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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Série TV: The Flash (2014)



A personagem Flash já teve direito a uma série de TV nos anos 90 (de alguma qualidade), e em 2014 a DC decidiu apostar de novo na personagem para abrilhantar um programa num canal televisivo, desta feita na CW. Ao contrário da sombria e dramática Gotham, Flash destaca-se por ter outro aspecto tanto no visual (muito mais colorido e brilhante) como nas histórias (mais leves e menos dramáticas).

A personagem Flash já tinha sido abordada na outra série baseada em personagens da DC, a Arrow, como um CSI vindo de Central City chamado Barry Allen, lançando assim a semente que iria dar a origem à série se bem que noutro canal. Foi a CW que agarrou neste conceito desenvolvido por Greg Berlanti, Andrew Kreisberg e Geoff Johns (que escreveu durante muito tempo a personagem nos comics), a este grupo junta-se David Nutter como produtor e realizador do episódio piloto que bateu os recordes de audiência da estação.

Por estar no canal que está, a série é muito mais leve do que as outras duas que estão em exibição e baseadas em personagens da DC, a personagem também é mais dada a esse lado colorido e animado do que algo soturno e dramático. Eu neste momento posso dizer que é uma digna sucessora de Smallville, tem apresentado algumas semelhanças com ela e isso não é mau de todo, podendo melhorar um ou noutro aspecto.

As personagens com poderes que têm aparecido são todas originadas, ou com algo que envolve, pelo mesmo raio que criou o nosso herói, ou seja o mesmo conceito dos Meteoros em Smallville. É tudo malta nova, há ali abordagens a romances, há algumas piadas e apesar de um elenco um pouco "grande", não caíram no erro de alguém passar despercebido ou de ter demasiado tempo de antena (a não ser o principal claro). Ou seja tudo coisas que já vi em Smallville, mas feito de uma forma agradável e por isso não podemos levar isso a mal, esta é uma série para a família toda, e não apenas só para um ou outro elemento.

O elenco não tem grandes nomes, tem alguns actores experientes e um veterano que é ao mesmo tempo um piscar de olhos e homenagem à antiga série do Flash, John Wesley Shipp (que foi o Flash nesse show) que faz de pai de Barry Allen que se encontra preso pela morte da sua mãe (de forma injusta já que vemos que é alguém num relâmpago que comete o crime).

Barry é então criado pelo Detective Joe West (Jesse L. Martin) que é um polícia com grande sentido do dever e de honra que cria de forma exemplar Barry e também a sua filha Irís West (Candice Patton) que é uma aspirante a jornalista que sabe o que quer, apesar de não perceber que Allen é totalmente apaixonado por ela e namorar o parceiro do pai, Eddie Thwane (Rick Cosnett), um jovem polícia dinâmico.

Depois vem então a "equipa Flash" constituída pela super inteligente Dra. Caitlin Snow (Danielle Panabaker) que viu o seu namorado Ronnie Raymond desaparecer aquando do incidente que originou o raio que deu os poderes a Flash e outros, o jovem Cisco Ramon (Carlos Valdes) que é um expert em construir aparelhos úteis no combate ao crime (ou para cometer crimes) e o líder de todos, o cientista Dr. Harrison Wells (Tom Cavanagh) que apesar de servir de mentor e aparentar ter boas intenções, esconde algo porque sabe bastante sobre o presente e futuro do flash. Todos eles trabalham nos bem conhecidos Star labs.

Ao contrário de Gotham, que nos tenta dar um enorme número de nomes que conhecemos da BD e de uma forma intensa, aqui a coisa é mais suave e só quem conhece o mundo dos comics percebe que o nome da Snow é o mesmo da vilâ Killer Frost, que o Raymon pode vir a ser o Nuclear, o Cisco é o Vibe ou o Eddie Thwane pode vir a ser o Zoom. Já para não falar dos West que são homenagem a Wally West, que foi o Flash durante anos.

Em todos os episódios vemos ele a usar os poderes, a combater o crime da melhor forma possível e nestes últimos começamos a ver a aparição dos Rogues de uma forma mais coesa e a ver com o que conhecemos do mundo da banda desenhada. Os primeiros vilões (como logo no 1º episódio) também eram rogues, mas apareciam como alguém que ganhou os poderes de repente e sem saber bem o que fazer, e pior eram logo mortos e assim descartando a possibilidade de virem a aparecer de novo. Isso muda com a entrada em cena do Capitão Frio aka Leonard Smart (Wentworth Miller de Prison Break) que mostra ser uma ameaça séria para o herói e um ponto de viragem na série. Volta e meia aparece alguém de Arrow para lembarmo-nos que existe outra série de heróis, e dar caminho a futuras colaborações entre as duas.

Aconselho todos a verem isto, é uma série divertida, leve e feita para quem gosta de super heróis e que pode ver sozinho ou com os seus filhos. É um conceito diferente das outras que estão a ser transmitidas de momento e por isso também se destaca, tendo sido já encomendados mais episódios pelo canal CW, provando que a mesma está a ser um sucesso de audiências.






Se quiserem nostalgia já sabem, podem visitar o meu blog em http://aindasoudotempo.blogspot.pt/
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sábado, 20 de julho de 2013

Capas WTF: The Flash #177


O Flash ainda não tinha vindo a esta rubrica, mas havia de chegar o dia!

Esta maravilhosa capa ilustra a revista #177 deste speedster, e o autor foi Ross Andru em 1968!

Um Flash cabeçudo... uma excelente ideia para um comic, não é Gardner Fox?
Silver Age no seu melhor!
:D

A história chama-se "The Swell-Headed Super Hero!" e tem por base um esquema do Trickster, em que expõe o Flash a radiação durante uma sessão fotográfica.
Presumo que o vilão queria que a cabeça do rapaz crescesse até explodir!
:D

Algumas imagens desta história:


















































































Como é óbvio, a última imagem é uma paródia...
:D

Boas leituras
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segunda-feira, 19 de julho de 2010

JLA Vol.3 Deluxe Edition


Eis aqui o que eu chamo um desapontamento “deluxe”.
Se nos dois primeiros volumes a DC mostrou como se faz excelentes edições, aqui deu uma lição de como não se faz uma compilação.
Eu iniciei esta série porque não tinha praticamente nada da JLA, e com a premissa de que os números das revistas sairiam todos de seguida com início na fase Grant Morrison. Também não me importava nada que inserissem alguns arcos que saíram noutras revistas e que trouxessem mais-valia ao livro. Mas a DC optou por deixar cair alguns números apenas porque não eram da autoria da dupla principal, assim como meteu uma estória do evento 1,000,000 da qual eu não percebi nada (JLA – 1,000,000) porque desconheço tudo desta série de estórias. Assim, os dois primeiros números compilam do nº 1 até ao nº 17 e este começa no nº 22 acabando no nº 31 deixando cair o nº 27 e em sua vez colocando a tal parte do DC One Million que está completamente fora de contexto, o único ponto comum com o resto do livro é ter sido escrita por Grant Morrison. Fiquei sem saber o que aconteceu também do nº 18 ao nº 21… Perante isto fico sem saber se estas edições “Deluxe” são apenas respeitantes à fase Grant Morrison, sendo que nesse caso acabariam no próximo volume nº4! Se não é assim sinceramente não percebo a razão de não editar os números que não foram escritos pelo Grant Morrison…
Falando agora das estórias, Grant Morrison vai recuperar um antigo inimigo da JLA, Starro the Conqueror, para o primeiro arco: Star the Conqueror. O quartel-general da Liga da Justiça é invadido por uma poderosa personagem que é nem mais nem menos que Daniel, o novo Sandman! É o início de uma aliança para acabar com a invasão desses extraterrestres em forma de estrela. A batalha joga-se em várias frentes, desde o mundo dos sonhos ao ataque directo. Bom, Batman, como é seu hábito trabalha na sombra…
Não vou falar do episódio “1,000,000” por não ter percebido nada daquilo, e por achar que nem devia estar presente neste livro…
O 2º arco é o “The Ultramarines”, em que um completamente louco General Eilings constrói um grupo super-poderoso para acabar com a Liga da Justiça, acabando ele próprio por conseguir passar a sua mente para o corpo de um monstro indestrutível: Shaggy!
A última parte foi a que eu menos gostei porque cheirou a “crises” da DC, e eu estou um bocadinho farto delas… O arco chama-se “Crisis Time Five” e provoca a aliança da JLA com a Justice Society of America para conter uma ameaça inter-dimensional.
A minha opinião sobre a estrutura desta JLA… acho-a com membros a mais o que provoca uma certa dispersão do leitor.
A nota final vai castigar um pouco a compilação e não as estórias em si, embora tivesse gostado mais das anteriores. Vamos ver como corre o 4º volume…

Hardcover
Criado por: Grant Morrison, Howard Porter e John Dell
Editado em 2010 pela DC Comics
Nota : 7 em 10
___________________________________________________________

Here's what I call a "deluxe" disappointment.
If the first two volumes, DC showed how to make excellent editions, now, in this book gave a lesson how to make a bad compilation.
I started this series because it had virtually nothing of the Justice League of America (JLA), and with the assumption that the books would come out with all the comics, starting on Grant Morrison run. Also I didn´t mind that DC insert some little stories from other comics and bring added value to the book. But DC has chosen to drop some numbers just because they were not produced by Grant Morrison and Howard Porter and instead they put a part of the event “1,000,000” of which I didn´t know anything about it (JLA - 1,000,000)! Thus, the first two books compile the nº 1 to the nº 17, and this one starts at nº 22 finishing at nº 31, dropping the nº 27 and in turn putting that part of DC One Million that is completely out of context, the only thing in common with the rest of the book is being written by Grant Morrison. I didn´t know what happened also to comics nº 18 to nº 21 ... When I look at this I wonder if these issues "Deluxe" are just relating to Grant Morrison run, and in that case would end in the next volume 4! If it isn´t like that, honestly I do not understand why they don´t edit the numbers that were not written by Grant Morrison...
Now, talking about the story, Grant Morrison will restore an old enemy of the JLA, Starro the Conqueror, for the first run: the Star Conqueror. The headquarters of the Justice League is invaded by a powerful character that is neither more nor less than Daniel, the new Sandman! It is the beginning of an alliance to stop the invasion of these aliens in star shape. The battle is played on several fronts, from the dream world to direct attack. Ok… Batman works in the shadows as usual…
I will not mention the episode "1,000,000" because I don´t fully understand it, and by other way I think that part shouldn´t be present in this book ...
The 2nd arc is "The Ultramarines," where a completely crazy General Eilings constructs a group super-powerful being to destroy the Justice League, finishing himself for getting through his mind to the body of a indestructible monster: Shaggy!
The last part was the story that I liked less in this book, just because it smelled to me a like a "crisis" of DC, and I'm a little tired of them ... The story is called "Time Crisis Five" and an alliance between the JLA and Justice Society of America try to contain a threat from another dimension.
My opinion of this JLA structure... I think it is a strong number in members all over different scenarios which may cause a certain dispersion of the reader focus.
Final grade will punish the book and is structure, not the stories per se, although I have enjoyed more the first two books. Let's see how it goes on the 4th volume...

Hardcover
Created by: Grant Morrison, Howard Porter and John Dell
Published in 2010 by DC Comics
Note: 7 in 10
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domingo, 25 de abril de 2010

Final Crisis


Muito confuso… mesmo!
É um livro para “profissionais” de crises da DC… acho que Grant Morrison se passou de vez neste “Final Crisis”! Fiz um esforço enorme para seguir todas as crises desde Crisis on Infinite Earths até este Final Crisis, com todos os volumes preparatórios e algumas pós-crises, e este último (que eu espero que seja o último “Crisis” da DC) achei que foi o mais intrincado e difícil de ler! Penso que não deveria ser assim, visto que li todos os livros anteriores a este culminar de mega-evento, e mesmo assim foi difícil. Teve alguns arcos de estória bastante bons pelo meio, mas houve uma altura que eu já andava a folhear o livro para a frente para ver se compreendia o que se passava para trás… isso é mau sinal!
A arte apresentada foi muito irregular ao longo de todo o livro e nunca nada de excepcional, safam-se as capas que são bastante boas , na minha opinião, claro.
A estória até começa bastante bem, com Metron a oferecer uma primeira grande arma a um homem pré-histórico, o fogo, dizendo-lhe: "Here is knowledge.". Seguidamente, e já no nosso tempo, o detective Turpin dá de caras com o assassinato de um Deus, Orion, e um pouco mais à frente é assassinado um dos pilares do universo DC, o Martian Manhunter, pelas mãos do novo líder vilão: Libra! Um começo fulgurante e cheio de energia, que passado pouco tempo se começa a complicar com vários plots um pouco confusos, só os verdadeiros fanáticos DC se poderão sentir à vontade no resto do livro. Temos batalhas contra a Anti-Life Equation, espalhadas pelos homens de Libra, ao serviço de Darkseid, equação essa que põe qualquer humano ao serviço do Deus de Apokolips, salvo raras excepções… Vários Superman de diferentes Universos são reunidos por um Monitor Vampiro feminino, Zillo Valla, para combater Mandrakk. Um pouco por todo o lado os heróis da Terra que não foram convertidos pela Equação Anti-vida lutam pela suas vidas, e pelas dos poucos humanos que ainda não foram convertidos… Heróis sucumbem, vilões tornam-se heróis!
Bem, irei colocar aqui uma lista mais ou menos válida para todas as “crises” da DC. Os livros que tiverem post neste blog terão direito a link, penso que apenas Identity Crisis não teve post, por razões de atraso na compra do livro, pois é um dos melhores livros que já li editados pela DC. Então aqui vai:
- Crisis on Infinite Earths
- Zero Hour: Crisis in Time
- Identity Crisis
- Countdown to Infinite Crisis: Day of Vengeance
- Countdown to Infinite Crisis: OMAC Project
- Countdown to Infinite Crisis: Superman: Sacrifice
- Countdown to Infinite Crisis: Rann - Thannagar War
- Countdown to Infinite Crisis: Villains United
- Countdown to Infinite Crisis: JLA: Crisis of Conscience
- Infinite Crisis
- 52
- Countdown to Final Crisis
- Final Crisis
De notar que hoje li de rajada, após a releitura de Final Crisis, os três principais “tie-ins” a este crossover, e garanto que são muito melhores que a estória que lhes deu a hipótese de existirem, aliás eu acho-os mesmo bons livros! São eles:
- Final Crisis: Revelations
- Final Crisis: Rogues Revenge
- Final Crisis: Legion of 3 Worlds
Irei fazer uma apreciação destes futuramente, porque o merecem!
Já agora, um dos heróis principais desta “crise” é o Batman, e para quem não sabe o que lhe aconteceu (se morreu ou não), só tem de ler o final deste livro.
Não aconselho este livro a quem não esteja por dentro deste tipo de eventos do DC Universe.
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Grant Morrison, J. G. Jones, Carlos Pacheco, Doug Mahnke, etc...
Editado em Junho de 2009 pela DC Comics
Nota : 6,5 em 10
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domingo, 13 de dezembro de 2009

Justice Society of America: Black Adam and Isis


Este livro fecha a passagem do escritor Geoff Johns na série Justice Society of America. A estória que dá o título a esta compilação, Black Adam and Isis, é da sua autoria com arte de Bob Wiacek e Jerry Ordway (este também colaborou na escrita desta estória). E é Ordway quem aguenta esta fase de transição para Bill Willingham, que se espera que seja o mais rápido possível. Bill Willingham é o autor de uma série norte-americanas de referência para mim: Fables!
Penso que graficamente a série está mais inconsistente neste livro , os responsáveis gráficos já não são os mesmos dos livros anteriores! Conta com um evento principal, “Black Adam and Isis”, seguindo para um excelente e pequeno episódio em que podemos participar no aniversário de Stargirl e depois para um arco já da total responsabilidade de Ordway. Finaliza-se este livro com um pequeno capítulo dedicado à preparação do evento Blackest Night (Green Lantern).
A JSA debate no seu núcleo duro a inclusão e exclusão de alguns membros, devido ao embate anterior entre as duas facções criada pela presença do “Deus” Gog. Uma discussão acesa que acaba com a saída do Hawkman. A resolução final fica mesmo para o fim… primeiro existe um problema que envolve Black Adam, Billy Batson (Capitão Marvel, aqui ocupando o lugar do feiticeiro Shazam), Mary Marvel e Isis... ou seja, toda a família Marvel!
Black Adam é para mim um dos vilões (ou não) mais bem conseguidos da indústria dos comics norte-americanos. Tem uma personalidade muito complexa, por vezes ajuda lutando ao lado dos “bons” mas em contrapartida pode cometer os crimes mais hediondos devido à sua particular noção de justiça… Assim como consegue odiar, também sabe amar e este livro fecha mais um capítulo do romance com Isis. Esta ligação amorosa tinha começado em “52”, depois num livro que eu não consegui obter (Black Adam: The Dark Age), e tem neste livro um desenvolvimento inesperado após a ressurreição de Isis, esta não é mais aquela doce deusa que “amansou” Black Adam…
O segundo arco do livro começa com: “- Black Adam ruined my birthday!”
Stargirl está danada depois do embate anterior, mas a festa é catita e a loucura Starman conseguiu-me arrancar uns sorrisos. Uma estória curta, mas bem feita!
A estória seguinte, uma “Ghost Story” em que a JSA têm um embate com um vilão da 2ª Guerra Mundial (e de 2ª categoria também…), é um perfeito “filler” e não passa disso mesmo… dá para passar o tempo!
Para finalizar temos mais um pouco de publicidade a “Blackest Night”, com Scar a controlar a JSA à distância…
O primeiro arco acaba de uma maneira que me dá vontade de continuar uma série que eu ia descontinuar, bolas!
Boas leituras.

Hardcover
Criado por: Geoff Johns, Dale Eaglesham, Bob Wiacek e Jerry Ordway
Editado em 2009 por DC Comics
Nota : 7,5 em 10
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

JLA Vol.2 Deluxe Edition


Depois da compilação dos dois primeiros números escritos por Grant Morrison (arte a cargo de Howard Porter e John Dell), New World Order e American Dreams em JLA Vol.1 Deluxe Edition, surgem agora mais dois números compilados: Rock of Ages e Strenght in Numbers.
Para além disso ainda temos o crossover JLA/WildC.A.T.S. e a introdução de Prometheus.
A tripla de autores continua a funcionar muito bem, com Morrison a impor as suas “loucuras” nesta passagem, e recuperação, do apelidado “maior grupo de super-heróis da Terra”. Porter acompanha-o lindamente e tem alguns excelentes momentos.
Na primeira estória, Rock of Ages, Grant Morrison faz uma autêntica “sopa” com ingredientes tão díspares como um “Injustice Gang” liderado por Lex Luthor, uma procura pela pela "Pedra Filosofal" a pedido de um ser cósmico (Metron) e discrepâncias temporais, tão ao gosto da editora DC. Esta estória é bem complexa, típica de Morrison, e inicia-se com um combate entre os membros da JLA e os seus contrários (hologramas de luz sólida). Não foi mais que uma pequena manobra de Luthor, que inicia aqui o seu plano de destruição da Liga. Depois disto os elementos da Liga separam-se com missões bem distintas. Todos os personagens são muito bem tratados na sua vertente psicológica, o enredo está excelente embora aquele salto no futuro seja um pouco confuso, mas para mim é onde estão as melhores vinhetas da estória. Pormenores negativos… As estórias da JLA neste ciclo são contidas mas recebem influência de linhas editoriais das séries individuais de cada herói. Assim, continuo a não perceber como é que o Superman ficou com aquele fato e obteve os seus novos poderes (embora já tivesse investigado isso), é-nos dito que a Wonder Woman está morta e Aztek cai do céu!
Apesar destes pormenores achei este “Rock of Ages” a melhor aventura da JLA que eu li até hoje.
Em seguida temos a apresentação e origem de Prometheus que vai ser o vilão de serviço no próximo arco: Strenght in Numbers.
Strenght in Numbers é uma boa estória, apesar de novamente o pormenor negativo que eu apontei no arco anterior também seja verdadeiro neste, ou seja, a Wonder Woman está a ser ser substituída na Liga pela sua mãe Hippolyta, e Diana ( a verdadeira e única Wonder Woman) subiu na carreira e agora é a Deusa da Verdade… nem sabemos como isto acontece, nem como ressuscitou, nem como a mãe vai parar à Liga! Bom… passando à frente, Prometheus consegue infiltrar-se no Quartel-General da Liga aproveitando um evento publicitário com muita imprensa, e tomando o lugar do pretendente a herói, Retro. Depois de entrar, Prometheus faz miséria da JLA… anula-os um a um sem apelo nem agravo! Vale à Liga a intervenção da Catwoman que se infiltrou também (como jornalista) … embora o objectivo primeiro desta fosse a sala de troféus da JLA
Esta é também uma boa estória, mas bem mais simples que a anterior!
Para o final da compilação, a DC colocou um “bombomzinho” no final: JLA/WildC.A.T.S. Este crossover tem uma boa estória de entretenimento e é óptimo para “acompanhar com pipocas”, enfim… passar o tempo (não confundir com “perder tempo”).
Esta série Deluxe Edition não está a desiludir, antes pelo contrário, pois as estórias extra contidas nestas compilações também valem a pena! Penso que o terceiro livro desta série será o final da passagem de Grant Morrison pela JLA, e foi uma excelente passagem pois recuperou um grupo de heróis (que andava ao abandono) para os top de vendas norte-americanos (e com muito boas estórias).
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Grant Morrisson, Howard Porter e John Dell
Editado em 2009 pela DC Comics
Nota : 9 em 10
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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Infinite Crisis


E pronto! Mais uma das fases da DC finalizada, com uma Crise, claro :)
Desta vez o escritor de serviço é o peso pesado Geoff Johns ( Green Lantern) e como artistas temos os não menos pesados Phil Jimenez, George Pérez (Crisis on Infinite Earths ) e Ivan Reis. Gostei bastante deste epílogo, que faz a ponte para outras sagas de sucesso, como por exemplo todo o arco do Green Lantern (Green Lantern: The Sinestro Corps War Vol. 1 e Green Lantern: The Sinestro Corps War Vol. 2), que vai culminar com o muito esperado Blackest Night.
Infinite Crisis leva ao extremo a desagregação da JLA, e sobretudo da perda de noção do que é ser um herói. Tanto Batman como Superman e Wonder Woman falham nos seus deveres como líderes e exemplos para a população e para os outros heróis, aliás, são estes (o novo Blue Beetle, Booster Gold, Night Wing, Wonder Girl, Kid Flash, etc), que fazem a grande barreira contra os planos de um novo Lex Luther.
Superboy Prime, Alexander Luthor Jr. da Terra 3, Superman da Terra 2 (Kal-L) e Lois Lane dessa mesma Terra 2, conseguíram sobreviver após o mega evento Crisis on Infinite Earths numa fenda espacial a que eles chamaram o paraíso. Daqui observaram tudo o que de mau se passava na Terra 1, pela qual eles se tinham sacrificado... e Kal-L decide intervir, possuído pelo desgosto de ver uma Lois Lane às portas da morte. Decide que os heróis que tinham sobrevivido à última crise não eram merecedores da única Terra existente neste momento.
É muito complicado falar deste livro sem começar a disparar spoilers, pois como a preparação para esta Crise foi longa e bem trabalhada, tudo se desvenda neste livro. Os verdadeiros vilões são desmascarados, alguns que pensavam que eram heróis são apenas loucos instáveis e outros foram bem enganados, por estarem emocionalmente desequilibrados. O leitor tem grandes e emocionantes batalhas, mortes trágicas e importantes, e no fim a ponte para a muito aclamada série de Geoff Johns: 52. São as 52 semanas em que os três pilares do universo DC, Batman, Superman e Wonder Woman, abandonam a Terra para voltar às suas raízes.
A estória está muito bem construída, e a arte muito, muito boa! Com Pérez no assunto, outra coisa não podia ser!
Boas leituras.

Hardcover
Criado por: Geoff Johns, Phil Jimenez, Jerry Ordway, George Pérez, Ivan Reis , Andy Lanning, Jeremy Cox e Guy Major
Editado em dezembro de 2006 pela DC Comics
Comprado na Abookarama
Nota : 9 em 10
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

JLA Vol.1 Deluxe Edition


Saiu este volume há uns tempos atrás e eu não resisti ,visto que um dos autores era Grant Morrisson, e eu não tinha nada da Justice League of America desse autor, um dos meus preferidos. Assim, esta edição maior (do tamanho das maiores da Marvel), compila os dois primeiros TPB da época Grant Morrisson, Howard Porter e John Dell: New World Order e American Dreams. Esta equipa criativa vai durar até ao sexto TPB (comic nº43), sendo a partir daqui substituídos por Mark Waid na escrita e na arte passa a não haver autor fixo.
Os títulos desta série andavam com vendas muito baixas quando a série foi entregue a Morrisson. Este usou uma nova abordagem ao grupo, limitando este aos seus mais emblemáticos heróis: Superman, Batman, Wonder Woman, Martian Manhunter, Green Lantern (Kyle Rainier), Aquaman e o Flash (Wally West, antigo Kid Flash). Com este grupo mais pequeno de herois, a acção está mais focada e esta liga só trata de assuntos "maiores"... os restantes "assuntos" ficam para as séries on-going de cada heroi, de qualquer modo aquilo que se passa nas respectivas séries de cada um, pode influênciar de algum modo a Justice League of America, por exemplo o uniforme azul e novos poderes do Super-Homem... eu nunca gostei do "tolinho" azul, mas mesmo assim prefiro-o no seu estado e uniforme normal a este Blue Superman (imagem à esquerda) !
No primeiro arco de estória estes heróis reúnem-se novamente para travar o Hyperclan, que aparece aos olhos do mundo como um grupo de heróis espaciais e benevolentes, que quer acabar com tudo quanto é mau na Terra, desde os desertos à fome passando pelo crime, etc. É claro que têm a sua própria agenda... !
Na segunda estória um novo Superman é apresentado, com novos poderes baseados em novas energias (o novo fato funciona como contentor aos novos poderes energéticos), e a Liga tem resolver um problema "celestial", ou seja, é apanhada no centro de uma guerra entre o "Céu" e o "Inferno", com anjos caídos à mistura...
No que respeita à qualidade do argumento, é bom, corre com fluência e sem muitos tempos mortos. A arte está à altura do argumento, e parabéns a Grant Morrisson que conseguiu tirar a Liga da Justiça do marasmo em que se encontrava quando lhe pegou.

Hardcover
Criado por: Grant Morrisson, Howard Porter e John Dell
Editado em 2008 pela DC Comics
Comprado na Amazon
Nota : 8,5 em 10
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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Zero Hour: Crisis in Time


Por norma, também porque não é vulgar eu comprar um livro "às escuras", não costumo apresentar aqui livros de que eu não gostei. Já tinha tido uns feedbacks um bocado dúbios em relação a este livro, mas como o vilão principal seria o Parallax (Hal Jordan possuído) e eu quero ter toda a "run" do Hal Jordan... só me faltam dois livros "Emerald Dawn II" e "Final Night"...!
Bom, em relação a Zero Hour, que vem a seguir ao Crisis on Infinite Earths : Absolute Edition , é um grande crossover no universo DC, em que a crise é provocada desta vez no Tempo e não em universos paralelos (embora algumas vezes surjam herois de outras Terras alternativas...), ou seja, foi muito confuso, o livro não me agarrou e para o final eu já só estava a ver o "bonecos". Um outro dia irei reler esta "Crisis in Time" da DC, para ver se foi só eu não estar pré-disposto à leitura nesse dia ou se o livro é mesmo muito confuso!
Quanto à arte não tenho nada a apontar, Dan Jurgens aqui como desenhador foi muito superior ao Dan Jurgens escritor!
Pronto... vou remoer este livro, a ver se dá mais alguma coisa, posso ser que eu não tenha entrado bem no fio da estória...!
Boas leituras!


Softcover (TPB)
Criado por: Dan Jurgens
Editado em Setembro de 1994 por DC Comics
Comprado na Comics Now
Nota: 5 em 10
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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Justice Society of America : Thy Kingdom Come (Part I)


E agora a continuação de Justice Society of America : The Next Age , Thy Kingdom Come, que terá uma segunda parte com lançamento previsto para Novembro. A saga continua com uma estória bastante sólida de Geoff Johns e a arte de Eaglesham, Pasarin e
Alex Ross, não compromete... antes pelo contrário!
A JSA continua a fortalecer os laços entre os seus novos recrutas e são contadas algumas histórias antigas (a história prévia de Damage). Mas o ponto alto deste livro livro é sem dúvida o aparecimento do Superman da Terra 22! Starman, para resolver um problema, cria um "Buraco Negro" que traz este personagem para a Terra presente desta saga. Para quem não sabe, a Terra 22 é o palco da saga "Kingdom Come" editada entre nós pela Vitamina BD em quatro volumes, com formato Franco-Belga. Johns resolve fazer uma sequela nestas novas aventuras da Justice Society of America, e resolve muito bem porque é uma estória, até agora, sem falhas!
Mas quem disse que o Superman da Terra 22 veio sózinho? Não vou fazer spoiler...
Boas leituras!

Nota: Recomendo a leitura da estória atrás referida, "Kingdom Come", que é óptima e tem uma muito boa edição da editora nacional Vitamina BD !

Hardcover
Criado por: Geoff Johns, Dale Eaglesham e Alex Ross
Editado em 2008 por DC Comics
Comprado Amazon
Nota : 8 em 10
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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Justice Society of America : The Next Age


Voltando às reviews de comics, descobri este JSA na minha prateleira e resolvi puxar o livro cá para fora. Irei fazer uma série de reviews a vários livros, que não tiveram o "direito" a uma crítica na altura em que foram lidos... não é por não serem piores que os outros, foi uma questão de oportunidade na altura!
Não vou fazer a resenha histórica deste grupo, apenas que passaram por lá grandes heróis do Universo DC como Superman, Wonder Woman e Batman. Como é dito no princípio do livro, a Justice League of America é uma força de intervenção e a Justice Society of America é uma família...
Entenda-se esta fase da JSA como o volume III deste grupo e é escrito por um dos meus autores de comics favorito: Geoff Johns! Isto para mim quase que basta para fazer logo um bom juízo de valor em relação a esta fase desta grupo.
Começa com três dos "originais" (Green Lantern, Flash e Wildcat) a escolherem a próxima grelha deste grupo, sendo as primeiras escolhas heróis com alguma experiência, como por exemplo: Mister Terrific e Power Girl, sendo os seguintes, heróis antigos com indivíduos novos, ou seja, "reencarnações", como por exemplo: Liberty Belle e Doctor Mid-Nite. Procuraram também heróis sem experiência como Damage e o novo Starman... além do filho de Wilcat que este não sabia existir (um lobisomem...), assim a grelha ficou:
- Power Girl (Presidente)
- Wildcat
- Flash
- Green Lantern
- Mister Terrific
- Liberty Belle
- Hourman
- Stargirl
- Doctor Mid-Nite
- Maxine Hunkel
- Starman
- Damage
- Hawkman
- Sandman
- Obsidian
Este livro foca-se nos laços de sangue e familiares de super humanos, pois alguém de um passado muito longínquo quer reinar nos próximos séculos sem super heróis a atrapalhar! Assim planeia acabar com as linhas de sangue das principais famílias de heróis, no fim acabando às mãos de um pai e filho...
Esta estória, para primeiro volume, está muito boa e a arte de Dale Eaglesham não destoa da estória. As capas estão a cargo do famoso Alex Ross.
Boas leituras e espera-se o segundo volume: Thy Kingdom Come
Tenho e fazer uma nota negativa... A DC deve estar à espera que os seus leitores comprem tudo quanto sai, assim o finalizar de uma situação criada neste livro é terminada em Lightning Saga, Vol. 2 da Justice League... Isto não se faz, é feio a nivel editorial. Uma coisa são comics, outra coisa são compilações e neste caso não deveria acontecer o finalizar de arcos de estória, noutras compilações de séries diferentes! Esta é a minha opinião como leitor!

Hardcover
Criado por: Geoff Johns, Dale Eaglesham e Alex Ross
Editado em 2007 por DC Comics
Comprado Amazon
Nota : 8 em 10
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quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Justice



Série fantástica, que terminou agora com o terceiro volume! A arte de Alex Ross (que tambem é um dos argumentistas) é impressionante, e juntando isso a um bom argumento, temos a 9ª Arte no seu melhor!

Tudo começa com sonho (pesadelo) comum a todos os grandes vilões do universo DC, a destruição do Planeta Terra e os seus heróis, além de não conseguirem deter a destruição, tambem perecem na tentativa de salvação do planeta (excepto o Super Homem, eventualmente).

Para evitar que esse pesadelo se torne realidade, estes vilões tentam desacreditar os heróis, fazendo obras de beneficência ( !!! ) e eliminando os principais heróis um por um !

Claro que Lex Luthor e Brainiac são os cérebros de toda uma trama extremamente bem orquestrada, em que só não contaram com os heróis "secundários", e isso sai-lhes caro no fim !


Não vou contar a história toda, se não não tem piada para quem quer comprar estes títulos, apenas digo que tem um final feliz ( eheheh) !



Hardcover
Criado por: Alex Ross, Jim Kruegar e Doug Braithwaite
Editado entre 2006 e 2007 por DC Comics

Nota : 9 em 10
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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Crisis on Infinite Earths : Absolute Edition

Não há muito a dizer desta edição DC... é uma excelente e grande estória, que visou por ordem no Universo DC (já haviam herois e Terras a mais!), e esta edição é um verdadeiro mimo para qualquer amante de BD! Esta edição contempla uma lindíssima caixa, com o respectivo livro, e um Compendium que tira dúvidas, lista "crossovers" e "Tie-ins", tem entrevistas, opiniões, enfim tudo o que girou à volta desta grande saga!
Tenho de referir que o episódio da morte da Supergirl, foi dos melhores que eu já li da BD oriunda dos EUA !
Os comics originais que deram origem a esta "Absolute Edition" datam de Janeiro até Dezembro de 1985 .




























Slipcased Hardcover
Criado por: Marv Wolfman e George Pérez
Editado em 1998 por DC Comics
Nota : 10 em 10
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