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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Lançamento JBC: The Ghost in the Shell




A editora brasileira de manga JBC vai iniciar a publicação de livros deste género em Portugal com o famoso The Ghost in the Shell, de Shirow Masamune.

Para mim é uma óptima escolha, este foi o primeiro manga que li em toda a minha vida, e será uma edição de luxo com bom papel.

A tradução foi feita pelo André Oliveira, está garantidamente em português de Portugal, e infelizmente esta edição já pertence à "segunda versão", isto é, as editoras fizeram pressão no autor para retirar duas páginas que continham sexo lésbico explícito, e assim aconteceu.

Deixo aqui a informação da JBC:

The Ghost in the Shell

A JBC Portugal lança clássico dos mangás em versão luxuosa

JBC PORTUGAL
A JBC, editora especializada em mangá no Brasil, chega agora a Portugal. Acumulando uma experiência de 25 anos no mercado da cultura japonesa, a Editora JBC faz parte do JBGroup, um grupo de comunicação que nasceu no Japão em 1992 e, desde 2001, publica mangá no Brasil. Atualmente, a JBC imprime no Brasil dez novos títulos de banda desenhada japonesa por mês e por ano chega a cerca de 1 milhão de exemplares. A partir de agora, inicia-se uma nova produção voltada especialmente para Portugal, com mangás produzidos e adaptados 100% em território português.

THE GHOST IN THE SHELL
O primeiro título já está na gráfica em Sintra e, na semana que vem, estará disponível para ser distribuído para as lojas.
Trata-se de um grande clássico do Japão que, com certeza, despertará atenção dos consumidores: The Ghost in the Shell, de Masamune Shirow.


EDIÇÃO PORTUGUESA
Inédita em Portugal, a nova versão tem acabamento de luxo. Ela segue o mesmo padrão da versão brasileira, a primeira do mundo a usar os arquivos remasterizados pelo próprio autor. O mesmo material foi utilizado para esta versão portuguesa. A sobrecapa foi impressa com duas cores extras, usando no total seis cores na sua composição.Tem ainda um formato especial (17 x 24 cm - bem maior que o mangá tradicional japonês), além do papel Lux Cream nas páginas internas. São 352 páginas, sendo que destas 62 são coloridas! Ou seja, uma verdadeira edição de colecionador.

VERSÃO PENSADA PELO PRÓPRIO AUTOR
A pedido do próprio autor, as bandanas continuam em japonês, para preservar a escrita à mão em kanji (caracteres japoneses), com a tradução no final do mangá. Para manter a obra mais próxima possível do original japonês, a quarta capa é trilíngue: em inglês, japonês e com inserções em português.




MANGÁ VIROU ATÉ FILME
Publicada originalmente no Japão entre 1989 e 1991, The Ghost in the Shell é uma das obras
mais impactantes entre os mangás de ficção científica, tendo influenciado diretamente tudo o que saiu depois dele, inclusive o filme americano Matrix. Trata quase que "filosoficamente" sobre Inteligência Artificial, tema absolutamente atual.
Em 1995, o renomado diretor japonês Mamoru Oshii levou para as telas de cinema o universo
idealizado por Masamune Shirow nos quadrinhos e o anime se tornou um dos mais cultuados de todos os tempos.
Depois disso, o mangá The Ghost in the Shell ainda foi expandido para outras 6 séries animadas e mais 3 longas em
animação. No ano passado foi adaptado para as telas em Hollywood com ninguém menos do que a super estrela Scarlett Johansson (a Viúva Negra dos Vingadores) na pele da Major Kusanagi.

SEQUÊNCIA
Apesar de ser uma obra única, no começo dos anos 2000, Masamune Shirow voltou ao universo da Major Kusanagi nos mangás. Lançou The Ghost in the Shell 2.0 e, depois, a versão 1.5 de sua obra original de 1989. Essas duas bandas desenhadas serão publicadas em breve pela JBC Portugal.




A HISTÓRIA
Influenciado por obras “cyberpunk” do final dos anos 1980, como o mangá Akira e o filme Blade Runner - O Caçador de Andróides, o cenário escolhido por Masamune Shirow para The Ghost in the Shell foi o futuro distópico de 2029, em que a alta tecnologia se mistura a uma sociedade decadente e desigual. É nesse universo à beira do colapso que a Major Motoko Kusanagi encabeça a Seção 9 da Segurança Pública japonesa. Motoko é uma ciborgue altamente treinada, que tem como missão desvendar uma série de crimes cibernéticos realizados por um hacker conhecido como o Mestre dos Fantoches. Em meio à caça ao criminoso virtual, Masamune Shirow insere na trama questionamentos existencialistas, ponderando até mesmo se alguém provido meramente de Inteligência Artificial é, de fato, um ser vivo. E foi exatamente essa mistura de ficção científica, ação e temas filosóficos que fizeram do mangá The Ghost in the Shell uma leitura obrigatória.

O AUTOR
Masamune Shirow é um dos mangakás mais proeminentes do movimento cyberpunk que
tomou o Japão nos anos 1980. Nascido em 1961, em Kobe, começou sua carreira em 1983
com o título Black Magic. A partir de 1985, contabilizou grandes sucessos do gênero como Dominion e
Appleseed. Shirow viria a publicar sua obra mais famosa em 1989. The Ghost in the Shell se tornou
sucesso mundial, foi adaptado em filmes animados para o cinema e para séries de TV e vídeo.
Dois anos depois do lançamento de The Ghost in the Shell, Masamune Shirow emplacou Orion.

OS PERSONAGENS
Major Motoko Kusanagi - é a principal agente da Seção 9 da Segurança Pública japonesa. Motoko foi altamente treinada
para combates e, por ser uma ciborgue, possui algumas habilidades especiais como força,
agilidade e inteligência sobre-humanas, além da capacidade de camuflagem.
Batou - é o braço direito de Motoko, o grandalhão está sempre dando cobertura para sua comandante
quando em missão. Não chega a ser um ciborgue, mas também possui próteses robóticas.
Chefe Daisuke Aramaki - é o Chefe da Seção 9 e comandante de Motoko. É ele quem dá à Major as mais complexas
missões enquanto lida com a politicagem interna do Governo. Apesar de não gostar de demonstrar, se preocupa muito com a integridade de sua equipe.
- Mestre dos Fantoches - é o lendário super hacker que comete crimes cibernéticos. Ninguém sabe quem ele é ou se
existe de verdade. É caçado por Motoko e pela Seção 9.




Dados da Edição:
• Formato 17 x 24 cm (bem maior que um mangá tradicional japonês)
• Papel Lux Cream
• 352 páginas, sendo 62 coloridas
• Sobrecapa com 2 cores especiais (além das 4 cores normais que todas as capas são feitas)
• Distribuição exclusiva em livrarias e lojas especializadas
• Edição única
• Preço 34,99 euros






Boas leituras





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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Lançamento Devir: Kenshin, o Samurai Errante
Vol.2: Os Dois Assassinos



A Devir irá pôr à disposição dos seus leitores mais um livro da sua linha Manga, desta vez, o 2º volume da série "Kenshin, o Samurai Errante".

Fiquem com a nota de imprensa da Devir:

KENSHIN,
O SAMURAI ERRANTE

VOL. 2: OS DOIS ASSASSINOS
NOBUHIRO WATSUKI




A ROMÂNTICA HISTÓRIA DE UM ESPADACHIM DA ERA MEIJI

Quando o próprio chefe da Unidade de Espadachins da Polícia vem pedir favores, a situação deve ser mesmo difícil. O hitokiri Udo Jin-e – um assassino de chapéu negro, com olhar enlouquecido, que tanto mata os seus alvos como espectadores inocentes – está a liquidar uma a uma as pessoas que constam de uma lista de antigos patriotas da organização Ishin Shishi (favorável à restauração do imperador), entrincheirados em posições de poder dentro do governo Meiji.

Será que Kenshin conseguirá resistir ao efeito hipnótico e paralisante de Jin-e…?


196 páginas a preto
FORMATO: 126x190 mm
ISBN: 978-989-559-277-7
EAN: 9789895592777
PREÇO: €9,99 PVR
EDIÇÕES DEVIR






Boas leituras



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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Lançamento Devir: Kenshin, o Samurai Errante
Vol.1: Kenshin - Himura Battousai



A aposta no Manga pela Devir continua. Desta vez temos mais um clássico, Kenshin!
Série popularizada em Portugal pelo anime Samurai X no programa Batatoon (1998 a 1999), nos bons velhos tempos da TVI, embora fosse uma seca ter de aturar o Batatoon...

Série de grande fama internacional agora ao alcance dos portugueses na sua Língua. Já está à venda no Amadora BD.

Fiquem com a nota de imprensa da Devir:


KENSHIN, O SAMURAI ERRANTE
VOL. 1: KENSHIN – HIMURA BATTOUSAI
Nobuhiro Watsuki

A ROMÂNTICA HISTÓRIA DE UM ESPADACHIM
DA ERA MEIJI

Há 140 anos, em Quioto, surgiu um guerreiro que, ceifando adversários com a sua lâmina sanguinária, passou a ser chamado Battousai, ou assassino.

A sua espada ajudou a pôr fim aos turbulentos anos conhecidos como o Bakumatsu e abriu caminho à força para um período de maior progresso, a era Meiji.
A seguir, esse homem desapareceu, e, com o decorrer dos anos, entrou na lenda.

Rurouni Kenshin (nome do mangá original em japonês) é seguido por fãs de todo o mundo graças à sua combinação de pormenores históricos, batalhas espectaculares e, é claro, comédia romântica.

204 páginas a preto
FORMATO: 126x190 mm
ISBN: 978-989-559-270-8
EAN: 9789895592708
PREÇO: €9,99 PVR
Edições Devir







Boas leituras





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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Lançamento Devir: Blue Exorcist Vol.5



Blue Exorcist, obra de Kazue Kato, vai para o seu 5º volume em português.
No original estão publicados até ao momento 15 livros desta série ongoing. A sua publicação iniciou-se no Japão pela Shueisha em 2009.

Blue Exorcist Vol.5

No final do Período Edo, um demónio conhecido por Rei Impuro chacinou milhares de pessoas. Após derrotarem o demónio, os Cavaleiros da Verdadeira Cruz guardaram o seu olho esquerdo em segredo nos territórios da Academia – mas agora alguém o roubou!

Ao saber que o ladrão fizera uma criança refém, Rin e Yukio correm em seu auxílio. A investigação e consequente perseguição levam Rin e os seus amigos até Quioto, onde se embrenham ainda mais numa trama sinistra.
Será que o facto de os seus amigos saberem agora que Rin é filho de Satã vai criar uma cisão no grupo?

200 páginas a preto
FORMATO: 126x190 mm
ISBN: 978-989-559-253-1
EAN: 9789895592531
PREÇO: €9,99 PVR
EDIÇÕES DEVIR

Boas leituras
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terça-feira, 28 de julho de 2015

Lançamento Devir: Assassination Classroom Vol.1
Apresentação Oficial na loja FNAC CC Colombo (Entrada livre)



A Devir vai apresentar hoje mais uma série Manga shonen: Assassination Classroom.
Será na FNAC do CC Colombo por volta das 18:30 como poderão verificar na informação da editora.

Obra ongoing de Yusei Matsui iniciada em Julho de 2012. Um poderoso extra-terrestre destroi 70% da Lua e ameaça que dentro de um ano irá destruir também a Terra.
Mas oferece uma chance de isso não acontecer... na escola Kunugigaoka Junior High School ele dará aulas de assassinato, e se algum aluno o conseguir eliminar tal não acontecerá (obviamente...). O governo coloca um prémio bem alto para o aluno que conseguir tal feito!

Esta série tem até ao momento 15 volumes no original, um anime com 22 episódios e um filme que saiu em Março deste ano, estando previsto um outro para 2016.


ASSASSINATION CLASSROOM
VOL. 1: HORA PARA MATAR
YUSEI MATSUI
O som dos disparos enche a sala de aulas juntamente com uma atmosfera de ordem!
A turma do 9º E da Escola Secundária de Kunugigaoka é uma turma de assassinos, onde todos os alunos tentam matar o professor.

A relação entre os alunos e o professor, os assassinos e o seu alvo, torna cada dia nesta escola um dia extraordinário!!

Assassination Classroom – Ansatsu Kyoshitsu – foi publicado na Weekly Shonen Jump, em Julho de 2012, tornando-se rapidamente um sucesso mundial. Até março de 2015, foram editados 14 volumes.
Entre a primeira metade de 2014 e maio de 2015, a série vendeu cerca de 5 231 158 exemplares, ocupando a 9ª posição do Top de Mangás mais vendidos no Japão.
Nos EUA é o nº 2 do Top de livros mais vendidos do New York Times.

188 páginas a preto
FORMATO: 126x190 mm
ISBN: 978-989-559-264-7
EAN: 9789895592647
PREÇO: €9,99 PVR
Edições Devir




ASSASSINATION CLASSROOM
Yusei Matsui

As Edições Devir convidam V.Ex.ª para a apresentação do mangá ASSASSINATION CLASSROOM, do autor Yusei Matsui.
O evento terá lugar no espaço cultural da Fnac no Centro Comercial do Colombo em Lisboa,
dia 28 de julho às 18h30.
A entrada é livre.

Assassination Classroom ou Ansatsu Kyoshitsu, foi publicado na Weekly Shonen Jump, em Julho de 2012, tornando-se rapidamente um sucesso mundial. Até março de 2015, foram editados 14 volumes. Entre a primeira metade de 2014 e maio de 2015, a série vendeu cerca de 5 231 158 exemplares, ocupando a 9ª posição do Top de mangás mais vendidos no Japão. Nos EUA é o nº 2 do Top de livros mais vendidos do New York Times.

Sobre o autor: Yusei Matsui é um mangaka nascido em 1981 no Japão. Trabalha para a revista da maior Editora Japonesa Shueisha - Weekly Shonen Jump. É reconhecido por ter criado de Majin Tantei Nougami Neuro, conhecido como Supernatural Detective, até hoje um clássico de culto e, a série Assassination Classroom, que continua a ser um sucesso no Japão.
Antes de se tornar mangaka, o autor trabalhou como assistente do Sensei Yoshio Sawai, o criador de Bobobo-bo Bo-bobo (o que pode explicar a sua inspiração para os gigantes e surreais monstros e o seu sentido de humor).

Sobre o livro: O som dos disparos enche a sala de aulas juntamente com uma atmosfera de ordem!
A turma do 9º E da Escola Secundária de Kunugigaoka é uma turma de assassinos, onde todos os alunos tentam matar o professor. A relação entre os alunos e o professor, os assassinos e o seu alvo, torna cada dia nesta escola um dia extraordinário!!

Sobre a Editora: A Devir Livraria é um grupo editorial especializado em banda desenhada e jogos, presente em Portugal desde 1996. Edita mangá (banda desenhada japonesa) desde 2012, sempre com a mesma motivação e respeito pela obra original.
Sobre o local do evento: Em 1998 foi inaugurada a primeira loja Fnac em Portugal. Situada num dos maiores Centros Comerciais do país (Colombo), conta com um espaço aberto e colorido que permite desfrutar livremente da Cultura e Tecnologia.

Parabéns à Devir por mais uma série Manga em português, mas eu faço a pergunta:
Para quando uma obra no registo Seinen (para adultos)?
:)

Para informações de outros livros desta editora podem clicar no link em baixo:

Devir PT

Boas leituras


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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Lançamento Devir: All You Need is Kill Vol.2



Por motivos profissionais estive ausente três semanas, e desde já fica o meu obrigado ao Hugo e ao Paulo por terem feito alguns posts durante a minha ausência.
E claro... ficaram algumas coisas por divulgar!

Começamos por este Manga que termina já neste segundo volume: All You Need is Kill Vol.2.
Saiu no passado dia 5, passados 20 dias do anterior livro e desde já posso dizer dizer que adorei esse primeiro volume.
:)

Fiquem com a informação da Devir:

All You Need Is Kill Vol.2

A Terra é invadida pelos Mimics, uma raça alienígena de monstros quase indestrutíveis que se lançam numa guerra de extermínio.
Keiji Kiriya é apenas um entre inúmeros recrutas inexperientes a ser metido numa armadura mecanizada e atirado para o meio da carnificina, onde é abordado por Rita Vrataski, a famosa «Pantera Blindada».
Os dois jovens unem forças para descobrir como funcionam os círculos temporais e quebrá-los de vez. Mas o poder dos «mimics servidores» encerra um terrível segredo...
Será que Keiji e Rita conseguirão romper o círculo vicioso da batalha interminável? Será que existe uma esperança para a Humanidade?

Novela original de Hiroshi Sakurazaka,
Storyboard de Ryosuke Takeuchi,
Personagens de Yoshitoshi Abe
Desenho de Takeshi Obata, o criador de Death Note

216 páginas a preto
FORMATO: 126x190 mm
ISBN: 978-989-559-262-3
EAN: 9789895592616
PREÇO: €9,99 PVR
Edições Devir

All You Need Is Kill 1 e 2 são os primeiros títulos da categoria de Manga Seinen que a Devir editou. Parabéns!




Podem clicar no link em baixo para ler, e ver, informação  sobre o 1º volume:
Lançamento Devir: All you Need is Kill

Boas leituras


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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Lone Wolf and Cub: Parte III - Conclusão


Esta é a terceira e última parte de um artigo acerca da obra Lone Wolf and Cub. As duas primeiras partes podem-nas ler aqui:
 
Lone Wolf and Cub: Parte I - Introdução

Lone Wolf and Cub: Parte II - Obra

 
Poder-lhe-ia chamar a esta parte, a parte final: Lone Wolf and Cub - Influência; em vez de, simplesmente, conclusão. Sim, Lone Wolf and Cub teve uma forte influência na arte de diversos artistas que lhe seguiram (como já, sumariamente, me referi) mas não só. Foi levado para os ecrãs: tanto para os grandes (cinema) como para os pequenos (televisão). E tem sido alvo de sequelas, reestruturações dramáticas, em formato manga, mais ou menos inspiradas na história original.

Acho que todos temos um pouco dessa necessidade de preservar a memória que temos das nossas histórias favoritas, custa-nos admitir «É perfeito, não admite sequela, é impossível fazer melhor!». Rapidamente nos habituamos à ideia, ou seja, seja melhor ou pior, o que se pede é que respeite o original e, faltar ao respeito ao original «É que não!»... bem, em abono da verdade, é difícil que o "desrespeite", o original «É intocável.». Quero com isto dizer, a arte, as ideias, são de todos (para usufruto e manipulação), são do mundo. Não o fossem, não teriam o impacto que têm. Fazer delas algo de novo, compete-nos: criadores; artistas; leitores.

Farei um breve retrato da série original adaptada para o cinema, baseada directamente na obra Lone Wolf and Cub: a série Baby Cart. Falarei um pouco sobre a sequela, New Lone Wolf and Cub, pelo cunho do argumentista Kazuo Koike, assim como de uma readaptação para o género ficção científica: Lone Wolf 2100.


No cinema (série Baby Cart)
 
Os filmes são fiéis ao original. A adaptação, à conta dos constrangimentos temporais naturais do formato, usa-se de vários capítulos, várias cenas de Lone Wolf and Cub que, reorganizadas de uma forma inteligente, conseguem emprestar um fio condutor que nos "agarra" à tela. Talvez porque os autores, Koike e Kojima, estiveram muito envolvidos na sua montagem, talvez.

A série de filmes a que me refiro é a seguinte: Sword of Vengeance, 1972; Baby Cart at the River Styx, 1972; Baby Cart to Hades, 1972; Baby Cart in Peril, 1972; Baby Cart in the Land of Demons, 1973; White Heaven in Hell, 1974. Quero dizer, os filmes são rodados na década de setenta, por altura da criação da própria manga, pelo que: não contem com efeitos "muito" especiais.























  



Aliás, as cenas de gore fazem lembrar as cenas gore de filmes posteriores, como Kill Bill de Tarantino, por exemplo, são cenas ridículas, na verdadeira acepção da palavra, mas de um género de ridículo que lhe dá "piada", porque tudo o resto: é muito sério. Ou seja, das cabeças e dos membros decepados jorram litros de sangue em repuxo, de um tom vermelhão que mais nos faz crer que se trata de tinta, e não de sangue.
 
Depois, há todo um género de sensibilidade que ainda consigo admirar em cinema, que é uma forma de filmar, de fotografar, que não se reduz ao cliché, que ainda me consegue surpreender. Uma cena que me captou a atenção, por exemplo, é a de que num desses massacres protagonizados por Ogami Ittō a câmara encontra-se por debaixo de um móvel e só nos damos conta do movimento dos pés dos personagens «Esses pés dançam! Uma espécie de sapateado.». E, à medida que os pés vão saindo e entrando em cena, conseguimos imaginar a cena de violência, os corpos a caírem, sem que, para tal, o espectador recorra a mais algo que não seja a sua própria imaginação.

Quero, no entanto, deixar claro que, na minha opinião, os filmes não fazem totalmente jus à qualidade da obra no seu formato original, a manga. Alguns dos seus aspectos importantes, aos quais me referi na segunda parte deste artigo, ficam aquém do que poderiam eventualmente ser explorados: principalmente a sua componente mais espiritual. De qualquer das formas, são objectos da sétima arte inegavelmente curiosos.


New Lone Wolf and Cub 
 
Shin Lone Wolf and Cub, ou New Lone Wolf and Cub, é a sequela principal. Chegada até nós pelas mãos de Kazuo Koike (argumento) e Hideki Mori (desenho), a história continua exactamente no ponto em que a história original acaba. Aqui, no blogue leituras de BD, podem ler o anúncio do seu lançamento pela Dark Horse em:
  
Nova série Lone Wolf and the Cub para 2014 na Dark Horse 




Eu, infelizmente, à data de hoje apenas consegui ler o primeiro volume «Claro está! Fiquei com vontade de ler o resto.». A seu favor está o facto de o argumentista ser o mesmo, Kazuo Koike, e o desenhador, Hideki Mori, ser um confesso entusiasta do trabalho de Goseki Kojima (razão que o terá eventualmente levado ao desenho).


Aliás, o trabalho de Hideki Mori em New Lone Wolf and Cub reflecte isso mesmo, é um trabalho muito próximo à arte de Goseki Kojima. Embora, na minha opinião, haja algo na arte deste último (algo que não vos consigo definir completamente) que me leva a não gostar tanto do desenho das expressões, da transmissão de sentimentos e emoções, por parte das personagens.


A história, é simples e concisa, mas é-me difícil de a avaliar sem ter tido acesso à obra completa. Confesso que, para já «esperava algo mais inovador da parte de Kazuo Koike». A história dá uma reviravolta, as personagens mudam mas o enredo mantém-se idêntico, Ogami Daigorō e um novo personagem, o samurai Tōgō Shigekata, trilham os caminhos da Japão feudal com a ajuda do, já mítico, carrinho de bebé.


Lone Wolf 2100
 
Não entrarei em grandes detalhes, fica aqui a curiosidade. Lone Wolf 2100 é uma versão reinventada, do imaginário Lone Wolf and Cub, transposta para um cenário pós apocalíptico (ficção científica). Trazida até nós por Mike Kennedy (argumento) e Francisco Ruiz Velasco (desenho): Daisy Ogami é filha de um cientista de renome, Itto é o guarda costas de seu pai (um robô de guerra); ambos tentam escapar aos planos da corporação Cygnat Owari.

A obra é de 2002, dois anos antes da sequela New Lone Wolf and Cub, uma altura em que Kazuo Koike "voltava do fundo de um local bem escuro", ainda recuperava do luto pela morte de Goseki Kojima. No entanto, ao que parece, terá tido um envolvimento indirecto na mesma. Aqui vos deixo, a capa.


 
Boas Leituras

(Fim)
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domingo, 3 de maio de 2015

O Diário do meu Pai



No dia 1 deste mês fiz o post de lançamento este livro, ainda antes de o ter lido. Infelizmente. Porque quando os livros desta colecção fazem tilt na minha cabeça eu costumo fazer de imediato um post sobre eles, desta vez não foi assim. Li o livro apenas depois de ter divulgado a sua publicação.

Se procurarem mais informação sobre a envolvência da obra e informação sobre o autor é só voltarem atrás neste link (e depois voltam a este post):
Lançamento Levoir: Colecção Novela Gráfica - O Diário do meu Pai 

Este é um livro de um homem, que como muitos outros, se afasta do núcleo familiar com ressentimentos vários sobre a sua vida enquanto jovem e parte integrante da Família.
Se muitas pessoas depois de saírem de casa dos pais continuam a visitar, a telefonar, a ter contacto de algum modo, outros há que por motivos vários não o fazem.

Embora O Diário do meu Pai de Jiro Taniguchi seja uma obra com contornos autobiográficos, não confundir com autobiografia, é sobretudo uma enorme homenagem ao seu pai, quase um pedido de desculpa.
Muitas vezes os ressentimentos de uma criança são gerados pelo desconhecimento de todos os factos da vida em que os seus pais estão imersos, muitas vezes a incompreensão torna tudo isto numa ferida.

Assim aconteceu com Yoichi Yamashita. E assim acontece com tantos jovens que depois de se afastarem dos seus pais só os conhecem realmente depois da sua morte. As suas agruras, as suas dificuldades, as suas decisões, enfim... o porquê de muitas coisas que uma criança percebe de uma maneira "diferente".

Graficamente este livro é de uma grande limpidez de traço, contrariamente a muitos Mangas para adultos que são mais trashy, e é de uma narrativa irrepreensível. O espaço e o tempo da narrativa misturam-se perfeitamente com o desenho de Taniguchi, fazendo deste livro uma obra muito "fácil" de ler.

Como é habitual no Manga, existem vinhetas e páginas muito simples, apenas a linha do desenhador a dar o contorno necessário à figura, para depois passarmos de repente para desenhos altamente detalhados. Jiro Taniguchi fez um trabalho irrepreensível neste aspecto gráfico.

A história propriamente dita, bem, é para vocês lerem. Todos! Pais e filhos. Aliás, lanço o repto aos pais para que ofereçam um exemplar deste livro aos respectivos filhos que já atingiram a idade adulta, e que já agora façam uma dedicatória no livro quando o oferecerem.

Este livro provocou-me remorsos, e garantidamente deu-me vontade de ver o meu pai que há tanto tempo está ausente da minha vida, por minha culpa.

Recomendo vivamente este livro a todos. Uma excelente oferta também!
(E uma excelente surpresa para mim.)

Já agora... não têm a desculpa de não pegar no livro porque é japonês e "se lê ao contrário". Não, este livro está no sentido de leitura ocidental, da esquerda para a direita.

Boas leituras




Hardcover
Criado por Jiro Taniguchi
Editado em Maio de 2015 pela Levoir
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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Lançamento Devir: All you Need is Kill



A Devir prepara-se para publicar em português o 1º volume do Manga All You Nedd Is Kill, estando a distribuição prevista para o início de Maio.


É um díptico (dois volumes) baseados no romance de ficção-científica do escritor Hiroshi Sakurazaka. Este livro foi adaptado para Manga por Ryōsuke Takeuchi com desenhos de Takeshi Obata, e publicada inicialmente no magazine Weekly Young Jump da Shueisha no primeiro semestre de 2014. Nesse ano saiu também a adaptação cinematográfica da obra de Hiroshi Sakurazaka com o título Edge of Tomorrow (No Limite do Amanhã), protagonizado por Tom Cruise e Emily Blunt.



A história é contada pelo recruta Keiji Kiriya, que luta contra extra-terrestres em defesa da Terra. Depois de eliminar um alien acaba por morrer também, mas um estranho fenómeno acontece e fica preso num time loop em que o desfecho acaba sempre com a sua morte.
Keiji ressuscita sempre um dia antes da sua morte,conseguindo sempre ir aprimorando a sua técnica de combate de modo e evitar o destino fatal. Conseguirá Keiji evitar este final trágico?


Uma boa aposta da Devir! É uma obra recente de apenas dois volumes, mas que não será totalmente desconhecida do público devido à visibilidade dada pelo filme baseado no mesmo romance de FC.
E claro, Takeshi Obata já é conhecido pelos leitores portugueses pela obra Death Note, publicada em português também pela Devir. Obata tem outra obra bastante conhecida: Bakuman.




























Podem seguir as edições Devir, e outros produtos desta editora em:
http://www.devir.pt/
https://www.facebook.com/DevirPortugal

Boas leituras


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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Blame!



Alucinante. É a palavra que me vem à mente. Alucinante, no bom sentido, adjectivo que me serve para descrever o estado de espírito em que me encontro após ter lido a obra Blame!, por Tsutomu Nihei.


Talvez porque, feita quase de um só fôlego, a leitura, tem a capacidade de nos transportar para uma dimensão paralela à da realidade: a da imaginação, quase onírica, a do autor. Este é um dos livros que andava há muito para ler e que, agora, por intermédio de renovada necessidade pessoal de me esclarecer, o decidi fazer. E não me arrependo. Antes pelo contrário.

É evidente que a temática cyberpunk é um aspecto muito importante do trabalho artístico. Se não o fosse, provavelmente não me teria chamado à atenção como chamou. O tema é importante porque nos direcciona a pesquisa, assim como o gosto. No limite, à obra de arte, o tema nem deveria estar em causa «porque o artista, independentemente de tudo, para ser completo, de forma explícita ou implícita, deve conseguir falar um pouco acerca de tudo, da melhor, mais "bela", maneira possível». Esta é a minha opinião, e como qualquer opinião minha... deixo em aberto a possibilidade de se poder discordar dela.

Ora, o cyberpunk é um subgénero da ficção científica que se caracteriza pelo desenho de sociedades altamente distópicas, em que se debatem as consequências de uma qualquer revolução pós-industrial, seja ela uma revolução em que as fronteiras entre o ser-tecnológico ou o ser-paranormal e o ser-humano se esbatem. Eu posso avançar que o meu interesse no tema vem, nas suas origens, da leitura de autores de ficção científica como Philip K. Dick, pelo que vos remeto para obras como "Do Androids Dream of Electric Sheep?" (inspiração do filme Blade Runner) ou "Ubik".



"Blame!" é uma obra de arquitectura monumental, no sentido literal da asserção. De cortar a respiração. O autor descreve-nos um ambiente agorafóbico, uma cidade inserida dentro de uma estrutura «net sphere» que pode ser vista quase como que alusão a uma «esfera de dyson» mas de contornos bem mais virtuais. Para quem não sabe o que é uma esfera de dyson, passo a explicar: refere-se a um conceito científico segundo o qual, um passo evolutivo natural de qualquer espécie avançada, seria construir uma mega estrutura à volta de uma estrela para que, desse modo, pudesse tirar o máximo proveito da energia disponível no sistema. No caso de "Blame!" não é certo que essa fonte de energia seja o sol, mas isso nem sequer interessa, deixa-se à especulação.

Admito que, numa nota pessoal, como muito acontece com este género de ficção, a manga de teor cyberpunk ou fantástica, me incomode que a acção se minimize (quase e somente) ao verbo «destruir». A obra é extensa, e ao fim de várias destas cenas «de destruição», quase gratuitas, quase que rogo para que se aprofunde a psicologia das personagens; em vão. Elas são: Killy, agente secreto de um sistema anterior ao actual, sistema esse que agora é gerido por contra-medidas «safeguards»; e Cibo uma ex-cientista de uma organização denominada corporação, acompanha Killy na sua demanda, a de procurar um marcador genético «net terminal gene». As outras personagens são, mais ou menos «carne para canhão», à medida que a dupla atravessa o espaço, aqui e ali pontuado por mega-estruturas, onde habitam: seres humanos; trans-humanos; ciborgues; construtores.



Depois, é uma obra totalmente cinemática: o autor oferece-nos uma visão dinâmica «a 360º» da viagem que é do nosso personagem através do labirinto. Sempre com um olhar de admiração ao desenho de um mundo adverso, a da leitura ao imaginário, como se o leitor estivesse a jogar um jogo de computador, a ver um filme ou, na realidade, a movimentar-se como Killy, de um lado para o outro, através de um mundo de extrema beleza, inquietação e maravilhamento.

Alucinante. Deveras.


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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Lançamento Arcádia: As 7 Cores de Oníris


A Arcádia entra no mundo da BD com uma adaptação em estilo Manga da obra "As 7 Cores de Onirís" de Rita Vilela. A desenhadora foi Mitsu que coloriu em conjunto com Led.
O resultado estará à vista nas livrarias, no inicio de Julho.

Neste post terão uma mini-entrevista a Rita Vilela, a argumentista desta aventura de fantasia, para além de uma pequena sinopse e várias imagens deste livro.
Fiquem com As 7 Cores de Oníris e Rita Vilela:

As 7 Cores de Oníris

Sinopse: No mundo de Oníris, as sete raças humanas criadas pelos deuses foram separadas por cadeias montanhosas. Diz a lenda: se representantes das sete raças se conseguirem entender, ultrapassar montanhas, superar provas… Oníris voltará a ser um só. Seis jovens com cabelos de diferentes cores, unidos pela amizade, partirão à descoberta daquilo que se esconde do outro lado da barreira de pedra… a grande aventura está prestes a começar!

PVP: 14.95€

E agora a prometida mini-entrevista a Rita Vilela:

Olá Rita, podes dar-nos algumas informações sobre o teu percurso como escritora?
Sei que tens formação em psicologia, como vieste parar ao mundo da escrita?

Desde pequena que criei o hábito de exercitar a minha imaginação, de criar enredos… sempre gostei de sonhar através dos livros, através dos filmes, ou só por mim.
Em 2003, decidi começar a escrever pelo prazer de o fazer, sem saber se alguma vez conseguiria publicar. Quando o meu primeiro livro ficou pronto enviei-o para uma editora e dois anos depois recebi o meu primeiro “não”. Enviei-o então para a Oficina do Livro e mês e meio depois estava a receber um “sim”… foi uma sensação maravilhosa saber que a minha história As 7 Cores de Oníris ia ser publicada e partilhada.
Depois, as oportunidades foram surgindo, as portas das editoras foram-se abrindo, apareceram desafios, e hoje são já 27 livros publicados, entre fantasia, juvenis, infantis, biografias de génios do mundo, fábulas e metáforas, novela, ficção, teatro… e há muitos outros projetos e muita vontade de continuar.
Quanto à ligação da psicologia e da escrita, o interesse pelo ser humano está no centro de ambas as atividades; as pessoas são a minha fonte de inspiração; e alguns dos meus livros foram criados para ajudar os leitores a crescer, a resolver problemas, a mudar. O Curso de Coragem para Meninos com Medo por exemplo trabalha as questões do medo e as formas de o gerir; As cenas de K ensina a usar a imaginação para atingir objetivos; a coleção infantil Perguntas à Procura de Resposta trabalha questões relevantes do universo dos mais novos; e os livros de fábulas e metáforas promovem a reflexão à volta de problemas e dificuldades que nos tocam a todos.
Mas, se quiserem conhecer melhor a minha obra o melhor é espreitarem-na aqui: http://rita-vilela.blogspot.pt/

Pela investigação que fiz o teu público-alvo parece ser o infanto-juvenil. Foi por escolha consciente ou por vocação?

Tenho a minha obra distribuída por vários segmentos etários, mas a maioria está classificada no infanto-juvenil, sim.
Tenho tido a sorte de poder escrever com liberdade, de acordo o que gosto, de acordo com o meu imaginário e ter encontrar editoras interessadas em publicar o que escrevi. Acontece que as histórias que criei ao dar asas à imaginação (e que eu pensava destinadas a adolescentes, ou a adultos como eu) foram depois classificadas como juvenis… Parece que afinal tenho um imaginário bastante mais jovem do que a minha idade :)
Mas na realidade não é só isso. Alguém me disse um dia que uma história minha tinha várias camadas, e que diferentes leitores conseguiam retirar dela diferentes mensagens, uns centravam-se na ação e na aventura, outros nas relações entre as pessoas… talvez seja esse o motivo pelo qual livros meus conseguem despertar o interesse de gente nova, mas também de gente que já viveu mais anos.
Mas a obrigatoriedade de classificar os livros (é preciso saber onde os colocar nas prateleiras das
livrarias) força a atribuição de rótulos que são muitas vezes restritivos e enganadores. As obras de fantasia, por exemplo, não se destinam só a jovens; nem as metáforas só a crianças…

Na tua opinião qual o livro que achas mais emblemático do teu trabalho, ou o livro que achas que ficou mais bem conseguido?

Quanto mais tempo dedico ao desenvolvimento de uma história, quanto mais tempo convivo com as suas personagens, mais gosto delas.
Por isso, destacaria Os descendentes de Merlin, uma saga de fantasia-histórica publicada no Clube do Autor, que entrelaça a magia do mago Merlin e episódios da História europeia a portuguesa, obra que terá este ano o seu segundo volume.
Realço também Oníris, uma saga de fantasia-aventura publicada na Oficina do Livro.
Os livros destas duas sagas são os meus favoritos, aqueles em que a minha imaginação foi mais longe, aqueles que considero melhor conseguidos.
Numa dimensão mais pequena, destaco também o livro “Curso de Coragem para Meninos com Medo”, que é o meu primeiro livro publicado fora de Portugal.

Como surgiu Onirís? Queres falar-nos um pouco de como te surgiu a ideia, e já agora falar um pouco do mundo de Onirís?

Há livros que não faço ideia de como surgiram, com Oníris não é assim. A leitura do Senhor dos Anéis despertou-me o gosto por obras de fantasia e comecei a devorar livros neste segmento.
Até que um dia nasceu a ideia de criar o meu próprio mundo de fantasia. As pessoas que conhecia deram-me inspiração para as 7 raças que o foram habitar, e episódios reais e imaginários juntaram-se para originar a trama. E a saga foi crescendo: As 7 Cores de Oníris (2008); Oníris - o Grande Desafio (2009) e Oníris - a Dádiva dos Deuses (2010)


Em 2014 nasce obra a banda desenhada As 7 Cores de Oníris – A Grande Aventura que conta por imagens a história do livro homónimo:
No mundo de Oníris, as sete raças humanas criadas pelos deuses foram separadas por cadeias montanhosas.
Diz a lenda: se representantes das sete raças se conseguirem entender, ultrapassar montanhas, superar provas… Oníris voltará a ser um só.
Seis jovens com cabelos de diferentes cores, unidos pela amizade, partirão à descoberta daquilo que se esconde do outro lado da barreira de pedra… a grande aventura está prestes a começar.

Parece-me que este é o teu primeiro livro de Banda Desenhada. Embora seja uma adaptação de um romance de fantasia teu já publicado, como surgiu esta ideia de o transformar em Banda Desenhada?


Com os livros da saga surgiu o sonho de levar Oníris mais longe, para dinamizar a obra concebi um questionário de personalidade (identifique a sua verdadeira raça em Oníris); criou-se comida para as 7 raças; encontraram-se as 7 maravilhas de Oníris; fizeram-se passatempos… (ver: http://7oniris.blogspot.pt/), mas eu queria mais…
A ideia de contar a história por imagens surgiu nessa altura: avançar para uma banda desenhada ou, em sonhos mais ousados, uma adaptação para cinema.
Foi então que apareceu o João Mascarenhas, autor, formador, dinamizador de banda desenhada e cocriador dos fanzines BDLP (em que também participai com contos meus ilustrados por autores angolanos).
Num evento em que o João e eu participámos, ele ouviu-me falar sobre As 7 Cores de Oníris, e depois de o ler reconheceu-lhe potencial para ser adaptado para BD. E foi pela mão do João Mascarenhas que surgiram as condições para se passar à ação: ele colocou-me em contacto com uma jovem ilustradora, a Mitsu, e com um argumentista igualmente talentoso, o André Oliveira, que nos deu uma ajuda preciosa, embora infelizmente não tenha podido acompanhar o projeto até ao fim... E a banda desenhada começou a passar a ganhar forma.
E hoje, com a obra As 7 Cores de Oníris – A Grande Aventura já publicada, até já se podem ver personagens de Oníris a passear por aí… temos gente muito gira a fazer cosplay sobre a obra.

Os próximos sonhos são agora dar continuidade à banda desenhada (ficou muita história de Oníris por contar) e levá-la para fora de Portugal: editores estrangeiros, procuram-se!

E que achaste do resultado final?

A ilustração ficou muito bonita e expressiva e, embora a imaginação da Mitsu nem sempre coincida com o modo como eu idealizei as personagens ou os cenários, penso que as soluções por ela encontradas funcionam muito bem (melhor do que as minhas) e o contributo da Led também foi precioso. Adorei o resultado final!

Conseguimos criar uma obra mangá inteiramente made in Portugal, com 176 páginas recheadas de ação, distribuídas entre as cores e o preto e branco, e uma qualidade reconhecida por gente que percebe de BD…
Estamos mesmo felizes com o resultado

Queres deixar uma mensagem aos leitores do LBD?

Aos vossos leitores aproveito para desejar boas leituras e que as imagens desta nossa banda desenhada vos possam motivar a sonhar e a seguir os vossos sonhos.


Obrigado Rita

Eu é que agradeço a oportunidade para dar esta entrevista e faço votos dos maiores sucessos para o vosso espaço Leituras de BD.

As imagens colocadas ao longo da entrevista foram sugeridas pela Rita Vilela.
:)
Agora as páginas do livro!

































































































Boas leituras
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