Mostrar mensagens com a etiqueta Banda Desenhada Portuguesa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Banda Desenhada Portuguesa. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Super Pig: O Impaciente Inglês


O universo Super Pig está em expansão, e em melhoramento contínuo. Quem leu o primeiro volume sente isso mesmo, um grande amadurecimento de ideias e a própria construção deste universo está mais meticulosa.

Pegando no primeiro parágrafo que escrevi, o primeiro volume estava um pouco desequilibrado ao nível do desenho e layouts, visto que foi uma compilação de várias revistas feitas por diferentes autores. Isto já não acontece no segundo (Roleta Nipónica), desenhado exclusivamente por Osvaldo Medina – em que ganhou com este livro na categoria “Melhor Desenho Nacional” – nem neste terceiro volume, em que o André Pereira foi responsável único pelo desenho.
Outra particularidade curiosa é a diferença de formatos ao longo do tempo. O primeiro volume era de dimensões reduzidas no que toca a altura e largura, mas o Mário Freitas editor resolveu (e bem) aumentar a dimensão do Super-Pig: Roleta Nipónica, e neste último volume temos uma publicação ainda mais alta e larga, aproximando-se do formato europeu. Será que o próximo volume irá ser ainda maior e de capa dura…?
:D

Como o argumentista Mário Freitas diz no seu prefácio, este livro seria impossível há uns anos. É resultado do seu amadurecimento como argumentista, e porque não dizê-lo, de editor.
Uma história coerente preparada com atenção aos detalhes, e digamos que não é fácil… uma história com uma personagem protagonizada por um porco antropomorfizado, roçando a Ficção-Científica e disparando várias personagens históricas através de várias camadas temporais, não é uma coisa fácil de tornar coerente e verosímil. Mário conseguiu-o através de aturada pesquisa histórica e de uma imaginação louca e fervilhante!

As passagens através do tempo estão muito boas, e a ideia de colocar aquele pequeno “filme” em rodapé acompanhando a ideia principal, completando muitas das ideias da história principal e preenchendo lacunas da vida do Super Pig, sobretudo na sua relação com o seu pai Calouste Pig, foi um excelente achado.

Se em Roleta Nipónica tivemos uma história de acção, simples e directa apesar de algumas referências culturais que algumas pessoas não terão “apanhado” logo na primeira leitura, agora temos essas referências aumentadas exponencialmente, com uma narrativa mais lenta e mais minuciosa no detalhe. Garantidamente houve muita pesquisa histórica para se fazer este argumento sem “plot holes” aparentes.

No que toca à escolha do inglês para as falas das personagens oriundas de países anglófonos, bem… também foi explicada no prefácio. Não tenho nada contra, aliás, acho que é lógico no contexto da história, mas penso que teria sido bom um apêndice no final do livro com uma tradução. Isto porque apesar de grande parte do público-alvo falar inglês, haverá sempre pessoas que não se sentirão tão à vontade na leitura desta língua, e porque não dizer, com essa tradução aumentar as margens para outro tipo público.

André Pereira tem um estilo neste livro de que eu gosto sinceramente. Garantidamente penso que uma das grandes influências gráficas neste seu estilo será Frank Quitely (e por arrasto Moebius). Mas eu disse influências, o estilo apresentado pelo André foge para o grotesco muitas vezes. O seu Pig é encorpado, detalhado e muito expressivo. Os layouts estão muito bem feitos, alguns possíveis problemas gráficos em alguns dos layouts foram muito bem resolvidos pelo desenhador, que se mostrou inventivo na apresentação de muitas das cenas.
Um desenhador a reter com certeza. Espero que se mantenha e evolua neste estilo, trabalhando mais em livros do que em fanzines. O grande público merece ver mais dele, e o circuito dos fanzines não permite essa abrangência de público.

Quanto à cor, bom… adorei! Foi das coisas que mais gostei neste livro. Uma excelente escolha na paleta de cores, muito homogénea ao longo do livro. Sóbria na maior parte do livro, o que faz explodir as cores mais vivas quando estas são necessárias para determinada cena!
Gostei muito do trabalho de cor de Bernardo Majer, sem dúvida! Mário Freitas apostou em dois artistas muito jovens e ganhou esta aposta, na minha opinião.

Quanto ao design… é muito bom.
A balonagem também está muito boa, mas a fonte usada nas partes em inglês que contam a história do artefacto está um pouco manuscrita de mais. Passo a explicar, eu uso óculos para ler, e tive de fazer um certo esforço para ler. A fonte é bonita e cai bem nestas falas, mas para mim foi um pouco difícil de ler.

Não me vou alongar na apresentação da história propriamente dita. Não quero “spoilar”, mas está em causa o passado familiar do Super Pig. Nas viagens ao passado deste livro encontramos o pai do herói ao lado de Winston Churchill, e a receber deste um misterioso artefacto. Artefacto este que vai iluminar muitos segredos do pai, e porque não dizê-lo, da história Vitoriana até quase aos nossos dias (ficção, claro…).

É um livro em que o argumentista Mário Freitas põe muito de si emocionalmente (sente-se e percebe-se perfeitamente), e cabe a vocês leitores descobrir as várias facetas e “nuances”, umas aparentes e outras escondidas, deste livro.
Gostei sinceramente, e fico à espera do 4º volume…
Para quem vai visitar o Amadora BD neste último fim-de-semana, o livro estará à venda no stand da Kingpin Books e o seu autor, desenhador e colorista presentes para dar autógrafos.

Podem ler nos seguinte links a minha opinião relativamente aos anteriores livros:
Live Hate
Roleta Nipónica
Lançamento Kingpin: Super Pig - O Impaciente Inglês (com mini-entrevista)

Boas leituras

Softcover
Criado por: Mário Freitas, André Pereira e Bernardo Majer
Editado em 2013 pela Kingpin Books
Nota: 9 em 10

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Camões: Sua Vida Aventurosa


Quero fazer aqui uma homenagem a um dos maiores desenhadores/ilustradores/pintores portugueses.
E vou servir-me de uma edição que a nível nacional nunca deve ter tido paralelo. Camões – Sua Vida Aventurosa teve direito a uma colecção de cromos (que eu fiz há quatro décadas…), um livro de Banda Desenhada a Preto & Branco (numa edição especial do Mundo de Aventuras) e a um livro super luxuoso com caixa, papel brilhante de altíssima gramagem com as ilustrações mais emblemáticas (e coloridas) da colecção de cromos. Isto foi inédito, e que eu saiba único em Portugal.
Estávamos em 1972!


Uma das razões pela qual eu estou a fazer este post, é porque os blogues mais conhecidos pela sua nostalgia e recuperação de autores antigos praticamente não os vejo falar de DEUS. Falam sempre dos mesmo históricos e “mestres”, sempre os mesmos…
E aqui DEUS é Carlos Alberto.

As belas mulheres de Camões retratadas por Carlos Alberto dos Santos

Este sim foi um fora de série, este sim esteve bem à frente de todos os “históricos”. Tão à frente que a maior parte dos seus trabalhos estão em colecções privadas no estrangeiro, muito pouco conhecido em Portugal… somo bons a reconhecer os nossos melhores… Não, este senhor não vai a Tertúlias, festivais e encontros (está muito velhinho…), mas porque não vai não tem de ser ignorado.


Carlos Alberto dos Santos é especial por uma razão muito simples. Consegue aliar uma enorme qualidade de desenho, a um enorme conhecimento de pintura. Os cromos que ele fez para a APR (Agência Portuguesa de Revistas) são autênticas pinturas! Estáticas, sim. Afinal era uma colecção de cromos!
Mas quando passamos para o livro de Banda Desenhada ele demonstra dinamismo, capacidade de narrativa gráfica, boa construção da página e até, vejam lá, numa vinheta parece ter as linhas de velocidade do Manga! Claro, ténue, mas o dinamismo que ele coloca nas suas páginas não tem igual para a época.
























E porque não falar do domínio do Preto & Branco?
Muito bom. Os seus “claro-escuro” estão muito bem colocados de maneira a darem profundidade, tanto gráfica como emocional.
Esta técnica tem alguns excelentes apontamentos em algumas vinhetas, e com aquela qualidade só as vi em grandes mestres estrangeiros.


E tem outro pormenor interessante para a época… Carlos Alberto dos Santos usava argumentistas! No caso deste livro foi Oliveira Cosme. Ou seja, saiu daquele registo da época de que o desenhador é o argumentista, o que é de louvar!
Porque não dizer… já na Zakarella (criação deste desenhador), não era ele que escrevia os contos! Era o prolífico Roussado Pinto, sob o pseudónimo “Ross Pynn”. Carlos Alberto apenas desenhava e pintava, era aí que residia a sua excelência. Resistiu perfeitamente a ser o argumentista das suas histórias.

As imagens apresentadas neste post pertencem aos dois livros publicados Camões – Sua Vida Aventurosa. As Preto & Branco pertencem ao livro de Banda desenhada, as coloridas ao mini-Absolute editado pela APR com o mesmo nome. Neste livro de luxo podem encontrar um texto/história de Oliveira Cosme e as ilustrações de Carlos Alberto algumas feitas para a colecção de cromos, mas aqui em ponto grande!

Esta série de publicações saiu para a comemoração do 4º Centenário da obra máxima de poesia, “Os Lusíadas” de Luís Vaz de Camões.
Aliás, a colecção de cromos fascinou-me para a vida do poeta. Ficou impressa na minha memória de uma forma indelével.
Infelizmente a caderneta perdeu-se, mas com o tempo consegui em alfarrabistas aquilo para o qual eu não tinha dinheiro em criança: estes dois magníficos livros.

A história do considerado maior poeta da Língua Portuguesa é apresentada desde a sua adolescência, até à publicação do grande livro da poesia portuguesa, Os Lusíadas (1572). Claro, até também à sua morte que aconteceu pouco depois da publicação do livro.

Oliveira Cosme e Carlos Alberto trazem um Camões bem caracterizado na sua alcunha, o “Trinca-Fortes”, mostrando o poeta sensível, mas também o seu carácter belicoso muito bem desenvolvido. Estas duas facetas provocaram muitas invejas e inimigos…

Inimigos estes que fizeram a vida do poeta num inferno. Desterrado para as colonias, ele foi guerreiro, pedinte, sacrificado e herói. Mas sempre poeta!
O argumento de Oliveira Cosme na sua essência não é mau. O problema é mesmo o registo do português usado, e a sua “entoação”, por vezes bastante arcaico e sem necessidade disso… que raio, já estávamos nos anos 70!


Da parte gráfica… já disse tudo o que tinha dizer.
NUNCA se esqueçam deste MESTRE da Banda Desenhada e ilustração em Portugal.
Foi DEUS!
A imagem de topo é composta pela contracapa e capa do livro de BD, e imagem aqui por baixo é da caixa (slipcase) do livro ilustrado (ambos os lados da caixa).
A imagem final... é o retrato do fim da vida de Camões... extraordinariamente bem captado por Carlos "Deus" Alberto dos Santos.



Boas leituras

Revista/Slipcased Hardcover/Colecção de Cromos
Criado por: Oliveira Cosme e Carlos Alberto dos Santos
Publicado em 1972 pela APR
Nota: 10 em 10 no conjunto das três publicações (estou a contar com a colecção de cromos).

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Palmas para o Esquilo


A loucura é o abismo sob a ponte da imaginação.
A imaginação é luz.
Mas basta um fulgor para encadear e empurrar para a escuridão.

Aprendemos a usar os instrumentos da criação.
Aprendemos a arte de fazer arte.
Nem todos são capazes de aguentar o calor intenso dessa fornalha… e dedicam as vidas a apagar o fogo. As centelhas são mais fáceis de extinguir.
Nada é mais miserável que esse serviço.
Nada é mais abjecto.
Porque nada é mais cintilante que o fogo da criação.
Nada brilha com mais radiância.
E, no entanto, nada é mais frágil que esse fogo. Nada é mais efémero.

David Soares
in Palmas para o Esquilo

Desculpem-me esta introdução longa com a transcrição de dois momentos da escrita de David Soares nesta Banda Desenhada.
Acho que são importantes, e emblemáticos, neste ensaio sobre imaginação e loucura.

Tenho milhares de livros de BD. E quem me conhece sabe que a minha Bedeteca é composta por tudo quanto é tendência ou género nesta arte. Mesmo. Até Manga alternativa tenho!
Mas este livro é único. Foi o livro que exigiu mais de mim como leitor, tanto ao nível do vocabulário, como na apreensão das ideias apresentadas. Estou a escrever isto positivamente. As ideias estão lá, a transmissão não é fácil, propositadamente, penso eu.

Já li livros (aliás, tenho) que me foram difíceis ao nível do entendimento, mas no fim não me transmitiram nada. Nem uma única emoção, sem ser aquela “porque é que eu gastei dinheiro nesta bosta de um pseudo-intelectual?”

“Palmas para o Esquilo” é diferente. Primeiro porque o David Soares não é um pseudo-intelectual, como lavram por aí muitos autores ditos “alternativos”. O David Soares é um escritor com ideias, e não gosta que seja fácil ao leitor entender o que nos quer transmitir. Ele dá trabalho ao leitor. Vocabulário puxado? Sim. Metáforas a cada esquina? Sim. Cultura? Sim.

Se procuram um livro de ideias fáceis, este não é o vosso livro.
Este é um excelente livro do David Soares e do Pedro Serpa, mas obriga o leitor a trabalhar. Se alguém quiser provar a outrem que a BD não é para crianças, ofereçam-lhe este livro.

David Soares não caiu na armadilha do livro “pesado”. O livro é denso de ideias, mas não pesado.
Cheguei a casa com o livro e imediatamente o li. Disse duas ou três palavras no mais verdadeiro vernáculo que a língua portuguesa tem ao seu dispor, coloquei o livro de lado.
O meu exercício como leitor deste livro foi feito a quatro tempos, e do primeiro já falei. Foi o primeiro impacto, impacto este que me disse que teria de o ler outra vez.
A minha segunda leitura foi feita da seguinte maneira: Apenas li as caixas de texto sem olhar aos balões de fala, e com um dicionário à minha frente. Aprendi algumas (muitas) palavras novas! Isto acompanhando sempre a narrativa gráfica do Pedro Serpa.
De seguida (e foi difícil ignorar as caixas de texto) li os balões de texto em conjunto, claro, com os desenhos do Pedro Serpa.
A última leitura trouxe-me o entendimento geral (não posso dizer total) do livro como um todo, e neste momento sim. Eu li “Palmas para o Esquilo”!

David Soares transporta-nos para um universo em que a imaginação, sempre tão frágil quando contraposta a alguma dificuldade, é facilmente transformada em loucura.
O cercear da imaginação pode amputar logo de início o brilho da mente livre, e num caso mais extremo, transformá-la em demência.

A história passa-se num asilo, e com o auxílio de flashbacks o leitor pode verificar as etapas que podem levar à loucura… a fronteira por vezes é tão ténue que basta um pequeno desequilíbrio numa mente em formação, ou simplesmente um momento disruptor que faz balançar o equilíbrio mental para o lado negro…

Falei em etapas, mas posso dizer em círculos… sim porque o círculo imaginação-loucura tem um problema. Só se quebra com a morte, e a morte neste caso é libertadora. E há quem ache esse tipo de morte tão libertador, que ensaia de seguida um voo para a liberdade… fatal? Ou libertador?

Eu não vou repetir o que toda a gente diz sobre os desenhos do Pedro Serpa. Blá-blá-blá falsa simplicidade, blá-blá-blá não é fácil atingir aquele grau de singeleza blá-blá-blá…
O que eu posso dizer é que o Pedro Serpa apresenta SEMPRE (aconteceu n’o pQUENO dEUS cEGO – Lembram-se daquela splash page com o dragão?) imagens de uma força enorme. Não é em todas as páginas, mas o efeito emocional que provoca de repente ver a espaços uma imagem tão forte e plena de significado, vale tudo. Existem três páginas super simples e com uma força tão brutal para quem está embrenhado a sério no livro, que eu tenho de lhe tirar o meu chapéu (eu não uso chapéu, mas façam de conta que tenho um…). E sim, o Pedro Serpa tem uma estilo muito próprio de desenhar, quase naive, que se adapta muito bem a estilo de escrever do David Sores.

O lettering esteve a cargo do Mário Freitas, assim como o design do livro, e eu nem vou comentar nada. Quem adquirir a obra, depois diga aqui nos comentários.
;)

Como publicação. A Kingpin cada vez mais está a subir a fasquia da qualidade, e tiragens, das suas publicações. Este é um bom exemplo! Impressão off-set, e um design muito bom de capa e badanas!

Já agora, amanhã é o lançamento oficial deste livro na loja da Kingpin, e os autores estarão presentes para autógrafos. E já agora, para quem não leu, no post de lançamento deste livro aqui no Leituras de BD, foi feita uma pequena entrevista aos autores, se quiserem visualizar e ler cliquem no link abaixo:
Lançamento Kingpin: Palmas para o Esquilo (entrevista a David Soares e a Pedro Serpa)

Boas leituras

Softcover
Criado por: David Soares e Pedro Serpa
Editado em 2013 pela Kingpin
Nota: 9 em 10

sábado, 22 de junho de 2013

Capas: O Amor Infinito que te tenho e outras histórias


A aventura deste "Amor Infinito que te tenho", de Paulo Monteiro ,  iniciou-se em 2010.
A partir daí foram muitos os reconhecimentos e alguns prémios. Mas para que isto não fossem apenas mais "uns reconhecimentos" efectivamente este livro foi publicado noutras Línguas, e no final deste ano ainda terá direito a mais duas versões internacionais!

Sem dúvida um caso de sucesso na Banda Desenhada portuguesa! Mesmo aqui em Portugal já teve direito a uma segunda edição!

Vou deixar-vos as capas das várias edições que este livro já teve:









O Amor Infinito que te Tenho - 1ª edição
Edição portuguesa pela editora Polvo (2010)
















O Amor Infinito que te Tenho - 2ª edição
Edição portuguesa pela editora Polvo (2012)
















Nieskończona miłość, którą czuję do ciebie
Edição polaca pela editora Timof Comics (2013)















L'Amour Infinite que j'ai pour toi
Edição francesa pela editora 6 Pieds Sous Terre (2013)

















El Amor Infinito que te tengo
Edição espanhola da editora Edicions de Ponent (2013)










Está anunciado para breve a publicação para o mercado inglês, pela editora Blank Slate Books, estando Paulo Monteiro neste momento a fazer a capa para mais esta edição desta sua pequena grande obra!

No final deste ano será a vez do mercado brasileiro abrir as portas a este livro. Será publicado no Brasil pela editora Balão Editorial.

Em Portugal, e já foi referido neste blogue, esta obra obteve os seguintes prémios:
  • Melhor Álbum Português, atribuído pelo Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, em 2011.
  • Melhor Publicação Independente, atribuído pela Central Comics, em 2011.

Só me resta dar os parabéns ao Paulo, porque ele merece. Para além do sucesso como artista é também uma grande pessoa.
:)
Podem aceder a estes três links que contêm as três entradas no Leituras de BD desta obra:

O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias
O Amor Infinito Que Te Tenho e Outras Histórias editado em Polaco
23º Amadora BD: Paulo Monteiro

Boas leituras

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Projecto: Paradoxa


Projecto em curso de Tiago Manuel Pimentel e Ricardo Correia Rosado. Gostei do ar "gritty" da arte, e gostei muito da ideia que o Ricardo Rosado quer transpor para BD.
Este projecto, Paradoxa, irá ser objecto de "crowdfunding", e para isso haverá um segundo post brevemente com o respectivo link.


É bom ver que ainda existem pessoas que lutam contra a corrente e que apresentam projectos que poderão vir a ser bastante bons.
Fiquem com a sinopse deste projecto:

Parodoxa

Paradoxa é um mundo alternativo. Uma realidade alternativa. Animalia paradoxa é um termo assim baptizado para descrever aqueles animais aos quais Lineus não fora capaz de incluir numa das suas classificações do reino animal. A fénix, a hidra e por aí em diante. Rapidamente descartou essa classificação, a classificação do inclassificável. Aqui retomamo-la. Pandora é uma mulher que algures na sua vida se fundiu com um gato, contra sua vontade, o assimilou ao seu estômago. Esse gato é membro de uma organização secreta denominada iLeus votada a descobrir traços de pura humanidade no universo, algo raro, pois a miscigenação entre o ser humano e o ser animal é elevada. Mas ficamos aí no que toca a Hicks (deve ser lido como um soluço) o gato. A história, este primeiro volume, descreve a vida de P. (Pandora) e o mito de criação original deste universo, segundo consta terá sido criado por dois deuses, o Deus Para e o Deus Doxa. Paradoxa é um evento, um evento que: esporadicamente; e inexplicavelmente leva à fusão dos seres, animais e humanos.

Desejo que este projecto veja a luz do dia e espero novos desenvolvimentos.
Não desistam!

Boas leituras

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Hän Solo


Acho que vou ser um pouco dissonante em relação ao resto das opiniões já expressas em relação a este livro.


Mas para começar, vou falar do livro em si. Acho a capa muito boa, uma ilustração única reunida nas badanas, capa, contracapa e lombada. Muito sóbrio na sua apresentação, este livro apresenta três cores base: verde (seco), preto e branco. Gostei muito deste diálogo entre estes três tons durante o livro todo... seja de noite, dia, ambiente exterior ou interior. Esta apresentação do produto final de Rui lacas pela editora polvo agradou-me bastante!

Em relação ao desenho, pintura e narrativa gráfica de Rui Lacas, nada a dizer. Eu gosto do estilo dele: simples, expressivo e eficaz! A narrativa gráfica dele é tão boa que se passam algumas páginas sem um único balão, ou didascália, e não se sente a falta de nenhuma dessas ferramentas da banda desenhada. O desenho conta a história por si só, sempre fluido, tornando a leitura muito fácil1 Não restem dúvidas que o Rui Lacas é muito bom desenhador!

Quanto à história em si... é aqui que eu ponho as minhas reservas. Seria uma história de vida, um conto do quotidiano de um jovem aparentemente normal, embora não o seja, e a sua bipolaridade até é bem explorada em algumas páginas. Mas por ser um conto descomprometido do quotidiano de um jovem holandês, que veio para Portugal ao abrigo do programa Erasmus, e que por aqui ficou não quer dizer que não falte muita informação!
Sinto tudo muito brusco devido à ausência de história. De onde vem Sandra? É a namorada? Ou é uma amiga colorida...?
Presume-se que sejam namorados, o autor apresenta-nos uma noite de amor correspondido... não há nada que nos faça pensar o contrário! Mas no dia seguinte ela já não está nem aí! Sem explicação.
Porque é que o Hän ficou em Lisboa em vez de regressar para o seu país natal? Amigos? Bem, isso ajuda-me noutra quase incongruência. É-nos dado a transparecer que Hän é uma pessoa quase sozinha, foi-nos apresentada Sandra por uma noite...
Hän decide sair de noite para beber um copo e encontra "montes" de gente conhecida da universidade. Afinal ele não é assim tão sozinho, mas nesses encontros Hän não nos diz nada sobre as suas motivações. Bebe copos!
Depois de soçobrar psicologicamente devido a ter sido "kikado" por Sandra (sem explicações) decide ir para Espanha! Voilá! Num estalar de dedos. Nunca se sabe quais as motivações que o levam a qualquer acção.
Pelo menos foi isso que eu senti a ler o livro quando saiu, e agora quando o reli.

Fica para mim deste livro um excelente trabalho gráfico do Rui Lacas, mas coxo na história.

Boas leituras

TPB
Criado por: Rui Lacas
Editado em 2012 pela Polvo
Nota: 6,5 em 10

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Março Anormal


João Tércio Vinagre começou cedo a sua investida na BD. Foi no 9º de escolaridade e teve sucesso, pelo menos no liceu! Esse seu livro, “Fim”, teve o apoio da Junta de Freguesia e parece que esgotou (quase tudo no liceu, claro)!
Este autor tem quatro livros publicados, sendo este o último que saiu para o público. Pelo que me foi dado a ver o interesse maior de Tércio de Vina prende-se ao cinema, embora goste de variadas artes!


Este livro foi um desafio proposto pelo editor Pepdelrey, num post passado em que ele me propunha fazer uma crítica isenta e desapaixonada.
Isso é um exercício um pouco difícil para mim… não tenho curso de jornalismo, e a BD é uma paixão para mim. Existem livros aos quais reconheço alguns erros, mas porque gosto da personagem fecho os olhos, o que não faço noutros casos!
Mas vamos tentar dissecar este Março Anormal de Tércio de Vina.

Primeiro que tudo, e embora esta não seja a arte típica do meu gosto, tenho de dizer que me diverti a ler este livro. Subversivo na linguagem e imagens, e por vezes deliciosamente idiota.
O livro tem um traço estilizado que a espaços consegue ser bastante expressivo, mas o que conta mesmo aqui é a narrativa gráfica e construção do argumento. O desenho apenas serve de carruagem a estas duas vertentes deste livro de BD. E o desenho (que eu não gosto) consegue isso perfeitamente. Na realidade, e na minha opinião, o que faz com o desenho seja bastante expressivo é decididamente a cor, que segundo os créditos foi de Rui Lacas e Ricardo Tércio. É a cor que leva e tira as várias emoções que vão estando presentes no livro!

Este livro é contado em três partes distintas, atadas na terceira parte, e em que em todas elas o protagonista difere. Primeiro temos um gangster que vive numa lixeira, é engatado por uma “jeitosa” e apanha uma doença venérea que lhe aumenta o tamanho do pénis para valores perfeitamente anormais… ou seja, fica maior que o portador e (lol) ganha vida própria! Marco Manias, assim se chama o pato possuidor deste pénis, é raptado e mantido numa clinica de produção de esperma. Após algumas nuances foge para a floresta. End.

Freaking Fred não se sabe bem que "bicho" é, visto ter um adereço de Bondage na cabeça o tempo todo. Quer ser um actor de artes performativas alternativas, e faz de tudo por isso. O seu corpo não sente a dor e nas suas actuações tem performances absurdas de tão violentas que são. Shakespeare não tem nada a ver com estas actuações… acabando Fred por provocar um massacre inadvertidamente e foge para a floresta, onde encontra o solitário Marco… End.

Óstro é um caçador de Zombies (lol) idolatrado pela cidade, visto ser eficiente neste trabalho.
O seu orgulho é a sua filha, que acaba por se enrolar com o médico do esperma (parte 1) e fugir com ele. Óstro não gosta e parte em perseguição! Acabam por ir parar à floresta!
O enlace de tudo isto não conto!
Mas achei que estava bem construído! Depois de um livro tão louco e absurdo tudo acaba por fazer sentido, se é possível dizer, no final!

A construção da narrativa é boa, com uma dinâmica bem marcada interrompida a espaços para pensamentos mais introspectivos das personagens, e tudo isto envolvido num “non sense” muito louco!

As referências neste livro à cultura popular são bem visíveis… Óstro é um Rambo sem tirar nem pôr. Uma excelente caricatura da personagem de Sylvester Stallone! Depois temos o criado/cozinheiro Ambrósio, que estranhamente ficou bem metido na narrativa (“bravo Ambrósio!”) e para meu sorriso final temos um banquete saído da última página de um livro do Asterix!

A parte mais pessoal (tenho de a fazer), ou seja, o que ficou para mim do livro foi um sorriso nos lábios pela loucura das situações apresentadas… foi um Março mesmo anormal! LOL
Para a minha nota final isto conta, assim como o meu gosto pessoal pela parte gráfica (desenho), de que eu já disse que não era mesmo o meu estilo.

Boas leituras

TPB
Criado por: Tércio de Vina
Editado em Maio de 2010 pela El pep
Nota: 7 em 10

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Se Vale a Pena


Como estamos na quadra Natalícia vou apresentar, para quem ainda não conhece, uma pequena Banda Desenhada de quatro páginas referente a esta época.

A BD chama-se "Se Vale a Pena" e é da autoria de André Oliveira (texto) e Joana Afonso (desenho e cor).

Se vale a pena? Claro que vale a pena.
Uma boa Banda Desenhada, bem, pelo menos eu gostei muito. Felizmente ainda há quem ainda saiba fazer pequenas grandes histórias.





Esta pequena história foi originalmente colocada no blogue "Casulo". Este blogue é a casa de pequenas histórias feitas por:
Podem visitar este blogue clicando neste link:  Casulo
E também podem visitar os blogues destes autores clicando no nome deles!
:)

Boas leituras

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O Baile


"Baile"... palavra temida nos calabouços da polícia política PIDE. Um baile de silêncios entrecortados com gritos e gemidos. Esta história de ficção leva-nos pela mão de um inspector da PIDE, a uma pequena povoação piscatória temporalmente situada em 1967, em pleno regime do "Estado Novo".

Nuno Duarte já tinha escrito uma das obras que eu gosto mais da BD portuguesa, "A Fórmula da Felicidade".
Aqui num registo ficcional completamente diferente aborda a temática zombie (coloca-os nos anos "60" o que é original) e os temores de um pequeno povoado mesclados com a cultura local. O mar, a pesca, os mortos... estão sempre presentes em todas as vilas e aldeias piscatórias
Nuno Duarte e Joana Afonso fizeram um grande trabalho de pesquisa para conseguir uma história sólida e verosímil dentro do fantástico. Embora os zombies não existam (vocês sabem isso, não sabem?) toda a envolvência local está bem construida. Eu vivi numa aldeia, sei do que falo... as casas, as pessoas, os seus medos, as suas tradições, o folclore local e as roupas são todas identificáveis com uma época e com o espaço onde decorre a acção.
Mesmo quando é uma história de ficção, se esta é localizada num tempo específico, e num espaço conhecido deve haver este trabalho de pesquisa. Quando é bem feito consegue tornar uma história de ficção quase real! Isto não é segredo mas nem sempre é feito, e o resultado final depende muitas vezes desta pesquisa. Parabéns à dupla por terem feito um excelente trabalho "de casa"!

Este livro era bastante aguardado por várias razões. Era mais um livro de alguém que sabe contar histórias, era o primeiro livro de Joana Afonso e era mais uma edição com a marca de Mário Freitas, a Kingpin Books. Esta pequena editora já nos habituou à qualidade e diferença das suas publicações, conseguindo formar um pequeno núcleo de bons desenhadores e argumentistas que todos os anos nos mostram algo com qualidade, e porque não dizê-lo: com originalidade no que toca a conteúdos.

No que respeita à Joana Afonso, penso que este livro foi o corolário da primeira fase de uma desenhadora em ascendência. Joana Afonso tem dados passos firmes neste meio artístico, sem pressas mas sem vacilar. Já criou um estilo próprio, que com certeza irá sendo modificado ao longo do tempo, mas neste momento os seus desenhos são inconfundíveis. Basta olhar para o grafismo e este tem logo uma assinatura, não é necessário ir aos créditos para ver quem é o desenhador!

A paleta de cores usada pela desenhadora também é bastante interessante. À medida que o livro vai avançando as cores base vão-se modificando, provocando no climax do livro uma sensação de claustrofobia, apertando ainda mais o espaço da igreja com tons quentes e sujos/escuros ao mesmo tempo. Gostei bastante desta escolha de cores para este livro, embora a paleta de cores inicial seja uma em que Joana Afonso se sente à vontade, como pode ser verificado em muitos desenhos coloridos que ela já fez.
O estilo abonecado das personagens facilita a flexibilização entre os aspectos mais sombrios, mas quase simpático ao mesmo tempo, e a caracterização gráfica mais "feia" de personagens benévolas. Esta ambiguidade deu um excelente resultado na minha opinião!

Parece-me que esta dupla funcionou bastante bem, quem sabe daqui por uns tempos não teremos algo mais criado por estes autores?
De notar o Mário Freitas anda a aprimorar-se no trabalho de legendagem e balonagem. Cada livro que passa está melhor neste aspecto, o que torna os livros ainda mais consistentes graficamente!


Basicamente a história roda à volta do Inspector Brás da PIDE, que é incumbido de verificar e resolver possíveis problemas paranormais nesta obscura povoação piscatória. O Papa vinha a Portugal e não tinha grandes relações com o governo ditatorial de Salazar! E Brás tem problemas, os problemas de alguém normal com uma profissão anormal. O Baile dos seus interrogatórios torturantes nas prisões da PIDE estão a provocar-lhe problemas emocionais/existenciais.
Os problemas aumentam quando descobre que afinal não eram só rumores, os zombies existem e estão ali, prontos para provocar vítimas. Aqui a história passa a ter a sua vertente policial... como e porquê surgiram estes zombies neste lugarejo?
Qual será a saída que Brás vai dar a isto tudo?

Um bom livro em língua portuguesa de autores portugueses, como começa a ser apanágio da editora Kingpin Books. A minha nota confirma o quão eu gostei do livro!

Já agora, a primeira edição não correu bem na gráfica, ficando os livros muito escuros e com as cores adulteradas. A Kingpin troca a quem o desejar o seu livro por um em condições, visto que a gráfica teve de fazer uma outra edição, desta vez correctamente.Penso que todos os livros que foram vendidos no Amadora BD farão parte deste lote defeituoso, pelo menos o meu era...

O Leituras de BD recomenda este livro!

TPB
Criado por: Joana Afonso e Nuno Duarte
Editado em 2012 pela Kingpin Books
Nota: 9 em 10

terça-feira, 3 de julho de 2012

Super Pig: Live Hate

Super Pig foi das primeiras publicações da Kingpin como editora. Nasceu da mente do responsável desta editora, e da loja e com o mesmo nome, Mário Freitas.
A história deste título remonta a 2006 quando foi disponibilizada a primeira revista da série, tendo sido editados desde então mais três números em 2007 (#2 e #3) e 2008 (#4).
Estes quatro números foram compilados em livro, Super Pig: Live Hate, em 2011 numa edição recolorida, com novas legendas e mais algumas páginas originais.
Este livro é um livro bastante diferente do que é normal e usual fazer no nosso mercado, visto que mescla muito bem o mundo dos Comics, com a BD europeia, e para além disto tem uma forte componente da maneira de estar e pensar do autor. Quem leu o livro e conhece o autor da estória pode dizer que o Mário Freitas “está lá”!
Relativamente ao trabalho de Mário Freitas no livro… bem, ele esteve presente no argumento, arte-final, tons cromáticos, legendagem, design e edição. Posso dizer que esteve bastante bem, sobretudo nos diálogos credíveis, espalhando aqui e acolá bom humor, por contraponto à parte negra da estória. Esta está escrita de maneira inteligente, mas nem sempre ao mesmo ritmo. Tem um começo bastante rápido, e conforme a trama se adensa este ritmo vai diminuindo, mas sem cair na monotonia. Não sei se foi ele que planificou as pranchas, mas estas têm um grafismo por vezes bastante arrojado e não muito normal na BD portuguesa. As personagens vão sendo bem caracterizadas ao longo da estória, e de maneira credível, fazendo com que o leitor imagine aquelas criações como pessoas mesmo (apesar do protagonista ser um porco antropomorfizado).
Quanto à arte, ela varia um pouco assim como a técnica de colorização, porque há mais do que um artista envolvido. O meu gosto pessoal cai para o lado do Carlos Pedro, gosto mais dos seus quadros e dinâmica (com um certo perfume “noir”) neste livro do que os do Gabriel Evangelista (GEvan) que tem estilo mais certinho e bonitinho aqui. De qualquer modo o grafismo actual (já espreitei) do GEvan para o próximo livro já está num registo de que eu gosto muito. Para saber do que eu falo espreitem a capa do fanzine BDLP. Gosto!
Nas cores estiveram Gisela Martins e Sara Ferreira!
Super Pig é um porco que leva uma vida de Playboy, herdeiro de uma grande fortuna, gosta de investigar e colabora com a Polícia Judiciária. É também (não logo de início) chamado a ocupar o cargo de administrador na Fundação Calouste Pig (lol), criada pelo seu pai.
Mas há quem não goste do que ele representa… tem inimigos que insidiosamente vão envenenando tudo à volta dele. Cabe a vós, os leitores, descobrir o Live Hate!
Achei o máximo o crossover de personagens com outra série da Kingpin: Agentes do C.A.O.S.! Pois é… o Inspector Franco está lá e em grande forma!
Convido-vos a ler esta obra inteligente, tem muitos pormenores em que vocês se vão rever e várias referências à cultura pop que irão reconhecer. Fujam da “Deformação” e conheçam a cara do vilão na última página!
Este livro teve uma tiragem pequena tendendo a ficar escondido e anónimo nas livrarias que os têm nas prateleiras. Não foi nenhum best-seller, mas é um livro bastante interessante!
Posso dizer que o comprei com um pé atrás, um porco como animal antropomorfizado no mundo humano… não era bem a minha praia, aliás, por isso mesmo nunca peguei em nenhuma revista do Pig, mas quando saiu a compilação… comprei! Mas estou tudo menos arrependido com a compra. É uma obra honesta e pessoal do Mário Freitas!

Quando o dogma entra no cérebro, a actividade intelectual cessa.
Robert Anton Wilson

TPB
Criado por Mário Freitas, Carlos Pedro, GEvan, Gisela Martins e Sara Ferreira
Editado em 2011 pela Kingpin Books
Nota: 8 em 10

terça-feira, 17 de abril de 2012

Lugar aos Novos: Guga e os Amigos - A Surpresa (Carlos Rocha)


Carlos Rocha trouxe outra surpresa para os mais pequenos numa adorável estória. Novamente Guga e os seus amigos entram no Leituras de BD e desta vez com uma surpresa!
O Carlos gostou muito desta estória.
Eu também gostei muito desta estória, espero que vocês também gostem muito desta estória!

Guga e os Amigos em A Surpresa






Esta é a segunda entrada de Carlos Rocha e eu só tenho de lhe agradecer, boas estórias com uma boa arte dentro do género para os mais pequenos!
O Leituras de BD fica mais rico. Obrigado!
para ver em tamanho grande clicar em cima da imagem, e depois de abrir clicar novamente em cima da imagem mas desta vez com o botão direito do rato. Escolher a opção "Exibir Imagem" ou "Ver Imagem".
Para verem a primeira estória podem clicar no link em baixo:
Guga - O Curioso

Boas leituras

Disqus Shortname

sigma-2

Comments system

[blogger][disqus][facebook]