terça-feira, 17 de março de 2015

ANICOMICS Lisboa 2015: Programa



Está quase aí mais uma edição do Anicomics!
É a 6ª edição deste excelente evento lisboeta, marcado para os dias 11 e 12 de Abril no sítio do costume, a Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro em Telheiras.

Como de costume vai haver muita animação, apresentações de livros de BD, dança, cosplay, workshops, autógrafos e muito mais.
Desta vez a partida para o Anicomics é feita com uma Launch Party duas semanas antes do evento propriamente dito. Irá acontecer na   no dia 28 deste mês de Março na "Fábrica 22".


Para já e como primeiro post deixo-vos o programa de Sábado e Domingo:



Programa do Evento



Sábado, 11 de Abril 2015

10h30 Abertura

Auditório
  • 11h00 Quiz
  • 12h30 Kirankana
  • 14h30 Lançamento do álbum “Casulo”, com o argumentista André Oliveira e vários artistas.
  • 15h00 Antevisão do ano editorial da Kingpin Books, com a apresentação dos livros “Vil: Fado do Assassino” (André Oliveira/Xico Santos), “Kong The King” (Osvaldo Medina), “Fósseis das Almas Belas” (Mário Freitas/Sérgio Marques) e “Solomon: Deluxe Edition” (Carlos Pedro), com a presença dos autores.
  • 16h00 Actuação das BB5 (Dança J-Pop)
  • 16h30 1ª Meia-Final do Concurso de Cosplay
  • 17h45 Actuação das Mirai No Yume (Dança J-Pop)
  • 18h00 2ª Meia-Final do Concurso de Cosplay
  • 19h15 Anúncio dos Finalistas do Concurso de Cosplay, seguido de AFTER-PARTY no palco

Piso 0 da Biblioteca
Sala Multiusos
  • 11h30 Workshop de Cosplay: “Underneath The Costume”, com Maria João Forte (com a duração de duas horas)
  • 14h00 Workshop de Cosplay Geral com Leonor Grácias (com a duração de duas horas)

Piso 2 da Biblioteca

  • 11h30 Workshop de BD e ilustração, com Osvaldo Medina (Melhor Desenho Nacional PNBD Amadora 2013 e Desenhador do Ano PPBD 2014, com “Super Pig: Roleta Nipónica”)
  • 14h00 Workshop de Japonês, com Ana Rufino
  • 16h00 Sessões de autógrafos, com autores a anunciar


Domingo, 12 de Abril 2015

10h30 Abertura

Auditório
  • 11h00 Concurso de Karaoke
  • 12h15 Concurso de AMVs
  • 14h00 Painel: Especial de Dobradores
  • 15h15 Painel: A febre dos Funko POP - caminhos cruzados da cultura POP, da BD à animação, cinema e TV.
  • 16h00 Actuação das Animyu
  • 16h30 Eliminatória Portuguesa do EUROCosplay
  • 16h45 Final do Concurso de Cosplay
  • 17h30 Show de Cosplay, com alguns dos principais cosplayers portugueses
  • 18h30 Cerimónia de entrega de prémios do EuroCosplay e do Concurso de Cosplay
  • 19h00 After-Party de encerramento do evento, no palco

Piso 0 da Biblioteca
Sala Multiusos
  • 11h30 Workshop de Cosplay: Materiais Recicláveis, com Raúl Batista
  • (com a duração de duas horas)
  • 14h00 Workshop de Cosplay: Perucas com Catarina Brás e Inês Oliveira
  • (com a duração de duas horas)

Piso 2 da Biblioteca

  • 14h00 Workshop de Japonês, com Ana Rufino

Actividades Permanentes
Sábado e Domingo

Pátio

Zona Comercial (Kingpin Books) e de convívio
Projecção audiovisual dos espectáculos do Auditório

Foyer do Auditório

Bar (Bubble Love e Spawn Point Gaming Lounge)
Associação Portuguesa de Cosplay
Projecção audiovisual dos espectáculos do Auditório

Piso 0 da Biblioteca
Galerias

  • Exposição de originais de BD de Carlos Pedro (Elephant Men e Solomon), Osvaldo Medina (Kong The King), Sérgio Marques (Fósseis das Almas Belas) e dos artistas da antologia “Casulo” (sob argumento de André Oliveira).
  • Exposição de figuras Funko Pop.
  • Artist's Alley
  • Projecção audiovisual dos espectáculos no Auditório

Sala de leitura

Zona Comercial: Casa da BD, Twin Guns e Stands Não-Profisisonais
Projecção audiovisual dos espectáculos no Auditório

Piso 1 da Biblioteca
Gaming Zone

  • Video games (torneios e demonstrações com a Spawn Point Gaming Lounge e a Nintendo)
  • Card games (torneios e demonstrações com a TCG Empire)
  • Board games (torneios e demonstrações com a Spawn Point Gaming Lounge)


Bilheteira


Preços para a 6ª edição do AniComics Lisboa

- Bilhete para 2 dias: até 4 de Abril, 10EUR; a partir de 5 de Abril e no evento, 12EUR.
- Bilhete VIP, que garante lugar reservado no Auditório (limitado a 40 bilhetes e apenas para 2 dias), 17EUR.
- Bilhete para 1 dia: até 4 de Abril, 7,50EUR; a partir de 5 de Abril e no evento, 8,50EUR.

Venda ONLINE de bilhetes:
Os bilhetes poderão ser pré-comprados através de depósito ou transferência bancária para o NIB 0033 0000 45422004634 05 (Banco Millennium BCP, em nome de Mário M Freitas - Livraria de BD Unip, organizadora do evento). Deverá ser enviado um comprovativo para o mail anicomics.lisboa@gmail.com, com a indicação clara do nome do portador do bilhete e nº do seu documento de identificação. À chegada ao evento, deverá dirigir-se ao balcão dos bilhetes pré-comprados, munido do comprovativo de pagamento e documento de identificação, para levantar o seu bilhete. Ao preço dos bilhetes pagos online, aplicam-se as mesmas diferenças, consoante a data em que forem comprados, tal como consta da tabela acima.


Bilhetes à venda - Lojas físicas:
Na loja Kingpin Books e na Spawn Point em Lisboa.

Toda a informação em:

ANICOMICS Lisboa 2015


O Leituras de BD apoia o Anicomics

Boas leituras

segunda-feira, 16 de março de 2015

Lone Wolf and Cub: Parte I - Introdução



Lobo solitário ou Lone Wolf and Cub por Kazuo Koike e Goseki Kojima é uma obra que merece uma referência especial, pelo que, dedicarei este espaço (as minhas próximas contribuições) a fazê-lo, na medida da minha capacidade.




























A forma mais adequada para eu fazer uma revisão a esta obra é desta forma: começo com uma introdução, o contexto; depois tentarei fazer uma súmula da obra; e, no fim, abordarei as suas consequências e farei a transposição para a sua presença na sétima arte, o cinema. O tema é vasto pelo que, mais do que ler a análise que aqui vos deixo, aconselho a leitura, vivamente.


Confesso, sim, que Lone Wolf and Cub é uma manga, a melhor que até hoje li, que me fascina. Pelo que tentarei ser o mais objectivo e concreto acerca dela quanto possível. É uma narrativa que se enquadra na era feudal correspondente ao período Tokugawa, ou Edo, no Japão, e desenha acontecimentos que terão ocorrido após o ano de 1655.

Nessa época o código de conduta samurai Bushido era fulcral para a descrição das práticas da sociedade. Assim como era também ponto assente a filosofia ou o espírito budista. A ficção começa assim, com uma descrição hierárquica da sociedade de então: o Shōgun, comandante do exército, (clã Tokugawa) senhor dos Daimyō (lordes do Japão); os Oniwaban, guardiões do jardim (clã Kurokawa), espiões, dedicados à obtenção de provas contra determinado Han (território feudal); os assassinos (clã Yagiū); e o carrasco mor, Kaishakunin, responsável pela decapitação (aquando do ritual suicida Seppuku) dos Daimyō insurgentes, ele mesmo portador da vontade última «a vontade do Shōgun».

Ogami Ittō (Lone Wolf), a personagem central do drama trágico da qual se desenrola a obra, até então Kaishakunin, vê-se enredado numa trama elaborada pelo clã Yagiū. Yagiū Retsudō, o líder do clã, arranja uma forma de assassinar a mulher de Ogami Ittō, e de o indiciar por crimes de sedição contra o próprio Shōgun. Na impossibilidade de defender a sua posição de honra, Ogami Ittō decide enveredar pelo caminho do assassino, o caminho da vingança, como um demónio saído do inferno Meifumadō, renegando assim o Bushido, o caminho do guerreiro.


Essa decisão não lhe compete apenas a ele, pai, mas também a Ogami Daigorō (Cub) o seu filho. Ogami Daigorō é ainda bebé aquando dos acontecimentos aqui descritos, tem de escolher: seguir o caminho do pai, escolher a espada (de um género especial, denominada de Dōtanuki); ou o caminho da mãe, uma bola Temari, e segui-la no mundo dos espíritos. Ou seja, Ogami Daigorō, praticamente recém-nascido, é levado a escolher entre a morte (às mãos do pai), ou a seguir uma vida maldita (ao lado do pai).

Ogami Daigorō escolhe a espada, numa das sequências que nos ficam, por ser, possivelmente, uma das mais carregadas de significado de toda a narrativa. Pois, porque, daí em diante, ambos seguem esse caminho, o caminho do assassino. Há toda uma sensação de inevitabilidade, e de ordem, na forma como se processa assim o seu destino. Faz-nos querer rever toda essa dialéctica que é a do livre arbítrio «podia ter feito» e a contraposição com essa ideia, que é a ideia da fortuna, ou fado «não fiz».

Daí em diante a saga é monumental, cada um dos seus capítulos é por si só uma obra de mestria, tanto em argumento como em desenho; ou em contenção ou soberba. E, dessa forma, e nesse contexto, atrevo-me a dizer que a realidade que é a dos seus autores se sobrepõe à tão própria realidade que é a da ficção, a da obra, ou seja: que é a do caminho do pintor (Goseki Kojima); ou a que é a do caminho do poeta (Kazuo Koike).



Goseki Kojima nasceu a 3 de Novembro de 1928 e morreu a 5 de Janeiro de 2000. Da sua biografia realça-se o facto de, autodidacta, ter começado a carreira como pintor de posters para salas de cinema. Mudou-se em 1950 para Tóquio, uma Tóquio devastada, pós II grande guerra, e dedicou-se à criação de arte kamishibai. Kamishibai é uma forma narrativa, de contar histórias, que se suporta na ilustração em papel, um actor executava pequenos dramas teatrais de rua (muitas vezes de teor moral) andando de cidade para cidade de bicicleta acompanhado de um palco portátil: as crianças que lhe comprassem doces, tinham direito aos melhores lugares da plateia. Embora a sua reputação tenha sido ganha, principalmente, enquanto artista da obra Lone Wolf and Cub, a sua primeira contribuição para uma revista deu-se com a série Dojinki. Durante a fase final da sua vida dedicou-se à concepção de romances gráficos baseados na obra do seu cineasta favorito: Akira Kurosawa.

Kazuo Koike nasceu a 8 de Maio de 1936, argumentista de Lone Wolf and Cub é, igualmente, um homem dos sete ofícios (na arte). Eu gosto de pensar nele, antes de mais, enquanto poeta. A ele se podem atribuir, também: a apresentação de programas televisivos; a criação de um magazine acerca de golfe; a produção de filmes; a escrita de guiões, ficção, ou mesmo poesia; a fundação de um colégio Gekiga Sonjuku direccionado à ajuda a escritores e artistas talentosos. Kazuo Koike coloca o desenvolvimento das personagens no topo das prioridades de um argumento de sucesso, e como podem verificar, não só o consegue provar como o consegue fazer de uma forma mestre, Lone Wolf and Cub é também, quer se queira quer não, o tão merecido êxito que se lhe atribui.

Deixo-vos com algumas imagens e textos do primeiro volume da obra "The Assassin's Road" cuja primeira edição é de 2000 sob a chancela da Dark Horse Comics. Mas não só, concluo com uma citação retirada de uma entrevista a Kazuo Koike, por mim traduzida da versão inglesa (à falta de melhor), e não resisto a fazê-lo, pois é um exemplo claro da sensibilidade que se transmite a toda a obra:




"De todos os mamíferos apenas o homem e o elefante sabem que irão morrer. Quando o elefante sabe que em breve morrerá, parte para estar só".

Recomendo, na qualidade de leitura obrigatória.

(Continua...)

Ilustração: Lone Wolf and the Cub por Goseki Kojima



Logo à noite neste blogue vamos ter a primeira parte de um post sobre este mítico Manga.
Ficam por agora com duas imagens do artista Goseki Kojima a preparar o post da noite.
:)



Boas leituras

sábado, 14 de março de 2015

Os Sabres de Luz de Star Wars, ou Star Wars Lightsabers



Vi Star Wars Epi. IV um ano depois de sair, visto que era complicado eu ir ao cinema nessa altura. Mas houve uma coisa que me marcou mais que tudo!
Não foi o herói com cara de parvo, não foi a princesa que nem achei muito bonita, nem o anti-herói com a mania que era bom, nem o mauzão de negro…
O que me marcou mesmo e colocou a minha imaginação a fervilhar foi o “Sabre de Luz”!

Porra, aquilo era o máximo! O meu imaginário nessa altura estava muito ligado à fantasia medieval, e aparecer uma espada de luz… foi um estoiro de neurónios a entrarem em blue creen of death, por ficarem sobrecarregados pelas ligações sinápticas da minha imaginação! Todo um mundo de Morfeu, filho de Hipno, se abriu para mim! Ainda por cima li os livros antes de ver o filme!

Quem não se lembra dos combates entre Luke e Darth Vader? Ou da batalha de Geonosis?

Divagações parvas à parte, sempre quis falar dos Lightsabers.
“Como” funcionavam? O que é que a “Força” tinha a ver com o seu manuseamento? O que os fazia tão poderosos? O porquê das cores diferentes (na altura era só o vermelho, azul e verde e ainda não havia nada de “Star Wars Extended Universe”. Sim porque aí as cores são muitas mais!

"This was the formal weapon of a Jedi Knight. Not as clumsy or random as a blaster. More skill than simple sight was required for its use. An elegant weapon. It was a symbol as well. Anyone can use a blaster or a fusioncutter—but to use a lightsaber well was a mark of someone a cut above the ordinary."
Obi-Wan Kenobi

O Sabre de Luz é uma arma elegante e distinta. Quando manejada por alguém que o domine é uma arma pessoal superior de ataque e defesa.
É uma arma formada por uma lâmina de plasma puro, emitida pelo seu punho e suspensa num campo de contenção de energia que lhe permite manter a forma física.
Por norma o punho é fabricado pelo próprio Cavaleiro Jedi, ou Lorde Sith, e acaba por ser uma manifestação da sua própria personalidade. Por vezes é construído de maneira a mimetizar a arma do Mestre que o ensinou em sinal de respeito.


Devido à falta de peso aliada a um forte efeito giroscópico é necessário força e perícia por parte do seu possuidor, sendo extremamente perigoso ser manipulado por alguém que não conheça a sua arte.
As primeiras armas deste género remontam ao tempo do povo Rakata, e canalizavam o “Lado Negro da Força” através de cristais artificiais, eram os Forcesabers. Mais tarde surgiram os primeiros Lightsabers em que através de tecnologia e rituais, a lâmina era “forjada” e contida. Eram usadas nesta altura como armas cerimoniais e necessitavam de uma bateria externa para funcionar.

Mas com o tempo foram melhoradas na forma, na autonomia e estabilizadas energeticamente. O plasma passou a ser contido num campo redondo, e por isso mesmo estes Sabres de Luz não tinham gume. Tornaram-se verdadeiras armas! Passaram a possuir uma célula de energia potente no punho, em que apenas havia consumo quando o Sabre cortava algo. Por norma o punho tinha um local onde se alojava uma bateria de reserva. Todas estas alterações positivas foram desenvolvidas pelos Sith, assim como os Sabres duplos.
Os Sith sempre preferiram cristais sintéticos, embora a espaços alguns Lordes preferiam usar cristais vermelhos. Os Jedi só adoptaram estas armas bastante mais tarde usando mais os cristais naturais.

"The crystal is not, by itself, the power source of the weapon. Like the Force user, the crystal is attuned to the Force. Without that attunement, the crystal is just a rock. And while a non-Force user could probably ignite and wield a lightsaber, provided the crystal was properly attuned to the Force, all that lightsaber would be for him is a shaft of superheated plasma. But for a Jedi, the lightsaber becomes more: it is a manifestation of a Jedi's connection to the Force."
Jaden Korr

O cristal é uma parte muito importante no fabrico de uma Sabre de Luz, é a sua alma. Cada Sabre necessita de dois cristais para funcionar (quatro nos Sabres duplos como o de Darth Maul). Antes de ser colocado no punho tem de ser imbuído de “Força” pelo Cavaleiro, ou Lorde, através de meditação profunda. A qualidade de um sabre depende muito da sua pureza e “Força” com que o seu possuidor conseguiu impregná-lo.

The crystal is the heart of the blade. The heart is the crystal of the Jedi. The Jedi is the crystal of the Force. The Force is the blade of the heart. All are intertwined: the crystal, the blade, the Jedi. You are one.
Luminara Unduli


A cor dos Sabres dependem do cristal e da Força que possuem. Num Sabre de Luz quanto mais escura for a sua cor base, mais forte é. Mais Força através de meditação foi colocada na sua alma, ou seja, nos cristais.
Os Sith preferem cristais vermelhos sintéticos, daí a cor dos seus Sabres. De qualquer modo de início apenas estavam previstos os Sabres vermelhos, azuis e verdes. Esta última cor foi decidida para que o Sabre de Luke Skywalker contrastasse com o céu azul de Tattoine…


Apenas com a expansão do universo Star Wars começaram a aparecer outras cores usadas pelos Jedi. De notar que o meu sabre preferido é o de Mace Windu! Porquê? Porque a pedido dele o seu sabre teve a cor violeta, a sua cor preferida, e como também é uma das minhas cores preferidas… então… lol

Outra coisa interessante, e podem ver pelas figuras, os punhos mais bonitos e artísticos são pertença dos Sith… é caso para dizer que o Lado Negro da Força também é mais criativo!
Então agora algumas cores e seus significados. Não vou fazer uma lista extensiva das cores, pois são muitas. Ficam as cinco principais:
  • Vermelho - Indica que é o sabre de um Lorde Sith ou de um Jedi Negro. Esta característica mostra que o seu utilizador usa o Lado Negro
  • Azul -Indica um Jedi Guardian. Este tipo de Jedi tende a cruzar armas fisicamente com Lordes Sith.
  • Verde -Indica um Jedi Consular. Este tipo de Jedi prefere ponderar os mistérios da Força a lutar directamente com os Sith.
  • Amarelo -Indica um Jedi Sentinel. Este tipo de Jedi aperfeiçoou as suas habilidademantendo um balance entre o combate físico e estudos académicos
  • Violeta - Indica um Jedi que caminhou na fronteira entre a Luz e o Lado Negro. Possui muitos conhecimentos dos dois lados da Força.
Os cristais mais conhecidos são os Adegan (verdes ou azuis) e os Ankarres Sapphire (azul petróleo ou violeta)

Aquando da fase “Purga” no final da “Guerra dos Clones” (a famigerada Ordem 66), os Sabres de Luz foram proibidos pelo Império, assim como ficou muito restrito o comércio de cristais usados na construção dos Sabres. Apareceram também nesta altura muitos Jedi Hunters que coleccionavam os Sabres de Luz dos Cavaleiros Jedi que eliminavam, e que muitas vezes em vez de os entregar ao Império preferiam ficar com eles como um troféu.

Mas passados alguns anos um jovem Jedi constrói um Sabre de Luz com os esquemas deixados por Obi-Wan Kenobi numa folha de jornal. Foi obrigado a usar cristais sintéticos, pois não sabia onde encontrar em estado natural.
O seu Sabre de Luz exibiu uma tonalidade verde esmeralda devido à cor com que os seus cristais ficaram depois de muitos dias de meditação!

Este jovem e inexperiente Cavaleiro Jedi chamava-se Luke Skywalker!





Muita desta informação foi obtida na Wookieepedia!

Boas leituras

quinta-feira, 12 de março de 2015

Máquina do Tempo: JLI, o Espaço e a Europa nunca mais foram os mesmos



Voltemos a dar uma olhadela por uma das incarnações mais engraçadas da Liga da Justiça, a loucura de Giffen/DeMatteis não parava de crescer e por isso a Liga necessitava de mais membros, de ir mais além e isso implicava também ir ao espaço. Poderão ler o primeiro artigo da JLI em Máquina do Tempo: JLI, os primeiros anos

Começamos a nova fase da JLI com uma ameaça extra terrestre, um grupo de comerciantes de outros planetas que gostam de comprar e vender coisas nos diversos mundos que visitam. O líder era o Lorde Manga Khan, que gostava de coisas melodramáticas e de falar consigo mesmo, apesar dos avisos do seu fiel servo robótico L-Ron. Este começo de uma nova fase só é manchado pela arte de Steve Leialoah, que não estava ao mesmo nível de Maguire nem assentava bem no estilo da equipa.

Giffen não esteve sempre presente, e o seu parceiro não tinha a mesma capacidade de criar comédia com aquelas personagens, por isso foi um começo com altos e baixos mas sempre com umas gargalhadas pelo meio. Graças a esta saga ficámos a conhecer também o Lanterna Verde G'Nort e tivemos ainda mais à frente a presença do Lobo e de heróis e heroínas nem sempre utilizados, como a Grande Barda.

Com parte da equipa no espaço e parte na terra, alternou-se a coisa com uma sequência de histórias ao nível do James Bond, envolvendo os membros Batman, Besouro, Gladiador, Fogo e Gelo (ainda provisórias) e repetindo o vilão de Bialya mas sendo rapidamente substituído por uma rainha muito mais ameaçadora. Felizmente essas aventuras tiveram a arte de Maguire, que fez sobressair o humor na história e com pequenos pormenores realmente fantásticos.


Entretanto no espaço, Manga Khan decide contratar o Lobo para destruir os Justiceiros que estavam no espaço, mas Barda consegue o enviar para bem longe deles, o pior é que ele vai parar à terra e bem para perto dos outros membros da Liga. Isso leva a um confronto com Guy Gardner, que graças à pancada que levou voltou a ser o mesmo do começo, alguém irritante e pronto para uma boa briga.

Pelo meio tenta-se aliciar novos membros para a equipa, o que nem sempre corre bem e cria alguns momentos bem engraçados. Com Ty Templeton na arte, temos a fase final da saga de Manga Khan, com toda a equipa (já com membros novos, mesmo que temporários, como o Gavião Negro) em Apokolips para enfrentar as tropas da Vovó Bondade e Darkseid, algo que termina quando sabemos que Oberon até é amigo do vilão, e depois de uma boa conversa tudo chega ao fim.

No geral foi uma saga um pouco abaixo da média, mas com grandes momentos e que cimentou o lugar da equipa no universo da DC, mostrando que apesar de serem uns palhaços, ainda eram a Liga e todos podiam contar com eles. Isso continua com os tie-in de Invasão, que mostra a equipa (especialmente o Capitão Átomo) a ser extremamente útil mas ao mesmo tempo super divertido (como o momento de vários heróis a babarem com a Mulher Maravilha). Tudo isto ajudado com a arte de Kevin Maguire, que realmente era a pessoa ideal para retratar esta equipa e suas desventuras. Há uma série de quadrados fantástica entre o Milagre e Gardner, impossível não rir com aquilo.


O non sense do humor crescia, as expressões faciais de Maguire faziam o resto assim como a combinação da história de Giffen com os diálogos de DeMatteis, tudo se complementava na perfeição e ninguém se cansava do estilo deste humor. O número em que ficamos a conhecer um bando de vilões fracassados prova bem isso, os autores podiam fazer o que queriam e nós apenas devorávamos alegremente o que nos entregavam.

Já tinham passado dois anos, tudo ficou fã do Caçador de Marte fã de Oreos, das besteiras de Besouro e Gladiador, da inocência do Soviete e do machismo de Gardner, eram todos uma grande e alegre família. Mas Maxwell Lord achava que era altura de crescer ainda mais

O número em que se organiza uma festa para todos os heróis que ajudaram na Invasão, é algo muito divertido, Oberon aproveita para propor que entrem para a Liga, o que origina a respostas bastante engraçadas. No final descobrimos que afinal se iria criar uma equipa da Liga que ficasse focada no continente Europeu, nesse grupo iriam estar alguns membros habituais como o Capitão Átomo (que seria o líder) e o Soviete, para além de heróis habitualmente identificados com outras fases da equipa como o Flash, a Mulher Maravilha (embora de forma fugaz) ou o Homem Elástico. A completar o grupo vinham Homem-Animal, Metamorfo e Poderosa, todos a representar diferentes núcleos do universo da DC e dando mais profundidade à equipe.

Os primeiros números realçavam a diferença entre o estilo mais sóbrio do Europeu, em contraste com o ar aventureiro e descontraído dos Americanos. Fora o facto de que eles nem falavam a língua, algo que foi sempre apontado em diversos números e culminou numa história bem divertida em que os heróis entram para uma escola nocturna de modo a aprender Francês.

A arte de Bart Sears era interessante e deu uma alma própria ao grupo, algo que a escrita de Giffen/DeMatteis também sempre fez questão de realçar, apesar do humor continuar presente, estes não eram apenas uma versão da JLI, era como se fosse uma à parte com as suas próprias personalidades e piadas privadas.


No começo também parecia que queriam recuperar um pouco o espírito antigo da Liga, houve muito mais acção nas primeiras aventuras da equipa, e até pequenos pormenores como a divisão dos membros para irem em pequenos grupos enfrentar os seus inimigos.

A perda de memória de Metamorfo, o nariz sempre a tremer de Ralph Dibny e a relação com Sue e a pouca maturidade de Wally West eram algumas das principais características da equipa. Existiam assim duas revistas para os fãs deste tipo de humor, no outro lado do Atlântico existiam alguns problemas com o Besouro e Gladiador, devido a uma lavagem cerebral que tinham sofrido e que precisaram da ajuda de Amanda Waller e do Kent Nelson/Nabu.

Sinceramente nesta altura eu era mais fã da JLE do que da JLA, as histórias estavam mais interessantes, mas como era fã já das outras personagens, conseguia sempre me divertir com as suas aventuras. A aventura em conjunto entre os dois grupos foi bem divertido, tendo acção com fartura e alguns momentos bem surreais relembrando o começo de tudo. Quem não se recorda da confusão com a Sra. Destino?

Entretanto dava-se passos para uma relação entre Garder e Gelo, duas personalidades bastante opostas mas que pelos vistos sentiam algo um pelo outro. Era um aspecto ainda não explorado nas aventuras da equipa, mas bem trabalhado pelos seus autores. Enquanto a JLE voltava à suas histórias com um pouco mais de mistério e acção, a JLA voltava à loucura total com a aventura na ilha kooey kooey kooey a ser um dos momentos mais marcantes de toda a história da JLI e uma ainda hoje relembrada por todos os seus fãs.

Foi o canto do cisne das vigarices e tentativas de dinheiro fácil de Besouro e Gladiador, e algo que podia ter corrido bem mal, mas que acabou bem com a ajuda de um dos membros fundadores da verdadeira Liga, o Aquaman.

A partir daí as coisas começaram a esmorecer, mas fica para o próximo artigo.





Já sabem que podem visitar o meu blog Ainda sou do Tempo para mais viagens no tempo

Lançamento Levoir: Batman - 75 Anos de Aventuras



Sai amanhã o último volume da Batman 75 Anos.
Foi uma bela colecção para todos os fãs do morcego, e foi também uma colecção da Levoir muito bem apresentada. Teve apenas um percalço editorial visível  no segundo volume de "O Regresso do Cavaleiro das Trevas", de que eu falarei quando fizer a crítica a esse livro para a semana.

A Levoir mandou extensa informação sobre este livro. Um bom texto de apresentação que o Leituras de BD apresenta na íntegra já a seguir:


BATMAN: 75 ANOS DE AVENTURAS

Com este volume celebramos 75 anos de um dos maiores super-heróis de
todos os tempos, Batman, o Cavaleiro das Trevas. Uma viagem ao longo
de sete décadas de aventuras do Homem-Morcego, contadas por alguns dos
maiores nomes dos comics de todos os tempos.

"Criminals are a superstitious cowardly lot. So my disguise must be able to strike terror into their hearts. I must be a creature of the night, black, terrible... a... a... a bat! That's it! It's an omen. I shall become a bat!"

Batman é um dos maiores super-heróis de todos os tempos, juntamente com o seu companheiro na DC, o Super-Homem. Mas ao contrário deste último, o Batman tem vindo a apresentar inúmeras facetas e personalidades distintas ao longo dos seus 75 anos de existência: Cruzado da Capa, Cavaleiro das Trevas, Maior Detective do Mundo, herói de acção, super-herói equipado com uma espantosa panóplia de gadgets, mestre absoluto do planeamento e da antecipação, o Homem-Morcego tem tantas imagens e personalidades quantos os autores que criaram as suas aventuras. E é essa diversidade e riqueza que festejamos neste volume, que reúne 11 histórias de sete décadas diferentes, de alguns dos nomes que marcaram a evolução do Batman.

A origem do Batman é-nos contada pela dupla Jeph Loeb e Jim Lee, em "A Lenda do Batman" (originalmente publicadas por ocasião do lançamento de Batman:Hush), em duas páginas que são uma homenagem às duas que Bob Kane e Bill Finger apresentaram em Detective Comics #33 ("The Batman and How He Came to Be"), que inauguram o volume; a que se segue a primeira história de sempre do Batman, também de Bob Kane e Bill Finger, "O Caso da Empresa Química" (de Detective Comics #27, 1939).

"O Furo do Século", da dupla Bill Finger e Jim Mooney, é a história em que surge pela primeira vez a repórter Vicky Vale, que se viria a tornar num dos membros da Bat-família, e num interesse amoroso de Bruce Wayne (Batman #49, 1948). "O Batman do Amanhã!" é uma história desenhada por Dick Sprang, com argumento de um dos maiores escritores da F_C pulp de sempre, Edmond Hamilton, um dos mestres da space-opera juvenil dos anos 40 e 50, e que foi um influente autor da DC nesse período (Detective Comics #216, 1955).

Seguem-se "O Mistério da Máscara Ameaçadora", de John Broome e Carmine Infantino (Detective Comics #327, 1964) e "O Segredo das Sepulturas Vazias", uma história em registo de terror sobrenatural, quase ao estilo da revista Creepy, com desenho de Neal Adams e argumento de Dennis O'Neill, uma das mais importantes duplas de criadores do Cavaleiro das Trevas (Detective Comics #395, 1970). "A Morte plana pelo Céu Assombrado" (Detective Comics #442, 1974), de Archie Goodwin e Alex Toth, e "O Ricochete do Pistoleiro" (Detective Comics #474, 1977), de Steve Englehart e Marshall Rogers, são mais duas histórias a representar os anos 1970, uma das décadas que assistiu a mais transformações no Batman.

Segue-se uma história ilustrada por um dos maiores nomes dos comics, e dos mais associados ao Cavaleiro das Trevas, Frank Miller: "Procura-se Pai Natal - Morto ou Vivo!", com argumento de Denny O'Neill (DC Special Series #21). Finalmente, duas histórias que representam os anos 1990 e 2000. "Crise de Identidade" tem argumento do britânico Peter Milligan, um dos grandes dos comics mais adultos - argumento e marca, aliás, numa história que questiona de modo perturbador a sanidade de Bruce Wayne - com arte de Tom Mandrake (Detective Comics #633, 1991); e "Gente Bonita" (Detective Comics #821), que faz parte da sequência de histórias que Paul Dini escreveu (e que pudemos ler no sétimo volume da colecção, Batman: Detective), mas desta vez ilustrada por um dos melhores desenhadores da actualidade, J.H. Williams.
















































































Batman: 75 Anos de Aventuras
Formato comic (18 x 26,50 cm)
Capa dura
168 páginas a cores


Boas leituras

quarta-feira, 11 de março de 2015

Reedição da coleção “Capacetes Star Wars”



A Planeta DeAgostini vai reeditar a sua colecção de capacetes. Uma oportunidade para quem queira juntar aos livros estas peças bastante interessantes.

Fiquem com a informação da Planeta DeAgostini:

A Planeta DeAgostini e a Altaya têm o prazer de apresentar a reedição da colecção “Capacetes Star Wars” que já está disponível em papelarias, tabacarias e quiosques, sendo comunicada mediante campanha publicitária na televisão.

Uma edição de coleccionador destinadas aos fãs da mítica saga “Star Wars” com miniaturas à escala 1/5 dos capacetes dos personagens mais emblemáticos deste universo, fabricadas em ABS reproduzidas ao máximo detalhe com a aprovação Lucas Film. Cada miniatura tem uma base personalizada e uma protecção transparente para uma melhor conservação. Os fascículos reflectem uma obra editorial apaixonante e detalhada, organizada por temas, para que não falte nada a esta colecção. Cada capacete é acompanhado de um fascículo retratando os principais traços do personagem, factos importantes da saga e informação pormenorizada sobre o universo Star Wars. Para saber mais sobre esta colecção basta entrar em:

http://www.planetadeagostini.pt/colecionavel/capacetes-star-wars.html

Vão ser 60 capacetes e 60 revistas. O 1º capacete custa 1,99€, o 2º será 9,99€e os restantes a 12,99€ de 15 em 15 dias nas tabacarias e quiosques portugueses!
O primeiro já saiu esta semana (dia 9), Darth Vader!
Os capacetes são fabricados em ABS e as viseiras são rebatíveis.




Uma colecção para coleccionadores e fãs do universo Star Wars :)





Boas leituras

Lançamento Levoir: Colecção Novela Gráfica - A Viagem



O terceiro volume desta colecção é talvez o que graficamente se afasta mais do meu gosto pessoal.
O autor é Edmond Baudoin e esta obra foi premiada com o Alph'Art para Melhor Álbum no Festival de Angoulême.

A ver vamos!
:D
Fiquem com a extensa informação da editora:

A VIAGEM - Edmond Baudoin

Um belo dia, Simon um empregado de escritório parisiense, abandona a mulher, o filho, a casa, o emprego e a sua cidade, para partir numa viagem pela França, à procura de si próprio. Uma viagem poética, contada pelo traço sensual de Edmond Baudoin, e galardoada em 1997 com o prémio para o Melhor Argumento no Festival de Angoulême.

Virtuoso do desenho, senhor de um traço espontâneo e elegante, Edmond Baudoin foi dos primeiros desenhadores europeus a entrar no poderoso mercado japonês, onde este livro foi originalmente publicado. Autor diversas vezes premiado, presença assídua nos mais prestigiados festivais de BD - como por exemplo, no Amadora BD 2014 - Baudoin é um dos maiores representantes da banda desenhada francesa mais alternativa. Com A Viagem, os leitores portugueses poderão, pela primeira vez, descobrir a sua obra.

Nascido em 1942, Baudoin abandona em 1971 o seu emprego como contabilista num hotel de Nice para se dedicar à sua grande paixão: a banda desenhada e o desenho. Tendo publicado nas principais revistas francesas como Circus, Pilote, Echo des Savanes e (A Suivre), Baudoin estreou-se em álbum em 1981, com Les Sentiers Cimentés, título publicado pela Futuropolis, editora que irá lançar mais de uma dúzia de livros seus em 10 anos. É um dos grandes representantes do romance gráfico autobiográfico, de que A Viagem é um exemplo poético, que mistura elementos da vida real com outros ficcionais. Autor de uma obra sequencial mais difícil que o normal, mais exigente para com o leitor, que por vezes parece situar-se a meio-caminho entre a BD e a pintura - ou por vezes a caligrafia, o que terá sido um a das razões pelas quais os editores japoneses se interessaram pelo seu trabalho - e que nunca enveredou pela facilidade, Edmond Baudoin viu esse seu percurso ser recompensado em 1992 ao receber o Alph'Art para Melhor Álbum no Festival de Angoulême.

"Quando comecei o meu trabalho, percebia muito bem que estava a fazer algo que poderia ser de facto qualificado como difícil, na banda desenhada. Para mim, o prémio de Angoulême que recebi [pelo álbum Couma Aco] virou-me a vida do avesso. Naquele momento, interpretei aquele prémio como se me dissessem "Seguimos-te até aqui, mas podes ir muito mais longe, por isso, tens de te tornar um pouco mais tu próprio". Então, muito bem. Vou mostrar-vos que posso ir um pouco mais longe".
- Edmond Baudoin

A Viagem é um livro que ocupa um lugar singular na obra de Edmond Baudoin, por ter sido uma banda desenhada encomendada pela editora japonesa Kodansha, alguns meses depois de Baudoin ter sido premiado em Angoulême, num ano em que o Japão era país convidado do Festival. O pedido era específico, fazer uma espécie de remake de um seu anterior livro, também chamado A Viagem, para a revista Morning, uma revista de manga seinen (para leitores adultos). Por esse motivo, e porque a história era desenhada directamente no papel fornecido pela editora, e por ter sido publicada no sentido de leitura japonês, a sua composição e planeamentos são algo distintos do trabalho normal de Baudoin. O próprio autor explica algumas das diferenças fundamentais de códigos visuais entre a BD francesa, ou Ocidental, e o manga japonês (em entrevista dada no ano 2000 a João Miguel Lameiras):

"Nas minhas histórias, muitas vezes há quadrados em que a imagem diz uma determinada coisa, o texto diz outra e há ainda um bocado de texto em voz off, que simboliza o narrador da história. Isto é, três diferentes níveis de leitura na mesma imagem. No Japão isso é impossível, tal como não é aconselhável utilizar balões de pensamento, ou aqueles pequenos textos a dizer “entretanto”, “enquanto isso”, ou “no dia seguinte”. Em contrapartida, temos um espaço muito maior para desenvolver o jogo corporal das personagens. E, mais do que pelos diálogos, a caracterização das personagens faz-se através desse jogo corporal, dos olhares, dos sorrisos. É uma forma mais visual de contar uma história, mas tão ou mais eficaz do que a nossa!"

Premiada em 1997 com o Prémio do Festival de Angoulême para o Melhor Argumento, distinção a que não terá sido estranha o traço mais solto e livre, menos denso, que adoptou para este "quase-manga", e que criou um ritmo de narração muito próprio, A Viagem tornou-se num dos marcos relevantes da sua obra. Depois de Le Voyage, e ao longo dos anos seguintes, Edmond Baudoin tem vindo a alcançar um estatuto que lhe tem permitido explorar a sua própria maneira de fazer banda-desenhada. É, portanto, justo que seja esta a primeira obra sua apresentada aos leitores portugueses, e que inaugura na colecção Novelas Gráficas o género da banda-desenhada semi-biográfica.

"Eu não sou músico, mas utilizo muito a palavra música para expressar a noção de ritmo. Às vezes até falo, por exemplo, da música de Fellini ou da música de Pasolini. Para mim é muito importante que os seres andem na sua música. Para alguns, essa música poderá ser olhar para árvores vivas, pássaros a voar... e porque não? Mas o que quer que seja, cada um deve encontrar a sua música, e estar na sua música. Para mim isso é o essencial."
- Edmond Baudoin

Para mais informações, recomendamos a leitura integral da entrevista que o autor concedeu a João Miguel Lameiras por ocasião da publicação deste volume em Portugal (no blogue Por um punhado de Imagens), e obviamente, uma visita ao site oficial do autor, em www.edmondbaudoin.com.

A Viagem (de Edmond Baudoin)
Formato: 17,50 x 24,50cm
Capa dura
232 páginas
Preto e Branco































Boas leituras

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