terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Cosplay: Comic Con Cosplays



Fasquia alta para a Comic Con Portugal!
No Porto vai ser assim?
:)
(Hope so...)





























Espero um dia conseguir ir a uma destas!
:D

Boas leituras

25º Amadora BD (IV): Nomeados para os Prémios Nacionais de BD



No dia 15 deste mês o júri dos Prémios Nacionais de BD seleccionou para votação final os seguintes livros para as nove categorias:


Apurados candidatos aos Prémios Nacionais de Banda Desenhada do AmadoraBD

Amadora, 15 de Outubro de 2014 - Depois de reunido o júri dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada, cujos resultados serão conhecidos na noite de sábado, 1 de Novembro, os nomeados são os seguintes:

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum Português


  • A Batalha 14 de Agosto de 1385, de Pedro Massano (Gradiva)
  • O Desenhador Defundo, de Francisco Sousa Lobo (Chili com Carne)
  • Hawk, de André Oliveira, Osvaldo Medina e Inês Falcão Ferreira (Kingpin Books)
  • Super Pig: O Impaciente Inglês, de Mário Freitas, André Pereira e Bernardo Majer (Kingpin Books)
  • Zona de Desconforto, de vários autores (Chili com Carne)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Argumento para Álbum Português


  • André Oliveira, Hawk (Kingpin Books)
  • Filipe Melo, Dog Mendonça e Pizzaboy III – Requiem (Tinta da China)
  • Francisco Sousa Lobo, O Desenhador Defunto (Chili com Carne)
  • Mário Freitas, Super Pig: O Impaciente Inglês (Kingpin Books)
  • Nuno Duarte, F(r)icções (El Pep)
  • Pedro Massano, A Batalha 14 de Agosto de 1385 (Gradiva)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Desenho para Álbum Português


  • André Pereira, Super Pig: O Impaciente Inglês (Kingpin Books)
  • Diniz Conefrey, Os Labirintos da Água (Quarto de Jade)
  • Francisco Sousa Lobo, O Desenhador Defunto (Chili com Carne)
  • João Sequeira, F(r)icções (El Pep)
  • Osvaldo Medina, Hawk (Kingpin Books)
  • Pedro Massano, A Batalha 14 de Agosto de 1385 (Gradiva)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum de Autor Português em Língua Estrangeira


  • Living Will Nº1, de André Oliveira e Joana Afonso (Ave Rara)
  • The Mighty Enlil, de Pedro Cruz (El Pep)
  • Safe Place, de André Pereira e Paula Almeida (Kingpin Books)
  • Propaganda, de Joana Estrela (Plana Press)
  • The Untold Tales of Dog Mendonça and Pizzaboy, de Filipe Melo (Dark Horse Comics)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Álbum de Autor Estrangeiro


  • Ardalén, de Miguelanxo Prado (Asa)
  • Duas Luas, de André Diniz e Pablo Mayer (Polvo)
  • Eu Mato Gigantes, de Joe Kelly e JM Ken Niimura (Kingpon Books)
  • Jim Curioso: Viagem ao Coração do Oceano, de Matthias Picard (Polvo)
  • As Serpentes de Água, de Tony Sandoval (Kingpin Books)

Prémio Nacional de Banda Desenhada - Melhor Álbum de Tiras Humorísticas


  • Há Piores 3 – Até ao Âmago!, de Geral et Derradé (Polvo)
  • No Presépio, de Álvaro e José Pinto Carneiro (Insónia/Álvaro Santos)
  • Tiras do Baralho, de André Oliveira e Pedro Carvalho (El Pep)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Melhor Ilustração de Livro Infantil (Autor Português)


  • Afonso Cruz, Capital (Pato Lógico)
  • Catarina Sobral, O Meu Avô (Orfeu Negro)
  • João Fazenda, Histórias Tradicionais Portuguesas (Caminho)
  • Madalena Matoso, Com o Tempo (Planeta Tangerina)
  • Nuno Saraiva, Aníbal Milhais, Um Herói chamado Milhões (Pato Lógico/Imprensa Nacional Casa da Moeda)
  • Vera Tavares, Lôá Perdida no Paraíso (Tinta da China)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Prémio Clássicos da 9.ª Arte


  • Crise nas Terras Infinitas Vol.1 e 2, de Marv Wolfman e George Pérez (Panini/Levoir)
  • Maus, de Art Spiegelman (Bertrand Editora)
  • Naruto Vol. 1, de Masashi Kishimoto (Devir)
  • Pior Banda do Mundo Vol. 1, de José Carlos Fernandes (Devir)
  • Portugueses na Grande Guerra, de Carlos Baptista Mendes (Arcádia)

Prémio Nacional de Banda Desenhada – Fanzine


  • BDLP #4, de João Mascarenhas (Extractus/Olindomar Estúdio)
  • Espaço Marginal, de Marco Silva (Instituto Politécnico de Beja)
  • Juvebêdê, de Carlos Cunha (Associação Juvemedia)

O júri dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada é constituído por Nelson Dona, director do AmadoraBD e em representação da Presidente da Câmara Municipal da Amadora, Carla Tavares, Joana Afonso, autora de BD, Luís Salvado, jornalista e especialista bedéfilo (e comissário da exposição central), António Dâmaso Afonso, colecionador de BD e Sara Figueiredo Costa, comissária da exposição central.

Boas leituras

domingo, 19 de Outubro de 2014

Webcomics: Apresentação de Nonsense aos Quadradinhos


Saúda-se o aparecimento de mais um webcomic em Portugal! A publicação é feita na rede social Facebook, e nada como os próprios para o apresentar:

Nonsense aos Quadradinhos

Lançado em Agosto último, este novo projecto de BD é publicado exclusivamente no Facebook, todas as segundas e sextas, sob o mote
«Porque a Vida não é só isto…»
Tem pouco mais de dois meses e vive no Facebook. Falamos do Nonsense aos Quadradinhos, um projecto de banda desenhada em português, que junta um grupo de amigos muito pouco convencional na designada Terra do Nonsense. São quatro quadras, duas vezes por semana, e a promessa de que muito pouca coisa fará sentido.

Com créditos de Johnny D, João Paulo Pereira e Marcos Félix, o Nonsense aos Quadradinhos apresenta-nos, entre outros, uma bisnaga, um metaleiro e um duende com um machado, todos numa luta constante por dar sentido à vida.
Quanto ao resto, fica o convite para acompanhar todas as segundas e sextas, em https:

www.facebook.com/nonsense.aos.quadradinhos.

Porque, afinal, a Vida não é só isto!





Boas leituras

sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

Lançamento Levoir: Universo Marvel Vol.15 - Homem-Aranha & Vingadores: Contos de Fadas Marvel



Ontem saiu o 15ª livro (de 20) desta colecção da Levoir. Vamos ter um volume que coleta o trabalho de vários autores portugueses para este projecto da Marvel: Marvel Fairy Tales.

João Lemos, Nuno Plati e Ricardo Tércio foram "puxados" para esta grande editora norte-americana pelo editor-chefe e caçador de talentos C. B. Cebulski.

Fiquem então com algumas imagens e a informação da Levoir:

HOMEM-ARANHA E VINGADORES: CONTOS DE FADAS MARVEL


Era uma vez... os contos de fadas e infantis tradicionais, como o Capuchinho Vermelho, Peter Pan, Pinóquio, Cinderela, ou o Feiticeiro de Oz, mas desta vez protagonizados pelos principais heróis da Marvel!
O Capitão América como Peter Pan, a Vespa como Sininho e os Vingadores como os Rapazes Perdidos, o andróide Visão como Pinóquio ou Magneto como o Feiticeiro de Oz são algumas das surpresas que este volume nos reserva.

C. B. Cebulski, editor-chefe e grande caçador de talentos da Marvel, imaginou e escreveu estes contos de fadas Marvel, ilustrados por grandes talentos como Niko Henrichon e Mike Allred, a que se juntam os portugueses João Lemos, Nuno Plati e Ricardo Tércio, que têm nesta série os seus primeiros trabalhos para a Casa das Ideias.

Com quatro (de seis) histórias ilustradas por autores portugueses, este é também um dos mais relevantes livros de banda desenhada nacional a ser lançado este ano, um verdadeiro mostruário do melhor
que os artistas nacionais têm produzido. E por esse motivo, a Levoir e o PÚBLICO decidiram apostar num caderno especial dedicado ao trabalho de João Lemos e Nuno Plati, em que se desvendam os processos por trás da criação destas histórias para a Casa das Ideias. Preparado por João Miguel Lameiras, este caderno inclui esboços, estudos para personagens várias, pranchas nos vários estágios de desenvolvimento e muito mais, fazendo deste volume, não só mais um volume da colecção Universo Marvel, mas também uma celebração dos autores portugueses que nele participaram.

Esta é uma publicação que os portugueses mereciam (tanto os autores como os leitores).
Pena a capa, porque com tanta matéria-prima acho que não foram felizes na escolha.























































Boas leituras

quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Série Gotham



Presumo que já muitos começaram a ver Gotham, afinal é mais uma série baseada em comics e por norma a DC costuma sempre apresentar material de qualidade no (já não tão) pequeno ecrã. Por cá ainda não estreou, mas a FOX já anuncia, e por isso tem que se recorrer a outros meios para podermos ver se isto está a ser algo de jeito ou não. Segue então a minha opinião depois de já ter visto alguns episódios, pouco ainda para poder avaliar a série no geral mas o suficiente para ter uma ideia do que nos espera.

No dia 5 de Maio de 2014 a FOX deu luz verde para a série que estreou a 22 de Setembro, um programa que se iria basear no universo de Batman mesmo que o herói não fosse ser o protagonista da história, mas sim a origem de muitas das personagens que conhecemos mas que podemos assim ver um olhar diferente mais focado no início de alguns aliados e inimigos do morcego, centrando o núcleo de personagens num jovem detective Gordon e o seu começo na polícia de Gotham.

Bruno Heller começou a desenvolver a história e começaram então a surgir os nomes de quem iria fazer parte do elenco, e como em todas as produções de comics começaram as primeiras manifestações de fãs em relação a algumas das escolhas, nomeadamente do actor que iria interpretar James Gordon, Ben McKenzie, o antigo Ryan da série juvenil O.C. ou também conhecido de alguns do policial Southland. Infelizmente (e pelos primeiros 4 episódios) o receio veio-se a justificar, já que é de longe o calcanhar de aquiles deste programa. Ele não é um péssimo actor, mas tem uma falta de variedade de expressões faciais que estragam muito o seu desempenho, e pior, a forma como a cena deveria decorrer e por isso estragando um pouco a mesma apesar do bom trabalho dos companheiros.

Por vezes usa uma voz muito "Batman Bale", ou seja uma voz grossa e agressiva, que nem sempre se coaduna com o que se quer transmitir no texto, mas pode ser já também alguma da embirração que ganhei para com ele.

É até agora a única escolha que não me tem agradado, tudo o resto tem feito um trabalho aceitável ou bastante agradável, com o destaque pela positiva a pertencer sem dúvida a Robin Lord Taylor como Pinguim, que tem sido sem dúvida a personagem que se destaca junto do público e que tem tido a preferência deste.

Já sabia que como isto se ia focar nos vilões, que fossem aparecer alguns logo no começo mas os autores exageraram um pouco e despejaram um camião de personagens logo no episódio piloto. Quem vê esse episódio não pode deixar de perceber a intenção deles de "olhem olhem, conhecem este nome? Pertence à BD do Batman, vá fiquem a ver isto que vão aparecer mais".

A cada x minuto aparecia alguém, ou algo, que sabemos que pertence àquele universo e que ficámos assim curiosos para ver como eles seriam apresentados nesta série. Ao mesmo tempo sabia a pouco aquelas aparições de duas ou três falas, que desapareciam logo de seguida e não sabíamos quando os veríamos de novo.

Em todo o caso isso até se aguenta bem, e volta-se para o segundo que é bastante melhor e dá-nos logo outro ânimo para ver os outros logo de seguida. Aliás isso comprovou-se quando a estação decidiu encomendar mais episódios, passando esta primeira temporada de 16 para 22 episódios. Esperemos que isso ajude a desenvolver mais a história e menos a encher chouriços.

Até agora vimos o jovem rapaz Bruce Wayne (David Mazouz), que viu os seus pais serem mortos por um misterioso ladrão enquanto que uma jovem Selina "Cat" (Camren Bicondova) observava de perto, escondida nas sombras. Esta aliás tem tido algum destaque nestes primeiros episódios, uma jovem cheia de garra e que gosta de arriscar, agindo sempre de uma forma muito atlética e elegante.

Seria então o primeiro caso da dupla James Gordon e Harvey Bullock (Donal Logue), dupla essa que tem apresentado de uma forma aceitável a tensão entre duas personalidades distintas como são o honesto Gordon e o corrupto e amoral Bullock. Isso levou a alguns problemas com uma das maiores criminosas da cidade, Fish Mooney (Jada Pinkett Smith), que tem sido uma vilã algo anos 80, com o exagero típico dessa altura e a vontade de eliminar o criminoso acima dela, o mafioso Carmine Falcone (John Doman).


Esta vilã foi a primeira criação original para a série, e até agora aquela que não foi baseada nos livros e que tem tido bastante destaque. Ela ajudou a dar alguma profundidade a Oswald "Penguim" Cobletpott que foi bastante maltratado como subalterno dela até conseguir escapar de uma forma bastante atribulada.

O mordomo da família Wayne tem tido uma presença mais agressiva do que muitos de nós estão habituados, Alfred Pennyworth (Sean Pertwee) mostra-se bastante preocupado com algumas atitudes do jovem Bruce que após a morte dos pais tem reagido de uma forma bastante peculiar, o que o faz perder a cabeça e gritar com ele algumas vezes, e procurando a ajuda de Gordon que tem tido um papel apaziguador junto do rapaz.

Fiquei surpreendido por terem introduzido já na história a detective Montoya (Victoria Cartagena) que faz parte de uma unidade de crimes especiais com o seu parceiro, Crispus Allen (Andrew Stewart-Jones) e mostrou já ter tido uma relação lésbica com a noiva de Gordon, Bárbara (Erin Richards), uma personagem que não me tem apaixonado muito.

Uma das maiores surpresas foi ver o conhecido actor cómico Richard Kind como o Mayor Aubrey James, tem sido uma actuação sóbria e apresentado um outro tipo de realidade que fazia falta no meio de tanto exagero que povoa alguns episódios.

É daquelas coisas que parecem que vão ficar mal, mas que até acabam por correr bem, a série tem apresentado muitas cenas como se estas tivessem sido escritas para a BD, o que pode parecer um pouco estranho na TV mas tem funcionado bem e por vezes dá um ar kitsch à coisa.

Ainda pudemos ver uma jovem rapariga chamada Ivy (que nos faz perceber que pode ser a Poison Ivy), um chefe da máfia de uma família rival chamado Maroni, um jovem belo e elegante chamado Harvey Dent que trabalha como procurador assistente ou aquele cameo estranho mas apelativo que foi o de Edward Nygma (Cory Michael Smith) que é um membro da equipa forense e gosta de apresentar as suas informações em forma de enigmas.

A capitã Sarah Jessen (Zabrina Guevara) termina este rol de personagens principais, que ainda promete muitas mais o que nos deixa ao mesmo tempo entusiasmados e receosos, que não saibam depois colocar tantas personagens juntas e todas terem algum tempo de destaque.

Vamos aos aspectos positivos e negativos:

Positivos -

O ambiente todo da cidade, relembra muito a Gotham de Burton, é apresentada de uma forma clássica, sombria e gótica mas sabe-se que está em tempos muito modernos apesar de esperarmos a qualquer instante que apareça uma jovem criança a vender jornais na esquina.

Bullock e Pinguim, ambos roubam todas as cenas em que aparecem e são sem sombra de dúvida o destaque da série, bons actores e que capitalizam ao máximo o texto que lhes é dado.

Negativos -

Detective Gordon, um exageradamente honesto policia que tem uma falta de expressões faciais atroz que nos impede descobrir se ele está a sofrer, triste, contente, preocupado ou aquilo que a cena pede de momento.

Excesso de personagens, isso não é problema se for dedicado cada episódio apenas a algumas delas, o problema é quando tentam que todas apareçam em todos os episódios. Isso tem sido um pouco corrigido e espero que assim continue.


Em última instância é uma série que devem seguir, está a prometer bastante e é uma daquelas que agrada todos os fãs da personagem porque apresenta vários elementos da rica história deste herói.

A FOX Portuguesa devia começar a transmitir isto rapidamente, devia receber o tratamento de outras séries e dar logo na semana a seguir ou assim, de modo a captar e conquistar um público que anda ávido de programas deste tipo. E este tem todo o potencial para se tornar uma série do agrado de todos, a sua nota no conhecido Rotten Tomatoes comprova isso, já que apresenta um 90% sólido em muitas reviews positivas.

E é sempre divertido ver os easter eggs que apresentam em cada episódios, aqueles pequenos pormenores que passam despercebidos a muito do público mas é do agrado dos fãs de comics em geral.




sábado, 11 de Outubro de 2014

Comic Con Portugal: Notícias da Banda Desenhada - Marcos Martín, Javier Rodríguez e Randy Stradley


A organização da Comic Con Portugal continua a libertar nomes de autores e desenhadores de BD ligados à indústria dos comics norte-americanos.

Assim vamos ter:


Javier Rodríguez

Dado o gosto do seu pai por todo o tipo de banda desenhada, desde a infância que teve contacto com este meio: das leituras super-heróicas pelas quais optou logo de início, até ao material de Richard Corben ou Will Eisner publicado pela editora Toutain, passando por Milo Manara, Nazario ou Wally Wood, entre muitos outros.

Desde cedo sentiu a necessidade de desenhar histórias de banda desenhada, participando em diversos concursos e fanzines; uma primeira etapa que foi reconhecida com um segundo prémio na Semana Negra de Gijón. Formado na Escola de Artes e Ofícios de Oviedo, tornou-se um dos fundadores do fanzine “Froilán” juntamente com Germán García, Marco Recuero, Arturo Arias e Fran Pérez; uma publicação que incluiu “Panowsky”, aquele que acabou por ser o seu projeto de fim de curso.

Na auto-edição, encontrou o modo perfeito de canalizar a sua ânsia criativa, destacando-se a este nível “Anselmo Ensombras” e especialmente “Love Gun”, minissérie de ambientação futurista e crítica social que, reeditada pela UnderCómic, lhe valeu uma nomeação na categoria de Autor Revelação nos Prémios do Salão Internacional de Banda Desenhada de Barcelona de 1998. A partir de 1997 tornou-se colaborador habitual da revista El Víbora, em que durante um quinquénio criou séries como “Paraíso Punk Rock Bar”, “Comprovando a realidade”, com guiões de Mauro Entrialgo, e “Tenebro”. Obras nas quais se nota a influência de autores como os Hermanos Hernández ou Jamie Hewlett, e de outra das suas grandes paixões: a música.

Mas para além das suas colaborações com a famosa publicação, começou a participar em histórias editadas em formato álbum: primeiro “Wake up”, como autor completo, e posteriormente “Medo”, escrita por David Muñoz e Antonio Trashorras. Após criar a série “Crononautas” para a Mister K revista infantil da El Jueves, aproveitou a oportunidade de desembarcar no mercado franco-belga: escrita por Delphine Rieu e publicada pela Les Humanoïdes em formato manga, “Lolita HR” centrava-se numa jovem e rebelde estrela de rock; uma prometedora história de ficção científica que no entanto foi travada por problemas da editora francesa.

Paralelamente à sua carreira como desenhista, começou a desempenhar tarefas de colorista em títulos como “Batgirl: Year One”, “Breach” ou “Human Target”: coleções da DC Comics em que se encontrou com amigos como Marcos Martín ou Javier Pulido. Com resultados notáveis, rapidamente foi requisitado pela Marvel Comics, retomando a colaboração com Martín em “Doctor Strange: The Oath”, ficando incumbido de dar cor a desenhistas da dimensão de Alan Davis, e participando em coleções como a multipremiada “Daredevil”, em que se encontrou com Mark Waid, o próprio Marcos Martín, Paolo Rivera e Chris Samnee. Colorista proeminente, teve a sorte de contar com um editor, Stephen Wacker, que soube reconhecer a sua qualidade como desenhista, de modo que de algum tempo a esta parte desenhou diferentes fill-ins de “Daredevil” e histórias publicadas em destaques do Homem-Aranha como “The Amazing Spider-Man” ou “Superior Spider-Man.

Marcos Martín

Interessado desde tenra idade em contar as suas próprias histórias, cedo optou pela banda desenhada como o meio adequado para isso. Leitor inveterado de BD, na altura de decidir a sua formação académica optou pela licenciatura de Belas Artes na Universidade de Barcelona, com o objetivo de alargar horizontes “e experimentar outro tipo de técnicas”.

Os seus primeiros trabalhos foram feitos em Espanha, realizando ilustrações e capas para as edições espanholas da Marvel Comics, então publicadas pela Planeta DeAgostini; apesar de um par de projetos da linha Labirinto desta editora ter estado perto de ver a luz, o fecho do dito selo acabou por gorar as expectativas do autor. Perante a dificuldade de se impor na quase inexistente indústria espanhola, Martín centrou atenções no mercado americano, berço das suas principais influências culturais; e munido de um sólido portefólio, aproveitou uma estadia de três meses em Nova Iorque para se apresentar diante das grandes editoras: Marvel Comics e DC Comics. Tal talento não passou despercebido, com o autor a assumir os seus primeiros fill-ins em destaques como The Batman Chronicles, JSA, Robin, Birds of Prey, e em séries limitadas como Robin: Year One e Joker: Last Laugh.

Mas os trabalhos que lhe permitiram começar a ganhar maior notoriedade foram “Batgirl: Year One” y “Breach”: a primeira, série limitada escrita por Chuck Dixon e Scott Beatty, a segunda escrita por Bob Harras; e ambas, com a cor a cargo de Javier Rodríguez. Depois de deixar sinais de classe e domínio narrativo em ambos os projetos, em 2006 começou a colaborar de forma recorrente com a Marvel Comics, até que a um par de trabalhos menores se seguiu a minissérie “Doctor Strange: The Oath”, obra de grande importância não só pela sua indubitável qualidade, mas também por proporcionar o reencontro com o guionista Brian K. Vaughan, ao lado de quem trabalhara numa história curta do Cavaleiro das Trevas (Batman: Gotham City Secret Files and Origins núm. 1) Comprovada a sua valia em A Casa das Ideias, chegou um trabalho de primeiríssimo nível: “The Amazing Spiderman”, coleção na qual brilhou com luz própria até se transformar num dos autores mais reputados do mercado americano. Não só como desenhista de páginas interiores colaborando com guionistas como Dan Slott, Mark Waid ou mesmo Stan Lee, mas também como ilustrador de capas, destacando-se pela sua elegância e originalidade compositiva.

Após a sua passagem pela coleção protagonizada pelo Homem-Aranha, encontrou-se com Mark Waid e Paolo Rivera no bem-sucedido relançamento de “Daredevil”, série transformada na grande vencedora dos prestigiados Prémios Eisner, que na sua edição de 2012 reconheceram o trabalho da equipa criativa com um galardão na categoria de Melhor Série Regular e duas nomeações para o próprio Martín como Melhor Ilustrador de Capa e Melhor Desenhista.

Finalizado o seu contrato exclusivo com a Marvel Comics, embarcou numa nova aventura, fundando a sua própria editora online em parceria com Brian K. Vaughan. Juntos, aproveitaram tal plataforma digital que parte da premissa de que o valor pago por cada banda desenhada depende da vontade do leitor para lançar o projeto de criação própria “The Private Eye”, no qual também colabora a colorista Muntsa Vicente. Uma aclamada coleção que, a meio caminho entre a ficção científica e o género negro, reflete sobre as implicações de um futuro próximo em que a Internet desapareceu.

Randy Stradley

Randy Stradley é escritor de banda desenhada e vice-presidente da Dark Horse Comics, uma das maiores editoras de BD dos EUA, a qual é responsável por títulos como Star Wars, Hellboy e Buffy.

Stradley estreou-se no mundo da BD em 1984 com um trabalho para o nº 86 da revista Star Wars, na ocasião ainda detida pela Marvel Comics. Ainda nos anos 80, conhece Mike Richardson (o fundador da Dark Horse Comics), de quem se torna amigo e colega de negócios. No início da década de 90, a Dark Horse adquire a licença de publicação da linha Star Wars e em 2002 Stradley assume o cargo de Editor Sénior da série ligada à mítica saga.

Conhecido por ter escrito várias publicações acerca do universo Star Wars, entre as quais Crimson Empire (em parceria com Mike Richardson) e Jedi Council, Randy Stradley, que assinou vários dos seus trabalhos sob os pseudónimos Mick Harrison e Welles Hartley, é o argumentista de Aliens & Predator e Godzilla, duas das principais licenças da Dark Horse, a par de Star Wars.


Estes textos de apresentação foram retirados do site oficial.
Para mais informações podem informar-se no site da Comic Con Portugal clicando no link em baixo:

http://www.comic-con-portugal.com/pt/

Boas leituras

sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

Lançamento Levoir: Universo Marvel Vol.14 - Thor e Capitão América: A Essência do Medo



Saiu ontem o 14º volume da série Universo Marvel, publicada pela Levoir e distribuída pelo jornal Público. Vamos ter a versão portuguesa de "Fear Itself" em português, um arco razoavelmente recente do universo Marvel e que dá seguimento a "Cerco", o volume anterior.

Fiquem com a informação da Levoir e algumas páginas:





THOR E CAPITÃO AMÉRICA: A ESSÊNCIA DO MEDO


Thor, o Capitão América, os Vingadores, são os Heróis Mais Poderosos do Mundo... mas até eles sentem o medo. Quando uma ameaça nova se perfila no horizonte, à medida que os imensos poderes mágicos da Serpente devastam o planeta, que aliados e inimigos são transformados em forças de destruição e que Odin se prepara para incendiar a Terra para salvar Asgard, os heróis descobrem que o seu mundo é agora o mundo do medo, e que terão de fazer o sacrifício supremo para prevalecer!


Com argumento de Matt Fraction, um autor que firmou os seus créditos nos comics independentes e que assina aqui uma das grandes sagas da Marvel, e a arte fantástica de Stuart Immonen, A Essência do Medo segue os acontecimentos de Cerco (volume 13 desta colecção).

































Boas leituras

TOP 10 de vendas nos EUA em Setembro 2014



A "Morte do Wolverine" é o que está a segurar a Marvel nos Tops neste momento... ou seja, é preciso um título espampanante para chegar "lá". Neste caso mais uma "Morte com Volta à Vida" para depois facturar novamente... Ainda não percebi como o pessoal está sempre a cair nesta!
:D
Bem, nas revistas a Marvel tem as suas "duas mortes" no dois primeiros lugares, mas a maioria no Top pertence à DC Comics. Em Setembro as duas grandes não deixaram ninguém meter-se no meio. :P

TOP 10 COMIC BOOKS
Based on Total Unit Sales of Products Invoiced in September 2014
QTY
RANK
DOLLAR
RANK
INDEXITEM CODEDESCRIPTIONPRICEVENDOR
11204.95JUN140590-MDEATH OF WOLVERINE #1$4.99MAR
22101.70JUN140601-MDEATH OF WOLVERINE #2$4.99MAR
33100.00MAY140318BATMAN FUTURES END #1$3.99DC
4582.44MAY140334HARLEY QUINN FUTURES END #1$3.99DC
5773.20JUL140633AMAZING SPIDER-MAN #6$3.99MAR
6672.46MAY140278JUSTICE LEAGUE FUTURES END #1$3.99DC
7470.78JUN140609-MORIGINAL SIN #8$4.99MAR
8966.72MAY140320DETECTIVE COMICS FUTURES END #1$3.99DC
91162.15MAY140177-MJUSTICE LEAGUE #33$3.99DC
101260.60MAY140316BATMAN SUPERMAN FUTURES END #1$3.99DC





No Top dedicado às compilações (sejam em capa mole ou capa dura) é a DC que fica com os dois primeiros lugares do Top 3, mas é a Image que tem mais slots ocupados neste Top!

TOP 10 GRAPHIC NOVELS
Based on Total Unit Sales of Products Invoiced in September 2014
QTY
RANK
DOLLAR
RANK
INDEXITEM CODEDESCRIPTIONPRICEVENDOR
1111.19MAY140361BATMAN DEATH OF THE FAMILY BOOK & JOKER MASK SET (N52)$39.99DC
254.86MAY140364FOREVER EVIL HC (N52)$24.99DC
3184.47JUL141515YU GI OH 5DS GN VOL 06$9.99VIZ
494.04JUL140730GUARDIANS OF GALAXY TP VOL 02 ANGELA$19.99MAR
543.56JUL140520WALKING DEAD HC VOL 10 (MR)$34.99IMA
6123.09JUN140280HARLEY QUINN VENGEANCE UNLIMITED TP$19.99DC
7473.00AUG120491SAGA TP VOL 01 (MR)$9.99IMA
882.99MAY140918KICK-ASS 3 PREM HC (MR)$29.99MAR
9252.94JUL140483FATALE TP VOL 05 CURSE THE DEMON (MR)$14.99IMA
10262.91JAN140556SAGA TP VOL 03 (MR)$14.99IMA





Quanto à quota de mercado, bem... a DC Comics esmaga a Marvel! De notar a boa prestação da Image. Espero que suba sempre, e cada vez mais, para que de alguma maneira faça pensar as duas "grandes" sobre os conteúdos cada vez mais fracos que apresentam na generalidade..

RETAIL MARKET SHARE
PUBLISHERSHARE
DC ENTERTAINMENT36.58%
MARVEL COMICS32.04%
IMAGE COMICS7.49%
IDW PUBLISHING4.52%
DARK HORSE COMICS4.11%
BOOM! STUDIOS2.34%
DYNAMITE ENTERTAINMENT2.18%
EAGLEMOSS PUBLICATIONS LTD1.29%
RANDOM HOUSE1.15%
VIZ MEDIA0.96%
AVATAR PRESS INC0.95%
VALIANT ENTERTAINMENT LLC0.66%
ONI PRESS INC.0.64%
ZENESCOPE ENTERTAINMENT INC0.59%
ARCHIE COMIC PUBLICATIONS0.45%
FANTAGRAPHICS BOOKS0.33%
TITAN0.33%
ST. MARTINS PRESS0.30%
HUMANOIDS INC0.27%
HACHETTE BOOK GROUP USA0.24%
OTHER NON-TOP 202.59%
 
UNIT MARKET SHARE
PUBLISHERSHARE
DC ENTERTAINMENT40.76%
MARVEL COMICS34.11%
IMAGE COMICS8.24%
DARK HORSE COMICS3.30%
IDW PUBLISHING3.24%
DYNAMITE ENTERTAINMENT2.31%
BOOM! STUDIOS2.28%
VALIANT ENTERTAINMENT LLC0.71%
AVATAR PRESS INC0.66%
ZENESCOPE ENTERTAINMENT INC0.63%
RANDOM HOUSE0.41%
ONI PRESS INC.0.39%
VIZ MEDIA0.35%
ARCHIE COMIC PUBLICATIONS0.33%
TITAN0.33%
EAGLEMOSS PUBLICATIONS LTD0.25%
ST. MARTINS PRESS0.08%
HACHETTE BOOK GROUP USA0.07%
FANTAGRAPHICS BOOKS0.06%
HUMANOIDS INC0.02%
OTHER NON-TOP 201.47%


Boas leituras

quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

A G. Floy Studio anuncia um ambicioso plano de edições de banda desenhada para Portugal


A G. Floy que estava apagada do mercado português surge agora com indícios de uma vitalidade que pessoalmente não estava à espera.

E parece que vão "entrar a matar" publicando na nossa língua o primeiro livro de uma das séries de top norte-americanas... nada mais que "Saga"!
Espero que tudo corra pelo melhor neste novo fôlego da G. Floy!

Fiquem com a nota de imprensa desta editora e a capa de Saga:


A G. Floy Studio anuncia um ambicioso plano de edições de Banda Desenhada para Portugal


A G. Floy Studio anuncia um ambicioso plano de edições de banda desenhada para Portugal A G.
Floy é um nome menos conhecido dos fãs de BD portugueses: esta editora dinamarquesa opera em vários mercados europeus, incluindo a Dinamarca e a Polónia, entre outros, e no passado publicou alguns títulos de comics em Portugal (incluindo Fell, Hellboy e o aclamado Orquídea Negra, de Neil Gaiman e Dave McKean). Mas, começando no Outono de 2014, a G. Floy irá embarcar num ambicioso plano de edições, aproveitando sinergias com outros mercados em que opera.

Christine Meyer, fundadora e sócia gerente da empresa, é uma fã de longa data de comics, e tem quase vinte anos de experiência no mercado, primeiro como gestora de direitos de autores e editoras vários, e agora como editora. “Sempre gostei de comics independentes americanos, e tenho vindo aos poucos a aumentar as minhas edições em vários países. Quando o José de Freitas e o Rui Alves, com quem já trabalhei no passado, me abordaram com a ideia de estender este plano a Portugal, fiquei entusiasmada, e a parceria com eles tornou possível este projecto. Acho que, dentro do meio da banda desenhada em Portugal, poucas pessoas conhecem melhor o mercado, e ambos estão em posição de tratar da produção sem problemas. Podemos obter sinergias com co-edições que nos vão permitir trazer alguns dos melhores títulos de banda desenhada americana, a um ritmo muito bom.

E o título com que se iniciará este programa de edições é o imensamente premiado e aclamado SAGA, de Brian K. Vaughan e Fiona Staples, uma das maiores surpresas dos comics independentes nos últimos anos. Saga venceu seis Prémios Eisners (os Óscares da banda desenhada americana), e seis Prémios Harvey, e o seu primeiro volume antológico (que corresponde ao primeiro volume que
a G. Floy editará em Portugal) venceu também o Hugo(o prémio máximo da ficção-científica). Com lançamento previsto para o Festival Amadora BD em inícios de Novembro, Saga será um de três títulos que a G.Floy lançará no nosso país ainda este ano, num plano editorial que a G. Floy quer também marcar com livros de boa qualidade e preços acessíveis, e com um ritmo de lançamentos trimestral.

José de Freitas tem vindo a trabalhar em comics desde há 15 anos para cá, primeiro como editor e responsável pelas Edições Devir, mais tarde como coordenador das colecções que a Levoir e o jornal Público têm vindo a editar desde 2012, e como Editor Assistente da Panini Comics em Portugal, para as edições regulares de títulos da Marvel. Rui Alves foi colaborador da Devir durante muitos anos, como responsável pela organização, grafismo e legendagem de comics, e tem vindo desde então a desenvolver trabalho para inúmeras editoras, portuguesas e estrangeiras, bem como para a Levoir/Público.


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Lançamento Ave Rara: Living Will #3



Como prometido por esta editora vai ser lançado no Amadora BD o 3º mini-comic de Living Will!
Acompanhem mais um capítulo da vida do velho Will, que tenta atar no final da sua vida todas as pontas soltas que deixou ao longo da sua passagem pelo mundo.

Informação da Ave Rara:


APRESENTAÇÃO
Festival Internacional de BD da Amadora
Sábado, dia 25 de Outubro, às 16h
Fórum Luís de Camões
Brandoa, Amadora

LIVING WILL #3

“Na vida, cada ponta solta tem o seu sentido. Na maioria das vezes é uma lição, apreendida sem qualquer gentileza nem cuidado, apenas um grito brutal que nos força a continuar. Não é garantido que saiamos melhores pessoas da experiência, nada é certo tirando a quebra momentânea da apatia... e Will sabe-o muito bem. Não foi sempre um velhote doce e sensível, teve os seus momentos tal como toda a gente. Os seus actos tiveram impacto na vida de outros... E mais tarde ou mais cedo tudo regressa e àss vezes não há perdão. Entretanto, Betty também não está no melhor caminho. Tem um vazio no coração que não pode ser preenchido e vai tentando conviver com isso através de um interminável diálogo interior com alguém que ficou para trás. Mas a sua vida está prestes a mudar uma última vez...”


“Living Will” é uma série de 7 mini-comics de 16 páginas publicados pela Ave Rara, integralmente em inglês, com argumento de André Oliveira e arte de Joana Afonso.

P.V.P: €2,95

https://www.facebook.com/averaracomics
averara.mail@gmail.com






















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