quinta-feira, 20 de agosto de 2009

X-Men: Inferno


Grande “crossover” dos finais dos anos “80” com a família mutante em grande plano. Esta recente versão “hardcover” é muito maior que o TPB que saiu há já algum tempo (1996). Este fica-se por praticamente metade das páginas da recente e massiva compilação. Este crossover merecia uma edição assim, só peca por tardia!
X-Men: Inferno junta quatro grupos de mutantes: X-Factor (#33-#40, mais Annual #4), Uncanny X-Men (#239-#243), New Mutants (#71-#73) e X-Terminators (#1-#4).
Claro que ao nível dos vilões também temos um bom leque… Mister Sinister, Malice (fundida com Northstar), Sabertooth (e alguns dos seus “amigos” Marauders) e quase todos os demónios do Limbo (com destaque para S'ym e N’astirh).
Como escritores temos Chris Claremont, Louise Simonson e Mark Gruenwald. Todos eles escreveram excelentes arcos de estória que se interligaram sem grandes atropelos uns nos outros.
Quanto à arte, esta esteve a cargo de Marc Silvestri, Walter Simonson, Jon Bogdanove, Terry Shoemaker, Bret Blevins, Jim Fern e o odiado por muita gente: Rob Liefield! A arte apresentada é a típica dos anos 80, embora ache que o livro foi todo recolorido. Ao nível técnico está todo bastante bom, embora eu não goste muito do estilo próprio de alguns dos artistas em questão.
Como eventos principais temos a tentativa de tomada de posso do Limbo, propriedade de Magik (irmã de Colossus), aquando da sua transformação em Darkchyld, por dois demónios antagonistas S'ym e N’astirh. Claro que tudo isto é orquestrado por Sinister, que preparava tudo há muito tempo… desde a infância de Cyclops!
Tudo começa com a criação de Madelyne Pryor (clone de Jean Grey), que chegou a casar e ter um filho (Nathan) de Cyclops, e a sua respectiva transformação na Goblin Queen. Ligando aqueles dois demónios atrás referidos, com a Goblin Queen e os planos de Sinister; e com todos a enganam-se mutuamente, quem é que acaba por ficar no fim no confronto final? É quase fácil de adivinhar!
Todo o livro está muito bem construído, apesar de ser difícil juntar cronologicamente alguns dos títulos. No seu início é feita uma introdução escrita aos eventos principais, que aconteceram para trás, e são relevantes para a estória. Isto é importante para quem não conhece as estórias X-Men desta altura. Aconselho a leitura deste livro vivamente, pois é um exemplo de como se deve manter o suspence! Com voltas e reviravoltas a atenção é sempre renovada por mais uma volta inesperada no argumento! O que fica mais pendurado mesmo é a situação de Magik que decide voltar ao Limbo e tomar definitivamente conta dele. Para isso a Marvel editou este ano uma sequela a “Inferno”: X Infernus”!
Ao fim de 20 anos têm a oportunidade de ler um excelente, e bem concebido, crossover dentro do universo X-Men.
Boas leituras.

Hardcover
Criado por: Chris Claremont, Louise Simonson, Mark Gruenwald, Marc Silvestri, Walter Simonson, Jon Bogdanove, Terry Shoemaker, Bret Blevins, Jim Fern, Rob Liefield, Dan green, Bob Wiacek, Al Willianson, Al Milgrom, Joe Rubinstein, Mike Manley e Hillary Barta
Editado em 2009 por marvel
Comprado em Book Depository
Nota : 10 em 10

sábado, 15 de agosto de 2009

1001 Arabian Nights: The Adventures of Sinbad Vol.1 - Eyes of Fire


A editora “Indie” Zenescope continua a fazer as suas adaptações muito próprias de contos tradicionais (Grimm Fairy Tales, Return to Wonderland, etc.), e neste caso vamos para o exótico oriente com as aventuras de Sinbad. Contrariamente ao que pensam muitos leitores, as aventuras de Sinbad não faziam parte da grande obra 1001 Noites (contadas por Xerazade ao Sultão…), sendo que estudiosos Árabes não incluem esta estória nessa obra, por a sua origem ser independente… apenas nas versões “ocidentais" é que ela é incluída nas 1001 Noites. Sinbad é um marinheiro de Basrah que viveu durante o Califado de Abbasid, e Sir Richard Burton decidiu incluir as aventuras extraordinárias deste marinheiro na famosa obra “As 1001 Noites de Xerazade”, sendo o conto número 133 desta obra. A Zenescope vai mais longe e decide iniciar e reinventar uma série de “graphic novels” com Sinbad como protagonista! A estória é escrita por Dan Wickline, com as participações especiais dos”pesos-pesados” desta editora: Ralph Tedesco e Joe Brusha, os fundadores da Zenescope. A arte está cargo de muita gente, sendo o principal nome David Seidman.
A estória é sólida, e joga-se por vezes em dois palcos, conforme os camaradas de Sinbad ficam para trás com outras missões, e no próprio Sinbad. Este é caracterizado como apaixonado pela vida, corajoso, caçador de tesouros e com um “fraquinho” pelo sexo oposto. Nesta aventura está decidido a limpar o seu nome de um assassinato (do Sultão de Bagdad), e para isso tem de conseguir um amuleto que permita ver a verdade do que se passou: The Jericho Visor. Para isto consegue primeiro um barco, com uma tripulação bastante especial, desde uma feiticeira, um amaldiçoado, um gigante, um velho que vê através dos olhos de um falcão, etc. e como primeira etapa tem de encontrar um outro amuleto primeiro, para conseguir acesso a continuar a sua busca. Este está dividido em dois, sendo que a primeira metade está na posse de uma feiticeira que de bom não tem nada, para além da sua beleza. A segunda metade descubram por vocês próprios!
A arte está muito agradável, embora censurada como é hábito nos livros Anglo-Saxónicos (entenda-se EUA e Grã Bretanha), tirando um pouco a sensualidade inerente às obras com motivos oriundos no antigo oriente. Pena…
Se por acaso abrirem o livro numa loja, não liguem à arte apresentada no prelúdio. O resto do livro apresenta uma fasquia mais alta ao nível da qualidade gráfica.
Assim termino esta “trilogias das Arábias”! Espero que vos tenha agradado, embora este livro leve uma nota mais baixa devido à censura descarada nalgumas vinhetas.
Boas leituras

Softcover (TPB)
Criado por: Dan Wickline e David Seidman
Editado em 2009 por Zenescope Entertainement
Comprado no Book Depository
Nota: 7,5 em 10

domingo, 9 de agosto de 2009

Mangás JBC em Portugal: El-Hazard e Onegai Twins


A JBC, editora brasileira vocacionada para BD japonesa, iniciou o lançamento de alguns produtos (livros, claro...) nas tabacarias e bancas de revistas portuguesas. Como era e esperar todos estes livrinhos estão escondidos pelos "senhores" donos destes estabelecimentos comerciais. Esta situação é a mais vulgar de todas, e não dá saída nenhuma à Banda Desenhada, por isso eu deixei de acreditar neste tipo de distribuição.
Não sei qual a venda, ou não, que estas publicações estão a ter... mas era interessante terem sucesso, pois se tal acontecer esta editora poderá apostar em séries mais fortes como Death Note, Full Metal Alchemist, Hellsing e Rurouni Kenshin (os nossos filhos agradecem...).
Em relação a estas duas séries estão lançados no nosso mercado:
El-Hazard
- Seja Bem-Vindo ao Maravilhoso Mundo de El-Hazard!!
- O Selo do Olho de Deus Está Para Ser Desfeito
- A Ira da Deusa-Demónio
- A Princesa Rune Venus foi Sequestrada
- O Olho de Deus
Falta apenas mais um para a série ficar completa, "Desfecho da Aventura no Mundo Maravilhoso".
El-Hazard é uma comédia que mistura muita ação, fantasia, aventura e romance. Tudo começa quando os estudantes Makoto Mizuhara, Katsuhiko Jinnai e Nanami Jinnai - além do professor Masamichi Fujisawa - acabam sendo transportados para o mundo fantástico de El-Hazard. A arte e muito agradável, limpa e pormenorizada. Fica aqui do lado esquerdo uma página interior desta série, pertencente ao Vol.5.

Onegai Twins
- Vol.1
Onegai Twins está dividida em dois livros, ficando completa com a próxima lançamento do Vol.2.
Este é um manga tipo Shoujo, ou seja vocacionado para um público adolescente feminino (isto não quer dizer que não possa ser lido por rapazes...)
A sinopse apresentada é esta:
Onegai Twins conta a história de Maiku Kamishiro, um adolescente que se mudou recentemente para a província de Nagano, no Japão, em busca do seu passado, imortalizado por uma foto de infância.
Certo dia, recebe duas inesperadas visitas: Miina Miyafuji e Karen Onodera, garotas que aparentam a sua idade e se dizem suas irmãs gémeas. Apesar da coincidência, elas não se conhecem e carregam consigo a mesma fotografia, onde somente duas crianças brincam em frente à casa, com o lago Kizaki ao fundo.
A arte também é bastante agradável à vista, e esperamos que a JBC faça mais alguns lançamentos, sobretudo daquelas estórias mais sonantes do mundo da Manga.
Para quem quiser obter informações e talvez números atrasados, existe este mail: niponica1979@hotmail.com
O preço destes livros é de 4,99 EUR.
Boas leituras.

P.S.: Desculpem o código de barras na capa de El-Hazard... é o que dá a capa ser do lado da nossa contracapa!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

As 1001 Noites de Xerazade


E temos o segundo livro “das Arábias”: As 1001 Noites de Xerazade!
A obra baseia-se, como é óbvio, na obra 1001 Noites e como tal cheia de romantismo e sensualidade. Éric Maltaite, filho de Will (revista Spirou) ainda apimentou mais, nesta sua versão, os contos nocturnos que Xerazade contava ao Sultão para evitar a sua morte.
Tecnicamente, sem ser extraordinário, a narrativa e a arte de Maltaite cumprem perfeitamente o objectivo, ou seja uma obra leve de leitura fácil e agradável.
Já tinha feito o mesmo com a obra de Daniel Defoe, Robinson Crusoé, com o nome de Robinsonne.
Manteve-se fiel à obra original, mantendo, ou aumentando o erotismo latente desta estória baseada em contos orientais, e personalizando-a com algum humor.
Narrativamente é exemplar, quanto à arte, bem… digamos que tem um traço bastante próprio sem ser extraordinário, e conhece bem a anatomia feminina :)
Tudo se joga à noite, quando Xerazade giza um plano com a sua irmã para não ser decapitada depois de passar a noite com o Sultão (e que noites…). Este Sultão, depois de umas aventuras tristes com o seu irmão, em ambos que descobrem que são muito enganados pelas suas esposas, decide que iria passar a noite sempre com uma mulher, mas ao alvorecer esta seria decapitada!
Xerazade, com a ajuda de sua irmã, consegue manter em modo suspenso o Sultão, contando-lhe estórias que nunca acabavam naquela noite, isto depois da actividade sexual… (era para isso que ela ali estava, não era?). Assim o Sultão vai adiando a sua execução, ainda por cima e para além das estórias, Xerazade é uma amante fabulosa (e com a sua irmã sempre presente e ajudando nestas lides nocturnas…).
É uma leitura muito agradável, mas não é para os “pequenotes”. Já me ri um pouco com a localização deste livro nalgumas livrarias, pois encontra-se muitas vezes junto aos livros infantis…
É uma sugestão de leitura de Verão, assim como o livro anterior (Demon Wind) e o que irá ser alvo de crítica a seguir: 1001 Arabian Nights: The Adventures of Sinbad!
Boas leituras!

Softcover
Criado por: Éric Maltaite
Editado em 2002 pela Booktree
Comprado na Bulhosa
Nota : 8 em 10

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Clássicos Tintim: Capas


Terminou ontem esta série lançada em Maio. Ficam as últimas capas a pedido de alguns visitantes!
Em relação a Buddy Longway, é uma verdadeira pena que não tenham editado as duas estórias seguintes, L'Eau de Feu e Premières Chasses, ao que já foi editado em português, visto que é uma série que vive do encadeamento de eventos, e em que os próprios protagonistas vão envelhecendo de livro para livro.




Boas leituras!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Demon Wind


Vou iniciar com este Demon Wind uma série de três livros “das Arábias”. Aviso… os três são leitura de adultos, sobretudo os dois primeiros. Demon Wind foi desenhado pelo Espanhol Alfonso Azpiri, famoso pelas Bandas Desenhadas eróticas Lorna e Wet Dreams. Lovern Kindzierski foi quem escreveu, mas esta não é a sua especialidade. Lovern é mais conhecido como colorista, trabalhando em títulos como Hellblazer, Conan, Hellboy e Sandman. Também escreveu títulos do Tarzan e este Demon Wind, mas como colorista é considerado pelo Comic Buyer’s Guide como um dos maiores de sempre! As suas cores estão espalhadas por todas as editoras americanas, sejam grandes ou pequenas, lá aparece o nome deste colorista em títulos da Marvel, DC, Dark Horse, IDW, etc.
A estória, como não podia deixar de ser, tem sempre o fundo moral subjacente, género 1001 Noites, mas tem também todos os outros ingredientes que fazem este género especial. Temos inferno familiar, pesadelos nupciais, magia, lições duras e amargas aprendidas. Lovern escolheu para seres malvados os demónios nos seus vários tipos, desde Súcubos a bruxas que são o mal incarnado. Isto passando por esposas psicóticas, tortura sangrenta e encontros sexuais escaldantes.É claro que para uma estória deste género, Lovern Kindzierski teria de escolher bem o artista e este só podia ser Azpiri! A sensualidade e luxúria de que este autor carrega os seus desenhos é enorme, tornando a estória rica e cheia de vida.
Tudo começa quando Shaibar-Khan é condenado por traição ao Vizir (ou será Califa, ou Sultão?) Ahmed Shah, sendo condenado ao chicote, remoção dos olhos, enclausuramento na masmorra mais funda, e por fim a morte. Mas este, sendo versado nas artes negras, convoca um Súcubo para implantar a sua “semente” nas várias esposas do harém de Ahmed Shah, consumando assim a vingança. Se correu bem nas três primeiras, com Gulnare (Ghoul-nar-ee) já não correu assim tão bem… esta amava verdadeiramente Ahmed Shah e conhecia-o muito bem, logo não foi enganado pelo Súcubo, que tinha assumido a forma do seu esposo para uma noite escaldante. Gulnare destrói o Súcubo, e o Sultão premeia-a declarando-a primeira esposa! Os filhos de Shaibar-Khan que foram concebidos pelas outras três mulheres foram treinados na arte da guerra como um grupo especial chamado Demon Wind…
Isto é só o princípio da estória, o resto é para ler e apreciar a sensualidade da arte de Azpiri.
Boas leituras.

Hardcover
Criado por: Alfonso Azpiri e Lovern Kindzierski
Editado em 2004 por Heavy Metal
Comprado em Book Depository
Nota : 8,5 em 10

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Green Lantern: Rage of the Red Lanterns


E a grande saga continua… épica! É a única palavra de que eu me lembro para este gigantesco arco que começou em Green Lantern: Rebirth. Está a fazer furor em todo o lado, e em português de Portugal… “népias”…! A qualidade da escrita, de fazer uma estória com um fim que está previsto vários anos depois, e manter a qualidade com “pequenos” clímax pelo meio, não está ao alcance de qualquer um! É quase tântrico! Geoff Johns, com Ethan Van Sciver, conseguiram-no. Embora Van Sciver vá estar ausente neste final de saga (Flash: Rebirth ocupa-lhe o tempo todo), ele está lá em alma, mas Shane Davis, Ivan Reis e Mike McKone continuaram a manter a arte em alta neste arco.
Penso que visualmente este livro é o mais espectacular de todos de todos os que já saíram, são explosões de amarelo, verde, vermelho, azul, laranja e violeta; e o espectro da profecia, e grande clímax de todo este evento, Blackest Night aproxima-se a passos largos.
Este é um livro de apresentações coloridas e embora seja mais dedicados aos Red Lanterns, liderados por Atrocitus, descobrimos os Blue Lanterns criados por Ganthet (que parecem um pouco como santos apalermados), o corpo dos Orange e Violet Lanterns (que estão em embrião) e a traição de um dos guardiões de OA (patente neste livro).
A estória começa onde Sinestro Corps War Vol. 1 e Vol. 2 acabaram, ou seja, Sinestro está preso e condenado à morte com execução pública marcada no seu planeta de origem. Outro acontecimento importante logo no início do livro é a condenação da Green Lantern Layra, pelo assassinato do Lanterna Amarelo Amon Sur. Esta é despojada do seu anel e é expulsa dos Green Lantern Corps. A sua raiva foi tal que foi escolhida por um anel vermelho, sendo imediatamente incluída nos Red Lanterns (estes alimentam-se da emoção raiva). Verifica-se neste livro que a raiva dos Red Lanterns é mais dirigida aos Yellow Lanterns de Sinestro, que aos próprios Lanterna Verdes. Estes Lanternas têm como líder Atrocitus (Green Lantern: Secret Origin), que odeia Sinestro, e quando deixam o anel vermelho tomar conta de si perdem a razão (Atrocitus parece ser o único que não padece deste mal).
Neste livro são apresentados também os Alpha Lanterns, criados pelos guardiões de AO, com o fim de policiar as actividades dos próprios Lanternas Verdes. Tornam-se perigosos, pois seguem à risca os mandamentos do Livro de OA, onde ainda faltam escrever bastantes leis!
Depois assistimos ao acompanhamento de dois Lanternas Azuis ao Lanterna Verde Hal Jordan, na sua busca pelos Lanternas Vermelhos, que acaba no planeta de origem destes: Ysmault! Estes Lanternas são alimentados pela emoção esperança, e têm um poder enorme (mas o seu ponto fraco é também enorme…). Tentam convencer Hal Jordan a ingressar no seu próprio corpo de Lanternas Azuis.
Temos a busca de uma raça antiga, num espaço não controlado pelos Green Lantern Corps, por poder… acabando por descobrir a cor laranja, emocionalmente controlada pela avareza!
As Star Saphires (Violeta) estão também em formação, sendo escolhidas algumas personagens femininas bem conhecidas! A emoção reinante aqui é o amor…
Scar, guardião de OA (chamado assim pela cicatriz provocada pelo Anti-Monitor em Sinestro Corps War Vol. 2), está na sombra a provocar todo um encadeamento de eventos, com o fim de provocar a profecia mais negra: Blackest Night.
E não posso adiantar mais, senão conto tudo!
Boas leituras.

Hardcover
Criado por: Geoff Johns, Ivan Reis, Shane Davis e Mike McKone
Editado em 2009 por DC Comics
Comprado em Book Depository
Nota : 9,5 em 10

sábado, 25 de julho de 2009

De Profundis e Miguelanxo Prado

Vai estrear em exclusivo nos cinemas UCI do El Corte Inglês e no cinama City Classic Alvalade, o filme do autor de BD espanhol Miguelanxo Prado: De Profundis Em 2008 foi lançado pela ASA o livro com o mesmo nome, agora, e passado um ano, vai ser exibido nestas salas o filme! A estreia vai ser no dia 30 de Julho, às 21:30 horas na sala VIP do do cinema EL Corte Inglês. Fica o "press release" da ASA sobre o evento: ESTREIA NACIONAL DO FILME E SESSÃO DE AUTÓGRAFOS Realiza-se no próximo dia 30 de Julho pelas 21h30, a estreia do filme De Profundis, a qual conta com a presença do autor Miguelanxo Prado e do compositor Nani García. Miguelanxo Prado estará também presente na FNAC do Colombo no dia 1 de Agosto pelas 18h30 para contacto com o público e sessão de autógrafos. Os Órgãos de Comunicação Social interessados em entrevistas com este autor deverão contactar a distribuidora Bosque Secreto – Susana Viola – através do email: svbosque.secreto@gmail.com ou do Tel. 00351913200067 Assim, para quem quiser o seu livro De Profundis assinado, e umas palavras com o autor, já sabe onde se dirigir!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Freakangels Vol.1 Limited Edition


Freakangels é um "Free Webcomic", em que todos os interessados podem acompanhar a evolução da estória aqui neste link: Freakangels !
Freakangels é escrito por Warren Ellis (Planetary, Authority, Transmetropolitan, etc) e desenhado por Paul Duffield, pode-se considerar este o primeiro grande trabalho de sucesso de Duffield. Ellis anunciou este seu projecto em 2007, e o sucesso e aceitação deste "Steampunk Webcomic" foi tão grande, que acabou por ser editado em papel para minha satisfação (detesto ler no PC...)!
O sucesso vem porque porque os diálogos de W.Ellis são dos melhores que eu li nos últimos tempos, consegue iniciar uma frase com um pensamento profundo e acabá-la na maior das vulgaridades. Esta dualidade de Ellis está patente em quase todas as suas grandes obras. O sucesso desta série advém também da excelente arte por parte de Paul Duffield. A sua arte acompanha a escrita de Ellis dando forma ao cenário pós-apocalíptico, tipo "Steampunk", conseguindo nas personagens principais dar um ar diferente... eles são branco pálido (mesmo a de etnia negra) com olhos violeta, mas acho que a melhor caracterização está na dualidade de serem jovens, e ao mesmo tempo terem uma expressão "velha", doente (aquele branco pálido é próprio das pessoas doentes). Penso que era mesmo isto que Ellis queria para os seus personagens. Para além disso, Paul Duffield consegue fundir as suas influências Manga com o desenho mais tradicional norte-americano, aproveitando o melhor dos dois "mundos".
A estória fala-nos de um mundo inundado pelas águas oceânicas, ou seja, um pós-apocalipse provocado por um grupo de 12 jovens, todos da mesma idade, que um dia decidiram que a Terra tal como estava e evoluía não era um bom mundo para se viver. Todos têm poderes particulares, sendo que o único poder comum a todos é a telepatia. Alguns destes jovens, de alguma maneira, sentem-se culpados pelo cataclismo que assolou a Terra, e tentam minimizar os prejuízos desse evento, pelo menos na população de Whitechapel, a sua zona protegida. Aqui protegem a população local de salteadores e tentam com as suas inventivas mentes produzir alimentos frescos, maquinaria tendo sempre um elemento, Jack, à procura de bens úteis que estejam perdidos no fundo das águas. Estes jovens têm uma regra básica, apesar de o poderem fazer, não podem manipular a mente de outras pessoas (a não ser que a sua vida esteja em causa). Foi essa regra que Mark infringiu para proveito próprio, sendo castigado com a morte! Mas este jovem, que nunca aparece graficamente neste primeiro livro, afinal não morreu e para além de controlo mental sobre outras pessoas de fora de Whitechapel, programa-as para irem assassinar os seus "irmãos". É assim que o livro começa, é assim que Alice procura os restantes Freakangels, que para ela são culpados da morte dos seus irmãos.
Bom, podem sempre experimentar esta leitura no PC, clicando no link lá mais acima, eu pessoalmente gostei muito, mas aconselho sempre o livro!
Boas leituras.

Hardcover
Criado por: Warren Ellis e Paul Duffield
Editado em 2008 por Avatar Press
Comprado no Book Depository
Nota : 9 em 10

domingo, 19 de julho de 2009

Lançamento ASA: Hellgate: London Vol.1


A ASA vai lançar no fim deste mês mais um livro de Manga. Depois de Warcraft, Dramacon e Princêsa Pessego, chega a vez de Hellgate: London! Assim como Warcraft, Hellgate: London é um Manga baseado num jogo de RPG (Role-Player Game) para PC idealizado pela Flagship Studios. Este volume nº1 funciona como se fosse a prequela ao próprio jogo. Este Manga ainda só tem um volume editado pela Tokyiopop. Deixo uma pequena sinopse:
John Fowler, pertence à equipa campeã de Rugby do liceu, mas naquela manhã acorda de um terrível pesadelo cheio de demónios. Na escola a sua turma está numa aula de arqueologia no exterior (numa aula prática) para descobrir ou desvendar restos do passado que estão sobre as fundações do colégio. Encontram-se principalmente potes e artigos domésticos, mas entre os escombros é descoberto um esqueleto enterrado de bruços. O professor explica que, em séculos anteriores, aqueles que acreditavam e adoravam Satanás foram enterrados de bruços e em terreno profano. Nesta confusão John encontra um estranho amuleto. A partir daqui começam a desvendar-se segredos de família, e à medida que os segredos do passado da família Fowler são descobertos pelos seus últimos descendentes, a barreira entre o nosso mundo e o inferno torna-se extremamente ténue e permeável à passagem de demónios para o nosso mundo. No fim Lindsey (irmã de John) e o seu irmão irão descobrir que terão de combater as demoníacas criaturas de maneira diferente... porquê? Está no livro... ehehehe
Os autores são Arvid Nelson, autor de Rex Mundi, e J.M. (Jeong Mo Yang). O livro irá sair no fim deste mês.
Boas leituras.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Lançamento ASA: Asterix - Como Obélix Caiu dentro do Caldeirão do Druida Quando era Pequeno


A ASA, e no seguimento do 50º aniversário de Asterix, vai reeditar o praticamente esgotado livro "Como Obélix Caiu Dentro do Caldeirão do Druida Quando era Pequeno".
Esta reedição vai ser distribuida no fim deste mês com uma capa diferente da primeira edição. Conta com textos do falecido Goscinny, e é uma homenagem feita a este escritor de BD e ao herói que o tornou famoso. A ASA está a preparar uma "festa" relativamente a este aniversário, é uma questão de estarmos atentos!
O livro conta com ilustrações e legendas de Uderzo, mas os textos relativos a estas ilustrações são de Goscinny.
O texto deste livro foi escrito em 1965 para o número 291 da revista "Pilote", Asterix estava então no seu sexto ano de publicação.
Boas leituras.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Inhumans


Os Inumanos têm para mim um grande valor sentimental. Foi em 1972, eu mal sabia ler, que descobri em casa da minha avó uma revista a preto e branco, presumo agora que seria da Ebal, que “li” uma aventura do Quarteto Fantástico em que entravam pela primeira vez (presumo eu) os Inumanos. Estes estavam prisioneiros, se bem me lembro, numa barreira intransponível.
Eu adorei aquela estória, e aquele grupo de seres tão diferentes, únicos! Lembro-me perfeitamente que adorei o Raio Negro pela postura de um verdadeiro líder de homens, Rei, e de Medusa pela sua beleza e pelos seus cabelos vivos (sei agora que são ruivos…). Passei muitos anos sem ter contacto com este grupo admirável de seres, sempre fugidio e incompreendidos pela raça humana. Vale a pena saber que todos estes seres pertencem a uma família e o seu núcleo duro (a família real) é composta por Black Bolt (Raio Negro), Medusa, Karnak, Gorgon, Triton, Crystal, Lockjaw e Maximus the Mad. A nova geração, que é lançada neste livro, é composta por Tonaja, Alaris, San, Nahrees, Jolen e Dewoz.
Estes admiráveis seres, todos diferentes graças aos “Terrigen Mists”, uma espécie de “vapor” que os altera geneticamente na adolescência, foram criados por Stan Lee e Jack Kirby em 1965 (eu tinha um ano de idade), e a sua primeira aparição foi na revista nº 45 dos Fantastic Four.
O meu contacto seguinte com eles foi sensivelmente 30 anos (em relação à revista referida no primeiro parágrafo) depois com o livro “Inumanos” lançado entre nós pela Devir!
Ficaram em “em banho-maria” mais uns tempos até eu decidir fazer aquilo que não gosto, que é comprar um “tie-in” a um mega evento da Marvel, neste caso Secret Invasion. Como estou disposto a comprar “War of Kings”, decidi que devia ter esse tie-in. E não me arrependi, achei um óptimo tie-in, que vai prosseguir com um mega evento, que se pode considerar um “spin-off” de Secret Invasion, o já referido “War of Kings”, que tem contornos cósmicos, e eu adoro sagas cósmicas :)
O excelente livro de que eu vou falar pode ser colocado na prateleira antes do livro editado pela Devir em português. E também acho que mereceria uma magnífica edição em capa dura…
A estória pertence a Paul Jenkins e é brilhante. A maneira como ele estende a trama até a um final quase inesperado, passando pelo desespero de todos os Inumanos, que inclusivamente começam a desconfiar das capacidades do seu líder, Black Bolt (Raio Negro), devido à sua aparente ineficácia para proteger Attilan (a sua cidade) que deveria ser inexpugnável, mas devido a certos eventos está a ser atacada por mercenários portugueses (ehehehe). A força de Black Bolt é também o seu ponto fraco, pois não pode falar… qualquer suspiro por mais baixo que seja tem a força suficiente para terraplanar uma montanha! A única pessoa que o entende verdadeiramente é a sua mulher Medusa, que devido a esse facto é a sua porta-voz. Esta estória é uma estória de amor, sacrifício, traição, loucura, cegueira, manipulação e lealdade a toda a prova. Paul Jenkins está de parabéns! Mas o que falar da arte de Jae Lee? Irrepreensível, o artista acompanha a narrativa e sabe dar-lhe toda a envolvência emocional requerida, basta apreciar as suas vinhetas e metade da estória está contada. Não quero fazer nenhum “spoiler”, embora dê vontade de contar tudo, mas assim não teria piada nenhuma para quem decidir ler esta obra, uma das melhores “graphic novels” que eu já li!
Boas leituras.

TPB
Criado por: Paul Jenkins e Jae Lee
Editado em 2000 por Marvel
Comprado no Book Depository
Nota : 10 em 10

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Clássicos Tintim: Capas Vol.9


Sai na próxima quarta-feira mais um livro desta série com o jornal O Público. Desta vez temos Spaghetti (e Pomodoro) para uma leitura leve e divertida. Pelo menos é assim que eu me lembro destes personagens :)
São três estórias inéditas em álbum.
Boas leituras.

sábado, 11 de julho de 2009

O Diabo dos Sete Mares


Hermann e o seu filho, Yves H. tornam a formar dupla para contar uma estória de piratas, tesouros e batalhas marinhas no mar das Caraíbas.
A história inicia-se na América do Norte, Carolina do Sul, no século XVIII com um casamento secreto entre dois jovens. A partir daqui o guião da história passa por alguns momentos atrapalhados, e sim estou a referir-me ao guião, Ives H (filho de Hermann), tornou a intriga um tanto complicada e por vezes atrapalhada! A intriga tem tudo para dar certo… logo a seguir a terem casado, Harriet e Conrad enterram as suas alianças… mas um camponês maltrapilho observa tudo, e corre a contar ao pai da rapariga, o poderoso fazendeiro Lord Somerset. Este imediatamente toma providências para reparar os estragos desse casamento! Bom, a estória segue com piratas, tesouros escondidos, muita intriga e zombies à mistura. Penso que só com o segundo volume se poderá entender o primeiro, pois ficaram tantas pontas soltas que só lendo o outro de seguida.
Em relação à arte de Hermann, eu acho que o senhor está cada vez melhor! Adorei a arte, sobretudo as vinhetas passadas naqueles barcos soberbamente representados, com toda aquela claridade do Mar das Caraíbas e um excepcional jogo de cores, baseados no azul e verde marinho!
O segundo volume deste díptico deveria deslindar as demasiadas pontas soltas do primeiro, mas apesar de explicar algumas coisas, penso que a construção da estória continua um pouco confusa. Embora eu goste de estórias de zombies e piratas, gosto mais delas em separado… mas isso é um gosto meu!
Essencialmente é uma obra em que Hermann está ao seu melhor nível, e só por isso vale a pena obter estes dois volumes. Aquelas aguarelas são um sonho, quando o verde marinho se envolve com o azul celeste, e naus do século XVIII magnificamente representadas no meio de toda aquela cor , resulta em vinhetas e pranchas de magnífica arte. Hermann é grande! Pena a estória, que eu nem considero tão má assim! Acho sim que está mal construída e confusa.
Boas leituras.

Hardcover
Criado por: Hermann e Yves H.
Editado em 2008 (1º volume)e 2009 (2º volume) por Vitamina BD
Comprado na Feira do Livro de Lisboa
Nota : 7 em 10

quinta-feira, 9 de julho de 2009

As Cidades Obscuras Vol.10: A Teoria do Grão de Areia, Tomo 1


Umas das grandes séries da BD mundial, As Cidades Obscuras, tem mais um episódio traduzido para português numa excelente edição ASA. A série (mais uma…) tem sido bem maltratada pelas editoras portuguesas, onde a cronologia dos livros é completamente desprezada, como por exemplo, o volume nº1 desta série (As Muralhas de Samaris) foi editado em 2003 pela Witloof e o volume nº2 (A Febre de Urbicanda) em 1987 pelas Edições 70. Os livros desta série editados até hoje são:
- As Muralhas de Samaris, Witloof, 2003
- A Febre de Urbicanda, Edições 70, 1987

- A Torre, Edições 70, 1989
- La route d’Armilia, Casterman, 1988
- Brusel, Meribérica, 1993
- A Menina Inclinada, Meribérica, 1999
- A Sombra de um Homem, Meribérica, 2000
- A Fronteira Invisível Vol.1, Witloof, 2002
- The Invisible Frontier Vol.2, NBM Publishing Company, 2004
- A Teoria do Grão de Areia Vol.1, ASA, 2009
- A Teoria do Grão de Areia, Vol.2, ASA, 2010
Coloquei “A Fronteira Invisível Vol.2” em inglês, pois foi a edição que eu comprei (obrigado pela "dica", Refém ). Este, “La route d’Armilia” e “La Théorie du Grain de Sable Vol.2” nunca foram editados em português, embora para este último a ASA tenha agendado a sua edição para o ano.
Esta série tem como particularidade ter estórias fantásticas (nos dois sentidos) e exibir um desenho detalhadíssimo, sobretudo quando se trata de arquitectura. François Schuiten é o responsável gráfico e os seus trabalhos já foram objecto de estudo universitário em vários países da Europa, incluindo Portugal.
As estórias de Benoît Peeters passam-se num mundo obscuro (enigmático, desconhecido) paralelo ao nosso, sendo o nosso o mundo luminoso (luz igual a conhecimento). Estes mundos tocam-se por variadas vezes, como acontece em “A Menina Inclinada”(um dos álbuns fulcrais desta série), e estão igualmente referenciados em diversos livros explicativos deste mundo, chamando-lhes Peeters “passagens obscuras”, onde por vezes viajantes incautos passam de um mundo para o outro! Neste link têm mais alguma informação sobre as passagens: Office of the Obscure Passages !
Passando para o livro que dá o título a este post, estranhos fenómenos acontecem em Brusel… Alguns habitantes desta cidade deparam-se com estes fenómenos, embora afectando essas pessoas de maneira diferente e no início em pequena escala! Constant Abeels fica perplexo com o surgimento de pedras em sua casa, todas com o mesmo peso. Maurice perde peso sem deixar de ter o mesmo volume, acabando por ficar a flutuar. Estes e outros fenómenos vão ser investigados por Mary Von Rathen, a nossa “menina inclinada”. Qual o relacionamento destes fenómenos com um gigantesco guerreiro Bugtis, Gholam Mortiza Khan?
Que raiva… gostaria de ler já de seguida o segundo volume, pois neste volume apenas se constatam os estranhos fenómenos, e Mary Von Rathen ainda não conseguiu descobrir o epicentro de todo o mistério que está a pôr em polvorosa a cidade de Brusel.
A única nota não tão positiva em relação a outros livros desta série, é o detalhe que já encontrei noutros livros e que não está tão presente neste livro. Mas em contrapartida temos um livro em que todos os fenómenos são pintados num branco alvíssimo em contraposição ao “branco sujo” de fundo. O efeito é excelente!
Boas leituras!

Slipcased Softcover
Criado por: Benoît Peeters e François Schuiten
Editado em 2009 por ASA
Nota : 10 em 10

domingo, 5 de julho de 2009

Skaar - Son of Hulk


Nascido no fogo. Criado por monstros. Destinado a esmagar! Num planeta alienígena despedaçado pela guerra, ninguém é mais forte do que Skaar, o selvagem filho de Hulk.

Greg Pack continua a sua saga na mitologia Hulk, iniciada com Planet Hulk e seguida de World War Hulk. Aqui prepara-se a terceira parte desta empolgante estória. O protagonista muda e passa a ser a ser Skaar, filho de Hulk e de Caiera.
Desde Planet Hulk que toda esta ideia de Greg Pack tem provado ter sido excelente, podendo estabelecer-se ramificações futuras e passadas, com séries saídas desta (spin-off), e outras paralelas a esta mas focadas noutras personagens (tie-ins). A parte negativa disto tudo é muito simplesmente a falta que faz o artista original de Planet Hulk, Carlo Pagulayan. Infelizmente a arte de World War Hulk já não foi de Carlo Pagulayan, mas sim de Romita Jr. que até esteve bem, mas arte deste prólogo para o Planet Skaar está muitíssimo irregular, chegando a roçar o mau… felizmente eu disse irregular, pois tem algumas páginas de excelente arte. Infelizmente a boa arte não é a generalidade do livro… será talvez mediana, mas como eu disse atrás tem páginas que eu olho para elas e começo a rir-me sozinho, existem artistas muito melhor que estes aqui neste país!
Esta é uma estória introdutória de um personagem, Skaar, de como ele (e outros) sobreviveram ao desastre que levou Hulk para a Terra numa senda de vingança. A mãe, Caiera, possuidora de um poder antigo, o “Oldstrong”, consegue mandar o seu filho (dentro de um casulo) para um pântano em chamas, antes de se desfazer em pó nos braços de Hulk. Caiera consegue comunicar com o seu filho espiritualmente, visto que o poder “Oldstrong” vinha do próprio planeta, e ela era quem o possuía com mais força dentro do Povo das Sombras. Isto não quer dizer que Skaar tivesse muito interesse naquilo que a sua mãe lhe tentava ensinar, ele apenas queria o Poder Antigo…
E já falei demais sobre a estória… Este Skaar – Son of Hulk, que tem algumas explicações para factos passados, promete ser uma excelente saga no futuro. Será que o restante povo do planeta Sakkar continuará a pensar que o filho nasceu para "curar" o planeta, assim como o fez Hulk? É uma questão de acompanharem esta excelente e criativa saga. Continuo com a opinião que Greg Pack criou o melhor Hulk de sempre! Embora, como é apanágio da Marvel, já alguém se entreteve a destruir o que G. Pack criou... é pena! Resta-me não olhar para mais nenhuma estória do Hulk (que foi uma figura que sempre detestei), e seguir apenas esta saga, que começou em Planet Hulk e não sei onde irá terminar :)
Pena a arte… fraquinha…
Se quiserem ir ao antigo post Planet Hulk, basta clicar no link!
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Greg Pak e Ron Garney
Editado em 2009 por Marvel Publications
Comprado no Book Depository
Nota : 7,5 em 10

sábado, 4 de julho de 2009

Clássicos Tintim: Capas Vol.8


Este é um dos livros desta colecção que me põe mais curioso, pois este herói, Vasco, já não é do meu tempo da revista Tintim... logo desconheço completamente!
Vem com duas estórias:
- O Ouro e o Ferro
- O Prisioneiro de Satanás
Para mais informações sobre a série, clicar em Lançamento ASA / Público: Clássicos Tintim .
Boas leituras!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Conan Vol.0: Born on the Battlefield


Não podia deixar de falar deste número zero, compilação feita depois de já terem saído outros números.
Kurt Busiek continua a fazer boas estórias do Cimério criado por Robert E. Howard, mas neste caso não é adaptação, mas sim criação. Busiek em conjunto com Greg Ruth criaram uma infância e adolescência para Conan, e que juventude! As estórias são fortes e contam como o "bébé" Conan nasce no meio de uma refrega, e como este facto o marcou.
Raramente se vê a caracterização dos Cimerianos nos livros de Conan, aqui Busiek faz-lhes a honra de um retrato sobre a sua maneira de viver, a sua sociedade e as suas lendas. O avô de Conan é o seu mentor, e é a partir das suas estórias e comando, que Conan vai crescendo de maneira a surgir mais tarde como todos nós o conhecemos.
Conan cedo se torna lider dentro dos pequenos Cimerianos da mesma idade! Era grande e forte já em pequeno. Depois de uns pequenos "arrufos" com rapazes um pouco mais velhos, Conan conquistou o seu espaço. Não que isso fosse muito bom na altura, pois nem era "velho" o suficiente para acompanhar os guerreiros da sua tribo na caça e em combate, nem os jovens da aldeia queriam "brincar" com ele... era forte demais!
Assim começou a caçar sózinho (e a espiar sózinho), parecendo-se mais com o nosso solitário herói. E é sózinho que mata o lobo alfa de uma alcateia e é sózinho que seduz a filha de um poderoso feiticeiro... isso vai sair caro aos Cimerianos, pois desencadeia uma série de eventos que acabam num verdadeiro banho de sangue.
Kurt Busiek está ao seu melhor nível nestas estórias saídas da juventude de Conan, e Greg Ruth consegue dar força e dinamismo (lembrando por vezes Frazetta) ao personagem, nesta viagem ao seu passado e à Ciméria.
Ninguém que compre este livro alguma vez se vai arrepender (isto se gostar do "universo Conan", claro...).
Outras entradas de Conan neste blog em Conan Vol. 5: Rogues In the House e Conan Vol. 6: The Hand of Nergal.
Já agora, e a quem for ler a "review" Conan Vol. 6: The Hand of Nergal, eu escrevi que era o último desta série iniciada por Busiek... é mentira, saiu há pouco tempo mais um livro desta série, e este meu post tem a ver com o novo volume nº7: Cimmeria! Conan volta às suas origens. Leiam primeiro este número zero e só depois Cimmeria.
:)
Boas leituras.

Hardcover
Criado por: Kurt Busiek e Greg Ruth
Editado em 2008 por Dark Horse
Comprado na Amazon
Nota: 9 em 10

domingo, 28 de junho de 2009

Clássicos Tintim: Capas Vol.7


Série da qual eu me lembro bem da revista Tintim. Era uma série que me divertia na altura, pois foi o primeiro conctato que tive com exemplos de humor britânico!
Harold Clifton troca o seu trabalho de detective amador, pelo serviço de contra-espionagem ao serviço de Sua Magestade. Ele encarna a fleuma britânica em todas as circunstâncias!
As duas estórias têm, respectivamente os nº1 e nº9 da série actual (1978 a 2008), que já conta com 21 números editados. Existe uma primeira série mais antiga (1961 a 1976) que contou com apenas nove números.
Claro que este livro, mais o Clorofila e o Rock Derby que já saíram, são leituras para jovens "novinhos" e são boas para iniciar estes jovens na BD (assim como tantos outros...). A minha filha, de 5 anos, exige uma leitura de 2 a 4 pranchas por noite, antes de adormecer, do Clorofila!
Esta compilação de dois livros do Clifton sai na próxima quarta-feira, com o jornal "O Público". Relembro, para quem ainda não sabe, que a lista completa e mais algumas particularidades estão aqui .
Boas leituras.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Return to Wonderland


Depois do extraordinário sucesso da série Grimm Fairy Tales, que já vai na sua quinta compilação (TPB) e na sua quadragésima revista (isto para não falar nas já várias reedições do volume 1 e volume 2), surgiu este excelente “spin-off”: Return to Wonderland. A Zenescope é uma pequena editora que apostou numa leitura para adultos (ou adolescentes mais “crescidos”), com base nas nossas estórias de crianças, mas com desenvolvimento mais virado para o terror, e não para as criancinhas adormecerem felizes. Aliás, muitas delas, sobretudo nas Grimm Fairy Tales, colam-se à estórias originais dos irmãos Grimm, que não eram propriamente para crianças. Para além disso ainda têm outros títulos de sucesso (dentro do mesmo género, como "S7ven", "The Piper" e "1001 Arabian Nights: The Adventures of Sinbad"!
Falando especificamente do “Return to Wonderland”, este faz uma volta espectacular ao mundo de “Wonderland”, mas desta vez a protagonista é a filha de Alice (Alice no País das Maravilhas). Claro que aqui as “maravilhas” são horríveis, o coelhinho branco tem um ar absolutamente de um filme de terror e a Alice, agora casada e mãe de duas crianças está atacada por doenças do foro psiquiátrico. Nunca recuperou da sua visita ao “país das maravilhas”…
A arte é muito boa, pode parecer ao princípio um pouco de plástico, mas depois verifica-se que pela sua consistência, que está num bom patamar. As capas são autênticas galerias de “pin-ups”, muito boas, já propositadamente para chamar um público mais adulto! Quanto à estória, esta não é nada daquilo que qualquer leitor incauto poderá pensar! É uma transformação de tudo quanto era bonito e doce em algo de monstruoso e terrível!
A estória está cheia de raparigas bonitas e com um ar verdadeiramente sexy! Mas os detractores deste género que apela às hormonas masculinas, normalmente rendem-se a 100% à estória e á sua arte, como pude constatar em muitas críticas e entrevistas pelo mundo da internet.
Alice nunca recuperou muito bem da sua visita ao “País das Maravilhas”, apesar de ter constituído família quebrou muito psicologicamente, tendo cometido várias tentativas de suicídio depois de voltar de “Wonderland”. Para ajudar à festa, o seu marido engana-a com a sua secretária (de duas pernas) tendo ele próprio hábitos sexuais muito próprios. Os seus filhos, como não podia deixar de ser, são indivíduos com uma personalidade algo desestruturada (sobretudo o filho mais novo). A sua filha Calie (anagrama de Alice), apesar de ser uma inveterada “party-girl”, e já com tendência para ingerir cogumelos alucinogénios, ainda era quem tomava conta minimamente da mãe, que vegetava no mundo dos sonhos (uma parte do seu espírito nunca tinha abandonado o País das Maravilhas). A acção começa a tomar forma com a oferta de um animal doméstico a Alice, um coelho branco (com um ar absolutamente maquiavélico), e é a partir daqui que tudo começa e que todas as revelações são feitas sobre a dimensão paralela de Wonderland. Também se revela o que tinha de ser feito para esta dimensão louca e macabra não se misturar com a nossa, situação esta que só a família de Alice pode evitar… e a que custo!
É uma boa leitura de entretenimento!
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Raven Gregory, Daniel Leister, Ralph Tedesco e Nei Ruffino
Editado em 2008 por Zenescope
Comprado Amazon
Nota : 8,5 em 10

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