quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Máquina do Tempo: as histórias "O que aconteceria se.. ?" (What If?)


Tenho saudades dos What If? da Marvel, sempre gostei de realidades paralelas, de se imaginar um final diferente para algo já feito, e isto caía perfeitamente nestas minhas preferências. A editora Abril mostrou-nos estas aventuras sobre o título "O que aconteceria se..?", e a dada altura a popularidade era tanta que até chegaram a ser publicados Grandes Heróis Marvel, só com esta temática. Muitas vezes a capa de revistas populares, como o Hulk ou o Capitão América, traziam a chamada para uma destas histórias, sabendo que isso iria chamar a atenção do público.

 O primeiro volume de What If? foi lançado em 1977, com o primeiro número a trazer o Quarteto Fantástico, mostrando o que aconteceria se o Homem-Aranha tivesse se juntado ao grupo. Inicialmente as histórias iriam se desenrolar num universo alternativo, conhecido como Terra-616, mas rapidamente criaram um multiverso, com inúmeras terras para acomodar os diferentes destinos de personagens que conhecíamos tão bem.

O meu primeiro contacto com uma história deste género, foi na revista do Incrível Hulk, que trazia na capa "O que aconteceria se o Wolverine tivesse morto o Hulk?"e fiquei logo fã. A minha colecção foi crescendo, e conforme comprava as revistas mais antigas, ficava contente quando apanhava logo na capa, menção a que iria trazer uma destas histórias. Algumas das minhas preferidas foram esta primeira que li, a do Conan andar por cá nos dias de hoje, do Wolverine como agente da SHIELD (e que capa fantástica essa) e a do Capitão como Presidente dos Estados Unidos.

Cheguei a comprar, muitos anos depois, alguns dos originais americanos, e desses dos que gostei mais foi de um a mostrar o Tony Stark como "Dr Estranho". A Marvel lançou nove volumes desta série, o primeiro entre 1977 e 1984 (47 números), o segundo entre 1989 e 1998 (114 números), e entre 2005 e 2010, saíram os restantes volume, por norma com 5/6 números por ano e focando-se em finais de sagas da companhia.

O mais interessante foi ver que alguns destes conceitos acabaram por se tornar realidade, o Aranha chegou a ser membro do Quarteto por exemplo, a do clone do Aranha ter sobrevivido, entre outras. Depois era sempre giro ver heróis como vilões, ou vice versa, e lembro-me de achar bastante piada a uns humorísticos, que consistiam em pequenas tiras com chalaças fantásticas.


As histórias do primeiro volume, traziam o Vigia Uatu como narrador, e nestas cómicas a premissa era, "o que aconteceria se o Uatu fosse um comediante?", e depois as coisas eram como piadas de um cómico em stand up, que deu origem a tiras bem divertidas.

Existiram alguns números com mais do que uma história, uma delas um pouco mais curta, ou então com umas 3 ideias encaixadas logo numa historia, como a de que mostrava 3 pessoas diferentes a receber o poder do Homem-Aranha. Algumas dessas ideias, ou universos alternativos, foram revisitados anos mais tarde, em revistas como a do Quasar, ou então reimpressas em diversas edições.

Homem-Aranha, Wolverine e o Quarteto foram as personagens mais usadas, e a dada altura a revista era usada mais para dar finais alternativos a mini séries ou sagas de sucesso, perdendo um pouco a essência de mostrar diferentes versões da mesma personagem, ou de alterar apenas um evento na vida desse herói/vilão. Quem mais era fã?













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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

2 milhões




O pessoal gosta de números redondos daí esta minha pequena celebração.
O LBD atingiu ontem a marca de 2 milhões de visitantes. Muito obrigado a todos os leitores, sobretudo os mais fieis!

Foram 10 anos de muita BD, sei que poderia ter atingido estes números antes, mas descobri que o meu tempo livre não poderia ser só BD, então de há 3 anos para cá abrandei bastante.
De qualquer modo os meus hobbies irão andar para a par, portanto a BD continuará a ter este seu meu vosso lugar.

Mais uma vez... OBRIGADO A TODOS!
;)


Boas leituras



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sábado, 5 de agosto de 2017

Capas WTF: Detective Comics #323


Estávamos em Janeiro de 1964 quando um tal de Zodiac Master, proclamava que conseguia prever acidentes, e usava os símbolos do Zodíaco como armas...

E assim ficamos com mais uma bela capa WTF com um tipo a "disparar Gêmeos" na direcção do Duo Dinâmico! ^_^




Esta capa é de Sheldon Moldoff, assim como os desenhos da história, e o argumentista do Zodíaco foi Dave Wood.
Basicamente Batman e Robin descobrem que o Zodiac Master não previa os acidentes, mas sim os provocava, e resolvem pôr um final na carreira do falso vidente.
Pelos vistos não era fácil porque o covil deste vil vilão está armadilhado, mas no final o Duo Dinâmico coloca-o atrás de grades ;)



Para verem muitas mais capas deste género basta clicar no link: Capas WTF
Boas leituras





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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

AmadoraBD 2017: Normas do 28º Concurso Nacional de Banda Desenhada



Desta com antecedência é anunciado o concurso de BD do festival AmadoraBD. 
O tema é "Repórter por um dia", e o tema do festival deste ano será "A Reportagem"...

Alguém me pode explicar porque é que tem de haver um tema para o AmadoresBD? Que haja um tema para o concurso, pronto. Agora para o festival...? 


Nota: O blogue LBD é alheio ao mau português (AO mais os erros) exibido no texto em baixo. Este é da inteira responsabilidade da organização do AmadoresBD.

28º Concurso Nacional de Banda Desenhada

Amadora BD 2017

Normas de Participação:

1 ) Entidade Promotora

  1. a) Em busca de novos valores, incentivando a produção da Banda Desenhada e proporcionando a sua apresentação pública, a Câmara Municipal da Amadora (CMA) promove o presente concurso de Banda Desenhada, inserido no 28º AmadoraBD – Festival Internacional de Banda Desenhada 2017, a decorrer nesta cidade entre os dias 27 de outubro e 12 de novembro.

 2) Tema do Concurso

  1. a) Na edição de 2017, o tema do concurso é “Repórter por um dia”.
  2. b) A REPORTAGEM, tema do Festival deste ano, é um género jornalístico, escrito ou falado, baseado no testemunho direto dos factos e situações explicadas, numa perspetiva atual, em histórias vividas por pessoas, relacionadas com o seu contexto. O(s) jornalista(s) que reporta(m) a noticia têm de estar no local e no momento em que os factos acontecem e é o narrador principal, passando até a chamar-se “repórter” e não “jornalista”. A reportagem televisiva, testemunho de ações espontâneas, relata histórias em palavras, imagens e sons. A reportagem em Banda Desenhada pode assumir estas mesmas características, se for feita por um jornalista (ou um jornalista e um desenhador), o qual segue o código deontológico da profissão, neste caso em palavras, desenhos, onomatopeias, linhas cinéticas, quadros e planos e outros elementos próprios da linguagem artística da nona arte.
  3. c) No entanto, na maior parte dos casos, as reportagens em banda desenhada são concebidas e realizadas por artistas, não jornalistas, os quais têm uma liberdade criativa maior, ainda que tenham que relatar factos, sempre sob o dever de manter a ética e o compromisso com a sociedade.

 3) Condições de Participação

  1. a) Podem concorrer todos os autores que tenham mais de 12 anos.
  2. b) Os concorrentes podem apresentar bandas desenhadas realizadas individualmente ou em equipa, com texto em língua portuguesa.
  3. c) Cada concorrente, ou equipa, pode participar com uma banda desenhada.
  4. d) Os concorrentes são divididos em três escalões etários, conforme as idades, consideradas à data marcada como dia limite para receção das bandas desenhadas.
  5. e) Os escalões são ordenados dentro dos seguintes limites:

Escalão A: dos 17 aos 30 anos



Escalão A+: a partir dos 31 anos (sem BDs publicadas em álbum e que nunca tenham sido premiados pelo AmadoraBD).

Escalão B: dos 12 aos 16 anos




  1. f) Caso haja prorrogação de prazo, é considerada a nova data para efeitos de cumprimento dos limites etários estabelecidos.
  2. g) Em relação às equipas, a colocação no respetivo escalão é feita atendendo à idade do mais velho dos seus elementos.

4) Especificações Técnicas

  1. a) Cada banda desenhada é constituída por 4 pranchas originais inéditas, produzidas nos últimos dois anos, e que podem ser a preto e branco ou a cores.
  2. b) O formato das pranchas a concurso deve ser A4 (210x297mm) ou A3 (420x297mm).
  3. c) As quatro pranchas têm de estar numeradas.
  4. d) A primeira e a última prancha, sendo o princípio e fim da narrativa, deverão apresentar caraterísticas próprias da linguagem da 9ª arte, nomeadamente: esclarecer graficamente o início da história da primeira página com cabeçalho e título ou outra forma que o autor julgue mais adequada; o final da narrativa na última página deverá ser claro.
  5. e) Os concorrentes devem ter a noção que, em caso de publicação, as legendas, textos de balões e restante letragem terão de ser legíveis no formato A4, em particular os que originalmente são feitos em A3 que terão de ser reduzidos para metade, pelo que o júri tomará em conta este fator na seleção dos trabalhos.
  6. f) Os textos, quando os houver, devem ser apresentados, quer pelos concorrentes portugueses quer pelos estrangeiros, em português (exceção para expressões avulso, onomatopeias ou estrangeirismos). A legendagem tem que ser facilmente legível por todas as pessoas.
  7. g) Os erros ortográficos e gramaticais pesarão nas decisões do júri, especialmente em caso de empate entre dois ou mais concorrentes.
  8. h) Os autores devem fazer duas fotocópias de cada prancha, ficando uma em seu poder e enviando a outra juntamente com o original.
  9. i) As pranchas não podem estar assinadas. Os concorrentes devem deixar um pequeno espaço em branco em cada uma delas a fim de posteriormente as assinarem, para efeitos de exposição ou publicação.
  10. j) No caso de se tratarem de pranchas feitas anteriormente e já assinadas, a assinatura deve ser coberta por uma tira de papel opaco ou por um guache branco.
  11. k) Todas as pranchas e respetivas cópias devem estar numeradas legivelmente e identificadas com o pseudónimo e escalão no verso.
  12. l) O pseudónimo deve ser totalmente original, não podendo ter sido utilizado anteriormente pelo(s) autor(es).

 5) Calendário

  1. a) A data limite para entrega dos trabalhos na CMA – Recreios da Amadora é o dia 18 de Setembro de 2017 até às 17:30 horas.
  2. b) No caso das bandas desenhadas serem enviadas pelo correio, independentemente da data constante no carimbo dos correios, os participantes / autores nacionais e do estrangeiro terão de se assegurar que a BD concorrente chegará à organização sedeada nos Recreios da Amadora até 18 de Setembro de 2017, independentemente da data do selo de correio nacional ou internacional.
  3. c) Os trabalhos que cheguem depois desta data, não serão considerados pelo júri, sendo devolvidos ao(s) concorrente(s).
  4. d) A CMA – AmadoraBD não se responsabiliza por qualquer trabalho que chegue após o dia da reunião de Júri, independentemente da data de carimbo dos correios.
  5. e) Os trabalhos que não forem premiados serão devolvidos pela CMA por correio registado aos concorrentes.
  6. f) A CMA não se responsabiliza pelos trabalhos que não forem levantados nas respetivas estações dos correios.
  7. g) A partir do dia 22 de Dezembro a CMA / AmadoraBD não se responsabiliza pelo estado de conservação e pela devolução dos trabalhos que não forem levantados nas respetivas estações dos correios.

6) Inscrição

  1. a) Para efeitos de participação, os concorrentes devem solicitar a ficha de inscrição para o e-mail: amadorabd@cm-amadora.pt, preenchê-la e enviá-la juntamente com uma fotocópia legível do Cartão de Cidadão [ou Bilhete de Identidade (BI) + cartão de Número de Identificação Fiscal, (NIF, vulgo Cartão de Contribuinte)].
  2. b) Os concorrentes deverão acompanhar obrigatoriamente os trabalhos de uma biografia e foto do(s) respetivo(s) autor(es).
  3. c) As inscrições apenas se consideram válidas após a receção da obra concorrente e de todos os documentos solicitados, não sendo suficiente o envio da ficha de inscrição.
  4. d) As dúvidas poderão ser esclarecidas por telefone pelo 21.436.9055 ou por email para amadorabd@cm-amadora.pt
  5. e) Os trabalhos concorrentes, devem ser enviados ou entregues diretamente até dia 18 de Setembro de 2017 (dias úteis, entre as 10:00 e as 17:30 horas), a:

28º Concurso de BD – AmadoraBD – Festival Internacional de Banda Desenhada



CMA/DIC – Recreios da Amadora – Avª Santos Mattos, n.º 2

2700-748 AMADORA/PORTUGAL




7) Exposição de obras

  1. a) Todos os trabalhos inscritos para o concurso estão sujeitos a pré-seleção do júri em função do espaço disponível para exposição.
  2. b) A montagem e desmontagem da exposição com os trabalhos que participam no concurso e selecionados pelo júri é da exclusiva responsabilidade da CMA.
  3. c) A exposição estará patente durante o 28º AmadoraBD – Festival Internacional de Banda Desenhada.
  4. d) A organização faz o seguro de todas as obras presentes. É também da sua responsabilidade instalar no recinto da exposição um sistema de vigilância.

8) Júri

  1. a) O júri deste concurso é constituído pelo diretor do AmadoraBD que o preside, um autor de BD, um argumentista, um crítico e estudioso de BD, um representante da imprensa, um criador e investigador de fanzines, o comissário da exposição central do AmadoraBD e um professor de uma escola secundária da Amadora.
  2. b) Ao júri cabe realizar a pré-seleção para exposição, decidir e ordenar os trabalhos premiados.
  3. c) Ao júri reserva-se o direito de não atribuir qualquer ou algum dos prémios se o mérito dos trabalhos não o justificar.
  4. d) O júri reúne em Outubro de 2017.
  5. e) Das decisões do júri não haverá recurso.

9) Prémios

  1. a) Porque a BD é antes de mais uma arte para ser fruída através da sua publicação, a organização, realizará todos os esforços com o objetivo de editar os trabalhos premiados.
  2. b) Os prémios pecuniários são distribuídos da seguinte forma:

ESCALÃO A

1.º Prémio – € 1.000,00



2.º Prémio – € 750,00

3.º Prémio – € 600,00




ESCALÃO A+

Prémio Único – € 1.000,00

ESCALÃO B

1.º Prémio – € 750,00



2.º Prémio – € 600,00

3.º Prémio – € 500,00




  1. c) Será evitado pelo júri a atribuição de mais que um prémio para o mesmo lugar.
  2. d) Caso se justifique, o júri poderá distinguir alguns trabalhos com a designação de Menção Honrosa, sem a atribuição de prémios ou troféus.

10) Notas Finais

  1. a) Os originais das bandas desenhadas premiadas são propriedade da entidade promotora.
  2. b) Os casos omissos no presente regulamento serão resolvidos pela entidade organizadora, não havendo recurso das decisões do Júri.

c) A apresentação dos trabalhos representa a aceitação plena das presentes normas regulamentares por parte dos concorrentes a este concurso.




Boas leituras
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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Homem-Aranha: Exposição Negativa



Isto parece um ping pong entre o Aranha e o Valerian nos últimos dias...!  :D

A G.Floy publicou recentemente este livro do Aranha (ainda pré-pacto com o Mephisto), com Brian K. Vaughan no argumento e Staz Johnson nos lápis.

Costumo gostar muito do trabalho deste grande argumentista de BD, Brian K. Vaughan, e acho que não conheço nenhum livro dele que tenha chegado ao fim com a sensação amarga de ter lido um livro intragável. Pelo contrário, temos  Y the Last Man, Fábula de Bagdad e mais recentemente também publicada por esta editora, a G.Floy.

Quanto ao Staz Johnson, trabalhou bastante com Deadpool, vários títulos da Civil War, Batman e porque não incluir também The Unbeatable Squirrel Girl!
De qualquer modo não é um desenhador que eu conheça muito bem.

Vaughan começou a sua actual excelente carreira nos super-heróis em finais dos anos 90 e princípio do século.
Exposição Negativa faz parte deste início de "viagem", sendo a data desta mini-série 2004.

Vaughan faz um take diferente no Homem-Aranha / Peter Parker nesta mini-série, visto que basicamente a história é centrada num outro fotógrafo do Clarim: Jeff Brasi.
E é a queda deste fotógrafo no inferno que Vaughan conta.

Como se sente um fotógrafo profissional de um jornal, com livros publicados e exposições em galerias de arte, que não consegue uma primeira página do jornal para onde trabalha há anos?
Pior, a primeira página vai sempre para um freelancer sem técnica, chamado Peter Parker...

Isto torna-se uma obsessão, aproveitada pelo Doctor Octopus, que vai pôr em causa toda a vida de Jeff Brasi, ou seja, arrisca a sua reputação, a vida de terceiros, a namorada e a sua própria vida apenas com o fim de conseguir uma primeira página no jornal! É a descida ao inferno de Brasi.

Temos o plus de neste livro de ter também o Abutre e o Mysterio, para além do Dr. Octopus. O Aranha basicamente aparece apenas a combater os vilões, porque como disse atrás, a história é centrada em Brasi e na sua triste história, e não propriamente no Aranha ou Peter Parker, que são apenas o gatilho para a obsessão de Jeff Brasi.

A arte e as cores não deslustram, antes pelo contrário, são bastante sólidos e acompanham muito bem toda a narrativa de Vaughan.

Na generalidade gostei do livro, quem comprar penso que não se vai arrepender, embora esta não seja "uma daquelas histórias" do Aranhiço.
O formato está muito bom, para mim é o melhor tamanho para ler comics de capa dura, e parabéns à G.Floy por ter enveredado por este formato oversized da Marvel.

Deixo aqui por baixo parte do press release da G.Floy, assim como as primeiras páginas do livro (as 4 imagens em baixo), que a editora mandou a acompanhar o texto:

HOMEM-ARANHA: Exposição Negativa

Argumento de Brian K. Vaughan e arte de Staz Johnson

A FOTO PERFEITA! O Homem-Aranha e o seu inimigo de sempre, o Dr. Octopus, enfrentam-se de novo numa brutal batalha de egos. Mas o temível Doutor tem uma arma secreta pronta a usar: Jeff Haight, fotógrafo no Clarim Diário, que quer perceber como é que aquele freelancer idiota do Peter Parker consegue sempre as melhores fotos e lhe rouba a primeira página!

O primeiro volume da nova colecção Marvel Deluxe, em que inauguramos um formato novo, um pouco maior que o formato comic tradicional: com 19 x 29 cms de tamanho, este formato irá ser aplicado a futuros lançamentos Marvel como Uncanny X-Force ou Immortal Iron Fist, numa colecção dedicada aos melhores criadores da Marvel, com uma ênfase especial nos argumentistas que têm feito as delícias dos fãs da G.Floy, como Brian Vaughan, Ed Brubaker, Jason Aaron e outros!






Boas leituras
(Se assim o desejarem, posso fazer a crítica ao 2º volume do Valerian para manter o ping pong...) :D








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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Cinema: Valerian



Eu estava para não fazer um post sobre o filme Valerian. Vão perceber porquê se lerem para além desta linha.

Eu sou fã de Valerian, por isso a minha crítica ao modo como a colecção de BD está ser publicada com o jornal Público.
Tentei ver este filme desapaixonadamente, ou seja... sem a parte do fã, e mesmo assim, porra... Luc Besson, não basta pôr grandes e fantásticos cenários para fazer de um filme grande. Um filme não é só sumptuosos gráficos, a grandiosidade de batalhas espaciais ou efeitos especiais à bruta.


Um filme tem de ter uma coisa chamada "argumento". Tem de ter diálogos. E tem de ser equilibrado entre diálogos, acção e períodos de suspense.

Valerian tem um argumento mediano com diálogos de adolescentes chatos entre os dois protagonistas. A sério? Não há cu para aqueles diálogos entre Valerian e Laureline!

Argumento? Ok..., Luc Besson sendo um fã, pensei que fosse fazer muito melhor. Tinha matéria prima para fundar um franchise brutal adaptando todo o conceito da história de Valerian ao cinema. Não seria preciso ser um mestre argumentista para o fazer. Mas não...

Besson pega pelo meio fazendo uma adaptação muito livre do livro O Embaixador das Sombras, ainda por cima dando-lhe o nome do livro 2 da série, O Império dos Mil Planetas. Mais, aquilo não existe. Não é de fã deturpar completamente a história como ele fez. Não há justificação para tal! Ainda por cima para fazer daquilo uma história mediana com maus diálogos!


Aqui em baixo vou explicar de que forma está adulterado na sua generalidade o filme em relação ao livro, basta clicar no botão "Spoiler"



Agora eu pergunto... se o objectivo era um franchise como li várias vezes, não seria de começar tudo pelo princípio? Não seria pegar nas histórias que parecem datadas, mas não são, e dar-lhe um "corpo" moderno mas não as adulterando? Não seria começar exactamente pelos dois primeiros livros da série que dariam um grande filme, e muito mais barato que este?


Enfim, se foram ao cinema ver Valerian de Hollywood, libertem-se daquilo que é o "Valerian e Laureline", e preparem-se para ver grandes e grandiosos cenários, cenas acção bastante boas e já agora... levem tampões para os ouvidos para os colocar quando o Valerian e a Laureline começam a falar um com o outro.

Já agora, o Valerian (Dane DeHaan) é um péssimo casting...

Vão ver o filme e esqueçam este desabafo de um apreciador da série. Porque depois disto tudo que escrevi, vale sempre a pena ir ver o filme. Tem alguns bons pormenores, como a alforreca na cabeça da Laureline, o Sufuss, os Shingouz, o carregamento atómico do Conversor (que no filme é um animal querido para se ouvir na sala o Awww... mas na BD é um resmungão ordinário e até morde).
Vão, mas não se esqueçam de levar os tampões para os ouvidos...


Boas leituras






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