quinta-feira, 12 de novembro de 2015

26º Amadora BD, a reportagem "ilegal"...



Durante 3 semanas esteve o 26º Amadora BD aberto ao público, com o núcleo principal no Fórum Luís de Camões e várias exposições espalhadas pela Amadora.

Dizia-se por parte da organização que a criança seria tema fulcral deste Amadora BD de 2015… era a premissa. Mas esta premissa, tal como desconfiei desde o início, foi apenas mais uma desculpa para IMPOR as personagens fetiches desta organização ao público, ou seja, aqueles bonecos sem graça chamados Quim e Manecas. Tiveram o seu tempo, foram importantes em alguma altura no tempo, mas apenas isso… mas esta organização tenta, e tenta, e tenta impor aquilo ao público. São bonecos datados a que nenhuma criança alguma vez irá ligar em 2015.
Ridículo! Ridículo…

Já agora, em Portugal existem bons autores de BD para crianças. Onde estavam eles? Onde estavam as exposições destes artistas? Nem para os autógrafos foram convidados. José Abrantes, Pedro Leitão, Carlos Rocha e Aida Teixeira (estes com um livro publicado recentemente que já vai na 2ª edição). Em contrapartida houve quem andasse a dar autógrafos nem sei porquê… amiguismos?

Por falar em autógrafos… este foi o ano mais fraco em matéria de artistas internacionais. Pobre mesmo. Eu pergunto… para onde vai mais de meio milhão de Euros?? A decoração foi feita com paletes de madeira, caixotes de cartão e ripas de madeira verde sem estar tratada (um perigo para os visitantes). As bancas e o tampo dos autógrafos eram de madeira reciclada de baixa qualidade. Pobre!
No que toca aos autógrafos, o público foi avisado com 3 horas de antecedência que o excelente Tardi iria dar autógrafos. Ridículo!

Na zona de exposições onde se situava também o “auditório”, constavam se bem me lembro 6 exposições (para além da já costumeira exposição do concurso de BD). Não estavam más, mas fui habituado a muito melhor no Amadora BD, aliás, as exposições sempre foram o forte deste festival de BD. As outras exposições espalhadas pela Amadora seriam melhores? Talvez, acredito que sim. Para uns poucos de visitantes que batem as capelinhas todas, ou estão à espera que os visitantes “normais” de fora da Amadora andem a fazer um périplo pela cidade? Não com certeza…
As únicas exposições que estiveram ao nível do “antigamente” foram a do André Oliveira e a do Tony Sandoval. As outras estavam “normais” ao nível cénico.

Neste piso encontrava-se o parque infantil… lembram-se? As crianças eram o foco deste Amadora BD. Pois, deram-lhes um enorme playground para andarem aos saltos, mesas, papel e canetas para rabiscarem. Áh… e filmes curtos. Muitos. Quase tudo filmes da Europa de leste, parecia o programa do Vasco Granja... Mas afinal, era para as crianças se interessarem por BD ou para andarem aos saltos a fazer uma enorme barulheira na zona do “auditório”, onde era suposto haver um mínimo de silêncio?

O “auditório” era formado por paletes umas por cima das outras e forradas na parte de cima. Ou seja, uma pessoa que se sentasse ficava extraordinariamente confortável com a cabeça entre os joelhos. Mas já para os visitantes descansarem dessa posição, tínhamos a meio uma zona que dava para nos deitarmos e descansar um pouco a coluna e o cu.
O isolamento sonoro desta “sala” escura era feito com caixotes de cartão. Até que não estava feio, mas pede-se mais para uma sala deste género e rodeada pelo parque infantil. Mais, de início nem sequer distribuíram microfones para as pessoas que falavam no palco! Maravilhosamente ridículo!

Mas o cúmulo aconteceu quando eu estava a tirar fotos à primeira exposição, a única dedicada às crianças (ilustração [e não BD] infantil). Veio a menina da segurança perguntar-me se eu tinha autorização escrita para tirar fotos. Eu disse que não. E a menina disse que então eu não podia tirar fotos. Fiquei danado e fui embora. Este costume ridículo do Amadora BD já enerva… vou ao excelente festival de BD de Beja e não é preciso. Vou à enorme Comic Con no Porto, e não é preciso. Vou a Angoulême (um dos maiores e melhores festivais no mundo) e não preciso. Vou ao pior festival destes todos e é só burocracias completamente parvas. Nunca irei pedir autorização para tirar fotografias num evento deste género em que paguei bilhete. Nunca. Isso era rebaixar-me a um costume burocrático bacoco. E toda a gente devia fazer o mesmo.

Como curiosidade, na exposição da Tertúlia BD patente neste piso tinha fotografias desses encontros a correr num monitor. Ora, eu contei uma dúzia de fotos em que eu estava presente e reconhecível (uma delas um grande plano) e ninguém me pediu autorização para que a minha pessoa estivesse “exposta” desta maneira no festival! Dois pesos e duas medidas?

E já agora... o ridículo que foi aquela atoarda do "Ano Editorial 2015" na vertente das revistas em que o nome da "coisa" era a "Invasão das revistas". Sim, houve uma invasão de revistas, a qual foi exemplificada com uma Comix, uma Minnie & Friends e outra dos Simpsons. Isto é que foi uma invasão (lol)! Presas com corrente para ninguém roubar (re-lol) e duas delas já descontinuadas (re-re-lol). Têm noção do ridículo? Têm?? Não, não têm...

Mas depois logo no dia seguinte fui lá novamente com a máquina preparadíssima para tirar fotos. E tirei, às escondidas… parecia que andava a esconder droga. Daí o nome deste post: 26º Amadora BD: Uma reportagem ilegal.

Falta falar mal do cartaz. HORRÍVEL HORRÍVEL HORRÍVEL!
Acho que não preciso falar mais do cartaz.


Positivo, a zona comercial finalmente no piso superior. Luz e cor para atrair os visitantes e para os levar a comprar livros (é a finalidade da BD, certo?). Os autógrafos ficavam estrategicamente no espaço central deste piso e logicamente toda esta situação potenciou vendas. Não tenho dados das lojas, mas vi muita gente a comprar.


E finalmente, o outro aspecto positivo foi o convívio. Um bom grupo de fãs reuniu-se para dois almoços, e muita conversa. Para além dos muitos livros e lojas cheias de luz este foi o outro aspecto positivo, mas para o qual a organização do Amadora BD não contribuiu.


Este foi o pior Amadora BD desde que eu visito este festival (exceptuando os dois pontos positivos). Custou, segundo consta 600 mil Euros, mais de meio milhão de Euros dos contribuintes portugueses, e fizeram aquela coisa pobre. Acho que esta é a palavra certa: POBRE.
Digam o que quiserem, o Amadora BD posicionou-se bem abaixo do Festival de Beja.
Regrediu, cheira a mofo, e possui muita falta de inteligência organizativa. Continua a primar pelos amiguismos e pelo cinzentismo.


E já agora, não venham com essas tretas para enganar contribuintes, a dizer que o festival teve 30 mil visitantes, ou outros números parecidos. As crianças que enfiam nos autocarros vindas das escolas não são visitantes. A maior parte nem sequer pode escolher se quer ir ou não. Saem da escola, vão para o autocarro, passam pelas exposições a correr, e nem têm tempo para comprar um livro. Isto não conta. Não enganem os contribuintes por favor.


Como é lógico não tenho muitas fotos, apenas consegui fotografar no 2º dia, embora tenha ido lá durante os três fins-de-semana. Mas fui apenas para comprar livros e conviver um pouco com alguns amigos.

Tenho muita pena que o Amadora BD esteja nas mãos de pessoas que de BD não percebem nada, que persistem em impor fetiches a que o público não liga nenhuma, enfim, nunca mais se livram que digam que o Amadora BD é organizado por amadores. Este ano foi assim. E espero que tenham dois dedos de testa e não continuem a persistir na ideia que são o maior festival de BD em Portugal. Não são. Facto. Ponto.


Tudo isto é a apenas a minha opinião, como tal passível de ser refutada.
E também posso dizer que este post foi-me difícil de fazer, aliás, estive mesmo para ignorar este Amadora BD ao nível da reportagem para o LBD, mas não. Teve de ser.

Fiquem com as fotos possíveis.
À esquerda imagens da exposição de Vera Tavares (Ilustração Infantil).





Em baixo imagens da exposição dedicada a André Oliveira.






Em baixo imagens da exposição dedicada a Tony Sandoval.





Em baixo imagens da exposição dedicada à editora Chili com Carne.






Em baixo imagens da exposição dedicada a Álvaro.




Em baixo imagens da exposição dedicada a Jim del Monaco (Luís Louro).





Osvaldo Medina e José de Freitas




A "Invasão das Revistas"........ (lol)




Os grandes ausentes, ou seja, exposições e presença de autores Infanto-Juvenis.



E pronto, foram as fotos possíveis, tiradas à socapa .
Se alguém se lembrar de mais alguma coisa de que eu me tenha esquecido, é só colocar em comentário.
(Até dizer que foi o maior e melhor festival de sempre.... lol)


Boas leituras



terça-feira, 10 de novembro de 2015

A Palavra dos Outros:
Autores: Tony Sandoval


Tony Sandoval é conhecido pelos temas oníricos em que baseia as suas obras, e é exactamente neste ambientes que a sua arte encontra a melhor expressão. Estão editados dois livros deste autor em Portugal pela Kingpin Books, e assim sendo, a pessoa mais indicada para escrever sobre Tony Sandoval será o editor Mário Freitas.

Para verem os outros posts de Mário Freitas no Leituras de BD basta clicar no nome dele.

TONY SANDOVAL
As Serpentes da Imaginação

A obra de Tony Sandoval é marcada pelas mitologias, pelos cheiros, pelos sabores das vilas e costumes do México da sua infância. Origens que se cruzam com a Europa cosmopolita que o acolheu, com o Gótico e o Doom Metal que o inspiram e que ritmam a sua arte. A ingenuidade onírica dos desenhos de Sandoval e a suavidade da sua palete contrastam profundamente com o horror, o grotesco e o absurdo aparente das suas histórias. Porque o artista, tal como as suas personagens, clama incessantemente pelas bizarrias que procuram, em vão, esconder-se para além do limiar da imaginação.

Nascido há 42 anos na pequena cidade de Obregón, cedo o autor percebeu ser dotado de uma criatividade invulgar que o arrastava para construções narrativas bizarras que pululavam na sua cabeça. Parte para a Europa em meados da década passada e, influenciado pelas lendas e culto dos mortos tão comuns no seu país, por óbvios pastiches lovecraftianos e pelos acordes pesados da música que o inspira, inicia em Barcelona a sua colaboração com editoras espanholas, lançando as primeiras edições de El Cadáver y El Sofá e Nocturno, onde a sua obsessão pela morte e pela libertação do espírito criativo se tornam desde logo marcantes.

Em Paris, conhece o suiço Pierre Paquet, seu editor desde então, que dá a conhecer as obras de Sandoval ao público franco-belga. Em 2010, juntos colaboram em Un Regard Par-dessu L'Épaule, escrito por Paquet, num dos raros casos em que o autor mexicano ilustra uma história de outrem. Já com a reputação cimentada, é em 2012 que desponta para o estrelato com a nomeação de Doom Boy (Paquet, 2011) para o Grande Prémio de Angoulême, ano que marca também a sua primeira visita a Portugal, por ocasião da 3ª edição do Festival AniComics Lisboa, em Maio. Doom Boy sedimenta a maturidade artística atingida com Les Bêtises de Xenoxiphérox (Paquet, 2011), reforçando a simbiose entre o traço fino e solto a caneta e as cores suaves aguareladas que lhe dão corpo. Uma arte invulgar, única, feita de corpos esguios, fluídos como um líquido e dotados de enormes cabeças ovais e expressivas; um estilo singular, peculiar, dificilmente colável a influências evidentes e verdadeiro sinónimo de um artista ímpar. A história de ID, um jovem guitarrista mediano que se vê subitamente tocado por um talento divino, não parece diferir em muito da Marta de Les Bêtises... que faz um pacto com uma bruxa em troca de aptidões literárias. Porém, no que a decisão de Marta acaba por libertar o inevitável mal extra-dimensional das histórias de Sandoval (por muito que, neste caso, a personificação do mal seja uma criatura ridícula semelhante a uma pequena baleia voadora) com consequências devastadoras para a própria e para os que a rodeiam, a estrela que se acende em ID despoleta aquele que é, talvez e paradoxalmente, o menos apocalíptico dos livros do mexicano. A partir da premissa clássica da morte como catalisador, Doom Boy reflecte a "explosão" de ID como catarse do desaparecimento prematuro da sua amiga Anny, transformando-o numa lenda urbana do Doom Metal (a tal inspiração musical predominante do trabalho de Sandoval), um génio incógnito cujas gravações seminais se propagam e mitificam de ouvido em ouvido. O talento como alma eterna.

Em 2014, As Serpentes de Água marca a estreia da edição em português do autor (então a viver em Berlim) e o seu regresso a Portugal, por ocasião do lançamento do livro no Festival Internacional de BD de Beja. Mais do que qualquer outra das suas obras, As Serpentes de Água sintetiza as temáticas recorrentes das obras de Sandoval. O Rei belo de uma das facções do domínio da imaginação é aprisionado pelos seus opositores e transformado num polvo negro que esperará uma eternidade pela salvação; pela recuperação da verdadeira forma; pelo reacender da centelha da criatividade. Presentes em boa parte dos livros de Sandoval e símbolo comercial da colecção Calamari que o próprio dirige na Paquet, os cefalópedes assumem-se aqui, em definitivo, como Reis no gatilho criativo do mexicano. As Serpentes de Água é um clássico “coming of age”, um livro sobre o amadurecimento e libertação sexual, um grito libertador contra as grilhetas que o mundano e as pessoas comuns impõem aos espíritos livres. Mila é uma menina especial capaz de ver Agnès, aparentemente morta há 11 anos, mas que estará afinal prisioneira na dimensão alternativa da imaginação em que tanto da narrativa clássica de Sandoval se desenrola. Esta dimensão onírica, lar de anjos e demónios e palco de guerras milenares entre o Céu e a Terra, mais não é que o espaço privilegiado de cada personagem no seu combate pela individualidade, pela fuga à banalidade que tanto da realidade e dos seus protagonistas encerram.

Em Mil Tormentas (Kingpin Books, 2015, em estreia mundial simultânea com as editoras espanhola, italiana, suíça e polaca), o autor reforça a unicidade do seu universo autoral, cruzando subtilmente referências dos seus últimos livros e praticamente revelando que o domínio da imaginação (onde residem o “céu” e o “inferno”, consoante as crenças de cada um) é um, e um só, em todas as suas histórias. À semelhança de Mila, Lisa é uma adolescente solitária com uma obsessão coleccionista que desperta a desconfiança e a crueldade das outras crianças, e uma curiosidade inerente que a mergulhará na tal dimensão alternativa, onde sonho e realidade, vida e morte, se misturam e confundem. O equilíbrio é precário, e entre roubos compulsivos e oferendas de paz, a conclusão das narrativas de Sandoval aponta muitas vezes para o apaziguar dos demónios internos, mais até do que dos ficcionados. Não será por acaso que os protagonistas das suas histórias são, em regra, adolescentes e jovens adultos diferentes ou solitários que se debatem com as angústias e dúvidas existenciais típicas da idade. A excepção a esta regra surge em Les Échos Invisibles - editado em 2 volumes e em que a história e layouts de Tony Sandoval são servidos pela belíssima arte da italiana Grazia LaPadula – onde o protagonista, Baltus, é um fotógrafo de cerca de 40 anos, cuja vida desaba após a morte prematura da sua mulher. Mais uma vez, a morte servirá de catalisador para a descoberta de um dom, que colocará o protagonista em rota de colisão com as expectativas e perspectivas comuns sobre a vida, sobre a morte e sobre potenciais renascimentos, reais ou criativos.


Em termos artísticos, o recente Mil Tormentas é menos denso que o seu antecessor, predominando a caneta e suaves cores pastel, pontuadas apenas, aqui e ali, pelas aguarelas clássicas de Sandoval. Esta flexibilidade visual das suas obras contribui para o reforço de uma sensação de desconforto, de incerteza, quer para as suas personagens, quer para o próprio leitor, bastas vezes prisioneiros numa fina, quase imperceptível, membrana entre o sonho e a realidade. Aliás, procurar uma lógica narrativa nas histórias de Sandoval torna-se um exercício inútil. A sua abordagem insere-se antes em fogachos de sensações, em pinceladas de intenções, com uma leitura e coerência interna muito próprias que caberá ao leitor decifrar. Sandoval não é David Lynch, mas partilha com o cineasta a intercepção rotineira entre a realidade e o sonho, entre o presente narrativo e saltos temporais nem sempre perceptíveis numa primeira leitura. Mas no que Lynch é intenção, é ciência calculada, Sandoval é instinto, é pureza narrativa.


Tony Sandoval respira arte. Diria que também a transpira por todos os poros. Compartilhar com ele uma qualquer mesa de café ou restaurante é vê-lo, inevitavelmente, a rabiscar algo de belo no seu inseparável bloco de notas ou até numa toalha de mesa de papel. Se a sua infindável criatividade é o alicerce da sua arte, as pinceladas a aguarela, a café, ou até a cerveja, são a palete que dá cor a cada momento da sua existência terrena. Porque Tony sabe que um dia o seu corpo partirá, mas a sua alma e o seu talento permanecerão ad aeternum na tal dimensão conturbada da imaginação, prontos a dar mão a criadores hesitantes, que anseiem ou desesperem, até, por uma qualquer inspiração divina.

Texto: Mário Freitas

Boas leituras



segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Exposição Blitz Batman: Gotham in the Lab



O que é um exposição blitz? É uma exibição que dura o tempo necessário para vender os seus itens, e neste caso temos Batman para venda.
Isto é bem capaz de ser bastante interessante para quem tiver umas patacas para gastar! :

Fiquem com a informação da organização:

Gotham in the Lab

Charivari - Associação Cultural celebra Batman com exposição relâmpago, dedicada inteiramente à personagem da DC Comics

20 ilustrações oficiais e licenciadas pela DC Comics/Warner Bros. Entertainment, onde alguns dos mais conceituados artistas da atualidade dão a sua interpretação pessoal sobre o universo do Cavaleiro das Trevas

Lisboa, 02 de novembro - Charivari - Associação Cultural apresenta Gotham in the Lab, uma nova exposição que reúne 20 obras de alguns dos mais conceituados ilustradores da atualidade, incluindo verdadeiras lendas dos comics como Stan Sakai ou Alex Ross. Um evento onde os visitantes podem admirar e adquirir autênticas edições limitadas e assinadas pelos artistas, em exclusivo no Charivari Lab.

A exposição Gotham in the Lab resulta da parceria entre Charivari e French Paper Art Club, com as obras a serem selecionadas a partir da famosa exposição From Gotham to Metropolis organizada pela galeria localizada em Paris. “Na sequência da primeira exposição Charivari Vol.I, voltamos a trazer artes inéditas em Portugal até ao Charivari Lab”, afirma Rémi Gelin, presidente de Charivari - Associação Cultural. “A nossa parceria com o French Paper Art Club permitiu-nos ter acesso a uma seleção de obras e artistas de referência do mundo da ilustração e dos comics”.

Exposição blitz

Com início no dia 14 de novembro, Gotham in the Lab apresenta também o conceito de exposição blitz, cuja duração está dependente do tempo que demorar a vender todas as obras! “São os visitantes que determinam quando acaba a exposição” explica Rémi Gelin, acrescentando que “tendo em conta a qualidade das obras e dos artistas que apresentamos, esta é realmente uma oportunidade única para qualquer fã de Batman. O melhor é mesmo aparecerem logo no dia 14 às 17h. Primeiro a chegar, primeiro a ser servido!”.

Entre os vários artistas em exposição, Charivari orgulha-se de incluir nomes como Stan Sakai (criador e ilustrador da icónica série Usagi Yojimbo); o virtuoso e influente Alex Ross (Marvels, Kingdom Come); Dave Johnson (um dos ilustradores de capas mais requisitados da atualidade e vencedor do 2002 Eisner Award - Best Cover Artist); Dustin Nguyen (The Authority Revolution, Superman/Batman, Detective Comics, Manifest Eternity, Descender); Stan & Vince (colaboradores frequentes da Mondo e ilustradores de The Shadow, Doc Savage e Tarzan para a Dark Horse) ou Kevin Wada (ilustrador de capas para as principais editoras de comics, conhecido pelo seu uso preciso de aguarela).

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Acerca de Charivari
O projeto Charivari teve o seu começo em fevereiro de 2015, com o lançamento de um novo género de revista online em Charivari.pt, dedicada à arte, criatividade, tendências, entretenimento e cultura pop. Desde então que tem conseguido reunir entre 9 a 12 mil visitantes únicos por mês. Com a constituição de Charivari - Associação Cultural em setembro, o projeto expandiu-se para o Charivari Lab (Travessa da Pereira, 35A - Graça), um grande espaço cultural híbrido (de 554m2), dedicado a contaminações criativas, tendências contemporâneas e artistas emergentes.
O Charivari Lab é uma verdadeira incubadora inovadora de projetos artísticos contemporâneos, com o objetivo de promover artistas e criadores nacionais e atrair a comunidade internacional, assim como servir como encruzilhada de diversas disciplinas artísticas, capazes de se fundir e contaminar mutuamente.


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Gotham in the Lab
Exposição: 14 de novembro
Horário: 17h
Local: Travessa da Pereira, 35A - Graça, Lisboa
Entrada: Livre

O link para o evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/941497089262926/


Boas leituras


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Lançamento Polvo:
- Júnior, Joana e Gão: Vol.1 Um Mundo de Aventuras
- Júnior, Joana e Gão: Vol.2 O outro mundo
- O Pugilista



As Edições Polvo vão publicar mais três livros durante este 26º Amadora BD.
Têm a hipótese de os comprar ainda neste último fim de semana do evento (7 e 8 de Novembro).
De notar que Reinhard Kleist estará presente no certame para dar autógrafos.


Fiquem com a nota de imprensa da Polvo:


Júnior, Joana e Gão

Tomo 1 – Um Mundo de Aventuras
Tomo 2 – O outro mundo

Júnior mora com os pais e a irmã bebé, mas vive extraordinárias aventuras com a Joana e o Gão. Serão verdadeiras ou imaginadas por ele?...

A Polvo reúne agora em dois tomos esta divertida série de banda desenhada para a infância que foi originalmente publicada na revista Visão Júnior entre 2004 e 2008.

Os autores
Luís Almeida Martins
Nasceu em Lisboa em 1949, é jornalista, guionista, escreve livros, divulga temas históricos e é amante de banda desenhada. São dele os textos das aventuras do Júnior, Joana e Gão.

Pedro Morais
Nasceu em Moçambique em 1962, é ilustrador, designer e autor de banda desenhada. Os desenhos e as cores das aventuras do Júnior, Joana e Gão são de sua autoria.

Edição: Polvo
Autores: Luís Almeida Martins (textos); Pedro Morais (desenhos e cores)
Data: Outubro e Novembro de 2015

Cada tomo:
Formato: 170 x 240 mm
Páginas : 56, a cores
Capa: a 4 cores, com badanas
PVP (IVA incluído): 9,99 euros
ISBN Tomo 1: 978-989-8513-01-4
ISBN Tomo 2: 978-989-8513-11-3


APRESENTAÇÃO
AmadoraBD 2015
7 de Novembro (Sábado) às 16h00
Fórum Luís de Camões
Brandoa, Amadora

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O Pugilista

Hertzko Haft, judeu polaco, não tinha ainda 16 anos de idade quando iniciou o seu calvário pelos campos de trabalho forçado e pelos campos de extermínio nazis. Chegou a estar em Auschwitz onde, para diversão dos oficiais das SS, teve de lutar boxe contra outros prisioneiros. Rodeado de desumanidade, violência e morte, não lhe restava outra escolha que não fosse vencer.

Reinhard Kleist transformou as perturbadoras memórias de Hertzko Haft num romance gráfico fascinante e complexo. Desde as traumáticas experiências nos campos de concentração, passando pela emocionante fuga e pelo confuso período pós-guerra, até ao recomeço como pugilista profissional nos Estados Unidos da América, onde enfrentou o lendário Rocky Marciano, O pugilista é o retrato de alguém que conseguiu sobreviveu a todas as provações.

O autor
Reinhard Kleist nasceu em 1970, perto de Colónia, na Alemanha. Em 1996, após a conclusão dos estudos em Artes Gráficas e Design na Escola Técnica Superior de Münster, mudou-se para Berlim, onde divide um estúdio com os também autores de bd Naomi Fearn, Fil e Mawil. Começou a publicar em álbum ainda estudante, em 1994. De entre os seus trabalhos, muitos deles premiados, destacam-se Lovecraft, Amerika, Jonnhy Cash: uma biografia, Havanna, ou Castro. Entre Março e Setembro de 2011, publicou O pugilista em capítulos no jornal Frankfurter Allgemeine. O álbum sairia em 2012 e seria galardoado, em 2013, com as seguintes distinções:

- PENG! para Melhor Álbum em Língua Alemã, no Festival de Banda Desenhada de Munique;
- Grande Prémio do Lyon BD Festival;
- Prémio Alemão de Literatura Infanto-juvenil na categoria Não-Ficção.

Além de autor de BD, Kleist trabalha como ilustrador. Em 2010 desenvolveu, entre outros projectos, uma edição do suplemento do jornal Süddeutsche sobre o tema “genocídio”.

Edição: Polvo
Autor: Reinhard Kleist
Data: Novembro de 2015
Formato: 170 x 240 mm
Páginas : 192, a preto e branco
Capa: a cores, com badanas
PVP (IVA incluído): 14,99 euros
ISBN: 978-989-8513-44-1


APRESENTAÇÃO
AmadoraBD 2015
07 de Novembro (Sábado) às 16h30
Fórum Luís de Camões
Brandoa, Amadora
COM A PRESENÇA DO AUTOR


Boas leituras



terça-feira, 3 de novembro de 2015

Comic Con Portugal: DeLorean e Tie Fighter presentes



A Comic Con Portugal vai ter dois veículos míticos presentes este ano, o DeLorean dos filmes Regresso ao Futuro, e um Tie Fighter em tamanho natural, retirado da série Guerra das Estrelas.

Uma oportunidade única para todos os fãs da cultura pop se babarem :)

Fiquem com as notas de imprensa da Comic Con:


DELOREAN DE ‘REGRESSO AO FUTURO’ NA COMIC CON PORTUGAL


O DeLorean, carro que ficou célebre enquanto máquina do tempo da trilogia “Regresso ao Futuro”, vai estar na Comic Con Portugal, que decorre nos dias 4, 5 e 6 de dezembro. A presença do veiculo acontece na sequência de uma ação conjunta entre a Cinemundo e a organização do evento.

Durante os três dias da convenção, os visitantes vão poder ver aquele que é um dos maiores ícones da saga. Nesta viatura sentaram-se Michael J. Fox e Christopher Lloyd, os protagonistas da trilogia que conta com legiões de seguidores por todo o mundo.



NAVE TIE FIGHTER DA SAGA STAR WARS NA COMIC CON PORTUGAL


A Comic Con Portugal, em parceria com o Project X1, traz a Portugal uma das naves de combate da saga Star Wars, o Tie Fighter X4. O prop vai estar em exposição durante toda a convenção, que decorre de 4 a 6 de dezembro 2015.

O Tie Fighter é uma réplica daquele que podemos ver nos episódios IV e VI da saga Star Wars. O próximo filme, que inicia uma nova trilogia, Star Wars: The Force Awakens, tem estreia marcada para o próximo dia 18 de dezembro.

Feito pelo Project X1, o Tie Fighter X4 foi construído em 53 dias, medindo mais de 6 metros de altura e 5,8m de largura.

Podem consultar o site, onde terão muitas informações sobre eventos e pessoas já confirmadas para este ano de 2015!
Está quase!

http://www.comic-con-portugal.com/pt/

Boas leituras




domingo, 1 de novembro de 2015

26º Amadora BD: Vencedores dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada 2015



Prémios são sempre bons independentemente das falhas ou lacunas que possam ter na sua génese. E por falar nisso estes prémios, aparte eu concordar com algumas escolhas, e outras não, para o lugar de vencedores (mas isso é a apenas a minha visão ou gosto pessoal), aumentaram uma falha que já possuíam: existia uma categoria de ilustração infantil que este ano foi aumentada para duas, desvalorizando por completo a BD infantil.

Para já o nome indica que são prémios de BD e não de ilustração, depois ignora completamente a BD infantil em prol da ilustração infantil. Lobbies?
Mas pronto, farei apenas um post este ano sobre o Amadora BD onde falarei de tudo.

Uma curiosidade, nenhuma editora conseguiu mais que um prémio.
Para já parabéns aos vencedores:


Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum Português


Zombie, de Marco Mendes (Turbina/Mundo Fantasma)



Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Argumento para Álbum Português


André Oliveira, Volta - O Segredo do Vale das Sombras (Polvo)



Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Desenho para Álbum Português


Nunsky, Erzsébet (Chili com Carne)



Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum de Autor Português em Língua Estrangeira


Crumbs, de Afonso Ferreira, Ana Matias, André Caetano, André Oliveira, André Pereira, Bernardo Majer, David Soares, Fernando Dordio, Francisco Sousa Lobo, Inês Galo, Joana Afonso, Mário Freitas, Nuno Duarte, Osvaldo Medina, Pedro Cruz, Pedro Serpa, Ricardo Venâncio, Sérgio Marques, Zé Burnay (Kingpin Books)



Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum Estrangeiro de Autor Português


Loki - Agent of Asgard, de Jorge Coelho (Marvel)



Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum de Autor Estrangeiro


Papá em África, de Anton Kannemeyer (MMMNNNRRRG)



Prémio Nacional de Banda Desenhada - Melhor Álbum de Tiras Humorísticas


Toda a Mafalda, de Quino (Verbo)



Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Ilustração de Livro Infantil (Autor Português)


Bernardo P. Carvalho, Daqui Ninguém Passa! (Planeta Tangerina)



Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Ilustração de Livro Infantil (Autor Estrangeiro)


O Tempo do Gigante, de Manuel Marsol (Orfeu Negro)



Prémio Nacional de Banda Desenhada – Prémio Clássicos da 9.ª Arte


O Diário do Meu Pai, de Jiro Taniguchi (Levoir/Público)





Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Fanzine


Terrea, de Ricardo Cabral (Edição de Autor)



Prémio Nacional de Banda Desenhada – Troféu de Honra


Pedro Massano



O júri foi constituído por Nelson Dona, director do Amadora BD, Pedro Massano, autor de BD, Bruno Caetano, colecionador de BD, Luís Salvado e Sara Figueiredo Costa, jornalistas e comissários da exposição do Ano Editorial.


O Troféu de Honra é uma deliberação da Câmara Municipal da Amadora que, anualmente, atribui este prémio a uma personalidade ligada à área da Banda Desenhada.

Boas leituras






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