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sábado, 3 de dezembro de 2011

Prateleiras (6)


As minhas prateleiras Manga na minha nova Bedeteca!
Ainda não são muitos livros do Japão e da Coreia, mas já tenho algumas boas séries.
:)

A foto de topo é do livro Tekkon Kinkreet, sem a sobrecapa.

Ficam as fotos dos restantes!








Aceito sugestões para títulos Manga Seinen!

Boas leituras
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Angoulême 2011- Espaço Mangasie


Bom e interessante espaço situado dentro da tenda dos editores!
Foi a primeira exposição decente que eu vi de Banda Desenhada oriental, varrendo todas as vertentes. Estavam lá representados Manhwa coreanos, Manhua chineses e Manga japonesa.
Vários spots de venda de banda desenhada, merchandise e desenho ao vivo!
Este espaço estava muito movimentado, muito cheio (sobretudo a parte do merchandise) e como nota pessoal menos boa... estava um pouco escuro demais, o que dificultou a tarefa de fotografar!
Ficam as fotos!
























Ólhó João Amaral!

Espero que estas fotos tenham agradado!

Boas leituras!
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domingo, 20 de junho de 2010

Shaman Warrior


Park Joong-Ki é o autor deste Manhwa (BD de origem coreana), que se tornou num dos maiores best sellers deste tipo de arte na Coreia. A série editada no seu original pela Haksan Culture, encontra-se traduzida nos seus nove volumes em inglês pela Dark Horse e em francês (com o nome de Dangoo) pela La Diff.
Park Joong-Ki é o autor tanto dos textos como da arte deste Manhwa não tendo eu informação de outras obras deste autor. A sua popularidade foi tal que Shaman Warrior é um dos cinco Manhwas mais vendidos de sempre!
A minha resolução de adquirir esta série muito foi apoiada pela arte das capas apresentadas, são espetaculares, e pelo “ambiente Samurai” da mesma. É muitas vezes comparada aos Mangas “Blade of Immortal” e “Vagabond”, embora eu ache que na génese de alguns personagens, ou situações, um outro Manga esteja presente: Claymore クレイモア!
Este drama, ou não fosse o autor Coreano, não é para fazer “chorar as pedras da calçada” como Mijeong, mas não deixa de ser intenso.
A narrativa ao longo das cerca de 1800 páginas é bastante lenta, contrapondo as muitas cenas de combates que são de elevada rapidez gráfica. Park Joong-Ki é muito detalhado no grafismo das coreografias apresentadas nas várias cenas de combate, respeitando sempre os limites do corpo humano, na sua flexibilidade e posicionamento. Daí resultam cenas de “pancadaria” no limite do verosímil, aparte os poderes especiais de alguns dos seus personagens.
Park Joong-Ki apoia tudo isto numa narrativa irrepreensível bastante profundidade e com personagens muito bem definidos psicologicamente.
Esta série tem nota máxima dentro do género até metade do último volume, o nono! Aqui Park Joong-Ki “borra a pintura” dando um final muito pobre em que não se sabe o que acontece a vários dos seus personagens, e estou a ser literal, finalizando uma estória de 1800 páginas em cerca de 20! Dá a ideia que se fartou da série e decidiu acabá-la à pressa logo ali no momento, e é um fim inglório para a qualidade de 99% de toda a estória. A nota final atribuída por mim vai reflectir muito este final, porque não se admite estragar assim uma série. Quando cheguei a metade do último volume comecei a pensar, dada a característica lenta da narrativa, que aquilo não ia acabar decentemente…
Shaman Warrior conta a estória de Yaki, filha de um grande Shaman Warrior (guerreiros criados artificialmente que têm um nível de combate muito acima da média), iniciando-se a narrativa com a emboscada criada para assassinar Yarong, o seu pai, mas Batou “The Destroyer” (companheiro indefectível de Yarong) fica vivo e a pedido de Yarong foge com a sua filha. O clan que criou os Shaman Warriors agora, e depois de os usar para ter a sua supremacia sobre os outros, quer eliminar todos estes guerreiros e a sua descendência. Aqui começa a triste estória de Yaki, Nejo, Batou, Genji e Yatilla. Sobrevivência, combate, lealdade e traição são palavras de ordem na estória, servida muito bem com “flashbacks” explicativos de determinadas situações sempre no sítio certo. As linhas de estória seguem muitas vezes paralelas, cruzando-se na altura correcta sendo as revelações colocadas sempre a propósito.
Pena um final inexistente! Sim, porque eu não considero aquilo um final…
Park Joong-Ki agradece no fim aos leitores e espera que continuem a comprar obras dele… bom, isto a seguir ao final incompetente que arranjou é pedir muito!
Salva-se a excelente arte e quase toda a narrativa (já disse que o final é muito incompetente?). Para quem gosta de estórias de samurais é experimentar! O formato é coreano, ou seja de dimensões parecidas com a manga japonesa (um pouco maior que a generalidade das edições de manga), mas lê-se no sentido “ocidental”, ou seja, da esquerda para a direita.
Boas leituras!

TPB
Criado por: Park Joong-Ki
Editado entre 2007 e 2010 pela Dark Horse
Nota : 7,5 em 10
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Mijeong


Começo a pensar que o povo oriental é um pouco auto depressivo. Midjeong é um conjunto de oito estórias curtas, qual delas a mais triste, escritas e desenhadas por Byun Byung Jun excepto “Utility”, escrita por Yun In-wan. Este Sul-Coreano entrou no mundo dos Manhwa , BD Sul-Coreana e similar ao manga japonês, em 1995. O seu primeiro trabalho conhecido chama-se “Run, Bong-Gu, Run”, e é totalmente colorido. Este Midjeong é praticamente todo a preto e branco, excepto as 31 páginas da estória “Song for You”.
Embora pense que é um artista com muito potencial, acho que se perdeu um pouco nestas estórias curtas, que tratam sobretudo de problemas envolvendo jovens, submergidos por emoções violentas, incluindo suicídios, assassinatos e violações. Está implícito em quase todas as estórias uma juventude com mentes opressivamente depressivas e infelizes. Bom, mas este livro também consegue momentos de grande e pura sensibilidade, para a qual contribui o desenho do autor.
A arte deste tem a particularidade de procurar ser melhor, onde a estória é mais fraca, fazendo deste livro uma manta de retalhos bem uniforme. Usa a sua capacidade artística conforme a estória pede, ou desenhos esbatidos com um traço sujo, ora com um traço muito fino e cheio de detalhes. A sua capacidade de usar cor também é muito boa, como se poderá verificar em “Song for You”. Adorei os detalhes das paisagens urbanas (excelentes), em contrastando com a estilização simples de algumas vinhetas.
As estórias são:
- Midjeong
- Yeun-Du, 17 Years Old
- Utility
- A Song for You
- 202, Sinil Villa
- Courage, Grandfather
- A short Tall Tale
As estórias oscilam entre as 20 e as 60 páginas (o livro possui 240 páginas), e espera-se sempre mais deste autor de estória para estória. Está em principio de carreira, mas para já muito promissor, esperemos que se divorcie do lado negro e por vezes quase sádico de algumas das estórias, pois consegue fazer mais e melhor. Aliás, o espectro das emoções humanas não se resume só à parte escura da psique humana, mas tenho reparado nas minhas recentes incursões pelos Manga e Manhwa , que existe muito deste género, aliado a terror, thriller, etc. É provavelmente cultural… se eu estiver a dizer uma asneira, alguém me corrija! (Não é que eu não goste do género, porque gosto...)
:)
Boas leituras

TPB
Criado por: Byun Byung Jun
Editado em 2009 pela NBM Publishing
Nota : 7,5 em 10
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