sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Capas WTF: Detective Comics #275


Não há palavras para descrever!
:D
Ainda faltava bastante para eu nascer quando o Zebra Batman apareceu ao mundo!
Isto aconteceu em 1960 e o desenhador desta capa (assim como do interior) foi Sheldon Moldoff.

A história é simples, como tudo na Silver Age, Batman e Robin encontram um vilão com poderes electromagnéticos: Zebra-Man!
A coisa correu mal e o Batman ficou com os poderes do Zebra-Man… só que o desgraçado do Morcego virou Zebra e não consegue controlar os seus poderes electromagnéticos!
:D
A história é de Bill Finger e a arte-final executada por Charles Paris.

Fica aqui um excerto desta revista:



Boas leituras

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Capas: Spectacular Spider-Man #101


Excelente capa de John Byrne para o número 101 desta revista!
O contraste do preto & branco é impressionante!
Se for acrescentado a este extraordinário contraste o dinamismo perfeito da figura do Aranha, esta capa fica perfeita. Única!
John Byrne foi grande nesta capa!
Enjoy...

(Para esquecer as últimas nuances da vida do Aranha...)

Boas leituras

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Mais uma série na "corda bamba" da DC: I, Vampire


Ok… vou ter mesmo de aprender francês.
As minhas séries preferidas das grandes editoras norte-americanas estão a ser todas descontinuadas, canceladas, tratadas como lixo.


Agora parece que é a vez do excelente “I, Vampire” de Joshua Fialkov e Andrea Sorrentino!
E vou falar mal, vou falar português “vernáculo”… a merda do lucro tem de ultrapassar determinada fasquia para uma boa série ser viável?
Ou seja, não basta dar lucro? Se der apenas lucro é cancelado???
Áhh... já sei! Vai ser cancelado porque estes vampiros não brilham com o sol!!!!

O capitalismo desmedido e sem regra está a destruir tudo (atenção… eu não sou comunista, nem nada que se pareça), tudo o que há de bom nas artes. O que vai ser a seguir? Animal Man? Swamp Thing? Demon Knights? Ou o mercado norte-americano vai regredir novamente para 30 anos atrás, em que praticamente só se vê tipos de collants com cuecas de fora a voarem por aí com uma capa (que dá um jeito danado… voar com uma capa…)!? É assim que se vai resumir o mercado americano daqui a um par de anos? Talvez a acompanhar os filmes da Disney e da Warner, quando devia ser ao contrário!
Atenção que eu adoro estas telenovelas de super-cueca-man! Tenho montes de livros deles e alguns são muito bons!
Sandman criou todo um outro público, e outra linha editorial com o qual eu me identifico mais. Mas o legado de Sandman está a ser destruído aos poucos, mas firmemente, e as grandes editoras americanas não percebem que ao apostarem no lucro imediato, tão imediato que é contabilizado revista a revista, estão a cavar a médio prazo a sua sepultura?

Marvel praticamente não compro neste momento, a DC irá pelo mesmo caminho brevemente pelos vistos. Acho que as editoras pequenas vão ganhar com isto e se trabalharem bem ganharão aos poucos uma boa cota de mercado, porque nem toda gente quer consumo imediato, mas sim degustar lentamente uma série.

Felizmente existe a Europa e o Japão.
Tenho de rever as minhas prioridades e fazer aquilo que um coleccionador detesta: interromper séries!

É que “I, Vampire” vendia bem comparado com as outras séries da concorrência do mesmo género!
De qualquer modo as coscuvilhices dizem que a série haveria de ter acabado no número 18, mas que ainda haveria de ser equacionado o fim. MAS na revista número 19 vem isto escrito:

I, VAMPIRE #19
Written by JOSHUA HALE FIALKOV
Art by FERNANDO BLANCO and ANDREA SORRENTINO
Fold-out cover by ANDREA SORRENTINO
On sale APRIL 24 • 32 pg, FC, $2.99 US • RATED T+ • FINAL ISSUE




So… it seems the end…
And no... these vampires doesn´t glow with the sun!

Boas leituras

domingo, 13 de janeiro de 2013

Encantarias: A Lenda da Noite


Este livro, desde que vi algumas páginas há seis anos na internet, tornou-se desejado por mim.
Pedi a vários brasileiros(as) para ver se me arranjavam este livro, e atá à semana passada… nada. Nem o próprio autor me respondeu…
Obrigado Tiago Rocha!
Esta Graphic Novel brasileira surgiu no seguimento de uma lei de ajuda à cultura promulgada pelo respectivo Ministério. O Estúdio Casa Velha e seus artistas aproveitaram e fizeram este livro lindíssimo!
Este estúdio Paraense já tinha feito outra obra (que eu gostaria de ter…) chamada Belém Imaginária, este novo (velho agora) livro veio confirmar a qualidade dos artistas envolvidos!


Penso que o grande motor do projecto foi Otoniel Oliveira, que pegou no folclore Ameríndio e transformou esta lenda numa bela BD. Infelizmente o Brasil enferma também do mesmo mal que Portugal… o público que consome BD (HQ) na generalidade está a borrifar-se para os seus artistas excepto se desenharem super-heróis. Ou seja, o livro teve uma pequena edição, que esgotou, e simplesmente desapareceu sem novas reedições… exactamente como aqui em Portugal!

A Lenda da Noite é contada de uma maneira leve, sem grandes pretensões a profundidade de ideias, e é assim que tinha de ser! A lenda é contada e não se torna chata para o leitor. Tudo é muito corrido e não existem acções paralelas. Há sim um excelente “storytelling” , vivo, as várias personagens principais (os três Índios) estão bem retratados no seu perfil psicológico, e as secundárias penso que foram as que mais gozo deram aos autores… são lindas e originaram páginas espectaculares de grande movimento e cor!

Esta história é contada aos mais pequenos habitantes de uma tribo pelo “Velho das histórias”. Ele conta como o grande Deus Tupã resolve libertar um pouco da “Grande Escuridão”, num mundo onde não existia a noite!
Para isso se serve de três jovens guerreiros de três tribos diferentes!
Diatã era um guerreiro fortíssimo, Ubirajara era extremamente hábil e Kuandu o inteligente e arguto. Estes foram os escolhidos para ir onde mais ninguém tinha ido. Procurar o vaso onde estava encerrada a “Grande Escuridão”.
Cruzam-se com vários seres do folclore Ameríndio como Iara, Honorato, Curupira e Jaguaressa. Passam grandes aventuras, o livro tem uma cadência bastante rápida, e por fim para alcançarem o seu objectivo dois deles sacrificam-se para o terceiro conseguir finalmente cumprir a tarefa do grande Deus Tupã!
Mas será que eles se vão portar bem com as ordens de Tupã no seu regresso? Curipira instigou-os, qual serpente do Paraíso, a fazer algo que não deviam…

Aos felizardos que conseguiram obter este livro eu só posso dizer para o mimarem, pois o livro é muito belo, e raro! Graficamente funciona muito bem, tanto no desenho como na cor. Quanto à legendagem… bem, é um pouco arrojada nas caixas de texto que seguem o narrador (o Velho das Histórias), mas não ficou mal!
Neste livro, que soube a pouco (eu queria mais umas páginas…), tivemos na edição Volney Nazareno, no Argumento Julião Cristo, guião de Otoniel Oliveira e Volney Nazareno, Desenhos de Otoniel Oliveira, Arte-Final de Fernando Carvalho, cor por Fernando Carvalho e Otoniel Oliveira, legendagem de Aline Coelho e finalmente a capa por João Silveira e Otoniel Oliveira. É, ou era, o Estúdio Casa Velha.

Nós também temos um folclore bastante rico aqui em Portugal. Embora haja histórias e lendas portuguesas que foram contadas em BD, gostaria que fossem aproveitadas e contadas com esta beleza.
Gostei muito.
:)

Boas leituras

Softcover
Criado por: Estúdio Casa Velha
Editado em Novembro de 2005 pelo Estúdio Casa Velha (Ed. De autor)
Nota: 8,5 em 10

sábado, 12 de janeiro de 2013

As minhas prateleiras de BD em 2012


A minha Bedeteca ficou assim em 2012!
Apenas faltam aí umas centenas de formatinhos que ainda não arrumei...
:D

Vejam as fotos!





O Bone e o Barry Ween não são meus, mas sim emprestados pelo Hugo Silva!


















Garrafa de cerveja trazida de Angouleme em 2011 como recordação!

























É claro que este livro está deitado numa prateleira, assim como o fanzine "Efeméride 2012: Corto Maltese", porque ainda não têm prateleira para o tamanho deles!
:)

Boas leituras

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A Palavra dos Outros: As 50 Sombras de Grey Vol.1 por Aida Teixeira


Já não é a primeira vez que o Leituras de BD aparece com artigos sobre livros que não são Banda Desenhada. A Aida Teixeira, minha mulher, resolveu escrever sobre o livro “As 50 Sombras de Grey”, com o título: As minhas Sombras.

Este post não é aconselhável a: mentes fechadas, cristãs, muçulmanas e judias. Lamento mas quem tem preconceitos ou barreiras mentais criadas pela sociedade e religião, não deve ler este post! Por favor... Não o leiam.

Estes post contêm linguagem considerada obscena e vai ser acompanhado por páginas de livros de BD que contêm imagens de sexo explícito.
Este é o último aviso, depois não me venham para aqui fazer queixas ao blogger, falar de bloqueios, etc, etc….

Todos avisados?
Ok…







































































Sigamos para o artigo de Aida Teixeira!

As Minhas Sombras

A História de O por Guido Crepax

Comecei a ler a trilogia “as cinquenta sombras de Grey”, tendo em conta que no Verão passado toda a gente falava disto, e o mulherio quase todo tinha lido. (segundo um amigo que trabalha num inferno que também vende livros, era os livros chegarem e desaparecerem).
Bom, vou na página 286 fo 1º volume, e já começo a perceber o porquê de tanto “sururu” à volta desta trilogia.
Começo por dizer que é um livro que se lê bem, é um livro (trilogia) bom para ler no Verão, mas que tem, desde logo um erro de “casting”: os protagonistas não podem ter a idade que têm (27 anos ele, 21 anos ela), porque não têm maturidade, lucidez, e experiência de vida para protagonizarem esta história. Só isso. Ele deveria ter 40, e ela 30/35.
Mas porquê tanto sucesso?
Porque a maioria das almas não sabe distinguir o “fazer amor” de “foder” (e vou deixar de usar aspas).
As mulheres têm fantasias (e muitas, e são muito criativas), mas não as comunicam ao parceiro, esperam que ele as adivinhe, mas, minhas caras, os gajos são muito maus a adivinhar, portanto não vão por aí.
Os homens são mais parcos em fantasias, quase todos vão directos ao foderem com 2 mulheres ao mesmo tempo. Original não é?? Pois não.
Pior, eles nem são capazes de satisfazer uma que goste de foder, quanto mais duas, ficavam ali a fazer o quê? A ver como se faz? É certo que sempre aprendiam qualquer coisa, mas convenhamos que não é a mesma coisa.
Quando as mulheres falam em fazer amor, é porque querem mostrar um lado mais romântico, porque a educação que tivemos ao longo dos séculos nos manda ser recatadas, nós não fodemos, nós fazemos amor. Tss tss nem pensem nisso, nós fodemos, muito, e bem. Os gajos é que não sabem explorar esse nosso lado, não arriscam, não nos surpreendem. E nós, temos medo de arriscar “o que vai ele pensar de mim?”
Kama Sutra por Milo Manara
Também eles, romanticamente, esperam que seja a mulher a fodê-los, a provocá-los, a inventar, a criar situações de risco, a ir mais além. São calões por natureza. É quase preciso escrever nas paredes “quero ser fodida de forma selvagem” para que eles percebam que a posição de missionário é para as beatas, enquanto brocham o padre, ou seja, estão de joelhos.
Nós queremos brincar, queremos brinquedos, E queremos usá-los. Ah gostam de sexo anal? Bora nessa, mas nós podemos fazer-vos o mesmo, boa? E podem aceitar sem medos, vão descobrir “mares nunca dantes navegados” . Sim os brinquedos são para ser usados por ambos, e um bocadinho de dor nunca fez mal a ninguém, deixem de ser mariquinhas.
Fazer amor fazemos todos os dias, ao chegar a casa, quando beijamos a pessoa amada, quando passamos por ela e lhe apalpamos as nalgas ou qualquer outra parte do corpo, fazer amor é gostar de estar com aquela pessoa e não com outra. Foder não tem nada a ver com isto. Pode-se fazer amor com uma pessoa e foder com outra.
E, voltando ao livro, o sucesso deve-se basicamente a isto: As mulheres querem foder, e vocês homens são um bando de incompetentes, que se acham muito bons, mas que na realidade são uma merda na cama. Experimentem prescindir do vosso prazer (leia-se orgasmo) para darem um verdadeiro orgasmo à vossa parceira, submetam-se, façam só o que ela quiser, sejam escravos, ou sejam donos, sendo que em qualquer dos papeis só pensam em dar-lhes o melhor. Vão ficar surpreendidos.

Clara de Noite por Jordi Bernet e Carlos Trillo
Medo de dizer quais são as vossas fantasias? Escrevam-nas. Combinem “eu escrevo as minhas 10 maiores fantasias, tu escreves as tuas, depois trocamos os papeis e vamos tentar conciliar e por todas em prática”.
Ahhh e aquela fantasia das duas mulheres com um homem?? É na boa, mas sejam vocês homens a arranjar a tal companhia extra, vão ver se é assim tão fácil como nos filmes porno.
Mas preparem-se porque a seguir pode vir o pedido de um companheiro extra, e vocês não podem dizer que não.
Foder é isto, vale tudo, desde que ambos concordem .
E este país é um bando de almas mal fodidas, literalmente.

Texto: Aida Teixeira

Espero que se tenham divertido com esta aproximação ao famoso livro!

Boas leituras

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