Mostrar mensagens com a etiqueta Gabriel Bá. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gabriel Bá. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Daytripper
Colecção Novela Gráfica Vol.10



Podemos morrer em qualquer momento da nossa vida. É um facto.
Não importa de quê, ou como, ou se poderia ser diferente!
Eu posso cair neste momento com a cabeça em cima do teclado e ficar apenas com estas linhas escritas.

A Levoir publicou hoje em edição de capa dura e bom papel, na sua colecção "Novela Gráfica", um dos livros da minha vida: Daytripper!
Saiu para as bancas e quiosques por menos de 10€, e eu acho inaceitável qualquer pessoa que goste de BD não o adquirir. :D
Claro que estou a brincar. As pessoas não são obrigadas a gostar deste excelente livro ;)

Daytripper é um conjunto de histórias que termina sempre da mesma maneira. Com a morte de Brás de Oliva Domingos.
Tenho de confessar que quando li este livro tempos atrás fiquei perplexo quando ele morreu a primeira vez… a minha exclamação foi um forte “WTF?”
Bom, ainda não tinha entrado mesmo no livro. Esta história de Brás Domingos é na realidade uma manta de retalhos de vida, imbuída de um profundo humanismo.

Penso que este foi o primeiro trabalho de grande fôlego dos gémeos brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá juntos. Originalmente publicado pela Vertigo em 2011, imediatamente granjeou várias e excelentes críticas a este seu livro de Banda Desenhada. A Panini também publicou esta obra em 2011, e em que algumas sobras em mau estado chegaram aqui aos quiosques portugueses, daí eu ter ficado extremamente feliz com a publicação de luxo deste livro pela Levoir.

Quero abrir aqui um parêntesis para falar da tradução.
Em primeiro lugar nem sequer coloco em causa a qualidade da tradução, não é esse o meu foco sobre este assunto. O Pedro Cleto deverá ter feito um bom trabalho com certeza, não estive a comparar um livro com o outro página a página para ver se estava bem.
Mas... porquê traduzir um livro em português? Sim, o livro da edição brasileira está em português ou não? Vamos traduzir de português para português? Vamos traduzir os livros do autores regionais portugueses (Alentejo, Açores, Beira Interior... por exemplo) porque têm sotaque? Vamos perder a riqueza da diversidade do português porque carga d'água? Eu sou um indefectível detractor do "Acordo Ortográfico", sou a favor da riqueza do português e isto que fizeram não tem nexo nenhum na minha humilde opinião. Eu estava para dar a minha cópia miserável da Panini, mas já não a vou dar! Vou ficar com os dois.

Passando ao que importa neste momento.
Brás vive, e morre, em diversas fases da sua vida. Desde a infância até à velhice.
A narrativa é fracturada, em segundas chances, possibilidades diferentes que agarrando-as ou não, influenciam toda uma vida.
Este é um livro sobre afectos também. Não só os afectos familiares como também o amor-próprio e a procura do nosso “eu”.

Brás passa por diversas fases diferentes, como se de um multiverso se tratasse. Mas existem âncoras. Brás é sempre escritor, seja de obituários para um jornal ou de autor de best-sellers de literatura. O pai de Brás é sempre um escritor famoso, outra das constantes.
A partir daqui Brás experimenta a vida, a maior parte das vezes com o seu amigo Jorge, e claro, sempre diferente.
Jorge é o homem que agarra a vida, e tudo aquilo que ela possa oferecer, com as duas mãos. Ele é a vida! Mas… há sempre um cenário possível onde isso pode correr mal.

As mulheres de Brás. Várias com comportamentos diferentes, consoante a realidade fracturada. Existe uma que se destaca, o grande amor da sua vida que apenas surge mais tarde! Aquela que o compreende, até na morte final.

Morte final… é um nome estranho para dar à morte, mas não arranjei melhor!
O último capítulo é lindo. Não podia haver melhor final para este livros de chances de vida. Afinal está ali tudo resumido… tudo o que importa na vida! Após as modificações radicais na vida de Brás, e dos ciclos que terminam sempre com a sua morte, o final é uma lição de vida e a vida é um suceder sucessivo de pequenos nadas imperceptíveis, mas que acabam por mudar fatalmente tudo os que nos rodeia.
É impossível não aparecer uma lágrima no canto do olho!

Grande trabalho destes dois irmãos, um grande exercício de escrita e de narrativa gráfica. A arte está em completa consonância com a história, e adorei as cores. Achei a paleta de cores o máximo, sempre diferente de capítulo para capítulo!

É claro que não vou penalizar o livro por ter sido traduzido...
Como disse no início, é um dos livros da minha vida, profundo e muito bem estruturado, parabéns à Levoir por o ter publicado, mas não por o ter "traduzido".





Boas leituras


Deixa o teu comentário

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Daytripper



Podemos morrer em qualquer momento da nossa vida. É um facto.
Não importa de quê, ou como, ou se poderia ser diferente!
Eu posso cair neste momento com a cabeça em cima do teclado e ficar apenas com estas linhas escritas.














Daytripper é um conjunto de histórias que termina sempre da mesma maneira. Com a morte de Brás de Oliva Domingos.
Tenho de confessar que quando li este livro meses atrás fiquei perplexo quando ele morreu a primeira vez… a minha exclamação foi um forte “WTF?”
Bom, ainda não tinha entrado mesmo no livro. Esta história de Brás Domingos é na realidade uma manta de retalhos de vida, imbuída de um profundo humanismo.


Penso que este foi o primeiro trabalho de grande fôlego dos gémeos brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá juntos. Originalmente publicado pela Vertigo em 2011, imediatamente granjeou várias e excelentes críticas a este seu livro de Banda Desenhada. A edição apresentada é a brasileira da Panini, que também saiu em 2011, e em que algumas sobras chegaram aqui aos quiosques portugueses.

Quero abrir aqui um parêntesis para falar disto. Destas sobras da Panini.
Acho uma falta de respeito enorme para com Portugal, e os leitores portugueses, este tipo de descarga de sobras. Todos os exemplares a que eu tive acesso estavam na mesma situação, selados com plástico. Dizem-me vocês: “- Mas isso é óptimo!”
Não, não foi. Os livros estavam selados à posteriori depois de andarem na guerra. O meu exemplar (o melhor dos quatro) está com vincos profundos nas primeiras páginas, a capa tem várias “bicadas” profundas, a lombada esmocada e o pior de tudo… tive de lavar o livro com um pano húmido!
Acho isto vergonhoso, ao menos podiam ter limpo os livros antes de os selarem para os totós dos portugueses os comprarem.
Para quando o término do monopólio da língua portuguesa por parte da Panini? Quando é que alguém dá um murro na mesa?

Passando ao que importa neste momento.
Brás vive, e morre, em diversas fases da sua vida. Desde a infância até à velhice.
A narrativa é fracturada, em segundas chances, possibilidades diferentes que agarrando-as ou não, influenciam toda uma vida.
Este é um livro sobre afectos também. Não só os afectos familiares como também o amor-próprio e a procura do nosso “eu”.


Brás passa por diversas fases diferentes, como se de um multiverso se tratasse. Mas existem âncoras. Brás é sempre escritor, seja de obituários para um jornal ou de autor de best-sellers de literatura. O pai de Brás é sempre um escritor famoso, outra das constantes.
A partir daqui Brás experimenta a vida, a maior parte das vezes com o seu amigo Jorge, e claro, sempre diferente.
Jorge é o homem que agarra a vida, e tudo aquilo que ela possa oferecer, com as duas mãos. Ele é a vida! Mas… há sempre um cenário possível onde isso pode correr mal.

As mulheres de Brás. Várias com comportamentos diferentes, consoante a realidade fracturada. Existe uma que se destaca, o grande amor da sua vida que apenas surge mais tarde! Aquela que o compreende, até na morte final.

Morte final… é um nome estranho para dar à morte, mas não arranjei melhor!
O último capítulo é lindo. Não podia haver melhor final para este livros de chances de vida. Afinal está ali tudo resumido… tudo o que importa na vida! Após as modificações radicais na vida de Brás, e dos ciclos que terminam sempre com a sua morte, o final é uma lição de vida e a vida é um suceder sucessivo de pequenos nadas imperceptíveis, mas que acabam por mudar fatalmente tudo os que nos rodeia.
É impossível não aparecer uma lágrima no canto do olho!

Grande trabalho destes dois irmãos, um grande exercício de escrita e de narrativa gráfica. A arte está em completa consonância com a história, mas o que gosto mais são as cores. Achei a paleta de cores o máximo, sempre diferente de capítulo para capítulo!

É claro que não vou penalizar o livro pela cópia degradada que comprei…
E pronto, aqui no Leituras de BD estamos a ter uma série de livros de nota máxima e posso garantir que vai continuar.

Boas leituras

TPB
Criado por: Gabriel Bá e Fábio Moon
Editado em 2011 pela Panini Brasil
Nota: 10 em 10
Deixa o teu comentário

domingo, 11 de abril de 2010

Umbrella Academy Vol.2: Dallas (Limited Edition)


Depois do primeiro volume, Umbrella Academy: Apocalypse Suite (onde salvaram a Terra da destruição), Gerard Way e Gabriel Bá ganharam mais uma aposta com este Dallas. Gerard Way melhora bastante no “storytelling” e Bá mantêm um registo igual ao do primeiro livro. Assim ficamos a ganhar! Esta estória define bastante melhor o perfil dos das personagens principais, e apresenta dois vilões espantosos e completamente psicóticos!
A família está completamente quebrada, com o seu líder, Luther (“Space”), gordo e preguiçoso passando os dias à frente da televisão. Allison (“Rumor”) perdeu a sua arma, a voz, e tenta fazer com que Vanya (“White Violin”) que provocou toda a destruição no primeiro volume, se lembre do seu passado. Diego (“Kraken”) está em grande usando os seus poderes para funcionar como super-herói, enquanto que Klaus (“Séance”) passa uma vida “boa” como celebridade, até ser capturado por “Hazel” e “Cha-Cha” (os dois vilões psicóticos de que falei atrás…).
Mas a personagem central desta aventura é mesmo o enigmático “Number 5”. Desaparecido com a idade de 10 anos, sabe-se agora que é capaz de viajar temporalmente em vários futuros, trabalhando para uma organização assassina que tem por objectivo controlar as linhas temporais, recorrendo para isso ao assassinato de quem posso mudar o seu próprio tempo. Este “Number 5” é sem dúvida o centro desta aventura, Dallas, e tem como fulcro o assassinato de John F. Kennedy.
É uma pena que algumas personagens não tenham tempo de se dar a conhecer em toda a sua plenitude, sendo eliminadas antes de tempo! De qualquer maneira acho esta aventura bastante melhor que a primeira. Alguns “gags” são muito bons, acompanhados graficamente por um Gabriel Bá em grande forma, para quem gosta deste tipo de artista. Estes partes “cómicas” da estória servem como contraponto ao sadismo louco de outras, equilibrando assim o livro e não deixando ficar “pesado”. Esta estória está cheia de voltas e reviravoltas, viagens ao passado e realidades alternativas… tudo rodando no excelente mundo de personagens criadas por Gerard Way, este é um ponto muito forte de “Umbrella Academy”!
O livro acaba de maneira a que possamos ter mais “Umbrella Academy”, ficaram algumas pontas soltas, tal como o relacionamento entre o “Space” e “Rumor”, e de como seguirá o mundo depois do vingativo assassinato final de “Number 5”. Já agora, e como nota final sobre este último assassinato, o "Number 5" ingere literalmente a sua vítima!!!!
Aconselho este livro, mas só depois de lerem o primeiro: Umbrella Academy: Apocalypse Suite.
Aproveitem o VI Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, onde Gabriel Bá estará presente!
Boas leituras!

Slipcased Hardcover
Criado por: Gerard Way e Gabriel Bá
Editado em Setembro de 2009 pela Dark Horse
Nota : 9 em 10
Deixa o teu comentário

quinta-feira, 5 de março de 2009

Umbrella Academy: Apocalypse Suite (Limited Edition)


Uma série de sucesso da Dark Horse, que cada vez mais a ocupa lugares no top de vendas, a que só a Marvel e a DC Comics tinham "direito".
A estória é escrita por Gerard Way, rocker do grupo "My Chemical Romance", e a arte tem a assinatura do brasileiro Gabriel Bá. Este artista "indie" afirma-se cada vez mais no mercado Norte-Americano, e a Dark Horse é a "casa" dos autores alternativos de sucesso, e a fazer escola, casos de Gabriel Bá e Mike Mignola.
Quanto a Gerard Way ainda lhe falta alguma coisa para ser um verdadeiro escritor de Banda Desenhada, mas mesmo assim gosto mais da estória dele, que da música dos "My Chemical Romance"...
A estória lê-se bem, mas como me alertou um conhecido meu, que também consome muita BD, tem algumas falhas de alguma pertinência! Posso dar o primeiro exemplo, logo nas primeiras páginas somos confrontados com o "Space" metido num corpo de gorila (só tinha sua a cabeça). Passo a explicar, o "Pai" Mr. Hargreeves, que é na realidade um extraterrestre, manda o seu "filho" a Marte numa missão que acaba falhada, e para salvar o filho consegue implantar a cabeça deste no corpo de um gorila... ora, ele é um extraterrestre, ou seja, veio do espaço profundo e consegue numa experiência nunca feita anteriormente salvar a vida a "Space" fazendo o transplante de cabeça... e falha numa coisita tão simples que é uma viagem a Marte!!!! Bom... aparte isto e a Torre Eiffel ser uma nave espacial que sem justificação nenhuma cai em cima da casa deles no fim do livro, gostei! Penso que a estória tem muito potencial futuro, sobretudo se colmatarem essas falhas com justificações futuras. A série seguinte já está a sair do "forno" e tem o nome de "Dallas".
Num fenómeno à escala global e sem explicação, mulheres que nem grávidas estavam dão à luz crianças que, na sua maioria, foram abandonadas à sua sorte. O milionário e inventor (e extraterrestre) Mr. Hargreeves tenta recolher o máximo número destas crianças. À pergunta "porquê?", responde: para salvar o mundo! Consegue recolher e adoptar sete, mas não se comporta como um pai, mas sim como um professor que puxa ao máximo a capacidade dos seus alunos, a quem deu números em vez de nomes! É claro que psicologicamente estes não cresceram muito equilibrados. Leia o livro para descobrir como estes se conseguem unir, para fazer aquilo que o seu falecido "Pai" lhes deu como objectivo: salvar o mundo!
Já agora, a primeira vez que folheei o livro, estes heróis numerados fizeram-me lembrar os "Os Incríveis", lembram-se do filme de animação, não lembram?
Ahh... esqueci de falar desta edição, é fabulosa! A Dark Horse começa a esmerar-se neste tipo de edições!
Boas leituras, e desculpem ao Gerad Way a nave louca Eiffel, eheheheh....

Slipcased Hardcover
Criado por: Gerard Way e Gabriel Bá
Editado em 2009 pela Dark Horse
Comprado no Comics Now
Nota : 8,5 em 10
Deixa o teu comentário