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terça-feira, 1 de julho de 2014

Figment #1


A Marvel e a Disney uniram-se em torno de Figment, o pequeno Dragão púrpura avatar da imaginação!
Para tal serviram-se do talento de um português, Filipe Andrade, no desenho, e de Jim Zub no argumento.

Em relação a Filipe Andrade, posso dizer que o que ele andava a mostrar ultimamente na Marvel não era exactamente do meu agrado, super-heróis super estilizados não é propriamente algo de que eu gosto (pelo menos daquela maneira). Estou a falar de Ms Marvel.

Só que o Filipe Andrade surpreendeu-me (muito) com este Figment #1! ADOREI!
:D
A expressividade, a construção das páginas… gostei de tudo de Filipe Andrade neste comic.
Quanto a Zub, este para já ainda não me deu garantias de que vai fazer um trabalho de que eu goste mesmo, tipo “upa upa”. Mas é cedo para isso.
Zub neste primeiro número  posiciona as personagens e faz um excelente inicio de história.
Está a dar-lhes objectivos e a iniciar o trabalho de perfil psicológico, sobretudo de Blair, e a sua escrita já vai espalhando alguns pormenores bastante bons!

Este Figment #1 foi um sucesso imediato, a primeira edição esgotou num instante, a segunda edição penso que também está esgotada já.
Porquê?
Porque é “fresco e leve”! Porque dá prazer ler, tanto nos balões como graficamente. Porque Filipe Andrade conseguiu captar a essência daquilo que as personagens deveriam ser, e apresentou-as ao público de uma maneira muito agradável!

Figment #1 passa-se num ambiente “Steam Punk” (que eu adoro), em que Blair se sente pressionado pelo seu chefe para inventar uma máquina que fornecesse energia. Mas Blair está a trabalhar num outro tipo de energia que não a convencional: a energia dos nossos pensamentos… e aqui surge Figment, o pequeno dragão da Disney que é um avatar da imaginação! A sua primeira aparição foi em 1983, e a Disney/Marvel em boa hora decidiram levá-lo para as mãos de Filipe Andrade.

Garantidamente parece ser uma história a meu gosto! E para saberem mais… comprem esta revista e quase de certeza que vão ficar apaixonados. Pelo que me apercebi aqui em Portugal ainda não está esgotado, é só procurar nas nossas lojas especializadas! Penso que uma mini-série de 5 números.


Boas leituras
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domingo, 19 de maio de 2013

Anicomics Lisboa 2013: Exposições, Videos e Mini-Entrevista a Mário Freitas

Carlos Rocha, Aida Teixeira e Mário Freitas


Pronto... este é o último post sobre este evento. Faltava falar e mostrar as fotos sobre as exposições!
Vou apresentar também os videos sobre as antevisões dos livros Vamos Aprender com Carlos Rocha e Aida Teixeira, e Zakarella comigo (Nuno Amado) e Jo Bonito.
Infelizmente a câmara de video estava mesmo no fundo do auditório e o burburinho da plateia ficou junto ao microfone da câmara, o que faz com que pareça que estava muito barulho, o que nem foi o caso. Mas penso que dá perfeitamente para ouvir o que se disse durante este pequeno debate!
;)

Arte Final de Daniel Henriques

As exposições estavam com bastante qualidade, tivemos trabalhos de Nuno Plati, André Lima Araújo, Filipe Andrade, Jo Bonito, Jorge Coelho, Daniel Henriques e Osvaldo Medina.

Infelizmente, e como é hábito, este tipo de exposições não são amigas do fotógrafo e muitas fotos ficaram estragadas devido a reflexos parasitas da iluminação e flash quando usado...
De salientar, e como me diz directamente respeito, a exibição de algumas páginas da Zakarella (ainda incompletas) e com boas críticas do público que viu a exposição! Obrigado ao Mário Freitas por ter apostado neste Projecto Zakarella com a exposição e a antevisão no auditório. E mais uma vez o Sr. Nuno Amado (eu) "mete os pés" ao enganar-se a dizer um nome... desta vez coube ao artista original da Zakarella, o Carlos Alberto a sorte de ter o seu nome adulterado por mim... (Xiça...)!

Fiz também um video com TODAS AS FOTOS que tirei, "enjoy it"!


Fiz também uma "flash interview" (lol) ao Mário Freitas no rescaldo do festival. Quatro perguntas para tomar o pulso a este festival, visto pelo próprio organizador:

Entrevista a Mário Freitas

Como consideras o Anicomics deste ano, um sucesso?

Claramente. Chegámos às 1600 pessoas, no conjunto dos dois dias, e conseguimos gerir da melhor maneira os ingressos, de forma a evitar enchentes absurdas, excepção feita ao auditório, claro. Para além disso, nunca vi tanto comentário feliz, tanta fotografia e tanto vídeo de um vídeo, como depois desta edição de 2013 do AniComics. Acho que é realmente um evento diferente que toca bem fundo no coração das pessoas.

Arte Final de Daniel Henriques

Quais consideras que foram as maiores diferenças em relação ao ano passado?

Uma divulgação ainda melhor e um programa ainda mais diversificado que no ano anterior. E uma organização que se pretende cada vez mais eficiente e profissional.

Filipe Andrade

Quais os "menos" e os "mais" deste ano?

Entre os mais, claramente a adesão e animação do público, algo muito especial e muito próprio do AniComics. Da nossa parte, conseguimos cumprir os horários da programação à risca, excepção feita ao Quiz, no sábado de manhã. Entre os menos, tenho de destacar o calor excessivo que se fazia sentir no auditório e no backstage e outra coisa que lamento profundamente: um certo desinteresse dos leitores de BD mais ocidental, seja portuguesa seja comics; há autores convidados, há exposições e debates, há livros. Se calhar sentem-se intimidados pela alegria esfusiante dos cosplayers, mas não contem comigo para fazer encontros de 20 fãs, por oposição a verdadeiros festivais.

Filipe Andrade

Uma palavra para os visitantes deste Anicomics 2013.

Um grande obrigado pela vossa presença e por todas as palavras de elogio e incentivo que temos recebido. E até pelas críticas, sempre fundamentais para corrigirmos situações que, por uma razão ou outra, acabam por funcionar menos bem. E não percam o AniComics 2014: já há ideias a borbulhar na minha cabeça e na daqueles que me ajudam a fazer o festival. Será ainda maior e certamente ainda melhor.







Jorge Coelho
Jorge Coelho

























Nuno Plati


André Lima Araújo
André Lima Araújo

























André Lima Araújo

Osvaldo Medina - Gisela Martins - Sara Ferreira



Zakarella - Jo Bonito



Zakarella - Jo Bonito
Zakarella - Jo Bonito

























Zakarella - Jo Bonito


Pronto, para o ano há mais e agora... até Beja!
:)

Boas leituras
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terça-feira, 3 de novembro de 2009

BRK


Desde o tempo em que saía no BD Jornal que eu tinha uma certa curiosidade em relação a esta obra de Filipe Pina e Filipe Andrade. Visto que eu não era fã do formato do BD Jornal nunca o comprei, logo desta Banda Desenhada apenas conhecia algumas páginas que iam sendo colocadas pelos autores no Fórum do Portal Central Comics. Gostei do “aspecto geral” da arte, visto que não sabia nada da estória, apenas a sinopse.
Filipe Pina (texto) e Filipe Andrade (desenho) são dois jovens autores (30 e 23 anos, respectivamente) que se juntaram em 2006 para este projecto. E é um bom projecto! Faz falta na nossa BD nacional este tipo de livro pois é chamativo para os jovens, ou não seja o protagonista e a maior parte das personagens bastante jovens. Gostei de ver no Amadora BD muitos jovens com o BRK debaixo do braço. E em relação a uma mini polémica que ouvi entre gente mais adulta acerca do protagonista fumar… bem, foi assim que foi idealizado e é assim que fica bem! Como costumo dizer, ninguém começa a fumar por causa da Banda Desenhada e ninguém deixa de fumar por causa dela. Há personagens que para mim perderam o completamente o carisma quando lhe retiraram o cigarro, com a desculpa de que seria um mau exemplo para a juventude, ex.: Lucky Luke. Espero que o David continue a ser como é! Se deixar de fumar, que seja naturalmente…
Li o livro com bastante agrado, a estória corre fluida e com bom ritmo. O protagonista, David, está muito bem tratado psicologicamente e a Bia está “quase lá”. Acredito que no próximo volume também ela será mais bem caracterizada. Gostei muito de Ana, a super inteligente irmã de David, e espero que tenha uma boa utilização posterior! A arte está boa, recebendo influências várias e mescladas da melhor maneira, podendo conquistar assim leitores dos vários quadrantes da BD (Franco-Belga, Manga e Comics norte-americanos).
David é um jovem adolescente na” idade do armário”, mas com ideias bem sólidas sobre o mundo que o rodeia. A globalização para ele não é uma palavra oca! Devido a isso, é contactado pela ruiva Bia para fazer parte de uma organização não violenta que quer fazer uma revolução mental na sociedade vigente. É apresentado na sede da organização “Estalo” (BRK) e consegue ser aceite como membro, a partir daqui a acção torna-se mais rápida e com umas reviravoltas bem conseguidas! Claro que não vou pôr-me a contar a estória do livro, este terá de ser lido e recomendo-o aos jovens.
Espero que o segundo volume saia rápido, pois não convém deixar este tipo de estória pendurada, os jovens têm pouca paciência…
Dos livros novos de autores portugueses que estão a ser promovidos no Amadora BD, este foi o que eu gostei mais, embora haja outro (que eu ainda não li nem possuo) do Rui Lacas que me parece muito bom: Asteroid Fighters.
Boas leituras!

Softcover
Criado por: Filipe Pina e Filipe Andrade
Editado em 2009 pela ASA
Nota : 8,5 em 10
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