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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Thor Omnibus de J. Michael Straczynski


J. Michael Straczynski (JMS) infelizmente tem o condão de acabar poucos trabalhos que inicia. Por variadas razões as suas séries acabam em confronto entre JMS e os responsáveis editoriais. Penso JMS nunca conseguirá trabalhar com editoras tipo a Marvel ou a DC, porque as suas estórias tendem a fugir ao resto do Universo onde se inserem e a seguirem uma linha muito própria!

Já tinha acontecido com Supreme Power que obteve êxito na linha para adultos da Marvel, a MAX, e a Marvel decidiu passar a série para a linha normal, obrigando JMS a ter de repensar toda a linha narrativa. JMS disse que não e largou Supreme Powerr… O tempo deu-lhe razão e esta série tornou-se um autêntico flop na Marvel para todas as idades. Em Thor, a Marvel decidiu que a história tinha de ter contacto e cruzar-se com os mega-crossovers, JMS decidiu que isso não era a sua estória e saiu…

Dar razão ou não a JMS depende do peso para cada pessoa dos argumentos envolvidos. Eu pessoalmente gosto muito do JMS e das suas histórias, normalmente muito bem elaboradas.
Thor de J. Michael Straczynski foi uma das poucas lufadas de ar fresco que eu senti na Marvel dos últimos anos. Bem estruturada, muito cinematográfica e acompanhada por uma arte acima do normal. Thor ressurge assim do Ragnarok com um rosto lavado e um novo uniforme!

A arte esteve a cargo de Oliver Coipel e Marko Djurdjevic com Laura Martin e Paul Mounts nas cores. Estes estão todos de parabéns!
Este novo Thor está muito mais humanizado, com a dualidade Donald Blake/Thor muito bem explorada, mas o Ragnarok mudou Thor, e este Deus vai trazer mudanças ao planeta Terra…


O Deus do Trovão vai passar por diversas fases neste seu ressurgimento, sendo a primeira a solidão. Aqui JMS foi genial, porque mostra bem a solidão de um Deus perdido na Terra, sozinho, mas ao mesmo tempo e em contraponto, a narrativa avança com um humor muito fino, e um dos melhores exemplos disso acontece quando Thor faz surgir Asgard em pleno Oklahoma! A polícia não sabe se é legal aquela construção no terreno… solução divinal, Thor faz levitar Asgard uns metros acima do solo! Priceless!

Toda essa fase tem pormenores humorísticos muito bons, na relação entre os Deuses Nórdicos e o povo dos arredores.
Thor aos poucos recupera com o seu martelo Mjolnir todos os Deuses de Asgard, mas não há bela sem senão. Com Asgard vem também o resto, Loki, Hela, e todos os seres monstruosos que habitavam nesse plano!

E com Loki… bem, Loki ressurge no seu melhor. É o grande Deus da intriga e da mentira! Ressurge em corpo feminino, e passa logo ao ataque enredando tudo e todos nas malhas de uma grande intriga.

A cena com o Iron Man (Civil War) está brutal. Grande tareia no lata de conserva, que só conseguiu sair dali inteiro por puro milagre! Thor não gostou de Civil War nem da morte do Captain America!
Quanto a Sif… bem para saberem têm de ler! Este livro não é barato, mas vale cada cêntimo gasto nele!

Infelizmente o final… é um final a que JMS já nos habituou quando é corrido, ou sai fora de uma série, mas mesmo assim não está mal embora uns furos abaixo do resto.
Mas são 520 páginas de puro entretenimento.
Livro recomendado pelo Leituras de BD!

Boas leituras!

Criado por: Michael Straczynski, Oliver Coipel e Marko Djurdjevic
Editado em 2010 pela Marvel
Nota : 10 em 10
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