segunda-feira, 29 de junho de 2015

Lançamento Devir: All You Need is Kill Vol.2



Por motivos profissionais estive ausente três semanas, e desde já fica o meu obrigado ao Hugo e ao Paulo por terem feito alguns posts durante a minha ausência.
E claro... ficaram algumas coisas por divulgar!

Começamos por este Manga que termina já neste segundo volume: All You Need is Kill Vol.2.
Saiu no passado dia 5, passados 20 dias do anterior livro e desde já posso dizer dizer que adorei esse primeiro volume.
:)

Fiquem com a informação da Devir:

All You Need Is Kill Vol.2

A Terra é invadida pelos Mimics, uma raça alienígena de monstros quase indestrutíveis que se lançam numa guerra de extermínio.
Keiji Kiriya é apenas um entre inúmeros recrutas inexperientes a ser metido numa armadura mecanizada e atirado para o meio da carnificina, onde é abordado por Rita Vrataski, a famosa «Pantera Blindada».
Os dois jovens unem forças para descobrir como funcionam os círculos temporais e quebrá-los de vez. Mas o poder dos «mimics servidores» encerra um terrível segredo...
Será que Keiji e Rita conseguirão romper o círculo vicioso da batalha interminável? Será que existe uma esperança para a Humanidade?

Novela original de Hiroshi Sakurazaka,
Storyboard de Ryosuke Takeuchi,
Personagens de Yoshitoshi Abe
Desenho de Takeshi Obata, o criador de Death Note

216 páginas a preto
FORMATO: 126x190 mm
ISBN: 978-989-559-262-3
EAN: 9789895592616
PREÇO: €9,99 PVR
Edições Devir

All You Need Is Kill 1 e 2 são os primeiros títulos da categoria de Manga Seinen que a Devir editou. Parabéns!




Podem clicar no link em baixo para ler, e ver, informação  sobre o 1º volume:
Lançamento Devir: All you Need is Kill

Boas leituras


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domingo, 28 de junho de 2015

Cantinho do Artista: Marc Silvestri



Voltamos ao Cantinho do Artista, para recordar um pouco o trabalho de Marc Silvestri, que conheceu a fama a desenhar os mutantes da Marvel, antes de fazer parte da fundação da Image Comics e ser a principal figura da Top Cow.

Marc Silvestri nasceu a 29 de Março na Flórida, conhecendo o mundo da banda desenhada através do seu primo que era fã e coleccionador. Ganhando gosto pelo desenho, começou a sua carreira na DC Comics e na First Comics, antes de ingressar na Marvel no final dos anos 80.

Começou a ficar conhecido quando desenhou os X-Men, tendo passado também dois anos como responsável pela arte da revista do Wolverine. Em 1992 fez parte dos sete artistas que revolucionaram o mercado dos comics criando uma editora para rivalizar com as grandes duas.a Image Comics, que tinha diversos selos associados a ela, sendo o de Silvestri a Top Cow.




Cyberforce, Codiname Strike Force, Darkness, e Witchblade tornaram-se alguns dos títulos mais bem sucedidos da companhia, todos com a colaboração de Silvestri de uma forma ou de outra.

Voltou a desenhar os X-Men em 2004 e 2007, sempre com muito boa aceitação por parte dos fãs que foram sempre muito fiéis ao seu trabalho. Conhecido por criar poses sugestivas e de um traço muito particular, Silvestri hoje em dia trata apenas de assuntos relacionados com a Top Cow, deixando a arte em segundo plano.

Para ver as imagens noutro tamanho, clicar nelas.












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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Os 4 Ases


Hoje recordo uma BD que pode ter passado despercebido a muitos, os livros dos 4 Ases, mais um produto Franco Belga que tinha humor e aventura à mistura, numa toada mais juvenil mas nem por isso menos interessante.

Georges Chaulet tratava do argumento, enquanto que os desenhos ficavam ao encargo de François Craenhals, que tinha um traço simples mas que conferia uma forte identidade às aventuras de um grupo de 4 jovens.

Lastic é o chefe do grupo, um jovem empreendedor e sempre com muita energia, Doc, o "cérebro", um caixa de óculos que preferia ficar a ler os seus livros, mas que não desperdiçava a chance de resolver um bom mistério. Do grupo faziam ainda parte Bouffi, o "gordo" que adorava comer mas era sempre muito voluntarioso e pronto a ajudar, enquanto que Dina era o elemento feminino: eis os 4 Ases, sempre acompanhados pelo seu cão Óscar.

Existiam ainda 2 polícias incompetentes que não gostavam nada quando o grupo se intrometia e resolvia os seus problemas, um tinha um cargo de destaque, e era aquela típica pessoa que não sabia do que falava mas agia como se soubesse. O outro, um lambe botas que fazia tudo para que o seu chefe ficasse bem, alinhando em todas as loucuras.



Eram aventuras divertidas, com muito humor, aventura e algum mistério à mistura. Os 4 Ases (Les 4 As) foram mais um produto da escola Franco-Belga, direccionada para um público infanto-juvenil mas com algumas piadas que podem ser apreciadas por qualquer um seja qual for a idade que tenha.

Em Portugal foram editados pela Difusão Verbo, em livros de capa dura com alguma qualidade sendo lançados cerca de 20 Álbuns, com o primeiro a ser publicado em 1980.

A Taça de Ouro é um dos meus preferidos, envolve um espião famoso que é apanhado sem querer numas filmagens do grupo que estava a participar num concurso de filmes amadores. O livro mostra as tentativas frustradas desse espião a tentar recuperar o filme, assim como as filmagens disparatadas do grupo para esse concurso.

Também gosto muito do Picasso Roubado e do Navio Fantasma, 2 dos livros com mais aventura do grupo e, claro, sempre com muito humor. Apesar de não ser muito conhecido por todos, recomendo a leitura de algum destes livros, aposto que se irão divertir.




























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terça-feira, 23 de junho de 2015

Recordações geeks: Super Heróis da Gulliver e da Disvenda


Enquanto o Nuno não vem, vou aproveitando e continuar a levar-vos em viagens que vos desperta as memórias e recordações de outros tempos. Hoje vou relembrar os bonecos de PVC que fizeram a delícia de muitos em Portugal e no Brasil.

Na década de 70 e 80, era raro o merchandising relacionado com os nossos queridos super-herói, para além dos livros só tínhamos a ocasional (rara em Portugal) colecção de cromos ou calendários. Mas no final da década de 70 apareceu por cá uma série de bonecos da Marvel (e alguns da DC), distribuídos pela Disvenda, a mítica marca de muitas das nossas cadernetas de cromos.

Ainda tive um Homem-Aranha como aquele que aparece no meio da foto, para além de um Hulk, e gostava bastante deles, apesar do seu aspecto tosco era algo relacionado com os super heróis que eu amava e isso era o suficiente para até brincar um pouco com eles, isto apesar de eles serem figuras estáticas em cima de uma prancha.


O único que ficava bem era o Surfista Prateado, já que era o único que tinha realmente uma prancha. Eram uns quantos bonecos, muitos eram os mesmos moldes pintados de forma diferente, ou seja um Homem Aranha podia virar um Homem de Ferro, percebia-se isso por estarem na mesma pose.

No Brasil existia basicamente a mesma colecção, distribuídos pela Gulliver, que fizeram um enorme sucesso. Pareciam estar mais bem pintados do que os que saíam por cá, mas os moldes eram os mesmos, percebi mais tarde que saíram lá alguns que eram iguais aos que saíram por cá mas no nosso país mudaram a personagem.

Lá saíram também uns sacos com bonecos só de uma cor, os chamados monocromáticos, que não me recordo de ver por cá mas possivelmente também saiu. Tanto os bonecos da Gulliver como os da Disvenda atingem agora verdadeiras fortunas em leilões da internet, mesmo com aspecto tosco.

Quem teve destes bonecos? Quem gostou?







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domingo, 21 de junho de 2015

Cantinho do Artista: Michael Golden


Inaugurar aqui a rubrica do cantinho do artista, onde abordaremos o trabalho de um artista em especial, de uma forma não muito aprofundada, mas deixando a arte falar por si. Para estrear este espaço, e como bom nostálgico que sou, relembro então alguns trabalhos de Michael Golden.

Michael Golden começou a ficar conhecido no mundo dos comics no final da década de 70, trabalhando em títulos como o Senhor Milagre da DC, iniciando então a sua colaboração com a Marvel no ano seguinte onde deu nas vistas quando ficou com a revista Micronautas, que criou em conjunto com Bill Mantlo.

Na década seguinte trabalhou em títulos tão diversos como do Dr Estranho, Marvel Fanfare ou Howard the Duck, para além de ter sido co-criado da personagem Rogue, no anual dos Vingadores que desenhou e colaborou com Chris Claremont.





Mas muitos recordam-se das suas capas, Golden era um dos mais requisitados para esse tipo de trabalho, e dos seus pin ups, posters e calendários com os diversos heróis da Marvel, a companhia para a qual ele trabalhou mais tempo. Depois fez um trabalho excelente na revista The Nam, retratando a guerra do Vietname. Apesar disso tudo,Golden sempre afirmou preferir o mundo da publicidade, dando sempre mais atenção ao seu trabalho nesse ramo e ficando a colaborar esporadicamente no mundo dos comics.

Cliquem nas imagens se as quiserem ver em todo o pormenor.




















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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Máquina do Tempo: O Fantasma (The Phantom)


Lee Falk está por seu próprio direito na história da BD, isto por causa de duas das suas criações se terem tornado das personagens mais míticas de sempre, tornando-se clássicos intemporais. Hoje não falarei de Mandrake mas sim do Fantasma, um herói que esteve presente em inúmeras gerações e continuará a encantar outras tantas quer seja no papel, quer seja na Televisão ou até mesmo no cinema.

O Fantasma começou a ser publicado em tiras de jornais a 17 de Fevereiro de 1936, estando ainda em publicação, prova da longevidade da personagem. Lee Falk foi o criador e o autor dessas histórias, enquanto que a arte ficava a cargo de Phil Davis, mostrando assim as aventuras do primeiro super-herói em uniforme, passando rapidamente a ser publicado também em revistas de Banda Desenhada, primeiro com a republicação das tiras de jornais, e depois com histórias completas e originais.

Eu tive algumas dessas revistas, as publicadas pela RGE, e não eram poucas, existiam as mensais, os Almanaques, as edições especiais, tudo mostrando as aventuras do herói de uniforme vermelho.. ou Roxo, já que o vi com ambas as cores e não sabia qual seria a verdadeira. Foi assim que o vi pela primeira vez, depois nos desenhos animados e logo depois no jornal, conhecendo 3 universos distintos deste herói que existe há mais de 75 anos.

Mais tarde percebi que era a Roxa, e que a Vermelha era a utilizada em alguns Países, como a Itália, Espanha e o Brasil onde o herói era muito popular e foi publicado por várias décadas, com destaque para as revistas da Rio Gráfica Editora.

O constante uso de uma caveira tornava a personagem apetecível para os mais novos, o uniforme tinha uma caveira na fivela de um cinto, o herói usava um anel como caveira e vivia numa caverna em forma de Caveira. Isto tudo em conjunto com as duas pistolas que ele utilizava (Calibre .45) e a sua atitude aguerrida e corajosa, fazia com que fosse fácil gostar deste herói.

O Fantasma não tem poderes, apenas uma força acima da média e uma grande agilidade física, e assim como outras personagens baseadas um pouco nele, como o Batman, vive do receio que provoca nas pessoas, do misticismo em torno da sua identidade. Ele é conhecido como o Espírito-que-caminha, por causa de ser visto por várias gerações de tribos que acham que ele é sempre a mesma pessoa, e não sabem que se trata de várias gerações de combatentes ao crime.

O mais conhecido de todos é o 21º, Kit Walker, é casado com Diana Palmer, tem um cão chamado Lobo e um cavalo chamado Herói, seus fiéis parceiros no combate ao crime. Vivendo no país Africano de Bangalia numa caverna em forma de caveira, protege todos os seus habitantes e todos sabem da lenda deste homem que nunca morre, do espírito que anda, sem saberem que se trata de um conjunto de gerações de combatentes ao crime.

Sempre que um deles assume, tem que repetir o juramento:

"I swear to devote my life to the destruction of piracy, greed, cruelty, and injustice, in all their forms, and my sons and their sons shall follow me"

No Brasil a demanda pela personagem era tanto que a dada altura eram publicadas regularmente revistas que traziam histórias de todo o mundo, desde os Estados Unidos à Suécia, de Holanda à Dinamarca e até a ter algumas criadas no Brasil por artistas como Walmir Amaral. Foi publicado pela RGE e Editora Globo, mas também foi editado pela EBAL, Saber, L&PM, Livraria Civilização, Opera Graphica, Editora Activa (selo da Opera Graphica), Nova Sampa e Mythos Editora.


Nos Estados Unidos foram várias as editoras, em 1940 era a David McKay que mostrava as tiras compiladas, enquanto que nos anos 50 foi a Harvey Comics a publicar a personagem. Gold key, King Comics e Charlton Comics asseguraram que as gerações das décadas de 60 e 70 conhecessem este herói, enquanto que nos anos 90 foi a vez das duas grandes editoras, a DC e a Marvel enquanto que recentemente a Dynamite publicou umas quantas revistas do herói.

Nos anos 80 teve grande destaque no desenho animado Defenders of the Earth, onde aparecia aliado a outros heróis como Mandrake e Flash Gordon, para além de ter uma filha do seu lado. Em 1994 apareceu uma das versões mais bem aceites da personagem, o Fantasma 2040, criado por David J. Corbett e Judith e Garfield Reeves-Stevens.

Teve um filme que ganhou estatuto de culto,saindo em 1996 e com Billy Zane no principal papel e fala-se de uma nova produção cinematográfico devido às boas vendas em dvd e blu ray. Um herói que parece mesmo imortal, acompanhando gerações e que não mostra sinais de isso deixar de acontecer.



























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terça-feira, 16 de junho de 2015

Vertigo: Pré-Vertigo Parte 7 - Conclusão
A história que antecede o selo: 1992

Ao entrarmos em 1992, faltava apenas um ano para a Vertigo começar, mas o público ainda não sabia. As principais revistas que iam dar início ao novo selo já estavam no activo, e não apareceram novos títulos para o integrarem. Alguns estiveram lá perto, mas eram apenas mini-séries, que provavelmente teriam sido inseridas no selo, já que se afastavam suficientemente do universo DC para o justificar.

Uma dessas mini-séries era Warlord, que trazia de volta o mundo subterrâneo de Skartaris, e que tinha sido um dos maiores sucesso da DC fora dos super-heróis nos anos 80. Nesta mini-série de seis números, lançada a partir de Janeiro, um jogral decide ir à procura do lendário Guerreiro, o estrangeiro Travis Morgan, para poder contar a sua história na forma de uma canção, mas a realidade revela ficar muito longe da lenda em que acreditava. No entanto, Morgan, que procurava afastar-se do seu passado, vê-se forçado a retomar o capacete e as armas do Guerreiro, devido à ressurreição do seu inimigo, o nefário tecnomago Deimos. Para isso, Travis Morgan recorre à ajuda da sua filha Jennifer Morgan, que tem habilidades místicas. A história foi escrita por Mike Grell, num estilo semelhante ao título original, com arte de Dameon Willich, que não se confundia com Grell mas não fugia muito do estilo tradicional de aventura.

Outro título semelhante, que tentava ressuscitar uma propriedade alternativa antiga era Arion the Immortal, pela mão do seu criador original, Paul Kupperberg, e do artista Ron Wilson. Por coincidência, tanto Travis Morgan como Arion derivavam a sua história da lenda da Atlântida. Kupperberg tentou aqui trazer Arion de volta pela segunda vez, depois de uma tentativa de o ligar à história pós-Crise da Poderosa (Power Girl), prima do Superhomem da Terra-2. Nesta nova história, o feiticeiro Arion da Atlântida está contente em viver uma vida simples num bairro pobre de Nova York, envelhecido e sem poderesa, a infernizar a vida do seu velho inimigo e vizinho, Chaon. No entanto, o destino tem outros planos para Arion, quando a velha magia atlante é reiniciada, permitindo o regresso do seu irmão, o maligno Garn Daanuth, o que obriga o feiticeiro a salvar o mundo e eliminar a magia, para poder regressar à sua vida pacata. Publicada a partir de Julho, tinha um visual apropriado para a Vertigo, mas a história não foi reimpressa nem teve seguimento.

Dezembro viu o regresso de Deadman às bancas, com uma mini-série de dois números, Deadman: Exorcism, novamente com Mike Baron e Kelley Jones a assinarem. A história segue a mini-série anterior, com Boston Brand a sofrer mais com os seus distúrbios emocionais, relacionados com a sua solidão e incapacidade de viver uma vida normal, apesar de ser um fantasma imortal. Deadman acaba por ser influenciado por outros fantasmas, o que o obriga a exorcizar-se a si próprio, confrontado um detalhe esquecido do seu passado. A história mereceu algumas críticas por parte do público, pois quis transformar Boston Brand num predador sexual antes da sua morte e ressurreição.

Começando em Março, My Name Is Chaos era uma série de ficção científica em quatro números, editada em formato prestige, idealizada por Tom Veitch e John Ridgway. A história começa com um grupo de alienígenas a transformarem Thomas Valis no futuro da humanidade, com superpoderes, mas enquanto Valis vai descobrindo como usar as suas habilidadse, o seu irmão Steven usa as suas criações, os humanos artificiais conhecidos como Mandróides, para começar a colonizar Marte com o propósito de declarar guerra à Terra. Existe uma mensagem secundária da necessidade de preservação ecológica na história, para preservar a vida como um ser humano normal, que contrasta com o desejo de vários humanos transformados por tecnologia de abandonar a Terra e iniciar uma nova vida noutro local, cortando todos os laços com o antigo lar.

Também em Março, foi publicada outra mini-série prestige, em três números, chamada Skull & Bones. O primeiro trabalho completamente escrito e desenhado por Ed Hannigan, mais conhecidos pelos seus trabalhos tradicionais com super-heróis nos anos 70 e 80, vê um soldado soviético a regressar da guerra do Afeganistão mesmo na altura em que uma revolução se aproxima na União Soviética. O soldado, vestido como um esqueleto, torna-se ele próprio uma figura revolucionária e inspiradora para a população em geral, mas vários grupos políticos, incluindo a KGB, querem usá-lo nos seus próprios propósitos, mas nenhum consegue evitar o colapso da União Soviética. Este thriller político nunca foi reimpresso.

Mais alguns meses, e Tell Me, Dark teria sido um livro da Vertigo. No entanto, a graphic novel de Karl Wagner, John Ney Rieber e Kent Williams chegou às bancas em Dezembro e mesmo as sua reedições de 1993 e 2001 têm apenas o logótipo da DC na capa. Como é habitual com a arte de Williams, a história tem vários momentos intimistas, até porque o personagem principal, Michael Sands, é motivado pela morte da namorada para investigar um mundo de magia, anjos, demónios e sacrifícios humanos, acabando por encontrar algo maior do que aquilo que estava à espera.

Vale a pena mencionar ainda The Hacker Files, uma mini-série de 12 números lançada em em Agosto, da autoria de Lewis Shiner, Tom Sutton e Mark Buckingham, onde o programador Jack Marshall tem que lidar com um vírus informático vivo que controla todos os aparelhos do governo. A história não poderia fazer parte da Vertigo devido às aparições de Barbara Gordon, Hal Jordan e da Liga da Justiça Internacional. Shado, Song of the Dragon, chegou às bancas em Abril, uma mini-série de quatro números com esta personagem secundária do título Green Arrow, que em breve deixaria de fazer parte da linha adulta. Finalmente, Janeiro (ainda com data de 1991) viu a publicação de Batman & Dracula: Red Rain, talvez a melhor história Elseworlds de sempre, onde Drácula transforma Bruce Wayne num vampiro, tornando-se verdadeiramente uma lenda de Gotham.

As edições com capa de Março de 1993, lançadas em Janeiro, viram o surgimento dos primeiros títulos com o selo Vertigo, criado por Karen Berger com a assistência de Art Young, que tinha tentado lançar a Touchmark Comics com apoio da Disney, dois anos antes. Animal Man (57), Doom Patrol (64), Hellblazer (63), Sandman (47), Shade, the Changing Man (33) e Swamp Thing (129) foram os títulos absorvidos. Com Death: The High Cost of Living (de Neil Gaiman e Chris Bachalo) e Enigma (de Peter Milligan e Duncan Fegredo) a serem as primeiras mini-séries publicadas. Books of Magic foi a primeira encadernação da Vertigo.

Durante 1993 chegaram ainda Sandman Mystery Theatre, um título de crime noir nos anos 30, com Wesley Dodds (o Sandman original), por Matt Wagner e Guy Davis, e a série mensal da Orquídea Negra, Black Orchid, feita por Dick Foreman e Jill Thompson. Chegaram também as mini-séries Sebastian O (de Grant Morrison e Steve Yeowell), The Extremist (de Peter Milligan e Todd McKeever) as menos conhecidas The Last One e Skin Graft, e o regresso do ex-soldado Jonah Hex num western com o título Jonah Hex: Two-Gun Mojo. A Vertigo estava lançada.




Podem ler ou reler todas as partes anteriores:

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