Entramos agora no Universo Absolute da DC, e nada melhor para começar que pegar pelo herói mais poderoso de todos: Superman
Como sabemos depois do evento DC All In este universo,
anteriormente conhecido por Elseworld, era um Universo jovem ainda em
desenvolvimento, e no qual a energia de Darkseid modelou toda a realidade.
Este livro apresenta-nos logo de início a versão de um
Absolute Krypton onde reinavam Cidade-Estado, como Kandor, sendo estas grandes centros
de ciência avançada, mas onde vigoravam leis muito antigas e rígidas.
Esta sociedade Kryptoniana estava dividida por castas, sendo
a casta cientista a dominante com os seus clérigos a comandarem o planeta. Sim,
parece algo estranho associar “clérigos” a cientistas, mas na realidade nem por
isso, se virmos esta situação pelo prisma dogmático que rege as religiões, aqui
ser cientista era fazer parte basicamente de um culto dogmático sem a flexibilidade
de colocar em causa verdades pré-estabelecidas, exactamente como uma religião, assim
o nome de “clérigos” aos cientistas reinantes das grandes cidades assenta como
uma luva (leia-se acima “leis antigas”).
É neste ambiente que são apresentados os pais do nosso
herói, assim como funcionavam as castas sociais. Os “El” eram trabalhadores da
classe mais baixa de Krypton. Os pais de Kal, Lara e Jor, são dois kryptonianos
muito inteligentes e só não fazem parte da classe científica reinante por
colocarem em causa dogmas vigentes: Lara era atraída pelo Cosmos e queria ser
exploradora interestelar e Jor condenou a imprudência ambiental que estava a
destruir o planeta a partir do seu interior. Dois dogmas colocados em causa à elite
dos Cientistas que lhes valeram ser incluídos na classe trabalhadora mais
baixa.
De seguida viajamos para o momento presente e estamos dentro de um complexo mineiro de diamantes. É o momento do véu se abrir um bocadinho sobre este mundo completamente subjugado pela aura negativa de Darkseid. Somos apresentados à Lazarus Corp, uma empresa dominadora ao nível mundial, exploradora com métodos extra violentos de controle sobre as populações trabalhadoras mais pobres, e a sua espada são os Peacemakers, sabem, aqueles tipo John Cena 🤭.
E então temos mais alguns saltos de narrativa entre Krypton
e a Terra.
Assim como grandes diferenças do cânone mais conhecido do Superman, temos a
idade de quando sai de Krypton, no universo Absolute ele não é um bebé, mas sim
um jovem pré-adolescente, os pais não exercem nenhum alto cargo em Krypton
antes pelo contrário, Lois Lane é uma agente da Lazarus (e não gosta de escrever) interessada no Superman,
a capa é a nave dele (Sol) em forma integrada e de múltiplas funções, a
personalidade deste jovem Kal-El é bastante diferente, e o vilão… bem, o vilão adivinhem vocês quem é 😁
Jason Aaron escreveu este Superman, e escreveu bem. Já o
conhecia de outros trabalhos, e alguns deles gostei muito: Thor, Southern Bastards, Os Malditos e Wolverine - Arma X
A narrativa é muito fluida, as modificações ao Super-homem que conhecemos estão
bem feitas e originais. Nada a dizer, e apenas a esperar pelo próximo: Absolute
Superman Vol. 2: Son of the Demon
Os artistas foram Rafa Sandoval e Carmine di Giandomenico,
dois ilustres desconhecidos para mim, mas que fizeram um bom trabalho, a
construção deste novo Kal-El está muito boa e original, e achei algumas páginas de Krypton muito interessantes mesmo. As partes de acção estão dinâmicas e com
algumas imagens bem agarradas pela “capa” vermelha. Gostei.
Enfim, é um Superman fora da caixa com um toque sci-fi, que era o que se pedia
para este novo universo.
Para já está a agarrar-me e entusiasmar-me que era uma coisa que já
não acontecia há muitos anos com comics.
Próximo “Absolute post”: Absolute Batman Vol.1: Zoo




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