quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Lançamento G.Floy: A Velha Guarda Vol.1 - Abrir Fogo

 

Este livro inaugura uma situação muito pouco familiar para mim, foi a primeira vez que vi o filme antes do livro de BD.

O filme The Old Guard foi baseado nestes comics de Greg Rucka e Leandro Fernández, eu gostei muito e segundo consta teve bastante sucesso por esse mundo fora. Agora temos os comics em português e com certeza não vão defraudar.

Fiquem com a nota de imprensa da G.Floy:



A Velha Guarda - Livro Um - Abrir Fogo 
Argumento de GREG RUCKA e arte de LEANDRO FERNÁNDEZ 


 Greg Rucka, um dos mais aclamados e premiados argumentistas de comics da actualidade, e o artista Leandro Fernández, trazem-nos esta inovadora saga de acção contemporânea, recentemente adaptada a filme pela NETFLIX, com Charlize Theron no papel de Andrómaca! 

É uma história sobre o tempo, e a idade, e as idades, sobre a amizade e o amor, e o arrependimento. É a história de duas mulheres e três homens que não podem morrer. A maioria das vezes. Os seus nomes são Andy, Nicky, Joe, Booker e Nile. São soldados, e a sua guerra não acabará nunca. Já estiveram em todo o lado, já viram de tudo e já combateram em quase todos os conflitos da história. Durante séculos, mantiveram a sua existência secreta, sempre em movimento, de missão em missão. Mas, hoje em dia, as sombras já não são tão escuras, e eles estão a perceber que alguns segredos são impossíveis de guardar. E ninguém vai querer estar no caminho deles quando esses segredos forem revelados...
Este é um conto de fadas de sangue e balas… 

  Os Autores: 

GREG RUCKA 

é um escritor famoso de romances policiais e argumentista de banda desenhada. É fã de banda desenhada desde a mais tenra idade, e depois de ter trabalhado em inúmeros empregos de todo o género, atingiu o sucesso com a sua série de romances policiais protagonizados por Atticus Kodiak, um guarda-costas que acaba invariavelmente a resolver crimes, e de que escreveu até à data sete volumes.
 Rucka lançou-se nos comics em 1998 com Whiteout, um policial passado numa base perdida da Antárctida (com arte de Steve Lieber), mais tarde adaptado ao cinema. 
Ao longo da década seguinte, Rucka trabalhou sobretudo para a DC Comics, assinando fases aclamadas da Wonder Woman ou da revista Detective Comics, para além da série Gotham Central (co-escrito com Ed Brubaker), uma das suas séries mais conhecidas. 
Nesses anos assinou também uma sequela de Whiteout, bem como as séries Queen & Country e Stumptown, sempre na Oni Press, que na altura editava os seus livros independentes. 
Mais recentemente, tendo continuado a escrever para a DC Comics (regressando há poucos anos à Mulher-Maravilha, por exemplo), Rucka tem também lançado várias séries suas na Image: Lazarus, Black Magick e Old Guard. 



LEANDRO FERNÁNDEZ 

é um ilustrador argentino de banda desenhada, conhecido pelos seus vários trabalhos para a Marvel, Image e Vertigo. 
 O seu percurso nos comics está recheado de grandes títulos como os da DC Vertigo: American Carnage (escrito por Bryan Hill), The Discipline e The Names (com Peter Milligan). Além disso, tem trabalhos como Northlanders: The Plague Widow; participou na série Punisher MAX com Garth Ennis, e muitas outras personagens populares da Marvel como Deadpool, Vingadores, Demolidor, Novos Mutantes, Hulk, etc. 
Da sua parceria com Greg Rucka destacam-se os trabalhos Wolverine: Coyote Crossing e Queen & Country: Crystal Ball, que foi nomeado aos prémios Eisner em 2004. 



                     “Meticulosamente investigado, planeado e executado com grande habilidade.” 
— NEWSARAMA 

                    “Original e cheio de frescura.” 
— IGN 

  A Velha Guarda - Livro Um - Abrir Fogo 
Argumento de GREG RUCKA e arte de LEANDRO FERNÁNDEZ 
Reúne The Old Guard #1-5 G. 
Floy Studio Portugal 
Formato deluxe (19 x 28), capa dura, 184 pgs. a cores. 
PVP: €18 
ISBN: 978-83-66589-21-6 


Lançamento nas bancas a 11 de Novembro






Boas leituras

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Lançamento Arte de Autor: Spaghetti Bros - Volumes 1 a 4

 


Esta série é completamente nova para mim: Spaghetti Bros, publicada pela Arte de Autor.

Sinceramente gostei das obras que li de Carlos Trillo, como Eu Vampiro, Clara de Noite, Fulu ou Iguana (com Mandrafina). Juntando a isto uns quantos mafiosos, bem... estou predisposto a gostar desta série!

Fiquem com a nota de imprensa da Arte de Autor:


SPAGHETTI BROS
Volume 1- 4

Trillo e Madrafina dão-nos a sua visão peculiar -- cruel e trágica -- da história da América moderna. Para tal, servem-se dos membros de uma família atípica, a dos irmãos Centobucchi, emigrantes italianos cujos vínculos se estendem a instituições tão diversas e ao mesmo tempo tão afins como a Máfia, a Polícia e a Igreja. 

Argumento e Desenho: Trillo e Mandrafina 
Edição: Cartonada 
Número de páginas: 196 
Impressão: preto e branco 
Formato: 210 x 285 
Editor: Arte de Autor 
ISBN: 978-989-54827-1-9 
PVP: 22,75€ 

 
Carlos Trillo 
(Buenos Aires, 1943 -2011) 
Escreveu o seu primeiro argumento aos vinte anos para a revista Patoruzu. Em 1963 teve a sua primeira experiência profissional, aceitando vários trabalhos na área editorial. Dez anos mais tarde, tornou-se director de arte de uma revista satírica, Satiricon. Contudo, em 1976, esta revista foi proibida pela ditadura militar. 
Em 1975 escreveu Un Certain Danari para Alberto Breccia, seguiu-se Chavez le Fou para Horacio Altuna. Depois expandiu as suas actividades na banda desenhada e começou a escrever para várias revistas El Pendulo, Humor, Superhumor. Continuou a colaborar com Altuna em várias histórias, como Charlie Moon, Merdichevski, Les Petites Portes de M. Lopez e Slot Machine. 
Fez, também, equipa com artistas como Domingo Mandrafina em histórias como Histoire Sans Paroles e El Husmeante. Nos anos oitenta escreveu para Jordi Bernet (Carnage Plus, Light and Bold), Eduardo Risso (Fulù, Simon, JC Benedict), Madrafina (Peter Kampf, Cosecha Verde) e Juan Giménez (Gangrène). 
Em 1992, criou Cybersix com Carlos Meglia, uma série acerca de criaturas geneticamente manipuladas, e Spaghetti Brothers, com Mandrafina. Escreveu, ainda, Chicanos para Risso, uma série passada num gueto espanhol numa metrópole americana. Depois de conhecer um agente da CIA, Trillo inspirou-se para a criação Mon Nom N'est Pas Wilson, que foi ilustrada por Walter Fahrer e publicada pela Casterman em 2000. 
Carlos Trillo é um mestre no realismo e na crítica social, que o tornou num dos melhores escritores argentinos de banda desenhada. Domingo 




Mandrafina 
(Buenos Aires, 1945) 
Procede da banda desenhada romântica e das adaptações cinematográficas. Da fixação no modelo de Victor de la Fuente, da colaboração com Saccomanno e Robin Wood, e, antes disso, da Escola de Directores de Arte, do estudo com Breccia, pai, para quem ilustrará, em 1984, o único guião que o mestre fez para outro: Metrocarguero. 
Em 1983, depois de esbarrar com Trillo, começam a escrevar juntos. Corre bem. Repetem. Incontáveis vezes. E juntos produzem a obra de que ambos mais se orgulham, Cosecha Verde, com a qual Mandrafina publicou pela primeira vez em França e lhe valeu o Prémio de Melhor Guião no Salão de Angoulême de 1999. Não será esse o seu único prémio. Numerosos em Itália. Algum em Espanha. Outro na Suíça. O Grande Prémio de Humor em língua francesa por Viejos Canallas, uma peculiar derivação deste Spaghetti Bros que agora se oferece aos leitores portugueses.




Boas leituras

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Lançamento Ala dos Livros: Os Escorpiões do Deserto - Obra Completa Vol.2

 



A editora Ala dos Livros continua a publicação da excelente série de Hugo Pratt, Escorpiões do Deserto.

O livro já se encontra disponível e é uma excelente edição. As editoras portuguesas de BD europeia estão de parabéns pelo cuidado que estão a ter com os livros que publicam, é um prazer ler assim.

Fiquem com a nota de imprensa da Ala dos Livros:


Os Escorpiões do Deserto

Obra Completa - Volume 2

A história de Os Escorpiões do Deserto é uma história de homens. De homens de diferentes raças e de diferentes humanidades. E é, também, uma história de guerra. A história da Segunda Guerra Mundial, no corno de África, que Pratt de certa forma vivenciou e que nos conta através dos relatos e dos olhos do oficial polaco Koinsky. 

 Mas Os Escorpiões do Deserto é ainda uma viagem através das dunas do deserto africano, com os seus oásis remotos, os fortes abandonados, mulheres guerreiras, beduínos sanguinários, cantores de ópera ou oficiais apaixonados. É uma viagem ao longo de um território árido, onde se encontram personagens marcantes, presas num conflito onde todos parecem perdidos sem saber que partido tomar. 

 Neste volume estão incluídas as histórias Um Fortim em Dancália e Conversa Mundana em Moulhoule.

Os Escorpiões do Deserto é uma das obras mais marcantes de Hugo Pratt, sendo este o segundo de três volumes da edição da Ala dos Livros, comemorativa dos 50 anos da primeira publicação. Esta obra, a preto e branco, é enriquecida por uma galeria de aguarelas a cores, ilustrando a riqueza dos fardamentos militares, bem como a dos trajes dos povos daquela região do norte de África.










Boas leituras







domingo, 11 de outubro de 2020

Lançamento Arte de Autor: Druuna Vol.5 - Aquela que vem do Vento

 



Este é o segundo livro inédito da série Druuna, primeiro a Arte de Autor editou o Livro 0 - Origens, seguidamente toda a série já existente em outras línguas, que são oito livros, e agora o Livro 9 completamente inédito.

De notar, e eu gosto de notar isto, a qualidade dos livros desta série é enorme, desde o papel à capa passando pelos extras, é tudo feito com grande requinte.

Serpieri é um dos artistas que mais admiro, as suas páginas são autênticos delírios visuais, daí o meu agradecimento a esta editora, que a nível de lançamentos nesta altura não se vai ficar por aqui. Para já a nota de imprensa:


DRUUNA – TOMO 5 
INÉDITO - AQUELA QUE VEM DO VENTO 

 A tão esperada sequência de uma série de culto! 

 Druuna pousa misteriosamente num mundo que lembra as grandes planícies do nosso passado. Deixada por conta própria, ela vagueia por esta imensa extensão coberta de cadáveres até encontrar um chefe índio que a chama de "aquela que vem do vento". Mas ele não parece ser o único que a conhece. Eles logo serão acompanhados por uma tropa de conquistadores, Druuna apanhada no fogo cruzado... Este mundo é mesmo real? Pode Druuna estar lá? 

 Depois de 15 anos e do silencioso spin-off Anima, Paolo Serpieri finalmente oferece-nos a continuação das aventuras da sensual e intrépida Druuna! 

Um novo álbum em que o mestre da banda desenhada erótica prova que não perdeu nenhum de seu talento em retratar as curvas voluptuosas de sua heroína. 

 Inclui um caderno gráfico de ilustrações. 

 Série completa - 4 álbuns duplos e 2 inéditos 




Argumento e Desenho: Paolo E. Serpieri 
Edição: Cartonada 
Número de páginas: 96 
Impressão: cores 
Formato: 21 x 28,5 cm 
Editor: Arte de Autor 
ISBN: 978-989-54827-2-6 
PVP: 21,00€ 

Paolo Eleuteri Serpieri 
Paolo Eleuteri Serpieri, nasceu em Veneza, em 1944. 
Começa a sua carreira profissional como pintor em 1966, antes de se virar para a banda desenhada, o que acontece em 1975. Grande apaixonado por Westerns, co-escreve L'Histoire du Far-West, série sobre o oeste americano com argumento de Raffaele Ambrosio, a qual é publicada em França pelas edições Larousse. 

A partir de 1980 trabalha para diferentes projectos, tais como Découvrir la Bible (também para a Larousse), e numa série de histórias curtas para diferentes revistas. 
Em 1985 cria a série “Druuna”, a qual foi originalmente publicada entre 1985 e 2003 -Morbus Gravis (1985), Morbus Gravis 2: Druuna (1987), Creatura (1990), Carnivora (1992), Mandragora (1995), Aphrodisia (1997), O Planeta Esquecido (2000) e Clone (2003). 

Regressa ao universo de Druuna com a publicação de Druuna, As Origens: Anima, lançada na França em 2016, através de uma parceria entre as editoras Glénat e Lo Scarabeo , e em 2019 publica a continuação da série com Druuna 5 – Aquela que vem do vento agora publicada em Portugal.









sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Lançamento Arte de Autor: Armazém Central Vols 4 & 5
- Confissões
- Montreal

 



Edição surpreendente da Arte de Autor! Eu tinha perdido a esperança de alguma vez concluir esta maravilhosa série e agora de repente... BAM!  :D


A minha mulher fez um pequeno texto referente aos três primeiros livros, podem ver aqui neste link, Armazém Central. Esta é uma história que fala de inclusão numa altura em que essa palavra não assistia ao vocabulário social da época, portanto não era uma história "do politicamente correcto". É apenas uma história muito Humana contada e desenhada superiormente por dois mestres da BD: Loisel (Em Busca do Pássaro do Tempo e Peter Pan) e Tripp (Jacques Gallard).

A Arte de Autor informa que contratou a totalidade desta série de culto, e inclusivamente se necessário irá reeditar os três primeiros volumes. Excelente!

Fiquem com a nota de imprensa da Arte de Autor


ARMAZÉM CENTRAL

 ÁLBUM DUPLO

 CONFISSÕES | MONTREAL 
Volumes 4 e 5 

É muito raro que dois autores consagrados, com uma experiência profissional de cerca de 30 anos, ponham de parte a sua individualidade e desenhem juntos, fundindo-se num estilo comum onde sobressai o melhor de cada um. 

Quebeque, 1926 

Em Notre-Dame-des-Lacs, todos estão bem acomodados à presença de Serge e do seu restaurante, “La Raviole”. 
Mas agora, é Marie que vai quebrar os códigos e fragilizar o equilíbrio da pequena comunidade… Nesta procura universal da felicidade, Loisel e Tripp proporcionam, com sensibilidade e optimismo, um relato de uma emancipação que passa pela redescoberta de si própria e pelo direito ao prazer. 
Uma narrativa saborosa e profundamente humana a favor da tolerância. 

Argumento e Desenho: Loisel & Tripp
Edição: Cartonada 
Número de páginas: 144 
Impressão: cores 
Formato: 227 X 302 
Editor: Arte de Autor 
ISBN: 978-989-54827-3-3 
PVP: 26,00€ 


Jean-Louis Tripp
Nasceu em França, 1958.
Desenhador, argumentista e colorista publicou as suas primeiras pranchas na Metal Hurlant em 1977. O seu primeiro álbum, Le bœuf n’était pas mode, foi publicado em 1978. Depois de três títulos na Futuropolis com Marc Barcelo, lança na MIilan a série Jacques Gallard, onde os segundo e terceiro tomos Soviet Zigzag e Zoulou Blues obtiveram no FIBD de Angoulême o prémio da imprensa e o prémio do público em 1987 e1988.
A partir de 1990 começa um período de criação dedicado ao design, escultura, pintura, reportagens de desenho e literatura juvenil. O ano de 2002 marca o regresso à banda desenhada com o Le Nouveau Jean-Claude (argumento de Tronchet). Em 2003, é professor convidado para a Universidade de Quebec e desenha Paroles d’anges, começando em 2006, com Régis Loisel, o longo romance gráfico Magasin Général. Esta saga publicada em Casterman, tem nove volumes e três nomeações no festival de Angoulême. Desde 2015, divide o seu tempo entre Paris e Montreal.

Régis Loisel
Nasceu em França, 1951. 
Argumentista, desenhador e colorista assina os seus primeiros trabalhos em meados da década de 70 em diversas publicações (Mormol, Piloto, Tousse-Bourin), mas é a partir do início da década de 80 que a sua carreira descola com a série La Quête de l’oiseau du temps (Dargaud), com argumento de Serge Le Tendre. É também autor de Peter Pan (Vents d’ Ouest) ou de Troubles fêtes (Les Humanoïdes Associés). Colaborou em diversas longas-metragens de animação e foi distinguido em 2003 pelo Grande Prémio da Cidade de Angoulême. Em 2006, lança Magasin Général (Casterman) com Jean-Louis Tripp. Vive em Montreal.




Boas leituras





segunda-feira, 20 de julho de 2020

Lançamento Ala dos Livros - Passageiros do Vento Vol.8
- O Sangue das Cerejas Livro 1



E foi assim, uma bela surpresa! Um dos meus autores favoritos continua uma das minhas séries favoritas, é um dois em um :)

A Ala dos Livros resgatou mais um autor e mais uma série (felizmente), quem sabe continuem também o Ciclo de Cyann (isto sou eu que sou um optimista por natureza :D ).

Esta série foi publicada pela Meribérica durante o seu 1º ciclo (5 volumes), e depois publicada novamente numa colecção com parceria Asa/Público. Infelizmente foi publicada em capa mole, nunca percebi o que reside à escolha capa mole vs capa dura nas parcerias com o jornal Público. Séries perfeitamente secundárias são publicadas em capa dura, e as grandes séries em capa mole (outro exemplo, Valerian).

O 2º ciclo contém dois volumes e foi publicado pela ASA em capa dura. Aqui em baixo têm o link com vários posts sobre esta série neste blogue:
Os Passageiros do Vento

O Sangue das Cerejas - Livro 1


Os Passageiros do Vento - Tomo 8

O sangue das cerejas (Livro 1)

Paris, 16 Fevereiro de 1885. Jules Vallès, escritor, jornalista e político ligado à Comuna Francesa, fundador, entre outros, do jornal Le Cri du Peuple falecera em Paris dois dias antes. A amnistia aos antigos elementos da Comuna verificara-se cinco anos antes, em 1880, e os Communards estão de regresso à capital francesa onde o ambiente é conturbado. Zabo, que há vinte anos se encontrava no Louisiana, está, também ela, no meio da imensa multidão que assiste ao funeral de Vallès, respondendo agora pelo nome de Clara. E quando Zabo vê uma jovem bretã recém-chegada a Paris ser maltratada, intervém…
Para situarmos a narrativa desenvolvida por François Bourgeon ao longo de Os Passageiros do Vento, convém recordar que esta série é actualmente composta por 8 livros divididos por 3 ciclos. No primeiro ciclo (5 tomos), cujo tema central é a escravatura do século XVIII, vemos a jovem e rebelde Isabel de Marnaye embarcar num navio da Maryne Royale e mais tarde num navio negreiro, acabando por chegar a S. Domingo; no segundo, o ciclo A Menina de  Bois-Caïman, composto por dois tomos,  acompanhamos os passos de Zabo, a bisneta de Isa, em plena guerra de Secessão Americana; e neste terceiro ciclo, denominado O Sangue das Cerejas, previsto para dois tomos, Zabo faz-se chamar Clara e vive em Paris, onde a Comuna divide a sociedade.
Traduzida em 20 línguas e com mais de 6 milhões de exemplares vendidos desde o início da sua publicação, a série Os Passageiros do Vento, de François Bourgeon, é uma das grandes séries de culto da Banda Desenhada franco-belga.
"Uma das grandes sagas da banda desenhada histórica.”
Le Figaro



SOBRE O AUTOR:
François Bourgeon nasceu em Paris, em 1945. Termina os estudos clássicos, aperfeiçoa o seu desenho em diversos estúdios e mais tarde entra para a escola de Artes e Ofícios que conclui com o título de mestre vidreiro. A sua primeira história de BD, L'ennemi vient de la mer, surge em 1972 na revista semanal Lisette, uma revista destinada a adolescentes, sobretudo femininas, na qual Bourgeon publicaria várias outras BD’s. Esta revista viria a fechar, tendo o autor colaborado com várias outras publicações, nomeadamente com a revista Djin, onde Brunelle et Colin viria a surgir pela primeira vez. Seria, no entanto, com a publicação da série Os Passageiros do Vento, em 1979, na revista Circus, que François Bourgeon contribuiria decididamente para a transformação da banda desenhada de aventuras num produto cultural adulto e cuidado, onde a personagem feminina adquire um papel preponderante. O primeiro tomo desta série, A Rapariga no Tombadilho, valeu-lhe um Alfred em Angoulême, em 1980.
François Bourgeon regressaria ao universo medieval, que já havia abordado em Brunelle e Colin, em 1984, com a série Os Companheiros do Crepúsculo (composta por 3 tomos e 1 H.S.).
Em 1993 inicia O Ciclo de Cyann, uma série futurista desenvolvida em parceria com Claude Lacroix e que conta com 6 tomos e 1 H.S.



Esperamos pelo próximo!

Boas leituras



quarta-feira, 20 de maio de 2020

Lançamento Ala dos Livros: O Corvo Vol.4 - Inconsciência Tranquila




A editora Ala dos Livro publica este mês de Maio o 4º volume da série O Corvo, de Luís Louro.
Uma pena os livros anteriores estarem mais que esgotados, excepto o primeiro, embora este Inconsciência Tranquila se possa ler como um livro solto.

Segue a nota de imprensa desta jovem editora, mas já com um belo catálogo de livros:



O CORVO
INCONSCIÊNCIA TRANQUILA


Argumento e desenho: Luís Louro


Vicente, morador em Alfama e carteiro de profissão, teve uma infância difícil – o pai, polícia, acabou por se enforcar depois de ter morto a mãe por causa de… futebol. Não é por isso de estranhar que, em adulto, Vicente sofra de alguns traumas e apresente um desdobramento de personalidade que faz com que, durante a noite, tenha necessidade de deixar emergir o seu “eu inconsciente” transformando-se no Corvo. Defendendo que o “destino de um homem depende das suas crenças e dos seus fantasmas”, o Corvo tenta superar a timidez de Vicente e vestir a pele de super-herói.

É assim que, assumindo o papel de justiceiro, o Vicente/Corvo vai neste livro tentar fazer frente ao que considera serem os (grandes) problemas da cidade de Lisboa: o Combustão (ou o Fanã?!), as pílulas do senhor reitor, as trotinetas ou… os pombos Kamikaze. E tudo isto, como não podia deixar de ser, na companhia de Robim, o seu inseparável companheiro.

INCONSCIÊNCIA TRANQUILA, é o quarto e mais recente volume das aventuras do célebre CORVO, o anti-herói português criado por Luís Louro em 1994, e assinala a estreia da Ala dos Livros na publicação de obras de autores portugueses.

64 páginas. cor
Cartonado. 235 x 310 mm
Maio de 2020. Ala dos Livros
PVP: 16,95 €
ISBN: 978-989-54726-1-1





BIOGRAFIA DO AUTOR
Luís Louro
Nasceu em Lisboa em Junho de 1965. Depois de ter terminado o ensino secundário, e desde sempre apaixonado pelas artes gráficas e pela imagem, ingressou na Escola António Arroio onde completou o Curso de Técnico de Meios Audiovisuais.
A sua incursão na BD remonta a 1980, ano em que em parceria com António José Simões (Tozé Simões), criou pequenas histórias, algumas das quais viriam a ser publicadas em diversos fanzines entre 1985 e 1990.
E é precisamente no ano de 1985 que Luís Louro vê pela primeira vez editada uma história de sua autoria numa revista de publicação regular: estávamos a 1 de Abril de 1985 e a história Estupiditia II surgia nas páginas do “Mundo de Aventuras” (revista coordenada à época por Jorge Magalhães).

Este é o ponto de partida para as publicações “profissionais” que se sucedem no “Diário Popular”, “Jornal Júnior” ou em “O Mosquito” (5ª série). Seria aliás no “Sábado Popular”, um suplemento do jornal “Diário Popular”, que viria a estrear-se, em Outubro de 1985, a série Jim del Mónaco (lançada em álbum, em 1986, pela Editorial Futura, que viria a publicar 4 títulos).

Paralelamente, e ainda em 1989, a parceria Louro & Simões estreia-se na Edições Asa, onde é lançado o primeiro álbum da série Roques & Folque (que contaria com um total de 3 títulos). Será ainda a Edições Asa a retomar, em 1991, a série Jim Del Mónaco, tendo publicado, entre 1991 e 1993, sete álbuns a cores. Depois de um interregno de alguns anos, dois novos títulos surgem em 2015 (O Cemitério dos Elefantes) e em 2017 (Ladrões do Tempo).

A partir de 1994, ano de lançamento do primeiro tomo de O Corvo, Luis Louro assume também os argumentos e assina sozinho álbuns como Alice (1995), Coração de Papel (1997), Cogito Ego Sum I (2000), Cogito Ego Sum II (2001). Esta carreira a solo seria, no entanto, pontuada por algumas colaborações com diversos argumentistas, como Rui Zink (O Halo Casto – 2000), João Lameiras e João R. Santos (Eden 2.0 – 2003), Nuno Markl (O Corvo – O Regresso – 2003) ou Rosa Lobato de Faria (ABC das Coisas Mágicas).

Ao longo da sua carreira enquanto desenhador de BD, Luís Louro ganhou vários e importantes troféus, tendo integrado, em 1998, a comitiva "Perdidos no Oceano", que constituiu a representação de Portugal enquanto país convidado no 25.º Festival Internacional de Angoulême.
Depois de Watchers (dois álbuns publicados em 2018) e Sentinel (dois álbuns editados em 2019), regressa a uma das suas personagens marcantes com O CORVO – INCONSCIÊNCIA TRANQUILA (2020), a sua mais recente publicação.





Boas leituras








terça-feira, 19 de maio de 2020

Lançamento Arte de Autor: Verões Felizes Vol.2
- Menina Esterel
- O Repouso do Guerreiro




Depois do sucesso do primeiro volume da série Verões Felizes, eis que passado um ano surge o segundo volume!
A Arte de Autor programou este livro para o início deste Verão, a contar com certeza com o Festival de BD de Beja que muito infelizmente não se poderá realizar.

O primeiro volume, que conta com as histórias Rumo ao Sul e A Calheta, ganhou o prémio para o Melhor Livro nos Prémios Nacionais de BD (Amadora BD) do ano passado. Vamos ver o que se passa agora com A Menina Esterel e em O Repouso do Guerreiro :)

Nota de imprensa da Arte de Autor:

VERÕES FELIZES 2
MENINA ESTEREL | O REPOUSO DO GUERREIRO

Esta série não contém lutas sangrentas nem conspirações internacionais.

MENINA ESTEREL
1962 – quando se dançava “Let’s Twist Again”

1992, os anos passaram, o jovem casal está agora reformado, a pequena Pêpete tornou-se uma menina e o 4L está à venda... A oportunidade de recordar o ano de 1962, as suas primeiras férias a bordo com. os sogros. As férias com Yvette-a-perfeita e o Vovozão serão mais gastronómicas do que bucólicas... em direcção a Saint-Étienne!

O REPOUSO DO GUERREIRO
1980 – quando Lio cantava “Banana Split”

Neste livro, encontramos a família Faldérault completa: Pedro, Madeleine e os seus quatro filhos, aos quais se juntou Jean-Manu, o namorado da Nicole. Este Verão será o da grande mudança: Pedro tornou-se co-proprietário de uma casa nova, chave na mão, no campo provençal!
Mais do que nunca, a aventura está no programa, e é com bom humor que a família se cerra. O Verão dos Fadérault é sagrado! E este vai ser muito memorável...

Autores: Zidrou & Jordi Lafebre
Edição: Cartonada
Número de páginas:112
Data de Edição: Maio de 2020
ISBN: 978-989-54514-6-3
PVP: 22,75 €





Zidrou
Zidrou (Benoît Drousie) nasceu em 1962, em Bruxelas. Foi professor e, no início dos anos 1990, dedicou-se à escrita de livros e de canções para crianças. Em 1991, conheceu o desenhador Godi com quem criou L'Elève Ducobu. Começou assim a sua carreira de argumentista de banda desenhada! Assinou diversas séries para crianças e adolescentes, de Crannibales a Tamara, de Scott Zombi a Sac à Puces, e assegurou a continuação de La Ribambelle. É também autor de obras mais realistas, mas não menos sensíveis, como La Peau de l'ours, Lydie, Folies Bergères, La Mondaine, Les 3 Fruits. Em 2015, Zidrou regressou com três novos álbums: em Agosto, Le Bouffon, com Francis Porcel, em Setembro, uma nova série familiar, Verões Felizes, com Jordi, e em Outubro, com P. Berthet, um policial nas regiões remotas da Austrália, Le crime qui est le tien. Em 2016, continuou a escrever as recordações de férias da família Faldéraut em Verões Felizes e anunciou o fim de Veneza em Marina. Em 2017, Zidrou começou a nova série Shi, desenhada por Homs. Em Março, escreveu Natures Mortes para o desenhador Oriol. Em Junho, voltaram os Verões Felizes com Jordi Lafebre, para uma terceira recordação de férias. Em Setembro, Zidrou narrou as aventuras do Chevalier Brayard, num estilo Monthy Python, desenhadas por Francis Porcel.
Em 2018, encontramo-lo na Dargaud com dois volumes de Verões Felizes (um deles, uma surpresa invernal), o terceiro tomo de Shi e também L'obsolescence programmée de nos sentiments com desenhos de Aimée de Jongh.





Jordi Lafebre
Jordi Lafebre nasceu em 1979, em Barcelona, onde estudou banda desenhada e belas-artes, antes de dar os seus primeiros passos como desenhador, em 2001. Foi publicado em diversas revistas espanholas, sobretudo na Mister K, dirigida ao público jovem, na qual assinou El mundo de Judy, em colaboração com o argumentista Toni Front. O seu encontro com Zidrou foi decisivo: depois de alguns desenhos na revista semanal Spirou, participou numa obra colectiva escrita pelo argumentista de Ducobu, La vieille dame qui n'avait jamais joué au tennis et autres nouvelles qui font du bien. Em 2010, ambos lançaram um álbum aclamado, Lydie. Em 2014, sempre com Zidrou, lançou La Mondaine, e em 2015, a série Verões Felizes, publicada em Setembro. Os volumes 4 e 5 da série familiar protagonizada pelos Faldérault foram publicados em Junho e Novembro de 2018.





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