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domingo, 6 de setembro de 2009

Bruno Brazil


Bruno Brazil é uma série de espionagem criada por Louis Albert e William Vance. Este é conhecido pelo seu trabalho na série “XIII”, quanto a Louis Albert tem a particularidade de ser um pseudónimo de Michel Régnier, mais conhecido por um outro pseudónimo:Greg! Sim, este nome está em todo o lado… Achille Tallon, Bernard Prince, Chick Bill, Clorofila, Clifton, Comanche, Luc Orient, Corentin, Spaghetti, Rock Derby, Spirou, Os Náufragos de Arroyoka, Marsupilami, etc. Quanto a Vance, para além do conhecido “XIII”, conta no seu currículo com Bob Morane, Howard Flynn (como eu adorava esta série, mas não se encontra livro nenhum…), Luc Orient, Marshal Blueberry, etc.
A série começou a ser editada em álbum (saía na revista Tintim) no ano de 1969 em França. Bruno Brazil contou com 11 livros, sendo terminada em 1995. Em Portugal, e como não podia deixar de ser, foram editados apenas três volumes, e o primeiro que saiu deveria ser o último… cronologicamente falando! Bem, pelo menos “dizem por aí” que são os melhores álbuns da série. Li outras estórias na revista Tintim, mas não me lembro de quase nada, era muito novinho para este tipo de estória. Assim temos:
- Le Requin qui Mourut Deux Fois (Dargaud)
- Commando Caïman (Dargaud)
- Les Yeux sans Visage (Dargaud)
- La Cité Pétrifiée (Dargaud)
- A Noite dos Chacais (Bertrand - 1976)
- Sarabanda em Sacramento (Bertrand - 1977)
- Batalha no Arrozal (Bertrand - 1975)
- Orage aux Aléoutiennes (Lombard)
- Quitte ou Double pour Alak 6 (Lombard)
- Dossier Bruno Brazil (Lombard)
- La Fin…!?? (Le Lombard)
Bruno Brazil é o líder de um pequeno grupo de elite a quem são atribuídas as missões mais estranhas: A Brigada Caimão. Todos os seus componentes têm uma origem estranha, e por vezes mesmo criminosa , como “Gaúcho” Morales, Whip Rafalle era artista de Circo, Lafayette (Big Boy) era um jockey caído em desgraça, etc. por aí fora…
Não vou criticar esta série pelo que não está editado em português, vou referir-me apenas aos três livros da Bertrand, e desde logo acho “Batalha no Arrozal” o mais fraco do trio ao nível da estória. Os outros dois livros achei-os muito bons.
“A Noite dos Chacais” funciona como um prólogo (assim é referido no fim do livro) para “Sarabanda em Sacramento”. No primeiro, o impulsivo “Gaúcho” Morales em visita a casa dos pais, descobre uma teia mafiosa em que o seu pai é uma das vítimas de “protecção” de um gang. Primeiro dá uma “coça” neles, mas depois é sovado quase até à morte numa armadilha. Aqui entra a “Brigada Caimão”, o grupo de Bruno Brazil, largando as suas férias para ir resolver o assunto “Morales”. Depois de eliminados os pequenos gangsters, entra-se no segundo livro, logo a abrir em choque com as grandes famílias mafiosas que dominavam tudo “legalmente”.
Gosto muito da arte de Vance, e acho que este tipo de estória “casa” perfeitamente com o estilo dele. Quanto a Greg, umas vezes melhor outras não tão bem, mas sempre com uma narrativa fluida ao longo da estória.
Infelizmente só saíram três livros, e esta série não foi aproveitada para entrar nos “Clássicos Tintim”. E eu acho que merecia, assim como outras, mas enfim… não sou eu que escolho!
Boas leituras.

Hardcover
Criado por: Louis Albert (Greg) e William Vance
Editado entre 1975 e 1977 pela Bertrand
Nota : 7,5 em 10

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