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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
Capas: Zakarella #1
Serve este post não só para mostrar a excelente capa do grande Carlos Alberto para a revista da sua Zakarella, como também para dizer que finalmente tenho um scanner, ou seja... posso começar a trabalhar nisto como eu gosto e como eu quero! HELL YEAH
Capa de 1 de Março de 1976
:)
Boas leituras
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Carlos Alberto dos Santos (1933 - 2016)
A abertura deste ano do Leituras de BD vai ser em modo de homenagem.
Carlos Alberto dos Santos foi um homem que aprendi a respeitar muito. Gostaria de ter estado mais vezes com ele, infelizmente foram poucas as vezes, mas ficou-me na memória o seu estúdio de pintura repleto de grandes pinturas, elmos e gládios romanos, falcatas lusitanas e muitos outros artigos históricos. Era um estúdio que cheirava a História, ou não fosse esse um dos temas preferidos deste pintor.
Neste post vou recuperar parte de um texto que já tinha escrito sobre ele.
Carlos Alberto nasceu em 1933 e começou a trabalhar em ilustração por volta de 1947. Em 1970 realizou a sua primeira exposição, com trabalhos a óleo em que os motivos históricos eram o centro dos seus trabalhos. Infelizmente quase nenhum dos seus trabalhos se encontra em Portugal, sendo a maior parte possuída por colecionadores particulares estrangeiros, tanto europeus como norte-americanos.
Para além da pintura fez Banda Desenhada e ilustrou algumas coleções de cromos!
Uma parceria importante aconteceu em Agosto de 1949, quando aos 16 anos publicou a sua primeira história em BD (História Maravilhosa de João dos Mares), no primeiro número da mítica revista portuguesa Mundo Aventuras, o que é um marco pois também foi a primeira publicação da editora Agência Portuguesa de Revistas (APR).
Trabalhou também com outras editoras da época como a Camarada e com a Editorial Dois Continentes, mas foi com a APR que teve uma ligação mais estreita. Quase todas as publicações desta revista contiveram capas, ilustrações ou bandas desenhadas deste artista.
Ainda para o Mundo de Aventuras, criou uma biografia ilustrada chamada "Camões, Sua Vida Aventurosa", publicada em 1972 no último volume da série Álbum Especial, e esta história também existe em BD!
Os seus últimos trabalhos importantes de BD e ilustração foram feitos para a Editora ASA
Mas foi na Portugal Press de, e com, Roussado Pinto (Ross Pynn) que criou um dos ícones portugueses dos anos 70: Zakarella!
A revista Zakarella assentava nas histórias de duas míticas publicações norte-americanas, a Eerie e a Creepy. As histórias em Banda Desenhada destas duas revistas, servidas por excelentes autores, povoavam o interior da revista Zakarella. Mas quem dava o nome a esta revista mítica portuguesa era mesmo a heroína criada por Carlos Alberto dos Santos com histórias ilustradas em que Ross Pynn (Roussado Pinto) fazia a parte dos textos.
Carlos Alberto dos Santos, em conversa comigo, disse que o esquema criativo era um pouco ao contrário do normal… ele, Carlos Alberto, fazia uma ilustração da Zakarella e Roussado Pinto fazia a história com base nessas mesmas ilustrações. Carlos Alberto disse que essas ilustrações eram, à data, o “libertar dos seus demónios interiores” e que hoje seria incapaz de reproduzir algo da Zakarella.
Este grande artistas, infelizmente, começou a sofrer muito da vista obrigando-o a abandonar trabalhos mais minuciosos, como por exemplo BD e pequena ilustração, sendo a pintura em grandes telas o escape para a sua irremediável falta de vista.
Mas continuou sempre ligado à arte, nunca desistindo de pintar sobre encomenda, os seus trabalhos são muitos, e superiormente admirados por todo o mundo… infelizmente em Portugal é quase um desconhecido!
Uma nota sobre como a vida dá voltas… nunca eu pensei com 8 anos de idade ao fazer a colecção de cromos “Camões” (124 guaches) que passados 40 anos iria escrever sobre este artista!
Exposições importantes de Carlos Alberto dos Santos:
- National Society for Fine Arts, Lisbon, 1970, 1972, 1974, 1976
- Faculty Club of the MIT, Boston, 1984
- Casa da Saudade Library, New Bedford, 1986
- Cambridge Public Library, Cambridge (USA), 1986
É meu credo que o Homem vive para além da morte. Vive na memória dos outros homens, e vive mais tempo quanto maior for excelência da marca que deixou em vida. Carlos Alberto continua a viver através da sua arte. Faleceu em Novembro do ano passado, mas vai ficar na minha memória enquanto eu for vivo.
Um outro post que fiz sobre uma bela obra deste autor está neste link:
Camões: Sua Vida Aventurosa
Boas leituras
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Camões: Sua Vida Aventurosa
Quero fazer aqui uma homenagem a um dos maiores desenhadores/ilustradores/pintores portugueses.
E vou servir-me de uma edição que a nível nacional nunca deve ter tido paralelo. Camões – Sua Vida Aventurosa teve direito a uma colecção de cromos (que eu fiz há quatro décadas…), um livro de Banda Desenhada a Preto & Branco (numa edição especial do Mundo de Aventuras) e a um livro super luxuoso com caixa, papel brilhante de altíssima gramagem com as ilustrações mais emblemáticas (e coloridas) da colecção de cromos. Isto foi inédito, e que eu saiba único em Portugal.
Estávamos em 1972!
Uma das razões pela qual eu estou a fazer este post, é porque os blogues mais conhecidos pela sua nostalgia e recuperação de autores antigos praticamente não os vejo falar de DEUS. Falam sempre dos mesmo históricos e “mestres”, sempre os mesmos…
E aqui DEUS é Carlos Alberto.
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| As belas mulheres de Camões retratadas por Carlos Alberto dos Santos |
Este sim foi um fora de série, este sim esteve bem à frente de todos os “históricos”. Tão à frente que a maior parte dos seus trabalhos estão em colecções privadas no estrangeiro, muito pouco conhecido em Portugal… somo bons a reconhecer os nossos melhores… Não, este senhor não vai a Tertúlias, festivais e encontros (está muito velhinho…), mas porque não vai não tem de ser ignorado.
Carlos Alberto dos Santos é especial por uma razão muito simples. Consegue aliar uma enorme qualidade de desenho, a um enorme conhecimento de pintura. Os cromos que ele fez para a APR (Agência Portuguesa de Revistas) são autênticas pinturas! Estáticas, sim. Afinal era uma colecção de cromos!
Mas quando passamos para o livro de Banda Desenhada ele demonstra dinamismo, capacidade de narrativa gráfica, boa construção da página e até, vejam lá, numa vinheta parece ter as linhas de velocidade do Manga! Claro, ténue, mas o dinamismo que ele coloca nas suas páginas não tem igual para a época.

E porque não falar do domínio do Preto & Branco?
Muito bom. Os seus “claro-escuro” estão muito bem colocados de maneira a darem profundidade, tanto gráfica como emocional.
Esta técnica tem alguns excelentes apontamentos em algumas vinhetas, e com aquela qualidade só as vi em grandes mestres estrangeiros.
E tem outro pormenor interessante para a época… Carlos Alberto dos Santos usava argumentistas! No caso deste livro foi Oliveira Cosme. Ou seja, saiu daquele registo da época de que o desenhador é o argumentista, o que é de louvar!
Porque não dizer… já na Zakarella (criação deste desenhador), não era ele que escrevia os contos! Era o prolífico Roussado Pinto, sob o pseudónimo “Ross Pynn”. Carlos Alberto apenas desenhava e pintava, era aí que residia a sua excelência. Resistiu perfeitamente a ser o argumentista das suas histórias.
As imagens apresentadas neste post pertencem aos dois livros publicados Camões – Sua Vida Aventurosa. As Preto & Branco pertencem ao livro de Banda desenhada, as coloridas ao mini-Absolute editado pela APR com o mesmo nome. Neste livro de luxo podem encontrar um texto/história de Oliveira Cosme e as ilustrações de Carlos Alberto algumas feitas para a colecção de cromos, mas aqui em ponto grande!
Esta série de publicações saiu para a comemoração do 4º Centenário da obra máxima de poesia, “Os Lusíadas” de Luís Vaz de Camões.
Aliás, a colecção de cromos fascinou-me para a vida do poeta. Ficou impressa na minha memória de uma forma indelével.
Infelizmente a caderneta perdeu-se, mas com o tempo consegui em alfarrabistas aquilo para o qual eu não tinha dinheiro em criança: estes dois magníficos livros.
A história do considerado maior poeta da Língua Portuguesa é apresentada desde a sua adolescência, até à publicação do grande livro da poesia portuguesa, Os Lusíadas (1572). Claro, até também à sua morte que aconteceu pouco depois da publicação do livro.
Oliveira Cosme e Carlos Alberto trazem um Camões bem caracterizado na sua alcunha, o “Trinca-Fortes”, mostrando o poeta sensível, mas também o seu carácter belicoso muito bem desenvolvido. Estas duas facetas provocaram muitas invejas e inimigos…
Inimigos estes que fizeram a vida do poeta num inferno. Desterrado para as colonias, ele foi guerreiro, pedinte, sacrificado e herói. Mas sempre poeta!
O argumento de Oliveira Cosme na sua essência não é mau. O problema é mesmo o registo do português usado, e a sua “entoação”, por vezes bastante arcaico e sem necessidade disso… que raio, já estávamos nos anos 70!
Da parte gráfica… já disse tudo o que tinha dizer.
NUNCA se esqueçam deste MESTRE da Banda Desenhada e ilustração em Portugal.
Foi DEUS!
A imagem de topo é composta pela contracapa e capa do livro de BD, e imagem aqui por baixo é da caixa (slipcase) do livro ilustrado (ambos os lados da caixa).
A imagem final... é o retrato do fim da vida de Camões... extraordinariamente bem captado por Carlos "Deus" Alberto dos Santos.
Boas leituras
Revista/Slipcased Hardcover/Colecção de Cromos
Criado por: Oliveira Cosme e Carlos Alberto dos Santos
Publicado em 1972 pela APR
Nota: 10 em 10 no conjunto das três publicações (estou a contar com a colecção de cromos).
sábado, 31 de agosto de 2013
Ilustração: Zakarella por Carlos Alberto dos Santos
![]() |
| Imagem com direitos © de Nuno Amado e Aida Teixeira |
Ilustração de Carlos Alberto dos Santos para a série Zakarella dos anos 70.
Um grande mestre português do desenho e da pintura, que pouco destaque tem tido nos blogues de nostalgia que praticamente, e apenas, mostram artistas vintage...
De notar que 80% das criações de Carlos Alberto dos Santos estão na posse de particulares estrangeiros.
Mais uma ilustração para a série Zakarella original:
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| Imagem com direitos © de Nuno Amado e Aida Teixeira |
Boas leituras
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Autores: Carlos Alberto dos Santos
Carlos Alberto nasceu em 1933 e começou a trabalhar em ilustração por volta de 1947. Em 1970 realizou a sua primeira exposição, com trabalhos a óleo em que os motivos históricos eram o centro dos seus trabalhos. Infelizmente quase nenhum dosseus trabalhos se encontra em Portugal, sendo a maior parte possuída por coleccionadores particulares estrangeiros, tanto europeus como norte-americanos.
Para além da pintura fez Banda Desenhada e ilustrou algumas colecções de cromos!
Uma parceria importante aconteceu em Agosto de 1949, quando aos 16 anos publicou a sua primeira estória de BD (História Maravilhosa de João dos Mares), no primeiro número da mítica revista portuguesa Mundo Aventuras, o que é um marco pois também foi a primeira publicação da editora Agência Portuguesa de Revistas (APR)!
Trabalhou também com outras editoras da época como a Camarada e com a Editorial Dois Continentes, mas foi com a APR que teve uma ligação mais estreita. Quase todas as publicações desta revista contiveram capas, ilustrações ou bandas desenhadas deste artista.
Ainda para o Mundo de Aventuras, criou uma biografia ilustrada chamada "Camões, Sua Vida Aventurosa", publicada em 1972 no último volume da série Álbum Especial, esta história também existe em BD!
Os seus últimos trabalhos importantes de BD e ilustração foram feitos para a Editora ASA, sendo que o que nos interessa agora é mesmo a sua ligação à editora de Roussado Pinto (Ross Pynn), a Portugal Press!
É aqui que nasce a Zakarella!
A revista Zakarella assentava nas histórias de duas míticas publicações norte-americanas, a Eerie e a Creepy. As histórias em Banda Desenhada destas duas revistas, servidas por excelentes autores, povoavam o interior da revista Zakarella. Mas quem dava o nome a esta revista mítica portuguesa era mesmo a
heroína criada por Carlos Alberto dos Santos com histórias ilustradas em que Ross Pynn (Roussado Pinto)fazia a parte dos textos.
Carlos Alberto dos Santos, em conversa comigo, disse que o esquema criativo era um pouco ao contrário do normal… ele Carlos Alberto fazia uma ilustração da Zakarella e Roussado Pinto fazia a história com base nessas mesmas ilustrações. Carlos Alberto disse que essas ilustrações eram, à data, o “libertar dos seus demónios interiores” e que hoje seria incapaz de reproduzir algo da Zakarella.
Para finalizar, este artista continuou sempre ligado à arte, nunca desistindo de pintar sobre encomenda, os seus trabalhos são muitos, e superiormente admirados por todo o mundo… infelizmente em Portugal é quase um desconhecido!
Uma nota final… nunca eu pensei com 8 anos de idade ao fazer a colecção de cromos “Camões” (124 guaches) que passados 40 anos iria escrever sobre este artista!
Exposições importantes de Carlos Alberto dos Santos:
A Zakarella vai ser um motivo central na Bedeteca de Beja durante este mês, abrindo a exposição amanhã ao fim da tarde. Poderão ver os trabalhos de recriação desta personagem por artistas actuais, ou seja, todos os autores do Desafio Zakarella mais alguns que decidiram participar com os seus trabalhos especialmente para esta exposição na Bedeteca de Beja!
Convido-vos a dar um "saltinho até Beja!
Boas leituras
Para além da pintura fez Banda Desenhada e ilustrou algumas colecções de cromos!
Uma parceria importante aconteceu em Agosto de 1949, quando aos 16 anos publicou a sua primeira estória de BD (História Maravilhosa de João dos Mares), no primeiro número da mítica revista portuguesa Mundo Aventuras, o que é um marco pois também foi a primeira publicação da editora Agência Portuguesa de Revistas (APR)!Trabalhou também com outras editoras da época como a Camarada e com a Editorial Dois Continentes, mas foi com a APR que teve uma ligação mais estreita. Quase todas as publicações desta revista contiveram capas, ilustrações ou bandas desenhadas deste artista.
Ainda para o Mundo de Aventuras, criou uma biografia ilustrada chamada "Camões, Sua Vida Aventurosa", publicada em 1972 no último volume da série Álbum Especial, esta história também existe em BD!
Os seus últimos trabalhos importantes de BD e ilustração foram feitos para a Editora ASA, sendo que o que nos interessa agora é mesmo a sua ligação à editora de Roussado Pinto (Ross Pynn), a Portugal Press!
É aqui que nasce a Zakarella!
A revista Zakarella assentava nas histórias de duas míticas publicações norte-americanas, a Eerie e a Creepy. As histórias em Banda Desenhada destas duas revistas, servidas por excelentes autores, povoavam o interior da revista Zakarella. Mas quem dava o nome a esta revista mítica portuguesa era mesmo a
heroína criada por Carlos Alberto dos Santos com histórias ilustradas em que Ross Pynn (Roussado Pinto)fazia a parte dos textos.
Carlos Alberto dos Santos, em conversa comigo, disse que o esquema criativo era um pouco ao contrário do normal… ele Carlos Alberto fazia uma ilustração da Zakarella e Roussado Pinto fazia a história com base nessas mesmas ilustrações. Carlos Alberto disse que essas ilustrações eram, à data, o “libertar dos seus demónios interiores” e que hoje seria incapaz de reproduzir algo da Zakarella.
Para finalizar, este artista continuou sempre ligado à arte, nunca desistindo de pintar sobre encomenda, os seus trabalhos são muitos, e superiormente admirados por todo o mundo… infelizmente em Portugal é quase um desconhecido!
Uma nota final… nunca eu pensei com 8 anos de idade ao fazer a colecção de cromos “Camões” (124 guaches) que passados 40 anos iria escrever sobre este artista!
Exposições importantes de Carlos Alberto dos Santos:
- National Society for Fine Arts, Lisbon, 1970, 1972, 1974, 1976
- Faculty Club of the MIT, Boston, 1984
- Casa da Saudade Library, New Bedford, 1986
- Cambridge Public Library, Cambridge (USA), 1986
A Zakarella vai ser um motivo central na Bedeteca de Beja durante este mês, abrindo a exposição amanhã ao fim da tarde. Poderão ver os trabalhos de recriação desta personagem por artistas actuais, ou seja, todos os autores do Desafio Zakarella mais alguns que decidiram participar com os seus trabalhos especialmente para esta exposição na Bedeteca de Beja!
Convido-vos a dar um "saltinho até Beja!
Boas leituras
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Zakarella: Homenagem
Este post apenas pretende ser uma pequena homenagem a um herói Português que deu o nome a uma revista de Banda Desenhada.
Depois de 30 anos ainda me lembro desta revista, que eu só ousava ler às escondidas pois tinha 12 anos na altura! Editada pela Portugal Press, a revista Zakarella, durou uns excelentes 28 números,
apenas findando em março de 1978 porque o Banco de Portugal não autorizou o pagamento dos direitos de autor em Dólares !!!!!!
O primeiro número saiu em 1 de Março de 1976, coexistindo com outra revista do género: Vampirella. A Vampirella, também editada pela Portugal Press e da qual eu tenho os números todos, acabou em Outubro de 1977, ficando assim apenas Zakarella como revista de "terror".
Como seria lógico , a revista para além de conter alguns contos curtos e algumas rúbricas relacionadas com o género, continha sempre uma estória da autoria de Ross Pynn (pseudónimo de Roussado Pinto) e ilustrada pelo fantástico Carlos Alberto dos Santos: Zakarella !
Esta heroína extraterrestre, mas bem portuguesa, lutava contra ou favor da malandragem de Lisboa e arredores (dependia da vontade de Satã), sempre com uns trajes diminutos (por vezes nem diminutos eram) e com muitos monstros à mistura. Pode-se dizer que era uma Vampirella portuguesa, mas não acho isso correcto, pois as únicas parecenças são a falta de roupagem, e nesse campo a Zakarella ganhava (tinha menos roupa ainda), e uma extraordinária arte como podem verificar pelas ilustrações aqui presentes... para além disso, Zakarella não era Vampira...
Era "giro", quer dizer... eu achava "giro" e interessante que alguma editora deste País se lembrasse de fazer uma colectânea das estórias desta personagem, pois a revista Zakarella foi um marco da BD em Portugal e nunca nenhum editor se lembra destas coisas! Eu tenho a certeza que venderia, pois existem duas gerações que têm bem presente esta heroína sexy portuguesa, a minha geração e a dos meus pais, e sempre que por acaso se fala disto toda a gente diz:
- É pahh! A Zakarella... era tão fixe... (ao ler isto façam um ar nostálgico, para dar ambiente...)
De notar que Carlos Alberto dos Santos, nesta revista, mostrou uma faceta dele até então escondida, visto que ele era um ilustrador de motivos históricos! Zakarella foi o libertar amarras deste artista (penso eu...).
De notar que arte de Carlos Alberto dos Santos no interior desta revista é a preto e branco, apenas as capas são coloridas. A revista ao início era quinzenal, passando a mensal alguns meses depois.
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