Definitivamente esta era uma série de que queria ler o Manga
há muito tempo, assim como há muito tempo vi alguns episódios da série da
Netflix, que sinceramente já não me lembrava de nada.
Mas a como leitura tem outra substância que as séries teimam em perder (desnecessariamente)
quando passam das páginas para o ecrã. Assim vamos iniciar esta run e
levá-la até ao fim. Li os dois primeiros volumes, de nove que completam a série
principal, e são estes dois de que eu vou falar neste post. Depois farei
mais um, ou dois, posts com o resto dos volumes.
Alice in Borderland (今際の国のアリス, Imawa no Kuni no Arisu) é um Manga escrito e desenhado por Haro Aso. Saíram 18 tankōbon entre 2010 e 1016, a norte-americana Viz Media colectou entre 2022 e 2024 estes 18 volumes em 9 volumes duplos, e é esta a versão que apresento aqui no blogue, portanto estes Vol.1 & Vol.2 são na realidade os primeiros 4 da série original.
Esta série teve uma boa recepção por parte dos leitores, e o
conceito de sobrevivência extremo agradou aos produtores da Netflix que
a adaptaram para o pequeno ecrã em 2020. Este Manga acabou por influenciar a
criação de outras séries dentro deste género, como o também famoso Squid
Game.
Mas o autor ele próprio teve influências para esta criação e assim de repente Metro
Survive veio-me à cabeça, porque eu já falei desse excelente Manga aqui no
blogue, é só clicar no link.
A histórias de Haro Aso parte lenta de início e só
não chateia porque a narrativa é boa e cuidada, caracterizando os para já três
principais personagens: Arisu, Chota e Karube
Jovens a precisar de evasão das suas vidas reais, sobretudo Arisu, um
jovem viciado em jogos com grande poder observação e análise. Arisu é
quase um filho não pretendido, porque o seu irmão simboliza a perfeição que um
pai procura num filho. Basicamente é aquele tipo de adolescente sem aspirações,
sem saber o que fazer da vida e em que esta passa apenas para lhe dar
encontrões.
Chota é apenas um jovem muito imaturo com as hormonas
aos saltos e Karube é um pouco mais responsável e o músculo do grupo
para quando surgem problemas.
A vida para estes três jovens muda quando uma noite ao
observar um super fogo de artifício são transportados para uma cidade de Tóquio
aparentemente deserta e aparentemente no Futuro.
Bem-vindos a Borderland!
Nestes momentos iniciais de descoberta conhecem a primeira pessoa
neste cenário de aparente abandono: Shibuki
Esta jovem é quem lhes explica algumas das regras brutais do mundo onde agora
estão inseridos.
Rapidamente são inseridos no primeiro jogo com a primeira
carta: 3 de Paus
- Aqui ficam a saber que não joga morre
- Quem joga mal morre
Todos têm de jogar, as cartas que ganham dão-lhes os dias de folga entre jogos
(3 de Paus é igual a 3 dias sem precisar de jogar), o naipe da carta diz o tipo
de jogo em participam
- Paus é mais mental
- Espadas é mais físico
- Ouros um misto de Espadas e Paus
- Copas… é aquele que ninguém quer
O número da carta, para alem de dar o número dos “dias de
férias”, ou “visto”, também informa da dificuldade do jogo. Quanto maior o
valor da carta mais difícil é o jogo.
E é com o 3 de Paus que tudo começa…
O primeiro jogo é resolvido por Arisu, mas Chota fica mal. Depois de descansarem resolvem que apenas Karube e Arisu irão fazer um segundo jogo enquanto Shibuki fica a tomar conta de Chota
6 de Espadas
Jogo físico e tenso onde Arisu mais uma vez brilha e onde ficamos a
conhecer a segunda personagem principal: Usagi.
É esta jovem que finaliza o jogo com Arisu.
Aqui vamos conhecer mais personagens de interesse futuro como Chishiya
um jovem manipulador e o seu par, Kuina.
Ficamos a saber também da Praia. Chishiya confidência a Karube
sobre esse ponto de encontro de Borderlands
7 de Copas
Aqui a coisa azeda… muito. Ponto de
viragem na história de modo brutal, e não digo para evitar spoiler do tamanho de um comboio
A Praia
Aqui sim começamos a conhecer o lado mais selvagem de Borderland. Os jogos
podem ser brutais, infantis na sua concepção, mas mortais na sua conclusão. Mas
nada se compara ao animal Humano em selvajaria e uso do próximo para os seus
fins.
Este volume acaba num cliffhanger horroroso. Ainda não peguei no próximo
livro, queria fazer este post primeiro.
A escrita desta série, assim como a parte gráfica, melhora a olhos vistos com o
passar dos capítulos. Tudo muito mais fluido, e a arte então não tem comparação
entre as primeiras páginas do Vol.1, muito simples, muito cartunescas por
vezes, com o final do Vol.2, cheio de trabalho e detalhe.
Agora vou passar para o 3º volume porque não dá para esperar mais!
O Leituras de BD recomenda Alice in Borderland!
Boas leituras





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