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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Lançamento G.Floy: Cage



Mais um lançamento G.Floy. Desta vez temos Cage, o powerhouse negro da Marvel, em que a Netflix apostou tempos atrás para uma série.

A primeira aparição deste herói foi na revista "Luke Cage, Hero for Hire #1" em 1972, sendo um dos primeiros afro-americanos nos comics norte-americanos a ser protagonista em histórias de super-heróis (o primeiro na Marvel).
Inicialmente Carl Lucas fazia parte de um gang, sendo preso injustamente. Numa experiência que correu mal na prisão acabou por ficar com força sobre-humana e pele invulnerável.

Foi nesta altura que conheceu o DareDevil e o Ironfist. Casou com Jessica Jones e fez parte dos New Avengers, inclusivamente fez parte num breve período dos Fantastic Four!
Agora em português pela mão da G.floy vamos ter uma bela edição com este herói. Fiquem com o press release:


CAGE (Col. MARVEL)
Argumento de BRIAN AZZARELLO e arte de RICHARD CORBEN

O herói da Marvel que deu origem à série da NETFLIX!

Quando Luke Cage aceita investigar o assassinato de uma jovem adolescente, descobre que está a decorrer uma guerra entre três gangues diferentes pelo controlo do bairro a que chama lar. E que melhor maneira de quebrar um impasse do que oferecer os seus serviços a quem lhe pagar mais?

Brian Azzarello é um dos mais aclamados escritores de comics da actualidade, criador de uma das mais premiadas e conhecidas séries independentes, 100 Bullets, e autor de várias sagas de super-heróis para a Marvel e a DC, onde adopta sempre um ponto de vista mais humano para analisar um mundo com super-poderes. Alguns dos títulos que ele assinou mais conhecidos incluem Joker, Lex Luthor ou Batman: Cidade Destroçada. Para a Marvel escreveu um notável Hulk em que colaborou pela primeira vez com Richard Corben, um artista com um talento ímpar e um estilo original, pelo qual foi eleito para o Will Eisner Hall of Fame. E nas páginas deste Cage volta a juntar forças com Corben para um conto negro e realista, que nos transporta para o submundo do universo Marvel. Muitas vezes violento, e sempre fascinante, Cage é uma história de acção urbana no seu melhor.

“O Hip-hop, os filmes de blaxploitation e os comics são primos. A música, a banda desenhada e a rua cruzam-se nos cartoons das capas de discos pós-fase Igreja do Processo do Julgamento Final dos Funkadelic. Bootsy Collins cita os estúdios Hanna-Barbera como uma das suas principais influências. Quando descreve os primeiros tempos do Rap, no livro That’s Blaxploitation: Roots of the Baadasssss'Tude, o sempre saboroso Fab Five Freddy mostra-nos que o MC muitas vezes se comparava a “todo o género de personagens de banda desenhada e super-heróis”. Como disse, o hip-hop, os filmes de blaxploitation e os comics estão todos na família. E agora, temos de volta um Cage de barrete, para manter o funk vivo. CAGE traz uma voz urbana autêntica - a voz do herói de blaxploitation, a voz do hip-hop, a voz da classe negra pobre - para a banda desenhada. E, apesar de afirmar que é um mercenário - tal como em todos os bons filmes de blaxploitation e kung fu - Cage é um herói da classe pobre. Um preto à séria, cheio de atitude à Huey Newton, imbuído de Mito Urbano.”
Do prefácio de Darius James.





CAGE
Brian Azzarello (argumento) e Richard Corben (arte)
Formato comic, capa dura, 128 pgs. a cores. PVP: 10,99€
ISBN: 978-84-16510-30-6





Boas leituras



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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Crónicas do Bendisverso III: Uma nova vida



O Universo Marvel foi afogado pela nova cronologia não planeada 'criada' por Brian Michael Bendis, mas isso não tem que significar que é tudo mau. Aliás, em termos de histórias, o Bendisverso tem algumas vantagens. Todos os escritores têm os seus personagens fetiche (por exemplo, Roger Stern trouxe de volta aos Vingadores os então esquecidos Mulher-Hulk e Cavaleiro Negro, Erik Larsen sempre foi um grande fã de Nova, Mark Waid ressuscitou Sharon Carter), mas neste caso Bendis conseguiu aumentar e muito a importância de personagens que escolheu para integrar o elenco dos Novos Vingadores, e inspirou outros escritores a fazer o mesmo com outros personagens:

Cage e Punho de Ferro
A dupla de amigos mais insólita do mundo juntou forças em 1978, quando as duas modas que lhes tinham dado origem (blaxploitation e kung fu craze) já se tinham eclipsado. No entanto, o duo teve algum sucesso no mercado direto e continuou no ativo até 1986, quando o Punho de Ferro morreu. Durante os anos 90, ambos não passaram de personagens secundários, com Luke Cage a ganhar uma revista própria pouco conhecida, num ambiente urbano-depressivo, enquanto Danny Rand foi ressuscitado na revista de Namor. O crossover “Heroes Reborn” permitiu o regresso da dupla nas páginas de “Heroes For Hire”, integrando uma formação de super-heróis convencionais, mas Bendis trouxe ambos de volta a histórias urbanas como coadjuvantes nas histórias de Demolidor. Ao dar o salto para a revista “New Avengers”, Bendis promoveu intensamente Cage como uma personagem importante para a consciência da equipa, como se fosse uma espécie de Grilo Falante super-forte e invulnerável, e hoje tornou-se inseparável do conceito integrando uma equipa criada por si na revista “Mighty Avengers”. O Punho de Ferro não demorou muito a integrar a equipa (fazia sentido), durante a Guerra Civil, mas o mais importante foi a sua passagem para o título solo “Immortal Iron Fist”, que o transformou de um objecto de curiosidade para um verdadeiro personagem de culto, graças ao excelente trabalho dos escritores Ed Brubaker e Matt Fraction.

Mulher-Aranha
Um de dois casos criados pela Marvel para ter versões femininas de super-heróis com marca registada, Jessica Drew foi uma personagem popular durante o início dos anos 80, com histórias escritas por Chris Claremont e algum envolvimento com os X-Men. Mas a personagem acabou por ser dada como morta e perdeu os seus poderes, sendo praticamente relegada ao esquecimento. Claremont ainda tentou usá-la nos anos 90 nas páginas de “Wolverine”, mas foi preciso esperar por Bendis para recuperar a popularidade antiga, restaurando os seus poderes e incluindo-a na equipa principal em “New Avengers”. A personagem acabou se tornar a peça central da infiltração skrull na comunidade de super-heróis, pois uma falsa Mulher-Aranha foi membro dos Vingadores durante a invasão da Terra, e quando Jessica foi libertada teve que provar o seu valor à equipa. Drew, que deve a sua origem à HYDRA e é um de vários heróis que é membro directo da SHIELD, acabou por integrar-se nos Vingadores, tanto na equipa principal como no grupo de espionagem em “Secret Avengers”, e Jonathan Hickman não a quis deixar de lado quando começou a escrever o título principal da equipa.

Doutor Estranho
Stephen Strange teve que reiniciar a sua revista e passar por antologias em algumas ocasiões, mas na prática teve um título próprio permanente entre 1964 e 1996, até ao crossover “Onslaught” e à falência da Marvel. Estranhamente, durante vários anos, fora a mini-série ocasional, passou a ser ignorado pela maioria dos escritores, que o consideravam excêntrico demais. O feiticeiro supremo da Terra sempre operou à margem dos super-heróis, pelo que não era considerado uma peça fundamental para o novo tipo de histórias que surgiu durante o início do reinado de Joe Quesada como editor-chefe. Mas Bendis criou uma equipa bastante ecléctica em “New Avengers”, e como resolver a questão dos poderes mágicos da então desaparecida e enlouquecida Wanda Maximoff era uma das histórias recorrentes, não demorou muito para o Doutor passar a ser membro de pleno direito da equipa. Mais, Bendis não resistiu a dar a Strange um papel muito especial no seu novo implante de continuidade, os Illuminati, que colocava o feiticeiro como uma peça importante em todas as crises que assolaram o mundo dos super-heróis no Universo Marvel. É nessa qualidade que o Doutor Estranho continua como membro, na atual encarnação do título “New Avengers”, dedicado especificamente aos Illuminati.

Destrutor
Como super-herói, Alex Summers sempre viveu na sombra do seu irmão, Ciclope, líder do grupo mutante X-Men. Mesmo no mundo real, o personagem tem tido apenas momentos ocasionais de brilhantismo, entrecortados por alturas em que era remetido para segundo plano. Depois de criado por Roy Thomas em 1970, Chris Claremont não precisou nele na sua formação dos X-Men, em 1975. Alex Summers chegou a tentar uma vida civil, pelo que Claremont raramente o usou até ao final dos anos 80. Foi Peter David o primeiro a explorar o verdadeiro potencial do Destrutor, na revista de temática mutante mais indiossicrática da época, “X-Factor”, onde o irmão mais novo do Ciclope passou a comandar uma equipa governamental. Mas no final dos anos 90, com novos escritores, o título X-Factor rapidamente deixou de se distinguir da manada e o personagem foi enviado para um universo paralelo, mais depressivo e dantesco, onde ficou preso durante dois anos. Quando voltou, mais valia ter lá ficado, pois foi parar às mãos do escritor Chuck Austen, na telenovela mexicana em que este tinha transformado “Uncanny X-Men”. Mas Ed Brubaker aproveitou a criação do terceiro irmão Summers em “Deadly Genesis” para recuperar Alex e colocá-lo no renascido universo cósmico com a história “The Rise and Fall of the Shi'ar Empire”. Mas foi Rick Remender que o trouxe de volta para a frente do Universo Marvel na revista “Uncanny Avengers”, onde Alex revelou ter uma personalidade bem mais amigável que o seu irmão, assumindo da equipa unidade Vingadores e X-Men.

Universo Cósmico
Tema cósmico não vende! Isso era um mantra entre alguns editores. Passava-se alguma coisa no espaço? A Terra tinha que ter alguma coisa a ver com isso. Guerra Kree/Skrull, Fénix, Cubo Cósmico, Guerra dos Espectros, Tempestade Galáctica, Desafio Infinito, tudo acaba por desaguar na Terra, um planeta tecnologicamente pouco avançado, cuja população não tem capacidade para se aventurar para fora do seu sistema solar. Faz sentido que, num universo tão grande, tudo se passe à volta de um pequeno planeta azul num braço da espiral da Via Láctea? O editor Bill Rosemann disse que não. Rosemann foi o responsável pelo interesse renovado nas histórias passadas em naves espaciais e planetas alienígenas. Não é uma consequência directa da chegada do Bendisverso, mas vem no seguimento de uma nova forma de escrever histórias (representadas por Bendis e por Brubaker, por Kieron Gillen, Matt Fraction e Jonathan Hickman), graças ao trabalho de Rosemann, mas também de Keith Giffen e, mais importante, de Dan Abnett e Andy Lanning. As histórias “Annihilation”, “War of Kings” e “Realm of Kings”, os títulos do Nova e dos Guardiões da Galáxia, contam todos com heróis terrestres, mas o planeta Terra é quase ignorado. Tudo se passa numa galáxia muito, muito distante (ainda que no presente em vez de há muito, muito tempo). E agora que o filme dos Guardiões da Galáxia foi um sucesso, as histórias no Espaço Sideral vão continuar a fazer parte do Universo Marvel durante o futuro próximo. E até Bendis já está a escrevê-las. Mas não tão bem como Abnett & Lanning.

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

New Avengers Vol. 8: Secret Invasion Book I


Eis um volume que eu considero uma pouco confuso... com muitos "muitos anos atrás", seguidos de "agora" e depois "há pouco tempo atrás" com alguns "tempos depois". Tive de ler duas vezes seguidas para me encontrar com o livro! Bem... pelo menos o Leinil Yu desapareceu desta série (ufa), já estava farto dos "riscos" dele no papel. A arte melhorou muito, o que é agradavel para quem compra um livro de uma série que já vai no seu 9º volume! Outras críticas a esta série neste blog:
- New Avengers Vol.6 : Revolution
- New Avengers Vol. 7 : The Trust
- New Avengers : Illuminati
Neste volume os autores dão a conhecer as motivações e respectivas infiltrações dos Skrulls no nosso planeta. Fica-se a saber da intriga política que antecedeu a infiltração no planeta Terra, que eles acham que por uma profecia lhes pertence, depois de Galactus tempos antes ter consumido o seu planeta de origem. Conseguem copiar o DNA humano, que obtiveram em New Avengers : Illuminati, dos principais líderes super-humanos da Terra. Depois de muito tempo e experiências falhadas conseguem criar super Skrulls, em estes conseguem copiar os poderes de vários super-heróis terrestres ao mesmo tempo. A facção da princesa Skrull Veranke ganha e decide-se pela invasão, infiltrando-se nos New Avengers, Mighty Avengers e Shield em postos chave. A própria Princesa Veranke "substitui" Jessica como Spider-Woman.
O livro começa com a separação entre Luke Cage e Jessica Jones, fugindo esta mais o seu filho (e de Luke Cage) dos renegados New Avengers, para a Torre dos "legais" Mighty Avengers. Este episódio da vida pessoal destes dois já está a ser um pouco "seca"... A líder dos Mighty Avengers, Ms. Marvel deixa Luke partir em liberdade. Depois temos luta na Savage Land entre Ka-Zar (que saudades) e a sua namorada Shanna contra Skrulls disfarçados de agentes da Shield que tencionavam destruir o Vibranium existente nesta terra (o Vibranium só existe na Savage Land e em Wacanda), sabendo que este é um material que representa grande perigo para os Skrulls.
Para saber mais pormenores... é só obter o livro numa livraria especializada!
Frisando, comprem livros de BD em casas da especialidade, porque só estas lhes dão a informação que precisam!
Boas leituras (daqui a pouco tempo já têm a review do New Avengers Vol.9 Book II)

Hardcover
Criado por: Brian Bendis, Michael Gaydos, Billy Tan e Jim Cheung
Editado em 2008 por Marvel Publications
Comprado Amazon
Nota : 7,5 em 10
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quarta-feira, 23 de abril de 2008

New Avengers Vol. 7 : The Trust


Não me vou alongar muito com este "The Trust". Acho a estória muito boa, bem pensada, isto para além de ter dado o pontapé de saída para a mega saga da Marvel "Secret Invasion". O leitor que está atento ao Universo Marvel percebe que esta série, a partir deste número, vai fazer um jogo a dois com a série Mighty Avengers . Esta série tem passado desde o inicio por practicamente todas as grandes sagas da Marvel, para além de ser fortemente influênciada por todas elas, é por isso eu acho que é uma das séries que deve ser seguida para quem gosta do Universo Marvel.
Neste momento há uma crise de confiança enorme entre os vários elementos deste grupo de heróis, abalando a sua coesão... acham que um ou mais elementos do grupo pode ser Skrull! Dentro do avião que os tráz do último livro, New Avengers Vol.6 : Revolution, Luke Cage e o Homem-Aranha batem-se de razões, sempre a confiança ou a falta dela, e contra a voz de comando de Cage o Spider-Man serve-se o seu humor! Esta dupla antagoniza-se bastante durante este livro, a voz da razão vem de Wolverine (!!!)! Entretanto o avião tem problemas, despenha-se! A Mulher -Aranha, que já tinha sido da opinião de entregar o corpo da Elektra Skrull ao Homem de Ferro, aproveita a situação e rapta o corpo, desaparecendo em seguida.
Da estória, só vou dizer mais que os New Avengers neste livro perdem dois elementos, a Mulher-Aranha e Dr. Estranho. Já agora, visto que esta formação mudou tanto, vou deixar a última formação e os seus ex. membros !
Actual:
- Luke Cage
- Spider-Man
- Iron Fist
- Wolverine
- Echo
- Ronin (Clint Barton - Hawkeye)
Ex membros:
- Captain America
- Spider-Woman
- Sentry
- Dr. Strange
- Iron Man
Deixei a classificação da arte para o fim propositadamente... até aqui eu ainda suportei a arte de Leinil Yu, mas já não há pachorra para aturar aquele desenho! Não gosto especialmente do traço, para além de chegar à conclusão que o senhor não sabe fazer cenas de acção com múltiplos personagens, fica tudo muitíssimo confuso! Felizmente este foi o último volume desta série em que Leinil Yu é o "senhor do traço" (passou para a mega saga Secret Invasion), esta é a minha opinião que vale o que vale , claro. Isto vai reflectir-se na nota final, só não dou menos porque a estória é boa. Já agora atentem na capa... acho-a feíssima!

Hardcover
Criado por: Brian Bendis e Leinil Yu
Editado em 2008 por Marvel Publications
Comprado Amazon
Nota : 7 em 10
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