Na sequência do final de Absolute Power a DC faz a “activação” do seu universo Absolute com este All In Special, um flip comic cheio de conteúdo. Foi em Outubro de 2024.
Um pouco de história passada para se entender os passos que
levaram à criação do Absolute Universe
Quando os Celestiais restauraram o Divine Continuum da
DC, são criadas duas novas realidades no Multiverso primário da DC: Earth 0
e Elseworld
Os Heróis da Terra 0 (Earth 0) nunca conseguiram
obter informações daquela nova realidade, embora soubessem que existia. Este
Elseworld é na realidade um Alpha World ainda não desenvolvido, ou seja, com
todas as possibilidades ainda em aberto.
Depois do falhanço da blitzkrieg contra meta-humanos perpetrada
por Amanda Waller em Absolute Power e do Flash ter cortado os laços
desta Terra com o restante Multiverso da DC, Darkseid aproveita com um plot
bem urdido para se elevar a um todo poderoso Deus. Onde? Na realidade Elseworld,
agora denominado Absolute Universe
Esta modificação de paradigma na DC é delineada neste
pequeno Flip Comic, e na realidade a DC consegue colocar dois grandes
eventos em 5 revistas no total, e sabem que mais? São muito bons, parece que a
DC reaprendeu a contar boas histórias em poucas páginas.
DC All In é dividido em duas partes, Alpha e Omega.
Quando a parte Alpha acaba no meio, viram a revista ao contrário e
começam a ler Omega.
Alpha inicia-se cheia de luz e cor com a inauguração da Watchtower da
nova Justice League Unlimited. E a festa acaba cedo com a entrada de
rompante de Darkseid, unido a um contrariado Spectre.
E como Darkseid chega lá, com o melhor plano de sempre arquitectado
por ele, é explicado quando viramos a revista para o lado Omega,
o lado obscuro do evento
Vou passar para o final. Temos um Darkseid muito clássico, mas um pouco mais esperto. Sabendo que o seu poder era constantemente contrariado na Terra 0, ele realiza um estratagema de morrer nesta realidade e renascer na outra realidade ainda muito jovem e em formação, portanto fácil de moldar, através de um rasgão no espaço-tempo.
E assim se forma o Universo Absolute, onde o desespero
substitui a esperança, onde ele é um Deus supremo e onde a sua energia e aura
contaminam todo o Universo.
Tudo isto permite a que neste novo Universo da DC se
consigam fazer novas histórias, novas origens, diferentes personalidades
heróicas e criar novos cânones se tudo for bem feito.
E acho que está a ser bem feito porque está a ter sucesso, até eu fui
contaminado!
O sript de Scott Snyder e Joshua Williamson é excelente. A narrativa flui rapidamente, sempre com as várias cenas de acção a correrem de modo a deixar o leitor a suar, ao acompanhar a escrita veloz destes dois homens. Muito bom, muito concentrado!
A arte da parte Alpha é realizada por Daniel
Sampere. Um desenho limpo, boas páginas, bom dinamismo nas cenas de acção,
enfim, um bom trabalho.
Quanto à parte Omega é desenhada por Wes Craig. Um
desenho dinâmico com um traço muito sujo. Eu não me importo de o traço ser
sujo, existem muitos desenhadores com esse tipo de arte, por exemplo Mike
Mignola, e eu gosto. Quando é bom. Não acho o desenho de Wes Craig bom.
É desleixado, é mal executado. Isto na minha opinião não profissional.
Sinceramente não gostei.
Os dois coloristas Alejandro Sánchez e Mike Spicer
fizeram um trabalho sem grandes reparos, dando aos vários ambientes a palete de
cor necessária para criar a emoção correcta no leitor.
Agora a minha pergunta é:
O que aconteceu ao Booster
Gold!? 😱
E a partir daqui entramos no universo Absolute. Estou a ler Superman,
Wonder Woman, Batman e Green Lantern. Em breve a minha opinião
sobre estes títulos.
Boas leituras







Sem comentários:
Enviar um comentário
Bongadas