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quinta-feira, 12 de março de 2015

Lançamento Levoir: Batman - 75 Anos de Aventuras



Sai amanhã o último volume da Batman 75 Anos.
Foi uma bela colecção para todos os fãs do morcego, e foi também uma colecção da Levoir muito bem apresentada. Teve apenas um percalço editorial visível  no segundo volume de "O Regresso do Cavaleiro das Trevas", de que eu falarei quando fizer a crítica a esse livro para a semana.

A Levoir mandou extensa informação sobre este livro. Um bom texto de apresentação que o Leituras de BD apresenta na íntegra já a seguir:


BATMAN: 75 ANOS DE AVENTURAS

Com este volume celebramos 75 anos de um dos maiores super-heróis de
todos os tempos, Batman, o Cavaleiro das Trevas. Uma viagem ao longo
de sete décadas de aventuras do Homem-Morcego, contadas por alguns dos
maiores nomes dos comics de todos os tempos.

"Criminals are a superstitious cowardly lot. So my disguise must be able to strike terror into their hearts. I must be a creature of the night, black, terrible... a... a... a bat! That's it! It's an omen. I shall become a bat!"

Batman é um dos maiores super-heróis de todos os tempos, juntamente com o seu companheiro na DC, o Super-Homem. Mas ao contrário deste último, o Batman tem vindo a apresentar inúmeras facetas e personalidades distintas ao longo dos seus 75 anos de existência: Cruzado da Capa, Cavaleiro das Trevas, Maior Detective do Mundo, herói de acção, super-herói equipado com uma espantosa panóplia de gadgets, mestre absoluto do planeamento e da antecipação, o Homem-Morcego tem tantas imagens e personalidades quantos os autores que criaram as suas aventuras. E é essa diversidade e riqueza que festejamos neste volume, que reúne 11 histórias de sete décadas diferentes, de alguns dos nomes que marcaram a evolução do Batman.

A origem do Batman é-nos contada pela dupla Jeph Loeb e Jim Lee, em "A Lenda do Batman" (originalmente publicadas por ocasião do lançamento de Batman:Hush), em duas páginas que são uma homenagem às duas que Bob Kane e Bill Finger apresentaram em Detective Comics #33 ("The Batman and How He Came to Be"), que inauguram o volume; a que se segue a primeira história de sempre do Batman, também de Bob Kane e Bill Finger, "O Caso da Empresa Química" (de Detective Comics #27, 1939).

"O Furo do Século", da dupla Bill Finger e Jim Mooney, é a história em que surge pela primeira vez a repórter Vicky Vale, que se viria a tornar num dos membros da Bat-família, e num interesse amoroso de Bruce Wayne (Batman #49, 1948). "O Batman do Amanhã!" é uma história desenhada por Dick Sprang, com argumento de um dos maiores escritores da F_C pulp de sempre, Edmond Hamilton, um dos mestres da space-opera juvenil dos anos 40 e 50, e que foi um influente autor da DC nesse período (Detective Comics #216, 1955).

Seguem-se "O Mistério da Máscara Ameaçadora", de John Broome e Carmine Infantino (Detective Comics #327, 1964) e "O Segredo das Sepulturas Vazias", uma história em registo de terror sobrenatural, quase ao estilo da revista Creepy, com desenho de Neal Adams e argumento de Dennis O'Neill, uma das mais importantes duplas de criadores do Cavaleiro das Trevas (Detective Comics #395, 1970). "A Morte plana pelo Céu Assombrado" (Detective Comics #442, 1974), de Archie Goodwin e Alex Toth, e "O Ricochete do Pistoleiro" (Detective Comics #474, 1977), de Steve Englehart e Marshall Rogers, são mais duas histórias a representar os anos 1970, uma das décadas que assistiu a mais transformações no Batman.

Segue-se uma história ilustrada por um dos maiores nomes dos comics, e dos mais associados ao Cavaleiro das Trevas, Frank Miller: "Procura-se Pai Natal - Morto ou Vivo!", com argumento de Denny O'Neill (DC Special Series #21). Finalmente, duas histórias que representam os anos 1990 e 2000. "Crise de Identidade" tem argumento do britânico Peter Milligan, um dos grandes dos comics mais adultos - argumento e marca, aliás, numa história que questiona de modo perturbador a sanidade de Bruce Wayne - com arte de Tom Mandrake (Detective Comics #633, 1991); e "Gente Bonita" (Detective Comics #821), que faz parte da sequência de histórias que Paul Dini escreveu (e que pudemos ler no sétimo volume da colecção, Batman: Detective), mas desta vez ilustrada por um dos melhores desenhadores da actualidade, J.H. Williams.
















































































Batman: 75 Anos de Aventuras
Formato comic (18 x 26,50 cm)
Capa dura
168 páginas a cores


Boas leituras

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Batman: Presa



Para já queria dar os parabéns à Levoir. Neste momento são uma editora muito fiável ao nível da BD norte-americana com excelentes lançamentos em português, isto depois de um começo titubeante com alguns títulos e colecções passadas que não faziam muito sentido, e nem teriam sido bem escolhidos (isto se a Levoir teve direito a escolher) na minha opinião.

Apesar de já ter lido, tanto em português, como em inglês, alguns dos livros desta colecção da Levoir (75 Anos de Batman), por outros esperava ansiosamente. Este era um deles: Presa

Este livro saiu na sexta-feira passada (13 de Fevereiro) e cronologicamente segue a linha traçada por Ano Um (o primeiro livro desta colecção).
Originalmente este Presa (Prey no original) é a compilação de uma história em cinco partes de Doug Moench (texto), Paul Gulacy (desenho), Terry Austin (arte-final) e Steve Oliff (cor) de 1991.

Doug Moench foi o criador de Black Mask, Moon Knight, Deathlok e do mais do que conhecido Bane. Foi também protagonista numa série que indelevelmente ficou ligada a esta dupla: Master of Kung-Fu (Shang-Shi). Para mim um dos melhores trabalhos na BD norte-americana na altura em que este argumentista pegou nela em conjunto com Paul Gulacy no desenho.

E falando deste extraordinário e premiado desenhador, este foi um pioneiro no género graphic novel com a obra Sabre: Slow Fade of an Endangered Species em 1978 publicada pela Eclipse Books. Depois tem uma longa carreira no universo Batman do lado da DC Comics, e claro, na Marvel fez o seu grande Shang-Shi.

Esta dupla criativa consegue páginas de perfeito virtuosismo gráfico-narrativo neste livro. É um prazer enorme ler as imagens de Gulacy completamente enlaçadas no argumento de Moench. As minhas expectativas não foram goradas (felizmente).
A força desta dupla criativa está na perfeita simbiose que demonstram sempre que trabalham juntos!

Doug Moench apresenta-nos um Batman ainda imperfeito, ainda a melhorar. Vem na cronologia do reboot Year One (Ano Um desta colecção). Gordon ainda é apenas Capitão, a polícia no geral não confia neste vigilante de aspecto assustador e os políticos não se sentem à vontade com ele. Claro… continuamos a assistir à ascensão da Catwoman como ladra de top!
Assim Moench mostra-nos um Batman ainda sem à vontade na luta contra o crime, sem confiança nas suas capacidades e muitas vezes acossado por todos os intervenientes da história (excepto Gordon).

Paul Gulacy faz-nos um retrato incrível do ambiente de Gotham, das suas ruas, edifícios e sociedade. Achei-o perfeitamente genial neste livro. Um detalhe incrível, sem tirar fluidez e velocidade às suas páginas. Se eu já era fã do trabalho dele, agora fiquei completamente agarrado. Estou a fazer este post com o livro à frente, a folhear, e a dizer mentalmente “uau” página sim, página não, relativamente à qualidade de Gulacy. Mas é feio só falar dele na parte gráfica. Terry Austin dá vida e detalhe ao desenho de Gulacy com uma excelente arte-final, e por fim Oliff dá o toque final colorido. Muito bom!

Como disse atrás, Batman está no início da sua carreira de vigilante/detective, e a própria polícia e a sociedade não confiam nele. Este é um ponto importante, porque é com esses ingredientes que nasce o nosso vilão deste livro, o psiquiatra Hugo Strange.
E nasce pela mão do próprio Mayor da cidade, Wilson Klass.

Fica responsável para em conjunto com a polícia dar caça ao morcego. Claro que Gordon se põe fora disto e encarrega um polícia (sargento Max Cort)que parecia burro demais para ter sucesso em algo deste género, como responsável de uma força especial de polícia para, em conjunto com Dr Hugo Strange, prender Batman.

Hugo Strange é notavelmente construído por Moench. A sua figura de psiquiatra altamente inteligente, mas também com uma psique muito retorcida, está muito boa. Strange consegue viver dentro do morcego. Sempre a na cabeça de Batman, antecipando situações da sua vida, extrapolando o passado dele através das suas acções presentes. Acaba por ficar completamente viciado pela figura negra do morcego.

Em contrapartida Max Cort é bruto, forte, e cria uma tara pela captura de Batman. Descobre ligações de Gordon com Batman e aí em conjunto com Stange cria um alter-ego com vista a desacreditar o morcego.
E ficamos por aqui. O resto é para vocês lerem e apreciarem.

E desculpem a minha ausência neste blogue, vou começar a melhorar a minha assiduidade com certeza!


E como bónus apresento aqui no fim uma página "dupla" de um bom momento de acção.
Digam lá se isto não vos faz lembrar outras sequências de luta, com outras personagens?
Ãh?
:)





 Boas leituras

Hardcover
Criado por Doug Moench (texto), Paul Gulacy (desenho), Terry Austin (arte-final) e Steve Oliff (cor)
Editado Fevereiro de 2015 pela Levoir

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Batman: O Longo Halloween



Como é que eu posso explicar isto... É um grande livro, tanto na arte como na história! É a minha opinião...)

"Batman: The Long Halloween", vem depois de "Batman: Year One", e antes de "Batman: Dark Victory" e" Catwoman: When in Rome" . Os eventos destes dois últimos livros acontecem no mesmo espaço de tempo, cronologicamente falando. Para saber mais sobre "When in Rome", é só clicar no link anterior.

Para quem não sabe, o filme deste herói, "The Dark Knight",é baseado nesta série limitada a treze revistas. Este livro segue a tradição de "Batman: Ano Um", o anterior volume desta colecção, ou seja, o "filme negro" continua, mas agora mais negro que nunca.

É apresentada a origem do Two-Faces, o procurador Harvey Dent, e o fim do império "mafioso" de Carmine Falcone. Aliás, o livro começa mesmo por aí, mostrando a luta de Harvey Dent contra o crime organizado. Este, mais o capitão da polícia Jim Gordon e Batman, celebram uma aliança para pôr este "Padrinho" da máfia dentro de uma cela.

No meio das contrariedades inerentes a uma tarefa deste género aparece um novo vilão ou vigilante, Holiday Killer, que começa a abater nos feriados Americanos, membros ou aliados de Carmine Falcone. Este começando a ficar encurralado, contrata uma série de vilões como o Scarecrow, Penguin, Poison Ivy, Riddler, Catwoman, e por arrasto de Two-Faces vem Solomon Grundy! No meio disto tudo o Joker vai fazendo das suas...

A Catwoman, ou Selina Kile, tem um papel muito seu neste livro, que vai culminar em Catwoman: When in Rome .

Achei a história de Jeph Loeb muito boa, quase viciante em muitos momentos! A trama está muito bem escrita e nunca se consegue saber, nem no final, quem é o Holiday Killer! Existem três suspeitos, mas nunca se consegue deslindar se é um deles (e qual), se serão dois deles, ou os três! Gostei mesmo.

Em relação à arte de Tim Sale, esta fica a "matar" neste argumento. As cenas de movimento estão excelentes, consegue criar grande profundidade na expressão facial dos personagens envolvidos, e a cor faz realçar toda a expressão do lápis, embora o traço típico de Sale seja um pouco estranho... mas como alguém já disse: no princípio estranha-se, mas depois entranha-se!






























Para saberem mais sobre esta série da Levoir, cliquem no link em baixo:
Lançamento Levoir / Sol: Batman 75

Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Jeph Loeb e Tim Sale
Editado em 2015 pela Levoir

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