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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Lançamento Arte de Autor: Corto Maltese
- Sempre um Pouco Mais Longe
- Sob o Signo do Capricónio



Corto Maltese deve ser a personagem com mais edições diferentes em Portugal. Umas a preto e branco, outras a cores, com capa dura, com capa mole, mais luxo, menos luxo... bom, se o editam tanto é porque deve vender e pronto.

Relativamente a esta colecção da editora Arte de Autor, para o meu gosto, deve ser a melhor, ou seja, de luxo num sumptuoso preto e branco. Excelente impressão, excelente papel e tenho gostado muito das capas.

Estes dois livros já se encontram à venda, fiquem com a informação da editora:


Sempre um pouco mais longe



Corto Maltese alarga o seu périplo tropical à selva sul e centro-americana e às ilhas caribenhas. Vudu e política, golpes e repúblicas de bananas, escravatura, mulheres belas e misteriosas, a duradoura miragem do Eldorado, são alguns dos cenários e dos meandros das aventuras deste herói singular, independente e livre, imbuído de um certeiro instinto de justiça. Na extraordinária elegia que é «A Lagoa dos Bons Sonhos», o fim próximo da I Guerra Mundial é pretexto para uma meditação melancólica sobre os sonhos de glória.

Corto Maltese: Sempre um pouco mais longe
Hugo Pratt
Editora: Arte de Autor
Páginas: 152, preto e branco com prefácio a cores
Apresentação: Cartonada
ISBN: 978-989-99936-5-5
PVP: 26,95€


Hugo Pratt, unanimente considerado um dos maiores desenhadores do mundo (Rimini, Itália, 1927 – Grandvaux, Suíça, 1995). As suas bandas desenhadas, as suas obras gráficas e aguarelas são expostas nos maiores museus, do Grand Palais à Pinacoteca de Paris, sem falar do Vittoriano, em Roma, o Ca’ Pesaro, em Veneza ou o Santa Maria della Scalla em Siena. Ele próprio definia as suas histórias com o termo «literatura desenhada». Viveu em Itália, Argentina, Inglaterra, França e Suíça. Grande viajante, atravessou praticamente o mundo todo. A sua personagem mais famosa é Corto Maltese, nascido La Valletta, ilha de Malta, de mãe cigana andaluza e pai marinheiro da Cornualha, a 10 de Julho de 1887. Apareceu pela primeira vez nas páginas da revista Sergeant Kirk, em 1967.




Sob o signo de Capricórnio




No início do seu périplo tropical, em plena I Guerra Mundial, Corto Maltese — «o último representante de uma dinastia completamente extinta que acreditava na generosidade e no heroísmo» — faz amizade com o jovem inglês Tristran Bantam, meio-irmão de Morgana Dias dos Santos, praticante de macumba e pupila da visionária Boca Dourada, a quem visita na Baía acompanhado por Steiner, antigo professor da universidade Praga e futuro companheiro de viagens, na pista de tesouros misteriosos, cumprindo o seu destino de cavalheiro da fortuna.




Corto Maltese: Sob o signo de Capricórnio
Hugo Pratt
Editora: Arte de Autor
Páginas: 152, preto e branco com prefácio a cores
Apresentação: Cartonada
ISBN: 978-989-99936-4-8
PVP: 26,95€


Boas leituras





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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Lançamento Arte de Autor: Corto Maltese - Equatória



No ano em que faz 50 anos desde a sua criação por Hugo Pratt, eis que surge o segundo álbum deste herói intemporal por Canales e Pellejero.

A vantagem de ter um herói universal e intemporal é que podemos colocá-lo em qualquer lugar e em qualquer data, desta vez viajamos com Corto até à África Central  de 1911.

Fiquem com a nota de imprensa da Arte de Autor:


“Equatória”
as novas aventuras de Corto Maltese.


1911. Entre Veneza e as selvas da África equatorial, Corto procura o “Espelho do Preste João”, um misterioso objecto relacionado com as Cruzadas. Na sua rota, cruza-se com três mulheres cujos destinos são estranhamente complementares: Aída, uma perspicaz jornalista, Ferida, que monta uma expedição em busca do pai que desapareceu, e Afra, uma antiga escrava.

Segunda história do personagem Corto Maltese escrita sem a participação de Hugo Pratt, criada pelos espanhóis Juan Díaz Canales e Ruben Pellejero é publicada em França em Setembro de 2017.



Argumento: Canales
Desenho: Pellejero
Edição: Cartonada
Número de páginas: 80
Impressão: cores
Formato: 225 x 297 mm
Data de Edição: Outubro de 2017
Editor em Portugal: Arte de Autor
ISBN: 978-989-99674-8-9
PVP: 18,65€



Juan Díaz Canales

Nasceu em Madrid em 1972. Desde muito novo que gosta de
banda desenhada. Aos 18 anos, começou a trabalhar num estúdio de desenhos animados de nome “Lápiz Azul”, onde conhece Juanjo Guarnido, com quem trava uma grande amizade. Começam ambos a realizar um projecto comum que obtém um êxito fulgurante: Blacksad, série da qual acabam por publicar cinco volumes e a qual obteve, em Espanha, o Prémio NacionaldelComic2014.

Estuda Belas Artes em Madrid, e funda em 1996, a sociedade “Tridente Animación” com amigos. Desde então, a sua actividade profissional divide-se entre a sua faceta de desenhador de pré-produção para séries de televisão e longas-metragens de animação, e a de argumentista de banda desenhada, a qual inclui obras como Los Patricios (desenhos de Gabor), ou Fraternity, (desenhos de José Luis Munuera).
É ainda argumentista e desenhador da obra Como Viaja a Água, publicada em Portugal pela Arte de Autor.




Rúben Pellejero
Nasceu em Badalona (Barcelona – Espanha), em 1952. Desenhador profissional desde 1970, dedica-se à BD a partir de 1982 com a publicação de Historias de una Barcelona. Com argumento de Jorge Zentner, assina as histórias As Memórias de Mr. Griffaton e, mais tarde, FM em Frequência Modulada. Dieter Lumpen surge em 1985. Em 1996, publica O Silêncio de Malka obra que no ano seguinte obtem, em Angoulême, o Alph’Art para o Melhor Álbum Estrangeiro. Publica ainda L’Impertinence d’un été (com Denis Lapière) e Loup de pluie (com Jean Dufaux), antes de retomar Corto Maltese em parceria com Juan Diaz Canales.



Boas leituras
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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Corto Maltese: A Balada do Mar Salgado



A Arte de Autor vai revisitar Corto Maltese, passando a ser a casa deste herói.
Ao mesmo tempo que vai publicar o maior clássico de Corto Maltese, A Balada do Mar Salgado, inicia em Portugal as novas aventuras deste aventureiro escritas por Juan Díaz Canales conhecido entre nós pela série Blacksad, e pelo livro editado há pouco tempo por esta editora Como Viaja a Água; e desenhado por Rubem Pellejero, também já publicado em Portugal com o díptico Âromm. O livro tem como título Sob o Sol da Meia Noite.

E vou começar esta homenagem a um dos meus autores preferidos de banda desenhada com uma visita à Balada do Mar Salgado, até porque ao fazê-lo, estou ao mesmo tempo a reviver as fábulas de uma das personagens que mais me influenciaram ao longo destes anos: Corto Maltese por Hugo Pratt.

E vou começar precisamente pela obra A Balada do Mar Salgado até porque, cronologicamente (publicada entre 1967-1969), é a peça de abertura para o texto épico que se viria a desenrolar até à década de 90. Se aqui o denomino de épico não será tanto pelo carácter heróico dos seus personagens «que na maior parte das suas vezes, são tudo menos heróis» mas mais pelo carácter devastador das suas acções, que tanto a nível físico como a nível da sua psicologia, nos levam a embarcar num mundo de consequências grandiosas: ao mesmo tempo letais; ao mesmo tempo mágicas.

Corto Maltese é isso mesmo, um jogo de personagens complexas, não meras formas icónicas ou ideias que representam o homem característica a característica «bom/mau», «feio/bonito», «rebelde/conformado», mas um todo conjunto, espectro de ideias que nos definem a personalidade tal qual como é «conferindo espessura ao argumento, mas não só, dando-lhe também veracidade».

A Balada do Mar Salgado decorre algures ao largo da Papua e nela é desenhada uma história de pirataria moderna, de eventos que terão decorrido pouco antes, e durante o começo da I Guerra Mundial. É também uma narrativa inserida dentro de um jogo de xadrez de potências, no teatro pré grande guerra, onde se começam a impor as forças quase que imperiais que eram: os ingleses; os alemães; ou os japoneses. Algures, no limbo que é a cartografia deste espaço, existe uma ilha denominada de "escondida", que é comandada por uma figura misteriosa chamada apenas de monge que, acreditando nas histórias contadas pelos aborígenes, tem mais de 200 anos. A verdade é mais plausível, quem sabe, não interessa...

Depois, são-nos apresentadas algumas das personagens principais que nos vão acompanhar ao longo do trabalho de Hugo Pratt: Corto Maltese, o marinheiro que não necessita de apresentação; Rasputine, pirata psicopata, melhor amigo de Corto Maltese; os irmãos Cain e Pandora, que são recolhidos após uma terrível tempestade e um naufrágio. Se o espectro ou a expectativa de guerra nos introduz um factor de caos à narrativa, pelo menos algumas coisas se mantém constantes: a calma placidez do Pacífico; a fúria das suas ondas gigantescas e destroços; o destino de Corto Maltese, pois que, o nosso quase-que-herói, aquando pequeno, pegou numa faca e desenhou a sua própria linha da vida na palma.

O traço, é um traço simples mas muito rico e eficaz, a preto e branco, muitos de vós já o devem conhecer, quanto a mim, nunca me deixa de surpreender.

O livro conta com um prefácio de Umberto Eco e dizer mais do que isto, estaria a contar-vos de novo a Balada do Mar Salgado. Leiam.





A BALADA DO MAR SALGADO, em edição cartonada, a preto e branco com capa mate e verniz cartonado; esta edição, que conta com o prefácio de Umberto Eco e um caderno introdutório com aguarelas a cores, é limitada a 1000 exemplares.







Boas leituras





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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Hoje estou assim... como o Corto



Tem dias que uma pessoa só apetece olhar em paralelo infinito, hoje é um desses dias.
Espreguiçar, recolher, olhar por aí... e espreguiçar outra vez!









Pode ser que logo fique mais assim! :D





Boas leituras




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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Entrevista a Rubén Pellejero



Esta é a transcrição completa de uma entrevista realizada ao autor espanhol Rubén Pellejero, em parceria pelo Leituras de BD e pela Cinemic Magazine, a video-revista online de cinema, comics e videojogos, também disponível no Meo Kanal 753444. A entrevista com Pellejero foi incluída no 44º episódio.

Rubén Pellejero em 2015. Foto de Selby May.
Rubén Pellejero é o novo artista do relançado Corto Maltese. Nasceu em Badalona, Espanha, a 20 de Dezembro de 1952, e é conhecido por ter co-criado as séries "Monsieur Griffaton" e "Historias en FM" para a revista Cimoc e "Dieter Lumpen" para a revista Cairo, nos anos 80, e os álbuns El Silencio de Malka e Aromm, nos anos 90, com o escritor argentino Jorge Zentner. Mais recentemente, trabalhou com Denis Lapière em álbuns como Un Peu de Fumée Bleue… e L'Impertinence d'un Été. O seu primeiro álbum de Corto Maltese, escrito por Juan Díaz Canales, autor de Blacksad, chama-se "Sous le Soleil de Minuit" e foi recentemente lançado em francês pela Casterman.
Podemos começar a falar do Corto Maltese, a grande novidade que estás a fazer. Pelo que eu vi da arte promocional, consegues imitar o estilo do Hugo Pratt mas os cenários são completamente diferentes. É por causa dos roteiros do Juan Díaz Canales ou é o teu próprio estilo que se vai sobrepor?
-        É preciso ter uma coisa em conta. Não é uma cópia do Corto Maltese. Em nenhum momento se pretendeu fazer uma cópia exacta de Corto Maltese. Aliás, penso que seria um erro, tudo o que fosse uma cópia de Hugo Pratt seria sempre inferior ao que ele fez. Entendes? E o único sentido de continuar Corto Maltese é respeitando a essência das personagens e das histórias. Corto Maltese está encerrado com Hugo Pratt. A continuição tem que seguir dentro de outro caminho, tentar reflectir o ambiente, sobretudo a atmosfera, digamos, das histórias de corto Maltese e trazendo algo novo. Nós adoptarmos este projecto baseia-se em que nos respeite como autores, porque também temos as nossas próprias decisões para o projeto. Uma vulgar cópia seria um trabalho anódino, sem nenhum tipo de interesse. Teríamos que transportar a personalidade do autor. De resto, este foi a única maneira de nos interessarmos por este projeto. Por um outro lado, respeitar Pratt, que não veria feita justiça se emulado de um modo sistemático, mas sim, o que queremos conseguir é dar ao leitor à atmosfera 'Pratteana' para que as personagens possam participar em aventuras, tendo em conta que a hora de Corto já está feita, acabou quando Hugo Pratt faleceu. Era este aspecto que queria clarificar. Em nenhum momento quisemos fazer uma cópia.

Vocês preocuparam-se com a cronologia onde vão colocar as vossas histórias, comparadas com as histórias de Pratt?
-        Digamos, o Juan Díaz está interessado em preencher os espaços em que não sabemos o que aconteceu com o Corto. Hugo Pratt desenhou Corto Maltese de um modo um pouco aleatório. Há uma cronologia que pode ser resumida perfeitamente, mas ora ia para o futuro ora voltava para o passado. Todo este tempo é coerente mas há espaços em que não sabemos nada da personagem. O que gostaríamos de fazer é ir buscar estes anos e criar novas aventuras sem que a cronologia da personagem se ressinta. É o nosso desejo.

E vocês vão usar as personagens que já são conhecidas?
-        Vamos usar algumas vezes, mas não estamos obrigados a fazê-lo. A nossa intenção, como é evidente, é que surja uma nova criação, não fazermos um deja vu, algo já visto, mas termos em conta esse factor, porque o aficionado, o conhecedor de Corto Maltese terá algumas ideias em respeito à obra já publicada de Pratt. Temos que pensar que parte deste projecto está dirigido a novos leitores, não é necessário estar só a recorrer ao catálogo de personagens de Hugo Pratt a todo o momento. O interesse também é que hajam novas personagens diferentes, com prismas diferentes mas com um enfoque conjunto no Corto Maltese.

Temos dois autores espanhóis, a trabalhar para uma editora francesa, numa personagem criada por um italiano? Há dificuldades em todos este processo de criar novas histórias, do que as várias partes envolvidas entendem o que deve ser Corto Maltese?
-        Digamos que, em Corto Maltese, o próprio Hugo Pratt é italiano, viveu na Argentina e trabalhou para Inglaterra. Corto Maltese foi reenvidicado em França como sendo francês, os italianos entendem-no como seu. É uma mistura, é como a personagem, é um cidadão mundo. Nesse aspecto, pouco importa se a mãe de Corto é cigana, há toda uma mistura ligada à personagem. É verdade que os franceses o consideram seu, os italianos também através do seu autor. Tudo isto é respeitável. Temos que compreender e não esquecer o que foi feito com ele, não precisamos de ir buscar uma nacionalidade para uma personagem que não tem nenhuma. Não vem ao caso. O projecto segue em frente feito por dois espanhóis, eu sou catalão, o Juan é de Madrid, a Casterman é a editora francesa, de Itália vem a Rizzoli, é uma mistura que é muito interessante.

Não é uma personagem tua, tens muita interferência editorial? O Juan tem de escrever dentro de certos parâmetros e tu tens de desenhar dentro de certos parâmetros?
-        Foi aquilo que comentei há pouco. Nas nossas condições pré-contratuais, não queríamos estar atados a uma exigência de fazer uma mera cópia. Consideramo-nos autores com as nossas próprias personalidades e os nossos próprios desejos. No que diz respeito à obra de Pratt, quisemos distanciar-nos como autores, e isto os editores aceitaram perfeitamente, não nos impuseram nenhum tipo de problema. Evidentemente, existem parâmetros que nós mesmos já os tínhamos visto, que teríamos que aplicar, são componentes, como a narração que costuma ser usada naquelas histórias é de um modo. É uma série de componentes que são evidentemente 'Pratteanos', no que diz respeito ao estilismo de personagens, aos espaços, ao modo como as personagens são apresentadas. Tudo isto é o que queríamos fazer, no meu caso volto a um estilo do início, em que Pratt era uma referência, foi durante muitos anos, e não me custou muito regressar. Voltei no modo de desenhar ao passado, ao início, buscar a soltura do traço, das manchas, que com o tempo havia deixado um pouco lado, porque tinha procurado por outros caminhos, mais sofisticados talvez, outros tipos de história, como Dieter Lumpen, que cada vez ficaram mais intimistas, com um outro tipo de roteiro.

Eu li a tua segunda história de Dieter Lumpen, que foi publicada em português na série brasileira Graphic Novel. Quanto de Dieter Lumpen estás a usar para fazer Corto Maltese?
-        Penso que, quem conhece a minha obra, quem conhece Dieter Lumpen vai identificar muito dele, muito mais do que eu fiz posteriormente. Em Dieter Lumpen estão muitos dos elementos que creio que tem a ver com uma BD de aventuras, e reflectiu-se em Corto Maltese. Penso que não me deixa muito longe deste espírito 'Pratteano' que foi uma grande influência em mim, evidentemente. Não és o primeiro a dizer-me, tive muitas pessoas especializadas que comentaram isso, é evidente. São personagens parecidos, cidadãos do mundo, é como se fosse o sobrinho pobre de Corto Maltese, o Dieter Lumpen é um pouco isso. Vão haver muitos comentários.

A influência de Pratt está a regressar a casa, pode-se dizer?
-        Sim, sim, a influência de Pratt está de volta. Para mim é um regresso à Aventura, com maiúsculas, porque é verdade. É super-emocionante, é um livro, que é evidente para o leitor, que vai ver que não é um livro de entrega autorial. Tanto eu como o Juan sentimos a aura de Pratt, gostamos muitíssimo. O que se vê nas páginas do álbum é o nosso amor pela obra de Pratt.

Vens à Comicon aqui em Portugal, onde Corto Maltese é uma personagem muito popular entre as gerações mais velhas. Queres sossegar os leitores antigos ao mesmo tempo que podes ganhar novos leitores? Queres ficar conhecido como o novo Hugo Pratt em Portugal?
-        Isso deixo-o aos leitores. Penso que a expectativa é esta. Estamos conscientes que Corto Maltese tem uma legião enorme de leitores que a ligação com eles está feita para continuar com ele. Penso que há matizes diferentes, tipos diferentes de leitor, não há leitor tão exigente que não queira saber de nada do regresso da personagem. Há aquele leitor que está interessado a voltar a ler, a ver o Corto mover-se em novas aventuras, porque tem uma recordação intensa da personagem, há o novo leitor que está entusiasmado porque este é um novo projecto meu com Juan Díaz Canales, e há outro leitor que desconhece Corto Maltese e que nunca o leu, e isto vai motivá-lo para ir à procura do Corto Maltese original. Há uma amálgama de emoções e de paixões neste projecto. Vivemo-lo todos. Penso que é um ritmo intenso, não vais só vender um livro ao público e ver como corre, são muitas coisas que estão postas a li, e digo-te que se não tivéssemos feito isto com grande amor pela obra não poderíamos ter ido em frente. Foi um projecto difícil de chegar ao final, sobretudo mais ainda porque é um projecto que custou muito, com muitas edições publicadas em três países ao mesmo tempo. Isto implica uma série de problemas logísticos bastante importantes.

Quando vieres a Portugal apresentar o teu livro, vais trazer algum material novo de Corto Maltese para mostrar aos fãs portugueses?
-        É difícil isso, porque este primeiro livro de Corto Maltese está complicado. Vou tentar fazer alguma coisa, porque alguma arte agora está a ir de um lado para o outro, o museu Hergé está a fazer uma exposição e tudo isso tem que ser estudado e valorizado. Gostava de trazer comigo algumas páginas, claro. São páginas que também estão valorizados e têm que ser tratadas com algum cuidado. Mas, sim, gostaria de ir a Portugal com alguma coisinha. Temos que ver se dá para fazer um acordo com a organização da Comicon, do festival.

Eu conhecia-te do Dieter Lumpen, mas nos últimos anos não há muito material teu que tenha chegado a Portugal, só quem compra os livros franceses.
-        Tem sido um problema. Penso que chegou a Portugal quando fiz o Dieter Lumpen, quando eu estava na Norma. Também chegou quando estive na Glénat, havia o público de Âromm, parece-me, mas toda a etapa que fiz na Bélgica e França nunca foi editada em português. São histórias mais complexas, os editores não arriscam em comprar os direitos de autor. Nem é uma área onde mostrei algum interesse, não conheço o mercado português e não tenho muitos contactos com editoras portuguesas. Acho que há uma editora, se não me engano, Axa, é isso?

Asa. Que substituiu a Meribérica para publicar material francês.
-        Com Esta editora ainda tive algum contacto, mas nunca tive muito contacto com as editoras portuguesas.

Foi difícil a adaptação do mercado editorial espanhol para o mercado editorial francês?
-        Digamos que o mercado francês mudou. No princípio, não estavam tão receptivos a autores estrangeiros. Era muito mais difícil. Aproximei-me de França para levar Lumpen directamente, queria tratar directamente com as editoras francesas. Custou-nos muito, a mim e ao Jorge, adaptarmo-nos, não pela qualidade do nosso trabalho, mas porque não estávamos acostumados ao trato com os autores. Isto já evoluiu e agora estão mais abertas, desde que tenhas qualidade, com uns passos simples consegues publicar em França. O que se passa é que antes haviam mais condicionamentos, tinhas que levar um produto que estava mais dentro do que era dominante, a linha clara, um tema histórico, com um estilo muito limpo. Isto foi mudando, agora já podes entrar no mercado francês com um estilo totalmente de autor, criativo, pessoal. Se fores bom, não vais ter problemas para seres publicado lá. Agora não há nenhum tipo de adaptação, são publicadas obras que até têm que ver com uma temática concretamente espanhola e publicam-na na mesma. Antes tinhas que fazer um tema muito internacional, algo que pudessem publicar em todo o lado, ou então algo que tratasse de uma história de França ou problemas franceses.

Quando foste para França, deixaste de trabalhar com o Jorge Zentner para trabalhares com o Denis Lapière. Como foi a mudança de autor para fazeres os cenários?
-        Bem, com o Jorge foi, digamos, fomos evoluindo a pouco e pouco, e com o Denis Lapière, foi uma mudança radical. Trabalhava com o Jorge de um modo muito mais em conjunto, discutíamos as histórias antes de as fazermos. Tínhamos uma ligação mais próxima nesse aspecto. Com Denis Lapière e outros argumentistas que vieram depois, sempre foi com um formato mais profissional. Já conheciam o meu trabalho, de referência, sabiam com quem iam publicar, davam-me um guião completo, e pouco mais havia a discutir, e deixavam nas mainhas mãos a produção da história. Esse aspecto mais aventureiro que tinha com o Jorge desapareceu. Por outro lado, também ganhei com os argumentistas com que trabalhei, em formato álbum francês, conheciam muito melhor os interesses do público francês, mais do que nós, e no aspecto comercial sabiam muito mais construir as histórias com base nisso.

Lapière é o novo guionista do Michel Vaillant, que foi publicado em Portugal. Como trabalhaste com ele, não estiveste na lista para seres o novo artista de Michel Vaillant?
-        Não, esta personagem nunca me interessou muito. Gosto muito pouco de desenhar máquinas e carros. É um trabalho muito diferente do que as figuras, é um trabalho para especialista.

Muitos artistas espanhóis começaram a trabalhar nos anos 80 e 90 para o mercado americano. Nunca tiveste interesse em trabalhar lá?
-        O mercado americano, dos superheróis? Sempre o encarei como uma coisa que está muito longe, porque não sei inglês. Parecia-me um obstáculo enorme. Na época de Dieter Lumpen tínhamos sido publicados na Heavy Metal, mas foi só muitos anos depois que me dei conta que os Estados Unidos que alguns desenhadores e alguns profissionais tinham-me em boa conta. Dá-me muita satisfação mas a língua impedia-me. Foi mais tarde por indicação de um agente que os contactei e isso facilitou fazer Batman: Black & White. Poderia ter gostado mais noutro tempo mas agora o carro já passou. Se bem que, a porta sempre esteve aberta para estar com eles porque um dos factores de que gosto mais no mercado americano que no francês, é que a acção e as sombras acabam por funcionar muito bem. Gosto disso. No mercado francês trabalham mais com as cores, o negro permite-me trabalhar mais com arte-final. No mercado americano, nos superheróis sempre gostei mais de DC do que de Marvel. É um comic onde podes trabalhar mais com histórias tipo policial, e não os de capa e uniforme que andam por aí, que não os sigo.

Vi que Dieter Lumpen vai ser publicado em inglês pela IDW, este ano.
-        Sim, vai ser publicado em inglês, espero que não demore muito. Foi um integral que foi feito o ano passado, foi distribuído e agora vai ser publicado lá. É a mesma editora que também está a publicar Corto Maltese nos Estados Unidos. Também vai publicar Dieter Lumpen. É emocionante que também seja publicado Dieter Lumpen.

Também é a mesma editora que publicou Torpedo. Isto permite seres conhecido por novos leitores. Assim, queres mandar uma mensagem para os leitores que te vão conhecer na Comi Con?
-        Gostaria de dizer que se puderem ir ao Porto, nunca lá estive e é uma oportunidade para vos cumprimentar. Mando-vos um forte abraço daqui e espero que tenhamos oportunidade para falar um pouco mais. Somos vizinhos e estou entusiasmado por estar aí em pessoa.


Rubén Pellejero e Juan Díaz Canales vão estar presentes na Comic Con Portugal, no Porto. Não se esqueçam de comprar o novo Corto Maltese e tirar os obras antigas destes autores da prateleira.


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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Corto Maltese: A Balada do Mar Salgado


Antes de mais, fica aqui o meu desejo para todos «que este ano seja um ano cheio de leituras de boa banda desenhada» ou, ainda melhor que «este ano venham a conhecer novas e melhores formas de se contar e desenhar histórias». É verdade que não começou bem, mas enfim...

E vou começar o ano assim, com uma homenagem a um dos meus autores preferidos de banda desenhada até porque, ao fazê-lo, estou ao mesmo tempo a reviver as fábulas de uma das personagens que mais me influenciaram ao longo destes anos: Corto Maltese por Hugo Pratt.

E vou começar precisamente pela obra A Balada do Mar Salgado até porque, cronologicamente (publicada entre 1967-1969), é a peça de abertura para o texto épico que se viria a desenrolar até à década de 90. Se aqui o denomino de épico não será tanto pelo carácter heróico dos seus personagens «que na maior parte das suas vezes, são tudo menos heróis» mas mais pelo carácter devastador das suas acções, que tanto a nível físico como a nível da sua psicologia, nos levam a embarcar num mundo de consequências grandiosas: ao mesmo tempo letais; ao mesmo tempo mágicas.

Corto Maltese é isso mesmo, um jogo de personagens complexas, não meras formas icónicas ou ideias que representam o homem característica a característica «bom/mau», «feio/bonito», «rebelde/conformado», mas um todo conjunto, espectro de ideias que nos definem a personalidade tal qual como é «conferindo espessura ao argumento, mas não só, dando-lhe também veracidade».

A Balada do Mar Salgado decorre algures ao largo da Papua e nela é desenhada uma história de pirataria moderna, de eventos que terão decorrido pouco antes, e durante o começo da I Guerra Mundial. É também uma narrativa inserida dentro de um jogo de xadrez de potências, no teatro pré grande guerra, onde se começam a impor as forças quase que imperiais que eram: os ingleses; os alemães; ou os japoneses. Algures, no limbo que é a cartografia deste espaço, existe uma ilha denominada de "escondida", que é comandada por uma figura misteriosa chamada apenas de monge que, acreditando nas histórias contadas pelos aborígenes, tem mais de 200 anos. A verdade é mais plausível, quem sabe, não interessa...

Depois, são-nos apresentadas algumas das personagens principais que nos vão acompanhar ao longo do trabalho de Hugo Pratt: Corto Maltese, o marinheiro que não necessita de apresentação; Rasputine, pirata psicopata, melhor amigo de Corto Maltese; os irmãos Cain e Pandora, que são recolhidos após uma terrível tempestade e um naufrágio. Se o espectro ou a expectativa de guerra nos introduz um factor de caos à narrativa, pelo menos algumas coisas se mantém constantes: a calma placidez do Pacífico; a fúria das suas ondas gigantescas e destroços; o destino de Corto Maltese, pois que, o nosso quase-que-herói, aquando pequeno, pegou numa faca e desenhou a sua própria linha da vida na palma.





























O traço, é um traço simples  mas muito rico e eficaz, a preto e branco, muitos de vós já o devem conhecer, quanto a mim, nunca me deixa de surpreender.

Dizer mais do que isto, estaria a contar-vos de novo a Balada do Mar Salgado. Leiam.
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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Corto Maltese: A Juventude



Hoje Corto Maltese faz anos!
Nasceu a 10 de Julho de 1887 na ilha de Malta, mais propriamente em La Valetta filho de uma cigana espanhola e de um marinheiro inglês!


Ora como o único livro que eu ainda não tinha lido do Corto Maltese era precisamente “A Juventude” (apenas o mês passado ficou a fazer parte das minhas prateleiras), nada melhor do que comemorar esta data com um pequeno apontamento sobre este livro.

Em 1981 esta aventura de Corto Maltese começou a sua publicação no jornal “Le Matin” em tiras diárias, com a finalidade de que esta aventura na Manchúria terminasse em África em busca do tesouro das Minas do Rei Salomão. Mas ao fim de algum tempo Hugo Pratt desentendeu-se com o jornal e a aventura ficou-se mesmo só pela intenção africana. Foi publicado em livro em 1985.

Apesar de os desígnios iniciais não terem sido atingidos, A Juventude não perde força nem fica amputada de nada. Claro que muito do livro se passa sem Corto presente fisicamente, mas este livro é uma apresentação. É o inicio de ligações que se vão manter pela série toda!

A história é contada em primeira mão pela personagem real Jack London, e nada melhor para fazer esta introdução, visto que estávamos em plena guerra entre Russos e Japoneses. Jack London era correspondente de guerra (famoso), portanto, excelente escolha!

Então e quem será a primeira personagem a ser apresentada?
Rasputin, claro! Só podia…
Rasputin é aqui superiormente retratado psicologicamente. Sem escrúpulos, sem pátria, só conta o seu objectivo. Aliás… a única forma de ele agradecer a quem o ajudou, é matando quem chateava o benfeitor…


Corto também aqui tem já bem marcadas as suas particularidades. Simples, justo e também sem pátria em busca de aventura. África é o destino, e Rasputin o seu companheiro de viagem…

Uma obra típica de Pratt, embora sem a magia de outras, não deixa de ser um bom livro e uma prequela importante onde são colocados os dois extremos, ou polos, que são Rasputin e Corto.
O traço de Pratt está perfeitamente evoluído aqui, já bem adulto apesar de ser uma história de “juventude”.
E qualquer modo tem de se salientar a mestria de Pratt ao idealizar uma história do Corto Maltese praticamente sem Corto Maltese, mas fazendo sempre o leitor sentir-lhe a presença ao longo de todo o livro. Só tenho uma palavra para isto: MESTRE!

Esta edição da ASA tem prefácio de Marco Steiner, um enorme conhecedor de Hugo Pratt e de Corto Maltese. As fotografias são de Marco d'Anna
Uma excelente edição da ASA.

Boas leituras

Hardcover
Criado por: Hugo Pratt
Editado em 2013 pela ASA
Nota: 9 em 10
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Ex Libris: Corto Maltese


Estava a arrumar "papelada" da BD e dei conta que já tinha muitos Ex Libris.
Hoje mostro aqui aqueles que têm o Corto Maltese como protagonista.

:)








E sim, apetece-me também semi-deitar nestes propósitos...
:D

Outro dia coloco mais uns Ex Libris!

Boas leituras
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Corto Maltese: As Etiópicas


É difícil escrever algo sobre Corte Maltese… acho que já tudo foi dito sobre esta personagem.
“As Etiópicas” era o único livro que eu nunca tinha lido deste herói, ou anti-herói (como preferirem), por isso achei por bem escrever algumas linhas sobre esta aventura africana.

Corto Maltese é a grande criação de Hugo Pratt. Este marinheiro correu o planeta em aventuras estranhas, sempre acompanhado pela magia e pelo mistério de grandes enigmas da humanidade, misturando factos reais com uma vertente fantástica enorme. É muito natural encontrar Corto sobre a influência de cogumelos, viajando no mundo dos sonhos, tocando por vezes no mundo real, assim como a sua influência (hipotética, claro) em situações históricas que toda a gente conhece.

As Etiópicas são um conjunto de quatro histórias passadas essencialmente na zona onde se situa a Etiópia, e embora a última história se situe na África Oriental penso que não será exactamente neste país. As histórias são:
  • Em nome de Alá, O Misericordioso
  • O golpe de Misericórdia
  • …os outros Romeus e Julietas
  • Os Homens-Leopardos do Rufiji
O livro contem ainda um prefácio bastante elaborado assinado por Marco Steiner, com fotografias de Marco D’Anna. Como publicação este livro é excelente, como todos os que já saíram nesta colecção da ASA, e assim como todos os outros, este conjunto de histórias é a cores. De notar a grande qualidade do papel e impressão deste livro! Já agora vale a pena dizer que esta colecção tem duas versões do mesmo livro, uma limitada e de capa dura, outra de capa mole um pouco mais barata.

Como é dito no prefácio, as aventuras de Corto assentam num tríptico de pedra: cultura, natureza e aventura… tudo o resto é magia! Acho que isto resume bem a base das aventuras deste marinheiro!

Esta aventura decorre no final da 1ª Grande Guerra em que os ingleses tentam acabar com a influência Alemã em África. Corto acompanha Cush, um guerreiro negro da tribo Danakil, no resgate do pequeno Príncipe Real Saode, mantido cativo pelo seu tio Abdul.

Este livro assenta na relação que se vai construindo entre Corto e Cush. Corto é um homem de grandes horizontes e completamente livre de pensamento, Cush é um fervoroso seguidor de Alá embora possa infringir algumas regras do Corão apenas para chatear quem quer mandar nele…
De notar as referências a individualidades reais, e a quebra brutal de narrativa na passagem da África desértica para uma Irlanda verde e chuvosa… apenas para contar uma história de cobardia, cobardia essa que se reflecte nos actos do Comandante Bradt… pequenos e deliciosos arcos dentro da história principal!
A aventura e a libertação do pequeno Príncipe servem apenas de pretexto para Hugo Pratt “brincar” na relação do “cão infiel” com o teimoso muçulmano Cush, que também só gosta de fazer o que lhe apetece. Aprendem a conviver, debater ideias e claro… têm de mergulhar juntos no reino da magia pela mão do feiticeiro sem idade Shamael. Os seus destinos cruzam-se sem cessar nas três primeiras histórias, a quarta e última história já sai fora deste registo desértico da Eritreia. Aqui estamos na selva e vemos personagens de outros livros de Hugo Pratt, neste caso saídos de “Anna na Selva”, a conviver com Corto Maltese… e embora continue como fundo o final da 1ª Grande Guerra, temos mais uma vez o tríptico atrás referido rodeado de muita magia: os Homens-Leopardo, a polícia secreta africana…!

É uma aventura de Corto Maltese. Tem todos os ingredientes que tornaram esta personagem famosa! Por isso recomendo este livro, e esta edição. Infelizmente o preço não é agradável, mas vale bem a pena e muita gente tem aderido a esta colecção de luxo, sobretudo aos livros de capa dura que esgotam passado pouco tempo.

Boas leituras

Hardcover
Criado por: Hugo Pratt
Editado em 2012 pela ASA
Nota: 9 em 10
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Lançamento ASA: Corto Maltese na Síbéria

Mais um lançamento de início de ano e com Corto Maltese! O início de ano tem sido lento, mas eu sei que a ASA está a trabalhar para a felicidade dos "nerds" da BD!
Assim brevemente teremos uma mão cheia de títulos em português.
As séries "afectadas" são:
- Bouncer
- O Gato do Rabino
- Murena
- Spirou
- Thorgal
Nice, hã?
:)

Corto Maltese – Na Sibéria

“Quando nos apercebemos de que o sonho é demasiado grande para se concretizar, restam duas alternativas: deixar de sonhar, ou continuar até ao fim, até à lenda…
Nos confins da China e da Sibéria, Corto e Rasputine perseguem o comboio blindado que transporta o ouro dos czares. Atravessam, assim, uma região que se encontra a ferro e fogo, esquartelada entre sociedades secretas e senhores da guerra, entre Russos vermelhos e brancos, entre tropas regulares e exércitos privados…
O campo de acção ideal para estes aventureiros românticos!”

Colecção: Corto Maltese
Nº de págs: 128
Autor: Hugo Pratt
Edição: cartonada
ISBN: 978-989-23-1611-6 (capa dura)
Edição cartonada exclusiva para a FNAC

Hugo Pratt nasceu em Itália em 1927.
Amante de viagens, de cinema, de BD e de “fumetti”, fundou o designado “Grupo de Veneza” com Dino Battaglia, Alberto Ongara e Mário Faustinelli com a intenção de fazer BD “à americana” e de incentivar a juventude a ler os grandes clássicos de aventuras. O ano de 1967 é um marco na sua carreira com as primeiras pranchas de “A Balada do Mar Salgado” e a criação de uma das personagens mais marcantes da nona arte: “Corto Maltese”. Em 1969, os seus trabalhos eram publicados em alguns dos mais importantes jornais da especialidade e, entre 1970 e 1973, assinou mais de 21 episódios das aventuras do seu grande herói. Em 1983, funda um jornal mensal com o mesmo nome da sua personagem favorita - “Corto Maltese” – onde, a partir de 1984, publica a série Cato Zulu. Considerado com um dos grandes mestres do preto e branco e argumentista fora de série inspirando-se por vezes em obras literárias, Hugo Pratt influenciou um grande número de ilustradores. Morre em 1996. Hugo Pratt foi Prémio do 15º Aniversário de Angoulême, em 1989.

Boas leituras
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domingo, 29 de janeiro de 2012

Eu e o Corto Maltese

Faz este fim de semana um ano que estive no maior festival de BD do "mundo ocidental", para que ainda não sabe é em Angôleme (França), e sinto saudades daquele ar impregnado de BD.
Espero que não tenha sido a primeira e a última vez que lá estive!
:D
Acho que esta foto da estátua do Corto Maltese (no caminho para o Museu da BD) ainda não tinha sido publicada.
Assim, ali estou eu e o Corto a quem só lhe falta o cigarro!

Boas Leituras
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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Lançamento ASA: Corto Maltese - As Etiópicas / A Lagoa dos Mistérios


No dia 27 de Julho irão sair dos armazéns da ASA, para as livrarias, mais dois livros da série Corto Maltese. Não confundir estas edições com as que já saíram em capa dura. Estas edições em capa dura são exclusivas da FNAC e são um pouco mais caras. Este lançamento refere-se às edições ASA apenas, que nesta colecção se apresentam com capa mole.
Segue a nota de imprensa da ASA:

Corto Maltese – As Etiópicas
( A imagem de topo refere-se à capa deste livro)

Paredes brancas calcinadas pelo sol, moitas de figos de piteira, minaretes e escorpiões, camelos imóveis ao sol e metralhadoras prontas a rasgar o silêncio. E uma cidade com igrejas ocultas. A Etiópia.
Neste país, há coisas misteriosas... diz Corto Maltese a Cush.
Corto é irónico; Cush é integralista. Corto encarna o Ocidente; Cush, o guerreiro danakil, encarna a África; mas a diferença não é clara. Pratt confronta-os, mas, no fundo, mistura e confunde os seus carácteres. Viajam juntos no deserto, sem se incomodarem com o calor e os escorpiões. Conversam sobre o melhor momento para tomar chá, e combatem lado a lado.
Em As Etiópicas, cultura, natureza e aventura formam o tríptico de pedra no qual se baseiam as aventuras de Corto. Tudo o resto é apenas magia.

Corto Maltese – A Lagoa dos Mistérios




As lagoas de Hugo Pratt formam a ponte sonhada entre as águas do delta do Orinoco, as florestas húmidas da Guiana e as brumas de Veneza. É daí que partem os mistérios. Tudo começa com os manuscritos antigos e um mapa de 1750 traçado na pele de um franciscano esfolado pelos índios Jivaros da Amazónia, um mapa que indicava, segundo dizem, o caminho para as míticas cidades de ouro de Cibola. Missionários, monges, aventureiros, homens de negócios sem escrúpulos, soldados e conquistadores, enfrentaram as flechas envenenadas, as serpentes-coral e as mais violentas febres para lhes arrancarem os seus tesouros.
Corto Maltese fez a mesma viagem, mas em vez do ouro escolheu o sonho...

Boas leituras!
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sábado, 11 de junho de 2011

Lançamento ASA: Corto Maltese - Longínquas Ilhas do Vento / Sob a Bandeira dos Piratas


A ASA segue a sua série Corto Maltese editando mais dois álbuns: Longínquas Ilhas do Vento e Sob a Bandeira dos Piratas.
Seguindo a filosofia do anterior álbum, Mú, estes dois livros saíram em capa dura com exclusividade para as livrarias da cadeia FNAC, sendo agora editados em capa mole para o resto das livrarias.
Fica o press release da ASA:

Longínquas Ilhas do Vento




“Corto Maltese está nas Caraíbas, navegando de ilha em ilha, ao sabor do vento e dos seus caprichos. Mas tal como um sonho que se transforma em pesadelo, este cruzeiro paradisíaco na companhia do professor Steiner vai complicar-se
extraordinariamente. Assim, o nosso marinheiro cruzar-se-á com uma perigosa aventureira, uma jovem acusada da prática de vodu e índios encolhedores de cabeças. E Corto, como sempre, no local errado e à hora errada, terá dificuldades em
salvar a sua pele e a dos seus amigos.”

Colecção: Corto Maltese
Nº de págs: 96
Autor: Hugo Pratt
Edição: capa mole
ISBN: 978-989-23-1008-4

Data lançamento: 1 de Junho 2011




Sob a Bandeira dos Piratas




“ Corto Maltese, um pirata? Chamemos-lhe antes o último cavalheiro da fortuna, com todas as características do salteador de estradas e do marinheiro romântico. Mas Corto é também e, sobretudo, um aventureiro sem medo nem escrúpulos. Vive numa liberdade frágil e absoluta, na busca impossível de tesouros que se eclipsam uma vez alcançados. Tal como o ouro de Santo. Tal como a mulher dos seus sonhos. Tal como um punhado de areia na água.”

Colecção: Corto Maltese
Nº de págs: 96
Autor: Hugo Pratt
Edição: capa mole
ISBN: 978-989-23-1009-1

Data lançamento: 1 de Junho 2011




Boas leituras!
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