seu primo Donald porque alguma das suas profissões tinha corrido mal.

Divertia-me muito quando tinha que ir ao sítio do Urtigão, pela Patada ou sozinho, e fui fã de todos os alter egos, em especial o Pena das Selvas e o Pena Submarino.No caso do Morcego Vermelho, apreciava as histórias em que não se levavam a sério, e não as que o tentavam parecer um herói com pouca comédia e trapalhada à mistura. Havia histórias isoladas que me ficaram na memória, como a paródia a Indiana Jones em Caçadores de Penas Perdidas ou então Sancho Pena a acompanhar o Dom Gansote.

Assim como os Irmãos Metralha, também Peninha teve as cores da sua roupa modificadas, passando do vermelho para um amarelo com risca preta na horizontal, mas mantendo o gorro vermelho que o identificava logo. Um pato bem querido e que ficará para sempre na nossa memória.

Se gostaram do Texto, não se esqueçam de visitar o meu blog Ainda sou do Tempo onde abordo temas do passado, ou a página do Facebook do mesmo aqui neste link.

Hugo Silva















































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