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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Super-Homem: Herança Vermelha


Muito bom!
Foi uma excelente surpresa para mim este livro da Levoir. Já sabia que tinha sido muito bem recebido pela crítica quando saiu, mas é sempre muito satisfatório quando o hype existente à volta de um livro não o estraga na leitura.

Red Son, no original de 2003, é mais uma excelente história de Mark Millar neste caso inserida na linha Elseworlds da DC Comics. Esta linha conta histórias alternativas de heróis bem conhecidos, colocando-os em situações, tempos e espaços fora das cronologias normais da editora.
Assim Mark Millar coloca a questão… e se a nave do Super-Homem, por uma questão de horas, em vez de aterrar no Kansas aterrasse numa quinta da URSS?

Premissa genial se for bem trabalhada. E foi!
É uma história alegórica de Millar, muito bem estruturada, onde ele vira o mundo ao contrário. Temos versões de várias personagens do DCU vistas de um modo completamente diferente, como Lex Luthor, Green Lantern, Batman, Wonder Woman entre outros, e temos um desenvolvimento geopolítico e económico completamente diferente daquele a que estamos habituados.

Millar dá as ferramentas necessárias a Kal-El para a grande utopia comunista, e à escala global!
Os EUA são resistentes, entram em decadência política e económica, enfim, representam o caos capitalista a bater no fundo… mas temos um salvador: Lex Luthor!

E Batman? Pois, Batman é russo e luta clandestinamente contra a situação de controlo politico do Super-Homem, que subiu ao poder depois da morte de Estaline. Superman e Wonder Woman levam a utopia ao extremo, mas o preço a pagar é alto. O controle é total, inclusivamente são colocados implantes nos elementos da sociedade mais recalcitrantes com esta nova ordem mundial.

Batman está do outro lado da barricada! E Lex Luthor luta com toda a sua força contra este Superman. Desde que se torna presidente, este cientista brilhante consegue reerguer os EUA e com isto estragar os planos do verdadeiro grande vilão por detrás do Superman.

Não me vou alongar com a história, apenas vou dizer que adorei o final. Acho que foi um momento alto de Millar, este final!

Os desenhadores foram Dave Johnson e Kilian Plunkett, que trabalharam bem, com competência, dando o “ar” gráfico que esta história precisava. Aliás, adorei as versões do Batman e do Green Lantern deles! Muito bons.

Este livro está à venda nas bancas e quiosques portugueses desde sexta-feira passada (10 de Janeiro 2014), e o Leituras de BD aconselha vivamente este livro.
O desenvolvimento é muito bom, mas o final do livro para mim é nota 10!

Хорошо читает

Hardcover
Criado por Mark Millar, Dave Johnson e Kilian Plunkett
Editado em 2014 pela Levoir
Nota: 10 em 10

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Lançamento Levoir: Super-Heróis DC Comics Vol.4 - Justice 1


Amanhã sai o primeiro de dois volumes de Justice. É o 4º volume da segunda série DC Comics da Levoir em edição e distribuição com o jornal Sol!
Foi uma série que gostei bastante na altura em que li, e em que pontua como estrela maior o grande Alex Ross.

Podem ler o que escrevi (pouco) na altura clicando no título da sinopse, e fiquem também com seis imagens do livro:


Os maiores vilões do mundo, liderados por Lex Luthor e Brainiac, vão tentar fazer aquilo que os super-heróis da liga da Justiça nunca conseguiram fazer: resolver os problemas do mundo e criar uma Utopia na Terra. O maior desafio dos heróis é também o maior mistério de todos, quando têm de descobrir qual o verdadeiro objectivo dos super-vilões.

Alex Ross, uma das lendas vivas dos comics assina esta saga, que é sem dúvida a sua obra-prima, com a ajuda de Jim Krueger no argumento e de Doug Braithwaite na planificação e desenho.









































































Boas leituras

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Super-Homem: Homem de Aço


Uma excelente introdução a esta segunda série Super-Heróis DC Comics da Levoir a sair com o jornal Sol. Acho que foi quase perfeito!
Quase? Bem, lá chegaremos.

A seguir ao mega evento da DC Comics “Crise nas Terras Infinitas” (volumes #7 e #8 da primeira série desta colecção) a DC decidiu fazer reboots aos seus maiores personagens. Dois destes reboots ficaram famosos: Batman Ano 1 (Frank Miller) e Homem de Aço (John Byrne).

Ambos redefiniram para os tempos modernos estes dois ícones da cultura norte-americana, de um modo indelével. Este post é dedicado à excelente entrada de Byrne no Super-Homem.

Publicada originalmente numa mini-série de seis revistas em 1986, este Homem de Aço faz a fractura entre o Superman da Silver Age e a Modern Age. Aliás, esta redefinição do mito do Superman durou muitos anos, talvez até Birthright, em 2005.

O segredo do sucesso deste reboot feito por Byrne está no respeito pelo que já havia sido feito nesta personagem icónica ao longos dos 50 anos de existência até essa altura. Byrne “limpou” a personagem de muitas das palermices da Era de Prata, deu-lhe volume, uma origem bem sedimentada e ao longo das seis revistas passou, e apresentou, a personagem em alguns dos palcos e protagonistas mais importantes, como a nova Lois Lane, Batman e Luthor. E não me posso esquecer da forma como é apresentada Lana Lang e os Kent! Boa abordagem, sem dúvida.

O desenho de Byrne é muito limpo e coerente, e a sua narrativa gráfica irrepreensível. Por alguma razão este é um arco mítico dentro do Universo DC. Infelizmente as novas colorações ainda não estão num nível que eu considere bom. Não é um problema deste livro, mas sim um problema geral de quando se tenta transportar os livros feitos com um sistema de cor antigo, para as novas plataformas da actualidade, onde inclusivamente o papel é completamente diferente. Isto já foi referido pelo André Azevedo no seu blogue BD no Sótão, onde ele coloca as páginas antigas ao lado das novas. Na realidade perde-se bastante.

Mas isto é pormenor técnico para já ainda difícil de resolver, pelo menos é o que eu sinto. Agora onde temos “mão”, já é diferente. Lá em cima eu disse “quase”. Pois, eu realmente tinha-me abstido de falar mais em traduções e adaptações. Mas bolas… “minha nossa!”?? “C’o a breca”?? "Amiguito"?? Estas entre muitas. Mas desde quando é que um português fala assim? “Com a breca” era usada pela minha avó! “Minha nossa” é usado pelos brasileiros, não os portugueses! E já não falo da “rigidez” e “frieza” (falta de sentimento) com que muitas frases estão traduzidas e adaptadas.
Bem… passando à frente…
























Byrne apresenta logo de início uma belas imagens de Krypton como prólogo. É explicado o que aconteceu a Kripton e assistimos ao lançamento do pequeno Kal-El para o espaço em direcção à Terra. De notar que considero muito boa a cena em que o velho Kent explica ao jovem Clark a sua “adopção” e como esta foi verosímil para a população considerar o jovem como filho legítimo e natural do casal Kent.
O fato do Superman também é explicado por aqui. Apesar de ser feito em material normal nunca se estraga, assim como nunca nenhuma roupa justa do jovem Clark se estragou ao longo da sua vida!
;)
Outras diferenças, o “S” é bem maior assim como a capa, aumentando o efeito dinâmico da personagem em acção.

Não vou contar o livro todo, pois ele está à venda numa boa edição da Levoir em capa dura, por um excelente preço, vou só apenas focar-me no primeiro contacto com Batman, e das primeiras tentativas de Luthor para tentar de algum modo “lutar” contra o Super-Homem.

O 1º contacto com o Morcego está óptimo. Batman mostra todas as suas qualidades paranóicas para que o Super não o possa de algum modo deter, e as duas personalidades tão distintas da DC são aqui muito bem retratadas, e de uma forma bem simples. Eles são o oposto um do outro, a luz e o negrume! Acabam por tratar de um caso juntos (vilã Magpie – Gralha) e acabam por chegar à conclusão que cada um está bem adaptado à cidade que protege.
Luthor, e após os vários primeiros atritos, quer vingar-se do Super-Homem. Numa destas situações, este acaba por criar um Bizarro. Byrne quis que esta personagem fosse também aflorada nesta mini-série. Sempre foi um mundo presente dentro da mitologia do Superman, mas aqui aparece de forma um pouco diferente, como verificarão na leitura.

Não posso deixar em branco a situação de Clark Kent a fazer a barba. Pois, sempre houve muita celeuma e riso de como o invulnerável Super-Homem fazia a barba e cortava o cabelo. Pois, aqui podem ver como Clark toma conta das suas pilosidades faciais!
:D
Bom, já escrevi demais... mas ainda quero salientar uma coisa. As capas têm melhorado muito desde que a Levoir iniciou esta aventura nos Comics, tenho de dizê-lo!





Boas leituras

Hardcover
Criado por: John Byrne, Dick Giordano (arte-final) e Tom Ziuko (cor)
Editado em 2013 pela Levoir
Nota: 9 em 10

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Lançamento Levoir: Super-Heróis DC Comics (2ª Série)



À imagem do que aconteceu com a publicação de títulos Marvel, a colecção DC Comics também vai ter uma 2ª série, como tinha sido noticiado pela Levoir dias atrás.

E mais uma vez vamos ter excelentes títulos nesta colecção, onde podemos encontrar Herança Vermelha (Red Son), Choque de Titãs (A Kid's Game), Batman & Robin e Justiça (Justice).

Esta colecção é composta por 10 volumes, Justiça vai ser o único a ter dois livros, e desta vez o jornal que vai distribuir a colecção da Levoir vai ser o Sol, em vez do Público. Assim o dia da semana em que os livros irão para bancas e quiosques também mudará, irá passar a ser à sexta-feira a partir do dia 29 de Novembro de 2013 (ou seja... na próxima semana).



1 - Super-Homem: Homem de Aço (Man of Steel) - John Byrne

2 - Batman e Robin: Batman Renascido (Batman & Robin) - Grant Morrison, Frank Quitely, Phillip Tan

3 - Novos Titãs: Choque de Titãs (Kid's Game) - Geoff Johns, Mike McKone

4 - Universo DC: Justiça I (Justice) - Alex Ross, Jim Krueger,Doug Braithwaite

5 - Universo DC: Justiça II (Justice) - Alex Ross, Jim Krueger,Doug Braithwaite

6 - Liga da Justiça/Sociedade da Justiça: Virtude e Vício (Virtue and Vice) - Geoff Johns, David Goyer, Carlos Pacheco, Stephen Sadowski, Don Kramer

7 - Super-Homem: Herança Vermelha (Red Son) - Mark Miller, Dave Johnson, Killian Plunkett

8 - Batman: Contos do Batman (Tales of the Batman) - Tim Sale, James Robinson, Alan Grant

9 - O Gavião: Aliados e Inimigos (Allies and Enemies) - Geoff Johns, Rags Morales, José García-López

10 - Super Homem-Batman: Poder Absoluto (Absolute Power) - Jeph Loeb , Carlos Pacheco, Mark Verheiden, Kevin Maguire


 Boas leituras

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Arqueiro Verde: Os Caçadores



Esta série da Levoir trouxe algumas pérolas que eu já conhecia, como Crise de Identidade, Joker: O Último a Rir, Batwoman: Elegia e Crise na Terras Infinitas.

Este eu não conhecia, embora já tivesse bastantes vezes para o comprar no original. Em boa hora foi publicado em português! Devido a esta feliz coincidência decidi fazer este artigo.

No original tem o título Green Arrow: The Longbow Hunters, e o artista em foco é Mike Grell.
Este autor/desenhador norte-americano sempre foi dos meus preferidos. Tive o primeiro contacto com a sua obra através do Mundo Aventuras com um dos meus heróis favoritos: Warlord, a preto e branco (garanto que se me sair o Euromilhões eu publico integralmente esta série em português…). Como eu adorava o desenho de Grell! A história era mistura de clichés, mas tudo feito de tal modo que eu ansiava sempre pela próxima aventura de Warlord em Skartaris!

Grell teve excelentes trabalhos em Tarzan e claro, trabalhou muito para a DC nos seus maiores títulos. Para a Marvel pouco trabalhou, apenas Iron Man e X-Men Forever.

Os Caçadores datam de 1987, uma altura em que se lutava por trazer temáticas mais adultas para os comics. Era a época do “Grim and gritty”!
Grell redefiniu o Arqueiro Verde tornando-o num caçador urbano, com temáticas sociais fortes, abandonando a antigas batalhas com super-vilões. Aqui os vilões eram bem retratados e formatados socialmente. Desde bandidos de meia tigela até mafiosos do mais alto gabarito, tudo passou neste livro.

Digamos que há um crescimento deste Robin dos Bosques moderno. Deixou de ser um playboy, deixou aquelas cruzadas sociais de outros tempos, e claro, aqui não há lutas contra super-vilões (leia-se tipos maus com super poderes). Oliver está mais velho, mais sábio como pessoa e também mais introspectivo. Acaba por ser um livro complexo, apesar da aparente simplicidade com que Grell vai contando a história. Daí eu dizer que há duas maneiras de ler este livro: ou simplesmente lendo vorazmente uma aventura com acção, ou então lendo mais lentamente tomando atenção às entrelinhas.

Grell esquematizou o Arqueiro Verde como um verdadeiro “vigilante” urbano, na companhia da Canário Negro. A caça era a mesma, os predadores diferentes. Grell retrata muito bem os predadores urbanos no seu habitat de betão, com as suas taras e loucuras, nos monólogos do Arqueiro e (claro) com o seu maravilhoso lápis, num registo muito realista.

Grell não se coíbe de mostrar alguma nudez, tortura e sangue. A cena em que Dinah (Canário Negro) está a ser torturado é um belo momento gráfico e psicológico. Ela está nua e da maneira como os traficantes a estão a tratar está implícita, para além da tortura pura e simples, também a violação. Oliver está com um dos maiores dilemas da sua vida… o homem que jurou a si mesmo não matar tem aqui uma escolha muito difícil! Grell trabalhou muito bem esta cena, tanto na escrita como no grafismo.
Para dar mais substância à história, Grell criou Shado, a filha de um Yakuza que é treinada nas artes do Kyudô (arte marcial japonesa do arco e flecha).

Shado é a personagem que une toda a trama deste livro. Treinada para matar e vingar a desonra que um grupo especial norte-americano provocou na sua família.
Oliver Queen cria uma relação ambivalente com esta guerreira. Por um lado não quer que ela vá matando a seu bel-prazer, por outro lado… eles são bandidos do piorio e ela está a dar cabo deles!

Bom, estruturando a trama da história… Oliver e Dinah mudam-se para Seattle.
Aqui dão-se conta de vários crimes que tomam conta dos jornais da região. Um assassino em série que vai somando prostitutas, e um misterioso arqueiro que vai matando aparentemente de forma aleatória.
Dinah segue uma pista de narcotraficantes, Oliver vai atrás do misterioso arqueiro.
No final tudo se une numa excelente história de Grell.


Relativamente ao desenho, eu sou suspeito. Adoro Grell! Acho que a grande atracção deste livro é mesmo a arte. E sim, eu gosto deste género. Sem brilhos "photoshopados", sem brincadeiras no computador. O que está ali é Grell, lápis e papel!

Neste livro ele tem vários registos gráficos, conforme o que está a retractar. Mas a sua narrativa gráfica nunca se perde nestas mudanças, antes pelo contrário, fazendo com que o leitor nunca saiba que tipo de desenho vem na página seguinte.
Teve uma grande ajudante que soube interpretar bem o que ele pretendia: a colorista Julia Lacquement!


Este foi um dos livros que mais me surpreendeu nesta colecção. Sem dúvida que recomendo este nº 12 da série Super-Heróis DC Comics.



Hardcover
Criado por: Mike Grell
Editado em 2013 pela Levoir
Nota: 9,5 em 10

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Super-Heróis DC Comics Vol.5: O Último a Rir



O Último a Rir
Este foi o livro que saiu a semana passada pela colecção “Super-Heróis Dc Comics” da Levoir.
Colecta duas das melhores histórias do universo Batman:
  • Piada Mortal (Killing Joke)
  • Joker
Tem a particularidade de para mim ser um 4 em 1! São quatro autores/desenhadores que eu aprecio muito, Alan Moore e Brian Bolland em Piada Mortal, e Brian Azzarello com Lee Bermejo em Joker.

Outra particularidade destas duas histórias, é o Joker ser o protagonista, sobretudo na segunda história, e não Batman.
Vamos por partes.

Piada Mortal
Um verdadeiro ensaio de loucura!
Esta obra dos finais dos anos 80 iniciou um estilo diferente a que alguém apelidou de grim and gritty. Histórias mais obscuras num ambiente mais realista, sempre presente um humor também ele negro.

Este estilo da época influenciou não só os Comics, mas também o cinema e criadores na sua generalidade.

“Um dia mau.” (One bad day)
Como é que apenas um mau dia na vida de alguém pode transformar a vida de tantos?
Esta é a premissa deste livro. Como levar alguém à loucura em apenas um dia?

É isto que o Joker quer provar a Batman… e para isso vai servir-se do Comissário Gordon e da sua filha Bárbara Gordon. De salientar que apesar de este título não pertencer à cronologia “normal” da DC Comics influenciou-a profundamente. Bárbara Gordon (Batgirl) fica paralítica numa cadeira de rodas e posteriormente vai transformar-se no Oráculo. Foi aqui que isto aconteceu!

O Joker quer provar a Batman que basta um mau dia para transformar uma pessoa incorruptível num louco. Para isso vai servir-se de Gordon e da sua filha.
A história inicia-se em Arkham onde Batman descobre que o Joker se tinha evadido deixando um “duplo” seu no asilo.

Mas o Joker não tinha perdido tempo para montar o cenário, e o cenário perfeito é mesmo uma feira de diversões abandonada.
Alan Moore escreve esta história irrepreensivelmente, mostrando “às pinguinhas” flashbacks da vida do Joker quando ainda era uma pessoa normal. No seu caso um cómico de quem ninguém se ria nos seus espectáculos, com uma mulher grávida, e sem dinheiro para assistir às necessidades dela. Acaba por aceitar fazer um trabalho numa fábrica para um gang. Depois de ter aceite recebe a notícia da morte da sua mulher devido a complicações de gravidez! Nesse momento já não quer fazer o trabalho para o gang, mas acaba por ser obrigado… corre mal, e acaba por cair num lago de resíduos químicos e transforma-se… foi aqui o seu primeiro contacto com Batman!
Este foi um dia mau para este homem, e que mudou a sua vida para sempre!

Agora quer provar ao morcego que basta mesmo isso! Para tal entra pela casa do Comissário Gordon dentro, dispara sobre Bárbara deixando-a paraplégica, rapta Gordon, despe a filha e tira-lhe fotografias.
Leva o comissário para o parque de diversões e submete-o a verdadeiras torturas psicológicas… ele quer quebrar fisicamente e psicologicamente Gordon! Mas Batman estraga tudo…

O final é sui generis… o Joker conta uma anedota a Batman. E riem-se os dois às gargalhadas!
Em que livro é vocês viram Batman rir-se às gargalhadas? Nunca! Alan Moore é especial, porque é. Consegue ser sempre original, mesmo que o conceito já esteja visto.

O trabalho de Bolland é maravilhoso. Quando li Camelot 3000 fiquei a adorar este desenhador, e aqui passou a ser um dos meus preferidos, mesmo!

Piada Mortal e Joker

Joker
Diferente e perturbante.
São duas palavras que me surgem logo quando penso nesta história de 2008.
Brian Azzarello tem aqui uma história a seu gosto! Se “Piada Mortal” o registo era negro, bem… aqui desce aos infernos!

Azzarello conta esta história através de um bandido de 2ª categoria. É Johnny Frost o narrador deste livro, ele gostaria de ser como o Joker… mas falta-lhe um bocadinho para isso. Frost vai receber à saída do Asilo Arkham o terrível Joker, estranhamente, alguém o considerou curado!

A partir daqui começa uma festa macabra. O Joker descobre que os seus “amigos” tinham dividido a “sua” cidade entre eles… mas ele quer a “sua” Gotham de volta. Para isso serve-se dos poucos que ainda lhe eram fieis e começa o massacre de inimigos e a chantagem aos que lhe ainda interessavam, como o Pinguim e o Duas-Caras. Tem um aliado poderoso, o Killer-Croc!

Este Joker não é engraçado, não há grandes piadas, mas compensa a falta disto com um sadismo que ultrapassa os limites, bem coadjuvado pela Harley Quinn nessa loucura completa. Batman, aparece apenas nas últimas páginas...
Azzarello fez o Joker mais sádico da BD! Esta é a minha opinião.

O que dizer de Bermejo… tornou o ambiente realisticamente sombrio. Sente-se nos seus desenhos realistas o stress da loucura do Joker. Consegue fazer emoções através dos seus desenhos, desenhando expressões finamente loucas!
A sua representação gráfica do Joker é a do filme The Dark Knight, protagonizado por Heath Ledger. Mas não é uma cópia! Este livro foi desenhado dois anos antes do filme, embora tenha saído quase na altura da estreia. Presume-se que Bermejo tenha enviado um concept do seu Joker, e que este foi aproveitado para a caracterização de Heath Ledger…

O Leituras de BD recomenda vivamente este livro. Não tem só uma história de excelência, tem duas!

Hardcover
Criado por: Alan Moore e Brian Bolland (Piada Mortal), Brian Azzarello e Lee Bermejo (Joker)
Editado em 2013 pela Levoir/Público
Nota: 11 em 10

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Lançamento Levoir / Público: Super-Heróis DC Comics


Aí está a colecção mais aguardada deste Verão!
A Levoir está em grande actividade nesta estação de calor, depois do lançamento da colecção da Turma da Mônica, eis que surge o anúncio com datas, preços e títulos que compõem esta colecção.

A capa que está no topo do post é referente ao primeiro volume da colecção, e apresento mais abaixo também as capas dos volumes 2 e 3.

Esta colecção vai ter o seu início em 11 de Julho, saindo sempre à 5ª Feira.
São 20 volumes que correm vários heróis DC Comics, e também alguns eventos famosos como Crise nas Terras Infinitas e Crise de Identidade (excelente).
O preço de cada livro será 8,90€, excepto o primeiro volume que terá o simpático preço de 4,90€.

A lista de títulos é a seguinte:


  1. Liga da Justiça: Terra 2
  2. Batman: Herança Maldita
  3. Super-Homem: Pelo Amanhã volume 1
  4. Super-Homem: Pelo Amanhã volume 2
  5. Joker: O Último a Rir
  6. Mulher-Maravilha: Quem é a Mulher Maravilha?
  7. Universo DC: Crise nas Terras Infinitas volume 1
  8. Universo DC: Crise nas Terras Infinitas volume 2
  9. Batman: Saga de Ra' al Ghul
  10. Lanterna Verde/Arqueiro Verde: Inocência Perdida
  11. Flash: Renascer
  12. Arqueiro Verde: Os Caçadores
  13. Liga da Justiça: Crise de Identidade volume 1
  14. Liga da Justiça: Crise de Identidade volume 2
  15. Superman/Batman: Os Melhores do Mundo
  16. Batwoman: Elegia
  17. Lanterna Verde: Origem Secreta
  18. Batman: Outros Mundos
  19. Super-Homem: Legião dos Super-Heróis
  20. Superman/Batman: A Rapariga de Krypton







Estão aqui títulos muito bons, dos quais eu destaco Crise de Identidade, Inocência Perdida, Elegia e Pelo Amanhã.



De um modo geral, acho esta colecção bastante boa!
De notar que a Levoir está a trabalhar neste momento em colecções de BD com três jornais diferentes: Público, Diário de Notícias e Jornal de Notícias!

Digam de vossa justiça!


Boas leituras

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