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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Valérian Vol.1
Sonhos Maus / A Cidade das Águas Movediças
Lançamento no Planetário Calouste Gulbenkian

 
Basicamente vamos começar pelo lançamento desta série no Planetário Calouste Gulbenkien, no dia em que saiu o primeiro volume desta série, que se pretendia que se fosse a "edição definitiva" de Valerian e Laureline.

Estiveram presentes representantes da ASA, e do jornal Público, que falaram um pouco sobre a sua visão sobre esta personagem, e depois Carlos Pessoa (jornalista) falou um pouco mais "sério" sobre a série e o que ela representou para toda uma geração.

A sala do Planetário não se prestava muito bem a uma apresentação deste género, devido ao posicionamento corporal que obrigatoriamente tínhamos de ter, e não houve sequer hipótese de falar ou perguntar algo na sala aos anfitriões. Fica a ideia original de uma série FC passada no espaço (e no tempo) ser apresentada no Planetário, e de ter-mos tido a hipótese de ver um pouco do nosso céu nocturno explicado pelo responsável de quem eu infelizmente não sei o nome.
(Infelizmente apenas foi mostrado um pequeno trailer do filme, penso que foi curto...)

Ou seja, tive de esperar pela hora do croquete para poder interpelar alguém responsável pela série sobre alguns pensamentos meus sobre a maneira de como foi editada. E já agora vou explicar de como eu gostaria que ela fosse editada.

Capa dura. Sim, capa dura. Esta é a edição definitiva desta icónica série em Portugal, e NUNCA mais será editada, portanto seria expectável que fosse feito em Portugal o que foi feito no resto do mundo em que se fez esta edição definitiva, a fazer companhia ao filme que estreou hoje. Ou seja, capa dura.
"- Áhh e tal... o que conta é o interior." Já ouvi isto de alguns "fãs" da série... LOL O interior já eu conheço desde os anos 80, bolas! O que eu quero é que um dia eu mostre a um meu neto(a) um livro do Valérian e este não se desfaça como os meus livros dos anos 80 se desfazem se eu os tentar abrir... a cola seca e fica quebradiça! Isto é BÁSICO! Tenho livros de capa dura dos anos 70 que posso abrir perfeitamente sem ouvir barulho a batatas fritas. Era isso que eu pretendia para esta colecção... qualidade de edição. Nunca mais teremos Valerian em capa dura neste país. Perdeu-se a oportunidade!

Também não haver um prefácio no primeiro (pelo menos) para situar os leitores, sobretudo os que devido ao hype do momento compraram este livro do Valerian, e cairam de pára-quedas na série.
E desculpem-me ser picuinhas sobre estes livros, mas Valérian é uma parte de mim, está bem agarrado à minha pessoa enquanto adolescente a descobrir o mundo. Quem me tira Valerian, arranca um bocado de mim. Portanto estou a ser picuinhas, porque tenho de ser mesmo.
Páginas 6 e 7. Porquê estragar uma bela capa (interior neste caso) fazendo com que a separação das páginas retire toda a beleza à imagem. Preferível ter optado por colocar a imagem apenas numa única página...

Sim, picuinhas. Sou com muito gosto.
Sobre a minha pergunta sobre a capa, bem a resposta foi que tinha havido muita discussão sobre o assunto, em que havia uma"facção" capa dura e outra capa mole. Ganhou a "facção mole". Pronto. Basicamente foi isto. Em relação a um prefácio e à maneira como foi tratada a imagem da capa original de "Maus Sonhos", acho que nem sequer tinham pensado nisto.

Posto isto, e para terminar acho que a apresentação deveria ter sido feito antes da saída do livro, e não no dia em que saiu. Acho que esta apresentação de um modo geral ficou aquém do que se pretendia. Embora o local fosse original, também não deixava fazer nada para além daquilo.

Em relação à BD propriamente dita congratulo-me pela publicação inédita em álbum em Portugal do Vol.0 da série, "Maus Sonhos", história que serve de trampolim para a seguinte, o Vol.1 "A Cidade das Águas Movediças". Em "Maus Sonhos" ficamos a saber que a companheira de Valerian afinal veio do passado, mais propriamente da Idade Média, coisa que eu jovem leitor da revista Tintim nunca imaginei na altura, só passados bastantes anos :)

A arte destas primeiras histórias é muito básica e inicial, e poderemos verificar ao longo da série o crescimento gráfico das personagens. É brutal comparar o Valerian do Vol.0 ao Valerian do Vol.21...
A história ainda está muito no início, mas já temos um vislumbre de sociedades diferentes e de como os heróis e os vilões se movem no espaço-tempo. O próximo livro será bastante mais a sério e farei uma analise bastante mais completa. Tem duas das minhas histórias preferidas da série .

De notar uma coisa muito importante. Foram publicadas cinco páginas inéditas na história "A Cidade das Águas Movediças". A edição da Meribérica não tinha estas páginas, e a pergunta é porquê, e será que em mais livros isto aconteceu!?
As páginas em questão vão da 79 à 83, assim como a última vinheta da página anterior está adulterada para fazer a ligação à página seguinte no livro da Meribérica.
Não vou fazer scan da vinheta em questão do livro da Meribérica, porque se o fizesse o livro iria desfazer-se com certeza... (capa mole com 30 anos).




Boas leituras





sexta-feira, 7 de julho de 2017

Lançamento ASA / Público: Valerian



Congratulo-me pelo lançamento desta tão esperada reedição da série Valerian. A sério.
Era uma coisa que eu queria muito, e como já não posso abrir os meus livros da editora Meribérica, senão fico com as folhas todas espalhas no chão, é a oportunidade de ouro para reler a série.

Agora, tenho de dizer que fiquei triste também. Fico triste porque muitas das melhores colecções desta parceria ASA/Público são publicadas em capa mole, quando séries tipo Túnicas Azuis e Airborne 44 são editadas em capa dura! Fico espantado com esta clarividência de quem decide uma coisa destas!

As duas das melhores séries publicadas por esta parceria ultimamente (13 e Valerian) são editadas em capa mole...? Porquê? Não percebo e fico triste.

Vão ser 11 álbuns duplos e um simples (também vai custar o mesmo que os outros?). Não seria de juntar ao álbum simples o livro "Os Habitantes do céu"? Ficariam 12 álbuns duplos, pelo menos...

Esta colecção vai publicar "Maus Sonhos" que nunca tinha sido publicado em álbum e um outro livro que penso que é completamente novo em Portugal (o tal simples) "Recordações de Futuros". Fico agradado (muito) com a publicação destes dois livros, embora isto não invalide a minha completa estupefacção sobre as capas moles... a sério.

Fiquem com a nota de imprensa:

Colecção Valerian

O PÚBLICO e a ASA editam, já a partir de 26 de Julho, a tão aguardada colecção de BD:
«Valérian e Laureline» da autoria de Pierre Christin (argumento) e Jean-Claude Mézières (desenho).

Esta colecção especial, resultante da parceria ASA/Público, é composta por 12 volumes (11 dos quais são álbuns duplos), que incluem todos os 23 álbuns até agora publicados de Valérian e Laureline, os intrépidos agentes espácio-temporais ao serviço de Galaxity, capital do Império Galáctico Terrestre no séc. XXVIII.

Unanimemente considerada um clássico da nona arte, esta série é também uma obra-prima da ficção científica, tendo influenciado todas as criações posteriores nesse domínio, na literatura e não só.

No âmbito da produção cinematográfica, serviu de inspiração a vários realizadores, entre os quais George Lucas e Luc Besson.

Este último, admirador confesso da série e dos seus autores, assina a longa- ‑metragem Valérian e a Cidade dos Mil Planetas, com estreia mundial no verão de 2017.

Onze álbuns duplos e um single, numa edição em capa mole com badanas, formato: 22*28cm) que os leitores do jornal PÚBLICO poderão adquirir, por 8,90€, todas as quartas-feiras.

Enviamos abaixo a data de saída de cada álbum:



OS AUTORES

Pierre Christin
Argumentista
Pierre Christin nasceu em 1938, em Saint-Mande, nos arredores de Paris (França). Estudou na Sorbonne, após o que, nos anos 1960, entre as suas actividades como pianista de jazz e os seus primeiros trabalhos na área do jornalismo, da tradução e da publicidade, decide partir à descoberta dos Estados Unidos, onde vem a instalar-se, ensinando literatura numa Universidade.

Em 1967, assina, com Jean-Claude Mézières, a primeira aventura de Valérian, que ambos decidem enviar à revista Pilote sem nunca imaginarem o sucesso e a longevidade que estava reservada para o seu herói. É também por esta altura que é nomeado para a Universidade de Bordéus, onde funda, em 1968, aquilo que virá a ser uma importante escola de jornalismo, de que Christin sempre foi um dos principais impulsionadores.

Na área da BD, é autor de argumentos para desenhadores tão díspares como Jacques Tardi, François Boucq, Jean Vern, Claude Auclair, Daniel Ceppi, Enki Bilal ou Annie Goetzinger. É ainda autor de diversos romances e do argumento da longa-metragem Bunker Palace Hotel, realizada por Bilal.

Jean-Claude Mézières
Desenhador
Jean-Claude Mézières nasceu em 1938, em Paris (França). Muito dotado para o desenho, entra aos 15 anos na Escola de Artes Aplicadas de Paris, começando a publicar algumas histórias em Fripounet et Marisette e Pilote. É nesta última revista que vê publicada, em 1967, a primeira aventura de Valérian, um herói espacial que havia criado juntamente com o seu amigo de infância Pierre Christin, sem que nenhum dos dois tivesse alguma vez imaginado o enorme sucesso que estava reservado para essa personagem, hoje em dia um dos ícones incontornáveis da BD franco-belga.

Em 1987, também com Christin, colabora em Lady Polaris, um romance ilustrado sobre os grandes portos europeus. E em 1991, a mesma dupla assina Les Habitants du Ciel, uma enciclopédia que passa em revista todas as criaturas fantásticas que se cruzam com Valérian e Laureline nas suas aventuras cósmicas.

Participa ainda em diversos projectos como cenógrafo e ilustrador.







Já agora... também não percebi a escolha de algumas capas, sobretudo as dos primeiros livros, mas enfim.

Boas leituras








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