segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Absolute Power

 


Absolute Power

“- I made a massive miscalculation, all this time I thought Waller is playing chess!”
“- But she’s not playing chess! She’s
rolling tanks!”

                                                                                        - Batman

 Há muito tempo que não pegava em nada de novo no género comics US, e quando falo novo falo em muitos anos… mas pronto, um amigo convenceu-me a dar uma oportunidade ao novo universo da DC, o Universo Absolute.

Ofereceu-me o Absolute Batman #1, e sinceramente agradou-me. Não vou falar mais nada deste Batman, por que estou a pensar fazer um post da compilação em HC, Absolute Batman: Zoo.

Depois deste comic do Batman reparei que o Absolute Wonder Woman tinha excelentes críticas então comprei o primeiro HC da série, The Last Amazon, que também gostei mesmo mesmo muito.

Então aqui o Nuno Amado resolveu dar uma hipótese a este universo Absolute e quis começar pelo princípio, o evento Absolute Power da DC de 2024. Só que não… não me parece que seja o início que eu queria, pois é um início bem lá para trás, e penso que me falta o evento DC All In para que a pegada histórica fique completa.
Bem, mas pelo que percebi acaba por ser bom de se ter este evento, para ficar com tudo arrumadinho.

Assim, vamos começar por aqui, seguido por DC All In, e então depois dessa leitura mergulhamos a sério no universo Absolute. Os títulos que vou acompanhar serão Wonder Woman, Batman, Superman e claro está, nunca poderia falta o meu herói de eleição, o Green Lantern.

Pelo que percebi este crossover serve como conclusão a um outro evento da DC, Dawn of DC, mas que se aguenta perfeitamente sozinho sem necessidade de se saber o que se passa para trás, nem com o que se passa em todos os tie-ins costumeiros dos diversos heróis que se apresentam na história principal.
E isto meus amigos… é de louvar!
Estava com medo de ter de andar a ter que ler isto e aquilo para perceber tudo o que se passa no livro, mas não. Claro que se percebe que há coisas para trás, mas não são fonte de incompreensão para este Absolute Power.


Este evento foi escrito por Mark Waid, acompanhado na arte por Dan Mora. Se Mark Waid eu conheço bem (Kingdom Come, Babel Tower…) , Dan Mora para mim era um completo desconhecido.
E sinceramente a meio da minha leitura de Absolute Power deu-me um pouco o click da Babel Tower (publicada em português pela Devir), ou não fosse escrita também por Waid. Mas aparte da tentativa de tirar os poderes dos super-heróis, não há mais nada em comum.

Considero que é uma história sólida e bem escrita, sempre com uma constante de premência presente que obriga a ler a página seguinte, e com um jogo tão bem feito pelo vilão (Amanda Waller), que o leitor nunca consegue perceber de que maneira, ou como, os heróis se vão conseguir levantar e dar a volta por cima do plano orquestrado por Waller.

Nos vilões gostei muito do desenvolvimento do Failsafe, que na sua origem sempre me pareceu uma personagem “méh”, aqui acaba por ser um actor convincente, e também da Brainiac Queen, com um ar bem sinistro na sua ingenuidade, só superada pela Waller, que “sinistro” é o nome do meio dela…

Relativamente ao para mim desconhecido Dan Mora, achei que ele agarrou perfeitamente o cenário negro desta história, refreando-se nas partes mais caóticas de modo a não perdermos a compreensão da narrativa com pormenores em demasia. Tem painéis muito dinâmicos com algumas splash pages brutais. Energia a rodos nas páginas de Dan Mora!
De notar a expressão das personagens, Mora imprime humanidade nos sorrisos, nos olhares, enfim, naquilo que transmite emoção do desenho para o leitor, trazendo o leitor para junto da personagem.


Foi uma excelente surpresa para mim. A página do Superman a cair depois de abatido a tiro é brutal, tanto no desenho em si como na expressão do próprio Superman, e aqui faço a ponte para Alejandro Sanchez que coloriu este crossover.

A cor está excelente, acompanhando as mudanças bruscas de ambiente, ou acentuando o conteúdo emocional da narrativa com a paleta de cor certa para o momento. E a página que referi atrás tem um trabalho deste colorista que me encheu as medidas. Muito bom!

Achei o final muito satisfatório, acabando em grande com a ponte para a Justice League Unlimited, escrita também por Mark Waid.

Único senão deste evento: curto! Foram apenas 4 revistas produzidas e aqui e acolá o desenvolvimento da história ressente-se disso. Mas no geral é assim que um crossover deve ser, ou seja, para a compreensão dele só precisamos do livro que temos na mão, e não de ler 1365 livros e revistas, como as peças de um puzzle necessárias para perceber o chamado evento principal. Waid de parabéns, na minha modesta opinião.

 Obrigado ao Hugo Silva por me ter oferecido a revista do Absolute Batman #1 😎




Boas leituras


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