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sábado, 6 de agosto de 2016

Cinema: Suicide Squad (Esquadrão Suicida)



Spoilers Free! Este texto não tem Spoilers.

Suicide Squad estreou em Portugal há poucos dias. Um filme que eu aguardava com bastante expectativa.


Como é que eu posso dizer… ok, não comi pipocas, mas é um filme apenas para isso mesmo, foi uma tarde ocupada com algo despreocupado, despreocupado demais para as minhas expectativas.

Os filmes de heróis de 2ª linha não tem estado a sair mal na Marvel e na própria DC com as séries (e depois do fracasso do Green Lantern) decidiu agarrar esta equipa mítica com o objectivo de alavancar o seu universo cinemático.

Depois do excelente trabalho que a DC tem tido nas séries (Arrow, Flash, Gotham, e até a Supergirl) era expectável que num filme sem grandes pressões como o Esquadrão Suicida a receita funcionasse também. Mas não foi bem assim…

Primeiro… um excelente casting para a Harley Quinn, Deadshot e El Diablo. Katana não esteve mal, assim como a própria Enchantress e o Boomerang. De resto acho que o Killer Croc é desnecessário…

Segundo… os cameos foram engraçados e tal…


Terceiro… o Joker. O Joker tem um problema: Heath Ledger. Achei o Joker de Jared Leto muito forçado, a acusar ser o primeiro Joker no cinema depois do de Ledger, e acho que isso se sentiu bastante.


Quarto… a legendagem portuguesa retira logo à partida grande parte da “piada” do filme. E isto o filme em si não tem culpa.

Achei a história mal construída e forçada. O argumento é muito pobre (e eu não exijo grandes argumentos a este tipo de filme), basicamente muita porrada num filme do género “origens”.
Salva o filme a Harley Quinn e o Deadshot, para mim o melhor do filme, assim como El Diablo. A Katana podia ter sido bem melhor, tem história para isso, assim como o Boomerang.
Rick Flag, enfim, não brilhou mas também… com aquele argumento não seria fácil.


Amanda Waller, não sei o que pensar. Não sei se gostei ou não! LOL

No final e como conclusão. Vão ver descontraidamente, mas não esperem grande coisa do fio de história. Comprem umas pipocas e divirtam-se. Como disse atrás, a Margot Robbie (Harley Quinn) e Will Smith (Deadshot) valem a pena!



Como repararam não contei nada sobre o filme ^_^
Se quiserem saber mais sobre este grupo vejam estes dois links:

Boas leituras



segunda-feira, 4 de maio de 2015

Cinema: Suicide Squad - Primeiras impressões!


O Suicide Squad (Esquadrão Suicida), também conhecido como Task Force X surgiu originalmente na revista Brave and the Bold #25 em 1959. Mas não vou perder tempo com esta versão. A que conta mesmo é a criada por John Ostrander e que saiu pela primeira vez na revista Legends #3 (1987), em que eram usados super-vilões, que para a pena lhes ser mais favorável ingressavam neste grupo cujas missões eram perfeitamente suicidas.



Este era um grupo secreto do Governo dos EUA, chefiado por Amanda Waller, que tinha por base o Rick Flag Jr, Bronze Tiger, Captain Boomerang, Enchantress, e Deadshot. O resto da grelha de vilões era mais rotativo, sendo certo que em caso de falhanço de missão (ou tentativa de fuga) eram eliminados à distância devido a terem uma pulseira com explosivos de controlo remoto. Rick Flag era o líder.

 Depois desta fase este grupo de anti-heróis teve bastantes variantes ao longo dos anos, salientando-se a fase de Keith Giffen. Voltou em 2007 para Ostrander e continuou passando pelos “New 52” durando até aos dias de hoje.

Mas estamos a falar disto porquê?
Porque a Warner / DC Comics pegou neste grupo para fazer um filme a sair em 2016. Claro que aqui se percebe um pouco a margem existente para que filmes de personagens secundárias tenham sucesso, e não há como evitar pensar no que a Marvel fez com Guardians of the Galaxy, ou o sucesso de Arrow e Flash na televisão!

Amanda Waller já apareceu tanto na grande tela como no ecrã da televisão, estou a referir-me ao filme Green Lantern, e à série Arrow. E é na série Arrow que eu penso que este filme começou a germinar, visto que Waller é recorrente, assim como houve um crossover com o Suicide Squad, sim tivemos em Arrow este grupo com o Deadshot, Bronze Tiger, Shrapnel e Harbinger.

A grelha de personagens principais para o filme, e respectivos actores, é a seguinte:
  • Slipknot – Adam Beach
  • Boomerang – Jai Courtney
  • Katana – Karen Fukuhara
  • Enchantress – Cara Delvigne
  • Rick Flag – Joel Kinnaman
  • Harley Quinn – Margot Robbie
  • Deadshot – Will Smith
  • Killer Croc - Adewale Akinnuoye-Agbaje
  • El Diablo – Jay Hernandez
  • Amanda Waller - Viola Davis
  • Joker – Jared Leto


O que é que eu penso disto?
Penso que pode ser um excelente filme se o retiraram do frame noir em que os filmes de super-heróis da DC Comics têm estado metidos. Torna-se cansativo, a sério. Gosto do tipo de filme negro mas não serve para tudo. Serve para Batman, para Arrow. Não serve para Superman e Wonder Woman! Aliás, Flash saiu deste registo, e bem, como comprova a sua popularidade.

Quanto aos actores tenho apenas dois reparos. Amanda Waller é GORDA! Eu quero uma Amanda Waller GORDA! Não quero uma super model
Quanto a Will Smith… bem, acho que poderia dar um bom Bronze Tiger. Porque não? Agora Deadshot?? Méh…

Guarda-roupa e caracterização. Ainda é cedo para tecer muitos comentários acerca disto, mas o versão da Harley Quinn é a mais recente (ainda bem) e o Killer Croc está brutal na minha opinião. Quanto aos outros logo se vê… embora a o fato da Katana sem protecções samurais não me gusta muito, e o visual da Enchantress esteja muito radical. Só vendo em acção!
:D


Este é um filme que eu quero que seja BOM!

Podem ler mais sobre o Suicide Squad num artigo bastante completo aqui no LBD. É só clicar no seguinte link:
Suicide Squad

Boas leituras

quinta-feira, 1 de março de 2012

A Palavra dos Outros: Suicide Squad por Hugo Silva

Hugo Silva, também conhecido nalguns fóruns de BD/HQ como Kon-El, repete aqui no Leituras de BD na rubrica "A Palavra dos Outros". E eu agradeço! Hugo Silva é um nostálgico dos grandes momentos que estejam relacionados com os comics norte-americanos. Desta a vez a sorte coube ao Suicide Squad (Esquadrão Suicida).

Suicide Squad

A DC não sabe aproveitar o seu passado como a Marvel, a prova está no material que tem sido lançado nos últimos 5 anos, sendo uma das excepções o TPB lançado no ano passado compilando a excelente fase de Suicide Squad (Esquadrão Suicida) de John Ostrander e Luke McDonnell.
No final dos anos 80 a DC aproveitava ainda a onda do seu mega evento “Crisis” e enquanto tentava organizar o seu universo, começou a introduzir novas personagens e equipas como foi o caso deste Esquadrão Suicida. Aventura, humor, acção e histórias bem agradáveis eram a receita utilizada por Ostrander, que assim aproveitava este conceito pouco comum e criou um universo que todos relembram ainda nos dias de hoje.
O livro começa logo a mostrar qual vai ser o conceito da equipa, com a personagem principal Amanda Waller a mostrar ao então presidente dos EUA, Ronald Reagan, a necessidade de reactivar um conceito antigo onde se usava mercenários em missões onde todos eram dispensáveis. É-nos então mostrado como funcionou um dos primeiros grupos do género, o que foi fundamental quer para percebermos o conceito da coisa, quer para plantar sementes de histórias futuras, já que iriam ser usados dois personagens desta equipa antiga na nova versão.
E qual a característica nesta nova equipa? Ela seria constituída por Super-Vilões que assim davam o seu contributo à sociedade e em troca receberiam diminuições na sua pena. No primeiro arco as coisas começam logo em grande quando têm que enfrentar um grupo de terroristas com super poderes conhecidos
como Jihad e que provavam ser a situação ideal para um grupo destes entrar em acção. Na primeira equipa do Esquadrão aparecia logo o Quarteto que foi a base de todo o grupo durante bastante tempo, o Comandante Flagg, o Tigre de Bronze, o Pistoleiro e o Capitão Bumerangue. Este último seria o destaque do grupo devido às situações de humor que proporcionava e à sua personalidade.
Nesta primeira aventura percebemos que neste grupo para além da acção à super-heróis, iria existir também uma forte componente política com as intrigas e traições que isso provoca no decorrer de uma história. A equipe também honra o seu nome, já que um dos elementos morre logo neste arco mostrando realmente que tudo podia acontecer nas histórias do grupo. No livro iremos assistir a algo que não podia faltar em histórias dos anos 80 com uma componente política, a deserção de um Russo e aqui para além de todas as complicações que isso provocava, vemos como os que estavam no poder nos Estados Unidos podiam querer aproveitar um grupo destes para missões de interesse próprio.
Ostrander em basicamente todas as aventuras tinha o condão de deixar pistas e sementes para futuras histórias e era interessante perceber isso quando líamos e percebíamos que tínhamos que ir lá atrás e notar os pequenos detalhes deixados num ou noutro quadrado. Não sou fã da arte de McDonnell mas confesso que neste grupo a mesma assentava bem, provavelmente pelo ar “sujo” que deixava nas páginas e que tinha tudo a ver com as intrigas e o ar underground que esta equipa devia ter.
Um dos destaques deste livro para mim é uma das histórias que não envolve super-vilões, e sim conceitos como o Racismo, o preconceito e a tentativa de chegar ao poder com a empolação destes sentimentos. É simples, é directa e sem muita pancada nem luta mostra como uma história bem escrita pode ter acção e nos prender do começo ao fim. Uma pena a DC ter decidido parar com a compilação das histórias deste grupo, em todo o caso é altamente recomendável este livro para quem quiser uma leitura mais a ver com espionagem do que com aventuras limpas de super-heróis.

Compila Secret Origins #14 e Suicide Squad #1 a #8 do ano de 1987


Acho que está a ser muito interessante. São assuntos ou temas sobre os quais muito provavelmente eu não iria escrever, não é que não goste porque gosto mesmo, mas não me viriam à cabeça para um post!
Obrigado a todos os que estão a enriquecer este espaço dedicado quase exclusivamente à BD.

Boas leituras

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