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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Lançamento Levoir: Sandman
Mestre dos Sonhos



A Levoir vai publicar em português a partir de6 de Outubro a grande e maravilhosa série Sandman. Por inteiro! Em capa dura!
Aqui o je ficou maravilhado... :)

Esta obra, assim como Watchmen, fez saltar a Nona Arte do rótulo "para crianças", para uma maturidade reconhecida. Quando começou a sair nos EUA, uma grande franja de leitores não consumidores normais de BD, sobretudo mulheres, reconheceu nesta obra um brilho acima da média, e fez dela um dos maiores best sellers da Banda Desenhada.
O principal personagem da obra é Morfeu, o Senhor dos Sonhos. Logo no princípio, no primeiro arco de história, Morfeu é capturado por engano num ritual em que o objectivo era capturar a sua irmã, Morte, por um Mago que queria viver para sempre.

Tomem atenção a esta apresentação por parte da Levoir:

Sandman

O primeiro volume Sandman, Mestre dos Sonhos de Neil Gaiman, Prelúdios e Nocturnos entrou na gráfica com 232 páginas. A partir de 6 de Outubro, a LEVOIR e o jornal Público vão lançar a Edição integral da série original do SANDMAN escrita por NEIL GAIMAN. São 11 volumes em edição de coleccionador, capa dura, dos quais 8 inéditos em português de Portugal, um volume por semana a 11,90€.

Considerada a melhor série de sempre do selo editorial americano VERTIGO.

Os livros são:
1.-Prelúdios e Nocturnos
2.-Casa de Bonecas
3.-Terra do Sonho
4.-Estação das Brumas
5.-Um Jogo do Ti
6.-Fábulas e Reflexões
7.-Vidas Breves
8.-A Estalagem no Fim do Mundo
9.-As Benevolentes 1
10.-As Benevolentes 2
11.-A Vigília

O que dizem de SANDMAN:

"Neil Gaiman is, simply put, a treasure house of story, and we are lucky to have him in any medium." - Stephen King

"The greatest epic in the history of comic books" - Los Angeles Times Magazine

"Clever, witty and beatufully rounded off."- Time Out



Boas leituras




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domingo, 8 de setembro de 2013

Os Comics e os Anos 90: Vertigo - Origens [19]



Domingo é dia de Os Comics e os Anos 90 e do Paulo Costa.
Hoje o assunto é Vertigo e as suas origens. Conheçam melhor o nascimento deste importantíssimo selo editorial da DC Comics através deste artigo de Paulo:

As origens da Vertigo

Vertigo. Um farol de inteligência e originalidade num mar de super-heróis viciados em esteróides e praticantes de violência gratuita. Numa era em que os títulos mais vendidos eram desprovidos de qualquer conteúdo literário, este selo foi criado pela DC Comics pela poder mostrar ao mundo grandes obras como o Monstro do Pântano de Alan Moore, o Homem-Animal de Grant Morrison ou o Sandman de Neil Gaiman. Pelo menos, é o que muita gente pensa. Na verdade, a Vertigo foi criada apenas em 1993, e apenas Sandman e Shade continuavam com os escritores originais, Gaiman e Peter Milligan, respectivamente. E o nascimento deve também muito à Disney, por falhar em arrancar com a sua linha de revistas adultos, que se devia ter chamado Touchmark.

É verdade, sim, que a existência de uma série de títulos que tinham em comum apenas a indicação “Suggested for Mature Readers” nas capas, foi a base de sustentação para a criação da Vertigo. Karen Berger foi a responsável por recrutar os membros da “Invasão Britânica” da DC Comics nos anos 80, trazendo para a DC nomes como os já mencionados Moore, Morrison, Gaiman e Milligan, mas também Jamie Delano, Garth Ennis e Warren Ellis. Claro, nem todos eram britânicos, e escritores como Rick Veitch, Mike Grell, Howard Chaykin, Tim Truman e Denny O’Neil também faziam parte desta lista de criadores que contribuíram para esta linha para leitores adultos, mais distanciada das tradicionais histórias de super-heróis (o editor Mike Gold também estava envolvido, trazendo alguns destes nomes quando saiu da First Comics, editora que tinha ajudado a fundar). No entanto, nem todas estas revistas sobreviveram o suficiente para serem incluídas na Vertigo, incluindo o Questão de O’Neil ou o Arqueiro Verde de Grell. Mas a janela para a criação da Vertigo abre-se graças ao regresso à DC do editor Art Young, que antes trabalhava para a Disney. Young era responsável pela Touchmark Comics, uma nova linha que fazia parte da expansão da Disney Comics para 1991, na época em que a empresa tinha o seu próprio departamento editorial. No entanto, a linha central era pouco apelativa e não vendeu o suficiente para justificar o investimento adicional na expansão.
























Young apareceu na porta de Berger com uma mão cheia de títulos, que seriam propriedade dos criadores. Ao contrário da Marvel e da sua Epic Comics, a DC não tinha muita experiência a editar títulos destes (“Ronin” de Frank Miller e “Gilgamesh II” de Jim Starlin eram honrosas excepções), com a divisão Piranha/Paradox Press a ter este material a seu cargo, mas de uma natureza mais experimental que qualquer produção da Vertigo. A linha assentava em títulos já existentes, “Animal Man” (começando no nº 57), “Doom Patrol” (nº 64), “Hellblazer” (nº 63), “Sandman” (nº 47), “Shade, the Changing Man” (nº 33) e “Swamp Thing” (nº 129), o chamado Universo Vertigo, que, mesmo com alguns crossovers entre títulos, na verdade nunca existiu. As primeiras mini-séries a começarem do início foram “Death: The High Cost of Living”, um spin-off de “Sandman” com a personagem favorita do público (Morte) e um dos títulos previstos para a linha Touchmark, “Enigma”. Durante o primeiro ano de actividade, foram lançadas novas séries de títulos anteriores à Vertigo, incluindo “Books of Magic”, “Black Orchid” e “Kid Eternity”, bem como algum material destinado à Touchmark, nomeadamente as mini-séries “The Extremist” e “Sebastian O” e a edição especial “Mercy”, permitindo ao selo ter uma linha cada vez mais diversificada.
























Com tantas revistas de géneros literários diferentes, seria necessário um elemento identificador para dar identidade à Vertigo. Dado o comportamento comum das lojas juntarem as suas revistas por editora, as capas mais conceptuais já lhes permitiam distinguir-se do material à sua volta, mas o elemento comum que unificou toda a linha foi o seu design, o chamado trade dress. A DC já tinha inovado nos anos 40 ao criar um logotipo para todas as suas revistas, seguindo-se as corner boxes da Marvel, introduzidas nos anos 60. Karen Berger foi mais longe e não só unificou o design das capas como também da página editorial e das secções de cartas. As revistas Vertigo tinham assim uma identidade própria difícil de duplicar.
























À medida que alguns títulos que tinham começado na DC eram cancelados (“Shade”, “Doom Patrol” e “Black Orchid” foram os primeiros), Berger começou a permitir que fossem criadas séries continuadas que pertenciam aos criadores. Até ali, apenas tinham sido publicadas mini-séries, mas 1994 ficou marcado pelo lançamento de “The Invisibles” de Grant Morrison e de “Preacher” de Garth Ennis. Ao contrário do que era feito em editoras como a First Comics ou a Comico, estas séries seguiam a inspiração de “Sandman”, e estavam programadas para concluir a história após um determinado número. “The Invisibles” foi um objecto de culto, mas “Preacher” tornou-se o primeiro êxito da Vertigo depois de “Sandman”, e deu ao selo o fôlego e a credibilidade necessários para continuar sem necessitar dos títulos de lançamento ou sequer de material de que a DC fosse completamente proprietária. “Transmetropolitan”, de Warren Ellis, transplantado da linha falhada Helix, foi o próximo êxito, e até ao final do milénio seria ainda lançado “100 Bullets”. Apesar de ser uma das melhores casas para material de autor, a Vertigo não abandonou as propriedades mais adultas da DC. “House of Secrets”, “Unknown Soldier” e “Trenchcoat Brigade”, que recuperava Mister E, Dr. Occult e o Phantom Stranger ao lado de John Constantine, permitiram criar novo material ligado a estas propriedades, que pouco tinham para contribuir para o exército de super-heróis do Universo DC.

Texto: Paulo Costa
























Podem ver todos os artigos do Paulo Costa no Leituras de BD clicando no nome dele, e podem também consultar todos os outros artigos desta rubrica nos links abaixo:
Os Comics e os Anos 90: Image Comics - Youngblood
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Morte do Super-Homem
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Queda do Morcego
Os Comics e os Anos 90: Crossovers entre várias Editoras 
Os Comics e os Anos 90: Dark Horse - Hellboy
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Onslaught 
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Elseworlds: Golden Age
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Heroes Reborn 
Os Comics e os Anos 90: Wizard Magazine
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Os Monos da Marvel
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Hal Jordan: Ascensão, Queda e Redenção
Os Comics e os Anos 90: Alex Ross
Os Comics e os Anos 90: A Falência da Marvel
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - The Darkness & Witchblade
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Sidekicks
Os Comics e os Anos 90: Marvel - New Warriors
Os Comics e os Anos 90: WildStorm - Planetary & Authority
Os Comics e os Anos 90: Substitutos
























A partir deste post a cadência semanal vai passar de três para dois artigos por semana, sobre os Anos 90. Em princípio esta passagem pela década de 90 terminará no final de Setembro. Pensamos que no final deste mês já teremos uma colecção bem exaustiva sobre o que se passou de mais importante, ou curioso, nos comics dos anos 90!

Boas leituras
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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Sandman Overture #2 adiada para o ano e algumas páginas de Sandman Overture #1


Infelizmente a revista bi-mensal Sandman (nova série) foi adiada. Deveria sair em Dezembro, mas Neil Gaiman justificou-se:

Sure. I understand your disappointment and sympathise. We’re both really sorry about the delay. It’s unprofessional, and is mostly due to the giant signing tour I was on from June, and me not getting script written on the tour, with knock-on effects. We’re hoping it’ll be the only delay though.
(Retirado do site Bleeding Cool)

Ficam com a maravilhosa capa de J.H. Williams III para esta segunda revista e........ o Leituras de BD tem uma surpresa para esta noite!
"Ofereço" aqui Sandman: Overture #1 para quem não comprou, ou ainda não leu:

Sandman: Overture #1





















































J.H. Williams III é um espectáculo, certo?
:D

(Sinto a Batwoman tãooooo orfã...)

Boas leituras
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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Lançamento Levoir: Os Livros da Magia



Depois de Sandman, a Levoir vai publicar amanhã mais uma obra de Neil Gaiman: Os Livros da Magia (The Books of Magic).
Conforme Paulo Costa já escreveu neste blogue, e embora continuasse ocupado com Sandman, Neil Gaiman aproveitou para criar uma nova mini-série para a DC, chamada Books of Magic, com quatro edições em arte pintada, cada uma com um artista diferente.

Na série, uma criança de nome Tim Hunter é identificada como o mago da nova era e um grupo de aventureiros com poderes mágicos, o Vingador Fantasma (no capítulo ilustrado por John Bolton), John Constantine (pintado por Scott Hampton), o Doutor Oculto (com Charles Vess na arte) e Mister E (com um expressivo Paul Johnson), decide mostrar ao futuro feiticeiro o passado, o presente e o futuro do Universo DC, bem como um mundo mágico paralelo ao universo real.

Esta foi uma excelente viagem de transformação de um jovem sob a forma de um conto de fadas. A série tem participações especiais ou curtas de vários personagens, incluindo o Espectro, Deadman, Zatanna, Arion, Mordru e a personificação da Morte de Sandman, além de introduzir Titania, a rainha das fadas. A história foi encadernada em 1993, já na Vertigo, antes do crossoverThe Children's Crusade” e da subsequente série mensal de Tim Hunter, também chamada Books of Magic, mas com John Ney Rieber no lugar de Gaiman.

Fiquem com o press release da Levoir:


Os Livros da Magia

Neil Gaiman está de volta. O coleccionador de prémios, Hugo, Nebula, Locus e Eisner, e escritor de Sandman, obra já editada em 2016 pela Levoir é o autor de Os Livros da Magia que sai em banca com o jornal Público a 25 de Agosto.

Ilustrado pelos aclamados artistas John Bolton, Scott Hampton, Charles Vess e Paul Johnson. Esta edição de capa dura com o formato de 170 x 240 mm e 200 páginas tem prefácio de Roger Zelazny.
Timothy Hunter é um garoto inglês aparentemente comum, mas com grande potencial para a magia. Ciente do potencial do garoto, a “brigada dos encapotados” - formada por John Constantine, Doutor Oculto, Mister Io e Vingador Fantasma decide guiá-lo através da história e do futuro da magia, além de o apresentar a magos e “mundos além da razão”. O objectivo é dar oportunidade para que Timothy escolha se quer ou não entrar para esse universo fascinante e ao mesmo tempo perigoso.
A história está dividida em quatro capítulos, onde cada capítulo mostra a aventura de Tim descobrindo o mundo da magia, cada parte tem um guia diferente.

Os Livros da Magia são como um retorno à infância, a história é muito envolvente e Neil Gaiman devolve-nos a nós adultos um pouco daquele universo já esquecido do prazer da descoberta de novas possibilidades.







Boas leituras





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terça-feira, 2 de julho de 2013

Capas: The Sandman - Overture #1


É assim. Vamos assistir ao renascer de uma mítica série em 30 de Outubro, 2013. A série é Sandman, e será escrita por Neil Gaiman (claro) com arte de JH Williams III.
De qualquer modo, esta primeira capa é lindíssima!


Não sei se será bom trazer esta série de novo... tenho medo que seja apenas uma maneira de ganhar dinheiro com a fama de uma das melhores séries da BD norte-americana. Sandman tinha ficado fechada e finalizada, portanto não percebo este reviver da série...

Espero que o objectivo seja mesmo a reconstrução do selo Vertigo da DC Comics, na era pós Karen Berger, visto que foram anunciadas mais séries que irão pontificar nesta nova Vertigo. A saber:

  • Hinterkind: Ian Edginton e Francesco Trifogli
  • The Discipline: Peter Milligan e Leo Fernandez
  • The Dead Boy Detectives: Toby Litt e Mark Buckingham
  • Suiciders: Lee Bermejo
  • Coffin Hill: Caitlin Kittredge
  • The Witching Hour: Kelly Sue DeConnick, Cliff Chiang, Lauren Beukes, Emily Carroll, Matthew Sturges, e mais alguns...

Em relação a este Sandman, Neil Gaiman disse ao periódico norte-americano:
"Williams‘s pages in Overture are the most beautiful pages I have ever seen in periodical comics, I ask him to do the impossible, and he gives me back more than I asked for.”

Melhor elogio que este é difícil, mas ao mesmo tempo colocou a fasquia muito alta para o desenhador da Batwoman!

Do lado direito têm o poster promocional do título.

Boas leituras
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domingo, 18 de janeiro de 2009

Absolute Sandman Vol. 4


E assim chega ao fim esta mega-saga da Vertigo. Estes quatro magníficos “Absolutes” foram editados no curto espaço de dois anos, e agora só faltaria mesmo o spin-off “Absolute Death”, que está planeado para o fim de 2009.
Este super volume final é composto pelo muito bem estruturado “The Kindly Ones” e pelo belíssimo “The Wake”. A primeira estória, “The Kindly Ones”, é a maior de toda a saga e também a que tem a arte mais difícil de tragar… embora depois de começar a ler se chegue à conclusão que a ligação entre o texto de Gaiman e os desenhos de Marc Hempel, se interligam extremamente bem. Depois para adoçar a boca no seguimento de uma refeição bastante “agreste”, temos em “The Wake” uma arte maravilhosa de Michael Zulli, da qual é impossível não gostar! Como estórias introdutórias temos “The Castle”, antes de “The Kindly Ones”, e como apêndices temos “Exiles e “The Tempest”, depois de “The Wake”.
Como disse atrás, “The Kindly Ones”, é uma estória altamente bem estruturada que conta os últimos dias de Morpheus. Tudo é despoletado pelo desaparecimento de Daniel, filho de Lyta Hall (heroína reformada), e esta convence-se de que o senhor dos sonhos é responsável. A partir daqui personagens secundários tornam-se principais (Lyta Hall, The Corinthian, Thessaly, Rose Walker, Loki, etc.) e Lyta acaba por conseguir levar as “Furies” a perseguir Morpheus, pois este derramou sangue da própria família (Orpheus), premissa básica para a vingança destas bruxas. As Furies iniciam o seu plano de destruição do Reino dos Sonhos, eliminando metodicamente os personagens principais deste Reino. No fim, temos um triste Morpheus no topo de um penhasco, junto com a sua irmã Death… conversam, e ele dá-lhe a mão! No mesmo instante dá-se a metamorfose de Daniel…
“The Wake” é praticamente um epílogo de toda a série, onde todos os personagens de alguma importância desta série falam de Morpheus e de que modo ele afectou as suas vidas, assim como entre eles próprios… é o episódio que une o resto das pontas soltas. Acho que já fiz demasiados spoilers, portanto fico por aqui.
Ficam os links das outras três críticas:
- Absolute Sandman Vol.1
- Absolute Sandman Vol. 2
- Absolute Sandman Vol. 3
Boas leituras!

Slipcased Hardcover
Criado por: Neil Gaiman, Dave McKean, Michael Zulli, Daniel Vozzo, Marc Hempel, Kevin Nowlan, Todd Klein, Charles Vess, etc
Editado em 2008 por Vertigo (DC Comics)
Comprado em Amazon
Nota : 11 em 10


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terça-feira, 26 de maio de 2015

Vertigo: Pré-Vertigo Parte 4
A história que antecede o selo: 1989




O ano de 1989 foi bastante fértil no que diz respeito às sementes da Vertigo. Com capa de Janeiro, foi lançada uma nova série que rapidamente se tornaria o ex libris da linha de revistas mais adultas da DC, e fixando o terror e fantasia gótica como géneros preferenciais dessa linha. Recrutando um jornalista completamente desconhecido chamado Neil Gaiman, a editora Karen Berger permitiu-lhe escrever duas personagens obscuras e, à altura, esquecidas.

A primeira foi Black Orchid. A Orquídea Negra era um heroína com poderes, pouco conhecida, que tinha aparecido brevemente em antologias. Gaiman resolveu ligá-la a outros heróis com temas relacionados com vegetais, como o Monstro do Pântano, escrevendo a sua origem definitiva, mas a história era bem mais intimista graças à arte pintada de Dave McKean. Editada numa mini-série de três edições em formato prestige, a primeira edição ainda surgiu com a data de 1988, mas como a DC estava em processo de revisão das datas de publicação mostradas na capa, saiu ao mesmo tempo que as primeiras revistas com capa de 1989. A encadernação de Black Orchid já teve lugar na Vertigo, seguindo-se uma nova série mensal em 1993, mas já sem Gaiman.

Praticamente ao mesmo tempo, Gaiman também lançou uma nova série mensal com o título Sandman. Embora ostensivamente inspirado tanto no personagem dos anos 40 (Wesley Dodds) criado por Gardner Fox como no super-herói do anos 70 (Garrett Sanford) de Joe Simon e Jack Kirby, o Sandman de Gaiman é a personificação do conceito de sonho. Durante os 75 números da série, acabou por se tornar uma das mais premiadas e prestigiadas séries de banda desenhada de sempre, com a escrita mais desenvolvida e mais inovadora nas editoras grandes. Apesar do uso de sombras, do ambiente gótico e de um personagem principal baseado visualmente no cantor Robert Smith, a história de Sandman não era nada pessimista, antes pelo contrário, até porque as várias personagens (desde a personificação da Morte a Lucifer, um dos três senhores do Inferno), sejam principais ou secundárias, têm todas personalidades bem magnéticas. A Morte, Lucifer e os Dead Boy Detectives, personagens lançados nesta série, tiveram direito a séries no futuro, e Gaiman também soube repescar alguns conceitos anteriores, incluindo Caim e Abel (os apresentadores das revistas antológicas dos anos 70, House of Mystery e House of Secrets) e Matthew Cable, ex-marido de Abigail Holland (esposa do Monstro do Pântano), agora transformado num corvo.

Em Fevereiro, foi a vez de Grant Morrison receber mais um título. A partir do número 19, o escritor escocês foi nomeado para a revista Doom Patrol, que também passou para a linha de material mais adulto, e deixou completamente de lado as histórias de super-heróis que eram comuns anteriormente. Em vez disso, Morrison pegou no lado mais estranho das histórias originais dos anos 60 (a Patrulha do Destino era composta por heróis com falhas óbvias, como o Robotman, a Mulher Elástica ou o líder deficiente físico, Niles Caulder), avançando numa direcção mais psicadélica, com novos membros ainda mais estranhos, e uma equipa de vilões, a Irmandade de Dada, que representava a inspiração cultural usada nestas histórias, onde o nonsense era normal e o invulgar tratado como lugar-comum. Morrison continuou no título até ao número 63, precisamente um mês antes da entrada na Vertigo, mas Rachel Pollack manteve o mesmo espírito até ao cancelamento da revista, no número 87.

Em Março foi a vez de se iniciar a nova-série do herói aviador Blackhawk (Falcão Negro). No entanto, agora o título Blackhawk referia-se a uma equipa de aviadores, com as histórias a continuarem no seguimento da mini-série de Howard Chaykin e de um segmento regular na antologia Action Comics Weekly. Martin Pasko escreveu a maior parte das histórias, com Rick Burchett como artista regular. As histórias lidaram regularmente com o clima paranóico anti-comunista do pós-Segunda Guerra, espionagem e ciência proibida, mas sempre integrado num ritmo constante de acção e aventura, o que não afastou o título da etiqueta para adultos, mesmo com uma arte que por vezes se podia considerar mais apropriada para a caricatura humorística do que para a violência da série. Blackhawk teve direito a 16 números e um anual.

Quem tinha etiqueta para adultos era a mini-série Skreemer, de Peter Milligan e Brett Ewins, com seis números publicados a partir de Maio. Com uma premissa original, Skreemer segue a ascensão ao poder do mafioso Veto Skreemer, num mundo pós-apocalíptico onde  há espaço para o horror, mas num ambiente de história de crime, já que o poder formal está concentrado nas mãos do crime organizado e o território é activamente disputado por gangues armadas. No entanto, o próprio Skreemer acaba a lutar para manter o seu degradante império. Skreemer foi integrado na Vertigo quando um encadernado foi finalmente publicado em 2002.

Os heróis pulp da Street & Smith regressaram à DC em 1989, com a publicação de uma nova série do Sombra em Setembro. Depois do mal recebido ciborgue da era moderna, as histórias voltaram ao ambiente normal dos anos 30 no título The Shadow Strikes, com Gerard Jones a escrever a maior parte das histórias, tendo Eduardo Barreto e Rod Whigham sido os artistas regulares. A revista durou até 1992, com 31 números e um anual, replicando fielmente o ambiente das histórias originais do Sombra, mas com alguma influência da linha mais adulta da DC. Antes disso, em Julho, a DC lançou uma mini-série de dois números em formato prestige do título Justice Inc., por Andy Helfer e Kyle Baker, com o detective Richard Benson (que aparecia nas histórias pulps como The Avenger) a ver-se envolvido numa conspiração que envolve a CIA.

No final do ano, a DC trouxe de volta ao activo Desafiador (Deadman). Apesar de visualmente interessante, graças à sua aparência criada por Carmine Infantino, a personagem, cujo verdadeiro nome é Boston Brand, sempre teve histórias formulaicas, em que a sua situação como um fantasma controlado pela deusa Rama Kushna o colocava no papel compulsivo de possuir o corpo de pessoas vivas com o intuito de resolver crimes. No entanto, em Deadman: Love after Death, uma mini-série de dois números em prestige format escrita por Mike Baron e desenhada por Kelley Jones, Brand finalmente dedica tempo a si próprio e às suas necessidades. Jones também modificou a aparência do Deadman para ficar mais parecido com um esqueleto. Esta história nunca foi reimpressa na Vertigo, mas colocou-o no limiar da linha adulta.

Este ano também viu Jim Starlin regressar às sagas cósmicas, não na sua antiga casa, a Marvel, mas na rival DC. Starlin tinha ido para lá para matar Robin nas páginas do Batman, mas teve a oportunidade de criar um novo épico, Gilgamesh II. De início, a história parece lembrar a do Superhomem, com um alienígena enviado para a Terra vindo de um planeta destruído. Na verdade, o alienígena não parece tão humano como Kal-El e acaba por usar as suas capacidades físicas e intelectuais para chegar ao topo do regime corporativista que domina o planeta. É nessa fase que Gilgamesh Bonner, como foi baptizado, descobre que há outro igual a ele, Otto, e a partir daqui a história segue a estrutura do épico de Gilgamesh, com Otto a fazer o papel de Enkidu, excepto no final, que vê Gilgamesh sacrificar-se no submundo (um rasgo na realidade) em vez de salvar Otto. Gilgamesh II nunca foi reimpresso em inglês, das poucas obras de Starlin nessa condição.

Mais uma vez, e também no fim do ano, Batman voltou a aproximar-se da linha adulta com a graphic novel Arkham Asylum, escrita por Grant Morrison e pintada por Dave McKean. O estilo irreal coaduna-se bem com a história, passada no asilo de criminosos de Gotham City, onde Batman deve enfrentar todos os seus inimigos. Além desta história, a linha Batman ganhou algumas adições onde se podiam contar histórias fora da continuidade geral, nomeadamente a antologia Legends of the Dark Knight, lançada em Novembro, e o que se passou a considerar o primeiro livro da linha Elseworlds, Batman: Gotham by Gaslight.

Finalmente, 1989 foi também o ano de lançamento de uma nova linha de livros, de autores independentes, e com uma tendência mais experimentalista, denominada Piranha Press, cujas edições não tinham qualquer logótipo da DC na capa. As primeiras edições foram a graphic novel The Sinners, the Alec Stevens, a série antológica Beautiful Stories for Ugly Children, de Dave Louapre e Dan Sweetman, Etc., de Tim Conrad e Michael Davis, e Gregory, de Marc Hempel. Algum material da Piranha Press, nomeadamente Epicurus the Sage, de William Messner-Loebs e Sam Kieth, e Why I Hate Saturn, uma graphic novel de Kyle Baker, acabaram por ser republicados na Vertigo, anos depois. A Piranha Press continuou a editar até 1994, quando deu o seu lugar à semelhante Paradox Press.







Conheça ou recorde as partes anteriores:
Parte 3: Vertigo Pré-Vertigo: A história que antecede o selo: 1988
Parte 2: Vertigo Pré-Vertigo: A história que antecede o selo: 1986-1987
Parte 1: Vertigo Pré-Vertigo: A história que antecede o selo: 1982-1985
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