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| Pedro Alves e Irina Duque |
domingo, 29 de maio de 2022
XVII Festival Internacional de BD de Beja
terça-feira, 3 de agosto de 2021
Capas: Moon Knight #24
Capa que eu adoro de Bill Sienkiewicz!
Referente à ao arco "Scarlet in Moonlight", também desenhado por ele com as cores maravilhosas de Christie Scheele, em Outubro de 1982.
Imagens vibrantes de negro e vermelho num ambiente gótico e dramático, é assim que esta dupla dá vida a este arco escrito por Doug Moench.
Para lá da capa no topo, coloco 3 páginas interiores e a ilustração B&W da capa, antes de ser colorida por Scheele
Boas leituras
terça-feira, 27 de julho de 2021
Lançamento A Seita: Drácula de Bram Stoker por Georges Bess
A editora A Seita publica em Portugal a considerada melhor adaptação à Banda Desenhada da obra máxima de Bram Stocker: Drácula.
Esta obra já foi bastantes vezes adaptada ao cinema, na Banda Desenhada tivemos sempre adaptações livres da personagem principal, o Conde Drácula, mas não da obra. Adaptação da obra está aqui fiel com o grande desenhador Georges Bess (Lama Branco) a emprestar a sua arte a esta obra.Fiquem com a nota de imprensa da editora A Seita:
« Seja bem-vindo à minha casa! E rogo-lhe, entre de sua livre vontade. Quando finalmente partir, deixará aqui um pouco da alegria que trouxe consigo. »
- Conde Drácula
Drácula, de Bram Stoker, geralmente considerado como um dos maiores romances de terror gótico, conheceu inúmeros adaptações ao cinema, claro, mas também à banda desenhada. Desde os anos 1970, em Tomb of Dracula, por exemplo, onde encontramos um Conde Drácula que se move junto das personagens típicas da Marvel, até ao Drácula de Mike Mignola, que adapta a versão cinematográfica de Francis Ford Coppola, passando pelo bizarro e comédico Don Dracula, de Osamu Tezuka, ou o Drácula ilustrado por John J. Muth, foram muitas as adaptações ou livros que se inspiraram mais ou menos livremente do célebre vampiro de Stoker. A Seita inaugura agora a sua colecção Nona Literatura, dedicada a adaptações de grandes textos literários ou históricos à BD, com aquela que é talvez uma das mais fiéis adaptações do romance original. E talvez uma das mais belas também, pelas mãos de um dos maiores autores de BD franco-belga contemporâneos, Georges Bess.
208 páginas,
segunda-feira, 26 de julho de 2021
Animação: Masters of the Universe - Revelation
Hate, hating, haters, bláh bláh bláh bláh bláh bláh bláh bláh bláh bláh bláh bláh bláh bláh bláh bláh
Ó Internet do Demo que dás voz a este pessoal que se cospe todo, simplesmente porque algo não é aquilo que eles, os fanzocas, esperavam!
Toda a gente que me conhece minimamente bem sabe que eu não gosto que alterem as personalidades e atributos físicos de personagem que fizeram história de décadas. É certo e é mesmo assim para mim.
Cada um tem a cor de pele com que nasceu e tem a orientação sexual que escolheu, Não tenho problemas com isso. Mas tenho quando mudam o género, ou cor ou orientação sexual de uma personagem para vender e com intuitos puramente mercantilistas. Tenho, pronto. E têm de levar com a minha opinião, podem não lhe ligar nenhuma, mas pronto, é a minha opinião. E é também minha opinião que deveriam existir mais personagens de todas as cores, locais e credos, mas originais, não modificações de outras. Dou o exemplo da excelente Ms Marvel editada por cá pela G.Floy.
A série da Netflix que trouxe os Masters of Universe de volta há poucos dias atrás, está na mira dos haters com muitos canhões e armas termonucleares, assim mesmo: à bruta.
Depois deste facto, vou voltar atrás um pouco. Que série de merda era a série original! Nunca a vi com assiduidade por ser bastante má, história para criancinhas de chuchar no dedo ainda, e uma animação a roçar o horrível. Lamento ofender alguém com esta minha opinião, mas estou a borrifar-me nisso (hoje toda a gente se ofende, portanto...)
O problema foi que a grande massa fanzoca, que chuchava no dedo quando via a série original, cresceu! Sim, os rapazes e raparigas que viam a série com menos de 10 aninhos nos anos 80 / 90 agora têm 30 / 40 anos e ansiavam por um remake da franquia. Quando souberam da nova série da Netflix entraram em modo orgasmo precoce e depois numa desilusão deprimente e absoluta... porquê?
Porque agora é aquela tipa da Teela a tirar o protagonismo ao tipo com overdose de esteroides, ela própria também tomou alguns...
Falando mais a sério, a série tem um novo take, os protagonistas são os heróis secundários da série original. Eu não estava à espera, mas vi com agrado, porque foi fresco, não foi uma repetição daquilo que já existia.
E esta nova abordagem não me provocou engulhos nenhuns. Porquê, porque respeita o He-Man, respeita o seu passado de heroísmo, ele é igual a ele próprio sempre que está em cena. O que aconteceu foi um upgrade de todos as outras personagens, fazendo algo de novo de uma coisa velha.
Falando um pouco sobre esta série. Que tremenda escolha de vozes! Casam de uma maneira soberba com as personagens: Sarah Michelle Gellar como Teela, Lena Headey é Evil-Lyn "Lyn", Chris Wood como Príncipe Adam / He-Man, Mark Hamill é Skeletor, e Alicia Silverstone como Queen Marlena
No primeiro episódio Eternia está igual a ela própria, abre com uma grande cerimónia para dar o título de Man-at-Arms a Teela. O Príncipe Adam, Cringer e Orko estão presentes, claro. Entretanto Skeletor e Evil-Lyn estão a fazer o que lhe é normal, ou seja, atacar o Castelo de Grayskull.
Até aqui tudo normal, só que... no final tudo está mudado deixando um vácuo de poder em Eternia. Tudo o que sabes sobre a série já foi!
Ao longo dos episódios seguintes é visível o respeito de Kevin Smith (o autor) pela mitologia dos Masters of the Universe, temos lá tudo e alguns easter eggs espalhados para dar um pouco de perfume.
Não vou dar spoilers da série, apenas recomendo que a vejam sem preconceitos. São cinco episódios em ritmo de continuação, excelente para ver numa tarde de férias. Termina num momento de suspense e vamos ter de esperar por mais cinco episódios.
Espumem pela boca haters! A série até é bastante decente, contrariamente à original que era fraquinha fraquinha... a animação não é má (podia ser melhor), e temos uma série de cinco episódios de bom entretenimento. Thumbs up!
Boas leituras
segunda-feira, 19 de julho de 2021
Undertaker Vol.2: A Dança dos Abutres
sexta-feira, 16 de julho de 2021
Lançamento Arte de Autor: Armazém Central Vols. 2 & 3
- Serge
- Os Homens
quinta-feira, 15 de julho de 2021
Porque me Apetece: O Cigarro do Lucky Luke
(Ou a Abertura da Caixa de Pandora)
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| Lucky Luke por Marini (2021) |
Tempos atrás, talvez há uns 5 anos, eu elegi este evento como o mais infame da "cultura ocidental":
- Ano de 1983... Lucky Luke perde o cigarro e passa a chupar na palhinha.
O infame disto é que não foi porque Morris o escolhesse, foi por pressão social e comercial. Morris sempre respondeu aos críticos que, e cito com tradução, "o cigarro faz parte do perfil do personagem, assim como o cachimbo de Popeye ou Maigret".
Aparentemente a pressão comercial para a entrada da série nos EUA (os campeões da democracia) obrigou mesmo à retirada do cigarro, e meus amigos... os cowboys do old wild west fumavam como comboios a vapor, e mascavam como velhas sem dentes! Portanto retirar o cigarro é subverter completamente a personagem, que fumou durante 36 anos.
Eu também fumei durante 36 anos, mas não comecei a fumar porque o Lucky Luke fumava, nem deixei de fumar porque o dito cowboy o fez. Estes são os absurdos do politicamente correcto.
Morris desenhando Lucky Luke
E em 1983 a caixa de Pandora foi aberta.
Visitando eventos passados de censura na cultura pop, verificamos que existem alguns, sobretudo relacionados com expressões usadas em animação nos Looney Tunes nos anos 40 até aos 60. E é também com os Looney Tunes em 1968 que se dá a escolha dos Censored Eleven, 11 filmes que neste ano foram proibidos de dar na televisão, mas podiam ser exibidos em salas de cinema. Foram banidos devido a estereótipos étnicos.
Eram filmes feitos entre 1931 e 1944, e para quem conhece a minha opinião o racismo não se cura ou esbate com repressão, combate-se com educação. Os filmes foram feitos à luz da época, são História e deve ser conhecida por todos os que o desejem. Faz lembrar Tintin no Congo... a História não deve ser apagada. E nos EUA ainda tivemos o Comics Code de 1954... podem consultar tanto os Censored Eleven como este "Code" clicando nos links atrás.
Tudo isto foi grave, mas foi feito num período conturbado da História Social do EUA, portanto, para mim é fruta da época.
O cigarro do Luke foi-lhe retirado numa altura de extrema liberdade! Daí a infâmia!
Os anos 80 e 90 considero-os como os anos mais livres de sempre, e foi precisamente nessa altura que aconteceu. Por isso considero o Lucky Luke chupar na palhinha infame, e a abertura de terreno para a ditadura do politicamente correcto na cultura pop se implantar na Europa.
A partir daqui aconteceu tudo. Subversões na cor, no género, censura sobre a abordagens de temas, liquidação de personagens, filmes proibidos ou retirados (E tudo o Vento levou...), enfim, em 57 anos de vida considero que neste momento vivo num mundo chato e sem piada. Um mundo sem Pepe Le Pew ou Elmer Fudd sem carabina... só pode ser chato mesmo, néh?
Tudo tem de ser cinzento para não ofender ninguém.
O culpado foi o cigarro do Lucky Luke ..........
1983 o ano.
Este pequeno filme do Enrico Marini desenhando Lucky Luke foi obtido através do Twitter do autor.
Podem ver a publicação oficial do artista clicando em Twitter Enrico Marini (@Marini_Comics)
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| Lucky Luke por Luís Louro (2021) Esta imagem foi feita para o blog Vinheta 2020 |
Fiquei contente porque descobri que dois artistas de que gosto fizeram o Lucky retroceder algumas décadas e pôr o cigarro de onde nunca devia ter saído.
Boas leituras
(Preferencialmente sem censura gráfica ou social)




















































