quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

25º Amadora BD (V): Inaugurações e autores estrangeiros



Mais informação oficial por parte da organização deste certame.
Desta vez sobre mais algumas exposições e a lista de autores estrangeiros confirmados.
Ora vejam:

Inaugurações

24 de Outubro
18h30
Portugueses na Grande Guerra
Homenagem a Carlos Baptista Mendes
Galeria dos Paços do Concelho da Câmara Municipal da Amadora
Av. M.F.A., 1, Amadora (junto à estação CP Amadora)


24 de Outubro
21h30
Inauguração do AmadoraBD 2014 – 25.º Festival Internacional de Banda Desenhada
Fórum Luís de Camões
R. Luís Vaz de Camões, Brandoa


25 de Outubro
17h00
AmadoraCartoon
Exposição de Homenagem a António (Portugal), Xaquin Marín (Espanha) e Yuriy Pogorelov (Ucrânia)
Casa Aprígio Gomes, Galeria Municipal Artur Bual
R. Luís de Camões, 2, Venteira


25 de Outubro
19h00
José Ruy, A Arte e o Ofício da BD
Exposição Comemorativa dos 70 anos de atividade de um dos mestres da BD portuguesa
Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem
Av. do Brasil, 52 A, Amadora


28 de Outubro
18h00
Blanca Rosita Barcelona, de Miguel Gallardo
Projeto no âmbito do programa do Conselho da Europa “Anti-Rumores”, C4i, Communication for Integration
www.cm-amadora.pt/naoalimenteorumor
Escola Superior de Teatro e Cinema
Av. Marquês Pombal, 22 B, Amadora


Presenças no AmadoraBD 2014 – 25.º Festival Internacional
de Banda Desenhada

Para além dos autores portugueses e dos autores da exposição BDLP – Banda Desenhada de Língua Portuguesa -, estarão no AmadoraBD, os seguintes autores (confirmados até ao momento – lista em atualização):


25/26 de Outubro

Alex Vieira – Exposição Central – Galáxia XXI: o futuro da banda desenhada é agora
Formado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Espírito Santo. Artista multimédia, criador e editor da revista Prego. Desde 2007 colabora com publicações impressas no Brasil e em outros países como Portugal e Espanha. No território das artes plásticas teve a sua primeira exposição individual em 2010 na Galeria Homero Massena e participou em exposições coletivas noutros estados do Brasil. É autor do livro Quadrinhos, Arte Punk & Psicodelia, que reúne centenas de trabalhos realizados pelo artista nos últimos dez anos.
www.revistaprego.com

María Gómez – Exposição Central – Galáxia XXI: o futuro da banda desenhada é agora
Nasceu em Pergamino (1981), formou-se em Comunicação Social (U.B.A.) e trabalha na EloísaCartonera desde 2004, como editora, designer de livros e colaboradora em geral.
Eloísa Cartonera é um cooperativa e editora argentina, formada por designers e escritores. Publica livros feitos à mão com desenhos extraordinários a uma qualidade literária. Esta cooperativa de trabalho sediada no bairro La Boca, na cidade de Buenos Aires, produz livros artesanais em papelão e cartão que compram diretamente a respigadores urbanos ("cartoneros"). Os seus livros são essencialmente de literatura latino-americana, que consideram a mais bela que leram nas suas vidas, tanto como editores, bem como leitores.
www.eloisacartonera.com.ar

Olaf Ladousse – Exposição Central – Galáxia XXI: o futuro da banda desenhada é agora
Nascido em Paris (1967), formou-se em 1991 na École Nationale Supérieure de Création Industrielle, tendo estudado um ano na Universidad Nacional Autónoma de México. No ano seguinte "Les Ateliers" chegam a Madrid, onde começa a sua carreira de ilustrador para media e publicidade. Colabora regularmente na imprensa, revistas e fanzines, entre outros, com: Lapin, MomdoBrutto, Blood Orange, Nosotros Somos Los Muertos, Idioma y Diminuto, Hôpital Brut, Ajo Blanco. Publicou na editora Le Dernier Cri, em Marselha: Equilicua em linóleo e, posteriormente, Tarot du Mal Rollo (22 cartas de má sorte talhadas em linóleo e posteriormente serigrafadas pela Le Dernier Cri). Criou e publica anualmente o fanzine ¡Que Suerte! com diversos artistas. Com três outros ilustradores de imprensa, criou El Cartel, um cartaz, jornal gráfico auto-publicado, que é afixado na rua; este tem sido regularmente convidado a “afixar-se” no estrangeiro.
www.olafladousse.com; http://issuu.com/cefolaf/docs; http://blogolaf.blogspot.com
www.facebook.com/LCDDband; http://www.youtube.com/playlist?list=PLF51BBE034F8EBBF2;
www.elcartel.es/#


Matthias Picard – Jim Curioso: Viagem ao Coração do Oceano (Polvo)
Matthias Picard nasceu em Reims, capital da Champagne, e formou-se na Escola de Belas Artes, em Estrasburgo. Foi um dos fundadores do colectivo Troglodyte e participou no fanzine Escquillettes e no webzine Numo.fr. Vencedor de vários concursos (Angoulême, Lausanne), Matthias também contribui para a renovação da Mon Lapin, a revista de l’Association, com uma história chamada Jeanine, mais tarde publicada em álbum pela l’Association. Em outubro de 2012, publicou Jim Curious, Voyage au cœur de l’océan para as edições 2024, agora editado em Portugal pela Polvo, uma incrível exploração silenciosa do fundo do mar, que recorre a anáglifos para conseguir o efeito 3D.

1/2 de Novembro

François Ayroles – Exposição Central – Galáxia XXI: o futuro da banda desenhada é agora
Nascido em Paris em 1969, fez a Escola de Banda Desenhada de Angoulême e desde 1994 colabora com a editora L’Association, na qual, desde 2011, faz parte do comité de leitura. Publica livros nas editoras "tradicionais" (Casterman, Dargaud, Delcourt) ou "alternativas" (Beaulet, Denoël Gráfico, L’An 2, etc) a solo ou em colaboração (Ted Benoît, Anne Baraou). Também produz ilustrações para a imprensa (Libération, Sud Ouest, etc) ou para livros infantis. É membro ativo do OuBaPo.

Rafael Coutinho – Exposição Central – Galáxia XXI: o futuro da banda desenhada é agora
É designer, animador, artista plástico e autor de banda desenhada. Nascido em São Paulo em 1980,
formou-se em Artes Plásticas pela UNESP em 2004. Produziu curtas-metragens como animador e diretor (Aquele Cara - 2006 e Ao Vivo - 2008), participou em publicações como ilustrador (Bang Bang- ed. Devir-2005, Contos dos Irmãos Grimm - ed. Desiderata) e faz ilustrações para diversos meios de comunicação no Brasil. Integrou o grupo Base-V, produzindo murais, exposições e publicações de arte experimental. Como artista plástico fez pinturas e esculturas para a Galeria Choque Cultural. Em 2010, terminou o primeiro guião de longa-metragem (Spread – em parceria com o guinista Peppe Siffredi) e a sua primeira graphic novel Cachalote (Ed. Quadrinhos na Cia), em parceria com o escritor Daniel Galera. Em 2011, publicou em banda desenhada a mini-série Beijo Adolescente, pelo portal do IG, além de publicá-la impressa de forma independente pela Editora Cachalote, por ele fundada em 2010. Em 2013 e 2014, participou na peça de teatro Puzzle, de Felipe Hirsch, como artista gráfico e cenógrafo, em apresentações na Feira Internacional do Livro de Frankfurt e São Paulo. Também em 2014 foi comissário da exposição de seu pai, Laerte, para o Instituto Itaú Cultural, a Ocupação Laerte. Atualmente, trabalha na sua primeira história a solo, intitulada Mensur – Quadrinhos na Cia, e prepara-se para lançar os livros Barão de Munchausen (Cosac Naify) e Beijo Adolescente 3.
http://cargocollective.com/rafaelcoutinhoartbr

Eric Shanower - Exposição Central – Galáxia XXI: o futuro da banda desenhada é agora
Formou-se na Joe Kubert School of Cartoon and Graphic Art em Dover, New Jersey. Recebeu a sua primeira encomenda profissional em banda desenhada para lettering um número da revista Warp, publicada pela First Comics.
Em 1986, o primeiro volume da série de novelas gráficas de Shanower, continuação dos livros de Oz de L. Frank Baum, The Enchanted Apples of Oz, foi publicado pela First Comics. Mais quatro volumes da série se seguiram, o último foi publicado pela Dark Horse Comics em 1992. Uma coleção com as cinco novelas gráficas de Oz, Adventures in Oz, foi publicada pela IDW Publishing em 2006, e, posteriormente, como dois volumes intitulados Little Adventures in Oz. Após a série Oz, os muitos outros projetos de Eric relacionados com Oz incluíram escrever e ilustrar um livro infantil The Giant Garden of Oz (Books of Wonder, 1993) e uma coleção de contos The Salt Sorcerer of Oz and Other Stories (Hungry Tiger Press, 2003). Escreveu ainda os guiões para as adaptações dos livros de Oz de L. Frank Baum, para a Marvel Comics, com arte final de Skottie Young (2008-2014).
Em 1991, Eric começou a investigação para Age of Bronze, a sua adaptação para banda desenhada da lenda da Guerra de Tróia; esta começou a ser publicada na Image Comics em 1998. Tem publicado vários outros projetos, incluindo Na Accidental Death (Fantagraphics, 1993) e Prez: Smells Like Teen President (Vertigo / DC, 1995) com o escritor Ed Brubaker; The Elsewhere Prince (Epic / Marvel / Les Humanoides, 1990-1991) com Moebius (Jean Giraud), Randy e Jean-Marc Lofficier; e Harlan Ellison’s Dream Corridor (Dark Horse Comics, 1994-2007), no qual ilustrou algumas histórias do escritor Ellison e as adaptou a banda desenhada.
Em 1994 co-fundou Hungry Tiger Press com seu parceiro David Maxine, que serviu como co-editora até o final de 2002. O trabalho de Shanower também foi publicado pela DC Comics, Marvel Comics, Archie Comics, Dark Horse Comics, Random House, IDW , HarperCollins, Nickelodeon Magazine, Slave Labor Graphics, Oxford University Press, Books of Wonder, Star Wars Insider, entre outros.

Joe Staton – Exposições Batman, Ano 75 e O Surfista Prateado
Trabalha em banda desenhada desde que entrou para a Charlton Comics, em 1971, onde foi um dos criadores de E-Man e Michael Mauser. Embora a maioria do seu trabalho tenha sido para a DC Comics, já trabalhou para, pelo menos, 27 publicações e 100 editoras. No grupo dos seus numerosos créditos, encontram-se Action Comics, Green Lantern, The Legion, Classics Illustrated, e várias encarnações do Batman. Durante seu trabalho com o Green Lantern, criou vários GLs, incluindo Kilowog, Arisia e Salakk e também desenhou o ar de "bad boy" de Guy Gardner. Mais recentemente, juntamente com a sua mulher, escritora, Hilarie, produziu a banda desenhada Pete Learns All About Crohn’s and Colitis and Amy Goes Gluten-Free. Em 1998, recebeu o Prémio Eisner pelo seu trabalho em World’s Finest: The Superman-Batman Adventures. Já desenhou mais de 100 álbuns do Scooby Doo da Cartoon Network e Joe foi o desenhador de Dick Tracy nos últimos três anos. Em 2013 e 2014, este trabalho valeu-lhe um Prémio Harvey.
www.joestaton.com

7 /9 de Novembro

Anna Deflorian - Exposição Central – Galáxia XXI: o futuro da banda desenhada é agora
Nasceu em Trento, em 1985. Estudou ilustração na Escola de Arte de Bolonha e na HAW em Hamburgo. Publicou em revistas italianas e internacionais, como Canicola, Kuš!, Kuti, Sans Soleil. O seu trabalho tem sido exposto em galerias e festivais internacionais em Lucerna, Hamburgo, Angoulême, San Francisco. www.annadeflorian.com

Andrea Bruno - Exposição Central – Galáxia XXI: o futuro da banda desenhada é agora
Nasceu em Catania, em 1972, publicou em várias revistas e antologias em todo o mundo. Em 2004, foi um dos fundadores do grupo Canicola com quem criou a revista com o mesmo nome. Os seus livros mais recentes são Brodo di niente (Canicola, 2007), Sabato trégua (Canicola, 2009) e Come le strisce che lasciano gli aerei (Coconino Fandango de 2012, textos de Vasco Brondi), também publicado em França pelas edições Rackham, e o Leporello, serigrafia da série Biblioteca Onirica (Alexander Berardinelli Editore, 2013). Vive e trabalha em Bolonha.
www.blackindianink.com

Edmond Baudoin - Exposição Central – Galáxia XXI: o futuro da banda desenhada é agora
Nasceu a 23 de Abril de 1943, em Nice. Aos trinta anos decide abraçar o sonho de infância de não passar um dia sem desenhar. O desenho levou-o até à banda desenhada, com a qual descobriu a
alegria de escrever. A banda desenhada, por sua vez, conduziu-o à dança contemporânea, tendo participado na criação de espetáculos com Béatrice Mazalto e Carol Vanni. A modernidade dessa arte influenciou muito o seu trabalho narrativo e aproximou-o da música. Chegou a fazer algumas apresentações com músicos (jazz, rock e clássico). A banda desenhada fê-lo viajar por todo o mundo em conferências, exposições, performances: China, Índia, Japão, Egito, Marrocos, Líbano, Romênia, Itália, Espanha, Holanda, Suíça, Suécia, Rússia, Chile, Venezuela, México, Cuba, Brasil, Canadá, Portugal. Durante três anos leccionou na Universidade Gatineau, Québec. O seu primeiro álbum de banda desenhada foi publicado em 1981 e, desde então, já desenhou para mais de cinquenta álbuns. Trabalhou com Le Clézio, Fred Vargas, Frank, Jacques Lob, L’abbé Pierre, Céline Wagner, Tahar Ben Jelloun, Philippe Chartron, Carol Vanni, Mircea Cartarescu. Mas, maioritariamente, escreveu os seus próprios textos. Alguns dos seus livros foram premiados em Angoulême. Couma Acco foi Melhor Álbum em 1992, Le Portrait, melhor argumento em 1995. Fred Vargas foi premiado com o melhor argumento em 2000, com Les Quatres Fleuves. Trabalha com diferentes editoras (principalmente para a L’Association, Gallimard, Six Pieds sous Terre e Dupuis). Durante dois anos fez banda desenhada para Kodansha, uma editora japonesa. Atualmente, também se dedica à pintura.
www.edmondbaudoin.com

Lilli Loge - Exposição Central – Galáxia XXI: o futuro da banda desenhada é agora
Nasceu em 1979 numa pequena cidade da antiga Alemanha de Leste. Estudou Arte em Dresden e agora vive e trabalha em Berlim. Lilli fez publicação de autor de várias bandas desenhadas, um mini-zine para Re: Surgo !. O seu trabalho apareceu em antologias como kuš, Hive, Mamba, Renate e Die Streichelwurst. Ela é membro das Chick Son comics e dirige o blog comic-sport. Além da banda desenhada também animou filmes e foi cantora/compositora / guitarrista dos Tittenbonus.
www.lilliloge.de

Tom Grindberg – Exposições Batman, Ano 75 e O Surfista Prateado
Tom Grindberg começou a sua carreira artística com 18 anos, nos subúrbios de Washington DC, em Chevy Chase. O primeiro trabalho publicado foi um cartoon político. Depois disto, prosseguiu o desejo de trabalhar no campo da arte e das publicações. Não demorou muito até conseguir o primeiro trabalho como freelancer para a Marvel e para a DC Comics, em 1981. Ao mesmo tempo, começou a trabalhar em publicidade, com alguns dos melhores ilustradores e designers gráficos. Depois de deixar a publicidade, Tom Grindberg começou a dedicar total atenção às histórias em banda desenhada. Os seus créditos são variados e numerosos. O seu trabalho para a DC Comics inclui Action Comics, Batman, Detective comics, Flash, Green Lantern, Green Arrow to Superman, Superboy, Supergirl, Secret Origins, Teen Titans. Para a Marvel já fez trabalhos para Avengers, Daredevil, Marvel Team-up, Punisher, Savage Sword of Conan, Silver Surfer, Spider-man, Thor e X-Factor. Fez muitos trabalhos para muitos álbuns de banda desenhada britânicos-sensação desde Judge Dredd a personagens clássicas de ficção que voltaram, como Airboy e o Bat Black (um precursor de Batman) e Phantom Stranger Fantasma. Começou a fazer ilustrações para o jornal Newsday, de Long Island (que lhe valeu um prémio da Associated Press). Tom fez ainda trabalhos de adaptações de personagens e licenciamentos para a Marvel e DC Comics para jogos de computador e cinema.


JM Ken Niimura – Apresentação “Eu Mato Gigantes” (Kingpin Books), nomeado para Prémio de Melhor Álbum de Autor Estrangeiro e conversa sobre os mercados europeu, americano e japonês
JM Ken Niimura nasceu em Madrid em 1981 e desenvolveu a sua carreira profissional em Espanha e França como ilustrador, autor e formador de BD. A sua arte tem abrilhantado inúmeras campanhas publicitárias e álbuns de BD, tendo já sido publicado em Espanha, Japão, França, Estados Unidos, Itália, Bélgica, Reino Unido e, agora, em Portugal.

Durante os seus anos na Europa, lançou diversos álbuns como Underground Love, Vacío Absoluto, Clockworld, Otras Jaulas, Historietas e Qu4ttro-cento, e o webcomic El París de Los Gañanes, tendo participado igualmente no projecto internacional colectivo Lingua Comica.

O seu trabalho em I KILL GIANTS, com o argumentista norte-americano Joe Kelly, marcou a sua estreia nos Estados Unidos e valeu-lhe diversos prémios internacionais, incluindo um recente 2º lugar nos Gaiman Awards pela edição japonesa do livro, publicada pela IKKI Comix, editora que lançou recentemente Henshin.

Ken Niimura reside actualmente em Tóquio, no Japão, onde desenvolveu o referido Henshin, o primeiro trabalhodo autor nipo-espanhol a ser editado

Boas leituras

quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Lançamento ASA: Pontas Soltas - Lisboa



A ASA vai distribuir um livro de Ricardo Cabral durante esta semana. É mais um livro dedicado a uma cidade (Lisboa) e fica na linha do seu anterior livro de 2011: Pontas Soltas - Cidades.

Fiquem com a nota de imprensa da ASA:


Pontas Soltas – Lisboa: novo livro de Ricardo Cabral com bandas desenhadas criadas entre 2004 e 2013

Chega esta semana às livrarias nacionais o novo livro do ilustrador Ricardo Cabral. Chama-se Pontas Soltas – Lisboa e revela, através do traço e do génio de um dos mais importantes artistas da atualidade, diferentes visões da capital portuguesa. O lançamento decorrerá no dia 9 de novembro, pelas 16 horas no Festival de BD da Amadora.

Na sequência do anterior livro do Autor Pontas Soltas – Cidades (2011), este novo álbum reúne quatro bandas desenhadas que têm Lisboa como pano de fundo e que foram realizadas entre 2004 e 2013 no âmbito de diferentes projetos.

A primeira, Hi No Tori (que significa “Fénix” em japonês), data de 2004 mas só viria a ser publicada em 2006, no Bdjornal, com a ilustração de Lisboa a ter direito a honras de capa e a tornar-se, por isso, razoavelmente conhecida.

A seguinte, intitulada The God Tracking Station, foi realizada em 2005 para o fanzine Jazzbanda e inclui elementos de filmes antigos de espiões e agentes secretos em cenários tipicamente lisboetas. É de salientar que a versão incluída neste livro contém duas páginas inéditas, que antecedem as originalmente publicadas.

Webtrip, de 2012, resulta do convite da organização do Festival de BD de Lyon para um projeto que envolveu artistas de toda a Europa e que foi originalmente publicado online, tendo só no ano seguinte sido editado em livro, em língua francesa. A versão portuguesa que aqui se inclui estava portanto inédita em livro e, além disso, inclui mais três páginas do que a versão original.

Por fim, O Caso Doca 21, de 2013, surge de um desafio lançado pela Samsung, que consistia em realizar uma BD utilizando unicamente o Galaxy Note 3 e tendo a cidade de Lisboa como cenário. A originalidade da campanha foi sobejamente reconhecida pelos vários prémios de que foi alvo, e a BD foi publicada na página de facebook da Samsung, tendo também sido publicada em papel com a revista Visão


Sobre o autor

Nasceu em 1979, em Lisboa. Depois de, em 2005, terminar a licenciatura em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da mesma cidade, iniciou a sua carreira como ilustrador freelancer, trabalhando para jornais, revistas e publicidade.
Em 2007 estreia-se como autor de BD, publicando o livro Evereste, uma banda desenhada sobre o primeiro português a escalar o célebre monte com o mesmo nome. Em 2009 publicou Israel Sketchbook, a que se seguiu, em 2010, Newborn – 10 Dias no Kosovo, obra premiada no Festival de BD da Amadora. Em 2011 publica Pontas Soltas – Cidades, livro premiado nacional e internacionalmente, e em 2013, Comic-Transfer.
Tem também ilustrado livros infantis e atualmente faz parte do “The Lisbon Studio”, um coletivo de ilustradores e autores de banda desenhada.


80 páginas

PVP 17,95€

Boas leituras

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Cosplay: Comic Con Cosplays



Fasquia alta para a Comic Con Portugal!
No Porto vai ser assim?
:)
(Hope so...)





























Espero um dia conseguir ir a uma destas!
:D

Boas leituras

25º Amadora BD (IV): Nomeados para os Prémios Nacionais de BD



No dia 15 deste mês o júri dos Prémios Nacionais de BD seleccionou para votação final os seguintes livros para as nove categorias:


Apurados candidatos aos Prémios Nacionais de Banda Desenhada do AmadoraBD

Amadora, 15 de Outubro de 2014 - Depois de reunido o júri dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada, cujos resultados serão conhecidos na noite de sábado, 1 de Novembro, os nomeados são os seguintes:

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum Português


  • A Batalha 14 de Agosto de 1385, de Pedro Massano (Gradiva)
  • O Desenhador Defundo, de Francisco Sousa Lobo (Chili com Carne)
  • Hawk, de André Oliveira, Osvaldo Medina e Inês Falcão Ferreira (Kingpin Books)
  • Super Pig: O Impaciente Inglês, de Mário Freitas, André Pereira e Bernardo Majer (Kingpin Books)
  • Zona de Desconforto, de vários autores (Chili com Carne)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Argumento para Álbum Português


  • André Oliveira, Hawk (Kingpin Books)
  • Filipe Melo, Dog Mendonça e Pizzaboy III – Requiem (Tinta da China)
  • Francisco Sousa Lobo, O Desenhador Defunto (Chili com Carne)
  • Mário Freitas, Super Pig: O Impaciente Inglês (Kingpin Books)
  • Nuno Duarte, F(r)icções (El Pep)
  • Pedro Massano, A Batalha 14 de Agosto de 1385 (Gradiva)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Desenho para Álbum Português


  • André Pereira, Super Pig: O Impaciente Inglês (Kingpin Books)
  • Diniz Conefrey, Os Labirintos da Água (Quarto de Jade)
  • Francisco Sousa Lobo, O Desenhador Defunto (Chili com Carne)
  • João Sequeira, F(r)icções (El Pep)
  • Osvaldo Medina, Hawk (Kingpin Books)
  • Pedro Massano, A Batalha 14 de Agosto de 1385 (Gradiva)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum de Autor Português em Língua Estrangeira


  • Living Will Nº1, de André Oliveira e Joana Afonso (Ave Rara)
  • The Mighty Enlil, de Pedro Cruz (El Pep)
  • Safe Place, de André Pereira e Paula Almeida (Kingpin Books)
  • Propaganda, de Joana Estrela (Plana Press)
  • The Untold Tales of Dog Mendonça and Pizzaboy, de Filipe Melo (Dark Horse Comics)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum de Autor Estrangeiro


  • Ardalén, de Miguelanxo Prado (Asa)
  • Duas Luas, de André Diniz e Pablo Mayer (Polvo)
  • Eu Mato Gigantes, de Joe Kelly e JM Ken Niimura (Kingpon Books)
  • Jim Curioso: Viagem ao Coração do Oceano, de Matthias Picard (Polvo)
  • As Serpentes de Água, de Tony Sandoval (Kingpin Books)

Prémio Nacional de Banda Desenhada - Melhor Álbum de Tiras Humorísticas


  • Há Piores 3 – Até ao Âmago!, de Geral et Derradé (Polvo)
  • No Presépio, de Álvaro e José Pinto Carneiro (Insónia/Álvaro Santos)
  • Tiras do Baralho, de André Oliveira e Pedro Carvalho (El Pep)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Ilustração de Livro Infantil (Autor Português)


  • Afonso Cruz, Capital (Pato Lógico)
  • Catarina Sobral, O Meu Avô (Orfeu Negro)
  • João Fazenda, Histórias Tradicionais Portuguesas (Caminho)
  • Madalena Matoso, Com o Tempo (Planeta Tangerina)
  • Nuno Saraiva, Aníbal Milhais, Um Herói chamado Milhões (Pato Lógico/Imprensa Nacional Casa da Moeda)
  • Vera Tavares, Lôá Perdida no Paraíso (Tinta da China)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Prémio Clássicos da 9.ª Arte


  • Crise nas Terras Infinitas Vol.1 e 2, de Marv Wolfman e George Pérez (Panini/Levoir)
  • Maus, de Art Spiegelman (Bertrand Editora)
  • Naruto Vol. 1, de Masashi Kishimoto (Devir)
  • Pior Banda do Mundo Vol. 1, de José Carlos Fernandes (Devir)
  • Portugueses na Grande Guerra, de Carlos Baptista Mendes (Arcádia)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Fanzine


  • BDLP #4, de João Mascarenhas (Extractus/Olindomar Estúdio)
  • Espaço Marginal, de Marco Silva (Instituto Politécnico de Beja)
  • Juvebêdê, de Carlos Cunha (Associação Juvemedia)

O júri dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada é constituído por Nelson Dona, director do AmadoraBD e em representação da Presidente da Câmara Municipal da Amadora, Carla Tavares, Joana Afonso, autora de BD, Luís Salvado, jornalista e especialista bedéfilo (e comissário da exposição central), António Dâmaso Afonso, colecionador de BD e Sara Figueiredo Costa, comissária da exposição central.

Boas leituras

domingo, 19 de Outubro de 2014

Webcomics: Apresentação de Nonsense aos Quadradinhos


Saúda-se o aparecimento de mais um webcomic em Portugal! A publicação é feita na rede social Facebook, e nada como os próprios para o apresentar:

Nonsense aos Quadradinhos

Lançado em Agosto último, este novo projecto de BD é publicado exclusivamente no Facebook, todas as segundas e sextas, sob o mote
«Porque a Vida não é só isto…»
Tem pouco mais de dois meses e vive no Facebook. Falamos do Nonsense aos Quadradinhos, um projecto de banda desenhada em português, que junta um grupo de amigos muito pouco convencional na designada Terra do Nonsense. São quatro quadras, duas vezes por semana, e a promessa de que muito pouca coisa fará sentido.

Com créditos de Johnny D, João Paulo Pereira e Marcos Félix, o Nonsense aos Quadradinhos apresenta-nos, entre outros, uma bisnaga, um metaleiro e um duende com um machado, todos numa luta constante por dar sentido à vida.
Quanto ao resto, fica o convite para acompanhar todas as segundas e sextas, em https:

www.facebook.com/nonsense.aos.quadradinhos.

Porque, afinal, a Vida não é só isto!





Boas leituras

sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

Lançamento Levoir: Universo Marvel Vol.15 - Homem-Aranha & Vingadores: Contos de Fadas Marvel



Ontem saiu o 15ª livro (de 20) desta colecção da Levoir. Vamos ter um volume que coleta o trabalho de vários autores portugueses para este projecto da Marvel: Marvel Fairy Tales.

João Lemos, Nuno Plati e Ricardo Tércio foram "puxados" para esta grande editora norte-americana pelo editor-chefe e caçador de talentos C. B. Cebulski.

Fiquem então com algumas imagens e a informação da Levoir:

HOMEM-ARANHA E VINGADORES: CONTOS DE FADAS MARVEL


Era uma vez... os contos de fadas e infantis tradicionais, como o Capuchinho Vermelho, Peter Pan, Pinóquio, Cinderela, ou o Feiticeiro de Oz, mas desta vez protagonizados pelos principais heróis da Marvel!
O Capitão América como Peter Pan, a Vespa como Sininho e os Vingadores como os Rapazes Perdidos, o andróide Visão como Pinóquio ou Magneto como o Feiticeiro de Oz são algumas das surpresas que este volume nos reserva.

C. B. Cebulski, editor-chefe e grande caçador de talentos da Marvel, imaginou e escreveu estes contos de fadas Marvel, ilustrados por grandes talentos como Niko Henrichon e Mike Allred, a que se juntam os portugueses João Lemos, Nuno Plati e Ricardo Tércio, que têm nesta série os seus primeiros trabalhos para a Casa das Ideias.

Com quatro (de seis) histórias ilustradas por autores portugueses, este é também um dos mais relevantes livros de banda desenhada nacional a ser lançado este ano, um verdadeiro mostruário do melhor
que os artistas nacionais têm produzido. E por esse motivo, a Levoir e o PÚBLICO decidiram apostar num caderno especial dedicado ao trabalho de João Lemos e Nuno Plati, em que se desvendam os processos por trás da criação destas histórias para a Casa das Ideias. Preparado por João Miguel Lameiras, este caderno inclui esboços, estudos para personagens várias, pranchas nos vários estágios de desenvolvimento e muito mais, fazendo deste volume, não só mais um volume da colecção Universo Marvel, mas também uma celebração dos autores portugueses que nele participaram.

Esta é uma publicação que os portugueses mereciam (tanto os autores como os leitores).
Pena a capa, porque com tanta matéria-prima acho que não foram felizes na escolha.























































Boas leituras

quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Série Gotham



Presumo que já muitos começaram a ver Gotham, afinal é mais uma série baseada em comics e por norma a DC costuma sempre apresentar material de qualidade no (já não tão) pequeno ecrã. Por cá ainda não estreou, mas a FOX já anuncia, e por isso tem que se recorrer a outros meios para podermos ver se isto está a ser algo de jeito ou não. Segue então a minha opinião depois de já ter visto alguns episódios, pouco ainda para poder avaliar a série no geral mas o suficiente para ter uma ideia do que nos espera.

No dia 5 de Maio de 2014 a FOX deu luz verde para a série que estreou a 22 de Setembro, um programa que se iria basear no universo de Batman mesmo que o herói não fosse ser o protagonista da história, mas sim a origem de muitas das personagens que conhecemos mas que podemos assim ver um olhar diferente mais focado no início de alguns aliados e inimigos do morcego, centrando o núcleo de personagens num jovem detective Gordon e o seu começo na polícia de Gotham.

Bruno Heller começou a desenvolver a história e começaram então a surgir os nomes de quem iria fazer parte do elenco, e como em todas as produções de comics começaram as primeiras manifestações de fãs em relação a algumas das escolhas, nomeadamente do actor que iria interpretar James Gordon, Ben McKenzie, o antigo Ryan da série juvenil O.C. ou também conhecido de alguns do policial Southland. Infelizmente (e pelos primeiros 4 episódios) o receio veio-se a justificar, já que é de longe o calcanhar de aquiles deste programa. Ele não é um péssimo actor, mas tem uma falta de variedade de expressões faciais que estragam muito o seu desempenho, e pior, a forma como a cena deveria decorrer e por isso estragando um pouco a mesma apesar do bom trabalho dos companheiros.

Por vezes usa uma voz muito "Batman Bale", ou seja uma voz grossa e agressiva, que nem sempre se coaduna com o que se quer transmitir no texto, mas pode ser já também alguma da embirração que ganhei para com ele.

É até agora a única escolha que não me tem agradado, tudo o resto tem feito um trabalho aceitável ou bastante agradável, com o destaque pela positiva a pertencer sem dúvida a Robin Lord Taylor como Pinguim, que tem sido sem dúvida a personagem que se destaca junto do público e que tem tido a preferência deste.

Já sabia que como isto se ia focar nos vilões, que fossem aparecer alguns logo no começo mas os autores exageraram um pouco e despejaram um camião de personagens logo no episódio piloto. Quem vê esse episódio não pode deixar de perceber a intenção deles de "olhem olhem, conhecem este nome? Pertence à BD do Batman, vá fiquem a ver isto que vão aparecer mais".

A cada x minuto aparecia alguém, ou algo, que sabemos que pertence àquele universo e que ficámos assim curiosos para ver como eles seriam apresentados nesta série. Ao mesmo tempo sabia a pouco aquelas aparições de duas ou três falas, que desapareciam logo de seguida e não sabíamos quando os veríamos de novo.

Em todo o caso isso até se aguenta bem, e volta-se para o segundo que é bastante melhor e dá-nos logo outro ânimo para ver os outros logo de seguida. Aliás isso comprovou-se quando a estação decidiu encomendar mais episódios, passando esta primeira temporada de 16 para 22 episódios. Esperemos que isso ajude a desenvolver mais a história e menos a encher chouriços.

Até agora vimos o jovem rapaz Bruce Wayne (David Mazouz), que viu os seus pais serem mortos por um misterioso ladrão enquanto que uma jovem Selina "Cat" (Camren Bicondova) observava de perto, escondida nas sombras. Esta aliás tem tido algum destaque nestes primeiros episódios, uma jovem cheia de garra e que gosta de arriscar, agindo sempre de uma forma muito atlética e elegante.

Seria então o primeiro caso da dupla James Gordon e Harvey Bullock (Donal Logue), dupla essa que tem apresentado de uma forma aceitável a tensão entre duas personalidades distintas como são o honesto Gordon e o corrupto e amoral Bullock. Isso levou a alguns problemas com uma das maiores criminosas da cidade, Fish Mooney (Jada Pinkett Smith), que tem sido uma vilã algo anos 80, com o exagero típico dessa altura e a vontade de eliminar o criminoso acima dela, o mafioso Carmine Falcone (John Doman).


Esta vilã foi a primeira criação original para a série, e até agora aquela que não foi baseada nos livros e que tem tido bastante destaque. Ela ajudou a dar alguma profundidade a Oswald "Penguim" Cobletpott que foi bastante maltratado como subalterno dela até conseguir escapar de uma forma bastante atribulada.

O mordomo da família Wayne tem tido uma presença mais agressiva do que muitos de nós estão habituados, Alfred Pennyworth (Sean Pertwee) mostra-se bastante preocupado com algumas atitudes do jovem Bruce que após a morte dos pais tem reagido de uma forma bastante peculiar, o que o faz perder a cabeça e gritar com ele algumas vezes, e procurando a ajuda de Gordon que tem tido um papel apaziguador junto do rapaz.

Fiquei surpreendido por terem introduzido já na história a detective Montoya (Victoria Cartagena) que faz parte de uma unidade de crimes especiais com o seu parceiro, Crispus Allen (Andrew Stewart-Jones) e mostrou já ter tido uma relação lésbica com a noiva de Gordon, Bárbara (Erin Richards), uma personagem que não me tem apaixonado muito.

Uma das maiores surpresas foi ver o conhecido actor cómico Richard Kind como o Mayor Aubrey James, tem sido uma actuação sóbria e apresentado um outro tipo de realidade que fazia falta no meio de tanto exagero que povoa alguns episódios.

É daquelas coisas que parecem que vão ficar mal, mas que até acabam por correr bem, a série tem apresentado muitas cenas como se estas tivessem sido escritas para a BD, o que pode parecer um pouco estranho na TV mas tem funcionado bem e por vezes dá um ar kitsch à coisa.

Ainda pudemos ver uma jovem rapariga chamada Ivy (que nos faz perceber que pode ser a Poison Ivy), um chefe da máfia de uma família rival chamado Maroni, um jovem belo e elegante chamado Harvey Dent que trabalha como procurador assistente ou aquele cameo estranho mas apelativo que foi o de Edward Nygma (Cory Michael Smith) que é um membro da equipa forense e gosta de apresentar as suas informações em forma de enigmas.

A capitã Sarah Jessen (Zabrina Guevara) termina este rol de personagens principais, que ainda promete muitas mais o que nos deixa ao mesmo tempo entusiasmados e receosos, que não saibam depois colocar tantas personagens juntas e todas terem algum tempo de destaque.

Vamos aos aspectos positivos e negativos:

Positivos -

O ambiente todo da cidade, relembra muito a Gotham de Burton, é apresentada de uma forma clássica, sombria e gótica mas sabe-se que está em tempos muito modernos apesar de esperarmos a qualquer instante que apareça uma jovem criança a vender jornais na esquina.

Bullock e Pinguim, ambos roubam todas as cenas em que aparecem e são sem sombra de dúvida o destaque da série, bons actores e que capitalizam ao máximo o texto que lhes é dado.

Negativos -

Detective Gordon, um exageradamente honesto policia que tem uma falta de expressões faciais atroz que nos impede descobrir se ele está a sofrer, triste, contente, preocupado ou aquilo que a cena pede de momento.

Excesso de personagens, isso não é problema se for dedicado cada episódio apenas a algumas delas, o problema é quando tentam que todas apareçam em todos os episódios. Isso tem sido um pouco corrigido e espero que assim continue.


Em última instância é uma série que devem seguir, está a prometer bastante e é uma daquelas que agrada todos os fãs da personagem porque apresenta vários elementos da rica história deste herói.

A FOX Portuguesa devia começar a transmitir isto rapidamente, devia receber o tratamento de outras séries e dar logo na semana a seguir ou assim, de modo a captar e conquistar um público que anda ávido de programas deste tipo. E este tem todo o potencial para se tornar uma série do agrado de todos, a sua nota no conhecido Rotten Tomatoes comprova isso, já que apresenta um 90% sólido em muitas reviews positivas.

E é sempre divertido ver os easter eggs que apresentam em cada episódios, aqueles pequenos pormenores que passam despercebidos a muito do público mas é do agrado dos fãs de comics em geral.




sábado, 11 de Outubro de 2014

Comic Con Portugal: Notícias da Banda Desenhada - Marcos Martín, Javier Rodríguez e Randy Stradley


A organização da Comic Con Portugal continua a libertar nomes de autores e desenhadores de BD ligados à indústria dos comics norte-americanos.

Assim vamos ter:


Javier Rodríguez

Dado o gosto do seu pai por todo o tipo de banda desenhada, desde a infância que teve contacto com este meio: das leituras super-heróicas pelas quais optou logo de início, até ao material de Richard Corben ou Will Eisner publicado pela editora Toutain, passando por Milo Manara, Nazario ou Wally Wood, entre muitos outros.

Desde cedo sentiu a necessidade de desenhar histórias de banda desenhada, participando em diversos concursos e fanzines; uma primeira etapa que foi reconhecida com um segundo prémio na Semana Negra de Gijón. Formado na Escola de Artes e Ofícios de Oviedo, tornou-se um dos fundadores do fanzine “Froilán” juntamente com Germán García, Marco Recuero, Arturo Arias e Fran Pérez; uma publicação que incluiu “Panowsky”, aquele que acabou por ser o seu projeto de fim de curso.

Na auto-edição, encontrou o modo perfeito de canalizar a sua ânsia criativa, destacando-se a este nível “Anselmo Ensombras” e especialmente “Love Gun”, minissérie de ambientação futurista e crítica social que, reeditada pela UnderCómic, lhe valeu uma nomeação na categoria de Autor Revelação nos Prémios do Salão Internacional de Banda Desenhada de Barcelona de 1998. A partir de 1997 tornou-se colaborador habitual da revista El Víbora, em que durante um quinquénio criou séries como “Paraíso Punk Rock Bar”, “Comprovando a realidade”, com guiões de Mauro Entrialgo, e “Tenebro”. Obras nas quais se nota a influência de autores como os Hermanos Hernández ou Jamie Hewlett, e de outra das suas grandes paixões: a música.

Mas para além das suas colaborações com a famosa publicação, começou a participar em histórias editadas em formato álbum: primeiro “Wake up”, como autor completo, e posteriormente “Medo”, escrita por David Muñoz e Antonio Trashorras. Após criar a série “Crononautas” para a Mister K revista infantil da El Jueves, aproveitou a oportunidade de desembarcar no mercado franco-belga: escrita por Delphine Rieu e publicada pela Les Humanoïdes em formato manga, “Lolita HR” centrava-se numa jovem e rebelde estrela de rock; uma prometedora história de ficção científica que no entanto foi travada por problemas da editora francesa.

Paralelamente à sua carreira como desenhista, começou a desempenhar tarefas de colorista em títulos como “Batgirl: Year One”, “Breach” ou “Human Target”: coleções da DC Comics em que se encontrou com amigos como Marcos Martín ou Javier Pulido. Com resultados notáveis, rapidamente foi requisitado pela Marvel Comics, retomando a colaboração com Martín em “Doctor Strange: The Oath”, ficando incumbido de dar cor a desenhistas da dimensão de Alan Davis, e participando em coleções como a multipremiada “Daredevil”, em que se encontrou com Mark Waid, o próprio Marcos Martín, Paolo Rivera e Chris Samnee. Colorista proeminente, teve a sorte de contar com um editor, Stephen Wacker, que soube reconhecer a sua qualidade como desenhista, de modo que de algum tempo a esta parte desenhou diferentes fill-ins de “Daredevil” e histórias publicadas em destaques do Homem-Aranha como “The Amazing Spider-Man” ou “Superior Spider-Man.

Marcos Martín

Interessado desde tenra idade em contar as suas próprias histórias, cedo optou pela banda desenhada como o meio adequado para isso. Leitor inveterado de BD, na altura de decidir a sua formação académica optou pela licenciatura de Belas Artes na Universidade de Barcelona, com o objetivo de alargar horizontes “e experimentar outro tipo de técnicas”.

Os seus primeiros trabalhos foram feitos em Espanha, realizando ilustrações e capas para as edições espanholas da Marvel Comics, então publicadas pela Planeta DeAgostini; apesar de um par de projetos da linha Labirinto desta editora ter estado perto de ver a luz, o fecho do dito selo acabou por gorar as expectativas do autor. Perante a dificuldade de se impor na quase inexistente indústria espanhola, Martín centrou atenções no mercado americano, berço das suas principais influências culturais; e munido de um sólido portefólio, aproveitou uma estadia de três meses em Nova Iorque para se apresentar diante das grandes editoras: Marvel Comics e DC Comics. Tal talento não passou despercebido, com o autor a assumir os seus primeiros fill-ins em destaques como The Batman Chronicles, JSA, Robin, Birds of Prey, e em séries limitadas como Robin: Year One e Joker: Last Laugh.

Mas os trabalhos que lhe permitiram começar a ganhar maior notoriedade foram “Batgirl: Year One” y “Breach”: a primeira, série limitada escrita por Chuck Dixon e Scott Beatty, a segunda escrita por Bob Harras; e ambas, com a cor a cargo de Javier Rodríguez. Depois de deixar sinais de classe e domínio narrativo em ambos os projetos, em 2006 começou a colaborar de forma recorrente com a Marvel Comics, até que a um par de trabalhos menores se seguiu a minissérie “Doctor Strange: The Oath”, obra de grande importância não só pela sua indubitável qualidade, mas também por proporcionar o reencontro com o guionista Brian K. Vaughan, ao lado de quem trabalhara numa história curta do Cavaleiro das Trevas (Batman: Gotham City Secret Files and Origins núm. 1) Comprovada a sua valia em A Casa das Ideias, chegou um trabalho de primeiríssimo nível: “The Amazing Spiderman”, coleção na qual brilhou com luz própria até se transformar num dos autores mais reputados do mercado americano. Não só como desenhista de páginas interiores colaborando com guionistas como Dan Slott, Mark Waid ou mesmo Stan Lee, mas também como ilustrador de capas, destacando-se pela sua elegância e originalidade compositiva.

Após a sua passagem pela coleção protagonizada pelo Homem-Aranha, encontrou-se com Mark Waid e Paolo Rivera no bem-sucedido relançamento de “Daredevil”, série transformada na grande vencedora dos prestigiados Prémios Eisner, que na sua edição de 2012 reconheceram o trabalho da equipa criativa com um galardão na categoria de Melhor Série Regular e duas nomeações para o próprio Martín como Melhor Ilustrador de Capa e Melhor Desenhista.

Finalizado o seu contrato exclusivo com a Marvel Comics, embarcou numa nova aventura, fundando a sua própria editora online em parceria com Brian K. Vaughan. Juntos, aproveitaram tal plataforma digital que parte da premissa de que o valor pago por cada banda desenhada depende da vontade do leitor para lançar o projeto de criação própria “The Private Eye”, no qual também colabora a colorista Muntsa Vicente. Uma aclamada coleção que, a meio caminho entre a ficção científica e o género negro, reflete sobre as implicações de um futuro próximo em que a Internet desapareceu.

Randy Stradley

Randy Stradley é escritor de banda desenhada e vice-presidente da Dark Horse Comics, uma das maiores editoras de BD dos EUA, a qual é responsável por títulos como Star Wars, Hellboy e Buffy.

Stradley estreou-se no mundo da BD em 1984 com um trabalho para o nº 86 da revista Star Wars, na ocasião ainda detida pela Marvel Comics. Ainda nos anos 80, conhece Mike Richardson (o fundador da Dark Horse Comics), de quem se torna amigo e colega de negócios. No início da década de 90, a Dark Horse adquire a licença de publicação da linha Star Wars e em 2002 Stradley assume o cargo de Editor Sénior da série ligada à mítica saga.

Conhecido por ter escrito várias publicações acerca do universo Star Wars, entre as quais Crimson Empire (em parceria com Mike Richardson) e Jedi Council, Randy Stradley, que assinou vários dos seus trabalhos sob os pseudónimos Mick Harrison e Welles Hartley, é o argumentista de Aliens & Predator e Godzilla, duas das principais licenças da Dark Horse, a par de Star Wars.


Estes textos de apresentação foram retirados do site oficial.
Para mais informações podem informar-se no site da Comic Con Portugal clicando no link em baixo:

http://www.comic-con-portugal.com/pt/

Boas leituras

sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

Lançamento Levoir: Universo Marvel Vol.14 - Thor e Capitão América: A Essência do Medo



Saiu ontem o 14º volume da série Universo Marvel, publicada pela Levoir e distribuída pelo jornal Público. Vamos ter a versão portuguesa de "Fear Itself" em português, um arco razoavelmente recente do universo Marvel e que dá seguimento a "Cerco", o volume anterior.

Fiquem com a informação da Levoir e algumas páginas:





THOR E CAPITÃO AMÉRICA: A ESSÊNCIA DO MEDO


Thor, o Capitão América, os Vingadores, são os Heróis Mais Poderosos do Mundo... mas até eles sentem o medo. Quando uma ameaça nova se perfila no horizonte, à medida que os imensos poderes mágicos da Serpente devastam o planeta, que aliados e inimigos são transformados em forças de destruição e que Odin se prepara para incendiar a Terra para salvar Asgard, os heróis descobrem que o seu mundo é agora o mundo do medo, e que terão de fazer o sacrifício supremo para prevalecer!


Com argumento de Matt Fraction, um autor que firmou os seus créditos nos comics independentes e que assina aqui uma das grandes sagas da Marvel, e a arte fantástica de Stuart Immonen, A Essência do Medo segue os acontecimentos de Cerco (volume 13 desta colecção).

































Boas leituras