sábado, 19 de setembro de 2009

Lorna


Lorna é talvez a melhor criação de Alfonso Azpiri. Já falei dele neste blog, em Demon Wind, mas nesta série trabalhou a “solo”. Alfonso Azpiri nasceu em Madrid, no ano de 1947 e os seus primeiros trabalhos remontam ao princípio da década de “70”. Primeiramente trabalha para revistas infantis, mas rapidamente tenta o mercado erótico italiano em ascensão. Em finais dos anos “70” começa a sua importante ligação à editora espanhola Norma Editorial. A partir daqui os seus trabalhos passam a ser conhecidos e reconhecidos internacionalmente, tendo como obras fortes “Lorna”, “Wet Dreams” , “Pesadillas” (desta série, que ficou incompleta em português por parte da ASA, foi editado o 1º tomo de três, com o nome de Pesadelos), e uma série infantil para o jornal espanhol “El País”: Mot!
“Lorna” e “Wet Dreams” penso que foram integralmente editados em Inglês pela Heavy Metal (com uma excepção).
Estão editados desta heroína os seguintes livros:
- Lorna and Her Robot (Heavy Metal - 1981)
- The New Adventures of Lorna and Her Robot (Heavy Metal - 1984)
- Mouse Club (Heavy Metal - 1996)
- Leviathan (Heavy Metal - 1998)
- The Ark (Heavy Metal - 1999)
- The Eye of Dart - an - Gor (Heavy Metal - 2006)
- Sombras Perdidas (Norma Editorial - 2005)
- The Black Castle (Heavy Metal – 2008)
Como poderão verificar, trabalhar mal não é uma particularidade portuguesa. O livro “Sombras Perdidas” – “Lost Shadows” não foi editado pela Heavy Metal. Se fosse um “one-shot”, não haveria grandes problemas! Mas o que se passa é que é um livro que faz parte de uma trilogia formada por “The Eye of Dart - an – Gor”, “Lost Shadows” e “The Black Castle”… assim quem estiver interessado em comprar esta trilogia, terá de comprar o livro do meio em espanhol, ou “sacar” da Net (existem montes de possibilidades em inglês para este livro). Mas o mau tratamento editorial da Heavy Metal não fica por aqui, os dois primeiros livros são em capa mole, os restantes passam capa dura, e o último volta a ser capa mole e em tamanho diferente de todos os outros! Isto faz lembrar-me algumas editoras cá da casa, das quais nós gostamos de dizer mal…
Em relação a Lorna, heroína que normalmente traja o mínimo possível, Azpiri fez dela um excelente personagem, sobretudo na trilogia formada pelos três últimos livros a ser editados. Foi o primeiro grande arco, e penso que correu bastante bem, excepto para as roupas de Lorna. As estórias para trás são “one-shots”, por vezes com alguma ligação de personagens (Mouse, o seu arqui-inimigo), por isso podem-se ler separadamente sem problemas. A arte que Azpiri imprime a Lorna é sempre extremamente sensual e muitas vezes espectacular, sendo as estórias povoadas de estranhas criaturas do além-espaço, tramas e intrigas estranhas, povos com costumes muito próprios e pitadas de humor que são espalhadas um pouco por todo o lado. Os últimos três livros já têm uma estória mais densa e detalhada, tendo Azpiri colocado metáforas em relação à fome de destruição provocado pela espécie Humana. Espero que Azpiri continue esta linha porque se estava a tornar interessante, diferente dos antigos álbuns que eram de puro entretenimento.
De notar que Azpiri deve ser fã de "Star Wars" ou não tenha aproveitado para as suas estórias os dois robots, que são baseados, sem tirar nem pôr, em C3PO e R2D2, quanto ao vilão "Mouse", é a imagem de Jabba "The Hut"...
;)
Boas leituras!

Hardcover/Softcover
Criado por: Alfonso Azpiri
Editado entre 1984 e 2008 pela Heavy Metal e Norma Editorial
Nota : 8 em 10

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Lançamento ASA: Israel


A ASA continua a editar! Agora é "Israel - Sketchbook" de Ricardo Cabral. Este autor português iniciou a sua carreira no circuito comercial da BD portuguesa com o álbum "Everest" à dois anos, e agora acrescenta mais este livro ao seu curriculum.
Segue o "press release da ASA:

Trata-se de um livro de autores Portugueses, e de grande qualidade. São as impressões de um viajante que não conhece nada de Israel, a não ser o que passa na imprensa portuguesa. As imagens do livro mostram-nos a vida, as cores, as pessoas, as vivências de um País do qual conhecemos tão pouco.

Autor: Ricardo Cabral
Colecção: Autores Portugueses
Tiragem: 1500 exemplares cartonados
Nº págs: 216
ISBN: 978-989-23-0644-5

O autor está disponível para realizar sessões de autógrafos.

Ricardo Cabral
(Argumentista e desenhador)
Nasceu em Lisboa em 1979.
Andou na escola de artes António Arroio e, em 2005, licenciou-se em Pintura pela faculdade de Belas Artes de Lisboa, onde foi um dos fundadores do núcleo de BD-BLAST. Em 2007, publica o seu primeiro álbum de BD “Evereste”.
Actualmente, trabalha como ilustrador freelancer.

Só me resta desejar boa sorte a mais este autor português. Dois lançamentos de livros com autores portugueses no espaço de um mês é bom!
O livro irá para as livrarias por volta do dia 22 de Outubro.
Boas leituras

terça-feira, 15 de setembro de 2009

52


52.
52 semanas sem a “santíssima trindade” do universo DC: Superman, Batman e Wonder Woman.
Este é uma série de quatro livros dos quais eu tenho alguma dificuldade em falar ou criticar. São muitos “plots”, é a ligação de muitas das pontas soltas, que já vêm da Infinite Crisis e Indentity Crisis já não falando dos inúmeros “twists” dentro da própria série.
É um exemplo de como se pode fazer uma série de inegável e aclamada qualidade, e no fim ser um sucesso comercial também. Temos apenas heróis de segundo e terceiro plano em diversos arcos que se vão interligando ao longo destas cinquenta e duas semanas em tempo real. Para isto contribui fortemente a escolha dos quatro argumentistas: Mark Waid, Geoff Johns, Grant Morrison e Greg Rucka.
É impressionante como a diferente narrativa que cada um delas imprime à estória se consegue harmonizar, apesar dos diferentes estilos de cada um. Toda a estória, nos vários momentos diferentes, com heróis e teatros distintos, se consegue manter sempre num alto nível ao longo de 1112 páginas, no conjunto dos quatro livros.
A arte, como seria de esperar, varia muito de qualidade e de estilo, ou não estivessem oito diferentes artistas de serviço a esta série.
No primeiro livro aparece um Booster Gold que tenta ocupar o lugar do Super Homem em Metropolis, como sendo o herói número 1. Para isso serve-se de Skeets, o seu parceiro robot, e do seu conhecimento do futuro. Mas este Booster Gold está ao serviço de marcas conhecidas, fazendo-lhe publicidade com “badges” no seu fato dourado. Tudo corre bem até ele falhar um acontecimento onde os três grandes heróis deveriam aparecer. Aqui ele desconfia que, ou Skeets está a funcionar mal, ou a linha temporal tinha sido alterada. No entanto continua na sua cruzada comercial, até aparecer um verdadeiro herói: Supernova! Este é mais poderoso, e não está ao seviço de grandes grupos comerciais. Aqui começa o declínio de Booster Gold. A descoberta da identidade de Supernova lá mais para a frente, é um delicioso “twist”… Booster Gold descobre que pode ter sido ele a quebrar a linha temporal.
Temos Lex Luther a fabricar o seu grupo de super-humanos (Infinity, Inc.) e a vender super poderes a qualquer pessoa. Como contraponto moral existe Steel, esse sim moralmente parecido com o Super-Homem. Por outro lado Renee Montoya em conjunto com o Question, começa a investigar actividades do Intergang. No espaço estão Animal Man, Adam Strange e Starfire, perdidos desde a Infinite Crisis. E também a partir deste evento, os desaparecidos Green Lantern Alan Scott e parte dos Teen Titans reaparecem, mas com muitas mazelas. Ralph Dibny, ainda amargurado e deprimido pela sua perda (Identity Crisis), procura uma maneira de trazer a sua amada esposa à vida, e tenta servir-se da magia para esse efeito.
Black Adam inicia uma cruzada à sua maneira com vista à eliminação de super-vilões, e inicia uma coligação entre Kahndaq e uma série de países com regimes políticos duvidosos, para fazer contraponto ao resto dos super-heróis. Entretanto são reunidos na ilha de Oolong um verdadeiro grupo de cientistas loucos e sanguinariamente depravados, "The Science Squad", com vista à criação de aberrações mortíferas.
Assim se monta o teatro da série, em que no segundo volume abranda um pouco, para uma explosão de acção no terceiro volume. O quarto livro é o grande final da série, em que tudo volta ao sítio, terminando com a World War III que podia ter o nome de “o mundo contra Black Adam”. A controversa figura da Batwoman homossexual é apresentada aqui nesta série, sendo ela um antigo amor de Renee Montoya (também protagonista na série 52). Deu que falar nos EUA há umas semanas atrás!
:D
Boas leituras!

TPB
Criado por: Mark Waid, Geoff Johns, Grant Morrison, Greg Rucka, Joe Bennett, Mike McKon, Jack Jadson, Chris Batista, Darick Robertson, Ruy Jose, Justiniano e Keith Giffen
Editado em 2007 pela DC Comics
Nota : 9,5 em 10

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Lançamento Zona: Zona Negra


Foi lançado no passado dia 4 de Setembro o segundo volume do projecto Zona. Saiu há uns meses o primeiro volume, o "Zona Zero", que me agradou muito pela qualidade da edição. As estórias também eram de vários autores, e é isto que deve ser feito para dinamizar os jovens autores portugueses. Pelo menos penso que o sentimento será, que fizeram parte de um projecto e que algumas criações suas viram a luz do dia! Penso que será gratificante, sobretudo se se pensar na qualidade da edição. Nesse aspecto, o editor está de parabéns pela edição, pela ideia e pela persistência em abanar o charco da BD portuguesa, dando a hipótese a ilustres desconhecidos de participar.
É uma revista de Banda Desenhada em português (fanzine de luxo) e quem sabe... talvez possa ir mais longe! Sim, porque a revista Zona (não gosto de lhe chamar fanzine), é muita BD e pouca conversa, e é assim que eu gosto! Ainda não tive oportunidade de de adquirir a Zona Negra, mas fica aqui a apresentação de Fil, o seu editor:

O livro de banda desenhada e ilustração ZONA NEGRA foi lançado durante o festival de cinema MOTELx (http://www.motelx.org/), no passado dia 4 de Setembro, no cinema S. Jorge em Lisboa.
Este livro insere-se no projecto Zona (http://zonabd.blogspot.com/), no seguimento do Zona Zero, apresentado em Maio deste ano no Festival Internacional de BD de Beja.
Este livro com 52 páginas a preto e branco foi realizado com tema específico (Terror).
Tal como o Zona Zero trata-se de uma antologia, contando com a colaboração de diversos autores:
- André Oliveira - BD (título: A Mulher do Manto Branco) - www.andreoliveirabd.blogspot.com
- Bruno Bispo - BD (título: A.L.I.E.N) - www.arquivosbaldo.wordpress.com
- Carla Rodrigues - Ilustração - www.cool-slayer.daportfolio.com
- Eduardo Monteiro - Ilustração da capa -http://aem.carbonmade.com/
- Fil- Ilustração e BD (título: rotina) - www.filbd.blogspot.com
-Gustavo Carreira - BD (título: rotina) - www.bdgustavocarreira.blogspot.com
-Hugo Teixeira - BD (título: A Minha Maldição) - www.htx.deviantart.com
- João Vasco Leal - Ilustração - www.joaovasko.deviantart.com
- Luís Lourenço Lopes - BD (título: Insane) - www.zonabd.net/lll
-Manuel Alves - Ilustração (título: A fome; título: A sede; título: Homenagem a Boris karloff/Frankenstein e ao cinema de terror clássico) - www.1caosarnento.blogspot.com
- Maria João Careto - BD (título: A Mulher do Manto Branco) - www.comicspace.com/mariacareto
- Paulo Marques - BD (título: Crónica de um Morto-Vivo) - www.omde.net
- Pedro Carvalho - BD (título: Zombie Bloody Zombie) - www.cosmic-rocket-man.deviantart.com
- Raz - Ilustração - www.razael.synthasite.com
- Roberto Macedo Alves - BD (título: Non Mortuos) - www.robertomacedoalves.net
- Rui Alex - BD (título: A Derradeira Arma) - www.jackolta.blogspot.com
- Victor Freundt - BD (título: A.L.I.E.N) - www.arquivosbaldo.wordpress.com
- Vidazinha - BD (título: A Minha Maldição) - www.gudubara.deviantart.com/
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Texto de introdução do livro Zona Negra:
A Zona Negra foi elaborada sob o signo do Terror!
Sendo a segunda publicação da série, após a apresentação em Maio deste ano da Zona Zero, foi produzida com objectivo concreto de ser lançada no MOTELx, apresentando assim uma temática relacionada com este festival.
A Zona é um projecto que surgiu inicialmente da vontade de auto-publicar alguns dos meus trabalhos, o que quase imediatamente derivou para a ideia de fazer uma antologia contendo trabalhos de vários autores. As vantagens eram óbvias, seria possível obter um álbum mais variado e colaborar com outros autores de ilustração, banda desenhada ou outras artes gráficas!
O objectivo é mostrar o trabalho de autores mais ou menos conhecidos, com diferentes níveis de experiência e diferentes estilos, conferindo a maior liberdade possível aos autores. A aposta é feita num grafismo forte e atractivo e num estilo informal.
Se os primeiros trabalhos apresentados a este projecto se trataram sobretudo de pequenos trabalhos até agora guardados na gaveta dos autores, a verdade é que novos trabalhos surgiram e foram feitos com o objectivo único de participarem na Zona. Isso é muito importante pois sendo a Zona um projecto não profissional e sem objectivos imediatos de lucro, pretende atingir um patamar elevado de qualidade e motivar a produção de novos trabalhos e o desenvolvimento artístico dos autores participantes, divulgando o seu trabalho.
Este álbum é o primeiro da série com um tema específico e foi realizado em tempo recorde, passando pouco mais de um mês desde a concretização do primeiro pedido de trabalhos aos autores, que responderam de forma enérgica e decidida, até envio do trabalho para a gráfica. O tempo de produção é especialmente interessante considerando que grande parte dos trabalhos foi feita de base para a Zona Negra. Este é ainda o primeiro número a contar com um trabalho de uma dupla estrangeira, que nos apresenta a original banda desenhada A.L.I.E.N.
Após a Zona Zero e a Zona Negra está já em preparação um terceiro número com o objectivo de ser lançado ainda este ano, cujo título será Zona Gráfica.
Espero que apreciem o resultado.

Muito obrigado

Gosto destas iniciativas, sobretudo quando já vão no 2º número! Penso que o preço da revista é de 4,50€.
Boas leituras!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Passageiros do Vento Vol.6: Algumas páginas!


Atenção, quem não quiser "spoilers" pode parar por aqui!
Vão ficar mais em baixo cinco páginas deste volume nunca antes editado: A Menina de Bois-Caïman Parte 1
Apreciem (ou não) a arte de François Bourgeon... é muito bom!
Têm mais informação em Os Passageiros do Vento e Lançamento ASA / Público: Passageiros do Vento
:)











Então gostaram?
Boas leituras!
:)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Goth


Goth, originalmente é uma novela de Otsuichi composta por várias pequenas estórias. Foi adaptada para Manga, tipo Seinen, pelo próprio Otsuichi e desenhada por Kendi Oiwa.
Já li uma definição para gótico, (estou a falar da chamada “onda gótica” e não a arte gótica) que me pareceu excelente:
"Ser gótico é um estilo, uma fascinação pela escuridão, enquanto nos encontramos na segurança da luz”.
Neste livro, dois dos protagonistas (Morino e Itsuki) “passeiam” entre os limites do mórbido e as fronteiras do terror. O livro é bastante brutal nalgumas imagens, onde algumas atrocidades são reproduzidas bastante cruamente!
Otsuichi, é um profícuo autor japonês de novelas de terror … contam-se às dezenas. Já foram feitas seis adaptações para cinema de novelas suas (incluindo este Goth) e para Manga, mais umas quantas. Quanto a Kendi Oiwa, não tem muitas obras publicadas (apenas três), mas gostei bastante do seu estilo, aliás, tem o que eu gosto mais nos artistas japoneses: grandes detalhes alternados com vinhetas muito simples. Este livro, como é lógico “arrasta-se” num registo muito lento, nada de grandes cenas de velocidade típica dos Manga.
Os dois jovens conhecem-se na escola, onde onde o narrador (Itsuki) ganha uma fixação pelas mãos da pálida Morino, isto ao mesmo tempo em que ocorriam crimes envolvendo o corte de mãos. Não existia rigor nesses crimes… tanto podiam ser animais como bonecos, e é por aqui que Itsuki consegue apanhar o seu professor! Então prepara uma armadilha com vista ao corte das mãos de Morino, mas não correu bem… esta defendeu-se! A partir daí começa uma amizade estranha entre um rapaz e uma jovem, ambos obcecados com a morte, ela atraindo toda a espécie de lunáticos e ele estando lá sempre para ver como acaba! Morino descobre a agenda de um serial killer e claro que não entregaram a respectiva agenda à polícia, ambos querem ver o que aconteceu num crime já escrito na agenda, mas ainda não noticiado!
As várias estórias no livro estão todas interligadas, levando a um twist final muito bom!
Boas leituras.

Tankobon
Criado por: Otsuichi e Kendi Oiwa
Editado em 2008 por Tokyopop
Nota: 8 em 10

domingo, 6 de setembro de 2009

Bruno Brazil


Bruno Brazil é uma série de espionagem criada por Louis Albert e William Vance. Este é conhecido pelo seu trabalho na série “XIII”, quanto a Louis Albert tem a particularidade de ser um pseudónimo de Michel Régnier, mais conhecido por um outro pseudónimo:Greg! Sim, este nome está em todo o lado… Achille Tallon, Bernard Prince, Chick Bill, Clorofila, Clifton, Comanche, Luc Orient, Corentin, Spaghetti, Rock Derby, Spirou, Os Náufragos de Arroyoka, Marsupilami, etc. Quanto a Vance, para além do conhecido “XIII”, conta no seu currículo com Bob Morane, Howard Flynn (como eu adorava esta série, mas não se encontra livro nenhum…), Luc Orient, Marshal Blueberry, etc.
A série começou a ser editada em álbum (saía na revista Tintim) no ano de 1969 em França. Bruno Brazil contou com 11 livros, sendo terminada em 1995. Em Portugal, e como não podia deixar de ser, foram editados apenas três volumes, e o primeiro que saiu deveria ser o último… cronologicamente falando! Bem, pelo menos “dizem por aí” que são os melhores álbuns da série. Li outras estórias na revista Tintim, mas não me lembro de quase nada, era muito novinho para este tipo de estória. Assim temos:
- Le Requin qui Mourut Deux Fois (Dargaud)
- Commando Caïman (Dargaud)
- Les Yeux sans Visage (Dargaud)
- La Cité Pétrifiée (Dargaud)
- A Noite dos Chacais (Bertrand - 1976)
- Sarabanda em Sacramento (Bertrand - 1977)
- Batalha no Arrozal (Bertrand - 1975)
- Orage aux Aléoutiennes (Lombard)
- Quitte ou Double pour Alak 6 (Lombard)
- Dossier Bruno Brazil (Lombard)
- La Fin…!?? (Le Lombard)
Bruno Brazil é o líder de um pequeno grupo de elite a quem são atribuídas as missões mais estranhas: A Brigada Caimão. Todos os seus componentes têm uma origem estranha, e por vezes mesmo criminosa , como “Gaúcho” Morales, Whip Rafalle era artista de Circo, Lafayette (Big Boy) era um jockey caído em desgraça, etc. por aí fora…
Não vou criticar esta série pelo que não está editado em português, vou referir-me apenas aos três livros da Bertrand, e desde logo acho “Batalha no Arrozal” o mais fraco do trio ao nível da estória. Os outros dois livros achei-os muito bons.
“A Noite dos Chacais” funciona como um prólogo (assim é referido no fim do livro) para “Sarabanda em Sacramento”. No primeiro, o impulsivo “Gaúcho” Morales em visita a casa dos pais, descobre uma teia mafiosa em que o seu pai é uma das vítimas de “protecção” de um gang. Primeiro dá uma “coça” neles, mas depois é sovado quase até à morte numa armadilha. Aqui entra a “Brigada Caimão”, o grupo de Bruno Brazil, largando as suas férias para ir resolver o assunto “Morales”. Depois de eliminados os pequenos gangsters, entra-se no segundo livro, logo a abrir em choque com as grandes famílias mafiosas que dominavam tudo “legalmente”.
Gosto muito da arte de Vance, e acho que este tipo de estória “casa” perfeitamente com o estilo dele. Quanto a Greg, umas vezes melhor outras não tão bem, mas sempre com uma narrativa fluida ao longo da estória.
Infelizmente só saíram três livros, e esta série não foi aproveitada para entrar nos “Clássicos Tintim”. E eu acho que merecia, assim como outras, mas enfim… não sou eu que escolho!
Boas leituras.

Hardcover
Criado por: Louis Albert (Greg) e William Vance
Editado entre 1975 e 1977 pela Bertrand
Nota : 7,5 em 10

sábado, 5 de setembro de 2009

20º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora: Concursos de BD e Cartoon


Mais um FIBDA, mais um concurso de Banda Desenhada e outro de Cartoon. Como normalmente, o tema imposto aos artistas tem a ver com o tema do festival desse mesmo ano.
Ora quando ouvi/li sobre o nome do tema, fiquei para lá de descrente, mas é mesmo verdade... o tema é mesmo "O Grande Vigésimo"!
Esta tema presumo que será riquíssimo (?!??) para quem quer participar... mas ainda me têm de explicar, como é que se faz uma BD com um tema destes!? Com certeza no festival irei estar atento aos trabalhos expostos :D
Outra questão que eu critico é a idade limite para os participantes. Não é que eu estivesse com intenção de participar, mas convenhamos que 30 anos como limite máximo de idade, é muito castrador!
Assim apenas vou por aqui as regras de participação para estes dois concursos, por entender que deve haver o máximo de divulgação para este tipo de eventos, embora discorde, pessoalmente, com este tipo de temas, e com a bacoquice do limite de idade.
Para os interessados, aqui vai:

Normas de Participação do 20º Concurso de Banda Desenhada
e
18º Concurso de Cartoon

1) ENTIDADE PROMOTORA
a) Em busca de novos valores, incentivando a produção da Banda Desenhada e proporcionando a sua apresentação pública, a Câmara Municipal da Amadora, (CMA) promove o presente concurso de Banda Desenhada, inserido no 20º Festival Internacional de Banda Desenhada / Amadora 2009 (FIBD’A), a decorrer nesta cidade entre os dias 23 de Outubro e 8 de Novembro.

2) TEMA DO CONCURSO
a) Na edição de 2009, o tema do concurso é O GRANDE VIGÉSIMO.

3) CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO
a) Podem concorrer todos os autores que tenham entre 12 e 30 anos.
b) Os concorrentes podem apresentar bandas desenhadas realizadas individualmente ou em equipa, com texto em língua portuguesa.
c) Cada concorrente, ou equipa, pode participar com uma banda desenhada.
d) Os concorrentes são divididos em dois escalões etários, conforme as idades, consideradas à data marcada como dia limite para recepção das bandas desenhadas.
e) Os dois escalões são ordenados dentro dos seguintes limites:
Escalão A - dos 17 aos 30 anos
Escalão B - dos 12 aos 16 anos
f) Caso haja prorrogação de prazo, é considerada a nova data para efeitos de cumprimento dos limites etários estabelecidos.
g) Em relação às equipas, a colocação no respectivo escalão é feita atendendo à idade do mais velho dos seus elementos.

4) ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
a) Cada banda desenhada é constituída por 4 pranchas originais inéditas, produzidas nos últimos dois anos, e que podem ser a preto e branco ou a cores.
b) O formato das pranchas a concurso deve ser A4 (210x297mm) ou A3 (420x297mm).
c) As quatro pranchas têm de estar numeradas.
d) A primeira e a última prancha, sendo o princípio e fim da narrativa, deverão apresentar características próprias da linguagem da 9ª arte, nomeadamente: esclarecer graficamente o início da história da primeira página com cabeçalho e título ou outra forma que o autor julgue mais adequada; o final da narrativa na última página deverá ser claro.
e) Os concorrentes devem ter a noção que, em caso de publicação, as legendas, textos de balões e restante letragem terão de ser legíveis no formato A4, em particular os que originalmente são feitos em A3 que terão de ser reduzidos para metade, pelo que o júri tomará em conta este factor na selecção dos trabalhos;
f) Os textos, quando os houver, devem ser apresentados, quer pelos concorrentes portugueses quer pelos estrangeiros, em português (excepção para expressões avulso, onomatopeias ou estrangeirismos). A legendagem tem que ser facilmente legível por todas as pessoas.
g) Os erros ortográficos pesarão na decisão do júri, em caso de empate entre dois ou mais concorrentes.
h) Os autores devem fazer duas fotocópias de cada prancha, ficando uma em seu poder e enviando a outra juntamente com o original.
i) As pranchas não podem estar assinadas. Os concorrentes devem deixar um pequeno espaço em branco em cada uma delas a fim de posteriormente as assinarem, para efeitos de exposição ou publicação.
j) No caso de se tratarem de pranchas feitas anteriormente e já assinadas, a assinatura deve ser coberta por uma tira de papel opaco ou por um guache branco.
k) Todas as pranchas e respectivas cópias devem estar numeradas legivelmente e identificadas com o seudónimo e escalão no verso.
l) O pseudónimo deve ser totalmente original, não podendo ter sido utilizado anteriormente pelo(s) autor(es).

5) CALENDÁRIO
a) A data limite para entrega dos trabalhos na CMA – CNBDI é o dia 1 de Outubro de 2009 até às 17:00 horas.
b) No caso das bandas desenhadas serem enviadas pelo correio a partir de Portugal, é considerada a data limite de 1 de Outubro de 2009, constante no carimbo dos correios. Pelo contrário, os trabalhos enviados de autores do estrangeiro terão de garantir que a sua BD concorrente chegará a Portugal e entregue no CNBDI da Amadora até ao dia 1 de Outubro de 2009, independentemente da data do selo de correio estrangeiro.
c) A CMA - CNBDI não se responsabiliza por qualquer trabalho que chegue após o dia da reunião de Júri, independentemente da data de carimbo dos correios.
d) Os trabalhos que cheguem depois desta data, não serão considerados pelo júri, sendo devolvidos ao(s) concorrente(s).
e) Os trabalhos que não forem premiados serão devolvidos pela CMA por correio aos concorrentes.
f) A CMA não se responsabiliza pelos trabalhos que não forem levantados nas respectivas estações dos correios.


6) INSCRIÇÃO
a) Com a inscrição é entregue por cada concorrente o valor de € 2,50 (dois euros e cinquenta cêntimos), para devolução dos trabalhos e despesas de organização, valor a entregar à entidade promotora em cheque à ordem de: Tesoureiro da Câmara Municipal da Amadora.
b) Para efeitos de participação, os concorrentes devem recortar ou fotocopiar o cupão publicado nestas normas, preenchê-lo e enviá-lo juntamente com uma fotocópia do Bilhete de Identidade (BI), do cartão de Número de Identificação Fiscal, (NIF, vulgo Cartão de Contribuinte) e o cheque no valor de € 2.50, (dois euros e cinquenta cêntimos), em envelope que devidamente fechado, acompanha a banda desenhada, tendo inscrito no seu exterior o pseudónimo e escalão respectivo.
c) As inscrições apenas se consideram válidas após a recepção da obra concorrente, não sendo suficiente o envio do cupão.
d) Os trabalhos concorrentes, devem ser enviados ou entregues directamente até 1 de Outubro de 2009 (dias úteis, entre as 10:00 e as 17:00 horas), a:

20º Concurso de BD - Amadora
Festival Internacional de Banda Desenhada
CMA/CNBDI - Av. do Brasil, 52-A
2700-134 AMADORA/PORTUGAL

7) EXPOSIÇÃO DE OBRAS
a) Todos os trabalhos inscritos para o concurso estão sujeitos a pré-selecção do júri em função do espaço disponível para exposição.
b) A montagem e desmontagem da exposição com os trabalhos que participam no concurso e seleccionados pelo júri é da exclusiva responsabilidade da CMA.
c) A exposição estará patente durante o 20º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora.
d) A organização faz o seguro de todas as obras presentes. É também da sua responsabilidade instalar no recinto da exposição um sistema de vigilância.

8) JÚRI
a) O júri deste concurso é constituído pelo director do FIBD’A que o preside, um autor de BD, um autor do Cartoon, um argumentista, um crítico e estudioso de BD, um crítico e estudioso do Cartoon/Caricatura, um representante da imprensa, um criador e investigador de fanzines, o comissário da exposição central do FIBDA e um professor de uma escola secundária da Amadora.
b) Ao júri cabe realizar a pré-selecção para exposição, decidir e ordenar os trabalhos premiados.
c) Ao júri reserva-se o direito de não atribuir qualquer ou algum dos prémios se o mérito dos trabalhos não o justificar.
d) O júri reúne no início de Outubro de 2009.
e) Das decisões do júri não haverá recurso.

9) PRÉMIOS
a) Porque a BD é antes de mais uma arte para ser fruída através da sua publicação, a organização, realizará todos os esforços com o objectivo de editar os trabalhos premiados.
b) Os prémios pecuniários são distribuídos da seguinte forma:
ESCALÃO A ESCALÃO B
1º Prémio - € 1.000,00 1º Prémio - € 750,00
2º Prémio - € 750,00 2º Prémio - € 600,00
3º Prémio - € 600,00 3º Prémio - € 500,00
c) Será evitado pelo júri a atribuição de mais que um prémio para o mesmo lugar.
d) Caso se justifique, o júri poderá atribuir ainda prémios não pecuniários, denominados por Menções Honrosas.

10) NOTAS FINAIS
a) Os originais das bandas desenhadas premiadas são propriedade da entidade promotora.
b) Todos os concorrentes têm direito a catálogo do Festival e entrada livre em todas as iniciativas do 20º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, devendo para tal identificar-se e solicitá-lo na recepção do evento.
c) Os casos omissos no presente regulamento serão resolvidos pela entidade organizadora, não havendo recurso das decisões do Júri.
d) A apresentação dos trabalhos representa a aceitação plena das presentes normas regulamentares por parte dos concorrentes a este concurso.




18º CONCURSO DE CARTOON AMADORA 2009

1) ENTIDADE PROMOTORA
a) Em busca de novos valores, incentivando a produção de cartoon e proporcionando a sua apresentação pública, a Câmara Municipal da Amadora (CMA) promove o presente concurso de Cartoon, inserido no 20º Festival Internacional de Banda Desenhada / Amadora 2009 (FIBD'A), a decorrer nesta cidade entre os dias 23 de Outubro e 8 de Novembro.

2) TEMA DO CONCURSO
a) Na edição de 2009, o tema do concurso é O GRANDE VIGÉSIMO.

3) CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO
a) Podem concorrer todos os autores que tenham entre 16 e 30 anos de idade considerada à data
marcada como o dia limite para a recepção dos cartoons.
b) Os concorrentes podem apresentar trabalhos realizados individualmente ou em equipa.
c) Cada concorrente, ou equipa, pode participar com o máximo de 2 trabalhos utilizando um pseudónimo diferente para cada trabalho.
d) Caso haja prorrogação de prazo, é considerada a nova data para efeitos de cumprimento dos limites etários estabelecidos.
e) Em relação às equipas, a colocação no respectivo escalão é feita atendendo à idade do mais velho dos seus elementos.

4) ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
a) Só são aceites trabalhos originais inéditos, produzidos no ano corrente que podem ser a preto e branco ou a cores.
b) O formato dos trabalhos admitidos é o A4 (210X297mm).
c) Os autores devem fazer duas fotocópias de cada trabalho, ficando uma em seu poder e enviando a outra juntamente com o original.
d) Os trabalhos não podem estar assinados. Os concorrentes devem deixar um pequeno espaço em branco em cada uma delas a fim de posteriormente as assinarem, para efeitos de exposição ou publicação.
e) No caso de se tratarem de cartoons já assinados, a assinatura deve ser coberta por uma tira de papel opaco ou por um guache branco.
f) Todos os cartoons e respectivas cópias devem estar legivelmente identificados com o pseudónimo no verso.
g) O pseudónimo deve ser totalmente original, não podendo ter sido utilizado anteriormente pelo(s) autor(es).
h) Os textos, quando os houver, devem ser apresentados, quer pelos concorrentes portugueses quer pelos estrangeiros, em português (excepção para expressões avulso ou estrangeirismos). A legendagem tem que ser legível.
i) Os erros ortográficos pesarão na decisão do júri, em caso de empate entre dois ou mais concorrentes.

5) CALENDÁRIO
a) A data limite para entrega dos trabalhos na CMA - CNBDI é o dia 1 de Outubro de 2009 até às 17:00 horas.
b) No caso dos Cartoons serem enviados pelo correio a partir de Portugal, é considerada a data limite de 1 de Outubro de 2009, constante no carimbo dos correios. Pelo contrário, os trabalhos enviados de autores do estrangeiro terão de garantir que o seu Cartoon concorrente chegará a Portugal e entregue no CNBDI da Amadora até ao dia 1 de Outubro de 2009, independentemente da data do selo de correio estrangeiro.
c) A CMA - CNBDI não se responsabiliza por qualquer trabalho que chegue após o dia da reunião de Júri, independentemente da data de carimbo dos correios.
d) Os trabalhos que cheguem depois desta data, não serão considerados pelo júri, sendo de imediato devolvidos ao(s) concorrente(s).
e) Os trabalhos que não forem premiados serão devolvidos pela CMA por correio aos concorrentes.
f) A CMA não se responsabiliza pelos trabalhos que não forem levantados nas respectivas estações dos correios.

6) INSCRIÇÃO
a) Com a inscrição é entregue por cada concorrente (e não por Cartoon), o valor de € 2,50 (dois euros e cinquenta cêntimos), para devolução dos trabalhos e despesas de organização, valor a entregar à entidade promotora em cheque à ordem de: Tesoureiro da Câmara Municipal da Amadora.
b) Para efeitos de participação, por cada Cartoon enviado, os concorrentes devem recortar ou fotocopiar o cupão publicado nestas normas, preenchê-lo e enviá-lo juntamente com uma fotocópia do Bilhete de Identidade (BI), do cartão de Número de Identificação Fiscal, (NIF, vulgo Cartão de Contribuinte) e o cheque no valor de € 2.50, (dois euros e cinquenta cêntimos), em envelope que devidamente fechado, acompanha o cartoon, tendo inscrito no seu exterior o pseudónimo e escalão respectivo.
c) As inscrições apenas se consideram válidas após a recepção da obra concorrente, não sendo suficiente o envio do cupão.
d) Os trabalhos concorrentes devem ser enviados ou entregues directamente até 1 de Outubro de 2009 (dias úteis, entre as 10:00 e as 17:00 horas) a:

18º Concurso de Cartoon - Amadora
Festival Internacional de Banda Desenhada
CMA/CNBDI - Av. do Brasil, 52-A
2700-134 AMADORA/PORTUGAL

7) EXPOSIÇÃO DE OBRAS
a) Todos os trabalhos inscritos para o concurso estão sujeitos a pré-selecção do júri, em função do espaço disponível para exposição.
b) A montagem e desmontagem dos trabalhos que participam no concurso é da exclusiva responsabilidade da CMA.
c) A exposição estará patente durante o 20º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora.
d) A organização faz o seguro de todas as obras presentes. É também da sua responsabilidade instalar no recinto da exposição um sistema de vigilância.

8) JURI
a) O júri deste concurso é constituído pelo director do FIBD’A que o preside, um autor de BD, um autor do Cartoon, um argumentista, um crítico e estudioso de BD, um crítico e estudioso do Cartoon/Caricatura, um representante da imprensa, um criador e investigador de fanzines, o comissário da exposição central do FIBDA e um professor de uma escola secundária da Amadora.
b) Ao júri cabe realizar a pré-selecção para exposição, decidir e ordenar os trabalhos premiados
c) Ao júri reserva-se o direito de não atribuir qualquer ou algum dos prémios se o mérito dos trabalhos não o justificar.
d) O júri reúne no início de Outubro de 2009.
e) Das decisões do júri não haverá recurso.

9) PRÉMIOS
a) Porque o cartoon é antes de mais uma arte para ser fruída através da sua publicação, a organização realizará todos os esforços com o objectivo de editar os trabalhos premiados.
Os prémios pecuniários são distribuídos da seguinte forma:
1º Prémio - € 600,00
2º Prémio - € 450,00
3º Prémio - € 350,00
b) Será evitado pelo júri a atribuição de mais que um prémio para o mesmo lugar.
c) Caso se justifique, o júri poderá atribuir ainda prémios não pecuniários, denominados por Menções Honrosas.

10) NOTAS FINAIS
a) Os originais dos Cartoons premiados são propriedade da entidade promotora.
e) Todos os concorrentes têm direito a catálogo do Festival e entrada livre em todas as iniciativas do 20º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, devendo para tal identificar-se e solicitá-lo na recepção do evento.
b) Os casos omissos no presente regulamento serão resolvidos pela entidade organizadora, não havendo recurso das decisões do Júri.
c) A apresentação dos trabalhos representa a aceitação plena das presentes normas regulamentares por parte dos concorrentes a este concurso.

Fica também, para os interessados, a ficha de inscrição:



Boa sorte!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Lançamento ASA: Warcraft – Legends Vol.1


Setembro é um mês recheado de lançamentos, este é o terceiro seguido aqui no "Leituras", e corresponde à sequela de Warcraft: A Trilogia do Poço do Sol.
A ASA continua a apostar em Manga, e penso que haverá mais novidades dentro deste género até ao fim do ano.
Fica o "press release" da ASA:

Depois do apaixonante Warcraft: A Trilogia do Poço do Sol,
descubra a cativante e surpreendente colecção de 4 aventuras
originais baseadas no universo Warcraft:

QUEDA
Escrita por Richard Knaak e desenhada por Jae-Hwan Kim surge uma intrigante sequela de Warcraft: A Trilogia do Poço do Sol. Trag Highmountain, o corajoso taurino que surgiu pela primeira vez em Warcraft: Sombras de Gelo, renasce... mas como morto-vivo.
A VIAGEM
A chegada de um grupo de mercenários com promessas de ouro e de mudança vai transformar para sempre e de forma inimaginável a vida de um simples lavrador que se embrenha na terrível cidade de Andorhal, dominada pela escória.
COMO FAZER AMIGOS
Lazlo Grinwidget é um engenheiro gnomo célebre por ter a casa cheia de inventos aparentemente inúteis e pela sua tendência para dizer a coisa errada na altura certa. Mas quando um troll semeia o pânico na cidade, Lazlo pode ser o único capaz de acalmar a besta.
UMA TROCA HONESTA
O nome de Nori Blackfinger tinha fama desde Ponto Thorium a Baia Booty, e era um ferreiro conhecido por vender as suas espadas a quem tivesse dinheiro suficiente para as pagar. Mas a venda que efectuou a Havoc, um infame bandido e assassino, vai lançá-lo numa aventura trágica e que acaba em sangue...

Autores: Knaak, Lewter, Wellman, Kim, No, Kim e Olivares
Colecção: Mangá/Shounen
Edição: brochada com verniz localizado
Nº de págs: 176
ISBN: 978-989-23-0595-0
Data de distribuição: 17 de Setembro 2009

Só me resta desejar boas leituras!
:)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Lançamento ASA: BRK


Livro de autores nacionais, que eu fui acompanhando desde o início no fórum da Central Comics, e que saiu em parte no BD Jornal. Tempos atrás esperava-se que saísse o livro pela Pedranocharco (editora do BD Jornal), mas afinal foi a ASA que pegou no livro com força!
Não conheço a estória, visto que não costumava comprar o BD Jornal, mas a arte que eu via no fórum Central Comics deixava-me bastante agradado! Parabéns aos "Filipes" pela edição do seu livro!
Segue o "press release" da ASA:

David tem 17 anos e anda no ensino secundário. Como qualquer
adolescente anda confuso com a vida e começa a questionar tudo e todos.
Um dia é aliciado por uma rapariga (Bia) a juntar-se a uma organização que
promete revolucionar a forma de pensar das pessoas, a organização
"Estalo". Devido à sua teimosia, e constante insistência em questionar os
pais, e contra a vontade da irmã (Ana), decide entrar para o grupo. É
rapidamente posto à prova com um assalto a uma fábrica de papel…

Autores: Filipe Pina e Filipe Andrade
Tiragem: 1000 exemplares
Edição: brochada com badanas
Número de páginas: 88
ISBN: 978-989-23-0598-1
Data de distribuição: 17 de Setembro 2009

Filipe Pina
Nasceu em Santarém, em 1979. Desde 2005 que tem residência fixa no Porto. Trabalhou durante 7 anos em televisão para a Sigma3 Audiovisuais e passou por diversos cargos como editor de imagem, repórter e operador de câmara, até se fixar na área do design e grafismo. Foi responsável pela produção de uma dezena de grafismos onde se incluem programas como "Curto-Circuito", "CineXL" e "Cabaret da Coxa", para a Sic Radical. Entre cartazes, logótipos, sites e outras pequenas animações, produziu o grafismo para o 1º CD da banda “Reaktor”. Foi co-fundador e vice-presidente da agora extinta Associação de Produtores de Jogos Electrónicos (Aproje). Em 2006 e 2007, no âmbito de uma cadeira também ela dedicada aos videojogos, deu aulas na ESAD no Porto. Já na área da Banda Desenhada inicia-se, em 2003, com Filipe Andrade na tira cómica online "Fraggers". Como argumentista e pintor, e também com Filipe Andrade, entre 2006 e 2008, editou periodicamente a BD de nome “BRK” no BD Jornal. Dadas as evidentes influências dos videojogos em todos os seus trabalhos, mais não seria de esperar que não fosse ser actualmente co-fundador e sócio-gerente da empresa Seed Studios, onde produz exactamente videojogos.

Filipe Andrade
Nasceu em Lisboa, em 1986. Cedo mostrou aptidão para o desenho. Em 1997, os pais inscreveram-no no atelier da artista plástica Aurora Bargado. Dois anos mais tarde, frequentou um curso de BD, leccionado por António Valjean, na IMARGEM. Após este curso decidiu que o que realmente queria fazer na vida era BD. Participou em inúmeros concursos de Banda Desenhada e Arte Postal, entre os quais ganhou alguns prémios (BD Amora 2001, 1º lugar; prémio Jovem Revelação GBS 2002 e Menção Honrosa em 2004; BD Amadora, 1º e 2º prémios, em 2002 e 2003, respectivamente, no escalão B e, BD Moura 2005, 1º lugar). Entre 2002 e o presente ano, foi desenvolvendo projectos paralelos. Trabalhou com algumas empresas na área da ilustração em projectos como “Família Nickelodeon” para a MTV Networks, colaborou nos cartazes promocionais do grupo percussionista “Wok” e em arte conceptual para a empresa de videojogos Seed Studios. Em colaboração com Filipe Pina realizou tiras cómicas (online), sob o título, “Fraggers”. Em 2006, os dois iniciam o projecto de BD, de título “BRK”. Finalizou recentemente o curso de Escultura da Faculdade de Belas-Artes e, actualmente, tem vindo a desenvolver aquilo que mais gosta de fazer no campo das Artes, BD, ilustração e escultura.

Boa sorte para os "Filipes" com este seu livro, é tão raro haver livros de autores portugueses no nosso circuito comercial nacional. Espero que lhes dê força para continuar!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Lançamento ASA: Dilbert - Cumprir Objectivos Vagos


A ASA continua a publicação de Dilbert, uma das séries de humor mais brilhantes e inteligentes que eu conheço.
Segue o "press release" da ASA:

Adams mede a pulsação dos habitantes de cubículos de todo o mundo. Ninguém proporciona mais gargalhadas, nem retrata melhor a realidade do trabalhador das 9 às 5 do que Dilbert, Dogbert, Catbert e um elenco de espantosas figuras típicas de todos os escritórios – eis o motivo por que existem cerca de 150 milhões de fãs do Dilbert.

Autor: Scott Adams
Colecção: Dilbert
Edição brochada
Nº de págs.: 128
ISBN: 978-989-23-0594-3

Data de Distribuição: 3 de Setembro 2009


Boas leituras

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

X - Infernus


X - Infernus é a sequela (passado bastantes anos) X-Men: Inferno.
Foi escrita por C. B. Cebulski, com arte de Giuseppe Camuncoli. Cebulski é conhecido no mundo da BD pela sua colaboração na obra de Kia Asamyia, Dark Angel (dois volumes editados em português pela Devir), e pelas suas obras Drain, Marvel Mangaverse e Marvel Fairy Tales. Neste último título convidou alguns artistas portugueses! Camuncoli é, ou foi desenhador em títulos como Hellblazer, The Intimates e Swamp Thing.
É bem visível nesta mini-série que Cebulski é fã de Magik/Darkchyld. Já tinha colaborado no capítulo “Magik” na série Mystic Arcana e agora continua o seu trabalho nesta personagem. Pode-se dizer que é um bom trabalho dele, sem ser excelente, mas relativamente a outros trabalhos recentes no mundo do X-Men está muito bem! Assim como a qualidade da arte de Camuncoli, em que este consegue dois estilos diferentes, conforme se está no Limbo (uma arte mais “suja” com todos aqueles demónios) ou no “nosso” universo (a arte fica mais “luminosa”, mais parecida com aquilo que se costuma ver normalmente nos X-Men). É uma obra para entreter fãs de Magik e dos X-Men mais novos como Pixie, Mercury e Rockslide.
A estória tem como objectivo fazer o regresso de Magik à dimensão (universo) normal da Marvel. Esta personagem, Illyana Rasputin, irmã de Colossus e com o nome de guerra inicial Magik, Darkchyld no Limbo, já sofreu muitas reviravoltas na Marvel, e como tal a estória do seu retorno não iria ser assim tão fácil… desde raptos por demónios em tenra idade, feitiçaria, resgates, novos raptos, aparente morte e rainha do Limbo, Illyana passou por tudo.
Neste momento da sua vida encontra-se no Limbo, onde reina e tem o respeito dos seus demónios. Mas acima de tudo o que ela quer é a sua aparência e vida normal, e não uma cauda, cornos e pernas de cabra… para isso tem de encontrar a sua espada (que contem um pedaço da sua alma) e mais bloodstones, para além daquela que possui (retirada da alma de Pixie). Colossus continua a forçar Cyclops a reunir uma equipa para resgatar a sua irmã do Limbo, e a oportunidade surge quando Pixie, que tem uma adaga da mesma maneira que Magik tem a sua espada, ataca Nocturno num momento de loucura, e deste é extraída a espada de Illyana. Esta,no Limbo sente a sua espada e teleporta-se para a sala de perigo dos X-Men recuperando a sua espada, não sem antes se bater com Pixie, que nunca lhe perdoou ter perdido um pouco da sua alma…
Claro que temos um novo "ser malvado" para dificultar o resgate de Magik: Witchfire, filha de Belasco.
Este livro é um bom entretenimento, e apenas resta desejar, que Magik tenha boas aventuras com os New-Mutants depois deste resgate.
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: C. B. Cebulski e Giuseppe Camuncoli
Editado em 2009 por Marvel
Nota : 8 em 10

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Lançamento ASA / Público: Passageiros do Vento


Parece que a Votação Online para a edição de mais uma série pela parceria ASA/Público já tem um finalista! A série chama-se Passageiros do Vento e era composta por cinco volumes. Disse "era" porque Bourgeon decidiu continuar a série e teremos nesta colecção o 6º volume.
Esta colecção era complicada de completar, pois o 5º volume (Ébano) era de difícil obtenção. Agora não existe razão para que nas estantes dos leitores portugueses não figure esta série de culto, considerada das melhores sagas de BD europeia e mundial.
A série vai ser iniciada na próxima quarta-feira, dia 2 de Setembro, e penso que os preços serão 6.50 EUR para os primeiros cinco e 9.90 EUR para o 6º volume (tem mais páginas que os outros).
Já fiz um post sobre esta série, podem revê-lo neste link: Os Passageiros do Vento.











Como poderão verificar, as capas são diferentes das da série editada pela Meribérica há muitos anos.


E agora uma pequena surpresa...
A série não acaba aqui !!!!!!!
O livro nº6, "A Menina de Bois-Caïman" tem em 2010 uma continuação. Está prevista a edição do último tomo desta série, o volume 6.2, quer em França, quer em Portugal. E aí sim, acaba a série.
Como informação adicional, os livros desta colecção, Passageiros do Vento, não foram impressos em coedição (foram impressos em Portugal). Apenas a edição cartonada do 6º Volume (a sair em Outubro) irá ser feita em coedição.
Espero que esta notícia vos tenha agradado e...
Boas leituras!

domingo, 23 de agosto de 2009

Os Peles Vermelhas


Hans Kresse nasceu em Amesterdão, no ano de 1921, e faleceu ao fim de 71 anos. Não foi um artista muito profícuo, mas deixou algumas boas obras como este “Peles Vermelhas”. Bastante influenciado por Harold Foster, começou a sua actividade na Banda Desenhada com 17 anos num jornal holandês, desenhando “Tarzan”. A partir daqui andou saltando entre a Holanda e a Bélgica, altura em que criou Matho Tonga. Este herói ia ser o seu pontapé de saída para um “Western” muito mais completo: Os Peles Vermelhas!
Esta série foi editada originalmente pela Casterman entre 1974 e 1982, senda a sua versão em português editada pela Difusão Verbo (1977 – 1983).
Em 1977 ganhou no maior festival de BD no mundo, Angoulême, o prémio de “Melhor Álbum Estrangeiro” com o seu primeiro número desta série: Les Maîtres du Tonnerre.
Kresse localizou-se geograficamente na zona que é agora a fronteira entre os EUA e o México, e temporalmente em meados do século XVI. Foi nesta altura que os espanhóis de Coronado (1540 – 1541) e Chamuscado (1580 – 1582) fizeram as suas incursões a norte do México para procurar mais ouro, e em busca de mais escravos. Assim tomaram contacto com os Apaches das tribos Faraondes, Chipiwis e Tóguas.
A acção roda à volta do grande chefe Faraonde (Chaka), do seu filho Anua e do grande guerreiro e protector deste, o "Caçador de Panteras". Foram editados os nove volumes da série em português, e são eles:
- Os Senhores do Trovão
- Os Herdeiros do Vento
- Companheiros do Mal
-O Apelo dos Coiotes
-As Flechas de Vingança
- O Ouro das Montanhas
- Os Caçadores de Abutres
- O Preço da Liberdade
- A Honra do Guerreiro
Kresse coloca vários factos históricos na sua estória, para dar alguns pontos de apoio à narrativa. A estória retrata a vida e os costumes das tribos daquela zona, assim como as suas alianças e inimizades de estimação, isto para além dos seus primeiros contactos com os “homens barbudos” (espanhóis), armas de fogo e um animal de extrema importância no seu futuro: o cavalo!
A narrativa faz-nos passar pelos olhos, todas as tradições, problemas, honra e morte dos Índios principalmente na pessoa de Anua, o filho do chefe. A estória não é mais do que a passagem deste jovem Faraonde ao estado adulto, tudo o que se passa ao seu redor enriquece a estória. É claro que praticamente tudo o que é negativo vem dos “brancos”, mestiços e Índios que contactaram amistosamente com estes… traição, vergonha, “febre do ouro” são atributos que não ficam bem aos índios, pois aqueles que não se mostrassem dignos eram expulsos.
A estória tem um final aberto, mas que nunca será fechado… uma vez que Hans Kresse já não se encontra entre nós e não deixou substitutos.
A arte, para as condições da época em que esta série foi escrita, desenhada e pintada, está muito boa, e para quem gosta de “westerns” sem “cowboys” esta série é imperdível!
Nota bastante negativa no primeiro livro desta série é a balonagem e respectiva legendagem… está horrível! Felizmente melhora bastante para os números seguintes.
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Hans Kress
Editado entre 1977 e 1983 por Difusão Verbo
Nota : 8,5 em 10

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