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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Jessica Jones: Pulsar



Depois da excelente série Alias que a G.Floy publicou na íntegra, esta editora publica Pulsar, livro que reúne toda os três TPBs originais da run "The Pulse" (Thin Air, Secret War e Fear, mais o New Avengers Annual #1). Este livro faz a ponte entre a séries Alias e a nova série, que começou este mês em Portugal com a publicação do livro Jessica Jones: Sem Limites.

Estamos a falar de um livro que embora no original (EUA) seja de 2014, na realidade compila uma série de 2004 a 2006, e sendo assim  toda esta run acontece num tempo conturbado do universo Marvel, senão vejam:


Portanto é uma espaço de tempo cheio de grandes eventos interligados neste universo, e sente-se isso mesmo enquanto se lê esta saga. De qualquer modo a issue #10 não foi incluída nem nos trades da altura, nem neste Pulsar. Tem a ver com House of M e não foi incluída por não se ajustar ao desenrolar do resto desta run.

Pulsar é um bom livro, mas não é um grande livro. Lê-se bem, uma arte limpinha na generalidade, mas falta-lhe o "toque" de Alias. Falta-lhe a alma que a run inicial teve.
De qualquer modo será uma leitura necessária para preencher o espaço entre a 1ª Série (Alias) e esta segunda que estreou este mês com o livro Jessica Jones: Sem Limites

Bendis quebra bastante a narrativa gráfica quando não resiste a aplicar algumas páginas de "cabeças falantes", serve-se de alguns fillers para encher, mas pronto, povoa o livro com muitos super-heróis de 1ª linha (muitos Vingadores), tem uma pequena história paralela com o D-Man e Ben Ulrich. O Duende Verde e o Homem-Aranha a fazer um "vistaço" no primeiro arco, sobretudo se lhe juntarmos um Cage muito irritado. Este primeiro arco é desenhado por Bagley, que tem uma arte que gosto, mas que é muito limpinha para a J. Jones, na minha opinião.

No segundo arco o casal vai levar com a fúria da Guerra Secreta, onde Cage é vítima sem saber o porquê, e pronto, Jessica grávida à procura do namorado, onde temos direito à visita da Hydra.

E claro, temos o nascimento da filha, e o casamento no final. De notar que num livro estrelado por tantos famosos, como Nick Fury, Capitão America, Ms Marvel, Homem-Aranha, etc, etc, Jessica consegue ser sempre o centro da narrativa o que é bastante positivo, e isto embora ela apenas utilize os seus poderesraramente.
.
Tudo isto se lê muito bem, excepto quando Bendis decide dar seca com os seus diálogos intermináveis e "matar" a narrativa com o seu jeito inigualável para isso. Neste livro ele perde um pouco a imagem de original de Jessica. Ao colocar a heroína no Daily Bugle ao lado de Ben Ulrich a fazer não se sabe bem o quê, ao invés de continuar com a sua profissão, aquela que lhe deu carisma (aquela porta de escritório tinha tanto carisma...), perdeu-se um pouco o foco daquilo que é J. Jones.

Mas pronto, é um livro a ler sobretudo para quem comprou os quatro volumes de Alias e vai comprar a nova série que segue. Este livro faz essa ponte.







Boas leituras







sábado, 5 de novembro de 2016

Jessica Jones - Alias Vol.2



Alias (Jessica Jones) foi a primeira série da linha MAX da Marvel, a sua vertente para adultos, e pelos vistos foi a primeira vez também que logo na primeira página se lê um “Foda-se” num livro da Marvel (logo para abrir na primeira página). A linguagem é para adultos, o sexo é apenas implícito.
A G.floy está a editar a série (quatro volumes) e neste Amadora BD lança mais um volume, o segundo livro da série.

Jessica Jones é uma personagem de segunda linha da Marvel, que teve alguma preponderância quando começaram a ser publicados os New Avengers e os eventos Guerra Civil e Invasão Secreta, estando casada na altura com Lucas Cage. Alias é anterior a isso.

Inicialmente Jessica foi criada por Stan Lee e Steve Ditko, na revista Amazing Spider-Man #4 em 1963. Ganha os seus poderes num acidente de viação entre o carro que levava a sua família e um camião com produtos tóxicos. A sua família falece no acidente e Jessica fica em estado coma até acordar devido a uma erupção de energia no primeiro encontro entre os FF4 e Galactus. Esta situação fez despoletar os seus poderes.
É enviada para um orfanato, sendo adoptada pela família Jones.
Teve vários Alias, como Jewel, Power Woman ou Knightress.

Foi recriada por Bendis e Gaydos exactamente com este Alias, tendo abandonado os uniformes de super-herói, e trabalhando como detective particular. E é com esta profissão que Bendis faz navegar Jessica Jones ao longo dos quatro volumes da série.

O argumento de Bendis como história até agora tem sido bastante bom, mas tem falta de alguma acção. A maior parte das cenas têm sido no interior, e aqui Bendis abusa bastante das “cabeças falantes”

No que respeita a Gaydos, conheci este desenhador na série Snake Woman, e a minha opinião é a mesma. Não é propriamente o meu tipo de arte, mas vai bem com histórias deste género. Agora, acho que abusou da reutilização de alguns painéis, embora de exteriores eu ainda acho normal, agora em expressões faciais… é preguiça! E não ajuda nada às “cabeças falantes” de Bendias existirem expressões iguais.

Neste livro Jessica vai tratar de um caso de uma rapariga desaparecida, numa cidade interior em que o povo é bastante religioso, e preconceituoso com a diferença. Depois temos um encontro com o Ant Man que não deixa de ser um arco bem disposto numa série noir


A minha opinião? Gosto bastante.
Para quem gosta de crime noir, com linguagem “vernácula” este série não vai desiludir.

Já agora, a série da Netflix foi baseada nesta recriação da personagem por Brian Michael Bendis.

"You shoot that gun at me... I will pull that bullet out of my ruined four hundred dollar leather jacket...and I will shove it up your ass with my pinky finger. And which one of us do you think that will hurt more?

- Jessica Jones quotes

Fiquem com o press release da G.Floy:

ALIAS volume 2
Argumento de BRIAN MICHAEL BENDIS e arte de MICHAEL GAYDOS

TUDO O QUE ELA QUERIA, ERA TER SIDO UMA SUPER-HEROÍNA.

As aventuras da Vingadora que se tornou detective privada continuam em mais dois casos. Jessica Jones viaja para uma pequena cidade do interior, uma cidade cheia de preconceitos e racismo, para investigar a desaparição de uma adolescente que todos acreditam ser uma mutante... mas será mesmo? E, logo depois, a nossa investigadora azarada vai sair num encontro com... o Homem-Formiga?!

Continuam as aventuras da heroína de banda desenhada da Marvel que deu origem à série de TV
da NETFLIX com o mesmo nome! Alias volume 2 apresenta-nos mais dois casos da vida da super-heroína que abandonou os Vingadores para se tornar detective. E inclui também um dos mais aclamados números de sempre da série, e considerado uma das histórias curtas mais importantes da década em que saiu, o número 10 da série:

J. Jonah Jameson contrata Jessica Jones para descobrir a identidade secreta do Homem-Aranha, usando as suas conexões com outros super-heróis! Pela primeira vez ouvimos falar do passado de Jessica como heroína, mas Jessica engendra um plano... diabólico. Contada de modo diferente do habitual, em painéis experimentais de uma página, pintados a aguarela, e focando o diálogo rápido, divertido e feroz que era a marca de Bendis na altura, como se estivéssemos a ver um ecrã de TV, este história curta foi escolhida pela revista Wizard como um dos 100 melhores números de sempre dos comics.



Inclui um extenso caderno de esboços e arte de DAVID MACK, o criador das capas da série

ALIAS volume 2
Brian Michael bendis e Michael Gaydos
Reúne os #10 a #15 da série original de ALIAS
Álbum, formato comic, 152 pgs a cores, capa dura. PVP: 12,99€
ISBN: 978-84-16510-22-1


Boas leituras





quarta-feira, 25 de junho de 2014

Guardiões da Galáxia: Vingadores Cósmicos


Iniciei a leitura deste livro com sentimentos contraditórios, e acabei de o ler com sentimentos contraditórios… Isto fez-me lembrar porque não comprei o livro na língua original em 2013. Mas agora que saiu em português não resisti!

Quem me conhece sabe que eu sou um fã de aventuras cósmicas, e tornei-me fã dos Guardiões da Galáxia em Annihilation.
Foi uma fase incrível que durou até Thanos Imperative.

De repente a Marvel num acesso de arrojo decide fazer um filme com este grupo pouco conhecido do grande público, e aí necessitavam de um relaunch do grupo. Quando soube que isto tudo iria acontecer fiquei com um sorriso nos lábios, mas ao mesmo tempo com um bocado de medo… sobretudo quando soube quem iria ser o argumentista: o Todo-poderoso, Omnipotente e Omnipresente Brian Bendis, que se substitui a qualquer Deus naquela editora. Para que conste não gosto deste argumentista.

Outro dos medos que eu senti foi a presumível ingerência da Disney num título que à partida não é para criancinhas pequenas. E tinha razões para isso, porque se este relaunch seria para preparar o público para o filme, então Gamora seria penalizada visto que é uma personagem que sempre andou quase despida e com uma aparência muito sexualizada.

E assim foi. Ficamos com uma Gamora vestida com uma armadura ridícula até ao pescoço, e de CAPACETE!!! Isto chama-se desvirtuar uma personagem com quase 40 de história.
É que Gamora tem um factor de cura superior ao Wolverine, para quê o WTF de uma armadura. Pior, por vezes metem-lhe uma arma de fogo (ou laser) nas mãos quando ela apenas usava armas brancas e as próprias mãos! O estúpido do Bendis não sabe que ela é a mulher mais perigosa do universo?? Para que é que ela precisa de uma pistolinha?

E claro, o anormal do careca (Bendis) tinha de colocar um herói conhecido no meio do grupo: Homem de Ferro. Qualquer leitor mais atento verifica que ele está completamente deslocado ali!
E claro… para quê explicar como dois mortos aparecem do nada assim sem mais nem menos? Estou a falar de Peter Quill (Star-Lord) e Drax.


Bom, agora que já desabafei vamos ao livro sem falar destas anormalidades.
Bendis tenta fazer uma “origem” do Star-Lord, não está mal mas é muito pouco original…
O pai de Peter Quill tem uma avaria na nave espacial e cai no quintal de uma moça engraçada com quem se enrola amorosamente. Depois, claro, deixa a moça grávida e sozinha (Isto é uma cena muito original... certo?).

E pronto… o rapaz cresce, vêm os inimigos do pai que afinal é um Imperador, matam a mãe, tentam matar o rapaz (claro que não conseguem, certo?) e este explica ao Tony Stark como chegou a Star-Lord.

Como disse atrás, o pai do nosso herói é de linha Real, do Império Spartax. E também não é grande coisa como pessoa. A relação pai filho neste livro é sempre de afronta e desprezo de Star-Lord pela postura do pai, havendo aqui alguns diálogos engraçados.
A grelha destes Guardiões contém Star-Lord, Gamora, Drax, Rocket Racoon e Groot (para além do Homem de Ferro). A ligação e interacção destes seres únicos está bem feita e o livro tem mais acção do que é normal nas histórias do Bendis (graças a Deus), sendo certo que é aqui nesta mecânica que se sente que o Homem de Ferro está a mais.

A história em si, e não a ligando ao passado destas personagens, não está mal e se me abstrair de ser um geek deste grupo, consigo perfeitamente gostar da história apresentada por Bendis, sem ser nada do outro mundo, claro. Falta-lhe aquele toque de magia cósmica com que Abnet e Lanning envolviam as suas histórias, mas pronto, não foi tão mal quanto eu poderia pensar.

A arte de McNiven está ao seu nível normal, nem é bom nem é mau, cumpre perfeitamente com o que lhe é pedido. Nada a dizer de especial. Mas no final do plot principal é-nos apresentada uma série de quatro histórias, cada uma delas com um elemento do grupo individualmente (excepto Peter Quill e Tony Stark, óbvio). Detestei o desenho da história do Drax. Ponto. Imitações de Mignola? Épah… paguem ao Mignola bem que ele até fazia aquela pequena história (e nem quero saber o nome do tipo que desenhou aquilo, a ignorância é uma bênção!).
Para quem não conhece os Guardiões este livro não fará qualquer confusão. Podem comprar sem medo.

Irei ver o filme de mente aberta. A única coisa que espero do filme é mesmo um bom momento de diversão, e que não subvertam as personagens envolvidas. De resto é esperar por Agosto.

Boas leituras

TPB
Criado por: Brian Michael Bendis e Steve McNiven (entre outros)
Editado 2014 pela Panini
Nota: 7,5 em 10

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Lançamento Marvel: Age of Ultron


É já em Março, o lançamento do primeiro número desta aguardada série!
Eu gosto do Ultron!
Eu gosto do desenhador Bryan Hitch!
É um bom começo.
:D


Esta série tem como autor Brian Michael Bendis, incontornável na Marvel, e como desenhador principal Bryan Hitch acompanhado por Brandon Peterson e Carlos Pacheco. Sou fã do Hitch e podem ver porquê nestas imagens!


A série terá 10 números e começa com um Ultron já vencedor, e a devastação grassa por todo o lado. Ultron foi uma criação "falhada" de Hank Pym, e tem como hobby exterminar seres vivos!
Penso que será um crossover transversal a todo o universo Marvel, e com certeza terá algumas mortes para nos alegrar depois com o ressuscitar dos mortos... (lol).


Bryan Hitch desenhará as cinco primeiras revistas, Brandon Peterson e Carlos Pacheco as restantes. As 10 revistas sairão entre Março e Junho, terão à volta de seis "tie-ins", como não podia deixar de ser (sempre a mesma coisa...) e algumas das personagens principais serão She-Hulk (excelente visual de cabelo curto), Moon Knight, Wolverine, Emma Frost, Luke Cage, Spider-Man, Vision e Sue Richards.
Vamos a ver se a Marvel sai do marasmo com esta série!


Apreciem as imagens!

Boas leituras

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