
Foi lançado no Amadora BD deste ano e é mais uma novidade de autores portugueses.
Rui Lacas apresenta uma estória num campo esquecido pelos autores portugueses: Ficção-Científica!
Ainda não conheço o livro, mas estou bastante curioso para o ler!
Fica o press release da ASA:
Após o primeiro cataclismo, em 2012, o planeta Terra vivia há quase 100 anos sem sobressaltos, defendido por uma nova tropa de elite, munida de indivíduos superpoderosos, os “Asteroid Fighters”…
Agora, a Terra depara-se com uma nova e inesperada ameaça… Três asteróides de origem desconhecida rumam em sua direcção e os “Asteroid Fighters” tentam tudo para salvar o planeta da destruição.
Mas terão os defensores da Terra armas suficientes para eliminar estes misteriosos asteróides?...
RUI LACAS: Argumentista e desenhador
Nascido em Maio de 1974, estudou na faculdade de Belas Artes de Lisboa e trabalha como ilustrador freelancer para publicidade. No campo da Banda Desenhada conta já com diversos álbuns publicados, dos quais se destaca “Obrigada, Patrão” galardoado em França com o Prémio de Melhor Argumento no Festival de Les Moulins, e também com diversos Prémios em Portugal, incluindo os de Melhor Álbum e Melhor Argumento no Festival de Banda Desenhada da Amadora em 2008.
Actualmente integra um colectivo de ilustradores situado na capital, “The Lisbon Studio”, de onde surgiu a ideia para este projecto inspirado no seu grupo de amigos.
Autor - Rui Lacas
Colecção: Autores portugueses
Número de páginas: 80
Tiragem: 1500 exemplares cartonados
ISBN: 978-989-23-0670-4
E... boas leituras :)
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Lançamento ASA: Asteroid Fighters Vol.1
quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Lançamento ASA: Blake & Mortimer - A Maldição dos Trinta Denários

A ASA continua "em cima" das edições francesas, editando este último álbum da famosa série Blake & Mortimer quase ao mesmo tempo da publicação original. Depois do "O Santuário de Gondwana" vem agora o nº19 desta série: A Maldição dos Trinta Denários.
Este último livro tem a assinatura do incontornável Van Hamme com desenho de René Sterne e Chantal De Spiegeleer.
A capa em cima é exclusiva da FNAC, à esquerda fica a capa original. Segue o press release da ASA:
Dia 20 de Novembro chega às livrarias a novidade da colecção BLAKE & MORTIMER.
Símbolo mítico da Banda Desenhada de qualidade para o grande público, esta série, com o decorrer dos anos, tornou-se um best-seller incontestável.
Intrigas policiais, arqueológicas ou científicas fazem destas aventuras um dos grandes clássicos da BD. Quem não se lembra de expressões como: “By Jove” ou “Goddam”?
Oito anos após “O ESTRANHO ENCONTRO”, Van Hamme, autor das séries XII e Thorgal, assina de novo um argumento de Blake & Mortimer, juntamente com René Sterne, falecido no decorrer deste trabalho e Chantal de Spielgeleer, autora da série “Madila” e que terminou os desenhos deixados pelo marido.
Mortimer foi convidado para se deslocar à Grécia para identificar uma espantosa descoberta arqueológica: os 30 denários de Judas. Amaldiçoadas, estas moedas seriam a manifestação física da cólera Divina! Se for parar a mãos corruptas, um tal artefacto conduzirá, certamente, à queda da Humanidade. E Olrik, precisamente, acaba de fugir da penitenciária de Jacksonville… Fantasma teológico ou realidade científica, o perigo é real!
Colecção: Blake & Mortimer
Autores: Jean Van Hamme, René Sterne e Chantal De Spiegeleer
Tiragem: 5000 exemplares cartonados (capa original)/1000 exemplares cartonados (capa Fnac)
ISBN: 978-989-23-0651-3 (capa original)/978-989-23-0652-0 (capa Fnac)
Número de páginas: 56
Boas Leituras
quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Lançamento ASA: Sonho sem Fim

A ASA vai lançar amanhã o livro que conta a estória de Pedro Couceiro, piloto de automóveis português. Os proveitos deste livro revertem a favor das Aldeias de Crianças SOS. Os autores são o próprio Pedro Couceiro, Hugo Jesus (Central Comics) e Rui Ricardo.
Segue o press release da ASA:
Trata-se de uma biografia do conhecido piloto de automóveis Pedro Couceiro, que comemorou recentemente 25 anos de carreira desportiva. Este retrato da sua vida, desde a infância, quando era um pequeno cantor, até aos dias de hoje, já como piloto consagrado, pretende ser divertido e didáctico, e mostrar aos mais jovens que é possível concretizar os sonhos de criança. Ao longo destas páginas vai ainda encontrar retratadas figuras bem conhecidas, como Júlio Isidro, Eusébio, Manuel Gião e até Miguel Pais do Amaral.
Este livro resultou de uma edição conjunta com a Asa e os lucros da sua comercialização vão reverter a favor das Aldeias de Crianças SOS, instituição da qual Pedro Couceiro é embaixador. Esta informação vai ser colocada na capa, num sticker.
Está previsto o lançamento do livro para dia 19 de Novembro, com a presença de muitas caras conhecidas e da imprensa.
Autores : Pedro Couceiro, Hugo Jesus e Rui Ricardo
Nº páginas: 48
Tiragem: 2500 exemplares cartonados
ISBN: 978-989-23-0677-3
Boas leituras!
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
20º Amadora BD: Últimos apontamentos

Para finalizar os meus apontamentos sobre o 20º Amadora BD vou fazer um balanço pessoal sobre o evento que decorreu, na vertente de visitante e de comprador.
Em relação à localização do evento já ouvi falar várias vezes da “Fábrica da Cultura”, ora como eu nunca conheci o festival sem ser no Fórum Luís de Camões, não sofro do saudosismo que muitas pessoas sentem quando fazem a comparação entre um local e outro. Para mim o Fórum é um bom local em si próprio, tendo apenas a pecha de possuir poucos lugares de estacionamento. Quando oiço falar da estação de Metro até me arrepio… acho que nunca iria a tal lugar para um festival do que quer que fosse! O segredo estará de certeza em potenciar ao máximo o Fórum Luís de Camões. Em relação à dispersão de exposições e outras actividades noutros locais da Amadora, eu como visitante de fora do concelho só tenho de discordar! Não conheço a Amadora e nunca irei andar às voltas pela cidade para descobrir uma exposição aqui e acolá. Agora se essas exposições e actividades são direccionadas apenas para os habitantes locais, penso que será uma estratégia como outra qualquer, neste caso e para mim, é má!
A primeira impressão que eu tive deste festival foi o “logo” e toda a decoração feita pelo Rui Lacas. Muito boa, foi a primeira vez que eu gostei de um cartaz de um festival de BD! Outra interessante decoração interior foram os “bonequinhos” feitos no site do Amadora BD, por quem aderiu a esta iniciativa, e impressos nas paredes do corredor do piso 0. Foi um toque pessoal de muitos visitantes do festival, que assim contribuíram na decoração do evento.
Gostei da muita gente que encheu literalmente o Fórum durante os três fim-de-semana que durou o evento.
Agora por partes:
Adorei a disponibilidade dos autores portugueses que na sua generalidade foram muito profissionais nos seus sketch, embora Ricardo Cabral não tenha sido feliz no tema das aguarelas com que brindou muitos dos leitores presentes.
De qualquer maneira, e estou a falar sem perceber muito do assunto, julgo que se houver contactos atempados entre a direcção do festival, editoras e livreiros se poderia ter um lote ainda melhor de autores estrangeiros.
Já agora, acho que não vale a pena marcar autógrafos para as 15:00, visto que nunca começam a essa hora…
Bem, junto-me ao Refém e ao Verbal, que segundo dizem não percebem nada de BD, assim como eu.
Off-topic … estamos em começar a organizar uns almocinhos para nós e mais alguém que se queira juntar mas que não perceba nada de Banda Desenhada :D
BRK
Israel: Sketchbook
Mucha
Bang Bang Ultimate Vol.1
Outros houve, mas que eu ainda não tenho como é o caso de Asteroid Fighters (Rui Lacas).
O balanço é positivo, diverti-me bastante, encontrei bastante gente interessante e claro que vou repetir para o ano. Espero que a direcção comunique mais com os outros intervenientes no festival, para que as falhas que vão surgindo sejam minoradas ou mesmo eliminadas. Sei que é difícil resolver alguns problemas devido à grande dimensão do festival, mas isso deveria servir de estímulo à direcção para os resolver! Acho que comunicação é palavra-chave para muitos dos pontos negativos que aconteceram este ano.
Em relação ao desafio de Mário Freitas da Kingpin Books, “Amadora 2009 - Eu contribuí. E vocês?”, eu só posso contribuir com a divulgação do evento, o que eu acho que fiz, e com a minha presença ao longo dos três fim-de-semanas que durou o evento, dando a minha opinião sobre aspectos positivos e outros não tão bons a alguns membros da direcção do Amadora BD. De resto a minha intervenção só pode ser apenas de informação.
Ficam links para outras opiniões, sobretudo de alguns livreiros que vêem o festival com olhos:
20º Amadora BD - As minhas impressões finais
Amadora 2009 – Eu contribuí. E vocês?
As "notas" esmiúçam o Amadora BD
Para finalizar mais umas fotos de autores presentes este ano.










Ufaa... isto deu trabalho!
:D
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Bang Bang Ultimate Vol.1

Depois destas mini-férias do Leituras de BD, volto com o meu último livro de autores portugueses que foram promovidos ou lançados durante o Amadora BD.
Assim temos Bang Bang Ultimate Vol.1 de Hugo Teixeira, que compila em formato Manga (Tankobon) os dois primeiros volumes Bang Bang já editados (em formato norte-americano - TPB), mais a respectiva continuação equivalente a um terceiro volume.
Já tinham sido referidos aqui no blog os dois primeiros volumes desta série, Bang Bang, edição pela Pedranocharco. Na altura queixei-me de falta de cuidado em muitas pranchas, agora irei queixar-me não do autor mas da edição (mas já lá vamos...).
Nota-se que houve um esforço de Hugo Teixeira para que a qualidade global do desenho subisse de nível, o que foi conseguido, e de certeza que para os próximos volumes teremos um Bang Bang ainda melhor se este aumento de qualidade continuar .
Em relação à estória, esta continua ainda muito no princípio embora tenha tido alguns desenvolvimentos interessantes. Gostei da descrição gráfica da cidade ("Poison City") onde Kitsune e Tora tentam escapar do planeta através de conhecimentos no submundo desta cidade que Tora possuía. Gostei também dos policias :)bey! (Eheheh)
Falando da edição... foi a desgraça! O interface dos programas entre a gráfica e a edição não funcionou ficando a qualidade gráfica imediatamente comprometida.
A razão apontada pelo editor para não ter visto as provas, falta de tempo e o livro tinha de sair no Amadora BD, para mim não são muito válidas. Um produto difícil de vender em Portugal, como é a BD, tem apresentar qualidade gráfica no mínimo! Depois do autor fazer um esforço para subir o nível da arte não se compreende a descida de qualidade da impressão, e sobretudo apresentá-la ao público assim. Foi tão à pressa que nem o nome do Hugo Teixeira consta da capa! Acharia preferível que o livro saísse depois do Amadora BD com uma edição em condições, do que durante o evento com todas aquelas falhas.
Durante a apresentação do livro, H. Teixeira fez saber que sairão mais dois livros similares a este no formato e quantidade de páginas, espero eu que com muito melhor qualidade de edição (e já agora o nome do autor na capa).
A nota reflecte e penaliza a edição da Pedranocharco, não o autor.
Para terminar... gostei muito da capa, e fico à espera do próximo.
Como o Hugo decidiu mostrar duas versões da mesma página no seu primeiro comentário, eu coloco aqui para verem a diferença.


Boas leituras!
Tankōbon (単行本)
Criado por: Hugo Teixeira
Editado em 2009 por Pedranocharco
Nota: 6 em 10
sábado, 7 de Novembro de 2009
Mucha

Livro de terror editado durante o 20º Amadora BD, com textos de David Soares (A Última grande Sala de Cinema), lápis de Osvaldo Medina (A Fórmula da Felicidade) e arte final de Mário Freitas (Super Pig).
É mais uma das edições lançadas durante este evento em que os portugueses estão em grande, decididamente!
Este é um género de registo que eu gosto muito em Banda Desenhada, mais que no cinema, e foi quase um reviver dos livros assinados por Ross Pynn (Roussado Pinto) da década de 70 com a revista Zakarella! Tenho bastantes livros do género, mas este é o primeiro com moscas gigantes (e nojentas também…)! Gostei na generalidade desta BD em modo “film noir”, sobretudo da expressão gráfica imposta a muitas das vinhetas, fazendo sobressair emoções derivadas do medo como repulsa e nojo. A própria protagonista, se é que se pode chamar assim, está numa situação de gravidez e isto gera também outro tipo de sentimentos que dão mais relevo ainda aos já referidos acima.
Gostei muito do trabalho de Osvaldo Medina, aqui num registo completamente diferente de “A Fórmula da Felicidade” (que não ganhou nenhum premio - ainda estou para perceber porquê) porque a estória de David Soares, e presumo que a planificação das vinhetas e pranchas seja também deste autor, necessitava de algo mais “sujo” e feio que o anterior trabalho deste talentoso artista. Aqui mostra que é bastante versátil. Quanto ao trabalho de arte finalista de Mário Freitas, acho que está bem feito. Numa Banda Desenhada a preto e branco o trabalho do arte finalista é muito importante, pois é ele que faz o trabalho final que irá ser impresso, e Mário Freitas não compromete, antes pelo contrário.
Quanto à estória propriamente dita acho que dava “pano para mangas” se os responsáveis pela edição do livro alargassem o número de páginas. A ideia é boa mas estória fica muito contida dentro daquelas 32 páginas. O trabalho de planificação da acção está bom, sobretudo se pensarmos que terá de ficar dentro das referidas 38 páginas. Penso que se o livro fosse um pouco mais alargado, permitia mais variações de velocidade e compreensão de algumas cenas… não sei se tal seria possível mas é a minha opinião. Em relação ao alemão falado no fim do livro, eu posso imaginar o que eles estão a dizer, mas nunca tenho a certeza… poderiam ter colocado a tradução numa página fora da “zona gráfica” (como aconteceu no volume 6 dos Passageiros do Vento).
Em relação à estória, bem, esta é mesmo para ser lida e absorvida por cada um. Acho que cada leitor terá uma opinião bem diferente dos outros, pois uma é estória muito aberta a interpretações pessoais por parte dos leitores.
Esta estória foi baseada na peça de teatro Rhinocéros do romeno Ionescu. Sem se perceber aparentemente porquê, os habitantes de uma aldeia vão-se transformando em gigantescas e ávidas moscas gigantes, excepto o carteiro e a aldeã Rusalka. O não perceber no imediato o que está a acontecer por parte do leitor, é o pormenor mais delicioso do livro.
Depois disto tudo, resta-me desejar…
Boas Leituras!
Softcover
Criado por: Osvaldo Medina, David Soares e Mário Freitas
Editado em 2009 por Kingpin Books
Nota : 7,5 em 10
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
20º Amadora BD: Alterações para o Último Fim de Semana (ÚLTIMA HORA)

Infelizmente por um lado e agradado por outro fui recebendo alguma informação relativa a alterações nos convidados do 3º e último fim de semana do Amadora BD.
Para tristeza minha um dos autores que eu queria mesmo conhecer não pode comparecer por força maior... chama-se Alfonso Azpiri e tem uma arte da qual sou fã!
:(
Como já noticiei mais atrás, os autores da série de culto "Cidades Obscuras" (da qual a ASA editou pouco tempo atrás o 10º tomo, A Teoria do Grão de Areia Vol.1) estariam presentes os dois para receberem o prémio atribuído pelo júri do Amadora BD, e para além disso iriam dar também autógrafos. Infelizmente o argumentista Benoît Peeters não poderá vir devido a doença. O prémio será entregue ao fim da tarde (por volta das 19 horas, mas de certeza que atrasará) e os autógrafos serão a partir das 16 horas.
Para além dos referidos autores das "Cidades Obscuras", Schuiten e Peeters, foram acrescentados Matthias Lehmann (MOT) e Batem (Marsupilami).
Assim fica a seguinta grelha de autores presentes:
David Lloyd, Ricardo Cabral, José Ruy, Rita Marques, Cristina Dias, Manuela Cardoso, Gisela Martins, José Garcês, Matthias Lehmann, Batem
16 Horas
Javier Isusi, David Lloyd, Rui Lacas, Ricardo Cabral, José Ruy, Rui Ricardo, Filipe Pina, Filipe Andrade, Hugo Jesus, Rita Marques, Cristina Dias, Manuela Cardoso, Gisela Martins, António Jorge Gonçalves, José Garcês, Matthias Lehmann, Batem, Zbigniew Kasprzak, Grazyna Kasprzak
17 Horas
Javier Isusi, Rui Lacas, David Soares, Osvaldo Medina, Nuno Duarte, Mário Freitas, Ricardo Cabral, Rui Ricardo, Filipe Pina, Filipe Andrade, Hugo Jesus, José Garcês, António Jorge Gonçalves, Pedro Leitão, Hugo Teixeira, João Mascarenhas, Matthias Lehmann, Batem, Zbigniew Kasprzak, Grazyna Kasprzak
18 Horas
Javier Isusi, Rui Lacas, David Soares, Osvaldo Medina, Nuno Duarte, Mário Freitas, Pedro Leitão, Hugo Teixeira, João Mascarenhas, Matthias Lehmann, Batem, Zbigniew Kasprzak, Grazyna Kasprzak
Ricardo Cabral, João Mascarenhas, Rita Marques, Cristina Dias, Manuela Cardoso, Gisela Martins, Hugo Teixeira, Zbigniew Kasprzak, Grazyna Kasprzak
16 Horas
François Schuiten, Javier Isusi, David Lloyd, Rui Lacas, Ricardo Cabral, Rui Ricardo, Filipe Pina, Filipe Andrade, Hugo Jesus, João Mascarenhas, Rita Marques, Cristina Dias, Manuela Cardoso, Gisela Martins, Hugo Teixeira, Luís Henriques, Matthias Lehmann, Batem
17 Horas
François Schuiten, David Lloyd, Javier Isusi, Rui Lacas, David Soares, Osvaldo Medina, Nuno Duarte, Mário Freitas, Ricardo Cabral, Rui Ricardo, Filipe Pina, Filipe Andrade, Hugo Jesus, João Mascarenhas, Luís Henriques, Matthias Lehmann, Batem
18 Horas
François Schuiten, David Lloyd, Javier Isusi, Rui Lacas, David Soares, Osvaldo Medina, Nuno Duarte, Mário Freitas, Luís Henriques, João Mascarenhas, Matthias Lehmann, Batem
Para além disto parece que os concorrentes ao Cosplay deste ano batem todos os recordes de participação! Prevê-se um fim de semana bastante animado com o Fórum Luís de Camões invadido pelos participantes neste concurso. Não se esqueçam de ter a máquina fotográfica a postos (e umas gargalhadas também...)!
:D
quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Israel: Sketchbook

Israel…
Terra envolta em mistério para a maior parte dos portugueses, apenas conhecida pelo português comum pelas notícias “bombásticas” que passam pelos nossos órgãos de comunicação social.
Ricardo Cabral com este diário de viagem ilustrado, mostra aquilo que não vemos, não sentimos e não cheiramos. Mostra um Israel real, a vida do um povo no seu dia-a-dia e o seu quente quotidiano.
Este autor teve a sua primeira edição com o livro Evereste, este focado nos Himalaias e homenageando o alpinista João Garcia, em 2007. Ricardo Cabral começou o seu percurso em direcção às artes frequentando a Escola António Arroio, licenciando-se mais tarde em pintura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Neste momento trabalha como ilustrador “freelancer”.
Este livro é um olhar muito pessoal sobre o país e o quotidiano do povo israelita. O autor visitou Israel durante o Verão de 2007, voltando lá mais duas vezes depois desta, para concluir o projecto.
É um livro muito bonito e do qual não há muitas palavras para dizer. As ilustrações estão muito boas retratando a alma dos locais representados, negligenciando propositadamente o rigor real da fotografia.
À qualidade deste artista pede-se mais Banda Desenhada! Não sei se está nalgum projecto de BD, mas gostaria de algo mais de Ricardo Cabral neste registo.
Ficam cinco ilustrações pertencentes a este “sketchbook” para vocês apreciarem a arte presente em ”Israel”.




E pronto, neste livro as ilustrações são raínhas, ocupando quase tudo, não valendo a pena dizer muito mais :)
Em relação aos sketch/autógrafos feitos no Amadora BD por este autor, estes ficam um pouco aquém das expectativas dos proprietários dos livros... atenção Ricardo, penso que não é por mal, mas provavelmente os possuidores do livro Israel deviam ter outras expectativas em relação aos sketchs feitos...
Hardcover
Criado por: Ricardo Cabral
Editado em 2009 pela ASA
Nota : 8 em 10
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
BRK

Desde o tempo em que saía no BD Jornal que eu tinha uma certa curiosidade em relação a esta obra de Filipe Pina e Filipe Andrade.
Visto que eu não era fã do formato do BD Jornal nunca o comprei, logo desta Banda Desenhada apenas conhecia algumas páginas que iam sendo colocadas pelos autores no Fórum do Portal Central Comics. Gostei do “aspecto geral” da arte, visto que não sabia nada da estória, apenas a sinopse.
Filipe Pina (texto) e Filipe Andrade (desenho) são dois jovens autores (30 e 23 anos, respectivamente) que se juntaram em 2006 para este projecto. E é um bom projecto! Faz falta na nossa BD nacional este tipo de livro pois é chamativo para os jovens, ou não seja o protagonista e a maior parte das personagens bastante jovens. Gostei de ver no Amadora BD muitos jovens com o BRK debaixo do braço. E em relação a uma mini polémica que ouvi entre gente mais adulta acerca do protagonista fumar… bem, foi assim que foi idealizado e é assim que fica bem! Como costumo dizer, ninguém começa a fumar por causa da Banda Desenhada e ninguém deixa de fumar por causa dela. Há personagens que para mim perderam o completamente o carisma quando lhe retiraram o cigarro, com a desculpa de que seria um mau exemplo para a juventude, ex.: Lucky Luke. Espero que o David continue a ser como é! Se deixar de fumar, que seja naturalmente…
Li o livro com bastante agrado, a estória corre fluida e com bom ritmo. O protagonista, David, está muito bem tratado psicologicamente e a Bia está “quase lá”. Acredito que no próximo volume também ela será mais bem caracterizada. Gostei muito de Ana, a super inteligente irmã de David, e espero que tenha uma boa utilização posterior! A arte está boa, recebendo influências várias e mescladas da melhor maneira, podendo conquistar assim leitores dos vários quadrantes da BD (Franco-Belga, Manga e Comics norte-americanos).
David é um jovem adolescente na” idade do armário”, mas com ideias bem sólidas sobre o mundo que o rodeia. A globalização para ele não é uma palavra oca! Devido a isso, é contactado pela ruiva Bia para fazer parte de uma organização não violenta que quer fazer uma revolução mental na sociedade vigente. É apresentado na sede da organização “Estalo” (BRK) e consegue ser aceite como membro, a partir daqui a acção torna-se mais rápida e com umas reviravoltas bem conseguidas! Claro que não vou pôr-me a contar a estória do livro, este terá de ser lido e recomendo-o aos jovens.
Espero que o segundo volume saia rápido, pois não convém deixar este tipo de estória pendurada, os jovens têm pouca paciência…
Dos livros novos de autores portugueses que estão a ser promovidos no Amadora BD, este foi o que eu gostei mais, embora haja outro (que eu ainda não li nem possuo) do Rui Lacas que me parece muito bom: Asteroid Fighters.
Boas leituras!
Softcover
Criado por: Filipe Pina e Filipe Andrade
Editado em 2009 pela ASA
Nota : 8,5 em 10
segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
20º Amadora BD: Exposições

As exposições estão espalhadas pelos dois pisos do Fórum Luís de Camões, ficando no piso de entrada exposições relacionadas com os 20 anos deste festival (Almanaque), outra relativa aos autores portugueses do nosso tempo (Contemporaneidade Portuguesa), Colecção CNBDI com pranchas originais oferecidas por artistas a este centro e a exposição "20 anos de Concursos" (o nome diz tudo...). Agora, desculpem-me todos os intervenientes nestas exposições atrás mencionadas, mas aquela que eu mais gostei foi mesmo a do Rui Lacas. Vale mesmo a pena!
No piso inferior várias exposições de artistas nacionais e internacionais. Quase todas interessantes vou destacar duas porque me puseram de boca aberta, e outra pela negativa...
(Atenção, isto é tudo referente ao meu gosto, outros podem ter opinião inversa)
As duas que me chamaram mesmo a atenção foram a exposição de Emmanuel Lepage e a mostra de autores polacos, com o nome de Komiks!
Ambas me encheram o olho, Lepage já lhe conhecia o virtuosismo, os polacos pela enorme surpresa que a qualidade dos trabalhos expostos possuía. Penso que os autores polacos estarão presentes no último fim de semana... a não perder!
Pela negativa a exposição da bonecada em PVC do Asterix... deveria-se comemorar 50 anos da BD Asterix, ou seja, pinturas, pranchas, vinhetas e como acessório poderiam lá estar os bonequitos em PVC... estava à espera de bastante mais desta exposição. Fez-me lembrar a exposição "Star Wars" do ano passado, grandes expectativas acabam em grandes desilusões.
Ficam em baixo algumas fotos que eu tirei no Domingo (fim de semana passado) visto que no Sábado desse fim de semana esqueci-me da máquina fotográfica, e neste Domingo ficou sem bateria...
:s
As fotos são relativos ao piso inferior, visto que o piso da entrada já está retratado aqui.














A exposição de Lepage foi das melhores que eu vi até hoje e é uma pena que por vezes a impressão em papel, por melhor que seja não consiga captar tudo o que está no original.
E pronto! Foram as duas exposições que me marcaram mais!
Não esquecer que ao vivo é muito melhor ;)
domingo, 1 de Novembro de 2009
20º Amadora BD: Artistas do 1º Fim de Semana

Infelizmente não tenho fotos de Sábado, apenas os sketch (clicar aqui), mas no Domingo redimi-me! Ficam então algumas fotos e sketchs destes artistas que vieram abrilhantar o primeiro fim de semana deste festival.
Já agora, surgiu a informação oficial de que os autores da excelente série As Cidades Obscuras, , Benoît Peeters e François Schuiten, irão estar presentes no útimo dia do Amadora BD, para receberem o prémio referente ao seu último livro, "A Teoria do Grão de Areia". Estarão presentes apenas no Domingo, e darão autógrafos antes de receberem os dois prémios que ganharam nesta edição do Amadora BD.




E pronto! Estes foram alguns dos artistas presentes no 1º fim de semana!
:)
sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
V for Vendetta: Absolute Edition

Primeira impressão: é um livro poderoso! Muito poderoso!
Escrito por Alan Moore e desenhado por David Lloyd, “V for Vendetta” foi editado entre 1982 e 1985 durante 26 números pela revista inglesa “Warrior”, sob a sombra do romance de George Orwell “1984”.
Existem muitos pontos de toque entre estes dois livros e penso que a data de inicio, 1982, é propositada pois o tema é o mesmo: totalitarismo!
Alan Moore fez parte do grupo de escritores ingleses que revolucionou os comics norte-americanos, transformando-os em leituras bastante mais adultas do que o que estava implantado na altura. Do que eu li deste grande autor destaco “Swamp Thing”, "Promethea", “Watchmen”, “Lost Girls”, “Doctor Who” e “Batman: Piada Mortal” (editado pela Devir em português). Para além disso escreveu para títulos como “Vampirella”, “Green Lantern”, “Superman, “Marvelman”, WildC.A.T.S.”, “Spawn”, Youngblood”, “Tom Strong”, etc…. são centenas de títulos escritos por este profícuo autor oriundo da Grã-Bretanha. O também britânico David Lloyd espalhou os seus desenho por “Doctor Who”, “Hellblazer” e “Hulk”, entre outros.
Este livro, apesar de recomendado por muitos fãs, nunca me despertou muito a atenção pela pobreza da edição em TPB da Vertigo. O papel era tipo papel higiénico rasca e as cores muito pobres. Entretanto apareceu esta edição e eu decidi-me pela sua obtenção, porque pelo menos o papel é muito melhor, embora as cores não continuem famosas mas na altura em que foi desenhado e
pintado também não se conseguia muito melhor! Para além disso o traço de Lloyd também não quer grandes cores, não ficariam bem naquela Grã-Bretanha escura e totalitária, aliás, esta obra no seu começo era a preto e branco.
Posto isto… fiquei impressionado! Na minha opinião bem superior a “Watchman” no seu conteúdo, esta estória é muito profunda e eu terei de reler o livro mais umas duas vezes para o “absorver” na sua totalidade. As ramificações e implicações desta estória de Alan Moore vão longe, e numa primeira leitura não se consegue descobrir todos os pormenores relacionados com a envolvência da obra. É preciso uma certa cultura e atenção para localizarmos muitos dos pormenores que estão espalhados pelo livro neste ambiente “Orwelliano”, começando logo com a origem da máscara usada pelo protagonista. Esta retrata Guy Fawkes, o homem que tentou explodir o Parlamento Britânico em 5 de Novembro de 1605, com o Rei incluído, numa tentativa de acabar com o Protestantismo vigente, substituindo-o pelo Catolicismo. Claro que o atentado foi impedido e os “golpistas” presos e queimados na fogueira (incluindo Guy Fawkes). Este dia é feriado na Grã-Bretanha desde então. Ora a primeira acção deste revolucionário anarquista, “V”, é precisamente mandar pelo ar as Casas do Parlamento no dia 5 de Novembro de 1982, conseguindo aquilo que Fawkes foi incapaz de concluir.
Depois, todos os trocadilhos com frases e palavras iniciadas com a letra “V” e o número “V” romano são inúmeros, tendo o leitor de estar com atenção para não perder a preciosidade de alguns pormenores relativos a “V”.
“V” é um anarquista sobrevivente de um campo de concentração, que decide acabar com a ordem totalitária vigente criada por um governo fascista, usando este governo cinco departamentos para acorrentar a sociedade pós-guerra nuclear inglesa. Estes correspondem aos cinco sentidos humanos. A polícia secreta eram os “Dedos”, a propaganda política era feita pela “Boca”, a vigilância vídeo eram os “Olhos”, claro que a vigilância áudio era feita pelo braço governamental dos “Ouvidos”, e por fim o “Nariz” era o departamento de investigação. Tudo isto coordenado pelo "Leader" todo poderoso Adam Susan.
Todo este aparelho totalitário recriou acções de outros regimes do género, como perseguição politica, campos de concentração para homossexuais, negros, etc., etc. É claro que também não faltam as experiências feitas em humanos, e aqui, saído da cela número V sai “V”!
"V" representa a liberdade levada ao extremo, o Anarquismo, lutando contra o outro extremo (ditadura totalitária) e para não haver confusões faz a distinção à sua protegida Evey entre Anarquismo e Caos, duas situações diferentes e não sinónimas. "V" tem uma estratégia de vingança que não admite desvios, é um homem duro e que segue sem vacilar uma linha que conduzirá à queda do regime. Aqui, e perante as acções de "V", Alan Moore deixa à consideração do leitor se este homem vingativo é vilão ou herói! A linha é ténue...
É sem dúvida uma das grandes obras da Banda Desenhada que catapultou esta arte para faixas etárias mais adultas, e que em conjunto com outras obras marcou uma viragem na BD anglófona, elevando a Banda Desenhada a um estatuto superior, estatuto este que a BD francófona já tinha atingido. Também teve direito a um filme, que felizmente eu não vi e provavelmente não verei, porque tenho a quase certeza que será um filme redutor do argumento e do protagonista (quase de certeza transformado em super-herói...).
Não se esqueçam que David Lloyd vai estar presente no 20º Amadora BD nos dias 7 e 8 de Novembro.
Boas leituras!
Slipcased Hardcover
Criado por: Alan Moore e David Lloyd
Editado em 2009 por Vertigo
Nota : 12 em 10
terça-feira, 27 de Outubro de 2009
20º Amadora BD: Zona Comercial

Esta zona é sem dúvida a zona mais fraca do Amadora BD deste ano infelizmente. E digo infelizmente por várias razões. A primeira que me ocorre é que a BD para ser viável tem de vender! Isto é lógico. As sessões de autógrafos e as exposições são componentes que têm o dever de existir neste tipo de eventos, mas não servem de grande coisa se não houver BD. Esta tem de ser economicamente viável, senão passa a ser o entretém de meia dúzia de autores que a fazem para mostrar uns aos outros, e o grande público nem sabe que existe! Mais, as lojas representadas pagam o espaço (não sei se é muito, ou se é pouco) e como tal devem querer receber o benefício de estarem presentes no maior evento da BD em Portugal, isto é, ser rentável a sua presença nesta área. O que acontece, como podem verificar pelas fotos, é que as lojas estão escondidas e isto porque ao meio de toda esta zona está um “camafeu” que foi construído o ano passado para as sessões de autógrafos (e já nessa altura teci alguns comentários não abonatórios a esta construção) e que foi mantido para este ano sem razão aparente. Este "mono" mesmo no meio de toda esta zona retira visibilidade às lojas e “aperta” os visitantes quase claustrofobicamente, quando deveriam circular com muito mais fluidez neste espaço. A área poderia ser ocupada com mesas e cadeiras ficando o espaço muito mais agradável. Devido a isto, e parece um pouco estúpido de dizer, houve duas lojas que só as descobri no Domingo!
Esta crítica que eu faço, faço-a como visitante do festival e comprador de BD, e para ver se para o ano desaparece o “carro eléctrico” (como alguém lhe chamou), visto que não sou o único a ter este ponto de vista. Aliás, encontrei o Nelson Dona (principal responsável do Amadora BD) e fiz-lhe este reparo no Sábado passado. As lojas têm de sobreviver para que a BD feita ou traduzida em português também sobreviva, e como é lógico este tipo de eventos deve promover também a venda da Banda Desenhada.
Não quero misturar este post sobre a zona comercial com outro que irei fazer sobre as exposições, pois a minha opinião sobre estas é bem mais positiva!
E também não acho tão que o festival tenha uma nota negativa na sua generalidade, como já li. Acho sim que a direcção do Amadora BD devia reunir com os interessados na vertente comercial e chegar a um consenso entre todas as partes. De certeza que o público agradeceria.
Esta critica não favorável à zona comercial não tem como finalidade “dizer mal” por dizer, é a minha tentativa de que para o ano esta área esteja melhor e seja mais amiga do visitante e do comerciante.
E sim… estava muito calor!
:D
Vão ao Amadora BD, que vale a pena!
(E comprem Banda Desenhada! Está escondida, mas existe lá muita e boa!)
segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
20º Amadora BD: Primeiro Contacto
No fim do primeiro fim de semana do Amadora BD já se pode tirar tecer algumas considerações sobre o evento deste ano. A primeira é que o trabalho de Rui Lacas para dar uma nova "cara" ao Amadora BD foi excelente. As decorações exteriores e interiores com a assinatura deste artista foram as melhores que eu vi até agora em todos os festivais de BD a que eu fui até hoje. Eu sei que não foram muitos, mas não interessa... a arte dele é um óptimo cartaz de visita.
Quanto à ocupação do espaço, também acho que está melhor que no ano passado (e do que há dois anos também), apenas um senão: a parte central da zona comercial estava ocupada com algo que eu não percebi o que era, e tornou os corredores desta área muito "claustrofóbicos". Tinha sido preferível um espaço amplo com mais algumas mesas de descanso nesta zona, não sei se era possível retirar essa "construção", visto que no ano passado já lá estava (era onde os autores davam os autógrafos).
Gostei das exposições e em relação àquelas que se encontravam no piso da entrada saliento a de Rui Lacas, não menosprezando as outras, claro.
No piso de baixo encontravam-se duas exposições muito boas, a de Lepage e a dos autores polacos (igualmente não menosprezando as outras). Pelo que eu vi e ouvi, a mostra de trabalhos de Lepage é um dos locais a visitar mesmo. Todos os visitantes com os quais falei sobre esse espaço ficaram impressionados com o nível da arte apresentada!
Hoje ficam algumas fotos das exposições e corredores do piso da entrada (a 3ª foto é da zona de espectáculos). Fica também a foto de um convidado pela organização.








Algures no corredor de entrada encontra-se o meu "bonequinho" feito no site do Amadora BD:

:D
Por último... Lepage, autor de "Muchacho"! Infelizmente não obtive sketch dele, a fila era imensa e ele só tinha uma "janela" de 2 horas para o efeito. Fica a foto!
Para finalizar gostaria de dizer que nunca vi tanta gente no Amadora BD como neste fim de semana! Provavelmente este ano o recorde de afluência será batido largamente.
:)
sábado, 24 de Outubro de 2009
20º Amadora BD: 1º Dia
Pois, este primeiro dia não correu bem na saída de casa para o almoço com o pessoal da CC... Esqueci a máquina fotográfica, sentei-me em cima dos óculos e não levei o BRK!
Bom, o almoço correu bem e no Fórum Camões "ganhei" uns bons sketchs!
Como não levei nada que tirasse fotos em condições ficam aqui os sketch do primeiro dia:




Como estão a ver, os portugueses(as) estão em grande.
Amanhã há mais (para além de máquina fotográfica)!
quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
Nocturnals Volume Two: The Dark Forever and other Tales

Dan Brereton foi-me apresentado pelo Refém da BD (obrigado) e passou a ser um dos autores de referência para a minha pessoa.
Neste momento tenho-o como um dos maiores, e melhores, autores de BD norte-americana sendo já um raro espécime deste continente que faz os textos, desenha, faz a arte final e por fim pinta (sem ser no Photoshop) com uma qualidade superior. Fiquei fã (obrigado Refém) e devoro avidamente as compilações que têm estado a sair colectando a sua obra, Nocturnals. Hoje vou apresentar o volume dois, para mais informações sobre o autor e o primeiro volume e favor consultar o excelente post do Refém da BD: Nocturnals Vol.1: Black Planet and Other Stories!
Dan Brereton nasceu em 1965 em San Francisco e nasceu cedo para os comics norte-americanos, ganhando o seu primeiro prémio em 1989 com a mini-série “Black Terror”. Brereton não se fica pela BD e trabalha também para a televisão, cinema, música, animação e publicidade. Toda esta experiência só enriquece a arte principal dele: a Banda Desenhada! A sua arte está espalhada pelo Superman, Batman, Vampirella, Buffy entre outros, mas a sua grande criação chama-se Nocturnals. É tão sua, que olhando para um dos protagonistas desta série (Doc Horror) quase se vislumbra neste um autêntico auto-retrato do próprio Daniel Brereton!
Esta série limitada de compilações que estão previstas para Nocturnals são um autêntico luxo, tanto na apresentação e qualidade dos materiais aplicados no livro, como na arte seja esta a preto e branco, ou pintada com uma mestria rara hoje em dia na indústria dos comics norte-americanos.
O primeiro volume de Nocturnals, “Black Planet and other Stories” está esgotadíssimo (só no Ebay) e foi editado pela Olympian Publishing. É aqui que ele nos apresenta os incríveis Nocturnals, seres que vivem quando nós dormimos e nunca se misturando com os humanos normais. Tratam de ameaças alienígenas, monstros, seres extra-dimensionais e aberrações, vivendo agora bem escondidos num local a que chamam “the Tomb”.
Doc Horror e a sua filha, Eve, vêm de um outro mundo que foi devastado pelo seu grande inimigo: the Crim, seres parasitas que se aliaram na Terra (seu próximo objectivo) à Narn K Corporation, uma empresa de bio-engenharia virada para a indústria de armamento e sem escrúpulos. Neste primeiro volume Doc Horror e os seus aliados impedem a invasão destes seres parasitas de outra dimensão. Neste livro são-nos apresentados, para além de “Doc Horror” e a sua filha Evening (Haloween Girl), Polychrome (uma fantasma), The Racoon (primeiro bandido, depois aliado), Firelion (tem o poder de conjurar fogo), Komodo (um dragão resgatado da Narn K Corporation), Starfish (mulher anfíbia) e o espectacular Gunwitch, que a seguir a Eve é a minha personagem preferida, embora mudo…
Este primeiro volume compila “Black Planet”, “Witching Hour” e “Clean Hands”.
Falando do segundo volume, “Dark Forever and other Tales”, este mantêm a qualidade do primeiro, mas agora já com a personalidade dos protagonistas muito bem definidas. Eve apresenta ao pai um novo problema... está a crescer! Assim têm de encontrar uma nova escola para a nova adolescente, que com o tempo mais curiosa e independente fica, quando se trata de investigar algo sombrio. O morto-vivo Gunwitch é o seu devotado guarda-costas que não recua perante nada para a proteger. Entretanto Starfish e Firelion voltam de viagem para lidar com uma turba de Zombies que não pára de atormentar Pacific City, juntando-se depois ao par o admirador de Starfish: Racoon . Doc Horror decide investigar algo muito sombrio e antigo nas profundezas de uma grande caverna. A devotada Polychrome segue atrás de Doc Horror sentindo que algo de muito negro e errado se encontrava fechado naquela caverna.
Assim se posicionam os heróis para mais uma grande aventura Lovecraftiana (aquele monstro final é um espectacular espécime com raízes na fervilhante mente de Lovecraft).
Este segundo volume, “The Dark Forever and other Tales”, compila “The Dark Forever”, "Troll Bridge", “Gunwitch: Outskirts of Doom” e "Spectres" and "Beasts".
Assim esperamos a saída da terceira e última compilação, pelo menos assim foi previsto, embora tenha sido editado mais uma estória bastante recentemente.
Esta é uma leitura que eu recomendo vivamente, boa estória, bons personagens e óptimas páginas de BD!
Já agora, as letras da capa são de um dourado muito brilhante que o scanner não consegue "apanhar"...
:(
Boas leituras!
Hardcover
Criado por: Daniel Brereton
Editado em 2009 pela Image
Nota : 10 em 10
segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
20º Amadora BD: Horários das Sessões de Autógrafos, com Autores Portugueses Incluídos
Segue a lista completa dos autores presentes no 20º Amadora BD e respectivos horários de autógrafos.
Rita Marques, Cristina Dias, Manuela Cardoso, Gisela Martins, José Ruy, Rui Lacas, António Jorge Gonçalves, Hugo Teixeira
16 Horas
Carlos Sampayo, Oscar Zarate, Miguel Angel Martin, João Mascarenhas, Rita Marques, Cristina Dias, Manuela Cardoso, Gisela Martins, José Ruy, Rui Lacas, António Jorge Gonçalves, Filipe Pina, Hugo Teixeira
17 Horas
Carlos Sampayo, Oscar Zarate, Cameron Stewart, Karl Kerschl, Ramon Perez, Miguel Angel Martin, David Soares, Mário Freitas, Osvaldo Medina, Nuno Duarte, João Mascarenhas, José Ruy, Rui Lacas, António Jorge Gonçalves, Filipe Pina, Hugo Teixeira
18 Horas
C.B. Cebulski, Carlos Sampayo, Oscar Zarate, Cameron Stewart, Karl Kerschl, Ramon Perez, Miguel Angel Martin, David Soares, Osvaldo Medina, Nuno Duarte, Mário Freitas, João Mascarenhas, João Lemos, Nuno Plati, Ricardo Tércio
Emmanuel Lepage, C.B. Cebulski, Carlos Sampayo, Oscar Zarate, Filipe Pina, João Lemos, Nuno Plati, Ricardo Tércio, Hugo Teixeira, Jorge Miguel
16 Horas
Emmanuel Lepage, Cameron Stewart, Ramon Perez, Karl Kerschl, C.B. Cebulski, Carlos Sampayo, Oscar Zarate, Pedro Leitão, João Mascarenhas, Rui Lacas, Filipe Pina, Nuno Plati, João Lemos, Ricardo Tércio, Hugo Teixeira, Jorge Miguel
17 Horas
Cameron Stewart, Ramon Perez, Karl Kerschl, Miguel Angel Martin, David Soares, Osvaldo Medina, Nuno Duarte, Ricardo Cabral, Pedro Leitão, João Mascarenhas, Rui Lacas, José Garcês, Filipe Pina, Hugo Teixeira, Jorge Miguel
18 Horas
Cameron Stewart, Ramon Perez, Karl Kerschl, Miguel Angel Martin, David Soares, Osvaldo Medina, Nuno Duarte, Mário Freitas, Ricardo Cabral, João Mascarenhas, Rui Lacas, José Garcês, Filipe Pina
Achdé, Rui Lacas, David Soares, Osvaldo Medina, Nuno Duarte, José Ruy, José Garcês, Hugo Teixeira
16 Horas
Giorgio Fratini, Korky Paul, Achdé, Maurício de Sousa, François Boucq, Rui Lacas, David Soares, Osvaldo Medina, Nuno Duarte, Rui Ricardo, Filipe Pina, Filipe Andrade, Hugo Jesus, José Ruy, José Garcês, Hugo Teixeira
17 Horas
Giorgio Fratini, Korky Paul, Achdé, Maurício de Sousa, François Boucq, Rui Lacas, David Soares, Osvaldo Medina, Nuno Duarte, Rui Ricardo, Filipe Pina, Filipe Andrade, Hugo Jesus, José Ruy, José Garcês, Hugo Teixeira
François Boucq, Rui Lacas, Ricardo Cabral, Rui Ricardo, Filipe Pina, Filipe Andrade, Hugo Jesus, Yosh, Natália Batista, Rita Marques, Cristina Dias, Manuela Cardoso, Gisela Martins, António Jorge Gonçalves, Jorge Miguel
16 Horas
Giorgio Fratini, Achdé, François Boucq, Rui Lacas, Ricardo Cabral, Rui Ricardo, Filipe Pina, Filipe Andrade, Hugo Jesus, Yosh, Natália Batista, Rita Marques, Cristina Dias, Manuela Cardoso, Gisela Martins, António Jorge Gonçalves, Jorge Miguel
17 Horas
Giorgio Fratini, Korky Paul, Achdé, Maurício de Sousa, François Boucq, Rui Lacas, Pedro Leitão, Rui Ricardo, Filipe Pina, Filipe Andrade, Hugo Jesus, Yosh, Natália Batista, Rita Marques, Cristina Dias, Manuela Cardoso, Gisela Martins
18 Horas
Giorgio Fratini, Korky Paul, Maurício de Sousa, Pedro Leitão, David Soares, Osvaldo Medina, Nuno Duarte, Mário Freitas
David Lloyd, Ricardo Cabral, José Ruy, Rita Marques, Cristina Dias, Manuela Cardoso, Gisela Martins, José Garcês
16 Horas
Alfonso Azpiri, Javier Isusi, David Lloyd, Rui Lacas, Ricardo Cabral, José Ruy, Rui Ricardo, Filipe Pina, Filipe Andrade, Hugo Jesus, Rita Marques, Cristina Dias, Manuela Cardoso, Gisela Martins, António Jorge Gonçalves, José Garcês
17 Horas
Alfonso Azpiri, Javier Isusi, Rui Lacas, David Soares, Osvaldo Medina, Nuno Duarte, Mário Freitas, Ricardo Cabral, Rui Ricardo, Filipe Pina, Filipe Andrade, Hugo Jesus, José Garcês, António Jorge Gonçalves, Pedro Leitão, Hugo Teixeira, João Mascarenhas
18 Horas
Alfonso Azpiri, Javier Isusi, Rui Lacas, David Soares, Osvaldo Medina, Nuno Duarte, Mário Freitas, Pedro Leitão, Hugo Teixeira, João Mascarenhas
Alfonso Azpiri, Ricardo Cabral, João Mascarenhas, Rita Marques, Cristina Dias, Manuela Cardoso, Gisela Martins, Hugo Teixeira
16 Horas
Alfonso Azpiri, Javier Isusi, David Lloyd, Rui Lacas, Ricardo Cabral, Rui Ricardo, Filipe Pina, Filipe Andrade, Hugo Jesus, João Mascarenhas, Rita Marques, Cristina Dias, Manuela Cardoso, Gisela Martins, Hugo Teixeira, Luís Henriques
17 Horas
David Lloyd, Javier Isusi, Rui Lacas, David Soares, Osvaldo Medina, Nuno Duarte, Mário Freitas, Ricardo Cabral, Rui Ricardo, Filipe Pina, Filipe Andrade, Hugo Jesus, João Mascarenhas, Luís Henriques
18 Horas
David Lloyd, Javier Isusi, Rui Lacas, David Soares, Osvaldo Medina, Nuno Duarte, Mário Freitas, Luís Henriques, João Mascarenhas
Penso que esta será a listagem final, se houverem alterações irei alterando e ponho uma cor diferente nas alterações.
domingo, 18 de Outubro de 2009
20º Amadora BD: Debates, Conferências e restante Programação

Entramos nos últimos dias que antecedem o Amadora BD, e antes de começar a apresentar trabalhos dos diversos autores individualmente, deixo aqui a restante programação. Como imagem, e no topo, fica aquela que apresenta a marca do Amadora BD, e no fundo do texto fica o célebre "geladinho", imagem cessante correspondente ao FIBDA que como "marca" também acabou.
15h - “Soluções de Mercado Parte I”
com Osvaldo Medina
inclui lançamento do álbum “Mucha”, com Mário Freitas e David Soares
(moderação de Pedro Mota e Mário Freitas)
16h – “Soluções de Mercado Parte II”
Webcomics
com Cameron Stewart, Rámon Pérez e Karl Kerschl
inclui lançamento do álbum “TX Comics”
18h - “A BD para além do Traço Parte I”
A Importância da Cor
com Emmanuel Lepage
(moderação de Pedro Mota)
Dia 25 de Outubro
17h – “A BD para além do Traço Parte II”
O Trabalho em Colaboração
com Carlos Sampayo e Oscar Zarate
(moderação de Pedro Mota)
18h - “A BD para além do Traço Parte II”
O Editor
com C.B. Cebulski
(moderação de Pedro Mota e Mário Freitas)
Dia 31 de Outubro
16h - “Mangá e Anime”
Mangá Europeu
com Yosh, Natália Batista, Rita Marques, Cristina Dias, Manuela Cardoso e Shoot to Kill
(moderação de Pedro Mota)
18h - “Mangá e Anime”
Anime
com Prof. Kei Suyiama
(moderação de Pedro Mota)
Dia 1 de Novembro
“Conferencinhas”
15h - A Bruxa Mimi e Korky Paul
com Korky Paul
(moderação de Pedro Mota)
16h - Mauricio
com Mauricio de Sousa
(moderação de Pedro Mota)
Dia 7 de Novembro
17h - Conversa com David Lloyd
(moderação de Pedro Mota)
FESTA DA CARICATURA
A Festa da Caricatura, organizada por Osvaldo de Sousa, contará com a participação de diversos caricaturistas nacionais. Venha conhecê-los e leve para casa uma caricatura sua.
dia 31 de Outubro, das 15h às 17.30h, nos Recreios da Amadora
dia 1 de Novembro, das 11h às 12.45h, no Forum Luís de Camões
WORKSHOPS
O Amadora BD apresenta, uma vez mais, na sua programação Oficinas de Banda Desenhada, a realizar no Forum Luís de Camões. Estas Oficinas de BD são da responsabilidade de Mário Freitas/KingPin Comics.
dia 24 de Outubro, das 17 às 18h
dia 25 de Outubro, das 17 às 18h
com C.B. Cebulski
COSPLAY
O Amadora BD acolhe, uma vez mais, a realização do concurso de Cosplay. Este ano, com dose dupla já que, pela primeira vez, será seleccionado um concorrente português para participar no concurso europeu de Cosplay.
dia 7 de Novembro, às 16h,
concurso Amadora BD, no Forum Luís de Camões
dia 8 de Novembro, às 14h,
concurso Euro Cosplay, no Forum Luís de Camões
JOGOS DE TABULEIRO
Mais uma vez, o Amadora BD integra na sua programação a demonstração de jogos de tabuleiro apresentados pelo Grupo de Boardgamers de Lisboa, no Forum Luís de Camões.
dias 24, 25, 30 e 31 de Outubro e 1, 6, 7 e 8 de Novembro, das 14h às 20h, na Praça Sul, Fórum Luís de Camões
FECO PORTUGAL
Associação de Cartoonistas
O Amadora BD é palco, nesta edição, da Assembleia-Geral da FECO Portugal.
dia 31 de Outubro, das 15 às 18h, no Palco, Forum Luís de Camões
CINEMA
Uma vez mais, o Amadora BD apresenta uma programação de cinema de animação, organizada pela Casa da Animação do Porto.
Em paralelo, o Amadora BD vai ser o cenário para o lançamento do DVD Evangelion que estará à venda, em exclusivo, no Festival e que pode ser visionado no dia 7 de Novembro.
24 de Outubro, das 10.30h às 12.30h
- Atelier “Música Digital”
- Oficina de Iniciação ao Cinema de Animação
- Pinturas Faciais
24 de Outubro, das 11.30h às 12.30h
- Atelier “Dançar uma História”
24 de Outubro, das 16.00h às 18.00h
- Pinturas Faciais
25 de Outubro, das 10.30h às 12.30h
- Atelier de Cores
- Pinturas Faciais
25 de Outubro, das 11.30h às 12.30h
- Hora do Conto “Corre Corre Cabacinha”, de Alice Vieira
25 de Outubro, das 15.00h às 16.00h
- “As Aventuras de Zé Leitão e Maria Cavalinho”
O autor Pedro Leitão conversa com as crianças (de todas as idades!) sobre a sua BD
25 de Outubro, das 16.00h às 18.00h
- Pinturas Faciais
31 de Outubro, das 10.30h às 12.30h
- Atelier “Música Digital”
- Oficina de Iniciação ao Cinema de Animação
- Pinturas Faciais
31 de Outubro, das 11.30h às 12.30h
- Atelier “Dançar uma História”
1 de Novembro, das 10.30h às 12.30h
- Atelier de Cores
- Pinturas Faciais
1 de Novembro, das 11.30h às 12.30h
- Hora do Conto “A Bruxa Mimi no Inverno”, de Korky Paul
1 de Novembro, das 16.00h às 17.00h
- “As Aventuras de Zé Leitão e Maria Cavalinho”
O autor Pedro Leitão conversa com as crianças (de todas as idades!) sobre a sua BD
1 de Novembro, das 16.00h às 18.00h
- Pinturas Faciais
7 de Novembro, das 10.30h às 12.30h
- Atelier “Música Digital”
- Oficina de Iniciação ao Cinema de Animação
- Pinturas Faciais
7 de Novembro, das 11.30h às 12.30h
- Atelier “Dançar uma História”
7 de Novembro, das 16.00h às 18.00h
- Pinturas Faciais
8 de Novembro, das 10.30h às 12.30h
- Atelier de Cores
- Pinturas Faciais
8 de Novembro, das 11.30h às 12.30h
- Hora do Conto “Uma História de Dedos”, de Luísa Ducla Soares
8 de Novembro, das 16.00h às 18.00h
- Pinturas Faciais
As actividades agendadas são da responsabilidade dos seguintes parceiros:
Hora do Conto - Fernanda Santos
Atelier “Música Digital” - Kalpa, Comunicação e Cultura
Atelier “Dançar uma História” - Kalpa, Comunicação e Cultura
Oficina de Iniciação ao Cinema de Animação - Eduardo Silveira
Pinturas Faciais - Carla Oliveira
Atelier de Cores - Kalpa, Comunicação e Cultura

Espero que tenha sido útil!
:)
sexta-feira, 16 de Outubro de 2009
JLA Vol.2 Deluxe Edition

Depois da compilação dos dois primeiros números escritos por Grant Morrison (arte a cargo de Howard Porter e John Dell), New World Order e American Dreams em JLA Vol.1 Deluxe Edition, surgem agora mais dois números compilados: Rock of Ages e Strenght in Numbers.
Para além disso ainda temos o crossover JLA/WildC.A.T.S. e a introdução de Prometheus.
A tripla de autores continua a funcionar muito bem, com Morrison a impor as suas “loucuras” nesta passagem, e recuperação, do apelidado “maior grupo de super-heróis da Terra”. Porter acompanha-o lindamente e tem alguns excelentes momentos.
Na primeira estória, Rock of Ages, Grant Morrison faz uma autêntica “sopa” com ingredientes tão díspares como um “Injustice Gang” liderado por Lex Luthor, uma procura pela pela "Pedra Filosofal" a pedido de um ser cósmico (Metron) e discrepâncias temporais, tão ao gosto da editora DC. Esta estória é bem complexa, típica de Morrison, e inicia-se com um combate entre os membros da JLA e os seus contrários (hologramas de luz sólida). Não foi mais que uma pequena manobra de Luthor, que inicia aqui o seu plano de destruição da Liga. Depois disto os elementos da Liga separam-se com missões bem distintas. Todos os personagens são muito bem tratados na sua vertente psicológica, o enredo está excelente embora aquele salto no futuro seja um pouco confuso, mas para mim é onde estão as melhores vinhetas da estória. Pormenores negativos… As estórias da JLA neste ciclo são contidas mas recebem influência de linhas editoriais das séries individuais de cada herói. Assim, continuo a não perceber como é que o Superman ficou com aquele fato e obteve os seus novos poderes (embora já tivesse investigado isso), é-nos dito que a Wonder Woman está morta e Aztek cai do céu!
Apesar destes pormenores achei este “Rock of Ages” a melhor aventura da JLA que eu li até hoje.
Em seguida temos a apresentação e origem de Prometheus que vai ser o vilão de serviço no próximo arco: Strenght in Numbers.
Strenght in Numbers é uma boa estória, apesar de novamente o pormenor negativo que eu apontei no arco anterior também seja verdadeiro neste, ou seja, a Wonder Woman está a ser ser substituída na Liga pela sua mãe Hippolyta, e Diana ( a verdadeira e única Wonder Woman) subiu na carreira e agora é a Deusa da Verdade… nem sabemos como isto acontece, nem como ressuscitou, nem como a mãe vai parar à Liga! Bom… passando à frente, Prometheus consegue infiltrar-se no Quartel-General da Liga aproveitando um evento publicitário com muita imprensa, e tomando o lugar do pretendente a herói, Retro. Depois de entrar, Prometheus faz miséria da JLA… anula-os um a um sem apelo nem agravo! Vale à Liga a intervenção da Catwoman que se infiltrou também (como jornalista) … embora o objectivo primeiro desta fosse a sala de troféus da JLA
Esta é também uma boa estória, mas bem mais simples que a anterior!
Para o final da compilação, a DC colocou um “bombomzinho” no final: JLA/WildC.A.T.S. Este crossover tem uma boa estória de entretenimento e é óptimo para “acompanhar com pipocas”, enfim… passar o tempo (não confundir com “perder tempo”).
Esta série Deluxe Edition não está a desiludir, antes pelo contrário, pois as estórias extra contidas nestas compilações também valem a pena! Penso que o terceiro livro desta série será o final da passagem de Grant Morrison pela JLA, e foi uma excelente passagem pois recuperou um grupo de heróis (que andava ao abandono) para os top de vendas norte-americanos (e com muito boas estórias).
Boas leituras!
Hardcover
Criado por: Grant Morrisson, Howard Porter e John Dell
Editado em 2009 pela DC Comics
Nota : 9 em 10
sábado, 10 de Outubro de 2009
O Grande Poder do Chninkel

É uma das grandes obras da Banda Desenhada europeia. Van Hamme (XIII, Corentin, Largo Winch, Western, Thorgal, Mr Magellan, Blake & Mortimer, Lua de Guerra...) e Grzegorz Rosinski (Thorgal, Fábulas das Terras Perdidas - Sioban, Hans...) conseguiram construir uma violenta estória de contornos bíblicos.
A estória está muito bem construída por Van Hamme, os diálogos por vezes chegam a ser mesmo muito bons, sólidos! Isto numa estória de fantasia não é fácil, mas Van Hamme conseguiu-o. Visto esta série ser curta (três livros) não teve tentações de esticar o enredo (como fez em XIII) para limites quase inaceitáveis. Rozinski é um polaco que venceu no mundo da BD europeia, criando com Van Hamme outra série que se encontra entre as minhas favoritas: Thorgal! Mas esta já vai em mais de trinta volumes, e penso que Van Hamme saiu no vigésimo nono (ou trigésimo... não tenho a certeza). Rozinski, que se soltou muito mais nestes três livros que em trinta de Thorgal, esmerou-se mesmo com alguns cenários bem grandiosos. Bem... com uma dupla de qualidade habituada a trabalhar junta, só podia sair um trabalho de extrema qualidade, sendo proposto mesmo para a melhor série Franco-Belga do século XX. Basicamente é um trabalho de metáforas, alusões históricas e fictícias da história da Terra. Nota-se que os autores são fãs do filme 2001: Odisseia no Espaço! O aproveitamento que fazem ao paralelepípedo negro deste filme e genial!
O Grande Poder do Shninkel foi editado primeiramente a preto e branco numa edição da Casterman em 1988, seguindo-se uma edição em três volumes a cores entre 2001 e 2002. Em português foi editado pela Meribérica entre 2001 e 2003. Os livros são:
- O Chamamento
- O Escolhido
- O Julgamento
Esta complexa e rica estória inicia-se com mais um combate entre as forças dos três imortais que governavam o planeta Daar. Estes escravizam algumas das comunidades mais fracas como os Shninkel e os Tawals. Os três imortais funcionam como uma trindade dominante: Zembria a ciclope, Barr-Find o mão negra e Argoth o perfumado. J´on, um Chninkel sobrevive a mais uma batalha sem sentido conjuntamente com um Tawal, apelidado de Bom-Bom. Num sonho, o Deus U´n dá-lhe a conhecer que ele é o escolhido (Messias) para acabar com uma guerra que já ninguém conhecia as causas. Para isso dá-lhe o “Grande Poder”. J´on vai conseguindo circular por Daar “usando” este grande poder, embora muitas vezes seja a sorte e não o pretenso poder a salvar-lhe a vida. Acaba por conhecer G´wel, uma Chninkel aprisionada, e esta depois da sua libertação leva-o à única cidade livre desta pequena raça, apresentando-o como “o Escolhido”. A partir daqui são muitas as alusões “Messiânicas”, algumas não abonam muito o catolicismo, e o pequeno lá vai pregando, com bastante sorte misturada com alguma magia. Na realidade J´on não tem grandes intenções de ser “messias” sendo fraco, cobarde e cheio de desejo (nunca concluído) por G´wel. Apenas no fim se comporta como um verdadeiro “Messias”… O final é surpreendente mostrando um Deus U´n que é tudo menos benévolo, e provoca apreensão ao leitor que se conseguiu unir com a estória, um excelente e inusitado final.
Leitura recomendada!
E… boas leituras.
Softcover (1º volume) e Hardcover (Volumes 2 e 3)
Criado por: Jean Van Hamme e Grzegorz Rosinski
Editado entre 2001 e 2003 pela Meribérica
Nota : 10 em 10
