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quarta-feira, 20 de junho de 2012

A Palavra dos Outros: Captain America - Death of the Red Skull por Hugo Silva


Existem arcos de estória clássicos, e este é um deles. A morte do Caveira Vermelha!
A Marvel decidiu-se a reeditar este momento da cronologia do Captain America, e o Hugo Silva  decidiu-se a escrever sobre ele.
Fiquem com o Hugo Silva !


Death of the Red Skull

Existem sempre histórias que lemos nas nossas infâncias e que nos marcam, ficando para sempre na nossa memória, e para mim o arco do escritor J.M. DeMatteis no Capitão América, que a editora Abril publicou até ao número 99, onde vemos um Caveira Vermelha envelhecido à beira da morte é um desses casos.

Finalmente a Marvel editou estas histórias num TPB, Death of the Red Skull, possibilitando assim a releitura deste arco, ou dando a conhecer a uma nova geração um conjunto de histórias que mostra na perfeição esta rivalidade entre duas grandes personagens da companhia. Um dos maiores problemas deste livro é que o desenhista Mike Zeck, parceiro inicial de DeMatteis nas histórias do Capitão, não foi o artista neste arco de histórias e sim o menos talentoso Paul Neary. Não me entendam mal, ele é competente e aquilo não fere os olhos de ninguém, mas um arco daqueles merecia um artista à altura e ele não está no mesmo nível da qualidade do argumento.

Um bom elenco de personagens secundárias, um plot que vai crescendo de intensidade com o passar do tempo e um flashback fabuloso do passado de um vilão, que personifica a maldade pura, são os ingredientes principais deste arco de histórias. O livro começa mostrando o Capitão finalmente em paz com a sua namorada Bernie enquanto que o seu parceiro Nômade tinha estranhos pesadelos com um Steve Rogers extremamente envelhecido. Os dois visitam um amigo de Steve, que também andava tendo pesadelos inexplicáveis, e que dava assim o mote para a montanha russa psicológica que se aproximava.

Os primeiros rostos do mal não tardaram a aparecer, e estes eram a Madre Superiora e o Barão Zemo, que na primeira aparição raptavam outro amigo de Steve, um pacifista. Depois de uma lavagem cerebral vira um vilão de uniforme e enfrenta os dois heróis até entrar num coma profundo. O vilão principal aparecia apenas em silhuetas numa mansão tenebrosa enquanto berrava com os outros dois vilões, e nem quando os dois heróis invadem a mansão ele dá a cara! Ainda temos mais uns momentos de terror psicológico para assistir ao rapto da namorada do Capitão e do seu amigo Falcão, da tortura de ver o nosso herói a espancar um amigo que se encontrava vestido como o Barão Zemo e uma revelação surpreendente: o Capitão estava a envelhecer rapidamente devido ao seu parceiro o estar a envenenar sem se aperceber disso, depois de ter sido alvo de sugestão hipnótica.

O talento de DeMatteis neste tipo de histórias vem todo ao de cima, nós ficamos completamente embrenhados nas situações que acontecem, e sentimos a carga psicológica transmitida naquelas palavras. A parada sobe quando o escritor usa uma personagem sobre a qual já tinha deixado ligeiras dicas sobre a orientação sexual da mesma, e mostra-a de um modo ridículo como cantor de cabaret numa vestimenta à Liza Minelli e num discurso com tendências Nazistas desfalece, perante o olhar do nosso herói envelhecido que nada pode fazer para impedir isso. Entra então em cena o Barão Zemo que acha que ligando o Capitão a uma máquina, e o levando a reviver o dia em que Bucky morreu, o irá levar à loucura ou à morte, mas obviamente o nosso herói prevalece o que leva a que um Caveira Vermelha entre em cena, tire a sua máscara e mostre um rosto super envelhecido e doentio.

Nisso Ryan teve bem, mostrou na perfeição um velho que todos conseguimos odiar, e depois de uma história fantástica onde sabemos mais sobre a origem deste vilão, vemos os dois num bunker onde se irão defrontar fisicamente até que um deles morra. Entre uma coisa e outra vamos vendo todos os amigos do Capitão tentando fugir da mansão, com o Falcão como líder, e a lutas internas entre a Madre Superiora e o Barão Zemo onde ambos tentam mostrar que são os verdadeiros herdeiros da maldade do Caveira.

Durante a luta, e com um Caveira já vencido, vemos o nosso herói a ameaçar dar o golpe final mas desistindo, deixando o seu eterno vilão morrer com a raiva de não ter sido morto numa luta e sim de problemas naturais de saúde. O final onde recuperam o Capitão do seu problema de envelhecimento é a parte menos boa de todo este arco, mas é algo que não estraga a qualidade demonstrada nas histórias anteriores. A cena do Caveira querendo matar a sua filha recém-nascida, ou dele a ser treinado por Hitler, ficaram-me para sempre marcados na mente e ainda bem que a Marvel deu-me a oportunidade de poder reler isto em toda a sua glória.



Texto: Hugo Silva 

Espero que tenham gostado deste Death of the Red Skull, o Hugo gosta de nostalgia e traz-nos sempre momentos marcantes da história dos comics norte-americanos, relembrando-nos de estórias importantes já passadas há bastantes anos!

Boas leituras
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