Mostrar mensagens com a etiqueta Diabba. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Diabba. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A Palavra dos Outros: Armazém Central por Aida Maria Teixeira




Armazém Central é uma óptima série feita colaborativamente entre os excelentes artistas Régis Loisel (Peter Pan e Em Busca do Pássaro do Tempo) e Jean-Louis Tripp. Decidiram fazer uma obra toda ela em dupla cooperação, sobre a vida de uma aldeia na província do Quebeque. Loisel desenha, e Tripp trabalha a arte final. A história em si também tem os créditos dos dois. No início de cada livro é exemplificado o método de trabalho que utilizam durante a série! 


Quem irá falar deste livro é a minha mulher, a Aida, que se dispôs, e acabou por se surpreender durante a leitura (o que não é fácil)! Fica a crítica da Aida: 

Por indicação (foi mais a pedido, hihihihi) do marido li os três livros (editados em português) “Armazém Central” de Loisel & Tripp. Comecei logo por esbarrar no “afinal qual é o 1º volume?”, “ahhh é este” respondeu, indicando o “Maria”, “como sabes?” inquiri eu, “sei”, respondeu ele. Meus amigos, é assim: Eu não percebo um corno (literalmente) de BD, e como eu estarão uns 95% dos portugueses. Não acham que tal informação deveria constar da lombada, ou, no mínimo, na primeira página deveria constar “volume 1 de X” ou simplesmente “volume 1”? Reparem, eu que não percebo nada de BD entro numa livraria, pego num dos 3 livros (ao calhas), e gostando dos desenhos penso “ahhh giro para oferecer ao primo da tia que casou com o engenheiro que é irmão da sogra”, e compro. Agora imaginem que comprei o volume “Os Homens” que, não por acaso, até é o último volume editado. A pessoa que o vai receber, não vai perceber nada (nem conseguirá descobrir que aquele é um volume de vários), não gostará da história, e não percebendo nada de BD (pertence aos 95% de ignorantes bedéfilos, onde me incluo), também não sentirá nenhuma vontade de continuar a ler “bonecada”. Faz falta numerar os volumes. 

Agora quanto à história, confesso que comecei por não gostar do desenho, achei que tinha riscos a mais, gosto de desenhos limpinhos e bonitos (o marido falou-me numa tal “linha clara”), mas depois acabei por entranhar o estilo e gostar. A história é quase contada por um espírito, ainda demasiado apegado aos bens materiais e à mulher que deixou, e vai acompanhando a Maria na sua viuvez, no seu crescimento como pessoa que já não vive dependente de um homem. 

A Maria conhece Serge, alguém que foge de si mesmo, mas que adora cozinhar, e põe uma pequena aldeia a comer como se estivessem no melhor restaurante de Paris. Depois os homens regressam do seu trabalho de inverno, homens duros (lenhadores), que não vêem com bons olhos a popularidade que um homem desconhecido, mas bem parecido, culto, e bom cozinheiro tinha granjeado junto de todas as mulheres, bom de quase todas as mulheres. 


Tem um final surpreendente que me pôs a sorrir. Vão ler sim? 
Pontuação: 7,5 em 10 

Digamos que eu daria (pela minha escala que não tem máximo) 8,5! Mas como o post é dela… 
Estão editados em português: 
Marie
Serge
Os Homens 

Hardcover 
Criado por: Régis Loisel e Jean-Louis Tripp 
Editado entre 2007 e 2011 pela ASA 

Boas leituras!









Disqus Shortname

sigma-2

Comments system

[blogger][disqus][facebook]