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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Máquina do Tempo: as histórias "O que aconteceria se.. ?" (What If?)


Tenho saudades dos What If? da Marvel, sempre gostei de realidades paralelas, de se imaginar um final diferente para algo já feito, e isto caía perfeitamente nestas minhas preferências. A editora Abril mostrou-nos estas aventuras sobre o título "O que aconteceria se..?", e a dada altura a popularidade era tanta que até chegaram a ser publicados Grandes Heróis Marvel, só com esta temática. Muitas vezes a capa de revistas populares, como o Hulk ou o Capitão América, traziam a chamada para uma destas histórias, sabendo que isso iria chamar a atenção do público.

 O primeiro volume de What If? foi lançado em 1977, com o primeiro número a trazer o Quarteto Fantástico, mostrando o que aconteceria se o Homem-Aranha tivesse se juntado ao grupo. Inicialmente as histórias iriam se desenrolar num universo alternativo, conhecido como Terra-616, mas rapidamente criaram um multiverso, com inúmeras terras para acomodar os diferentes destinos de personagens que conhecíamos tão bem.

O meu primeiro contacto com uma história deste género, foi na revista do Incrível Hulk, que trazia na capa "O que aconteceria se o Wolverine tivesse morto o Hulk?"e fiquei logo fã. A minha colecção foi crescendo, e conforme comprava as revistas mais antigas, ficava contente quando apanhava logo na capa, menção a que iria trazer uma destas histórias. Algumas das minhas preferidas foram esta primeira que li, a do Conan andar por cá nos dias de hoje, do Wolverine como agente da SHIELD (e que capa fantástica essa) e a do Capitão como Presidente dos Estados Unidos.

Cheguei a comprar, muitos anos depois, alguns dos originais americanos, e desses dos que gostei mais foi de um a mostrar o Tony Stark como "Dr Estranho". A Marvel lançou nove volumes desta série, o primeiro entre 1977 e 1984 (47 números), o segundo entre 1989 e 1998 (114 números), e entre 2005 e 2010, saíram os restantes volume, por norma com 5/6 números por ano e focando-se em finais de sagas da companhia.

O mais interessante foi ver que alguns destes conceitos acabaram por se tornar realidade, o Aranha chegou a ser membro do Quarteto por exemplo, a do clone do Aranha ter sobrevivido, entre outras. Depois era sempre giro ver heróis como vilões, ou vice versa, e lembro-me de achar bastante piada a uns humorísticos, que consistiam em pequenas tiras com chalaças fantásticas.


As histórias do primeiro volume, traziam o Vigia Uatu como narrador, e nestas cómicas a premissa era, "o que aconteceria se o Uatu fosse um comediante?", e depois as coisas eram como piadas de um cómico em stand up, que deu origem a tiras bem divertidas.

Existiram alguns números com mais do que uma história, uma delas um pouco mais curta, ou então com umas 3 ideias encaixadas logo numa historia, como a de que mostrava 3 pessoas diferentes a receber o poder do Homem-Aranha. Algumas dessas ideias, ou universos alternativos, foram revisitados anos mais tarde, em revistas como a do Quasar, ou então reimpressas em diversas edições.

Homem-Aranha, Wolverine e o Quarteto foram as personagens mais usadas, e a dada altura a revista era usada mais para dar finais alternativos a mini séries ou sagas de sucesso, perdendo um pouco a essência de mostrar diferentes versões da mesma personagem, ou de alterar apenas um evento na vida desse herói/vilão. Quem mais era fã?













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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Máquina do Tempo: Pelezinho


Pelezinho foi uma das personagens mais interessantes do Maurício de Sousa. Baseado no grande jogador Pelé, as histórias mostravam um grupo de crianças bem divertido e interessante, e com aventuras diferentes do resto do núcleo do autor Brasileiro. Em Portugal tivemos direito a ver essas revistas, trazidas até nós pela editora Abril.

Foi em 1976 que o criador de BD Maurício de Sousa reúne-se com o astro do futebol Pelé, e ambos acham que seria uma boa ideia lançar uma revista com o futebol em destaque e com o jogador como protagonista. Começa então a sair em tiras de jornal as aventuras do Pelezinho, mostrando a infância do craque e em 1977 sai então a primeira revista pela Editora Abril, mantendo-se nas bancas até 1986.

Mas o processo criativo não foi fácil, Pelé pensava num personagem à sua semelhança, quando ele ainda jogava e estava no Cosmos de Nova York, contra a ideia de Maurício que achava que uma personagem criança atingiria uma faixa de público importante para a perpetuação de sua marca-imagem. O autor pensava nas possibilidades de fabulações e mensagens bem humoradas e positivas que os quadrinhos infantis permitem, mas esbarrava sempre na intransigência do futebolista e que levava a viagens constantes em Nova Iorque, onde só conseguiu o que queria quando ele rabiscou o Pelezinho, e pediu ao Rei para mostrar aos seus filhos.

Eles adoraram e foi um sucesso, com Pelé a render-se às evidências e passando a reunir-se mais vezes, contando histórias da sua infância e dos seus amigos da altura para o Maurício criar a turminha. A sua primeira namoradinha, Neuzinha Saka, o frangueiro Frangão, a Samira, dos quibes, a Bonga namoradeira, o perna de pau Cana Braba Ou seu fiel cãozinho Rex, que ajudava até a cavar o buraco para as traves. até exista uma turma rival com um invejoso do talento de Pelé.

Fora do núcleo duro das personagens de Maurício, foi o primeiro a ter assim revista própria e a sua turminha de apoio foi muito bem aceite por todos. Além da revista mensal, a editora lançava também almanaques, algo que chegou ao fim quando as criações de Maurício passaram para a Editora Globo, que descontinuou a mensal e publicou apenas alguns almanaques.

Já com a editora Panini passou a ser lançado uma revista com a compilação das melhores histórias da personagem, que causou alguma polémica pelo facto de as figuras serem redesenhadas e perderem alguns dos seus traços visuais. Foi lançada também uma colecção histórica, e essa sim mantinha tudo como antigamente.

















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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Máquina do Tempo: O Fantasma (The Phantom)


Lee Falk está por seu próprio direito na história da BD, isto por causa de duas das suas criações se terem tornado das personagens mais míticas de sempre, tornando-se clássicos intemporais. Hoje não falarei de Mandrake mas sim do Fantasma, um herói que esteve presente em inúmeras gerações e continuará a encantar outras tantas quer seja no papel, quer seja na Televisão ou até mesmo no cinema.

O Fantasma começou a ser publicado em tiras de jornais a 17 de Fevereiro de 1936, estando ainda em publicação, prova da longevidade da personagem. Lee Falk foi o criador e o autor dessas histórias, enquanto que a arte ficava a cargo de Phil Davis, mostrando assim as aventuras do primeiro super-herói em uniforme, passando rapidamente a ser publicado também em revistas de Banda Desenhada, primeiro com a republicação das tiras de jornais, e depois com histórias completas e originais.

Eu tive algumas dessas revistas, as publicadas pela RGE, e não eram poucas, existiam as mensais, os Almanaques, as edições especiais, tudo mostrando as aventuras do herói de uniforme vermelho.. ou Roxo, já que o vi com ambas as cores e não sabia qual seria a verdadeira. Foi assim que o vi pela primeira vez, depois nos desenhos animados e logo depois no jornal, conhecendo 3 universos distintos deste herói que existe há mais de 75 anos.

Mais tarde percebi que era a Roxa, e que a Vermelha era a utilizada em alguns Países, como a Itália, Espanha e o Brasil onde o herói era muito popular e foi publicado por várias décadas, com destaque para as revistas da Rio Gráfica Editora.

O constante uso de uma caveira tornava a personagem apetecível para os mais novos, o uniforme tinha uma caveira na fivela de um cinto, o herói usava um anel como caveira e vivia numa caverna em forma de Caveira. Isto tudo em conjunto com as duas pistolas que ele utilizava (Calibre .45) e a sua atitude aguerrida e corajosa, fazia com que fosse fácil gostar deste herói.

O Fantasma não tem poderes, apenas uma força acima da média e uma grande agilidade física, e assim como outras personagens baseadas um pouco nele, como o Batman, vive do receio que provoca nas pessoas, do misticismo em torno da sua identidade. Ele é conhecido como o Espírito-que-caminha, por causa de ser visto por várias gerações de tribos que acham que ele é sempre a mesma pessoa, e não sabem que se trata de várias gerações de combatentes ao crime.

O mais conhecido de todos é o 21º, Kit Walker, é casado com Diana Palmer, tem um cão chamado Lobo e um cavalo chamado Herói, seus fiéis parceiros no combate ao crime. Vivendo no país Africano de Bangalia numa caverna em forma de caveira, protege todos os seus habitantes e todos sabem da lenda deste homem que nunca morre, do espírito que anda, sem saberem que se trata de um conjunto de gerações de combatentes ao crime.

Sempre que um deles assume, tem que repetir o juramento:

"I swear to devote my life to the destruction of piracy, greed, cruelty, and injustice, in all their forms, and my sons and their sons shall follow me"

No Brasil a demanda pela personagem era tanto que a dada altura eram publicadas regularmente revistas que traziam histórias de todo o mundo, desde os Estados Unidos à Suécia, de Holanda à Dinamarca e até a ter algumas criadas no Brasil por artistas como Walmir Amaral. Foi publicado pela RGE e Editora Globo, mas também foi editado pela EBAL, Saber, L&PM, Livraria Civilização, Opera Graphica, Editora Activa (selo da Opera Graphica), Nova Sampa e Mythos Editora.


Nos Estados Unidos foram várias as editoras, em 1940 era a David McKay que mostrava as tiras compiladas, enquanto que nos anos 50 foi a Harvey Comics a publicar a personagem. Gold key, King Comics e Charlton Comics asseguraram que as gerações das décadas de 60 e 70 conhecessem este herói, enquanto que nos anos 90 foi a vez das duas grandes editoras, a DC e a Marvel enquanto que recentemente a Dynamite publicou umas quantas revistas do herói.

Nos anos 80 teve grande destaque no desenho animado Defenders of the Earth, onde aparecia aliado a outros heróis como Mandrake e Flash Gordon, para além de ter uma filha do seu lado. Em 1994 apareceu uma das versões mais bem aceites da personagem, o Fantasma 2040, criado por David J. Corbett e Judith e Garfield Reeves-Stevens.

Teve um filme que ganhou estatuto de culto,saindo em 1996 e com Billy Zane no principal papel e fala-se de uma nova produção cinematográfico devido às boas vendas em dvd e blu ray. Um herói que parece mesmo imortal, acompanhando gerações e que não mostra sinais de isso deixar de acontecer.



























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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Máquina do Tempo: Crise nas Infinitas Terras - O Ataque final


No último artigo, ficámos no momento em que os heróis decidiram ir atacar o Anti Monitor, no que parecia ir ser uma batalha final, mas que se revelou na verdade apenas mais uma etapa e que ainda não seria dessa vez que a Crise chegaria ao fim.

O número #7 da Crise nas Infinitas Terras tinha logo na sua capa uma imagem que mostrava bem o que ia acontecer, um desenho icónico de George Pérez que já foi homenageado por diversas vezes e até mesmo parodiado, tal a força dessa imagem. Foi o primeiro grande combate com o vilão da história, foram precisos alguns dos maiores heróis das várias terras para isso, mas mesmo assim tudo parecia em vão, a própria fortaleza do vilão era um obstáculo complicado de ser ultrapassado.

Por entre momentos dos heróis a tentarem destruir a máquina do Anti Monitor, víamos cenas em que os vilões desapareciam misteriosamente, algo  que viríamos a descobrir o porquê alguns números mais tarde. Voltando à batalha, percebíamos que nem o poder de dois Super-Homem juntos estava a ser o suficiente, mas foi outra habitante de Krypton a ganhar o destaque nesse número.

A Supermoça decide ir com toda a fúria para cima do vilão, mesmo sabendo que isso podia significar a sua morte, e foi mesmo isso que aconteceu. Apesar de todas as mortes que já tinham acontecido nesta saga, esta foi sem sombra de dúvidas das mais intensas e uma das que teve mais impacto, quer dentro das páginas quer fora delas. Afinal muitos dos leitores tiveram paixoneta por aquela heroína, e maior parte dos heróis gostava da sua forma de ser e estar no Universo DC, logo foi um acontecimento marcante e um dos mais recordados de toda a série.


No número seguinte vimos que afinal o Anti Monitor ainda estava vivo, aparecendo junto do Pirata Psíquico e do Flash, que decide tentar impedir os planos do vilão e corre para impedir que este use o seu canhão de anti matéria, e assim o consegue mas ao custo da sua própria vida.

Se a morte da Supermoça podia ser um pouco justificada com o objectivo da série, o de simplificar o universo DC e ela fazia parte da confusão da história do Super Homem, neste vimos morrer aquele que era considerado um símbolo entre os heróis, um dos poucos "bons" e era também o maior símbolo da Silver Age.

Foi uma morte mais triste, até porque durante algum tempo só o vilão sabia disso, nenhum dos outros heróis sabia desse sacrifício e de como isso ajudou a que as terras não fossem logo destruídas. Mais um número, mais uma morte importante, mas as coisas não ficavam por aí, no número 9 íamos perceber porque os vilões estavam a desaparecer, naquele que foi um dos meus capítulos preferidos desde que vi a capa do Superamigos #26, com uma data de vilões em grande destaque.

Brainiac e Lex Luthor da terra 1 explicavam aos outros vilões o porquê da sua convocação, e apesar da objecção do Luthor da terra 2 (sumariamente executado na hora), são os dois que orquestram um plano que faria com que atacassem os heróis enfraquecidos, e tentariam conquistar os planetas que ainda existiam.

Foi um pouco uma lufada de ar fresco na saga, e depois de tanta morte e conflito cósmico, víamos um pouco da condição humana, de como um verdadeiro vilão aproveita todas as oportunidades para conseguir o que quer, e estes não podiam fugir a isso. O cérebro de Brainiac tinha tudo planeado, os números dos vilões eram superior aos dos heróis, assim como a força bruta deles, o único problema era que os bons eram mais organizados, e era assim que conseguiam evitar alguns desses ataques.

Esses ataques provocaram algumas mortes, como de Aquamoça, e alguns dos planetas tiveram mesmo sob total controle dos vilões, como a Terra S que fica totalmente congelada, como a Terra X que ficou totalmente controlada pela vida vegetal.


Logicamente que os vilões gostam sempre de se trair uns aos outros, e aqui isso também iria acontecer com Psimon a tentar destruir Brainiac e tomar o poder de Luthor, até que o Robô se farta e destrói por completo o cérebro de Psimon. Nas terras vemos como os heróis começam a conseguir que os vilões recuem, muito para desilusão de Luthor, até que tudo é interrompido pelo Especto, que avisa todos (heróis e vilões) que ainda sofrem o perigo de serem aniquilados pelo anti monitor.

Os vilões aceitam cooperar, e Luthor chega a dizer que espera depois um mundo ou dois como recompensa, e vemos todos a tentarem actuar em conjunto para bem de todas as terras ainda sobreviventes. Vemos como o Espectro é um dos seres mais poderosos do universo e é o combate entre ele e o Anti Monitor que faz com que tudo fique muito estranho nos números seguintes, com os heróis a acordarem todos só numa terra e a pensarem que é a deles.


Foram os números que mais gostei, para além da acção toda neles, a arte de Perez sobressaía, mostrando as terras a serem fundidas e as diversas épocas temporais a conviverem em conjunto, dando origem a painéis muito interessantes.

Depois percebíamos que estava a acontecer algo de muito importante com os Lanternas Verdes, algo que podíamos acompanhar ao pormenor na revista Superamigos, vimos como Guy Gardner agradava a algum dos Guardiões que o encarregaram de uma missão importante, e de como outros não confiavam totalmente e a tropa dos Lanternas pede a um Hal Jordan (mesmo sem anel) que ajude neste combate final.

Esses tie ins para mim foram bastante interessantes, e deu para perceber melhor um pouco do historial da tropa, com membros clássicos como Tomar Re a terem bastante destaque, até que morre no final e ajuda a que Hal volte a usar um anel de Lanterna.

Guy Gardner conquistava muitos dos leitores, quer pela sua atitude de anti herói, quer pelo seu uniforme fora do convencional. Apesar disso tudo, nesta batalha final vemos ele a comandar um bando de vilões, alguns até eram inimigos clássicos dos Lanternas, mais propriamente de Hal.

É um desses, Áureo, que ajuda a matar Tomar Re, assim como alguns outros membros da tropa são destruídos, uma verdadeira crise dentro da crise.

Na minha opinião esses capítulos deviam ser incluídos numa colecção à parte da saga principal, apesar de não serem necessários para a compreensão, são bem interessantes e com grandes momentos.

Existem outras revistas que tinham capítulos relacionados de alguma forma com a série, mas sem sombra de dúvidas que as dos Lanternas são as mais intensas.

Voltamos então para acompanhar os dois últimos números de Crise, de como aos poucos os heróis iam percebendo que estavam numa terra diferente, onde tinha existido uma fusão de diversas terras, e que o próprio Anti Monitor admite ter ajudado a criar mas que agora ameaça a destruir.

Vemos o ataque dos demónios sombra, que saem do céu escuro e começam a matar todos os habitantes da terra, com poderes ou sem poderes. Voltamos a ver mais uns heróis morrerem, enquanto que aqueles que foram desde o começo alvo de atenção por parte do Monitor, partem em busca do vilão, com a ajuda de Alexander Luthor e até de Pariah.

Um plano simples e que envolve a cooperação de vários heróis faz com que o vilão seja finalmente derrotado, mas foi uma vitória curta, já que este começa a absorver os demónios sombra e volta à vida, no momento em que os heróis se preparavam para voltar à terra com a ajuda de Alex.

Superboy Prime e os dois Super Homens tentam derrotar o vilão que prova ter mais vidas que um gato, mas os seres místicos do universo DC tinham feito uma surpresa para ele, deixando algo nos demónios sombras que faria com que estes destruíssem o vilão em vez de o ajudar.

Darkseid entra em acção e faz com que o vilão enfraquecido seja teletransportado para um planetóide, algo a que o mesmo sobrevive e começa de novo a ameaçar tudo e todos, até que o Super Homem original (da Terra 2), decide acabar com tudo dando um único murro que destrói por completo o inimigo.


Como recompensa, tanto esse Superman como sua Lois Lane e ainda Superboy prime poderiam ir viver numa dimensão só deles, assim como que a Mulher Maravilha da Terra 2 fica no Monte Olimpo junto de Zeus. Chegava assim ao final a mega saga que previa facilitar o entendimento do universo DC, e que ajudou a que fossem dadas novas origens e histórias a heróis conceituados como Super Homem ou Mulher Maravilha.

A Legião dos Super Heróis e Gavião Negro foram os que sofreram mais com esta saga, ficando uma origem confusa devido aos acontecimentos na saga. Apesar de tudo, cumpriu boa parte do que se propunha, e para além disso foi uma série cheia de acção com belos capítulos e que continua a ter a sua importância, mesmo depois deste ter sido alvo de um reboot e começado tudo de novo nos Novos 52.

Quem mais é fã desta saga? E para terem noção do massacre, eis a lista das mortes que aconteceram por lá.

Earth 3’s Crime Syndicate of America: Ultraman, Superwoman, Owlman, Johnny Quick, and Power Ring
Earth 3’s Lex Luthor and Lois Lane-Luthor
The Losers: Johnny Cloud, Gunner, Sarge, and Captain Storm
Farmer Boy of Sgt. Rock’s Easy Company
Nighthawk
Kid Psycho
Princess Fern
Lord Volt
The Monitor
The Justice Alliance of Earth D (Isto aconteceu num especial em 1999, chamado de Legends of the DC Universe: Crisis on Infinite Earths)
Supergirl
Earth 1’s Flash
Earth 2’s Lex Luthor
Psimon (mais tarde voltou a aparecer)
Shaggy Man (mais tarde voltou a aparecer)
Aquagirl
Icicle
Mirror Master
Maaldor the Darklord
Angle Man (mais tarde voltou a aparecer)
Tenentes Marvels: Fat Marvel, Tall Marvel, e Hill Billy Marvel (não que tenham sido mortos, mas foi sua última aparição)
Dove
Earth 2’s Green Arrow
Prince Ra-Man
Clayface (Matt Hagen)
The Bugged-Eyed Bandit (mais tarde voltou a aparecer)
The Ten-Eyed Man
Kole
Earth 2’s Robin and Huntress
Starman (Prince Gavyn, que foi transformado em energia pura)
Lori Lemaris (mais tarde voltou a aparecer)
Sunburst (mais tarde voltou a aparecer)
Wonder Woman da Terra 1 (tecnicamente não foi morta, voltou a renascer)
The Anti-Monitor
Fora os Milhões e Milhões de pessoas que morreram nos planetas que eram destruídos.

Basta clicarem na Tag Crise nas Infinitas Terras ou Máquina do Tempo para lerem as outras duas partes, espero que tenham gostado.























































































Links da 1ª e 2ª parte deste artigo:
Crise nas Infinitas Terras - No começo eram muitas
Crise nas Infinitas Terras - Hora de salvar as terras
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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Máquina do Tempo: Crise nas Infinitas Terras - Hora de salvar as terras


Nesta segunda parte, vamos ver como os heróis tentavam salvar desesperadamente as terras remanescentes, de como passado, presente e futuro se uniam em diversas épocas deixando tudo e todos desesperados e sem saber como reagir. Aqui podem ler a primeira parte, relembrando o porquê da necessidade de existir ma Crise nas Infinitas Terras.

Depois do Monitor explicar aos heróis que foram convocados o problema do multiverso e da ameaça do anti-monitor, eles começam a ser separados em pequenos grupos e a irem tentar proteger as diferentes máquinas que iriam ajudar a salvar as terras. Mas os números e a força dos demónios sombra era demasiado, nem sempre as coisas corriam bem e começaram a aparecer as primeiras baixas e universos e suas terras continuaram a ser eliminados.

A onda de anti matéria fazia com que acontecessem coisas estranhas, um bando de mamutes do passado poderia aparecer no Século XXX e atrapalhar a vida da Legião de Super Heróis por exemplo. Começávamos a ver nas sombras o trabalho do Anti Monitor, que acabou por controlar uma clone da Percrusora e fazer com que ela matasse o seu mentor, mas este já previa isso e fez com que a sua morte despoletasse a energia para as suas máquinas e proteger alguns universos e algumas terras, mas propriamente a Terra 1, 2, S, X e 4.

Essas 5 terras ficaram assim alinhadas muito próximas umas das outras, separadas por pequenas vibrações que quando não corriam bem davam azo a grandes confusões entre os diferentes planetas.

A arte de Pérez foi uma das maiores armas desta saga, a forma como ele conseguia retratar diversos heróis num só painel tornava tudo mais entusiasmante, para além de podermos encontrar heróis de todas as fases da DC, desde os futuristas Legionários aos cowboys do Faroeste, e até um rapaz pré histórico do início de tudo.

No Brasil a editora Abril tentava mostrar a saga da melhor forma possível, os números da série principal eram espalhadas pelas diversas revistas, assim como os crossovers relacionados com isto. Foi um daqueles trabalhos que mostrava como era importante ter a cronologia acertada, coisa um pouco complicada por causa da revista dos Novos Titãs, que ia um pouco mais avançada.

Foram também publicadas algumas histórias de personagens que nem sempre eram editados no Brasil, o que ajudou a que muitos (como eu) que não conheciam bem o universo, ficassem um pouco confusos.

Alguns dos capítulos mais interessantes vinham das páginas da Corporação Infinito, que tinha um certo Todd McFarlane na arte e que na altura apresentava um traço um pouco diferente do actual, mas com um gosto pela experimentação, especialmente no layout dos quadradinhos.

Em Superamigos era a tropa dos Lanternas Verdes que ganhava destaque, ali víamos pormenores sobre as trocas entre lanternas como Stewart, Guy ou Hal (na altura sem anel), para além do destaque de outros lanternas de renome, que morreram ali naquelas páginas como tantos outros morreram na saga principal.

Voltando à saga principal, lida-se com a morte do Monitor e com a mudança do Pirata Psiquíco para o lado do Anti-Monitor, o que complicou muito a vida para os que lutavam pelo bem, já que ele controlava as emoções de tal forma que fazia herói enfrentar herói, muitas vezes quase até à morte.


Os vilões tinham grande destaque nesta saga, Pérez sabia capitalizar isso e mostrava bons planos que nos fazia quase torcer por eles, de tão "cool" que eles pareciam. Brainiac (versão robô) e Luthor (quase super vilão) começavam a aparecer um pouco mais, tentando dominar os outros e aproveitar a confusão de tudo aquilo que se passava ao redor.

Entretanto vimos pela primeira vez o Anti Monitor, naquele que foi um dos momentos de menor climax da série, depois de tanta coisa para encobrir a sua imagem, confesso que fiquei um pouco desiludido com o design final do vilão. Mas pronto, o seu poder e a sua maldade ajudavam a encobrir um pouco aquilo, adoro como ele obriga o Pirata Psíquico a controlar o Flash, o Tornado Vermelho e obrigar eles a fazerem coisas contra a sua própria vontade, mas ao mesmo tempo o coloca para controlar os milhões de pessoas das outras terras, algo que provou ser demasiado para o vilão.

No lado dos heróis, vemos uma mega reunião no Satélite do Monitor, convocados por Harbinger e o Alexander Luthor da Terra 3, aquele que tinha sido salvo em bebé pelo Monitor e que tinha crescido exponencialmente em pouco tempo. A página dupla que mostra todos os heróis (e alguns vilões) juntos é de tirar o fôlego, a atenção dada aos pormenores e o tentarmos acertar quem é quem é mais forte que nós.

A confusão de herói não reconhecer herói dentro desse satélite mostra bem como eram as coisas, e pior era quando esses heróis eram versões diferentes de um só herói. Na revista Infinity Inc,, isso é bem abordado, afinal era a revista que mostrava os netos, filhos e sucessores de outros heróis bem conhecidos e acontece até uma luta muito forte devido ao ressurgimento de um dos heróis que tinha ali uma versão mais nova a continuar o seu legado.

Depois existiam aqueles heróis como os comprados a outra editora, vimos numa terra como viviam em harmonia o Besouro Azul, Pacificador, Judomaster entre outros, assim como existia uma terra para os da Fawcett, onde habitava o Capitão Marvel (Shazam) e toda a sua família.

Há momentos de convívio entre heróis desconhecidos de terras diferentes bem engraçados, como quando os Novos Titãs encontram a Família Marvel. Outro bom momento são os dois Super Homens com a Lois Lane da Terra Um, e aí nota-se como Perez fazia bem as coisas e fazia questão de diferenciar os dois heróis.


Como não conhecia bem o universo da DC, gostei bastante de ver ali alguns heróis que me pareciam bem interessantes. Dos que gostei mais eram os de origem mística, foram muito bem apresentados por Pérez e foram alguns dos mais esforçados para que tudo corresse bem. Todos tinham o seu lugar ao sol, nem que fosse num simples quadrado, mas tudo de uma forma fluida e que não diminuía em nada o ritmo da história.

Com a destruição do satélite do Monitor e o "sacrifício" da Percrusora, os heróis ficam inspirados com isso e é formada uma pequena equipa que viaja até ao universo de anti matéria para levar a batalha a casa do anti monitor. Lady Quark, Super-Homem da Terra Um e o da Terra Dois também, Besouro Azul, Capitao Marvel, Supermoça, Caçador de marte, Tio Sam, Espectro, Deadman, Vingador Fantasma, Nuclear, Mulher Maravilha e mais uns tantos.

Mas será que isso vai ser suficiente? No próximo artigo vamos descobrir, assim como perceber melhor o impacto que esta saga teve devido às mortes importantes que aconteceram nesses últimos números.

Clicar para aumentar e ver em pormenor































Podem ler a primeira parte neste link:
Crise nas Infinitas Terras - No começo eram muitas
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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Máquina do Tempo: Crise nas Infinitas Terras - No começo eram muitas



Foi a primeira grande saga dos comics, Crise nas Infinitas Terras tinha como intento comemorar os 50 anos da DC e ao mesmo tempo resolver os problemas de cronologia e continuidade que assolavam a companhia. Estreou em Abril de 1985 e se prolongou por 12 edições, fora as edições mensais que estavam ligadas de forma directa ou indirecta, acabando a Março de 1986 e dando origem a um novo Universo DC.

Vou começar um texto com um aparte pessoal, eu era um "marvete" nos anos 80, já tinha lido aqui e ali edições da distinta concorrência e apesar de gostar de algumas histórias do Batman e da Liga da Justiça, eram as do Homem-Aranha, Vingadores, Homem de Ferro, Punho de Ferro, Mestre do Kung-fu e afins que mereciam a minha preferência. Mas um dia deram para a minha mão um Superamigos, o número 24, e fiquei completamente vidrado com aquilo que acontecia naquelas páginas, aquela saga onde heróis estavam a lutar contra um inimigo tão poderoso que os conseguia matar era demais para o meu coração jovem. Comecei assim a seguir com mais atenção as revistas da DC e por isso tenho sempre um carinho muito especial por esta saga.

Painel antes de Crisis
Esta pequena explicação serve ao mesmo tempo para mostrar o porquê da criação desta maxi-série, a cronologia da DC era um pouco confusa e afastava alguns novos leitores, com as várias versões dos mesmos heróis vivendo em várias terras diferentes. Vendo a concorrente Marvel a ganhar cada vez mais espaço no mercado, não foi por isso de estranhar que quem estivesse no poder da DC, achasse que era altura de grandes mudanças, e que melhor altura para isso do que no 50º aniversário da companhia?

Tanto a presidente Jennete Khan como os vice presidentes Dick Giordano e Paul Levitz. percebiam a importância e a necessidade de acontecer algo do género, Nas reuniões efectuadas escolheram a equipa criativa que ficaria à frente do evento, assim como ficaria definido que heróis poderiam morrer e quais sofreriam mudanças no final disto tudo. O escritor Marv Wolfman e o artista George Pérez, responsáveis pela revista dos Novos Titãs que vinha tendo muito sucesso, foram os escolhidos pelos responsáveis da DC, com o veterano Len Wein como editor da série. Giordano seria responsável pela arte-final, mas devido às suas outras funções a dada altura isso passou para Jerry Ordway.

Como sagas envolvendo todo um universo era algo de novo, os editores tiveram a difícil tarefa de fazer com que os escritores das várias revistas respeitassem o que ia acontecer. Num memorando enviado para todos, foi pedido para que usassem pelo menos duas vezes num ano a personagem do Monitor, o mesmo não deveria aparecer mas ser mencionado e representado de alguma forma. Maior parte dos autores optaram por aparições sombrias e dando a ideia de que aquela personagem seria um vilão, quer pelo texto quer pela forma como ele (não) era retratado.

Revistas como All Star Squadron, New Teen Titans, Firestorm e tantos outros seguiram isso à letra, muitas vezes mostrando vilões que pelos vistos recebiam as suas armas desse misterioso monitor. Foi essa a forma encontrada pelos autores e logicamente seguindo a ideia que já estava delineada por Wolfman. O autor foi a escolha certa para esta empreitada, ele era um ávido crítico dos problemas criados pelo Multiverso da DC, recordando que aquilo que havia começado como um sonho (a história Flash of Two Worlds), tinha se tornado um pesadelo por causa de escritores que usaram e abusaram desse conceito.

A história que mostrou o encontro entre os dois Flashs, e cimentou o conhecimento de existirem duas terras com os seus respectivos heróis, foi aquilo que despoletou o conceito do multiverso. Começaram a aparecer cada vez mais terras, a própria companhia incentivava isso, colocando heróis que tinha comprado de outras editoras em terras próprias, que por vezes se cruzavam com os da terra principal.

Para a história de Crisis, Wolfman usou conceitos que tinha de uma personagem que tinha idealizado há muitos anos, que colectava informação sobre todos os heróis e que se chamava o Bibliotecário, Mudando o nome para Monitor, mas mantendo algumas das características, estava assim encontrado aquele que viria a ser um dos principais rostos do que viria por aí.


Nascido na lua de OA, o Monitor apareceu logo após o big bang despoletado pela ânsia de conhecimento do alien Krona, que fez inadvertidamente com que fosse criado um universo positivo, e outro para contra balançar, um universo de anti-matéria que tinha um mundo quase igual a OA, chamado Qward, e na lua desse planeta nasceu o Anti-Monitor, o grande vilão que vinha assim balançar o poder do universo.

Os dois "irmãos" iram "acordar" quando o cientista Kell Mossa tenta testemunhar a criação do universo, fechando-se numa sala de anti-matéria rejeitando de forma arrogante os apelos de todos que o rodeavam e avisaram dos perigos que isso podia causar. Mossa aparentemente ajuda a que o Anti-Monitor comece a sua missão de destruir os diversos universos, lançando uma nuvem de anti-matéria que começou por destruir o próprio mundo do cientista, que é salvo pelo enigmático Monitor.

Ficando com o nome de Pária, ele é forçado a teleportar-se de mundo para mundo, de dimensão para dimensão, assistindo sem hipótese de fazer algo contra isso à destruição desses universos. Foi assim que o começamos a ver, sempre a chorar por ser o causador daquilo tudo mas que não podia fazer nada para o impedir, Encontramos universos conhecidos, como o que continha a versão maligna da Liga da Justiça, e víamos estes desaparecerem sem se perceber o porquê. Na terra três vemos ser salvo o Alexander Luthor, ainda um bebé e que é colocado dentro de um foguete (ah a ironia), que mais tarde viria a revelar-se um dos elementos mais importantes da história.

Por outro lado, começava-se a ver mais do monitor e da sua ajudante, a Harbinger (Precursora) que tinha alguns poderes (voava e podia multiplicar-se) e ajudou o monitor a colocar o seu plano em prática e a juntar diversos heróis de diversas terras no seu satélite. Foi com essa imagem icónica, como só Perez poderia retratar, que começou a sério a aventura que nos iria apaixonar a todos.

Arion, Blue Beetle, Cyborg, Dawnstar, Doctor Polaris Firebrand, Firestorm, Geo-Force, Green Lantern (John Stewart), Killer Frost, Obsidian, Psimon, Psycho-Pirate, Solovar e Superman (Earth-Two) apareciam assim juntos no mesmo espaço. Heróis e vilões de diversas terras, uns nem se conheciam, outros já se tinham cruzado, e todos com alguma importância para o que viria acontecer.

Mas isso fica para a segunda parte destes artigos a comemorar o aniversário deste mega evento.









Para quem gostar de viagens ao passado pode sempre visitar o meu outro blog, Ainda sou do tempo.

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