quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Lançamento Arte de Autor/A Seita: Shangai Dream




As editoras Arte de Autor e A Seita uniram esforços para publicar em português a obra Shangai Dream de Philippe Thirault (argumento) e do português Jorge Miguel (desenho).

Contrariamente ao original, a obra em português será editada colectada em apenas um volume, e não em dois como no original francês. Possuirá ainda um Ex Libris exclusivo numa tiragem limitada de 99 exemplares.

Jorge Miguel é um virtuoso da escola Franco-Belga e tem trabalhado quase em exclusivo para fora do país relativamente à BD. Para o mercado nacional destaco o livro Camões: De Vós Não Conhecido Nem Sonhado?  do qual podem ler a minha crítica no link, assim como ver algumas imagens.



Shangai Dream

Sinopse:

Um jovem cineasta judeu alemão escapa da ameaça nazi em Xangai, onde é forçado a adaptar-se a uma nova terra lidando com a perda por meio da magia do cinema. Berlim, 1930. 

Os aspirantes a cineastas Bernhard e Illo estão perdidamente apaixonados, unidos pela sua paixão pelo cinema ... e agora, na véspera da Segunda Guerra Mundial, pode ser a única coisa que lhes resta. Enquanto as ruas fervem com as chamas do anti-semitismo violento, o casal não tem escolha a não ser abandonar sua casa e fugir para o exílio. 
Sem nada além de eles dois e um roteiro, conseguem embarcar num navio com destino a Xangai - uma cidade borbulhante e enigmática que promete liberdade ... mas a que custo? 

Uma abordagem humanística poderosa sobre a Segunda Guerra Mundial a partir da perspectiva não documentada da imigração judaica forçada para a China.

Informação das editoras:

É com orgulho que duas das mais relevantes editoras de banda desenhada do mercado português vêm apresentar o seu primeiro projecto conjunto, dedicado à obra de um autor português que misteriosamente permanecia desconhecido em Portugal, o artista Jorge Miguel. 

 A Arte de Autor é uma editora que se lançou em 2015, com um projecto vocacionado inicialmente para a edição de alguns grandes clássicos, quer de autores quer de personagens, da banda desenhada europeia, mas que rapidamente expandiu o seu catálogo para géneros e autores bem diversos. Projecto encabeçado por Vanda Rodrigues, conta já no seu catálogo com autores como Manara, Hugo Pratt, Bilal, Boucq, Jodorowsky ou Zidrou, e títulos e personagens icónicos como Corto Maltese, Bouncer ou as adaptações a BD de Agatha Christie, entre muitos outros, e tem vindo a tornar-se numa das editoras mais regulares e inovadoras de Portugal. 


Quanto à A Seita, ela é a convergência de vários projectos de banda desenhada que estavam integrados noutras editoras, ou que eram independentes. Reunindo uma série de selos, como por exemplo, a Comic Heart ou a colecção Aleph, previamente editados sob a chancela da G. Floy Portugal, e outros como a Bicho Carpinteiro, e um conjunto de parceiros fãs de BD envolvidos no mercado e na edição há já décadas em muitos casos, A Seita tem colocado a sua ênfase em títulos europeus, nomeadamente franco-belgas e italianos, e em autores portugueses, e afirmou-se em pouco tempo como uma das principais editoras nacionais. 

 Depois de contactos iniciais, as duas editoras decidiram unir as suas forças na edição da obra de um dos mais significativos e importantes artistas de banda desenhada nacionais que os fãs portugueses NÃO conhecem, Jorge Miguel, cuja carreira foi principalmente construída no mercado franco-belga, e em particular na mítica Les Humanoïdes Associés, e através dela, no mercado americano via a Humanoids, a actual casa-mãe da editora. 


E o primeiro álbum assim editado é Shanghai Dream - Edição Integral, com argumento de Philippe Thirault, uma interessante história que nos leva de volta à Segunda Guerra Mundial e à perseguição Nazi aos judeus, e a um episódio pouco conhecido, o da comunidade de refugiados judeus que se instalou em Xangai nesses anos. 

Nascido na Amadora em 1963, Jorge Miguel iniciou a sua carreira artística como ilustrador, trabalhando tanto no campo editorial, ilustrando livros escolares e desenhando para publicidade, como na pintura à vista, género que lhe permitiu desenvolver a sua excelente técnica de aguarela. Na BD a sua estreia deu-se em 2008 com Camões: De vós não Conhecido nem Sonhado? uma dinâmica e muito conseguida biografia de Camões, a que se seguiu O Fado Ilustrado, um retrato da Lisboa dos finais do século XIX centrado no quadro O Fado de José Malhoa (2011), ambos publicados pela editora Plátano, que já tinha publicado diversos livros escolares ilustrados por Jorge Miguel. 

 Desde 2012 que trabalha exclusivamente para o mercado francês, tendo oito títulos publicados na Humanoïdes Associés. Livros que abordam temáticas tão diversas como o terror, em Z Comme Zombies, o thriller em Seul Survivant e Arène des Balkans, a ficção cientifica em Les Decastés d’Orion e o drama histórico neste Shangai Dream, onde volta a trabalhar com Philippe Thirault, o argumentista de Arène des Balkans. 

Uma vasta e eclética produção, de grande qualidade gráfica, a que, até agora, os leitores portugueses não tinham acesso. Uma lacuna que a associação entre A Seita e a Arte de Autor vem procurar preencher com esta edição de Shangai Dream, a primeira coedição entre as duas editoras, que se juntaram para dar aos leitores portugueses a oportunidade de descobrir a obra de um artista português bem mais conhecido em França e nos EUA do que em Portugal. 


 Boas leituras




segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Lançamento ASA: Lucky Luke Vol. 82 - Um Cowboy no Negócio do Algodão




Isto já parece uma série manga com tantos volumes publicados! :D
Jul e Achdé trazem mais uma aventura deste cowboy, e desta vez querem tornar o tema um pouco mais sério. Lucky Luke vai ter contacto em primeira mão com o problema das escravatura. 


O meu problema com este tipo de livro na abordagem a temas mais sérios e fracturantes é que não
aprofundam convenientemente o problema, ficando-se normalmente pelo politicamente correcto. Não sei se será o caso, mas o livro ter 48 páginas faz-me pensar desta maneira sem o ter lido, ainda visto que ainda não o comprei. Gostaria de estar enganado.

Fiquem com a nota de imprensa da ASA:


Um Cowboy no Negócio do Algodão
Jul e Achdé
Segundo o UNIVERSO de Morris 

Um Cowboy no Negócio do Algodão é um álbum que vai fcar para a História. Ao abordarem pela primeira vez a temática da escravatura Jul e Achdé oferecem um grande tema a um grande herói. Quando Lucky Luke trata a História dos Estados Unidos sem rodeios, isso resulta numa aventura tão divertida como profunda, que traz para o panorama da banda desenhada um álbum que fazia falta.

Surpresa divina ou presente envenenado? 

O nosso cowboy solitário herda uma imensa plantação de algodão na Luisiana! Acolhido pelos plantadores brancos como um dos seus, Lucky Luke vai ter de enfrentar vários obstáculos para redistribuir esta sua herança pelos quinteiros negros. 
Nesta luta contra os poderosos da região e contra a segregação racial, ele vai ser apoiado, contra todas as expetativas, pelos irmãos Dalton, cujo objetivo inicial todavia era eliminá-lo, e pelos Cajuns, os habitantes brancos do pântano, marginalizados à custa da prosperidade do Sul. 
Mas será apenas graças à ajuda de uma surpreendente figura do Faroeste que ele vai conseguir efetivamente repor a justiça: um herói de nome Bass Reeves, personagem real que entrou para a História como o primeiro Marshall adjunto negro nomeado a oeste do Mississípi, e um dos melhores «gatilhos» do seu tempo. 

Uma região, a Luisiana, até agora inexplorada pelo «cowboy que dispara mais rápido do que a própria sombra», uma história que gira em torno de uma amizade incomum e uma sólida base histórica que muito tem a ver com a atualidade: eis alguns dos inesperados ingredientes que dão corpo a esta nova aventura! 


Depois do sucesso de Um Cowboy em Paris, a dupla Jul e Achdé assina o seu terceiro álbum de Lucky Luke. 



À VENDA A PARTIR DE 23 DE OUTUBRO DE 2020
48 págs. 
Capa dura 
PVP: 10,90€ 






Boas leituras







domingo, 8 de novembro de 2020

Lançamento ASA: Stranger Things - Em Chamas


A ASA publica mais um livro desta série de BD baseada na popular série TV, Stranger Things. 
Este livro sai depois de Stranger Things - O Outro Lado e Stranger Things - Seis.

Fiquem com a nota de imprensa da ASA:


Stranger Things em Chamas, de Jody Houser e Ryan Kelly 

Sinopse 

Anos depois de fugirem do Laboratório de Hawkins, Ricky e Marcy, duas das antigas cobaias do Doutor Brenner, procuram ter uma vida normal. Mas quando descobrem que o laboratório foi fechado, vão à procura de Nove, uma pirocinética poderosa cuja mente dilacerada ameaça reduzi-los todos a cinzas, a menos que a encontrem e a salvem da sua imaginação malévola. À medida que vão avançando na sua busca, vão desvendando cada vez mais segredos ocultos do Laboratório de Hawkins. Conseguirão encontrá-la antes que ela destrua tudo à sua volta? 


Sobre o livro: 

JODY HOUSER decidiu que queria ser escritora aos oito anos de idade e daí para a frente nunca vacilou. Para o bem ou para o mal, também nunca ninguém lhe sugeriu que parasse. Licenciou-se em Escrita Criativa no Emerson College, em Boston, com uma tese sobre Escrita de Argumentos, tendo-lhe sido atribuída a Rod Parker Fellowship for Playwriting. A partir de 2006 começou a fazer experiências com webcomics, sendo a criadora da série webcomic de sucesso Cupcake POW!, lançada em 2010. Já publicou Faith (Valiant Comics), Max Ride: Ultimate Flight e Agent May (Marvel), e Orphan Black (IDW). Tem ainda contribuído, como autora, para muitas antologias, entre as quais Avengers: No More Bullying, Vertigo CMYK: Magenta, e as duas Womanthology 

Título: Stranger Things em Chamas 
Nº págs: 112 
ISBN: 978-989-23-4938-1 
PVP C/ IVA 14,90€




Boas leituras



sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Lançamento G.Floy: Novos X-Men Vol.3 - Ómega

 



A run de Grant Morrison e Frank Quitely foi memorável e a G.Floy em bom tempo resolveu dar-lhes a edição que mereciam, e completa. Não esquecer que esta série já tinha sida publicada em Portugal quase toda pela Devir (não publicaram o último...) em formato TPB normal. Agora temos livros duplos em formato oversize de capa dura. Um mino! :)

Fiquem com a nota de imprensa deste penúltimo volume:



Novos X-Men Vol. 3 - Ómega 

Argumento de Grant Morrison e arte de Frank Quitely, Keron Grant, Phil Jimenez e Chris Bachalo 

 Uma das melhores séries de sempre dos X-Men está de volta, neste terceiro volume cheio de acção e revelações que te irão surpreender. Vindos da imaginação de Grant Morrison, este tomo tem na arte nomes não menos fabulosos como Frank Quitely, Keron Grant, Phil Jimenez e Chris Bachalo. 

  O Instituto do Professor Xavier é um santuário, um lar para jovens mutantes oprimidos por um mundo que não os compreende. Mas o inimaginável acontece quando um dos alunos assume o nome de Kid Ómega, e decide conquistar a escola. Entretanto, a relação entre Emma e Ciclope ameaça causar mais uma fenda profunda entre mutantes, que irá ameaçar os X-Men. Mutante contra mutante numa explosão de violência... poderá a escola sobreviver? Na segunda parte desta saga, Wolverine, Ciclope e o enigmático mutante conhecido como Fantomex viajam para o outro lado do mundo à procura da chave para o seu passado, e da revelação dos segredos mutantes. Mas o que irão encontrar no interior do misterioso e letal programa Arma X será bem mais assustador do que os seus piores pesadelos. 

  Por vezes, os maiores inimigos dos mutantes são... outros mutantes! 

 Este é o terceiro volume que colecta toda a fase escrita por Grant Morrison, em quatro edições de luxo de capa dura e formato prestige. 

Os Novos X-Men, foi uma das sequências mais inovadoras na história dos X-Men de uma forma que nunca mais foi replicada. A série renovou quase tudo sobre a equipa dos super-heróis mutantes mais famosos da Marvel, desde os seus uniformes até seu status público, e introduziu uma série de novas ideias que a franquia explorou a partir de então. 




Novos X-Men Vol. 3 - Ómega 
Argumento de Grant Morrison Ate de Frank Quitely, Keron Grant, Phil Jimenez e Chris Bachalo
Reúne os títulos New X-Men #134-145 
G. Floy Studio Portugal 
Formato deluxe (19 x 28), capa dura 304 pgs. a cores. 
PVP: €30 ISBN: 978-83-66589-19-3.

 Lançamento nas bancas a 4 de Novembro










Boas leituras






quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Lançamento G.Floy: A Velha Guarda Vol.1 - Abrir Fogo

 

Este livro inaugura uma situação muito pouco familiar para mim, foi a primeira vez que vi o filme antes do livro de BD.

O filme The Old Guard foi baseado nestes comics de Greg Rucka e Leandro Fernández, eu gostei muito e segundo consta teve bastante sucesso por esse mundo fora. Agora temos os comics em português e com certeza não vão defraudar.

Fiquem com a nota de imprensa da G.Floy:



A Velha Guarda - Livro Um - Abrir Fogo 
Argumento de GREG RUCKA e arte de LEANDRO FERNÁNDEZ 


 Greg Rucka, um dos mais aclamados e premiados argumentistas de comics da actualidade, e o artista Leandro Fernández, trazem-nos esta inovadora saga de acção contemporânea, recentemente adaptada a filme pela NETFLIX, com Charlize Theron no papel de Andrómaca! 

É uma história sobre o tempo, e a idade, e as idades, sobre a amizade e o amor, e o arrependimento. É a história de duas mulheres e três homens que não podem morrer. A maioria das vezes. Os seus nomes são Andy, Nicky, Joe, Booker e Nile. São soldados, e a sua guerra não acabará nunca. Já estiveram em todo o lado, já viram de tudo e já combateram em quase todos os conflitos da história. Durante séculos, mantiveram a sua existência secreta, sempre em movimento, de missão em missão. Mas, hoje em dia, as sombras já não são tão escuras, e eles estão a perceber que alguns segredos são impossíveis de guardar. E ninguém vai querer estar no caminho deles quando esses segredos forem revelados...
Este é um conto de fadas de sangue e balas… 

  Os Autores: 

GREG RUCKA 

é um escritor famoso de romances policiais e argumentista de banda desenhada. É fã de banda desenhada desde a mais tenra idade, e depois de ter trabalhado em inúmeros empregos de todo o género, atingiu o sucesso com a sua série de romances policiais protagonizados por Atticus Kodiak, um guarda-costas que acaba invariavelmente a resolver crimes, e de que escreveu até à data sete volumes.
 Rucka lançou-se nos comics em 1998 com Whiteout, um policial passado numa base perdida da Antárctida (com arte de Steve Lieber), mais tarde adaptado ao cinema. 
Ao longo da década seguinte, Rucka trabalhou sobretudo para a DC Comics, assinando fases aclamadas da Wonder Woman ou da revista Detective Comics, para além da série Gotham Central (co-escrito com Ed Brubaker), uma das suas séries mais conhecidas. 
Nesses anos assinou também uma sequela de Whiteout, bem como as séries Queen & Country e Stumptown, sempre na Oni Press, que na altura editava os seus livros independentes. 
Mais recentemente, tendo continuado a escrever para a DC Comics (regressando há poucos anos à Mulher-Maravilha, por exemplo), Rucka tem também lançado várias séries suas na Image: Lazarus, Black Magick e Old Guard. 



LEANDRO FERNÁNDEZ 

é um ilustrador argentino de banda desenhada, conhecido pelos seus vários trabalhos para a Marvel, Image e Vertigo. 
 O seu percurso nos comics está recheado de grandes títulos como os da DC Vertigo: American Carnage (escrito por Bryan Hill), The Discipline e The Names (com Peter Milligan). Além disso, tem trabalhos como Northlanders: The Plague Widow; participou na série Punisher MAX com Garth Ennis, e muitas outras personagens populares da Marvel como Deadpool, Vingadores, Demolidor, Novos Mutantes, Hulk, etc. 
Da sua parceria com Greg Rucka destacam-se os trabalhos Wolverine: Coyote Crossing e Queen & Country: Crystal Ball, que foi nomeado aos prémios Eisner em 2004. 



                     “Meticulosamente investigado, planeado e executado com grande habilidade.” 
— NEWSARAMA 

                    “Original e cheio de frescura.” 
— IGN 

  A Velha Guarda - Livro Um - Abrir Fogo 
Argumento de GREG RUCKA e arte de LEANDRO FERNÁNDEZ 
Reúne The Old Guard #1-5 G. 
Floy Studio Portugal 
Formato deluxe (19 x 28), capa dura, 184 pgs. a cores. 
PVP: €18 
ISBN: 978-83-66589-21-6 


Lançamento nas bancas a 11 de Novembro






Boas leituras

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Lançamento Arte de Autor: Spaghetti Bros - Volumes 1 a 4

 


Esta série é completamente nova para mim: Spaghetti Bros, publicada pela Arte de Autor.

Sinceramente gostei das obras que li de Carlos Trillo, como Eu Vampiro, Clara de Noite, Fulu ou Iguana (com Mandrafina). Juntando a isto uns quantos mafiosos, bem... estou predisposto a gostar desta série!

Fiquem com a nota de imprensa da Arte de Autor:


SPAGHETTI BROS
Volume 1- 4

Trillo e Madrafina dão-nos a sua visão peculiar -- cruel e trágica -- da história da América moderna. Para tal, servem-se dos membros de uma família atípica, a dos irmãos Centobucchi, emigrantes italianos cujos vínculos se estendem a instituições tão diversas e ao mesmo tempo tão afins como a Máfia, a Polícia e a Igreja. 

Argumento e Desenho: Trillo e Mandrafina 
Edição: Cartonada 
Número de páginas: 196 
Impressão: preto e branco 
Formato: 210 x 285 
Editor: Arte de Autor 
ISBN: 978-989-54827-1-9 
PVP: 22,75€ 

 
Carlos Trillo 
(Buenos Aires, 1943 -2011) 
Escreveu o seu primeiro argumento aos vinte anos para a revista Patoruzu. Em 1963 teve a sua primeira experiência profissional, aceitando vários trabalhos na área editorial. Dez anos mais tarde, tornou-se director de arte de uma revista satírica, Satiricon. Contudo, em 1976, esta revista foi proibida pela ditadura militar. 
Em 1975 escreveu Un Certain Danari para Alberto Breccia, seguiu-se Chavez le Fou para Horacio Altuna. Depois expandiu as suas actividades na banda desenhada e começou a escrever para várias revistas El Pendulo, Humor, Superhumor. Continuou a colaborar com Altuna em várias histórias, como Charlie Moon, Merdichevski, Les Petites Portes de M. Lopez e Slot Machine. 
Fez, também, equipa com artistas como Domingo Mandrafina em histórias como Histoire Sans Paroles e El Husmeante. Nos anos oitenta escreveu para Jordi Bernet (Carnage Plus, Light and Bold), Eduardo Risso (Fulù, Simon, JC Benedict), Madrafina (Peter Kampf, Cosecha Verde) e Juan Giménez (Gangrène). 
Em 1992, criou Cybersix com Carlos Meglia, uma série acerca de criaturas geneticamente manipuladas, e Spaghetti Brothers, com Mandrafina. Escreveu, ainda, Chicanos para Risso, uma série passada num gueto espanhol numa metrópole americana. Depois de conhecer um agente da CIA, Trillo inspirou-se para a criação Mon Nom N'est Pas Wilson, que foi ilustrada por Walter Fahrer e publicada pela Casterman em 2000. 
Carlos Trillo é um mestre no realismo e na crítica social, que o tornou num dos melhores escritores argentinos de banda desenhada. Domingo 




Mandrafina 
(Buenos Aires, 1945) 
Procede da banda desenhada romântica e das adaptações cinematográficas. Da fixação no modelo de Victor de la Fuente, da colaboração com Saccomanno e Robin Wood, e, antes disso, da Escola de Directores de Arte, do estudo com Breccia, pai, para quem ilustrará, em 1984, o único guião que o mestre fez para outro: Metrocarguero. 
Em 1983, depois de esbarrar com Trillo, começam a escrevar juntos. Corre bem. Repetem. Incontáveis vezes. E juntos produzem a obra de que ambos mais se orgulham, Cosecha Verde, com a qual Mandrafina publicou pela primeira vez em França e lhe valeu o Prémio de Melhor Guião no Salão de Angoulême de 1999. Não será esse o seu único prémio. Numerosos em Itália. Algum em Espanha. Outro na Suíça. O Grande Prémio de Humor em língua francesa por Viejos Canallas, uma peculiar derivação deste Spaghetti Bros que agora se oferece aos leitores portugueses.




Boas leituras

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Lançamento Ala dos Livros: Os Escorpiões do Deserto - Obra Completa Vol.2

 



A editora Ala dos Livros continua a publicação da excelente série de Hugo Pratt, Escorpiões do Deserto.

O livro já se encontra disponível e é uma excelente edição. As editoras portuguesas de BD europeia estão de parabéns pelo cuidado que estão a ter com os livros que publicam, é um prazer ler assim.

Fiquem com a nota de imprensa da Ala dos Livros:


Os Escorpiões do Deserto

Obra Completa - Volume 2

A história de Os Escorpiões do Deserto é uma história de homens. De homens de diferentes raças e de diferentes humanidades. E é, também, uma história de guerra. A história da Segunda Guerra Mundial, no corno de África, que Pratt de certa forma vivenciou e que nos conta através dos relatos e dos olhos do oficial polaco Koinsky. 

 Mas Os Escorpiões do Deserto é ainda uma viagem através das dunas do deserto africano, com os seus oásis remotos, os fortes abandonados, mulheres guerreiras, beduínos sanguinários, cantores de ópera ou oficiais apaixonados. É uma viagem ao longo de um território árido, onde se encontram personagens marcantes, presas num conflito onde todos parecem perdidos sem saber que partido tomar. 

 Neste volume estão incluídas as histórias Um Fortim em Dancália e Conversa Mundana em Moulhoule.

Os Escorpiões do Deserto é uma das obras mais marcantes de Hugo Pratt, sendo este o segundo de três volumes da edição da Ala dos Livros, comemorativa dos 50 anos da primeira publicação. Esta obra, a preto e branco, é enriquecida por uma galeria de aguarelas a cores, ilustrando a riqueza dos fardamentos militares, bem como a dos trajes dos povos daquela região do norte de África.










Boas leituras







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