domingo, 30 de abril de 2017

Cinema: Guardiões da Galáxia Vol.2
(Guardians of the Galaxy Vol.2)
(E outros apontamentos sobre o universo cinemático Marvel)



Já está em exibição nas salas portuguesas a ansiada sequela de Guardiões da Galáxia. Ontem fui ver.
Para já posso dizer que gostei do filme embora não fosse bem o que estava à espera.

Vou voltar um pouco atrás no universo cinemático da Marvel para perceberem algumas das minhas reticências em relação ao caminho que a Disney está a tomar em relação a estes filmes.
Na minha opinião os filmes da Marvel não são todos bons. Aliás a sua larga maioria é muito mediana (podem começar a disparar balas enriquecidas com urânio). Mas alguns destes filmes foram na realidade bastante bons! Refiro-me ao primeiro Homem de Ferro, ao primeiro Avengers, ao Homem Formiga, Guardiões da Galáxia e ao Capitão América: Soldado de Inverno (pronto... o Dr Estranho também).


Mas mesmo os filmes medianos encaixam-se muito bem em todo o universo Marvel do cinema, isso é um facto.
São filmes que no início estavam muito bem equilibrados ao nível dos efeitos, doses de humor quando as personagens se propiciavam a isso, acção, e no argumento pronto... uns mais fracos outros melhores mas razoavelmente sólidos no que respeita ao universo cinemático Marvel.

O que está a acontecer de uns filmes para cá é a sua transformação de filmes de super-heróis para filmes cómicos. Gags sem parar, personagens que não são cómicas a dizer piadas, despersonalização de outras a bem dos quereres do público mais infantil, enfim... acho que me percebem.


O filme do Dr Estranho só não lhe dou nota máxima exactamente por causa disso, "piadolas"? Stephen Starange um "piadolas"?? A sério Marvel? Por vezes o Dr Estranho parecia o Homem de Ferro versão mágico entertainer de palco. A Marvel não está a saber parar porque as criancinhas que vão ao cinema ver estes "filmes para todos" não param de rir e e um dia os filmes vão-se transformar todos no mesmo. E nesse dia as pessoas vão-se fartar, e a galinha dos ovos de ouro da Disney morre aí.

Mais, os responsáveis por isto são tão inteligentes que só para meterem um cameo do Hulk no próximo filme do Thor acabam por inviabilizar pelo menos dois ou três filmes do gigante esmeralda, Planet Hulk e World War Hulk que são só os melhores filmes que poderiam fazer com esta personagem. Sim porque o Hulk nesse trailer do Thor aparece exactamente vestido como em Planeta Hulk: gladiador na arena de Sakkar com o Imperador Vermelho a assistir (para mais um gag cómico...). E o pessoal que viu o trailer do Thor em que isto acontece fremiu de alegria... isto demonstra bem ignorância em relação às personagens e ao seu passado nos comics.
Tristeza...


O que acho engraçado nisto tudo é que vociferam contra os filmes da DC e depois ficam cegos de adoração em relação aos da Marvel sem verem os graves defeitos que têm e que cada vez mais são visíveis.

Passando para Guardiões da Galáxia Vol.2.
Quando disse que não foi o que estava à espera foi por causa da ligação que tem existido sempre entre os vários filmes da Marvel, que em princípio vai culminar na Infinity War com o primeiro filme a sair em 2018 e o segundo em 2019.

Foi um filme stand alone, auto-contido dentro dos Guardiões sem qualquer relação aparente com essa continuidade.
Agora o que acho deste filme.



Continua bom, divertido e com acção a rodos. Foi feito um bom desenvolvimento das personagens apresentadas no primeiro filme que começam a ter de facto ligações entre elas bastante mais sólidas.

Relativamente às personagens, tenho de relatar o meu desprazer em ver o baby Groot a estrelar o filme, e de começar a pensar que nunca mais vai crescer a bem dos dólares ganhos em cada gemido da plateia de cada vez que ele aparece em cena. Isto é ridículo...

E de facto à conta das "piadolas" não sei o que dizer... que o filme tenha sido feito para ser "leve", com boas cenas de humor é uma coisa. Funciona bem como aconteceu no primeiro, agora a primeira parte deste segundo filme é uma catadupa de gags cómicos que parece que estamos num filme do Charlot! Ademais... isso descompensa o filme porque na segunda parte nota-se a quase ausência de cenas cómicas, é evidente.
Equilíbrio, precisa-se!



De qualquer modo, é um filme que se vê muito bem, para toda a família, mas na minha opinião, inferior ao primeiro.

Um desabafo... começo a estar farto dos filmes "para todos". Venha depressa o segundo Deadpool, pelo menos não está restringido pelas regras das idades mais infantis.

Boas leituras
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sábado, 29 de abril de 2017

Pétalas



Pétalas foi um dos três lançamentos da Kingpin Books no último Anicomics. Inicialmente publicado no Brasil em Agosto de 2015 numa coedição entre a Jupati Books (Marsupial Editora) e a Tambor Quadrinhos após um crowdfunding de um sucesso estrondoso. Eram pedidos 5 mil Reais no site de financiamento e atingiu este valor em 24 horas. A soma atingiu mais de 50 mil Reais!

Gustavo Borges, que tem pouco mais de 20 anos, iniciou o trabalho como desenhador no seu Webcomic "A Entediante Vida de Morte Crens", publicando um pouco mais tarde "Edgar e a Energia dos Ventos". Pétalas penso que será o seu terceiro trabalho, com parceria de Cris Peter nas cores.

A narrativa deste livro é lindíssima numa estrutura simples em que o leitor nem se dá conta da falta dos balões e falas das personagens. Aqui funcionou a mestria de Gustavo Borges em contar uma história em que apenas a sequência visual é apresentada ao leitor. Não é fácil mas foi plenamente conseguido.

O livro foi colorido pela Cris Peter, jovem brasileira que já trabalhou tanto para a Marvel como para a DC Comics, é já uma colorista consagrada sendo a primeira brasileira a ser nomeada para um prémio Eisner relativo aos seus trabalhos "Casanova: Avaritia" e "Casanova: Gula", de Matt Fraction, com desenhos dos também conhecidos brasileiros Gabriel Bá e Fábio Moon.

Este é um livro generoso de sentimentos, envolvido por muita doçura. As personagens principais são uma pequena raposa e um estranho pássaro que irão interagir no espaço de um duro Inverno.
E é num Inverno duro que estas personagens nos vão demonstrar o que é a partilha, altruísmo, nobreza, amor,  e empatia.

A expressividade dos desenhos do Gustavo foi exponenciada pela envolvência criada pelas cores de Cris Peter que fazem transacções perfeitas entre os vários espaços onde decorre este Pétalas.

Um livro para toda a família, e já agora leiam mais que uma vez, porque num livro sem balões há a tendência para o leitor folhear depressa demais tomando atenção apenas à página, quando a história está nos quadradinhos.

Uma bela edição em capa dura da Kingpin Books!




Boas leituras


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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Lançamento G.Floy: Cage



Mais um lançamento G.Floy. Desta vez temos Cage, o powerhouse negro da Marvel, em que a Netflix apostou tempos atrás para uma série.

A primeira aparição deste herói foi na revista "Luke Cage, Hero for Hire #1" em 1972, sendo um dos primeiros afro-americanos nos comics norte-americanos a ser protagonista em histórias de super-heróis (o primeiro na Marvel).
Inicialmente Carl Lucas fazia parte de um gang, sendo preso injustamente. Numa experiência que correu mal na prisão acabou por ficar com força sobre-humana e pele invulnerável.

Foi nesta altura que conheceu o DareDevil e o Ironfist. Casou com Jessica Jones e fez parte dos New Avengers, inclusivamente fez parte num breve período dos Fantastic Four!
Agora em português pela mão da G.floy vamos ter uma bela edição com este herói. Fiquem com o press release:


CAGE (Col. MARVEL)
Argumento de BRIAN AZZARELLO e arte de RICHARD CORBEN

O herói da Marvel que deu origem à série da NETFLIX!

Quando Luke Cage aceita investigar o assassinato de uma jovem adolescente, descobre que está a decorrer uma guerra entre três gangues diferentes pelo controlo do bairro a que chama lar. E que melhor maneira de quebrar um impasse do que oferecer os seus serviços a quem lhe pagar mais?

Brian Azzarello é um dos mais aclamados escritores de comics da actualidade, criador de uma das mais premiadas e conhecidas séries independentes, 100 Bullets, e autor de várias sagas de super-heróis para a Marvel e a DC, onde adopta sempre um ponto de vista mais humano para analisar um mundo com super-poderes. Alguns dos títulos que ele assinou mais conhecidos incluem Joker, Lex Luthor ou Batman: Cidade Destroçada. Para a Marvel escreveu um notável Hulk em que colaborou pela primeira vez com Richard Corben, um artista com um talento ímpar e um estilo original, pelo qual foi eleito para o Will Eisner Hall of Fame. E nas páginas deste Cage volta a juntar forças com Corben para um conto negro e realista, que nos transporta para o submundo do universo Marvel. Muitas vezes violento, e sempre fascinante, Cage é uma história de acção urbana no seu melhor.

“O Hip-hop, os filmes de blaxploitation e os comics são primos. A música, a banda desenhada e a rua cruzam-se nos cartoons das capas de discos pós-fase Igreja do Processo do Julgamento Final dos Funkadelic. Bootsy Collins cita os estúdios Hanna-Barbera como uma das suas principais influências. Quando descreve os primeiros tempos do Rap, no livro That’s Blaxploitation: Roots of the Baadasssss'Tude, o sempre saboroso Fab Five Freddy mostra-nos que o MC muitas vezes se comparava a “todo o género de personagens de banda desenhada e super-heróis”. Como disse, o hip-hop, os filmes de blaxploitation e os comics estão todos na família. E agora, temos de volta um Cage de barrete, para manter o funk vivo. CAGE traz uma voz urbana autêntica - a voz do herói de blaxploitation, a voz do hip-hop, a voz da classe negra pobre - para a banda desenhada. E, apesar de afirmar que é um mercenário - tal como em todos os bons filmes de blaxploitation e kung fu - Cage é um herói da classe pobre. Um preto à séria, cheio de atitude à Huey Newton, imbuído de Mito Urbano.”
Do prefácio de Darius James.





CAGE
Brian Azzarello (argumento) e Richard Corben (arte)
Formato comic, capa dura, 128 pgs. a cores. PVP: 10,99€
ISBN: 978-84-16510-30-6





Boas leituras



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Alien: Covenant Trailer
Prologue: The Crossing


Alien: Covenant sai em Maio, e pretende (ou promete) ser um regresso às origens deste franchise sci-fi de terror.
Esta série teve dois grandes filmes, Alien em 1979 e Aliens em 1986. Depois arrastou-se por mais dois filmes fracos: Alien 3 em 1992 e Alien: Resurrection de 1997.

Em 2012 Ridley Scott resolve voltar a este franchise com uma prequela: Prometheus.
Este filme deixou toneladas de perguntas no ar, sendo certo que muitas delas irão ser respondidas nesta continuação, Alien: Covenant.

Saíram vários trailers onde se vêem algumas boas sequências, mas nunca se percebe o que acontece a Shaw e David após os eventos de Prometheus.
Bem, este trailer com o título The Crossing levanta um pouco o véu, e também mais perguntas...

Podem ver o trailer já aqui por baixo:








Boas leituras
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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Lançamento G.Floy: Tony Chu Vol.6 - Bolos Janados



O incrível Tony Chu chega ao sexto volume em português pela mão da G.Floy, ou seja, metade da série original sendo certo que que esta editora pensa em publicar mais dois volumes este ano (Julho e Novembro). A G.Floy informa que a vinda de John Layman para o Amadora BD deste ano está acertada, e ainda vai tentar trazer Rob Guillory a tempo para este festival.

Neste volume (maior que o normal) teremos a inclusão do um número especial do Agente Secreto POYO, que promete ser tão louco como a ideia de que um galo biónico possa ser um agente secreto... :D
Esta é uma série que eu recomendo "aos montões". Das mais divertidas que tenho lido nos últimos anos.
Fiquem com a nota de imprensa da G.Floy:



Tony CHU volume 6:

Bolos Janados


A série mais tresloucada dos comics atinge a metade: com o volume 6 de 12, CHU chega a meio do caminho, e começa a recta final que nos levará a descobrir a verdade sobre a FDA, os extra-terrestres, a gripe das aves, a NASA e muito mais!

Tony Chu - o agente federal cibopata com a habilidade de obter impressões psíquicas de tudo o que come - está num hospital, a lutar pela vida, e, por isso, será Toni, a sua irmã gémea, a tomar a dianteira nesta aventura. Toni é cibovidente, e consegue ver o futuro de tudo o que come. E, nestes últimos tempos, tem visto umas cenas mesmo horríveis!

O sexto volume da série bestseller do New York Times, uma bizarra e divertida história sobre polícias, bandidos, cozinheiros, galos assassinos e agentes clarividentes. Apresentando também a incrível história que fascinou a América e impressionou criancinhas em todo o mundo com a sua violência: as aventuras do Agente Secreto Poyo, o galo biónico mais tramado do mundo e arredores!

“Agente Secreto Poyo é uma história tão ridícula e parva, que se torna incrível e espantosa e louca. Tão exagerada, que só nos resta adorá-la!”
- Gamespot

Tony CHU: Bolos Janados inclui uma galeria extensa de pin-ups de Poyo, a verdadeira estrela em ascensão do universo CHU, que eclipsará em breve toda a lista de agentes semi-competentes e pouco fiáveis que têm povoado até agora as páginas desta série, que merece finalmente conhecer o seu maior herói. Com ilustrações de nomes como Ben Templesmith, Nick Pitarra, John McCrea e outros.

Vencedor de dois Prémios Eisner - o galardão máximo da banda desenhada anglo-saxónica - e de dois Prémios Harvey - os prémios profissionais dos comics nos EUA - CHU/Chew é uma das mais populares séries independentes actuais.

E visitem ChewComic.com, o site oficial desta série!

Reúne os #26 a 30 dos comics originais da série Chew, e o número especial Chew: Secret Agent Poyo, e corresponde ao volume Chew#6: Space cakes. A série está planeada para um total de 12 volumes.


Tony Chu volume 6: Fome de Vencer
Álbum, 160 pgs a cores, capa dura. PVP: 10,99€
ISBN: 978-84-16510-28-3


Nota: o PVP deste volume é 2€ mais caro porque tem bastantes mais páginas que os anteriores; voltaremos ao nosso PVP normal no #7!





Boas leituras




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segunda-feira, 24 de abril de 2017

2017 Will Eisner Spirit of Comics Retailer Award: Kingpin Books


https://scontent.flis5-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/18118964_10156981943087037_4872521532878193203_n.jpg?oh=f1e9f51598c0dabdb200a4c9b1bc106b&oe=598301B6
 

"Dear Retailer,

Congratulations!
Your store has been nominated for the 2017 Will Eisner 'Spirit of Comics' Retailer Award. This award was created by Will Eisner as a way to honor the hard work put in by comic book store owners."


 A loja portuguesa Kingpin Books foi nomeada para os prémios Eisner, apelidados de "Oscars" da BD!
Uma notícia que deve ter provocado um enorme orgulho ao Mário Freitas quando recebeu a carta da San Diego Comic Con com esta informação.

O LBD não podia deixar passar este momento que premeia o espírito e o coração que o Mário Freitas coloca em tudo o que faz.
E o LBD não podia deixar passar isto por duas razões, primeiro porque é o reconhecimento da qualidade de uma loja de BD portuguesa, e segundo porque considero o Mário um amigo e sei o importante que isto é para ele.


Já agora para vosso conhecimento deixo alguns critérios de escolha dos nomeados para esta categoria dos prémios Eisner:

CRITERIA for judging include:

  • Supporting a wide variety of innovative material.
  • Providing opportunities for creators’ material to reach buyers; stocking a diverse inventory.
  • Knowledge: Working to stay informed on retailing as well as on the comics field.
  • Community activity: Promoting comics to the community; maintaining relationships with schools and libraries; keeping active in social, business, and arts community organizations.
  • Quality of store image: Using innovative display approaches; using store design creatively.
  • Adhering to standard ethical business practices.


Penso que é um momento que enche de orgulho o nosso pequeno mercado, e que trabalhar bem traz benefícios!


MUITOS PARABÉNS MÁRIO, e claro, estendidos à EQUIPA DA KINGPIN BOOKS!
Vocês Merecem! 

:)

Já agora, foi o Mário Freitas que fez o logo que este blogue usa há muitos anos ;)

Boas leituras


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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Lançamento ASA: Airborne 44



No final deste mês, dia 28, a ASA vai publicar a colecção Airborne 44 na íntegra, com a distribuição do jornal Público.

Trata-se de uma série ambientada na 2ª Grande Guerra, possuidora de um desenho realista do talentoso belga Philippe Jarbinet.

Podemos contar com uma grande arte acompanhada por uma narrativa gráfica bem coerente e estruturada. Para os fãs deste tipo de BD é um indispensável must have.

Podem ver todas as capas da colecção, assim como ler a sinopse de todos os livros.
Fiquem com o press release da ASA:



O PÚBLICO e a ASA editam, já a partir de 28 de Abril, uma nova colecção de BD, sobre a Segunda Guerra Mundial - «Airborne 44».

«Airborne 44» é uma BD franco-belga, escrita e desenhada com o aconselhamento de um historiador.
São 6 volumes, inéditos em português, onde a realidade e a ficção se misturam e as armas e os sentimentos se cruzam em três ciclos: o Inverno de 1944; antes da Guerra culminar no dia D; e o fim da Guerra.

Junte-se aos Aliados e não perca cada batalha em cada volume!

Uma edição em capa dura, 56 páginas, que os leitores do jornal PÚBLICO poderão adquirir, por 8,90€+preço do jornal.
Enviamos abaixo a data de saída de cada álbum:


AUTOR
PHILIPPE JARBINET
Argumentista / Desenhador

Nascido em 1965 na Bélgica, Philippe Jarbinet publica o seu primeiro álbum em 1992 nas Éditions Blanco. Trata-se de Sandy Eastern, com argumento de Franz.
Três anos mais tarde regressa à banda desenhada, assinando o argumento e os desenhos do primeiro volume de Mémoire de Cendres, publicado nas Éditions Glénat. Desta série serão publicados dez volumes entre 1995 e 2007.

Depois de ter colaborado no policial colectivo Une Folie Très Ordinaire, imaginado por Christian Godard, escreve e desenha a partir de 2003 os três episódios de Sam Bracken, sempre nas Éditions Glénat.

Com a sua chegada à Casterman, em 2009, muda de registo e de técnica.
Os álbuns Airborne 44, com texto e desenhos de sua autoria, são realizados em cor directa. Funcionando em dípticos, trata-se de histórias de guerra baseadas em dramas humanos. O sucesso é imediato e transporta Jarbinet para o primeiro plano do panorama dos grandes autores realistas.

Rigoroso, tanto no texto como no desenho, de que assegura igualmente a cor, Philippe Jarbinet perpetua com talento a banda desenhada realista clássica, não sem lhe trazer uma nota própria de modernidade.
Paralelamente ao seu trabalho como autor, Philippe Jarbinet é professor de desenho e de banda desenhada na Academia René Defossez, em Spa, na Bélgica




Sinopses
1 – ONDE OS HOMENS CAEM
No dia 12 de Junho de 1944, quando o fumo se dissipou naquela casinha de Carentan, compreendi aquilo em que me tinha tornado, aquilo que eu era realmente: um assassino.
A 16 de Dezembro o destino deu-me a escolher entre redimir-me ou deixar-me apanhar…

2 – O AMANHÃ SERÁ SEM NÓS
Tenho dores… Tenho frio… Tenho a boca a saber a sangue… Ouço vozes em meu redor…
Ao longe…
Muito ao longe…

3 – OMAHA BEACH
6 de Junho de 1944. Alvorada. Não reconheço a praia onde outrora vivi momentos mágicos…
Fogo, barulho, fumo, morte! Estou às portas do Inferno.
Mas o pior ainda está para vir…

4 – DESTINOS CRUZADOS
Caminho numa guerra que tudo reduz a pó: os homens, as mulheres, as crianças, as paisagens…
Nada, nem ninguém, lhe escapa…
Até as minhas memórias parecem querer morrer…
Caminho numa guerra negra, mas conservo a esperança de que haja no fim…
…uma luz!

5 – SE É PRECISO SOBREVIVER
O crash bolsista de 1929 e o Dust Bowl atiraram-nos para as ruas. Tendo como única riqueza a nossa juventude, nós não éramos senão migrantes sem raízes, sem trabalho e sem futuro.
Ignorávamos que, para salvar a nossa pele, iríamos ter de a pôr em risco…

6 – O INVERNO DAS ARMAS
A guerra depositou-nos num buraco perdido, entre a neve e o frio, a dor e a morte.
A orla da floresta era uma fronteira que se abria para o desconhecido, e nós atravessávamo-la todos os dias e todas as noites.
De cada um dos lados vivia-se e morria-se no medo e na desilusão. Mas havia também, para nos manter, a amizade, o amor e a fraternidade…






Boas leituras



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Lançamento Dynamite: The Greatest Adventure #1



Bill Willingham faz das suas novamente, depois de Fables volta a suportar uma história com argumento em figuras já bastante conhecidas da cultura pop, como Tarzan, Korak, John Carter ou Dejah Thoris.

Com o desenho de Cezar Razek, The Greatest Adventure vai-se passar em vários mundos criados por Edgar Rice Burroughs, tudo interligado quando a personagem Jason Gridley por acaso descobre acidentalmente a rádio frequência que permite transmissões entre a Terra, Barsoom (Marte) e Pellucidar (interior da Terra).
Estamos na era de Tarzan e Jason Gridley vai juntar uma equipa para combater um conjunto de vilões que ameaça o destino de todos estes mundos. O seu capitão é nem mais nem menos que o próprio Tarzan!

A Dynamite é a editora que vai publicar esta série de sci-fi usando todo o mundo de Edgar Rice Burroughs. No final deste post está o trailer que a editora publicitou ontem.








Boas leituras



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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Lançamento Levoir - No Coração das Trevas DC Vol.7
Super-Homem & Apocalipse: Caçador e Presa



When I saw Doomsday alive-- I felt the fear. Did part of me want him to escape? No! That can't be true! I wanted to nail him here-- on Apokalips! Now he's gone... but where? And what if he's on Earth?
-- Superman


Mais uma edição, mais um vilão!

Originalmente publicado em 1994 pela DC (claro) com
Dan Jurgens no argumento e Brett Breeding no desenho.
Desta vez o "mauzão" de serviço é um peso pesado: Apocalipse (Doomsday), o ser que matou Superman uns tempos antes.
Este arco conta como após um sonho o Superman resolve ir atrás do ser de destruição que o matou levando-o até Apokolips onde habita o grande vilão Darkseid...

Ficamos ainda a saber as origens de Apocalipse.

Sinceramente, mas muito sinceramente, eu gostaria mesmo que tivesse saído nesta colecção A
Morte do Super-Homem e Funeral para um Amigo logo de seguida. Penso que seria mais lógico e mais histórico dentro da mitologia deste super-herói.

Fiquem com o apontamento da editora Levoir relativamente a esta edição.




Super-Homem & Apocalipse:
Caçador e Presa

Para juntar à lista de vilões do universo da DC que a Levoir e o Público têm vindo a apresentar, esta semana temos mais um, Apocalipse, um dos mais temíveis vilões do Universo DC, que se tornou conhecido por ter sido o responsável pela morte de Super-Homem.

Para quem ainda não o conhece, Apocalipse é uma das criaturas mais perigosas do Universo, ele é irracional, sobrevive em qualquer ambiente hostil e possui uma força física quase ilimitada. O Super-Homem vai ter de percorrer a galáxia para o conseguir caçar, mas à medida que se vai aproximando, descobre que é ele mesmo que se vai tornar em presa.

Do argumentista Dan Jurgens, e com a arte magnífica de Brett Breeding, Super-Homem & Apocalipse: Caçador e Presa é o sétimo volume da Colecção No Coração das Trevas DC que vai para a banca a 20 de Abril.





Boas leituras



 
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terça-feira, 18 de abril de 2017

Lançamento Arte de Autor: O Rei Macaco



Outra proposta da editora Arte de Autor é o Rei Macaco um dos primeiros livros de Milo Manara, cuja primeira edição é de 1976 (Itália), e que conta com o argumento de Silverio Pisu baseado no clássico da literatura chinesa "Jornada para o Oeste" de Wu Ch’êng-ên.

Uma alegórica viagem mística, com forte sátira social, nesta nova edição de BD em português. Fiquem com a nota de imprensa da Arte de Autor:


O Rei Macaco

Baseando-se em Jornada para o Oeste, um dos grandes textos clássicos da literatura chinesa, Silverio Pisu e Milo Manara recriam nesta obra as aventuras do Rei Macaco, transformando-o simultaneamente numa aventura épica e numa referência clara ao contexto sócio-político da China dos anos setenta.

Nascido da fecundação de uma rocha pelas essências puras da terra, o Jovem Macaco, farto da idílica felicidade do seu reino, em breve abandona o seu povo em busca da imortalidade. Autoritário, sedutor e ambicioso, troça de deuses e de reis para atingir os seus objectivos.

Marco incontorável na história da banda desenhada, esta é uma das primeiras obras de Milo Manara.

IMAGINAÇÃO E EROTISMO NUMA METÁFORA SOBRE A DIGNIDADE HUMANA

Álbum inédito em Portugal

• Argumento: Silverio Pisu
• Desenho: Milo Manara
• Edição: Cartonada
• Número de páginas: 88
• Impressão: preto e branco
• Formato: 210 x 285 mm
• Editor: Arte de Autor
• ISBN: 978-989-99674-4-1
• PVP: 19,95€


Autor
Milo Manara nasceu em Itália em 1945 e é um dos grandes nomes da 9ª Arte. Publicou a sua primeira banda desenhada quando estudava arquitectura em Veneza, a cidade de Hugo Pratt. É pricisamente com Pratt que acabaria por trabalhar em 1983 em Verão Índio e, mais tarde, em El Gaucho.
Assina a solo o argumento e o desenho de obras como a série Clic ou obras como O Perfume do Invisível, tendo igualmente colaborado com outros argumentistas, como aconteceu na série sobre os Borgia que desenvolveu em parceria com Jodorowsky.
Manara trabalhou ainda para grandes editoras norte-americanas como a Marvel e a DC Comics.







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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Lançamento Arte de Autor: Druuna 1



Mais um grande lançamento da Arte de Autor, bem pelo menos a meu gosto. Parece que o nosso mercado está mesmo com um BOOM de grandes edições, espero que assim continue, e sinceramente Druuna merecia uma edição em condições em Portugal.

Depois de um início falhado pela Meribéria no finais dos anos 80, já no seu período de queda, em que os dois primeiros livros da série tiveram uma edição muito pobre, em que nem o tamanho dos dois volumes era igual, a Arte de Autor pegou na série editando numa excelente publicação os dois primeiros volumes: Morbus Gravis e Delta.

São 160 páginas de Druuna neste livro, em que belas e voluptuosas personagens de ambos os sexos, incluindo mutações transsexuais, se aliam numa boa história de ficção-científica erótica, com laivos de terror.

O contraste entre as criaturas horrorosas, devido a uma espécie de peste e os humanos "limpos", fazem os nossos olhos caírem sempre na beleza do corpo humano (masculino/ feminino) e acompanharem página após página o traço de Serpieri, procurando saber como acabará esta pretensa guerra entre mutações horríveis e os humanos livres da horrível doença.

Druuna tenta encobrir o seu namorado (ele está contaminado) da polícia e prostitui-se para obter o "soro", substância que fazia retroceder as mutações das pessoas contaminadas... mas o nível de mutação do seu namorado Shastar já era tão elevado, que a regressão não era total. Numa das suas visitas ao médico que distribuía o "soro", conhece um ser híbrido: O Mutante. A partir daqui tudo quanto era certo passa a não ser, a história tem voltas de que o leitor não está à espera, com um Shastar sempre presente, mas não visível e uma Druuna cada vez mais assustada ao perceber, na realidade, onde vivia e o porquê daquela situação! 

Druuna, uma delícia visual de um mestre do fumetti, com imagens de carga muito erótica. Um ícone da BD mundial a ser editado em Portugal!

Fiquem com o press release da editora Arte de Autor:


DRUUNA – TOMO 1
MORBUS GRAVIS | DELTA

ÁLBUM DUPLO que contem as histórias Morbus Gravis e Delta e um dossier com ilustrações inéditas.

Um trabalho de referência a ser redescoberto

Num futuro pós-apocalíptico, um perigoso vírus transforma os homens em monstruosos mutantes sanguinários . Só o soro permite aos sobreviventes escaparem. Neste mundo corrompido pelo sexo, a doença e a violência, a jovem e bela Druuna parte em busca deste remédio para Schastar, gravemente atingido, por quem nutre uma paixão. Tão destemida como sensual, ela, vai usar todos os seus atributos para atingir o seu fim...

Druuna, série de referência da banda desenhada erótica dos anos oitenta foi originalmente publicada em 8 volumes. Este álbum reúne os primeiros 2 episódios da saga, onde redescobrimos o trabalho de um de mestres da Banda desenhada italiana: Serpieri, cujo talento e fascínio pelas mulheres se equipara a Milo Manara.

FICÇÃO CIENTÍFICA, TERROR E EROTISMO: UMA COMBINAÇÃO EXPLOSIVA PARA UMA OBRA-PRIMA DA BANDA DESENHADA RESERVADA A ADULTOS.


Argumento e Desenho: Paolo E. Serpieri
Edição: Cartonada
Número de páginas: 160
Impressão: cores
Formato: 21 x 28,5 cm
Editor: Arte de Autor
ISBN: 978-989-99674-5-8
PVP: 21,00€


Paolo Eleuteri Serpieri
Paolo Eleuteri Serpieri, nasceu em Veneza, em 1944.
Começa a sua carreira profissional como pintor em 1966, antes de se virar para a banda desenhada, o que acontece em 1975. Grande apaixonado por Westerns, co-escreve L'Histoire du Far-West, série sobre o oeste americano com argumento de Raffaele Ambrosio, a qual é publicada em França pelas edições Larousse.
A partir de 1980 trabalha para diferentes projectos, tais como Découvrir la Bible (também para a Larousse), e numa série de histórias curtas para diferentes revistas.
Em 1985 cria a série “Druuna”, a qual foi originalmente publicada entre 1985 e 2003.
Serpieri trabalhou igualmente no design do jogo de vídeo Druuna : Morbus Gravis, baseado na sua famosa heroína.
Pintor, músico, escultor, e professor no Instituto de Artes de Roma, Serpieri prepara neste momento mais um álbum de Druuna.

De notar que esta editora editou uma prequela de Druuna no final do ano passado. Têm aqui o link:
Anima: Druuna - As Origens





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