Quando o Super-Homem foi morto às mãos do Doomsday o “Cadmus Project” resolve fazer um clone do Superman. Assim nasce o Superboy!
Infelizmente para este o DNA usado para a sua construção não foi apenas do Superman, mas também de Lex Luthor, o que viria mais tarde a revelar-se destruidor.
Os poderes deste rapaz são muito parecidos com os do Super-Homem, possuindo para além disso telecinésia táctil.
Foi criado em 1993 por Karl Kesel e Tom Grummett. O seu nome “Kryptoniano” Kon-El foi-lhe dado pelo Superman, e adopta como nome terrestre Conner Kent.
Foi um dos membros fundadores do grupo Young Justice, e mais tarde fez parte dos Teen Titans com Robin, Impulse, Wonder Girl, Cyborg, Starfire, e Beast Boy. É nesta altura que desenvolve sentimentos mais profundos com Cassie, a Wonder Girl.
A sua morte às mãos do Superboy-Prime em
Infinite Crisis foi um momento excelente desta saga, deixando os fãs deste personagem a lavar o chão com tanta lágrima que foi vertida… (LOL). Foi um dos melhores momentos de Infinite Crisis, infelizmente para este clone e para a Wonder Girl, que ficou inconsolável…
Mais tarde Starman vem do futuro para deixar Kon-El numa câmara de regeneração. Este processo iria durar cerca de 1000 anos, exactamente para que no século XXXI Conner Kent voltasse a enfrentar o Superboy-Prime (Time Trapper) na série
Final Crisis. Kon-El desta vez tem a sua vingança com este Superboy-Prime já adulto. Depois desta vitória regressa ao século XXI.
Este livro mostra o regresso de Kon-El à quinta dos Kent, agora com a Sr.ª Kent viúva, e é feito de uma maneira muito introspectiva, de alguém que não tem ainda a maturidade de um homem, mas ao mesmo tempo já é “velho” de mais para ser um adolescente…
Conner Kent sabe que fez muitas asneiras no passado e quer desta vez crescer sem falhas. Para isso serve-se do modelo Super-Homem, e tenta perceber o seu outro lado: Lex Luthor!
O livro é lento, pausado, centrando-se na insegurança deste jovem, e nas pontas soltas que ficaram após a sua morte! O exemplo da sua insegurança é o bloco de notas onde ele aponta aquilo que o Superman fez, e segue as suas acções à letra. Várias pontas soltas são tocadas, relançando a sua relação com Cassie (Wonder Girl) e com o seu melhor amigo Tim Drake (Red Robin). Estes dois jovens tinham tido um arremedo de romance e ambos se mostram embaraçados na presença de Kon-El.
Neste livro Luthor e Brainiac conseguem a fuga das instalações militares onde se encontravam presos, e Luthor procura Superboy. Luthor neste livro consegue estar num patamar de malevolência enorme, e é exactamente a única altura deste livro onde existe acção a sério!
Geoff Johns consegue estar ao seu melhor nível, como autor da estória, fazendo desta “apenas” uma reintrodução desta personagem no DCU com muita classe!
Quanto à arte de Francis Manapul, digamos que eu não sou fã, embora também não me desagrade. Cumpriu, e na realidade conseguiu uma meia dúzia de páginas de grande qualidade. Pena não ser assim no livro todo!
Conner Kent vai ter o seu nome bem presente no novo relançamento da DC com uma revista própria,
Superboy, coexistindo também na série on-going
Teen Titans!
Boas leituras!
Hardcover
Criado por Geoff Johns e Francis Manapul
Editado em 2010 DC Comics
Nota : 8,5 em 10