sexta-feira, 12 de abril de 2019

Druuna Livro 3: Mandrágora | Aphrodisia



Não posso deixar de passar este lançamento da Arte de Autor, sendo eu um fã indefectível da arte de Serpieri.

Atenção: BD para adultos

Está quase aí esta excelente edição dupla de Druuna: Mandrágora e Aphrodisia. Livros onde a libido navega em alta velocidade.

Em Mandrágora, depois do paradoxo temporal que salvou a tripulação da nave espacial do Comandante Will, mas que não salvou a tripulação do “O Mal”, Doc tenta resolver o assunto colocando Druuna em sono profundo e ligada ao computador de bordo, que está “infectado” pela dupla personalidade Lewis/Shastar. Doc tenta convencer Druuna a tentar obter dessa maneira o “Serum” que combatia a mutação nos humanos que eram atacados pelo “O Mal”.

O “Serum” tinha um componente secreto que era preciso descobrir, e assim Druuna é convencida a ligar-se e a entrar num mundo caótico originário da mente decrépita de Lewis.
Os cenários são retorcidos, os habitantes na sua maioria são disformes, completamente sádicos e depravados…

Druuna acaba sempre por prevalecer usando o seu corpo para sobreviver, umas vezes com sofrimento, outras acabando por ter prazer, na maioria das vezes por estar drogada. Shastar tenta sempre ajudar sobrepondo-se a espaços à personalidade forte de Lewis, mas não pode fazer muito naquele mundo louco!

Apesar disso Druuna consegue aperceber-se de onde era oriundo o ingrediente secreto do “Serum”, não sendo mais que a Mandrágora.
Esta planta mítica de práticas de bruxaria tem pretensas qualidades mágicas, que já vêm de há muito tempo, tais como afrodisíaca, alucinogénica, analgésica e narcótica.
Diz-se que nascia do sémen dos homens que eram enforcados. Estes ao serem “esticados” ejaculavam e no chão onde caia o sémen nascia a mandrágora.
Esta situação é ilustrada neste livro ao vivo e a cores…

Outro ponto que eu ainda não foquei nesta série é a personagem “Doc”. Esta personagem é o “alter-ego” do próprio Serpieri! É o seu auto-retrato numa viagem louca dentro de uma nave em aventuras espaço-temporais de contornos muito eróticos…

Em Aphrodisia acaba um ciclo. A qualidade da arte de Serpieri vai subindo de livro para livro, e aqui as páginas são cobertas pela qualidade da arte de Serpieri, com magníficos monstros, arquitectura louca, paisagens de grande beleza e corpos humanos que respiram luxúria e sexo por todos os poros.

Druuna continua presa no sonho louco de Lewis, ao qual se ligou no anteriormente através do sono telepático via computador de bordo.
O Comandante Will resolve entrar também no sonho para tentar arrancar Druuna da mente louca de Lewis, mas apenas acaba por sofrer nas mãos de Lewis e trazer mais um enigma para a nave.

Druuna está presa e confusa, pois perdeu a memória. Primeiro caiu dentro de um sonho recorrente, o sonho onde encontrou Lewis pela primeira vez: a praia! Depois veio o pesadelo e para se salvar alguém lhe estende o braço. Druuna não esconde o seu espanto ao ver um clone seu! Este clone quer o lugar de Druuna no meio dos vivos no universo real, e acaba deixar Druuna presa no pesadelo de Lewis acordando no corpo na verdadeira Druuna numa pequena nave.

Aqui verifica no computador de bordo que a sua vida vai ser curta, pois encontra-se numa pequena nave de salvamento, com o resto da tripulação num sono criogénico, e isto porque o Comandante Will colocou a nave principal em contagem para auto-destruição. Como Lewis estava ligado ao computador de bordo, e a mente do corpo de Druuna era originária de um clone fabricado por Lewis, a partir do momento em que o computador fosse destruído tudo quanto era originário do pesadelo de Lewis desapareceria.

Mais uma vez Shastar consegue salvar a verdadeira Druuna do sonho louco e a sua mente substitui a do clone na nave salvamento.

Esta edição está ao nível das outras publicadas pela Arte de Autor, ou seja maravilhosa! Serpieri é grande, o nível artístico sobe de livro para livro numa história de FC intrincada.

Têm aqui os links, e os livros que hão-de vir ainda.

Como podem verificar, uma grande notícia para os apreciadores de Serpieri e Druuna foi dada pela editora Arte de Autor! Não só Serpieri publicou mais um álbum, como esta editora anuncia que publicará a série toda até ao ano de 2020. Extraordinário! Obrigado Arte de Autor :)

Fiquem com a nota de imprensa também:



DRUUNA – TOMO 3
MANDRÁGORA| APHRODISIA

Uma obra de referência para redescobrir.

ÁLBUM DUPLO que contem as histórias Mandrágora e Aphrodisia, e um dossier com ilustrações inéditas.


Saída de um estranho sonho em companhia do seu amante Shastar, Druuna é convocada pelo comandante da nave. O «mal» existe a bordo, e é ela que tem de encontrar a fórmula do soro capaz de conter o flagelo. Druuna parte então para uma nova viagem cerebral ao coração da cidade de onde é originária. Aí reencontrará sem dúvida Shastar, mas também o seu gnomo salvador e o doutor Ottonegger, que lhe revelará o ingrediente necessário ao remédio que ela procura, uma flor misteriosa: a Mandrágora...

Druuna, série de referência da banda desenhada erótica dos anos 1980, é reeditada na Arte de Autor! Este terceiro álbum reúne Mandrágora e Aphrodisia, os episódios 5 e 6 da saga. Cada álbum desta nova é enriquecido por um caderno gráfico.

A publicar:
Druuna 4 – O planeta esquecido | Clone
Druuna 5 – A que vem do vento - INÉDITO



Argumento e Desenho: Paolo E. Serpieri
Edição: Cartonada
Número de páginas: 144
Impressão: cores
Formato: 21 x 28,5 cm
Editor: Arte de Autor
ISBN: 978-989-54326-3-9
PVP: 22,00







Paolo Eleuteri Serpieri
Paolo Eleuteri Serpieri, nasceu em Veneza, em 1944.
Começa a sua carreira profissional como pintor em 1966, antes de se virar para a banda desenhada, o que acontece em 1975. Grande apaixonado por Westerns, co-escreve L'Histoire du Far-West, série sobre o oeste americano com argumento de Raffaele Ambrosio, a qual é publicada em França pelas edições Larousse.

A partir de 1980 trabalha para diferentes projectos, tais como Découvrir la Bible (também para a Larousse), e numa série de histórias curtas para diferentes revistas.
Em 1985 cria a série “Druuna”, a qual foi originalmente publicada entre 1985 e 2003 -Morbus Gravis (1985), Morbus Gravis 2: Druuna (1987), Creatura (1990), Carnivora (1992), Mandragora (1995), Aphrodisia (1997), O Planeta Esquecido (2000) e Clone (2003).

Regressa ao universo de Druuna com a publicação de Druuna, As Origens: Anima, lançada na França em 2016, através de uma parceria entre as editoras Glénat e Lo Scarabeo , e em 2019 publica a continuação da série com Druuna 5 – A que vem do vento .



Boas leituras






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quarta-feira, 27 de março de 2019

Máquina do Tempo: Mandrake


O mágico com mais estilo das histórias aos quadradinhos, Mandrake é considerado o primeiro super herói da banda desenhada, e um dos principais títulos da King Features Syndicate.

Mandrake é mais uma criação de Lee Falk, tendo sido publicado pela primeira vez a 11 de Outubro de 1934, com a arte ao cargo de Phil Davis. Elegante, sempre com fato e capa escarlate, tinha também um cartola alta, e era conhecido pelo seu bigode muito fino.  Conheci-o pelas revistas brasileiras da RGE, e o desenho animado dos Defensores da Terra, mas já há muito que era publicado por cá, em revistas como a Mundo de Aventuras ou Condor Popular.

As histórias passavam-se nos anos trinta, mostrando Mandrake em Xanadú, uma propriedade fantástica no alto de uma colina. Tinha uma noiva, a princesa Narda de Cockaigne4 , fictício reino na Europa orienta. Era ainda acompanhado por Lothar, um príncipe africano que abandonou a sua tribo para acompanhar o mágico, e tornando-se assim muito provavelmente o primeiro personagem negro nas histórias em quadradinhos.

Elegantemente vestido em finos ternos, usando cartola e luvas, e uma capa forrada em vermelho, Mandrake conseguia evitar confrontos físicos utilizando a hipnose. Bastava um olhar e fazia com que o bandido em vez de uma arma, ter um ramo de flores na mão. O seu principal inimigo era o Cobra, e as suas aventuras iam desde evitar o simples crime, a situações de tráfico, terroristas e outras mais graves.




Em 1965 entra Harold Fredericks para o desenho, depois da morte de Davis, notando-se alguma diferença no traço, mas mantendo sempre a elegância distinta que o caracterizava. Fredericks foi também responsável pelos argumentos, depois de Falks ter falecido, e continuou a obra até 2013, quando se reformou.

No Brasil estreou-se num suplemento juvenil de Jornal em 1935, mas teve bastante destaque numa série de revistas publicadas pela Rio Gráfica Editora, que não tinham o mesmo fascínio para mim do que as do Fantasma, mas cheguei a ler com interesse uma ou outra aventura. Por cá estreou-se na Mundo de Aventuras a 19 de Outubro de 1950, sendo também publicado em diversas revistas como Águia (1ª série), Álbum Agência Portuguesa de Revistas, Álbum Correio da Manhã, Álbum do Mundo de Aventuras, Álbum Editorial Futura, Álbum Portugal Press, Almanaque «O Mosquito», Aventureiro, Canguru (1ª série), Chico Zumba, Ciclone, Comix, Condor (amarelo), Condor (mensal), Condor Popular, Enciclopédia «O Mosquito», Êxitos da TV, Galo, Gatinha, Grilo (APR), Grilo, Herói (1ª série), Herói (2ª série), Heróis Inesquecíveis, Jornal do Cuto, Mandrake (1ª série), Mandrake (2ª série), Mandrake (Especial), Mundo de Aventuras (2ª fase), Mundo de Aventuras Especial, Quadradinhos (1ª série), Quadradinhos (2ª série), Quadradinhos (3ª série), Selecções (Mundo de Aventuras), Selecções BD (2ª série), Tico, Tigre (1ª série), Viva!

Todas publicaram aventuras até 1980, e nas duas décadas seguintes a publicação foi mais esporádica, com as revistas vindas do Brasil a suprir essa necessidade. Nos anos 90 foi apresentado a uma nova geração, nos desenhos animados Defensores da Terra, onde ele e Lothar tinham algum destaque.


Mandrake de Davis

Mandrake de Fredericks










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quarta-feira, 20 de março de 2019

Mulheres da Disney


A Disney sempre teve personagens femininas nas suas histórias, umas com mais destaque que outras. Irei então agora falar um pouco dessas mulheres das revistas Disney.

Vamos tentar dividir isto então por categorias, começando pelas namoradas dos personagens.

Margarida - A namorada do Donald, que tinha a concorrência do Gastão, é talvez a heroína mais bem sucedida das revistas Disney. Chegou a ter uma revista própria na editora Abril, que teve 257 edições, de Julho de 1986 a Fevereiro de 1997, editada de forma quinzenal até à 243 e daí em diante mensalmente. Teve uma segunda série em 2004, que durou 25 edições, nas duas séries, a maioria das aventuras eram criadas no Brasil. Na revista chamava a atenção por não vestir sempre a mesma roupa, algo que não era muito comum.

Era uma repórter destemida, fugindo assim da simples namoradinha, mostrando na mesma a sua personalidade decidida e aventureira. Vestiu também fato de super heroína, apresentando-se como SuperPata. Tinha o mesmo feitio do Donald, apenas sabia o controlar melhor. Foi criada por Al Taliaferro, com o nome original de Daisy Duck, aparecendo nas revistas em 1940, sendo publicada pela primeira vez no Brasil em 1973. É de longe uma das minhas preferidas.

Minnie - A companheira do Mickey nunca teve muito impacto nas histórias em quadradinhos, ficando muitas vezes apenas como uma peça na disputa entre Mickey e Ranulfo. Foi criada por Walt Disney e Ub Iwerks em 1928 (com o nome Minnie Mouse), aparecendo nas revistas dois anos depois, e estreando-se no Brasil em 1972.

Enfurecia-se mais vezes do que o Mickey, e estava sempre a pedir-lhe para fazer coisas que este não pretendia, é o que me lembro mais das suas aparições.

Glória - Tem a particularidade de ter sido criada no Brasil, pelo grande Ivan Saidenberg em 1972, como a namorada Hippie do Peninha. Mais inteligente e calma que o seu parceiro, funciona como o contraponto sério, até quando veste o fato de heroína Borboleta Púrpura, ajudando muitas vezes o Morcego Vermelho. Apareceu em diversas histórias "imaginárias" dos alter egos do Peninha, como namorada, ou como uma simples personagem na história.

Rosinha - A namorada do Zé Carioca (que por vezes tem concorrência do Zé Galo) apareceu nas tiras de jornais em 1942 (não se sabe o criador), e apesar de não ter sido usada nos EUA, no Brasil era uma presença regular. Filha do milionário Rocha Vaz, Rosinha sofre com as atitudes do seu namorado, mas demonstra grande inteligência, conseguindo-o enganar em muitas ocasiões.


Na parte das vilãs tínhamos as seguintes personagens:

Madame Min - Uma bruxa simpática e poderosa, aparecendo primeiro no cinema e só muito depois nas bd's, onde apareceu um pouco por todo o lado, enfrentando o Professor Pardal, vítima de assédio dos vilões que queriam a sua ajuda, tentando-a enganar (como os Metralhas ou o Bafo de Onça), ou indo atrás da sua paixão, o Mancha Negra.

Tinha um aspecto típico de bruxa, mas raramente era malvada, ou apresentada dessa forma, com muitas das suas histórias passadas a tentar ajudar os outros, especialmente nas histórias do Brasil. Tinha a companhia do gato Mefistófeles, e acompanhava a sua amiga Patalojika, mesmo contra a sua vontade. Teve algum sucesso no Brasil, estrelando em alguns almanaques e num dos míticos Manuais Disney. Foi uma presença regular entre as décadas de 60 e 80. Uma das minhas personagens favoritas.

Maga Patalójika - Criada pelo génio Carl Barks, em 1961, Maga tornou-se uma das maiores vilãs do Tio Patinhas, tentando sempre roubar o seu bem mais precioso, a Moedinha nº1. Inspirado pela actriz Sophia Loren, Barks desenhou-a fora do estereótipo das bruxas, dando-lhe um visual mais jovial, feminino e até sexy. Muito temperamental, perde a cabeça muito depressa, o que a impede de conseguir os seus objectivos. Tem a companhia do seu corvo Laércio, na casa que tem perto do vulcão Vesúvio.

Bruxa Vanda - Mais uma bruxa, esta daquelas à moda antiga, acompanhada pela sua fiel vassoura Jezebel, e o seu físico não engana ninguém. Criada por Barks em 1961, assim como Min, muitas vezes não era malvada, e perdia mais a cabeça com o Professor Ludovico, e a sua insistência em provar que a ciência é melhor do que a magia, ou então com o Pateta, que teimava em dizer que bruxas não existem. Gostava das suas aparições.


E agora um olhar sobre as outras mulheres das revistas Disney:

Vovó Donalda - Criada em 1943 nas tiras de jornais, por Al Taliaferro, Grandma Duck é a avó do Donald, Peninha e Gastão, uma mulher muito trabalhadora, que vivia num sítio nos arredores de Patapólis. Com a ajuda de Gansolino, Vovó vive a sua vida pacatamente, tentando-se manter fora das confusões na cidade, e não tendo problemas em chamar a atenção tanto o Patinhas como o Donald. Teve um manual em seu nome também, com receitas culinárias e outras informações.

Clara de Ovos e Clarabela - Duas personagens secundárias, amigas da Minnie, que apesar de aparecerem muito esporadicamente, são bem conhecidas por todos. Clara (Clara Cluck no original) foi criada por Walt Disney em 1934, e é uma galinha antropomórfica que é conhecida por ser uma grande cantora, aparecendo um pouco por todo o universo Disney.

Já Clarabela apareceu em 1930, por Floyd Gottfredson, e é a namorada de Horácio e também uma grande amiga do Pateta. Nunca foi muito clara a sua personalidade, muitas vezes aparecia apenas como uma dama em apuros, mas lembro-me de histórias dela como repórter.

Pata Hari - Parceira do espião 00-Zéro, foi criada por Al Hubbard e Dick Kinney em 1956, com o nome Mata Harrier, numa paródia óbvia a Mata Hari. Não era tão desastrada como o seu parceiro, mas nem por isso era muito melhor. Ganhou mais destaque nas histórias criadas no Brasil, por Saidenberg, e eu era muito fã das histórias desta dupla de espiões.

Pata Lee - Uma pata hippie, neta de Dora Cintilante (namorada do jovem Patinhas), foi criada por Romano Scarpa em 1966, e conhecida então no Brasil como Pata Ié-Ié, algo que mudou quando esta ganhou um grupo de amigos, passando-se a chamar de Pata Lee. Essa turma foi criada no Brasil, por Arthur Fariá jr e Luiz Podavin, um grupo de adolescentes liderados por Lee, que se metiam em algumas confusões típicas para a idade deles.

Existiram também sobrinhas, como as da Margarida, de nome Lalá, Lelé e Lili, que eram somente contrapartes dos originais masculinos. As personagens aqui abordadas iam um pouco além disso, muitas delas com personalidades próprias e mais sucesso que muitas personagens masculinas.


















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segunda-feira, 11 de março de 2019

Autores: John Byrne


Um dos meus autores preferidos, John Byrne foi o primeiro artista que segui a sério, procurando as revistas com os seus trabalhos, mesmo que fosse em personagens que nem conhecia bem.

Não tenho a certeza do primeiro trabalho que vi de Byrne, nunca fui muito de prestar atenção a quem escrevia/desenhava, mas tenho ideia de ter sido algum Luke Cage/Punho de Ferro, mas sei que o que mais me marcou foi o encontro do Aranha com o Capitão Britânia. Depois li uma história dos X-Men na Saga da Fénix Negra, e foi com a sua pequena (mas memorável) fase mo Hulk, que fiquei para sempre seu fã.

John Byrne nasceu a 6 de Julho de 1950, em Inglaterra, crescendo no Canadá (mudou-se para lá com 8 anos) e era um ávido leitor de comics, tanto DC como Marvel, começando o seu trabalho na indústria em 1973, como freelancer na Charlton e fazendo alguns fill-ins para a Marvel. Começou a ser chamado regularmente e desenhou diversas edições de Iron Fist, Champions e Marvel Team-up, muitas delas escritas por Chris Claremont.

Já fora da Charlton, começava a receber cada vez mais trabalho da Marvel e foi com Claremont que teve uma fase memorável com os X-men, um título que pouco vendia na altura, mas que tinha começado a receber alguma atenção de autores como Len Wein e Dave Cockrum. A dupla Claremont/Byrne funcionava bem, e começaram a aparecer histórias atrás de histórias fantásticas, Proteus, Dark Phoenix, Days of Future Past e personagens como as do Clube do inferno ou a Tropa Alfa.


Notava-se a predilecção de Byrne pelo pequeno Wolverine, dando-lhe sempre algum destaque, e exigindo a sua presença na equipa, criando muitos dos elementos que ajudaram a que se tornasse o personagem mais popular da Marvel a dada altura.

Começaram a trabalhar com os mutantes em X-Men #108, de Dezembro de 1977, e no #114 começou a aparecer como co-autor, deixando de ser apenas um desenhista. Mesmo assim era pela sua arte que era conhecido e no final da década de 70, e começo de 80, desenhava também histórias na revista Avengers (com argumentos de David Michelinie) e no Capitão América, fez uma série de histórias com o seu amigo Roger Stern, muito elogiadas pelos fãs e pela crítica.

De 1981 a 1986 entrou para revista que o fez apaixonar-se pelos comics, Fantastic Four, e no quarteto fez uma obra prima, escrevendo e desenhando, com arte final de Terry Austin. Foi uma fase elogiada por todos, com momentos que marcaram a equipa para sempre, e mudando várias coisas como o ter acabado com o edifício Baxter, o mudar a cor dos uniformes, o ter introduzido a Mulher-Hulk para o lugar do Coisa, ou o ter dado mais destaque à Sue Storm, tornando-a na Mulher Invisível.



Ao mesmo tempo, ajudou a criar a revista para a equipa que tinha criado nos X-Men, a Tropa Alfa, numa série de números bem interessantes de se seguir, com bons confrontos e uma arte fantástica. Isto apesar de dizer que não era um grande fã da sua própria criação, mas mesmo assim foi uma série acima da média do que se fazia na altura.

Byrne estava bem instalado, apesar de uma relação conflituosa com Shooter, o editor-chefe, que fez com que saísse abruptamente da companhia, e deixando uma série de histórias com o Hulk por concluir, com o autor Al Milgrom a terminar essa fase. Uma pena, porque foram poucos números, mas cheios de acção, com um Byrne em forma tanto na arte como na construção de história. Em poucos números ele separa o Hulk do Banner, casa-o com a Betty e faz com que meio universo Marvel persiga o golias verde.

Naquilo que foi uma mudança controversa, Byrne acaba por ir para a DC, incumbido de fazer um revamp na personagem principal da companhia, o Super-Homem. Aí produz uma fase odiada por uns, amada por outros, mexendo bastante no status quo do herói, reduzindo-lhe os poderes, ou a sua intensidade, no seu passado como Superboy, eliminou a fortaleza da solidão e tornou-o o único kryptoniano do universo DC.


Clark Kent tornou-se menos pamonha, e Lex Luthor tornou-se um homem de negócios com um ódio visceral ao homem de aço, isto tudo numa fase onde o autor experimentou muita coisa, e muitas mantiveram-se durante anos, e usados em outras mídias como nas séries televisivas.

Byrne fez também a mini-série Lendas, que ajudava a introduzir novas personagens no universo DC depois de Crise, mas manteve-se sempre pelo universo do Superman no seu tempo na DC. Em 1989, e com Shooter fora do comando, volta à Marvel, para os Vingadores da Costa Oeste.

Para além dos Vingadores, cria também uma revista da Mulher-Hulk, num tom mais cómico que tornou a personagem muito popular. mas problemas com os editores fazem com que saia cedo da revista. Byrne pega em Namor e também faz uma série de histórias fora do que estávamos habituados com a personagem.

Estes foram os seus últimos trabalhos regulares na Marvel, depois começou a fazer trabalhos criados por si, de raiz, em diversas companhias, nunca nada com muito sucesso. Voltou à DC em 1995, para uma série de histórias com a Mulher-Maravilha, e reinterpretando o quarto mundo de Jack Kirby, numa série regular que teve 20 edições.



Nesta altura Byrne fazia trabalhos para as duas companhias, fosse só como desenhista (como no Homem-Aranha de Howard Mackie), fosse como escritor e desenhista em várias  minis como
 X-Men Hidden years ou Superman & Batman: Generations.

No começo de Século, o seu trabalho aparecia mais na DC, em Liga da Justiça, Patrulha do Destino ou mesmo Super-Homem, que voltaria a desenhar. Na segunda década, começa a trabalhar mais para a IDW, em revistas de séries de TV como Star Trek ou Angel.

Felizmente pudemos acompanhar quase todo o seu trabalho do Século XX na editora Abril, e ter assim conhecido um dos melhores autores de BD Norte-Americana.







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sexta-feira, 8 de março de 2019

Lançamento G.Floy: Colecção Aleph - Dylan Dog
- O Velho que Lê
- Até que a Morte vos Separe



A G.Floy vai lançar no festival Coimbra BD vários livros, entre eles os dois primeiros volumes de uma nova colecção: Aleph. Esta colecção é dedicada à BD europeia e vai abrir com dois volumes de Dylan Dog.

Devo dizer que acho a capa em cima lindíssima! :)

O Velho que Lê, é um dos títulos que inauguram esta colecção, escrito e desenhado por Fabio Celoni, estará em pré-venda nos dias 9 e 10 de Março no Festival Coimbra BD, onde o desenhador italiano é um dos convidados. Até que a Morte Vos Separe, uma das mais célebres histórias de Dylan Dog (de Mauro Marcheselli, Tiziano Sclavi e Bruno Brindisi) estará também disponível em pré-venda.

Fiquem com a informação detalhada da G.Floy:

Dylan Dog regressa a Portugal numa nova colecção da G. Floy Studio!

Criado por Tiziano Sclavi, DYLAN DOG é o célebre investigador do paranormal, o detective dos pesadelos, uma das mais conhecidas personagens de BD de sempre, cujas aventuras ao mesmo tempo aterradoras, inquietantes e melancólicas, têm encantado leitores - e leitoras - em todo o mundo.


Detective privado especializado no sobrenatural e no paranormal, ex-agente da Scotland Yard e alcoólico recuperado, Dylan Dog é uma das mais fascinantes personagens da banda desenhada europeia e, juntamente com Tex, um dos maiores símbolos da qualidade das produções da editora italiana Bonelli. É também, de certa maneira, um anti-herói, cuja personalidade melancólica e reflexiva, cuja ocasional insegurança aliada à sua inteligência penetrante, souberam granjear a admiração e fidelidade de milhões de leitores - e leitoras, ou não fosse Dylan uma das personagens mais populares junto do público feminino - levando inclusive o grande Umberto Eco a declarar “Sou capaz de ler a Bíblia, Homero e Dylan Dog durante dias e dias sem me aborrecer” (Umberto Eco que apareceria na série sob a forma do prof. Humbert Coe).

Dylan Dog surge pela primeira vez em 1986, na história L’Alba dei Morti Viventi (O Amanhecer dos Mortos Vivos), uma história de zombies onde o terror se misturava com o humor, e cedo se tornou uma personagem de culto, capaz de conquistar tanto as leitoras, com a sua aura romântica, como os intelectuais como Umberto Eco, até aos apreciadores dos filmes de terror, que não ficavam indiferentes ao lado por vezes gore da série. E a época de ouro do cinema de terror italiano, representado por nomes como Dário Argento, Mário e Lamberto Bava e Michele Soavi, é uma das grandes referências de Tiziano Sclavi, o criador da série. Confirmando as ligações de Dylan Dog e do seu criador com o cinema, o herói emprestou o nome ao Dylan Dog Horror Fest, um festival de cinema de terror, que teve quatro edições, entre 1987 e 1993, onde os desenhadores de Dylan Dog partilhavam o protagonismo com grandes nomes do cinema de terror, como Dario Argento, que recentemente escreveu uma aventura do Investigador do Pesadelo.

Foi precisamente nos anos 90 que Dylan Dog passou de série de culto para verdadeiro fenómeno de massas, aspecto a que não será estranha a grande qualidade dos seus principais desenhadores, como Angelo Stano, Fabio Celoni, Bruno Brindisi e Corrado Roi. O sucesso de Dylan Dog foi tal, que chegou mesmo a ultrapassar Tex como título mais vendido da casa Bonelli, com vendas superiores a meio milhão de exemplares da revista mensal, aos quais se acrescentavam outro meio milhão com as edições especiais e reedições, ao mesmo tempo que a personagem era adaptada a outros meios de comunicação, desde o cinema e jogos de computador, ao teatro radiofónico.

Em Portugal, e depois de um período em que chegava apenas em edições brasileiras distribuídas em bancas do nosso país, Dylan Dog estreou-se em 2017 na colecção Novela Gráfica da Levoir, com Mater Morbi, uma história de enorme impacto e sucesso em Itália, para no ano seguinte protagonizar o terceiro e décimo volumes da colecção que a Levoir dedicou aos fumetti da Bonelli. Finalmente, em 2019 Dylan Dog chega ao catálogo da G.Floy, abrindo a nova Colecção Aleph, dedicada a explorar outras latitudes do universo da BD. Uma estreia que se fará em dois tempos: primeiro, no Coimbra BD, com a apresentação dos dois volumes iniciais da colecção, O Velho que Lê, de Fabio Celoni, este com a presença do autor, e Até que a Morte Vos Separe, história desenhada por Bruno Brindisi. E em segundo lugar, em finais de Abril, com a apresentação na 6ª Mostra do Clube Tex Portugal, que contará com a presença de Bruno Brindisi, desenhador do segundo volume. Serão álbuns num formato próximo do original, com cerca de 17x22 cms, capa dura, e 120 páginas a preto e branco, que recolherão uma história principal, e quando o espaço o permita, histórias mais curtas que complementarão os volumes.

Convidamos assim os nossos fãs a descobrirem o universo desta genial personagem, emblemática de um verdadeiro novo mundo da banda desenhada que se abre aos nossos leitores, o dos fumetti italianos!




Boas leituras




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segunda-feira, 4 de março de 2019

Harrow County Vol.5 - Abandonado




A G.Floy publicou mais um volume da série de fantasia negra Harrow County, aproximando-se assim do seu final (oito livros).

É de facto uma das minhas séries preferidas de entre as que estão neste a ser publicadas regularmente em Portugal.
A história de Cullen Bunn até agora tem-se mostrado muito sólida, desenrolando-se num crescendo em que os véus se vão dissipando pouco a pouco, mostrando sempre algo de novo e de diferente em cada livro.

No livro passado ficamos a conhecer a família malvada e super creepy de Emmy, neste livro é apresentado de início a história de dois outros seus familiares, Malachi e Amaryllis.
Emmy é-nos cada vez mais revelada, e desta vez descobrimos que afinal ela não é a reencarnação de Hester Beck mas sim de .... eheheh :)

Harrow County é cada vez mais um palco de forças sobrenaturais  a acontecer e em que a fasquia está cada vez mais alta.
Cullen Bunn ao invés de soltar o todo o poder de Emmy, apenas a deixa mostrar o suficiente para que resolva o problema e ao mesmo tempo nos faça sentir que ainda há muito poder para ser solto, embora Emmy se retraia sempre, procurando sempre o melhor das pessoas, sendo benevolente até.

A atmosfera negra mantêm-se, a violência e o gore são usados quanto baste, nunca ultrapassando os limites para o lado mais grotesco e psyco em que muitas obras deste tipo de registo acabam por cair.
Neste volume vamos saber quem é o Abandonado (o minotauro que vive na floresta), e quem encarnou em Emmy...

Como disse atrás, a escrita é muito consistente, mas quem dá o corpo e veste esta história tornando-a extremamente apelativa é Tyler Crook. As suas aguarelas manuais e directas são fantásticas!
É ele quem nos mostra a atmosfera e nos transmite as sensações imaginadas por Bunn. Um trabalho maravilhoso de um artista que vai estar presente no Festival Internacional de BD de Beja 2019. 

A primeira parte do livro é desenhada por uma artista convidada, Carla Speed McNeil, que não sendo Tyler Crook, mostra qualidade e não deslustra a obra.


O Leituras de BD aconselha vivamente a leitura desta série. a quem gosta deste género de fantasia negra, :)

Fiquem também com a nota de imprensa da editora relativa a este livro:

HARROW COUNTY volume 5: Abandonado
Argumento de Cullen Bunn e arte de Tyler Crook e Carla Speed McNeil



BEM-VINDOS A HARROW COUNTY...

O Abandonado, aquela figura enorme, ameaçadora, com os seus olhos amarelos e inquietantes, raramente sai da sua cabana escondida nas profundezas dos bosques do Condado de Harrow. Mas não foi sempre assim. E, quando um grupo de caçadores forasteiros chega a Harrow County em busca de caça grossa, vão encontrar algo muito para além do que imaginavam. E Emmy vai continuar a conhecer mais visitantes vindos do exterior, e a descobrir mais segredos do seu passado e das suas raízes, no volume que marca o início da recta final da série.



Este volume reúne os números #17-20 de Harrow County, o estranho e inquietante conto de fadas southern gothic, criado pelo escritor Cullen Bunn e assombrosamente desenhado e pintado pelo artista Tyler Crook.

Harrow County é um dos melhores e mais inquietantes títulos de terror actuais.”
- The Guardian

A artista convidada neste volume, Carla Speed McNeil (que já anteriormente tinha participado na série) é bem conhecida dos meios da banda desenhada mais indy nos Estados Unidos. A sua série Finder é considerada uma das mais originais e inovadores séries de ficção-científica dos comics, uma série que ela começou por auto-editar, antes de encontrar um lugar e uma edição integral na Dark Horse. McNeil já foi nomeada para inúmeros prémios Eisner, e venceu o Russ Manning Award (que distingue um artista em início de carreira) e vários Ignatz Awards (que distinguem edições de autor e pequenas editoras). Em 2011 venceu também o prestigiado Los Angeles Times Book Prize, que distingue o melhor livro do ano (neste caso, na categoria de Melhor Romance Gráfico, para o seu livro Finder: Voice).


Cullen Bunn é um autor de comics americanos, bem conhecido pelas histórias que escreveu para a Marvel, em particular as suas mini-séries de Deadpool (cujo primeiro volume a G.Floy já editou). É também um conhecido romancista de histórias de terror, e autor de inúmeras séries de comics independentes. Tyler Crook trabalhou durante anos na indústria de videojogos, até ao lançamento, em 2011, de Petrograd, uma novela gráfica escrita por Phillip Gelatt, que marcou a sua estreia na BD. Crook venceu também um Russ Manning Award, um prémio atribuído durante os Eisners, e que premeia o trabalho de um estreante no mundo da BD.

Originalmente prevista para seis volumes, o sucesso da série levou a que fosse prolongada para um total de oito. O volume 5 inclui também um extenso dossier sobre o processo de colorização da série pelos coloristas deste volume, Jenn Manley Lee e o próprio Tyler Crook.

Harrow County foi considerada:
Melhor Série em Continuação 2015
Melhor Escritor 2015
- Horror News Network

Melhor Série em Continuação 2015
Melhor Escritor 2015
- Ghastly Awards

Harrow County volume 5: Abandonado
Álbum, 120 pgs a cores, capa dura. PVP: 12€
ISBN: 978-84-16510-89-4








Boas leituras



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sexta-feira, 1 de março de 2019

Lançamento Arte de Autor: Duke Vol.3 - Sou uma Sombra



A Arte de Autor vai lançar mais um volume de Duke, série com desenho de Hermann e história pelo seu filho Yves H, por altura do Coimbra BD.

Fiquem com a nota de imprensa da Arte de Autor:



DUKE – TOMO 3
SOU UMA SOMBRA

Odgen, Colorado, 1868.
Depois do final do volume 2, Clem, o irmão de Duke, não é encontrado em lado nenhum. A diligência que transporta os 100 000 dólares, que Duke deve escoltar, rola há apenas algumas horas, quando o seu irmão reaparece, acompanhado por três bandidos. Detêm a diligência, apoderam-se do dinheiro e fogem para um lugar que apenas Duke parece conhecer.


Nesta aventura, Duke aceita ser aquilo que é: uma sombra à espreita na noite, um predador, um assassino.


Autores: Hermann & Yves H.
Edição: Cartonada
Número de páginas: 56
Data de Edição: Março de 2019
ISBN: 978-989-99936-9-3
PVP: 15,50€



Hermann Huppen
Nasceu na Bélgica em Julho de 1938. Após uma permanência de 3 anos no Canadá, regressa a Bruxelas e casa-se. Em 1966 Herman começa a ilustrar Bernard Prince, uma série escrita por Greg e que é publicada na revista Tintin. Depois de uma incursão na série Jugurtha (1967), da qual desenha os dois primeiros tomos, Hermann retoma a colaboração com Greg em Comanche, série que surge em Dezembro de 1969.
Hermann, que recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, foi em 2016 distinguido com o Grande Prémio do Festival de Banda Desenhada de Angoulême.

O 1º álbum da série DUKE foi publicado em Portugal em Outubro 2017, estando neste momento a trabalhar no 3º volume, com data de publicação a anunciar.


Yves H.
Nasceu sob o signo da 9.ª arte, precisamente um ano após o seu pai Hermann ter iniciado a carreira prestigiosa que conhecemos. Muito atraído pelo ofício fabuloso do contador de histórias, o jovem Yves vira-se primeiro para o cinema, e devora as obras de Terry Gilliam, Woody Allen ou dos irmãos Coen. Mas Yves H. sonha com histórias «de género», do género que exige os meios faraónicos de Hollywood para serem convenientemente postas em cena, um entrave que não existe na banda desenhada. É então, em 1995, que se lança nas pranchas com Le Secret des hommes-chiens, que realiza sozinho, embora o seu pai assuma responsabilidade pela cor. Mas longe de ser um simples «apadrinhamento», esta colaboração vai reforçar-se ao longo dos anos. Considerando-se mais narrador do que desenhador, volta-se exclusivamente para o argumento, e escreve principalmente para Hermann, que arrasta para os seus universos variados, que vão da pirataria ao filme negro dos anos 30, passando pelo mito de Drácula. Juntos, os dois alcançam uma «nova osmose», encontrando uma narração que só a eles pertence, e de que Bernard Prince desde então beneficia, no seu regresso resultante da conjugação das plumas de ambos.







Boas leituras





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