quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

Batman do Tim Burton



Este ano foi o 25º aniversário do lançamento do filme Batman, aquele que voltou a colocar os super-heróis em Hollywood e que criou uma Bat-mania, mostrando que a BD não era só para crianças. A película mostrou-nos um herói sombrio e amargurado, algo que quem seguia os livros já conhecia mas que o público em geral não fazia ideia.

Depois de se mostrar interessada em produzir o filme, a Warner Brothers entregou ao novato Tim Burton (que tinha tido algum sucesso com o filme Pee Wee) que começou logo por rejeitar o script que existia da autoria de Tom Mankiewicz, por o achar muito alegre e parecido com o que se fazia nos anos 60 em relação à personagem. Apesar de não ser fã de comic books, Burton ficou admirado quando lhe entregaram em mãos as sagas Killing Joke e Dark Knight Returns e a Warner chamou o escritor Steve Englehart para ajudar na criação de um novo argumento.

As ideias dele envolviam no começo Joker, Rupert Thorne, Silver St. Cloud, Dick Grayson e o Pinguim, mas apesar da aprovação da produtora, o próprio escritor achou que eram personagens a mais só para um filme e retirou alguns nos papeis que entregou em Maio de 1986. Burton no entanto tinha outras intenções e chamou Sam Hamm para fazer um script que lhe agradasse, e no final desapareceram muitas das ideias de Englehart, já que Hamm não queria apresentar a origem da personagem (apenas em flashbacks), substituiu Silver St. Cloud por Vicki Vale e Thorne por uma criação sua, Carl Grissom. Apesar do desinteresse da Warner, o criador Bob Kane deu a sua aprovação à história e a mesma avançou para produção após o sucesso comercial de Burton em 1988 com o filme Beetlejuice.


A escolha do actor principal foi bastante atribulada, foram muitos os nomes lançados e todos eles de grandes estrelas de Hollywood, como Mel Gibson, Kevin Costner ou Bruce Willis foram considerados, com o estúdio a preferir uma estrela de acção no papel principal. O produtor Jon Peters sugeriu o nome de Michael Keaton, por achar que este podia representar o ar atormentado e sombrio desejado para a personagem, algo que Burton (que já o tinha dirigido) concordou, muito para o horror de Bob Kane, Sam Hamm ou o produtor original e dono dos direitos Michael Uslan. Como podem imaginar, também o público desconfiou desta escolha, pensando nas comédias do actor e no filme Pee-Wee do realizador, achando que isto ia ser de novo uma versão como aquela dos anos 60.

Para o papel de Joker (que ia ter pela primeira vez a sua origem retratada numa adaptação) também foram considerados alguns nomes conhecidos, como William DaFoe, Tim Curry ou James Woods com Robin Williams a fazer uma campanha muito forte para conquistar o papel. Mas desde o começo da década de 80 que a escolha de Uslan recaía em Jack Nicholson, e depois de umas árduas negociações o actor foi convencido a assinar com algumas regalias que poucos podiam se gabar. Tinha direito a escolher as folgas e a ficar sempre livre quando os Lakers jogavam em casa, para além de ter exigido parte da bilheteira como seu salário o que fez com que levasse para casa mais de 60 Milhões de dólares o que até 2005 constituía ainda um recorde em Hollywood.

Eu gostei bastante de ver ambos os actores, achei que Keaton ficou muito bem como um Bruce Wayne distraído, atormentado e intelectual e Nicholson (apesar de ser muito como ele é na realidade) interpretou um Joker fora do comum, completamente alucinado e muito a ver com o que conhecíamos da banda desenhada. Houve cenas fantásticas (como ele a entrar no museu) e que expunham uma loucura que casava muito bem com a personagem. A parte física foi a que mais sofreu com estas escolhas, mas mesmo assim acho que as coisas correram bem e não foi por isso que deixámos de vibrar e gostar destas escolhas.


Os restos das escolhas não foram tão atribuladas, no papel de Vicki foram consideradas Sean Young e Michelle Pfeiffer mas acabou por ser Kim Basinger a ficar com o papel, Michael Gough foi escolhido para representar o mordomo Alfred pensando já no futuro da franquia, assim como Billy Dee Williams como Harvey Dent para no futuro ser um Duas-Caras (algo que não aconteceu como sabemos). Pat Hingle ficou como Jim Gordon (num papel muito reduzido para o que muitos esperavam), William Hootkins como Tenente Eckhardt, o veterano Jack Palance como Grissom e Robert Wuhl como o repórter Alexander Knox, que ia morrer no começo do filme mas gostaram tanto do seu desempenho que o deixaram ficar até ao fim.

Com Danny Elfman como responsável pela música, estava tudo preparado para entrar em acção e a Warner Brothers rapidamente fabricou um trailer para afastar todas as dúvidas das pessoas em relação a algumas escolhas. Esse trailer, mostrado em algumas salas sem conhecimento prévio das pessoas que assistiram, teve enorme sucesso e tornou-se um bootleg muito desejado nas convenções de então. O fato de Batman ficou meio "esquisito", já que era de uma borracha rígida, apesar de ao mesmo tempo impor algum respeito e ajudar na falta de imponência física do actor Keaton, que nele parecia muito mais ameaçador e dono de um físico impressionante.

Existiram cenas de acção que demonstravam alguma lentidão, tanto devido ao facto como a falta de jeito mas não prejudicou em demasia o divertimento do filme. Para mim foi muito pior a escolha do nome para o alter ego de Joker, Jack Napier, e estabelecer que tinha sido ele o assassino dos pais de Bruce Wayne e que como tinha sido este (como Batman) a deixar Jack cair para o ácido, ambos tiveram influência na criação um do outro. Outra coisa que não concordei foi no facto de Alfred deixar Vicki

No filme vemos como Batman ataca os vilões e faz com que estes espalhem o mito no meio do submundo, de que ele é uma personagem mais que humana, muito ameaçadora e muito perigosa. A própria polícia não sabe como encarar, e a imprensa tenta descobrir mais sobre este vigilante. Vemos como o Joker era um simples bandido ao serviço de um barão do crime, e que quando fica desfigurado vira algo que estava já meio presente na sua mente psicótica. Como Joker ataca todos em Gotham com um produto que mata as pessoas e as desfigura, deixando ao cargo do nosso herói descobrir como evitar isso. Vicky Vale para além de interesse romântico para Wayne, atrai as atenções do vilão também que a corteja e a tenta conquistar em algumas das cenas mais interessantes do filme.


O final também não foi muito do meu agrado, fazendo com que Joker morresse numa queda de helicóptero, depois de uma luta entre os dois protagonistas. Mas mesmo assim fui mais um membro da Bat-Mania, com dossier do filme, caderneta completa, camisola, algo para cozer no blusão com o símbolo do morcego e outras coisas relacionadas com a personagem. Sempre fui fã dela e este filme ainda contribuiu mais para isso, deixando-me completamente extasiado e interessado em ver outros filmes do realizador (que se tornou um dos meus favoritos).

O marketing assentava basicamente no simbolo do morcego dentro da elipse amarela, mas foi mais do que suficiente para se tornar uma febre mundial e tudo querer algo onde ele estivesse assinalado. Ainda antes do filme sair já tinham sido vendidos uns fantásticos 750 Milhões só em merchandising, algo que provava quer a força da personagem, quer o interesse do público. A própria DC Comics aproveitou isso para relançar as vendas nos livros, ficando todos a ganhar com esta Bat-Mania como ficou conhecido esse verão de 1989.

No seu fim de semana de estreia fez mais de 42 Milhões de Dólares, destronando Caça-Fantasmas II do topo de filmes mais rentáveis do ano, foi o primeiro filme a conseguir 100 Milhões nos primeiros dez dias de exibição e no geral conseguiu mais de 410 Milhões de dólares em bilheteira. Quando foi lançado em VHS, bateu novos recordes conseguindo mais de 150 Milhões de dólares em vendas, sendo um sucesso no aluguer de filmes e na venda directa de k7's.

Adorei todo o ar sombrio do filme, o ar clássico do Batmobile e as cenas de Nicholson como Joker. Continuo um dos defensores do Wayne de Keaton, apesar de não ser tão fã dele como Batman e para mim o filme continua como um dos melhores de Super-Heróis apesar de sofrer muito com a greve de argumentistas que assolou Hollywood nessa altura.

Espero que tenham gostado, e querendo mais nostalgia é só visitarem o http://aindasoudotempo.blogspot.com/








segunda-feira, 29 de Setembro de 2014

25º Amadora BD (I): O que se sabe, e o que se imagina


O que se sabe?
É uma pergunta com algumas respostas, mas muito poucas. O que se sabe ao certo apenas foi veiculado por editores, blogues e hoje na página do Facebook deste evento.

Então... começando pela informação resultante da Kingpin:
  • Sabe-se que o livro "O Baile" estará em destaque em conjunto com "Roleta Nipónica" da série Super Pig com exposições.
  • Sabe-se que Ken Niimura estará presente na sequência da publicação do seu livro "Eu Mato Gigantes" (I Kill Giants) a convite da Kingpin Books.
  • Sabe-se que haverá o lançamento do novo livro de David Soares e André Coelho, "Sepulturas dos Pais".
  • Sabe-se que será lançada uma versão "editor's cut" em capa dura e formato maior do esgotado "Agentes do CAOS: Nova ORDEM".

E através do suplemento do jornal Público, P3, numa entrevista ao responsável Nelson Dona sabe-se que:
  • Sabe-se que Alison Bechdel estará no evento, ou fisicamente ou em exposição.
  • Sabe-se que João Mascarenhas com o seu BDLP terá exposição.
  • Sabe-se que José Ruy terá uma exposição.

E hoje na página Facebook do Amadora BD:
  • Sabe-se que o cartaz foi feito pela Joana Afonso, e está lindo como podem verificar na imagem de topo.
  • Sabe-se que ao contrário do que tem acontecido nas edições anteriores, o Festival não terá um tema específico, optando por fazer uma reflexão sobre o momento que o universo da Banda Desenhada atravessa.
  • Sabe-se que o Design do cartaz foi feito pelo GBNT, Gabinete de Design, e que pela publicidade que a página faz a esta situação só lhes faltou desenhar o cartaz (desculpem-me, mas não resisti... :D )

Agora, imagina-se que:
  • Haverá algo sobre o Batman, visto que faz 75 anos.
  • Os autores portugueses estarão lá em peso como sempre.
  • Provavelmente haverá autores estrangeiros a fazer companhia ao Ken Niimura...
  • Garantidamente haverá Exposição Central
  • Garantidamente haverão exposições que ninguém visita espalhadas pela Amadora.
  • Garantidamente haverão exposições maravilhosas dentro do Fórum Luís de Camões.
  • Garantidamente haverão lançamentos, apresentações e debates.
  • Provavelmente haverão menos lojas no Espaço Comercial.

Pronto, pelo menos é isto que eu sei e imagino. Se alguém tiver mais dados eu terei todo o gosto em completar!

Boas leituras

Lançamento Goody: Simpsons #6



Mais uma revista dos Simpsons à venda!
Os fãs (e não só) podem acompanhar também em BD as aventuras e desventuras desta família disfuncional...

Fiquem com a informação da Goody, e algumas páginas desta 6ª revista:







Simpsons #6

Chegam à banca mais quatro histórias da família Simpson nunca vistas em televisão!

Esta edição traz-nos uma entrada ilegal no país de uma fonte de energia secreta em “A Ilha da Fantasia” e um teste de resistência a um turno muito exigente em “APU e o incrível turno de 96 horas”. Há direito também a testemunhar a transformação de Ned Flanders depois de um desaparecimento durante três semanas em “O Falso Flanders” e a assistir a um duelo de Homer face a Sr. Burns no Faroeste do século XIX em “Homer no Faroeste”.


























































Boas leituras

domingo, 28 de Setembro de 2014

Kingpin Books new look!



A Kingpin Books apresentou hoje oficialmente ao público a sua loja remodelada. A loja organizou uma pequena festa com comes e bebes, para além de promoções em quase todos os livros.

E sim, ficou a loja ficou muito bem!

Uma ilha central, muitos escaparates para destaque de publicações e o aproveitamento de uma sala interior para guardar convenientemente em prateleiras o stock de reserva da loja.

Este melhor aproveitamento de espaço torna a loja mais atractivo sem dúvida.

Fiquem com as fotos:


































O gestor da loja, Mário Freitas


Boas leituras

sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Lançamento Levoir: Universo Marvel #12 - Dr. Estranho e Dr. Destino: Triunfo e Tormento


E sai o 12º livro desta colecção. Doctor Strange and Doctor Doom: Triumph and Torment é uma graphic novel de 1989 de Roger Stern (argumento) e Mike Mignola (desenho).

Considerada um clássico dos comics, tem como palco o Inferno e em que o vilão tem para mim o papel principal. Um livro a ler sem dúvida!
Fiquem com a informação da Levoir e algumas páginas:



























DR. ESTRANHO E DR. DESTINO: TRIUNFO E TORMENTO

Todos os anos, no Solstício de Verão, o Dr. Destino enfrenta as forças do Mal em mais uma vã tentativa de salvar a alma da sua mãe do Inferno. Mas só quando consegue convencer o Feiticeiro Supremo, o Dr. Estranho, a ajudá-lo, terá finalmente uma hipótese de vencer. Mas antes, herói e vilão terão de viajar até aos domínios infernais de Mefisto e descobrir que o custo de salvar uma alma pode ser maior do que estão dispostos a pagar.



























Neste volume, os leitores poderão descobrir um conjunto de histórias desenhadas por um dos maiores nomes dos comics da actualidade, Mike Mignola, incluindo a novela gráfica que dá o nome ao livro, considerada uma das melhores histórias de sempre do arquivilão Dr. Destino.




























Boas leituras

Lançamento Goody: Disney Especial - Irmãos Metralha


O bandidos mais tótós da Disney têm direito a um Disney Especial distribuído hoje pela Goody!
Sem dúvida que muitas das minhas histórias preferidas da Disney incluíam estes falhados, acho que nunca conseguiram roubar uma única moeda ao Patinhas... às vezes até dava pena, sobretudo quando entrava o 1313...

O "Beagle Boys" (nome original) foram criado há mais de 60 anos por Carl Barks com os números 176-671, 176-761, 176-176, mas depois disso passaram a haver um sem números de parentes Metralhas, cada um com a sua habilidade!

Seguem algumas páginas a tradicional informação da Goody:

DISNEY ESPECIAL IRMÃOS METRALHA 
(Já nas bancas!!!)

O press release tinha sido roubado, mas… Com a ajuda do Tio Patinhas e sobrinhos conseguimos recuperá-lo! J O problema é que os irmãos Metralha continuam à solta, e, como não poderia deixar de ser, a preparar muuuitos golpes! Fica a saber o que planeiam na nova ESPECIAL IRMÃOS METRALHA, que promete muita aventura e emoção! Imperdível!!!

Abrimos a edição em grande, com três histórias fabulosas de Romano Scarpa! Comecemos por Donald e o antídoto onde o Tio Patinhas apanha uma misteriosa febre, a suposta “Eurolaris”, uma maleita que lhe foi contagiada pelos seus preciosos eurinhos… A boa notícia é que existe um antídoto! A má é que o Patinhas expulsou o seu criador dias antes e agora ninguém sabe dele… E pior: os Metralha estão a fazer de tudo para ele não o encontrar! Será que o nosso avarento preferido vai ficar de quarentena para sempre???

Já a 2ª história de Scarpa prende-se com a temática da filantropia. O Tio Patinhas decide investir numa fundação de investigação onde os colaboradores são os seus sobrinhos e o Prof. Pardal, pois claro. Os Metralha também são contratados… Para testarem fechaduras!!! Por trás disto tudo, ainda há um segredo por desvendar… Como será que isto vai acabar? Descobre tudo em Donald e a “Fundação Patinhas”. E ainda, uma história com dois episódios em que o Donald e os seus sobrinhos embarcam, acidentalmente, num barco clandestino dos Metralha que perseguem um veleiro do Tio Patinhas carregado de ouro!!! Ai!!! Quem levará vantagem? Isto em Donald e a escola dos sarilhos. Hilariante! Estas e muitas outras aventuras na edição mais divertida de sempre! Agarra já antes que a roubem!!!

Disney Especial Irmãos Metralha, o melhor golpe de sempre!

ÍNDICE
7 Donald e o antídoto
32 Donald e a “Fundação Patinhas”
57 Donald e a escola dos sarilhos
117 Tio Patinhas e os microdepósitos espalhados
151 Tio Patinhas e o insuspeito intruso
173 Os Metralha e o spray blabla
199 Otto, cão metralha e a trufa enterrada
219 Os Metralha e a prisão de alta tecnologia
239 Os Metralha e o golpe da piza
259 Os Metralha, Patacôncio e o índice de popularidade
281 Os Metralha e a arma secreta Skon-Kuass
302 Os Metralha e a aluna à prova





Boas leituras

terça-feira, 23 de Setembro de 2014

Porque me apetece... (V): 25º Amadora BD (2014)

Ken Niimura (I Kill Giants), o único autor estrangeiro que se sabe vir a estar presente no 25º Amadora BD (Informação Kingpin Books)

 Na realidade custa-me falar disto. O Amadora BD é um festival de que eu gosto muito, embora já tenha visto melhores dias.

Isto é um “não post” sobre uma “não informação”.

Eu podia dizer que isto se repete todos os anos, mas não. Todos os anos piora a informação atempada sobre o festival (este ano está a bater todos os recordes), e todos os anos as pessoas que pensam concorrer ao concurso de BD têm menos tempo para fazer a sua Banda Desenhada de quatro páginas. Este ano acho que só consegue concorrer quem já tiver uma BD inédita na gaveta porque na realidade não há tempo para fazer uma de raiz com um mínimo de qualidade!

O festival vai decorrer de 24 de Outubro a 9 de Novembro de 2014, ou seja, estamos a um mês de um evento de três semanas com ZERO informação da organização, e ZERO informação sobre o concurso de BD…

A pergunta que se impõe é “porquê?” Sim, para mim não há justificação nenhuma para isto. Não me venham com as justificações do costume de que a Câmara Municipal da Amadora ainda não libertou verbas para os autores, de que ainda não têm os bilhetes de avião para os artistas estrangeiros, que ainda não têm confirmações de artistas…

Se é isto que mais uma vez que está acontecer têm de repensar seriamente o festival, orçamentos, e porque não dizê-lo, pedir à Câmara da Amadora que se afaste do Festival! O orçamento já devia estar disponível há muitos meses! Os artistas estrangeiros já deviam ter os seus bilhetes comprados (até fica mais barato se for feito com antecedência) e bolas… aprendam com a organização do festival de Beja que tem um orçamento bastante mais pequeno e consegue ter estes assuntos tratados com uma grande antecedência!
Agora expliquem-me porque é que uns conseguem e outros não! Expliquem porque é que Beja tem o programa bem cedo, e a Amadora não!

Infelizmente as únicas notícias que temos são-nos dadas por editores, neste caso a Kingpin com o anúncio da vinda de Ken Niimura no 3º fim de semana (8 e 9 de Novembro), notícias sobre espaço comercial veiculados pelo blogue Kuentro do Machado-Dias que costuma ter um espaço para a Pedranocharco e que parece que este ano não vai ter, parece que vai haver uma exposição de artistas que trabalham para a Marvel resultante da publicação de um livro da Colecção Universo Marvel (Marvel Fairy Tales) que sai nessa altura, e sei, particularmente, que um funcionário, que costumava colaborar com a organização no festival, já não irá estar presente.

E também sei que isto é triste. Um festival com uma história de 25 anos merecia um desempenho organizativo muito melhor!

Estava para não falar disto, mas há coisas que me encafifam e ficam cá dentro a remoer. E tenho de desabafar. Vou falar apenas um pouco do funcionário de que falei anteriormente.
Não vou referir o nome dele, porque não vale a pena, quem o conhece sabe de quem falo.
Acho feio, muito feio mesmo, que um e-mail que ele mandou às pessoas com quem costumava lidar antes e durante o festival tenha vindo a público sem a sua autorização. Mais, acho ainda mais feio que pessoas que trabalharam com a organização venham ainda dizer implicitamente que a culpa da má divulgação do festival era dele. Sim, porque o Pedro Mota (não tenho problemas em referir o nome) se queria fazer crítica à forma como é feita a comunicação e divulgação tinha muito por onde escolher. Escolheu o elo mais fraco… tem medo de se meter com os pesos pesados?

Primeiro, o e-mail enviado não era público, e foi transcrito no blogue Kuentro tornando-se aí público, claro (depois disso acabou por ser replicado).
Um e-mail público é para toda a gente ver e se assim fosse o funcionário em questão teria publicado o mesmo no seu Facebook ou noutra plataforma pública. Se alguém queria publicá-lo publicamente primeiro teria de lhe pedir autorização, era o mínimo. Espero que isto não traga mais problemas ao funcionário no seu trabalho.
Definição de “público”:

http://www.priberam.pt/dlpo/p%C3%BAblico

Depois, tem mais. Para quem acha que ele seria responsável pela má divulgação do evento eu tenho de frisar que ele era um mero funcionário que só podia veicular publicamente o que lhe deixassem, e quando fosse autorizado. Mandei dois ou três e-mails no passado para a organização do festival, não obtive resposta. Mandei no passado um ou dois e-mails para o CNBDI e não obtive resposta. Todos os e-mails (muitos) que mandei para este funcionário tiveram resposta.
E quando uma Câmara Municipal bloqueia o Facebook aos seus empregados e a um deles cabe a gestão da divulgação na página Facebook do evento? Essa é linda! A culpa é dele? Pois…
Eu tive alguns arrufos (coisa pouca) com ele, mas sempre houve comunicação, ao contrário de toda a organização monolítica do festival. Quem nos ajudava antes do festival? Apenas ele. Quem nos ajudava durante o festival? Praticamente só ele.
E esta falta de divulgação e informação em 2014? Também é dele?

Achei feio e injusto o que foi feito. E fico banzado que com tantos amigos no meio ninguém tenha referido esta situação ou ter feito contraponto a atitudes eticamente incorrectas referentes a este funcionário.

Quando há reestruturações normalmente primeiro é em cima, só depois é que se vem por aí abaixo.
Assim? Lol
Não percebo.

Quem mora fora de Lisboa como é que pode planear uma ida a este festival?
Com que moral é que a organização do festival poderá anunciar um concurso de BD a 1 mês do evento? Sim porque o prazo será sempre para pelo menos uma semana antes do festival abrir portas...

É assim que se faz um festival que se quer anunciar como o maior em Portugal?
A Comic Con Portugal é só em Dezembro e já temos vários anúncios de autores de BD e uma actriz de cinema, para além de um site bem montado e em funcionamento dinâmico!

Boas leituras

P.S.:  Desafio um humorista para fazer uma tira para expor no LBD sobre este assunto, mas tem de ser alguém com coragem. O texto e planificação serão meus.
:D

P.S. 2: Parece que Alison Bechdel (Fun Home) também vem (fisicamente ou apenas exposição?) segundo um artigo no Público:
            http://p3.publico.pt/cultura/livros/13607/ha-25-anos-que-o-amadora-bd-lanca-fanzines-e-novos-artistas

Alison Bechdel confirmada no P3 do Público

P.S.3: Afinal parece que não vai haver exposição baseada no Marvel Fairy Tales....

segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

Aventura e Ficção, uma experiência recompensadora


As revistas de banda desenhada da Editora Abril marcaram muito uma geração em Portugal, graças a um bom arsenal de títulos diferenciados, que permitia aos leitores evoluírem para material diferente, começando na Disney e na Turma da Mónica (antes da sua passagem para a Globo em 1987), passando depois para os super-heróis da Marvel e da DC. Comparativamente ao material que existia nas bancas portuguesas (“Mundo de Aventuras”, “O Falcão”), era mais caro mas também tinha melhor qualidade de produção, era a cores e tinha mais personagens fixos. Mas era bem mais barato que o material francês disponível em livros e também tinha uma publicação muito mais regular.

Para quem acabava por se tornar fã de material americano mas se cansava de super-heróis, não havia mais nada para evoluir. Ou se passava para os álbuns mais adultos de origem franco-belga, ou tinha que se aprender uma língua estrangeira para ler uma revista importada. A “Selecções BD” só surgiria em 1988, mas antes disso apareceu logo uma solução nas bancas, mais uma vez providenciada pela Abril. A editora brasileira já tinha feito algumas tentativas de se diversificar, lançando em 1984 “A Espada Selvagem de Conan”, utilizando material da revista americana a preto e branco “Savage Sword of Conan” e que durou 17 anos, e “Texas Kid”, um western de origem italiana, conhecido no original como “Gesù”, que não passou do terceiro número. Em 1985, foram publicados dois números da revista “Ação Policial”, uma mistura de BD e histórias em prosa, que nunca vi à venda mas lembro-me em publicidade noutras revistas da Abril. Também não foi longe, ficando-se por duas edições. A Epic Marvel surgiu no final de 1985, com material da divisão da Marvel, a Epic Comics, periodicidade bimestral e personagens rotativos, num formatinho ligeiramente maior, mas acabou por não passar do sexto número, apesar de ser a cores. Houve planos para publicar uma versão brasileira da Epic Illustrated, mas assegurar os direitos de autor era complicado.

Finalmente, Setembro de 1986 marcou o lançamento do título “Aventura e Ficção”, uma publicação de tamanho normal, bimestral, a preto e branco, inicialmente publicando material das revistas a preto e branco da Marvel (comum mas erroneamente conhecidas como Curtis Magazines), como a “Marvel Preview”/“Bizarre Adventures” e os dois volumes do título “Savage Tales”. Ocasionalmente, surgiam personagens conhecidos, como o Senhor das Estrelas e até Thor, Kull, Ka-Zar e a Viúva Negra. Dominic Fortune e Paradox fizeram aqui a sua estreia na Editora Abril, tal como o título “The 'Nam”, aqui conhecido pelo sub-título “A Guerra Comprada”, mas que depois passaria para revista própria com o nome “O Conflito do Vietnã”. Personagens recorrentes apareciam apenas em histórias curtas e a editora ignorou material que também teria espaço aqui, como o zombie Simon Garth, Satana, Morbius, Tigre Branco e Mestre do Kung Fu, de quem um leitor perguntou numa secção de cartas, pois existiam histórias a preto e branco na revista “Deadly Hands of Kung Fu”. Mas publicar esse material obrigaria a contratos adicionais e o sucesso inicial de vendas justificava a manutenção da estratégia original. A Abril chegou até a planear o lançamento de uma revista da DC nos mesmos moldes, que iria publicar a preto e branco histórias do Espectro, do Monstro de Pântano e até a série “V de Vingança”. Seria uma espécie de pré-Vertigo que a própria Editora Abril iria criar antes da DC pensar no seu próprio selo adulto. Mas o projecto teve que ser abortado.

A partir do nº 14, a Abril mudou de estratégia de publicação. À medida que o material das revistas da Marvel foi ficando mais escasso, a Abril foi progressivamente substituindo as histórias americanas por uma mistura de material da revista espanhola “Cimoc” e de algumas publicações originais de autores brasileiros, incluindo histórias assinadas por Watson Portela, Mike Deodato e Mozart Couto, e adoptando o subtítulo “o melhor do quadrinho mundial”. As histórias da Marvel secaram depressa (o último número com material americano foi o 18), mas a revista ganhou alguns personagens recorrentes, como o presidiário Morgan, de José Ortiz e Antonio Segura, e o repórter de guerra Frank Cappa, de Manfred Sommer. Os consagrados Miguelanxo Prado e Milo Manara tiveram material publicado, também.

Apesar desta nova direcção, a revista foi cancelada após 21 números, em 1990 (sem qualquer aviso na última edição), mas na época foi uma tentativa bem-sucedida de replicar o sucesso da francesa “Métal Hurlant”. Foi o suficiente para inspirar a editora brasileira a expandir a publicação de revistas especiais com histórias mais adultas. Durante os meses seguintes não faltaram nas bancas revistas da linha ‘de luxo’, que incluíam diversas séries e mini-séries a cores em formato americano, desde histórias do Batman da série “Túnel do Tempo” (Elseworlds) à Raça das Trevas (“Nightbreed”) de Clive Barker, passando por “American Flagg”, “The 'Nam” e pela revista “Graphic Novel”.

Tenho vários números soltos de “Aventura e Ficção”, mas para ter acesso rápido à colecção completa, acedi aos scans. Reler este material hoje em dia é cansativo, pois as histórias da Marvel estavam repletas da violência cínica dos anos 80, misturada com alguns restos de psicadelismo dos anos 70, especialmente quando se lidava com ficção científica. O material espanhol, por seu lado, ainda tem algum apelo estético, especialmente para o público português, pois na época os espanhóis já procuravam exorcizar os fantasmas da ditadura nacionalista, algo que ainda é difícil fazer por cá. Quero finalizar agradecendo aos editores da época, Lucrécia Barros Freitas e Leandro Luigi del Manto, pelo tempo dispensado. Aqui está um resumo de todas as edições:

TEMACAPA HISTÓRIAORIGEMGÉNEROAUTORES
1Sem temaJoe Jusko“Shandra”Marvel Preview #23Ficção científicaLynn Graeme, John Buscema e Joe Jusko
“Ataque a Mad Star”Bizarre Adventures #30Ficção científicaPeter B. Gillis e Gene Day
“Espelho, Espelho Meu”Bizarre Adventures #29TerrorBruce Jones, John Buscema e Bob Wiacek
“Deus Está Conosco”Bizarre Adventures #31SátiraJohn Byrne
Vulcão & Gutz: “Pizza”Savage Tales #1SátiraWill Jungkuntz
2Senhor das EstrelasBob LarkinSenhor das Estrelas: “A Bela e a Fera”Marvel Preview #18Ficção científicaDoug Moench, Bill Sienkiewicz e Bob McLeod
“O Caminho dos Céus”Marvel Preview #23TerrorMike W. Barr, Gene Colan e John Tartaglione
“Vingança”Savage Tales #1GuerraArchie Goodwin e John Severin
Vulcão & Gutz: “Rituais de Água”Savage Tales #2SátiraWill Jungkuntz
3ParadoxPaul GulacyParadox: “Conexão Gea”Marvel Preview #24Ficção científicaBill Mantlo e Val Mayerik
“A Tropa de 1967”Savage Tales #1GuerraDoug Murray e Michael Golden
4KullBob LarkinKull: “Cavalgada para o Sol Nascente”Marvel Preview #19FantasiaRoy Thomas, Sal Buscema e Tony De Zuñiga
“O Pequeno Atraso”Savage Tales #2TerrorSteve Skeates e Ralph Reese
Vulcão & Gutz: “Vulcão”Savage Tales #3SátiraWill Jungkuntz
5A Lenda do Rei ArturEarl Norem“A Balada do Rei”Marvel Preview #22FantasiaDoug Moench, John Buscema e Tom Palmer
6ThorNapoleão FigueiredoThor: “O Mar do Destino”Bizarre Adventures #32FantasiaAlan Zelenetz e John Bolton
“Um Jogo de Gato e Rato”Savage Tales #7Crime/policialJohn Arcudi e Vincent Waller
Wundarr: “O Profeta”Bizarre Adventures #32Ficção científicaMark Gruenwald e Val Mayerik
Viúva Negra: “Ballet Russo”Bizarre Adventures #25EspionagemRalph Macchio e Paul Gulacy
7Sem temaJoe JuskoParadox: “Segredo de Saturno”Bizarre Adventures #30Ficção científicaBill Mantlo, Mike Vosburg e Joe Jusko
Vulcão & Gutz: “Serviço de Acompanhantes”Savage Tales #4SátiraWill Jungkuntz
“O Desvio”Marvel Preview #14TerrorRick Marschall e Alfredo Alcala
“Mundo Estelar Cyndriana”Marvel Preview #14Ficção científicaDavid Anthony Kraft e Bob Wakelin
8RobocopMark Texeira“Robocop, o Policial do Futuro”Robocop [Movie Adaptation] #1Crime/policialBob Harras, Javier Saltares, Alan Kupperberg e Tony DeZuñiga
9Sem temaJoe Jusko“O Filisteu”Bizarre Adventures #31Acção/aventuraDenny O'Neil e Frank Miller
“Fiança”Savage Tales #6SátiraJohn Arcudi e Vince Waller
“O Sobrevivente”Bizarre Adventures #33TerrorJ.M. DeMatteis, Geof Isherwood e Akin/Garvey
Bucky BizarroBizarre Adventures #29HumorSteve Skeates e Steve Smallwood
“Uma Rã É... Uma Rã?!”Bizarre Adventures #31TerrorStephen Perry e Stephen Bissette
“Força G”Savage Tales #4Acção/aventuraJames O'Barr
“Zona de Combate”Savage Tales #6GuerraPepe Moreno
10Dominic FortuneHoward ChaykinDominic Fortune: “Negociando o... Poder”Marvel Preview #2EspionagemLen Wein e Howard Chaykin
“Aviso Final”Marvel Preview #23Crime/policialLynn Graeme e Frank Miller
Guerreiros do Céu: “Marla”Savage Tales #1GuerraHerb Trimpe
Bucky BizarroBizarre Adventures #30HumorSteve Skeates e Steve Smallwood
“Fúria e Amor!”Savage Tales 1971 #1Ficção científicaStan Lee e John Romita
11Guerra do VietnameArthur SuydamThe Nam: “A Primeira Patrulha”The 'Nam #1GuerraDoug Murray, Michael Golden e Armando Gil
“As Aventuras do Dr. Deth, Kip & Muffy”Bizarre Adventures #31SátiraLarry Hama
Ka-Zar: “O Templo Maldito de Kandu-Ra!”Savage Tales 1971 #7FantasiaGerry Conway, John Buscema e Crusty Bunkers
12Sem temaClyde Caldwell“Reencontro”Marvel Preview #23Ficção científicaDenny O'Neil, Gene Colan e Alfredo Alcala
“Scotty”Savage Tales #2GuerraHerb Trimpe
Brak o Bárbaro: “O Feitiço do Dragão”Savage Tales 1971 #5FantasiaJohn Jakes, Dan Adkins, Val Mayerik e Joe Sinnott
The Nam: “Levanta-Poeira”The 'Nam #2GuerraDoug Murray, Michael Golden e Armando Gil
13Sem temaRobert CampanellaA Espada nas Estrelas: “As Sementes do Homem...”Marvel Preview #4Ficção científicaBill Mantlo, Ed Hannigan, P. Craig Russell e Ed Bryant
“Pelotão-Coelho”Bizarre Adventures #31HumorLarry Hama, Mark Armstrong e Joe Albelo
The Nam: “Passe de Três Dias”The 'Nam #3GuerraDoug Murray, Michael Golden e Armando Gil
14A Elite dos QuadrinhosRodval Matias“Dragões Urbanos”história originalFicção científicaWatson Portela
“O que Você Fez pela Vitória?”Cimoc #72GuerraVictor Mora e Alfonso Font
“Alvar Mayor & Rogo”Cimoc Extra v2 #6SátiraEnrique Breccia e Carlos Trillo
“War Toy”Unknown Worlds of Science Fiction #2Ficção científicaTony Isabella, George Perez e Rico Rival
“O Homem que Contava Histórias”Cimoc Extra v2 #4GuerraCarlos Echeverría e Adolfo Usero
15Sem temaJoe Jusko“A Guerra Civil Espanhola”Cimoc #66GuerraVictor Mora e Florenci Clavé
Lady Daemon: “Herança de Sangue”Bizarre Adventures #25TerrorChris Claremont, Michael Golden e Terry Austin
“O Senhor K”Cimoc #11TerrorGuillermo Saccomano e Alberto Breccia
“Uma Mulher Chamada Mamba”Cimoc #64Acção/aventuraAntonio Segura e Pepe González
16Sem temaJosé Claudino Gomes“O Cortador de Relva”Bizarre Adventures #29TerrorStephen King e Walt Simonson
“Mors Tua, Vita Mea”I Diritti UmaniEróticaMilo Manara
“Quantos Disparos”Savage Tales #5Crime/policialJohn Arcudi e Vince Waller
“A Batalha mais Feia”Cimoc #69GuerraVictor Mora e José Ortíz
“Armadura Negra”Savage Tales #7GuerraDoug Murray e Gray Morrow
17O Melhor do Quadrinho MundialJosé Claudino GomesFrank Cappa: “Não Perca a Cabeça”Cimoc #3GuerraManfred Sommer
“O Deus Ciumento”história originalFicção científicaEloir Carlos Nickel e Mozart Couto
“Identificação Positiva”Savage Tales #8Crime/policialJohn Arcudi e Vince Waller
“Verso Reverso”história originalFicção históricaDeodato Borges e Mike Deodato
Morgan: “O Contrato”Cimoc #21Crime/policialJosé Ortiz e Antonio Segura
18O Melhor do Quadrinho MundialMarcelo Cassaro e Júlia BlanqueMorgan: “Prisão Perpétua”Cimoc #72Crime/policialJosé Ortiz e Antonio Segura
“Atrás do Muro”Cimoc #88GuerraJosep María Polls e Esteve Polls
Bucky BizarroBizarre Adventures #31HumorSteve Skeates e Steve Smallwood
Frank Cappa: “O Último Africano”Cimoc #7GuerraManfred Sommer
“Mais Forte que o Homem”Cimoc #94Acção/aventuraAntonio Guiral e Adolfo Usero
Bucky BizarroBizarre Adventures #33HumorSteve Skeates e Steve Smallwood
“No Magazine”história originalTerrorFranco de Rosa e Mozart Couto
19O Melhor do Quadrinho MundialAdelmo AlmeidaFrank Cappa: “Jangada”Cimoc #8Acção/aventuraManfred Sommer
“Segunda-feira”história originalSátiraSalvador
“Apenas Uma Brincadeira”Cimoc #94TerrorRamón Rosanas
“Falta de Força”história originalSátiraFlávio Calazans e Marcelo Campos
“Tiger G-1”Cimoc #97GuerraAntonio Guiral e Fernando Rubio
“Admo”história originalFicção científicaManoel Victor
20O Melhor do Quadrinho MundialAntonio SeguraMorgan: “O Indulto”Cimoc #73Crime/policialJosé Ortiz e Antonio Segura
“Vôo Livre”história originalSátiraWatson Portela
“A Vitória É o Fim”Cimoc #77Acção/aventuraJorge Zentner e Antonio Navarro
“O Caso da Garota de Cabelos Vermelhos”história originalTerrorLuiz Gustavo
“A Paixão dos Céus”Cimoc #90TerrorRamón Rosanas
“Travessia”história originalSátiraSalvador
“FCX-8”história originalFantasiaAle Abreu
21O Melhor do Quadrinho MundialLuis RoyoFrank Cappa: “A Caça”Cimoc #10Acção/aventuraManfred Sommer
“Vôo Livre 2”história originalSátiraWatson Portela e Patrícia Medina
“Louvada Seja a Ciência”Cimoc #95SátiraMiguelanxo Prado
“A Eleição”Cimoc #97Crime/policialAntonio Guiral e Ramón Rosanas
“Consummatum Est”Cimoc #58FantasiaYaqui e Oswal
“Entre a Espada e a Parede”Cimoc #87GuerraJosep María Polls e Esteve Polls
“A Ducha”Cimoc #58Crime/policialJosé Ortiz

   

domingo, 21 de Setembro de 2014

Anifest 2014


A segunda edição do Anifest ocorreu no ETIC, e com sucesso pelo que me foi dado a ver.
Não fui o ano passado, e este fim-de-semana só fui no Domingo (hoje), mas pude verificar boa organização e bastante gente alegre!


O local não é mau para a dimensão do evento, embora os corredores sejam um pouco claustrofóbicos. Por lá pudemos encontrar os fãs de cultura oriental, Anime, jogos e Manga. O programa foi bastante variado nestes dois dias, mas como disse, só fui no segundo dia e por pouco tempo.

A chuva de hoje não fez desanimar os visitantes, felizmente, e como podem ver pelas fotos a sala do palco estava muito bem composta, e para além disso o pessoal alargava-se pelos corredores, lojas e salas de jogos. Nas fotos não parece que estivessem muito cheias, mas estavam mesmo, sobretudo a sala de videojogos.

























Os cosplayers são sempre simpáticos no que toca a fotos, com uma excepção (lol), e consegue-se sempre algumas boas imagens. Este ano fui surpreendido pela figura de um cavaleiro medieval (sem cavalo)! Muito bom :D
Que se repita por mais anos.

Fiquem com as fotos! Se algum cosplayer quiser a sua foto sem o logótipo do LBD e num formato maior basta mandar-me um e-mail (nmamado@gmail.com).









Mário Freitas, editor da Kingpin, após a apresentação do último livro da editora: I Kill Giants - Eu Mato Gigantes
























































Boas leituras