terça-feira, 24 de junho de 2008

Absolute Sandman Vol. 2


E agora o volume dois desta série de quatro "Absolutes"!
Depois de ter lido Absolute Sandman Vol.1 fiquei ansiosamente à espera que alguém me oferecesse o segundo, o que acabou por acontecer! Viva eu, que sou um sortudo...
O livro começa com um excelente "Season of the Mists", que colecta as revistas nº21 até à nº28. É a estória principal deste Absolute, pelo menos para mim, pois é a maior e também a que mais gostei! Pela primeira vez desde o inicio da série todos os "Endless" se reúnem (excepto o Endless Destruction, que se encontra desaparecido até esta data). Os irmãos Endless são:
- Destiny: O mais antigo, imagem cinzenta ou castanha num homem cego. O símbolo é um livro
- Death: A sua aparência é casual ou então gótica e atractiva, o símbolo é o Ankh.
- Dream: Morpheus têm uma aparência alta, vestindo quase sempre negro, sendo os seus símbolos o capacete, o saco de poeira e a jóia que agora faz parte dele. De qualquer maneira a sua aparência é aquela que o seu interlocutor quiser!
- Destruction: Aparência corpulenta, ruivo sendo o seu símbolo a espada. Como se encontra desaparecido é referido pelos outros como "irmão" ou "pródigo".
- Despair: A irmã gémea de Desire. Mulher com um corpo disforme e os dentes fora do sítio... não é agradável de ver. O seu símbolo é um anel com um gancho.
- Desire: Ser andrógino, pode ser mulher ou homem (ou os dois ao mesmo tempo) dependendo dos seus desígnios. É bonita(o) e cruel! O seu símbolo é um coração.
- Delirium: A mais nova... antigamente era Delight, mas com a inconstância da sua personalidade passou a ser Delirium. Delirium é uma rapariga cuja forma muda contantemente e sendo excêntrica, as suas roupas são completamente fora de conjunto. O seu símbolo é um conjunto abstracto e sem forma de cores.
Destiny quis juntar todos os seus irmãos porque era assim que tinha de acontecer! Apenas juntar todos e deixar a conversa correr. Após uma altercação entre Morpheus e Desire, este abandona a mesa sendo seguido pela sua amiga Death. Infelizmente para ele, esta dá razão a Desire... ele tratou muito mal um amor antigo: Nada!
Esta encontra-se presa no último lugar onde Morpheus desejaria aventurar-se naquele momento, o Inferno, reino de Lucifer a quem ele rebaixou em Absolute Sandman Vol.1 ...
Digamos que após algumas peripécias, a vingança de Lúcifer foi abandonar o Inferno, deixando a chave desta terra desolada a Morpheus... para saber o fim terão de ler a estória!
A seguir temos "Distant Mirrors", seguido de "Game of You". Esta última, uma estória interessante cujos protagonistas são, para além de Morpheus, um transsexual, um casal de lésbicas e Barbie (que já tinha entrado em "Dolls House" no Vol. 1). O inimigo é Cuckoo e para além deste aparece uma feiticeira, Thessaly, que segundo parece vai ser importante no destino de Morpheus.
A seguir temos "Convergence" e finalmente a excelente, mas curta "The Flowers of Romance, a Story of Desire". Esta é uma estória que nunca mais será imprimida, ou seja um bónus!
Depois disto tudo... só me resta desejar boa leitura!

Slipcased Hardcover
Criado por: Neil Gaiman, Dave McKean, Sam Kieth, Mike Dringenberg, Chris Bachalo, Michael Zulli, Kelley Jones, Charles Vess, Colleen Doran, Malcolm Jones III, Steve Parkhouse, Daniel Vozzo, Zylonol e Steve Oliff
Editado em 2007 por Vertigo (DC Comics)
Comprado em Amazon
Nota : 11 em 10

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Forgotten Realms: The Legend of Drizzt Omnibus (The Dark Elf Trilogy)


De vez em quando sou surpreendido por obras como esta... foi-me recomendada por um colega, e quando comecei a ler foi até ao fim! Não consegui parar de tão interessante estava a leitura. Há muito tempo que vinha a namorar os três TPB que dão origem a este omnibus e quando este saiu, junto com a opinião muito favorável do colega... não resisti!
Esta novela começou com o autor Douglas Niles em 1987, mas o grande sucesso pertenceu ao seu sucessor: R. A. Salvatore. Este autor de high-fantasy escreveu The Dak Elf Trilogy, composta por Homeland (1990), Exile (1990) e Sojourn (1991)que são os volumes que compõem esta adaptação para Banda Desenhada. São muitos os livros editados, embora apenas seis tenham sido adaptados até agora para a 9ª Arte.
Eu adorei a estória, é viciante, e a arte é a condizer! Na primeira parte, "Homeland", o leitor é situado, espacialmente, em Menzoberranzan, bem fundo na terra! Aqui são mostrados, em conjunto com o crescimento e educação de Drizzt, os costumes, a sociedade e as crenças dos Elfos Negros. Drizzt Do'Urden, personagem principal e estranha dentro da sua espécie por ter olhos púrpura, é um Elfo diferente e vai pagar por isso na sociedade profundamente matriarcal de Menzoberranzan.
Na segunda parte, "Exile", como o nome indica Drizzt acaba por fugir de sua mãe, Matron Malice, e de suas irmãs. Começa a sua saga dentro do mundo interior, "The Underdark", fugindo de seu pai tornado "zombie" por sua mãe... Drizzt acaba por conseguir sair para o mundo exterior, mais a sua criatura mágica: Guenhwyvar, a pantera.
Na terceira e última parte deste livro, "Sojourn", são contadas as primeiras aventuras (ou desventuras) de Drizzt no mundo exterior!
No fim do livro são publicadas as excelentes capas de toda a série de comics que faz parte da compilação, e este é mais um excelente livro fora do "mainstream" americano, mostrando categoricamente que há muito mais do que Marvel ou DC nos EUA!
E agora... boas leituras!

Hardcover
Criado por: R. A. Salvarore, Andrew Dabb e Tim Selley
Editado em 2007 por Devil´s Due Publishing

Nota : 8 em 10

terça-feira, 17 de junho de 2008

Fagin o Judeu


Quem não conhece Will Eisner? Muita gente, claro... mas no mundo da Arte Sequêncial, mais conhecida entre nós por Banda Desenhada, o reconhecimento dado a este homem foi grande! Um dos maiores prémios de Banda Desenhada tem o seu nome: The Eisner Awards! É como se fossem uma espécie de Oscar para a BD. É autor de "The Spirit", uma das grandes séries de culto do mundo da Banda Desenhada, para além de autor de alguns dos livros técnicos fundamentais
: "Comics and Sequential Art" e "Graphic Storytelling".
Neste livro, Eisner aborda a questão dos estereotipos estabelecidos, como o do "judeu", e tenta dar a volta a esta questão pegando numa personagem de Oliver Twist: Fagin o Judeu. A estória deste personagem, Oliver Twist, é contado segundo o ponto de vista de Fagin, e o livro começa com a seguinte frase:
- Eu sou Fagin, o judeu de Oliver Twist e esta é história da minha vida, que Charles Dickens ignorou no seu célebre livro.
É uma leitura recomendada de uma obra a "escuro e branco", de um livro escrito e desenhado com muita sensibilidade e algum ressentimento contra o estereotipo negativo do Judeu, que é apresentado na obra de Charles Dickens. Depois do protesto dos judeus em relação à personagem, Dickens tentou em edições posteriores "reescrever" a personagem do Judeu, mas não obteve grande sucesso visto que a grande maioria dos livros em circulação era das primeiras edições!
Volto a referir, leitura recomendada e em português!

Softcover (TPB)
Criado por: Will Eisner
Editado em 2003 por Gradiva
Comprado no Continente
Nota: 9 em 10

domingo, 15 de junho de 2008

Batman: The Resurrection of Ra`s Al Ghul


Batman já merecia um post! Um dos meus herois preferidos e só ontem reparei nunca ter feito uma review... então escolhi este livro porque tem a família completa!
Ra`s Al Ghul continua a querer enganar a morte, e para isso passa de corpo em corpo até arranjar o hospedeiro perfeito.
Damien, filho de Talia Al Ghul e Bruce Wayne (Batman) está a ser educado pela sua mãe na história passada do seu avô Ra`s Al Ghul, desde a origem do seu poder até ao aparecimento do seu maior inimigo de todos os tempos: Batman. Damien acha aquilo uma grande seca... a estória, começa quando Damien descobre (e Talia também não sabia exactamente o que se estava a passar, na realidade) que apenas está a ser preparado para ser o hospedeiro de seu avô! Para a essência ou alma do seu seu avô não ficar baralhada na transferência, o corpo físico do hospedeiro já deveria conter todas as recordações da anterior vida de Ra`s Al Ghul.
Damien foge para a Batcave esperando encontrar o seu pai, mas em vez disso encontra Robin onde se peguem numa "pequena escaramuça", que no seu final é aumentada com mais alguns convidados... Nightwing (a pedido de Batman), as Insect Girls (a pedido de Talia) e a Ninja League (a pedido dos seguidores de Ra`s Al Ghul).
A partir daqui a acção vira-se para Oriente onde temos uma narrativa com cadência e muita velocidade, com alianças inesperadas e inimigos declarados! Batman defende o seu filho com unhas e dentes (e também muito sangue...!), e Talia, Nightwing e Robin fazem um trio terrivel! Temos grandes perseguições e batalhas bem sangrentas, com muito Ninja e feitiçaria oriental.
Para saber mais, é favor ler o livro. É um livro de perfeito entretenimento, como disse antes, a narrativa tinha uma boa "velocidade" e a arte está a um bom nivel. Aquela cimitarra fica a matar ao Batman, eheheh.
Boas leituras.


Hardcover
Criado por: Grant Morrison, Peter Milligan, Fabian Nicieza, Paul Dini, Tony Daniel, Freddie E. Williams II, Don Kramer e Ryan Benjamin
Editado em 2008 por DC Comics
Comprado no Amazon
Nota : 8,5 em 10

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Zero Hour: Crisis in Time


Por norma, também porque não é vulgar eu comprar um livro "às escuras", não costumo apresentar aqui livros de que eu não gostei. Já tinha tido uns feedbacks um bocado dúbios em relação a este livro, mas como o vilão principal seria o Parallax (Hal Jordan possuído) e eu quero ter toda a "run" do Hal Jordan... só me faltam dois livros "Emerald Dawn II" e "Final Night"...!
Bom, em relação a Zero Hour, que vem a seguir ao Crisis on Infinite Earths : Absolute Edition , é um grande crossover no universo DC, em que a crise é provocada desta vez no Tempo e não em universos paralelos (embora algumas vezes surjam herois de outras Terras alternativas...), ou seja, foi muito confuso, o livro não me agarrou e para o final eu já só estava a ver o "bonecos". Um outro dia irei reler esta "Crisis in Time" da DC, para ver se foi só eu não estar pré-disposto à leitura nesse dia ou se o livro é mesmo muito confuso!
Quanto à arte não tenho nada a apontar, Dan Jurgens aqui como desenhador foi muito superior ao Dan Jurgens escritor!
Pronto... vou remoer este livro, a ver se dá mais alguma coisa, posso ser que eu não tenha entrado bem no fio da estória...!
Boas leituras!


Softcover (TPB)
Criado por: Dan Jurgens
Editado em Setembro de 1994 por DC Comics
Comprado na Comics Now
Nota: 5 em 10

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Vampirella: Vive


Este livro foi editado pelas edições Devir portuguesa, para a partir daqui fazer ponto de partida para a série, visto que é partir daqui que Vampirella deixa o Inferno, com Helsing à frente de Drakulo, e emerge num cemitério de uma vila muito especial... Também neste livro são contados alguns segredos da verdadeira origem e missão de Vampirella na Terra! Infelizmente o livro, ou não teve visibilidade, ou aderência por parte do público leitor, ou simplesmente a Devir se tenha desinteressado do título. Assim este foi o único representante (infelizmente...) da era Harris Publications a ser editado em Português!
A Devir aposta no regresso desta personagem, logo com uma estória de um "peso pesado" da indústria dos comics norte-americanos: Warren Ellis! A arte ficou a cargo de Amanda Connor e Jimmy Palmiotti, ou sejam, desenhadores´com créditos firmados neste título. Infelizmente a estória à partida já estava "espartilhada", por ter de obdecer a determinadas regras ou estrutura, pois é um renascer e um contar de origens... talvez por isso Warren Ellis não tenha "explodido" para uma grande estória, como é seu hábito. Em contrapartida, a arte e as cores estão fenomenais!
Agora a estória propriamente dita...
Vampirella é revivida por sua mãe, Lilith, em que esta lhe dá uma missão de redênção ou seja, espiar os pecados da mãe matando todas as figuras demoniacas na Terra: seus filhos! Sam Feveryear, um "sensitivo" e detective de fenómenos paranormais, sente a ressurreição de Vampirella no cemitério de Whitechapel, esta surge mesmo em frente a um santuário em honra de Lilith. Depois das apresentações, Vampirella decide investigar este santuário e em conjunto com o investigador chegam à conclusão que Whitechapel é um curral de humanos para serem todos sangrados até à morte, para com o seu sangue fazerem reviver o irmão mais velho de Lilith. Sem fazer mais spoiler... Vampirella inicia a vingança contra Nyx e o seu amante telecinético Hemorragia.

Softcover (TPB)
Criado por: Warren Ellis, Amanda Connor, Jimmy Palmiotti, Adam Hughes e Joe Quesada
Editado em Outubro de 2001 por Edições Devir (original por Harris Publications)
Comprado na Devir
Nota: 7 em 10

domingo, 8 de junho de 2008

Grimm Fairy Tales


Eu tenho-me esforçado por apresentar Banda Desenhada não óbvia neste blog para poder criar gosto desta arte em quem "caia" aqui! Por isso tento ser o mais abrangente possivel, dentro dos livros que eu possuo (só faço review se o livro estiver na minha estante), claro... por isso vamos falar de mais uma série de uma editora "alternativa", a Zenescope Entertainement, e a série: Grimm Fairy Tales!
Vou fazer uma muito pequena introdução a estes "contos de fadas" dos irmãos Grimm. Os contos de fadas foram contados oralmente de geração em geração e os irmão Grimm assim como Perrault e e Anderson, limitaram-se a escrever e modificar a seu gosto o folclore popular de determinadas zonas Europeias. Os irmãos Grimm, é claro que se debruçaram mais sobre os contos da zona alemã e Europa cental. Toda a gente conhece o Capuchinho Vermelho, Cinderela, Rapunzel, etc... ora estes contos de fadas na sua origem eram muito mais terroríficos do que aquilo que foi adaptado das adaptações dos Grimm! Aquilo eram verdadeiros contos de terror! A Zenescope decidiu , e bem, fazer a adaptação dos originais, mas transformando-os para os dias de hoje. Para isso criaram a personagem Sela, a portadora do "livo" dos contos. Esta deixa o livro sempre com alguém que precise da ajuda de um determinado conto (por vezes o resultado é o inverso do pretendido), e assim ao longo dos séculos Sela viaja, ajudando sempre que pode, com o seu livro mágico que transporta quem o lê para o conto. Estão editados dois TPB e o terceiro vai sair brevemente. Assim o Vol. 1 contém as primeiras seis revistas e o segundo da revista nº 7 ao nº 12. No fim deste é criada a némesis de Sela, Belinda! Penso que a partir daqui isto vai ser muito melhor, porque passa a ser uma abordagem muito diferente de alguma que já exista... Sela vs Belinda, com o livro mágico dos Grimm Fairy Tales pelo meio!
Estes são os "contos de fadas" já editados:
- Little Red Riding Hood (Capuchinho Vermelho)
- Cinderella
- Hansel and Gretel
- Rumpelstiltskin
- Sleeping Beauty (A Bela Adormecida)
- The Robber Bridegroom
- Snow White (Branca de Neve)
- Jack and the Beanstalk (João e o Pé de Feijão)
- Goldilocks and the Three Bears (Os três Ursos)
- The Frog King (O Príncipe Sapo)
- Bluebeard (Barba Azul)
- The Pied Piper of Hamelin (O Flautista de Hamelin)

A arte está de acordo com o que se pretende, ou seja boa para adolescentes mais graúdos e adultos, e da adaptação escrita não tenho muito a dizer. De notar que existem alguns spin-off de que obtive feedback bastante positivo! Cada TPB vem com algumas capas de comics contidos na compilação e outras alternativas, estas normalmente mais sexy que aquelas que sairam.

Softcover (TPB)
Criado por: Ralph Tedesco, Joe Tyler, Julio Cesar, Tommy Castillo, etc ...(são muitos...)
Editado em 2006 e 2007 por Zenescope Entertainement
Comprado na Amazon
Nota média da série : 8 em 10

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Vampirella: Blood Lust (Limited Edition)


Este é um grande álbum da personagem Vampirella. Talvez não o melhor, mas da Era Harris Comics é dos mais importantes.
No livro anterior, Vampirella : Death & Destruction ,Vampirella é morta pela Mistress Nyx, servidora de Chaos, e "acorda"
no Inferno e na presença do seu amante, Van Helsing, também perecido em Vampirella : Death & Destruction . Aparte aquele momento inicial, Van Helsing aparece com um novo e infernal "look", ao qual não estavamos habituados. Van Helsing tem a sua própria agenda no Inferno, sobretudo na parte que diz respeito a Drakulon (origem de Vampirella)... o rio de sangue, o Stix, está seco e uma zona "próspera" do Inferno está completamente seca e deserta. Vampirella vem a saber que tudo isto é provocado pela sua mãe, Lilith, que na sua ânsia de sobrevivência faz parar o rio para continuar ela própria a viver. Vampirella não gosta e une-se a Van Helsing para fazer correr o Stix novamente, mesmo sabendo que isso iria matar a sua mãe. Vampirella explica a Van Helsing que Lilith tinha semeado falsas recordações na sua mente acerca da sua origem, que anteriormente Vampirella pensava ser de origem Extra-Terrestre, do planeta Drakulon, mas isto não passava de uma estratégia de sua mãe para esconder alguns designios bem negros, que irão ter a sua importância noutro livro.
Vampirella neste livro é desenhada por Joe Jusko, um dos seus melhores artistas, que consegue alguns pormenores espectaculares neste livro, sendo o guião escrito por James Robinson que também não está nada mal neste livro, fazendo abrir o pano para alguns dos mistérios desta personagem, culmina em Vampirella : Revelations Book 1. Bom, mas isso é mais para a frente... lá chegaremos!
De notar que nesta edição vem um sketch autografado e numerado de Joe Jusko, já apresentado neste blog e em Ilustração .
Van Helsing conta a Vampirella o porquê da sua ida ao Inferno, faz correr novamente o Stix e torna-se "dono" e senhor de Drakulon. Não faço mais spoiler...

Hardcover
Criado por: James Robinson e Joe Jusko
Editado em 1998 por Harris Publications
Comprado no EBay
Nota : 9 em 10

Blueberry


E o jornal Público surpreende-me!
Em colaboração com a ASA vão ser editados 18 álbuns seguidos da mítica série Blueberry, começando por um inédito: Apaches ! Será uma série semanal com saída de um novo número a cada quarta-feira, a partir do dia 4 de Junho.
Ficam por publicar os quatro primeiros e alguns dos últimos.
Desta série de Jean-Michel Charlier e Jean Giraud (Moebius), apenas li algumas estórias publicadas na revista Tintim e derivado ao facto de bastantes livros desta série estarem preços proibitivos e quase nunca se encontrarem à venda, conheço pouco... e aquelas que eu li foi há tanto tempo que pouco me lembro! Apenas me lembro que gostava...
Nesta série vão sair:
- Apaches
- O Cavalo de Ferro
- O Homem do Punho de Aço
- A Pista dos Sioux
- O General "Cabeça Amarela"
- A Mina do Alemão Perdido
- O Espectro das Balas de Ouro
- Chihuahua Pearl
- O Homem que Valia $500.000
- Balada para um Caixão
- O Fora da Lei
- Angel Face
- Nariz Partido
- A Longa Marcha
- A Tribo Fantasma
- A Última Cartada
- O Fim da Pista
- Arizona Love
Parabéns ao jornal Público e à editora ASA por esta boa edição, já agora é de notar a boa qualidade da impressão e papel em relação ao preço pedido: 5,90 € .
Boas leituras

terça-feira, 3 de junho de 2008

Vampirella : Death & Destruction


Já que alguem falou aqui em Vampirella, vou fazer algumas reviews de alguns dos arcos de estória que eu mais gosto ou que eu considere dos melhores!
Começarei com este Death & Destruction, que é introdutório ao excelente Blood Lust, seguido de Vampirella Vive (editado em Português pela Devir) e acabando em Revelations Book 1.
Para já uma pequena introdução à personagem. Vampirella fez a sua primeira aparição em 1969 editada pela Warren Publishing's, sendo editada entre nós pela Portugal Press com o primeiro número a sair em Dezembro de 1976. Foram editados 17 números sendo o último editado em 1977, de notar a quem um dia compre estas revistas nalgum alfarrabista, que a cronologia está errada... deverá começar a ler pelo número 4. Os três primeiros números serão os últimos. A edição americana durou até ao número 112 (1983). Nesta altura era desenhada por nomes como Frank Frazetta e Jose Gonzalez. A partir de 1991 o personagem passa a ter várias aventuras, algumas das quais que viram completamento do avesso o universo de Vampirella (uma espécie de títulos "Ultimate" da Marvel). Essas aventuras são editadas pela Harris Publications e tem como artistas Amanda Conner, Jimmy Palmiotti, Jae Lee, Joe Quesada, Mark Millar, Grant Morrison, Warren Ellis, Mark Texeira, Alan Moore, Gary Frank, Arthur Suydam... acho que não preciso de por mais...
Agora o nosso livro!
Vampirella é "dona" e defensora do reino da Terra, o que não agrada às criaturas do sub-mundo, e não só! Alguns poderosos que servem o Chaos querem mandar Vampirella para o outro mundo. Assim surgem Mistress Nyx e o seu amante Hemorrhage, que como objectivo principal tem a oferta deste mundo para o seu senhor Chaos! Assim aliam-se a todo o tipo de criaturas "negras" e tentam eliminar toda e qualquer criatura ou organização que se lhes oponha, tendo Vampirella por principal inimiga assasinam o seu namorado (Van Helsing) e também a criatura Passion mais sua amante Kathleen... Hemorrhage tentou eliminar estas duas amigas de Vampirella, mas em vez disso e sem o saber criou um personagem mais poderoso: a fusão destas duas amantes!
Vou "spoilar"... depois de grande batalha com Nyx e Hemorrhage, Vampirella é atraiçoada pelo demónio Olivier, que devia manter-se neutro, e morta por Nyx...

Nota: Não me venham com a conversa que isto são estórias que só valem por a personagem principal ter pouca roupa, porque a única diferença entre esta heroína da 9ª Arte e as da Marvel e DC (que são apresentadas como meninas sérias) é a pintura corporal, que é a técnica usada pelo mainstream para vender as super heroínas... parecem vestidas, mas não estão... apenas têm o corpo pintado! A Vampirella é mais honesta, pouca pintura corporal tem :D

Softcover (TPB)
Criado por: Joe Quesada, Jimmy Palmiotti, Billy Tucci, Joe Jusko e Amanda Conner
Editado em Dezembro de 1996 por Harris Publications
Comprado na Vampirella Store
Nota média da série : 7,5 em 10

sexta-feira, 30 de maio de 2008

X-Men : Messiah Complex


E agora o X-Men mega-crossover, anunciado há uns posts atrás... Messiah Complex!
Para uma melhor compreensão do "complexo de messias" vou dar uma definição deste estado psicológico:
Condição mental na qual o indivíduo acredita que ele ou ela é ou está destinado a ser o salvador de um grupo, evento, período de tempo ou até mesmo do mundo inteiro.

Posto isto tenho de dizer que quando fazem mega publicidade a um mega evento, eu tenho como primeiro instinto desconfiar! Se é tão bom não necessitaria de títulos tão bombásticos, como "Melhor história dos X-Men da década"... bom, eu acho que é! Foi tudo bem bem feito, desde House of M , passando por Decimation : X-Men - The Day After, X-Men : Endangered Species , Supernovas e Blinded By the Light foi tudo bem encadeado. 

Estes dois últimos títulos não tiveram post, não porque fossem piores, mas porque optei por outros livros ou eventos. Penso que existe pelo menos mais dois ou três livros antes deste crossover pertencente à série Uncanny X-Men, que eu não possuo pois optei pelos livros da série X-Men.

Para quem não conhece os antecedentes deste evento pode clicar nos links acima referidos, pois para a compreensão desta história é necessário saber o que está para trás. O livro começa com o primeiro nascimento mutante desde House of M, e foi de tal maneira a explosão de energia que conseguiu queimar a própria máquina Cerebra, sendo de notar que os poderes mutantes por norma só se manifestam na adolescência! 

O nascimento deu-se no Alaska, levando a que fosse formada uma equipe imediatamente para procurar a criança. Aqui verificaram que não eram os únicos a procurar a criança, pois a povoação encontrava-se completamente destruída e todas as crianças tinham sido vítimas de um hediondo massacre! Encontraram corpos pertencentes a dois outros grupos: Marauders de Sinestro e membros do clube anti-mutante The Purifiers.

Imediatamente Cyclops passa a lider incontestado, organizando todos os grupos mutantes de maneira a seguir o rasto da criança. O Profesor Xavier põe em causa os métodos de Cyclops e este "põe o Professor no sítio" dizendo-lhe que tinha sido treinado por ele, para agora ser líder na altura mais crítica, e até de sobrevivência da raça mutante... a "missão" do Professor X passa a ser apenas tentar por a funcionar novamente Cerebra, em conjunto com McCoy, "The Beast".

Como o livro é para ser lido e não contado, fico-me por aqui no que toca à narrativa!
Posso enumerar algumas consequências que ficam deste evento, como: Cyclops passa a ser o líder absoluto e incontestado dos mutantes, Rogue fica curada e tenta matar a sua mãe adoptiva (Mystique), Os X-men deixam oficialmente de existir por uns tempos, o Instituto Xavier fica completamente destruído, e... mais consequências só lendo!

Adorei o livro, ponto fraco, a arte de Bachalo... é completamente descabida neste livro! Este livro não é de "bonecos". Sinceramente, e ainda não percebi o que é que a Marvel viu em Bachalo e Leinil Yu para os manter nas séries principais... nós por cá acho que temos artistas mais talentosos... Felizmente que a sua intervenção (Bachalo, porque Leinil Yu não entra aqui) não é muito grande nesta compilação!
Esta compilação é composta por:
- Messiah Complex one-shot
- Uncanny X-Men 492-494
- X-Men 205-207
- New X-Men 44-46
- X-Factor 25-27

Hardcover
Criado por: Mike Carey, Ed Brubaker, Craig Kile, Christopher Yost, Peter David, Marc Silvestri, Billy Tan, Scot Eaton, Chris Bachalo e Humberto Ramos
Editado em 2008 por Marvel Publications
Comprado Amazon

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Zakarella: Homenagem


Este post apenas pretende ser uma pequena homenagem a um herói Português que deu o nome a uma revista de Banda Desenhada.
Depois de 30 anos ainda me lembro desta revista, que eu só ousava ler às escondidas pois tinha 12 anos na altura! Editada pela Portugal Press, a revista Zakarella, durou uns excelentes 28 números, apenas findando em março de 1978 porque o Banco de Portugal não autorizou o pagamento dos direitos de autor em Dólares !!!!!!
O primeiro número saiu em 1 de Março de 1976, coexistindo com outra revista do género: Vampirella. A Vampirella, também editada pela Portugal Press e da qual eu tenho os números todos, acabou em Outubro de 1977, ficando assim apenas Zakarella como revista de "terror".
Como seria lógico , a revista para além de conter alguns contos curtos e algumas rúbricas relacionadas com o género, continha sempre uma estória da autoria de Ross Pynn (pseudónimo de Roussado Pinto) e ilustrada pelo fantástico Carlos Alberto dos Santos: Zakarella !
Esta heroína extraterrestre, mas bem portuguesa, lutava contra ou favor da malandragem de Lisboa e arredores (dependia da vontade de Satã), sempre com uns trajes diminutos (por vezes nem diminutos eram) e com muitos monstros à mistura. Pode-se dizer que era uma Vampirella portuguesa, mas não acho isso correcto, pois as únicas parecenças são a falta de roupagem, e nesse campo a Zakarella ganhava (tinha menos roupa ainda), e uma extraordinária arte como podem verificar pelas ilustrações aqui presentes... para além disso, Zakarella não era Vampira...
Era "giro", quer dizer... eu achava "giro" e interessante que alguma editora deste País se lembrasse de fazer uma colectânea das estórias desta personagem, pois a revista Zakarella foi um marco da BD em Portugal e nunca nenhum editor se lembra destas coisas! Eu tenho a certeza que venderia, pois existem duas gerações que têm bem presente esta heroína sexy portuguesa, a minha geração e a dos meus pais, e sempre que por acaso se fala disto toda a gente diz:
- É pahh! A Zakarella... era tão fixe... (ao ler isto façam um ar nostálgico, para dar ambiente...)
De notar que Carlos Alberto dos Santos, nesta revista, mostrou uma faceta dele até então escondida, visto que ele era um ilustrador de motivos históricos! Zakarella foi o libertar amarras deste artista (penso eu...).
De notar que arte de Carlos Alberto dos Santos no interior desta revista é a preto e branco, apenas as capas são coloridas. A revista ao início era quinzenal, passando a mensal alguns meses depois.

sábado, 24 de maio de 2008

Conan Vol. 5: Rogues In the House


Quem não conhece Conan, "O Bárbaro"?
Este bárbaro e bruto salteador já começou a ser protagonista na BD desde o inicio da década de 70, isto para além de alguns filmes de sucesso. A editora Marvel Comics publicou este herói desde essa altura até 2004, ano este em que os direitos de Conan foram adquiridos pela Dark Horse. E é sobre esta publicação mais recente que vou falar!
Esta série já conta com cinco livros, a saber:
- The Frost Giant's Daughter & Other Stories
- The God in the Bowl & Other Stories
- The Tower of the Elephant & Other Stories
- The Hall of the Dead & Other Stories
- Rogues in the House & Other Stories

Como a revista (comic) nº 50 ainda não saiu, o último livro previsto apenas tem nome:
- The Hand of Nergal & Other Stories (ainda não publicado)
A obra de Robert E. Howard foi adaptada com grande sucesso para a nona arte por Kurt Busiek (texto) e Cary Nord (desenho). Conan começou a ser retratado na BD como ele é nos livros... bruto, selvagem e sanguinário. Aquela parte cavalheiresca do tempo da Marvel aqui pouco existe, assim como a arte de Cary Nord é muito mais "rude" que a de John Buscema, um dos grandes artistas de Conan da época Marvel.
Esta série on-going foi prevista para 50 revistas compiladas em seis livros, sucedendo-se em aventuras muito bem adaptadas, descrevendo as viagens de Conan "O Cimério", através de toda a Hibórea passando por Nemédia, Ophir, Brithúnia, Hiperbórea, Zamora, Zíngara, Koth, Stygia, Hirkânia, Aquilônia e por tantos outros locais daquela época pré-glaciar!
É uma leitura muito recomendável para quem gosta deste herói bem selvagem!

Softcover (TPB)
Criado por: Kurt Busiek, Cary Nord, Tim Truman, Greg Ruth, e muitos outros...
Editado de 2005 a 2008 por Dark Horse
Comprado na Amazon
Nota média da série : 9 em 10

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Justice Society of America : Thy Kingdom Come (Part I)


E agora a continuação de Justice Society of America : The Next Age , Thy Kingdom Come, que terá uma segunda parte com lançamento previsto para Novembro. A saga continua com uma estória bastante sólida de Geoff Johns e a arte de Eaglesham, Pasarin e
Alex Ross, não compromete... antes pelo contrário!
A JSA continua a fortalecer os laços entre os seus novos recrutas e são contadas algumas histórias antigas (a história prévia de Damage). Mas o ponto alto deste livro livro é sem dúvida o aparecimento do Superman da Terra 22! Starman, para resolver um problema, cria um "Buraco Negro" que traz este personagem para a Terra presente desta saga. Para quem não sabe, a Terra 22 é o palco da saga "Kingdom Come" editada entre nós pela Vitamina BD em quatro volumes, com formato Franco-Belga. Johns resolve fazer uma sequela nestas novas aventuras da Justice Society of America, e resolve muito bem porque é uma estória, até agora, sem falhas!
Mas quem disse que o Superman da Terra 22 veio sózinho? Não vou fazer spoiler...
Boas leituras!

Nota: Recomendo a leitura da estória atrás referida, "Kingdom Come", que é óptima e tem uma muito boa edição da editora nacional Vitamina BD !

Hardcover
Criado por: Geoff Johns, Dale Eaglesham e Alex Ross
Editado em 2008 por DC Comics
Comprado Amazon
Nota : 8 em 10

terça-feira, 13 de maio de 2008

Fábula de Bagdad


Não sei qual é o plano editorial para este ano da BD Mania, mas este livro arrisca-se a ser um dos melhores lançamentos deste ano em Portugal!
Embora digam que é um livro para leitores com uma certa maturidade, pois tem cenas bem violentas, parece-me que os nossos pré-adolescentes não perdiam nada se o lessem, pelo contrário, teriam muito a ganhar. Já que jogam GTA e vêem filmes com litros de sangue, acho que esta fábula lhes mostraria, metaforicamente, outra parte da guerra.


O contexto espacial e temporal desta fábula é Bagdad, Iraque, durante a invasão dos Estados Unidos da América em Março de 2003, já durante da fuga do ditador Saddam Hussein. As bombas rebentam por toda a cidade de Bagdad e acabam por libertar os animais do Jardim Zoológico local. Aqui, quatro leões se põem em fuga pela outrora bela Bagdad, agora completamente devastada pelos bombardeamentos dos EUA.

A cidade é mostrada vazia de personagens humanos, sendo os mortos os únicos que aparecem em algumas vinhetas. O grupo de leões também não foi escolhido à toa... uma fêmea velha e cega de um olho (Safa), uma fêmea nova que anseia, acima de tudo, pela liberdade (Noor), um macho reticente (Zill) e uma pequena e inexperiente cria (Ali).

Esta não é uma história simplista! Conta aquele conturbado período que antecede a invasão por parte dos EUA, mas do ponto de vista dos leões. Estes envolvem-se em muitas discussões sobre o que se vai fazer a seguir, visto que todos eles têm pontos de vista diferentes. Não são só os leões a serem antropomorfizados... outros animais intervenientes são-no também.

A fábula faz-nos sentir bem o preço da liberdade e a perda de entes queridos. O autor consegue ser isento ao longo da história, nunca tomando partido por ninguém, antes, mostrando todos os conflitos morais e necessidades físicas pelas quais o grupo passa. De notar que o título original tem um duplo sentido: Pride of Bagdad! "Pride" tanto pode ser traduzido como "orgulho" ou como "família" ou "grupo" de leões. Não vou contar a fábula, porque esta é para ser lida e assimilada com a excelente arte que possui e faz com que este conto passe para um dos meus livros de eleição.

A história é contada por Brian K. Vaughan, conhecido na 9ª Arte por ser o autor de "Y, the Last Man" e "Ex Machina", e é muito bem conseguida, dura e bela quanto chegue. Nunca demonizou os soldados Norte-Americanos, antes sempre mantendo um discurso neutro, embora com conflitos sempre presentes. É uma excelente fábula contada por animais!

A arte, do até agora desconhecido para mim Niko Henrichon, é "fabulástica", e transporta-nos directamente para Bagdad e arredores! Aquela paleta de cores acrescida de um traço muito bonito, dá vida ao conto de Vaughan! Muito bom!
Também é uma bela edição, pois a BD Mania editou a versão capa dura da Vertigo!
Depois disto tudo, só me resta recomendar vivamente este livro para toda a família!

Nota: tenho de referir alguns prémios desta publicação:
- Obra vencedora dos prémios Harvey 2007 para "Melhor Álbum Original"
- Eagle 2007 para "Álbum Favorito"
- Nomeada para o Harvey 2007 na categoria de "Melhor História"
- Eisner 2007 na categoria de "Melhor Desenhador"
- Shuster 2007 para "Melhor Artista Canadiano

Hardcover
Criado por: Brian K. Vaughan e Niko Henrichon
Editado em 2008 por BD Mania

Nota : 10 em 10

domingo, 11 de maio de 2008

IV Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja


Dave McKean a trabalhar no meu Absolute Sandman Vol.1 !

O trabalho completo, com sketch dos personagens Death e Morpheus !


Fui ao meu primeiro Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja. Fixei-me apenas na Casa da Cultura de Beja, visto só poder estar presente apenas no Sábado (inauguração do Festival). A exposição espalhava-se por dois pisos, sendo o primeiro átrio ocupado pela mostra de pranchas da BD "Zé Leitão e Maria Cavalinho", para crianças e para estas também havia nesta zona mesas com papel, lápis de carvão e cor, marcadores e lápis de cera. Seguindo em frente encontrava-se um dos motivos da minha ida a Beja... os originais a Preto e Branco da BD "BRK" de Filipe Pina e Filipe Andrade! Muito bom e deixo também uma foto do painel de apresentação! Para quem não sabe, esta excelente série de BD portuguesa foi editada ao longo de várias edições do BD Jornal.
No piso superior havia exposições de muitos artistas, sendo a parte central para a mostra de originais de Dave Mckean, além de livros em que ele contribuiu com a sua arte bem peculiar (e um pouco tenebrosa também) como por exemplo de Mr. Punch, editado por cá pela Vitamina BD. Esta "zona Dave McKean" estava muito boa, pecando só por ser pequena. Fica também uma foto de uma obra desta zona.
De notar que também estavam em exposição trabalhos do premiado artista Italiano, Gipi, entre nós foi editado também pela Vitamina BD o livro "O Local". Não é propriamente um dos meus artistas de eleição, mas tem muitos admiradores e o meu respeito!
Neste piso superior da exposição, ainda constava a Bedeteca (muito boa), que serviu como sala de autógrafos e apresentações. Mais uma vez estive numa fila com o BDfanático Geraldes Lino (Divulgando BD), Diogo Campos (The Void), looT (Alternative Prison) , isto para além da "equipa" dos "Murmúrios das Profundezas " e do autor Álvaro (Sexo, Mentiras e Fotocópias).
Infelizmente não foi ser possivel assistir à apresentação de "Murmúrios das Profundezas" e "BRK", que só serão apresentados no Domingo. Neste mesmo Domingo também haverá um workshop para interessados, enquanto que na Terça-Feira dia 13, às 21h30 será exibido o filme Mirror Mask, de Dave McKean! Este festival estará a rolar até dia 25 deste mês, para quem quiser consultar o programa clique neste link, KUENTRO, e terá acesso a todas as informações on-line.
Não sei como funcionou o workshop, mas o grande defeito deste tipo de festivais continua a ser a pouca atracção que provocam nas camadas mais jovens... quem vai a estes eventos, por norma já está por dentro do mundo da Banda Desenhada ou é consumidor desta Arte. Penso que os organizadores deveriam tentar um novo meio de aproximação a novos possiveis adeptos, e não é fazendo concursos de Playstation ou com festivais de Música, que se vai promover o gosto pela leitura. Posso dar um exemplo... não levei o meu filho, que gosta de BD, porque ele ia levar uma enorme "seca", tem 13 anos! É esta camada etária que tem de ser trazida para a esfera da Banda Desenhada, ou seja, para um futuro mais risonho da 9ª Arte eles têm captados, tem de haver outro tipo de aproximação. Podem dizer:
- Ahh, e tal... é fácil falar! Então dá lá ideias!
Pois... não é fácil! Mas acho que seria possivel com mais "agressividade", do género workshop permanente com desenhadores sempre presentes, sobretudo Mangakas, que a juventude gosta muito devido aos Animes que dão na televisão, também as organizações poderiam comprar a preços bastante reduzidos livros antigos (não estou a falar de livros estragados) e oferecerem a jovens que passassem perto, mas de maneira a entrarem ... enfim, não sei, mas alguma coisa pode ser pensada para resolver a continuidade do gosto pela Banda Desenhada! Alguem dê mais ideias! Já agora... o cartaz podia ser muito mais apelativo!


Panorâmica da zona esquerda do piso inferior.



Pormenor de uma zona do piso superior!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Justice Society of America : The Next Age


Voltando às reviews de comics, descobri este JSA na minha prateleira e resolvi puxar o livro cá para fora. Irei fazer uma série de reviews a vários livros, que não tiveram o "direito" a uma crítica na altura em que foram lidos... não é por não serem piores que os outros, foi uma questão de oportunidade na altura!
Não vou fazer a resenha histórica deste grupo, apenas que passaram por lá grandes heróis do Universo DC como Superman, Wonder Woman e Batman. Como é dito no princípio do livro, a Justice League of America é uma força de intervenção e a Justice Society of America é uma família...
Entenda-se esta fase da JSA como o volume III deste grupo e é escrito por um dos meus autores de comics favorito: Geoff Johns! Isto para mim quase que basta para fazer logo um bom juízo de valor em relação a esta fase desta grupo.
Começa com três dos "originais" (Green Lantern, Flash e Wildcat) a escolherem a próxima grelha deste grupo, sendo as primeiras escolhas heróis com alguma experiência, como por exemplo: Mister Terrific e Power Girl, sendo os seguintes, heróis antigos com indivíduos novos, ou seja, "reencarnações", como por exemplo: Liberty Belle e Doctor Mid-Nite. Procuraram também heróis sem experiência como Damage e o novo Starman... além do filho de Wilcat que este não sabia existir (um lobisomem...), assim a grelha ficou:
- Power Girl (Presidente)
- Wildcat
- Flash
- Green Lantern
- Mister Terrific
- Liberty Belle
- Hourman
- Stargirl
- Doctor Mid-Nite
- Maxine Hunkel
- Starman
- Damage
- Hawkman
- Sandman
- Obsidian
Este livro foca-se nos laços de sangue e familiares de super humanos, pois alguém de um passado muito longínquo quer reinar nos próximos séculos sem super heróis a atrapalhar! Assim planeia acabar com as linhas de sangue das principais famílias de heróis, no fim acabando às mãos de um pai e filho...
Esta estória, para primeiro volume, está muito boa e a arte de Dale Eaglesham não destoa da estória. As capas estão a cargo do famoso Alex Ross.
Boas leituras e espera-se o segundo volume: Thy Kingdom Come
Tenho e fazer uma nota negativa... A DC deve estar à espera que os seus leitores comprem tudo quanto sai, assim o finalizar de uma situação criada neste livro é terminada em Lightning Saga, Vol. 2 da Justice League... Isto não se faz, é feio a nivel editorial. Uma coisa são comics, outra coisa são compilações e neste caso não deveria acontecer o finalizar de arcos de estória, noutras compilações de séries diferentes! Esta é a minha opinião como leitor!

Hardcover
Criado por: Geoff Johns, Dale Eaglesham e Alex Ross
Editado em 2007 por DC Comics
Comprado Amazon
Nota : 8 em 10

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Contra o Acordo "Vergonhoso" Ortográfico

Segue abaixo, a petição para defesa da nossa Língua, para mim o único acordo possivel!
Pelo que já me apercebi, ouvindo conversas de café, nem Brasileiros nem PALOP`s estão de acordo com o Acordo... portanto... quem ganha com este Acordo?

MANIFESTO
EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA
CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

(Ao abrigo do disposto nos Artigos n.ºs 52.º da Constituição da República Portuguesa, 247.º a 249.º do Regimento da Assembleia da República, 1.º nº. 1, 2.º n.º 1, 4.º, 5.º 6.º e seguintes, da Lei que regula o exercício do Direito de Petição)

Ex.mo Senhor Presidente da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro de Portugal

1 – O uso oral e escrito da língua portuguesa degradou-se a um ponto de aviltamento inaceitável, porque fere irremediavelmente a nossa identidade multissecular e o riquíssimo legado civilizacional e histórico que recebemos e nos cumpre transmitir aos vindouros. Por culpa dos que a falam e escrevem, em particular os meios de comunicação social; mas ao Estado incumbem as maiores responsabilidades porque desagregou o sistema educacional, hoje sem qualidade, nomeadamente impondo programas da disciplina de Português nos graus básico e secundário sem valor científico nem pedagógico e desprezando o valor da História.
Se queremos um Portugal condigno no difícil mundo de hoje, impõe-se que para o seu desenvolvimento sob todos os aspectos se ponha termo a esta situação com a maior urgência e lucidez.

2 – A agravar esta situação, sob o falso pretexto pedagógico de que a simplificação e uniformização linguística favoreceriam o combate ao analfabetismo (o que é historicamente errado), e estreitariam os laços culturais (nada o demonstra), lançou-se o chamado Acordo Ortográfico, pretendendo impor uma reforma da maneira de escrever mal concebida, desconchavada, sem critério de rigor, e nas suas prescrições atentatória da essência da língua e do nosso modelo de cultura. Reforma não só desnecessária mas perniciosa e de custos financeiros não calculados. Quando o que se impunha era recompor essa herança e enriquecê-la, atendendo ao princípio da diversidade, um dos vectores da União Europeia.
Lamenta-se que as entidades que assim se arrogam autoridade para manipular a língua (sem que para tal gozem de legitimidade ou tenham competência) não tenham ponderado cuidadosamente os pareceres científicos e técnicos, como, por exemplo, o do Prof. Óscar Lopes, e avancem atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica. Não há uma instituição única que possa substituir-se a toda esta comunidade, e só ampla discussão pública poderia justificar a aprovação de orientações a sugerir aos povos de língua portuguesa.

3 – O Ministério da Educação, porque organiza os diferentes graus de ensino, adopta programas das matérias, forma os professores, não pode limitar-se a aceitar injunções sem legitimidade, baseadas em “acordos” mais do que contestáveis. Tem de assumir uma posição clara de respeito pelas correntes de pensamento que representam a continuidade de um património de tanto valor e para ele contribuam com o progresso da língua dentro dos padrões da lógica, da instrumentalidade e do bom gosto. Sem delongas deve repor o estudo da literatura portuguesa na sua dignidade formativa.
O Ministério da Cultura pode facilitar os encontros de escritores, linguistas, historiadores e outros criadores de cultura, e o trabalho de reflexão crítica e construtiva no sentido da maior eficácia instrumental e do aperfeiçoamento formal.

4 – O texto do chamado Acordo sofre de inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades – não tem condições para servir de base a qualquer proposta normativa.
É inaceitável a supressão da acentuação, bem como das impropriamente chamadas consoantes “mudas” – muitas das quais se lêem ou têm valor etimológico indispensável à boa compreensão das palavras.
Não faz sentido o carácter facultativo que no texto do Acordo se prevê em numerosos casos, gerando-se a confusão.
Convém que se estudem regras claras para a integração das palavras de outras línguas dos PALOP, de Timor e de outras zonas do mundo onde se fala o Português, na grafia da língua portuguesa.
A transcrição de palavras de outras línguas e a sua eventual adaptação ao português devem fazer-se segundo as normas científicas internacionais (caso do árabe, por exemplo).

Recusamos deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania.

Os signatários,

Ana Isabel Buescu
António Emiliano
António Lobo Xavier
Eduardo Lourenço
Helena Buescu
Jorge Morais Barbosa
José Pacheco Pereira
José da Silva Peneda
Laura Bulger
Luís Fagundes Duarte
Maria Alzira Seixo
Mário Cláudio
Miguel Veiga
Paulo Teixeira Pinto
Raul Miguel Rosado Fernandes
Vasco Graça Moura
Vítor Manuel Aguiar e Silva
Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho
Zita Seabra

Poderão juntar a vossa voz a esta causa em http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa/, pois todos não seremos demais.
Como já repararam eu sou contra, e outra coisa que eu reparei foi que a esmagadora maioria das pessoas que eu conheço também são contra.
O Governo, se "os tiver no sítio", que faça uma consulta popular, pois é para este tipo de decisões que existe o chamado Referendo. Provavelmte seria o Referendo mais concorrido até hoje, e de certeza que o NÃO ganharia "sem apelo nem agravo"!

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