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domingo, 13 de outubro de 2013

Os Comics e os Anos 90: Autores - Stephen Platt (Splatt) [27]


Stephen Platt apareceu de rompante nos anos 90, associado à Image e a Rob Liefeld na sua maneira de desenhar. Aliás, penso que levou os “estilo” de Liefeld ao extremo!

“Splatt” é um desenhador norte-americano que se começou a tornar conhecido pelas capas que fez para Marc Spector: Moon Knight, para além da arte-final, e pela “Soul Saga” para a Image. Soul Saga é uma obra sua, creator owned, mas que a final issue nunca saiu…


























Para a Image trabalhou também em Prophet. E desenhou para Alan Moore Supreme: The New Adventures…

O seu estilo caótico representava anatomias impossíveis, musculaturas hiperbólicas, mulheres completamente deformadas que deixariam Rob Liefeld corado de vergonha!
Os seus desenhos cheios de hormona foi do pior que surgiu nos anos 90, mas ao mesmo tempo (e porque não dizê-lo) também foi do melhor!
Tinha uma legião de fãs, que foi diminuindo conforme a febre dos anos 90 foi desaparecendo, acabando por desaparecer tranquilamente…

























Mas acabou por descobrir mercado para si na indústria cinematográfica... se não vejam:
  • Esquecido - Oblivion (storyboard artist)
  • O Dia em que a Terra Parou - The Day that Earth Stood Still (storyboard artist)
  • Outlander - A Vingança (concept story artist: Ninth Ray Studios)
  • Homem de Ferro - Iron Man 2008 (storyboard artist)
  • O Nevoeiro - The Fogg (storyboard artist)


Recentemente a Marvel acabou por ir recuperar este desenhador para os seu título X-Sanction, dentro do espírito Avengers Vs X-Men.



Visto que ele é um artista muito "gráfico", espero que estas imagens “impressionantes” de Stephen “Splatt” vos tenham agradado!
:D

Podem ver as outras entradas nesta rubrica nos links aqui em baixo:

Os Comics e os Anos 90: Image Comics - Youngblood
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Morte do Super-Homem
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Queda do Morcego
Os Comics e os Anos 90: Dark Horse - Hellboy
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Onslaught 
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Elseworlds: Golden Age
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Heroes Reborn 
Os Comics e os Anos 90: Wizard Magazine
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Os Monos da Marvel
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Hal Jordan: Ascensão, Queda e Redenção
Os Comics e os Anos 90: Alex Ross
Os Comics e os Anos 90: A Falência da Marvel
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - The Darkness & Witchblade
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Sidekicks
Os Comics e os Anos 90: Marvel - New Warriors
Os Comics e os Anos 90: WildStorm - Planetary & Authority
Os Comics e os Anos 90: Substitutos
Os Comics e os Anos 90: Vertigo - Origens
Os Comics e os Anos 90: Swimsuit Editions
Os Comics e os Anos 90: As Sagas que toda a gente quer esquecer...
Os Comics e os Anos 90: Novos universos de super-heróis
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - Fathom
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Saga do Infinito
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Saga do Clone
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Superman Red/Superman Blue

Boas leituras

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Superman Red/Superman Blue [26]



Podemos recuar uns bons anos para encontrar algo parecido ao que aconteceu ao Superman em 1998.
Se formos até 1963, e numa história fora da cronologia, conseguimos encontrar os “primeiros Red & Blue Supermans. Isto aconteceu num conto “imaginário” na revista Superman #162.

Na realidade os anos 90 para o Super-Homem foram deveras estranhos… primeiro morre em combate com o Doomsday, depois retorna tipo hippie de cabelo comprido e acaba por casar com a Lois Lane. Em 1998 decidiram inventar drasticamente separando o Super em dois, um vermelho (bad dude) e outro azul (good fellow). Ambos se consideravam o verdadeiro Superman, ou seja, não se deram lá muito bem.

























Como aconteceu?
Bem, a DC queria mais um evento fracturante para mais uns dólares, visto que a Queda do Morcego e a Morte do Superman foram bastante bons financeiramente!
Então vamos lá provocar uma cena radical no Super!

Este arco cheira à Silver Age a milhas… estas coisas estapafúrdias com transformações estranhas são uma imagem de marca da DC Comics dessa altura.
Os autores deste arco para esquecer foram Dan Jurgens, Stuart Immonen, Karl Kesel, e Louise Simonson na escrita, Stuart Immonen, Ron Frenz, Tom Grummett, Paul Ryan e Jon Bogdanove nos lápis.


Utilizando um Superman com os poderes completamente descontrolados (e uma bela cabeleira), o Superman Cyborg (lembram-se da destruição de Cost City?) que para além de ser metade homem e metade robot e ex astronauta, também parece ser super-inteligente! Ora este wannabe Superman em conjunto com o Toyman consegue atrair o verdadeiro para uma armadilha que dispersaria toda a energia do Kriptoniano.
O que acabou por acontecer foi a divisão do nosso Super em duas individualidades diferentes: Red Superman e Blue Superman.


Contrariamente ao arco Red & Blue de 1963, em que o triângulo amoroso foi resolvido entre os dois Super, com Lana Lang e Lois Lane, neste caso isso não acontece. A diferença é só mesmo de feitio!
O vermelho é impulsivo e gosta de resolver as coisas na hora. O azul é o oposto.
Os poderes destes Superman também são diferentes do original. Desta vez são baseados em electricidade, e os seus fatos contêm a sua energia de modo a não se dispersar…

Claro que quando isto saiu foi um sucesso! Mas não pelas razões que os cabeçudos da DC pensavam. Foi um sucesso devido à curiosidade do público. Claro que quando isto acontece o declínio é rápido, e assim o título caiu a pique mais rápido que o Titanic!
Nem as peripécias amorosas dos dois em luta por Lois Lane, nem uma luta entre outras duas apaixonadas pelo Super (Obsession e Maxima) conseguiu cativar os leitores…
OH...! It's a bird! It's a plane! NOOO... it's a f*****g flying electrical lightning....


O Blue Superman ainda foi utilizado por Grant Morrison na sua run na JLA, mas as vendas dos títulos do Superman andavam tão mal que de alguma maneira tinha de se desfazer a borrada feita. Mas os comics são assim! Arranja-se um arco (Millennium Giants), uma grande cena de pancadaria e Boom! Os dois Superman fundem-se novamente. Assim. Sem mais explicações!
Its a kind of magic…!
O fato azul de contenção de energia ainda foi oferecido a uma ex vilã, Livewire, na revista Superman #711…
:D

É isto! Os 90 foram diversão garantida e sem meio termo, quando é bom é bom, quando é mau é… lol

Podem ver as outras entradas nesta rubrica nos links aqui em baixo:

Os Comics e os Anos 90: Image Comics - Youngblood
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Morte do Super-Homem
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Queda do Morcego
Os Comics e os Anos 90: Crossovers entre várias Editoras 
Os Comics e os Anos 90: Dark Horse - Hellboy
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Onslaught 
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Elseworlds: Golden Age
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Heroes Reborn 
Os Comics e os Anos 90: Wizard Magazine
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Os Monos da Marvel
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Hal Jordan: Ascensão, Queda e Redenção
Os Comics e os Anos 90: Alex Ross
Os Comics e os Anos 90: A Falência da Marvel
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - The Darkness & Witchblade
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Sidekicks
Os Comics e os Anos 90: Marvel - New Warriors
Os Comics e os Anos 90: WildStorm - Planetary & Authority
Os Comics e os Anos 90: Substitutos
Os Comics e os Anos 90: Vertigo - Origens
Os Comics e os Anos 90: Swimsuit Editions
Os Comics e os Anos 90: As Sagas que toda a gente quer esquecer...
Os Comics e os Anos 90: Novos universos de super-heróis
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - Fathom
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Saga do Infinito
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Saga do Clone

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domingo, 29 de setembro de 2013

Top 10 Comics em 1999



Pronto, fica o último Top da década! 1999.
Como ficou sozinho em vez de um Top 10 fiz o Top 20 do ano.

Como podem verificar, nas revistas a DC Comics foi completamente afastada doTop de revistas. As duas entradas que têm o rótulo DC eram da WildStorm que a DC Comics comprou em 1998. Se não fosse isso nem apareciam num Top 20! A Marvel dominou completamente os títulos cimeiros, excepto o nº1 que foi para a Image com a série Tomb Raider da Top Cow.

Nos livros aconteceu o contrário... a Marvel não conseguiu meter nem um no Top 20!
A lista é dominada pela DC Comics e pela Dark Horse, que repartiram o Top com 10 títulos para cada uma. Claro que foi a série Star Wars que mandou a Dark Horse para estes lugares cimeiros de vendas.

Observem lá então o que se vendeu e comprou em 1999:

Revistas



Comic-book Title Issue Price Publisher
1 Tomb Raider 1      $2.50 Image
2 X-Men 86      $1.99 Marvel
3 Uncanny X-Men 367     $1.99 Marvel
4 Wildcats 1     $2.50 DC
5 Uncanny X-Men 368     $1.99 Marvel
6 X-Men 87     $1.99 Marvel
7 Uncanny X-Men 366     $1.99 Marvel
8 X-Men 88     $1.99 Marvel
9 Uncanny X-Men 369     $1.99 Marvel
10 X-Men 89     $1.99 Marvel
11 Uncanny X-Men 371     $1.99 Marvel
12 X-Men 90     $1.99 Marvel
13 X-Men 91     $1.99 Marvel
14 Spawn The Dark Ages 1     $2.50 Marvel
15 Uncanny X-Men 372     $1.99 Marvel
16 Uncanny X-Men 375     $2.99 Marvel
17 Battle Chasers 6     $2.50 DC
18 Uncanny X-Men 370     $1.99 Marvel
19 X-Men 92     $1.99 Marvel
20 Uncanny X-Men 376     $1.99 Marvel


Livros






Trade Paperback Title
Price Publisher
1 Batman War on Crime 
$9.95 DC
2 Star Wars Episode I: The Phantom Menace
$12.95 Dark Horse
3 JLA Earth 2
$24.95 DC
4 The Sandman The Dream Hunters HC
$29.95 DC
5 Danger Girl The Dangerous Collection #1
$5.95 DC
6 Danger Girl The Dangerous Collection #2
$5.95 DC
7 Star Wars Empire Strikes Back Manga #1
$9.95 Dark Horse
8 Star Wars Empire Strikes Back Manga #2
$9.95 Dark Horse
9 Star Wars Empire Strikes Back Manga #3
$9.95 Dark Horse
10 Star Wars Empire Strikes Back Manga #4
$9.95 Dark Horse
11 Kingdom Come
$14.95 DC
12 Star Wars Return of the Jedi Manga #1
$9.95 Dark Horse
13 Star Wars Return of the Jedi Manga #2
$9.95 Dark Horse
14 Star Wars Return of the Jedi Manga #3
$9.95 Dark Horse
15 Star Wars Return of the Jedi Manga #4
$9.95 Dark Horse
16 Star Wars Episode I The Phantom Menance
$12.95 Dark Horse
17 Crisis on Infinite Earths Absolute Ed.
$99.95 DC
18 Preacher Vol. 6 War in the Sun
$14.95 DC
19 Preacher Vol. 5 Dixie Fried
$14.95 DC
20 Preacher Vol. 1 Gone to Texas
$14.95 DC

De notar um Absolute da DC Comics, Crisis on Infinite Earths, no 17º lugar! Para um livro de $100 é obra!

Boas leituras

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Os Comics e os Anos 90: Marvel - Saga do Clone [25]


O público já vinha pedindo esta saga emblemática dos anos 90, e o Paulo Costa fez a vontade!
Apresento-vos a "Saga do Clone"!
:)

A Saga do Clone

Às vezes, as grandes ideias demoram muitos anos a amadurecer. É o caso da Saga do Clone, a história que durou dois anos, de 1994 e 1996, prometendo mudar completamente a vida do Homem-Aranha, inspirada numa história publicada em 1973. Esta história apresentava o Homem-Aranha a lutar contra uma cópia sua, um clone criado pelo vilão Chacal, que morre no final da história, com Parker a deitar o cadáver do seu clone por uma chaminé abaixo. Problema resolvido, até que a edição nº 216 de “Spectacular Spider-Man” mudou tudo.
 
Depois de alguns meses em que uma figura misteriosa visitou a campa de Gwen Stacy e o hospital onde May Parker estava internada, Peter Parker encontrou-se num telhado com essa figura misteriosa revelando quem era: ele próprio. 20 anos depois, o clone estava de volta, abrindo as hostilidades com um confronto físico em “Web of Spider-Man” nº 117. Começou então uma grande confusão que levou os leitores a abandonar todos os títulos do Homem-Aranha. Certo? Errado. É verdade que o escritor Terry Kavanagh teve algum trabalho para convencer os outros envolvidos, como o editor Ralph Macchio, a ressuscitar o clone, mas J.M. DeMatteis e Howard Mackie logo começaram a trabalhar na história. O plano era para durar um ano, com o clone a tomar o lugar de Peter Parker como Homem-Aranha, até que este voltasse a reassumir a suas responsabilidades como herói. Foi então que as chefias viram os resultados das vendas, gostaram… e quiseram mais.

Exactamente. Nos primeiros meses, a Saga do Clone estava a ser um sucesso. Novos personagens misteriosos, como Judas Traveller, o regresso do vilão Chacal (num corpo clonado) e do clone de Gwen Stacy (que tinha sido revelado como falso numa história com o geneticista Alto Evolucionário) e a entrada em cena de mais clones, incluindo Kaine, Spidercide e até os pais do Homem-Aranha (na verdade, andróides criados pelo Camaleão) deixaram os fãs ansiosos por ver o que acontecia no mês seguinte. E as chefias quiseram continuar a história.

Para falar a verdade, o Aranha Escarlate, quando desenhado por Mark Bagley, tinha uma aparência interessante, com uma camisola de malha azul com capuz por cima de um fato colante completamente vermelho, mantendo o esquema de cores original. Independentemente dos planos dos escritores, Ben Reilly era uma figura que despertava simpatia nos leitores, pois continuou a viver isolado de pessoas que lhe eram familiares, para tentar não atrapalhar o seu ‘original’. Mesmo quando não usava os seus poderes, Reilly era uma pessoa mais responsável e mais bem ajustada que Parker. Chegou até a modificar a receita original de Parker e criar novas teias de impacto, mostrando que continuava a ser um inventor. Reilly podia ter um futuro à sua frente, mesmo como clone.
























Foi então que começou a confusão. Primeiro, Ben era o clone. Depois, Peter era o clone. Depois, ambos eram o clone. Judas Traveller passou por ser um aliado, um inimigo, ambos e nenhum. O Chacal voltou, ansioso por vingar-se de Peter. May Parker morreu. Mary Jane engravidou. E Peter perdeu os poderes, deixando Ben na posição de ter que assumir o manto de Homem-Aranha. Nesta fase, os escritores tinham encontrado em Ben Reilly a ferramenta ideal para colocar Peter Parker na posição de solteirão com problemas financeiros (algo que Peter não tinha desculpa para ser, pois era casado com uma modelo/actriz, era fotógrafo profissional de um grande jornal local, e pós-graduado em química). Reilly ia continuar a ser o Homem-Aranha no futuro próximo.


Entretanto, deu-se o colapso do mercado e a falência da Marvel. Vários editores e escritores foram afastados. Dos editores, Bob Budiansky estava apostado em trazer Parker de volta, tal como o novo escritor Dan Jurgens, que teve direito a um novo título, “Sensational Spider-Man”, que substituiu o antigo “Web of Spider-Man”. O resultado foi ainda pior. Com a pressa para voltar a colocar Peter no lugar de Ben, inventaram algumas das desculpas mais esfarrapadas que era possível inventar para ressuscitar Norman Osborn e May Parker e para ignorar a filha de Peter e Mary Jane. E Ben Reilly morreu transformando-se numa bolha de protoplasma, quando na história original de 1973 o clone morreu, sobrando um esqueleto.


























 
Nada disto resolveu o que era entendido como os problemas para tornar o Homem-Aranha interessante, até porque os novos escritores começaram a inventar, introduzindo misticismo e terror em algumas histórias (culminando na história de J. Michael Straczynski sobre o Homem-Aranha ser o avatar de um totem animal), ressurreições tornaram-se comuns (não só de Norman Osborn, mas também de outros mortos como a Madame Teia e o Dr. Octopus), e foi preciso Peter Parker vender a alma ao diabo para voltar a ser solteiro.

Texto: Paulo Costa

Podem ver todos os artigos do Paulo Costa no Leituras de BD clicando no nome dele, e podem também consultar todos os outros artigos desta rubrica nos links abaixo:
Os Comics e os Anos 90: Image Comics - Youngblood
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Morte do Super-Homem

Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Queda do Morcego
Os Comics e os Anos 90: Crossovers entre várias Editoras 
Os Comics e os Anos 90: Dark Horse - Hellboy
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Onslaught 
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Elseworlds: Golden Age
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Heroes Reborn 
Os Comics e os Anos 90: Wizard Magazine
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Os Monos da Marvel
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Hal Jordan: Ascensão, Queda e Redenção
Os Comics e os Anos 90: Alex Ross
Os Comics e os Anos 90: A Falência da Marvel
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - The Darkness & Witchblade
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Sidekicks
Os Comics e os Anos 90: Marvel - New Warriors
Os Comics e os Anos 90: WildStorm - Planetary & Authority
Os Comics e os Anos 90: Substitutos
Os Comics e os Anos 90: Vertigo - Origens
Os Comics e os Anos 90: Swimsuit Editions
Os Comics e os Anos 90: As Sagas que toda a gente quer esquecer...
Os Comics e os Anos 90: Novos universos de super-heróis
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - Fathom
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Saga do Infinito

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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Os Comics e os Anos 90: Marvel - Saga do Infinito [24]



A Saga do Infinito (Infinity Gauntlet, Infinity War e Infinity Crusade) vista pelos olhos do Hugo Silva!

Saga do Infinito
























 
A Saga do Infinito é um belo exemplo de não saberem quando parar. Começou muito bem com uma mini série de 6 números e foi caindo de qualidade nas sequelas, e foram logo três, duas nos anos 90 e uma na década seguinte, todas tendo o vilão Thanos como um dos maiores protagonistas. Falarei aqui um pouco desta saga que pudemos acompanhar em 3 mini séries de 3 números pela Abril Controljornal.

A saga do Infinito começou nas páginas da revista do Surfista Prateado, que podíamos acompanhar na revista Superaventuras Marvel (que ainda era importada directamente do Brasil) e mostrava o Herói a tentar perceber as maquinações de Thanos e o caminho que este percorreu para demonstrar o amor que tinha pela entidade Morte e a prenda que este lhe queria dar.



Jim Starlin idealizou toda a saga que se viria a desenrolar numa mini série de 6 edições (por cá compilada em 3 revistas) e que levaria o nome de Desafio infinito, saindo em 1991. Para além do nome de Starlin outra coisa fazia todos terem curiosidade por esta mini série, o facto de ela ir ser desenhada por George Pérez. Seria quase como se fosse uma Crise nas Infinitas Terras da Marvel, o pior veria na edição #4, quando o artista (esgotado fisicamente e emocionalmente pelo trabalho que fazia na DC) sairia e seria substituído pelo “feijão com arroz” Ron Lim.

Pérez ainda passaria a tinta o lápis nas capas finais, mas o resto ficaria ao encargo do competente mas bastante inferior colega. Não estragaria muito o resultado final, como referi, o artista em questão é competente, fica tudo um pouco genérico mas não estraga muito o desenho e nem nos faz querer largar a revista como em alguns casos.

























 
Esta saga é bastante agradável, quase épica mesmo, o conceito todo da coisa é grandioso mas merece esse elogio já que é isso que Starlin nos quer mostrar. Thanos corteja um dos seres mais poderosos do Universo, a Morte e decide reunir as jóias do Infinito numa manopla que lhe permitia assim usar todas ao mesmo tempo. Estas jóias eram extremamente poderosas e permitiam controlar todo o Tempo, Espaço, Mentalidade, Alma, Realidade e claro imenso poder.

Com isto tudo nas mãos, Thanos decide encher a sua amada de presentes que ele achava que ajudariam a que ela se afeiçoasse a ele. Ele transforma a sua (alegada) Neta numa espécie de morto vivo e constrói um monumento fantástico no meio do universo entre outras coisas, aconselhado por Mefisto ele decide ir mais além e com um simples estalar de dedos acaba por matar metade do Universo (inclusive muitos heróis, como o Demolidor ou maior parte dos X-Men).

Pela Terra acompanhava-mos o ressurgimento da sempre estranha personagem chamada Warlock, que em conjunto com um grupo ainda mais estranho tenta convencer os heróis da Terra (com a ajuda do Surfista e do Dr. Estranho) a que o deixem liderar um ataque ao vilão. Isto causa obviamente algum desconforto na maioria dos heróis, especialmente naquele que todos acham sempre o líder nato nestas ocasiões, o Capitão América.

























 
A história é bem construída, existem personagens bem caracterizados e que ajudam a que a saga avance apesar de uma ou outra coisa mais estranha pelo caminho (como o comportamento de Drax o Destruidor). O ataque dos heróis dá azo a bons momentos de acção e de comportamento de heróis, como se iria verificar nas atitudes do Capitão América ou do Thor (aqui ainda era Eric Masterson). Thanos tem um deslize na batalha, quando decide dar uma oportunidade aos heróis e não usar alguns dos poderes das jóias, algo que quase resulta na derrota dele mas que o vilão rapidamente se apercebe e corrige de imediato.

A saga atinge os contornos épicos quando obriga a que quase todas as grandes entidades cósmicas do Universo Marvel entrem em acção, de modo a tentar impedir que Thanos faça o que queira do Universo. Galactus, Epoch, O Estranho, Celestiais entre outros tentaram deter Thanos sem sucesso, deixando então o caminho livre para a entidade ultra poderosa chamada Eternidade entrasse em acção.

Quando o vilão ultrapassa mais este obstáculo, decide prescindir do seu corpo (e da manopla) sendo apenas um ser astral e ocupando o lugar da Eternidade. A sua neta Nebula consegue então apoderar-se da manopla e segue-se mais uma batalha com os heróis que acaba quando Warlock se apodera do objecto e se afirma como o dono por direito da manopla, acabando assim com a saga e levando a que Thanos cometesse suicido (aparentemente). A história acaba com Warlock e o seu grupo restrito a visitar um Thanos abatido e relaxado, a trabalhar numa espécie de uma quinta e a mostrar que já não era um perigo por ninguém.



Starlin sabe escrever Thanos como ninguém, e a coisa melhora quando ele mostra que os heróis também não confiam em Warlock e este nunca parece ser o que realmente aparenta. No geral é mesmo uma das melhores sagas da Marvel e uma história bastante interessante.

Um ano depois, a Marvel achou que estava na altura de repetir a dose e de colocar quase todo o universo Marvel envolvido em algo que tivesse também a presença de Thanos e de Warlock. Mais uma vez com a escrita de Starlin, o conceito da coisa não era mau de todo, aproveitando as sementes do final do Desafio Infinito quando Warlock decide retirar de si mesmo toda a maldade e toda a bondade, fazendo com que assim tomasse as suas decisões sem nada a influenciar as mesmas.



A sua contra parte maligna, chamada Magnus, que quer vingança sobre Warlock e Thanos, para além de dominar todo o Universo juntando para isso diversos cubos cósmicos e conseguindo criar um exército de cópias malignas de todos os heróis da terra, desde o mais conhecido (como Reed Richards) ao mais banal (como Speedball) e tentando assim semear a discórdia na nossa Terra e dominar todo o universo.

A arte estava a cargo de novo com Ron Lim, que tinha entre os arte-finalistas artistas como Al Milgrom, que não ajudavam em nada a sua arte e realçavam mais algumas das suas muletas e dos seus defeitos. Heróis quase todos idênticos, sempre com cara de mau e bastantes músculos, tudo de uma forma quase banal e sem carisma, mas que ao menos não tornava a coisa impossível de se ler, apesar de impedir a que pudesse ser algo mais.

Mais uma vez os heróis todos se reúnem para lutarem pelo seu destino, sendo quase destruídos por uma das contra partes malignas e mostrando assim o perigo que todos corriam porque o inimigo podia estar entre eles sem eles se aperceberem. No espaço sideral algo mais importante se passava, existia um julgamento para decidir se as jóias do infinito poderiam ou não continuar a ser utilizadas como até então, sendo que a decisão final foi a de que nunca mais deviam ser utilizadas ao mesmo tempo.

Quando Warlock e Thanos percebem que a única forma de destruir Magus era utilizando a Manopla do Infinito, segue uma batalha e uma procura pela entidade Eternidade para que esta deixasse utilizarem mais uma vez as jóias e assim acabar com aquilo tudo.

O nome Guerra Infinita adequava-se bem à saga, existiam batalhas sem fim e as coisas pioraram quando os vilões Destino e Kang decidem tentar roubar aquelas armas cósmicas para seu próprio uso. Starlin utiliza aqui muitos truques e twists, especialmente no final quando se revelou que Thanos era um dos guardiões de uma das Jóias do Infinito, mas não consegue o mesmo efeito épico da mini anterior e até é a dada altura apenas uma história onde há porrada sem limites. O pior foi quando acaba dando a entender que ainda viria mais uma saga, envolvendo o lado bom de Warlock, a Deusa.

Portanto o terceiro capítulo, saído em 1993, viria a chamar-se de Cruzada Infinita com um forte teor religioso e mostrando este lado bom de Warlock a reunir e a fazer uma lavagem ao cérebro a um grande número de super heróis (os com uma conotação mais religiosa, ou os que possuem uma grande Fé em algo). Starlin continuaria ao leme da coisa e a arte de novo ao cargo de Lim e com Milgrom a “ajudar” à coisa. Ao contrário das outras duas, chega a custar ler esta mini série de tão má que é tanto no argumento como na arte. É tudo muito básico, tudo muito previsível e sem sentido ao mesmo tempo. Mais uma tentativa de conquista do universo, mas uns heróis reunidos, mais uns plot twists mas pouca da magia e do encanto da primeira série.

Foi uma pena, estragaram e arruinaram um conceito interessante, e até acho que a primeira saga não tem o valor que merecia ter por ser avaliada num total e tudo estar já farto daquilo tudo a dada altura. E a Marvel ainda voltou à carga no início do Século XXI, mas isso fica para outra vez.

Texto:
Hugo Silva

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Podem ler os anteriores artigos desta rubrica nos seguintes links:
Os Comics e os Anos 90: Image Comics - Youngblood
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Morte do Super-Homem
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Queda do Morcego
Os Comics e os Anos 90: Crossovers entre várias Editoras 
Os Comics e os Anos 90: Dark Horse - Hellboy
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Onslaught 
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Os Comics e os Anos 90: Marvel - Heroes Reborn 
Os Comics e os Anos 90: Wizard Magazine
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Os Monos da Marvel
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Hal Jordan: Ascensão, Queda e Redenção
Os Comics e os Anos 90: Alex Ross
Os Comics e os Anos 90: A Falência da Marvel
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - The Darkness & Witchblade
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Os Comics e os Anos 90: Marvel - New Warriors
Os Comics e os Anos 90: WildStorm - Planetary & Authority
Os Comics e os Anos 90: Substitutos
Os Comics e os Anos 90: Vertigo - Origens
Os Comics e os Anos 90: Swimsuit Editions
Os Comics e os Anos 90: As Sagas que toda a gente quer esquecer...
Os Comics e os Anos 90: Novos universos de super-heróis
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - Fathom

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sábado, 21 de setembro de 2013

Top 10 Comics em 1997 e 1998


Novamente, e por curiosidade, mais dois "Tops" referentes aos anos 90.
Depois do post sobre Fathom, que iniciou a sua publicação 1998, vejam como saltou para o primeiro lugar!

Outra coisa interessante é que a DC Comics praticamente desapareceu dos lugares cimeiros nestes dois anos. A Marvel e a Image mandaram nos Tops!

Ora observem como se posicionaram os títulos, e editoras, nos Tops destes dois anos:

1997

Revistas:


Comic-book Title Issue Price Publisher
1 Darkness 11        $2.50 Image
2 Superman   123$1.95 DC
3 Fantastic Four 1        $2.99 Marvel
4 Captain America 1        $2.99 Marvel
5 Avengers 1        $2.99 Marvel
6 Iron Man 1        $2.99 Marvel
7 Uncanny X-Men 345        $1.95 Marvel
8 Uncanny X-Men   350$3.99 Marvel
9 Uncanny X-Men 346      $1.99 Marvel
10 X-Men 65        $1.95 Marvel

Livros:






Trade Paperback Title
Price Publisher
1 X-Man
$5.99 Marvel
2 Wolverine Doombringer
$5.99 Marvel
3 Tales from the Age of Apocalypse Sinister Bloodline
$5.99 Marvel
4 Batman Legends of the Dark Knight Annual #7
$3.95 DC
5 Batman Masque
$6.95 DC
6 Kingpin
$5.99 Marvel
7 Sin City Family Values
$10.00 Dark Horse
8 Batman & Robin Movie Adapt. Coll. Ed.
$5.95 DC
9 Batman & Superman Adventures World's Finest
$6.95 DC
10 Vertigo Winter's Edge
$7.95 DC


1998


Revistas:


Comic-book Title Issue Price Publisher
1 Fathom 1           $2.50 Image
2 Witchblade Tomb Raider 1           $2.95 Image
3 Uncanny 353          $1.99 Marvel
4 X-Men 73          $1.99 Marvel
5 X-Men 75          $2.99 Marvel
6 Uncanny X-Men 356          $1.99 Marvel
7 Battle Chasers 4          $2.50 Image
8 Uncanny X-Men 355          $1.99 Marvel
9 Uncanny X-Men Holo Cvr 360          $3.99 Marvel
10 Uncanny X-Men 354          $1.99 Marvel

Livros:


Trade Paperback Title
Price Publisher
1 Battle Chasers Collector's Ed.
$5.95 Image
2 Danger Girl The Dangerous Collection #1
$5.95 Image
3 Duntold Tales of Spider-Man Strange Encounter
$5.99 Marvel
4 Danger Girl The Dangerous Collection #2
$5.95 Image
5 Squadron Supreme New World Order
$5.99 Marvel
6 X-Files Off Movie Adaption
$5.95 Topps
7 Timeslip The Coming of the Avengers
$5.99 Marvel
8 Spider-Man Made Men
$5.99 Marvel
9 Divine Right Collection Ed. #1
$5.95 Image
10 2099 Manifest Destiny
$5.99 Marvel


Tirem as vossas conclusões!
A DC Comics em 1998 não cheirou um único título nos 10 primeiros, tanto em revistas, como em compilações...
E de notar que a Image (Top Cow) conseguiu estes dois anos colocar sempre um título no primeiro lugar na secção comics e em 1998 também nos TPB!
;)

Boas leituras

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